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19.2.12

Fragilidade...

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- A situação do Chelsea de Villas Boas pode ser um bom exemplo da não linearidade das consequências no futebol. Ok, vamos assumir que as circunstâncias não foram favoráveis e que algo (para o efeito, não interessa precisar) correu mal. Que consequências teríamos? Numa hipótese de linearidade, não creio que qualquer circunstância fosse suficiente para vermos um Chelsea tão vulnerável como aquele que temos visto. Não faltam exemplos, semelhantes, ocorrendo-me de forma clara o caso do Feyenoord no ano anterior. Para quem está familiarizado com as reflexões de Nassim Taleb (a figura tem essa proveniência), diria que o futebol é seguramente Frágil.

- Ainda no Chelsea, é curioso como Villas Boas e Domingos, partilharam o climax das suas ainda curtas carreiras na final de Dublin, se encontraram também na queda que inesperadamente se deu a seguir. Vários pontos em comum (e outros, necessariamente, diferentes). O treinador, é factual, não foi solução suficiente, mas daí até ser ele próprio parte dos problemas (ou, de forma mais drástica "o" problema), vai uma grande distância. Será que é? Não interessa muito a opinião de cada um, o futuro falará por si (ainda que possa não dar forçosamente respostas lineares sobre a questão), mas interessa que conclusões serão retiradas por quem tem responsabilidades de as tirar. E este é o ponto central, porque se se confundir problemas com soluções, o que se fará é perpetuar os problemas. Não é uma questão simples, e não tem apenas a ver com a competência (que não está em causa) dos treinadores. No caso do Chelsea, claro, tudo se pode limitar ao número de cheques que Abramovic terá de passar, e se for assim o problema será resumido a uma questão de tempo.

- Quem não usa muito a técnica dos cheques, é o Arsenal. Uma semana negra, concluída com a eliminação da Taça. Pode ser a pior época em muitos anos, o que vendo bem, não constitui grande surpresa. O Arsenal é um caso provavelmente sem par na Premier League, no que respeita à potenciação dos recursos existentes. Isto, no entanto, não faz tanto do Arsenal um caso de sucesso, mas mais um exemplo claro de como no futebol, e para os adeptos, não há prémios de performance relativa. O que interessa é ganhar e de forma absoluta, porque no fim do dia, poucos dão alguma importância ao preço da vitória.

- O Braga. Para quem quer exemplo (mais um) de uma equipa potenciada de forma crescente, tem no Minho, outra vez, uma boa resposta. A equipa não era assim tão forte no inicio, mas foi crescendo de forma progressiva e segura. Não é uma coisa evidente, claro, mas como quase sempre não se trata tanto de fazer coisas deslumbrantes, mas muito mais de ir melhorando progressivamente a qualidade das coisas que se podem fazer. Confiança e especificidade. Confiança, vem com as vitórias. Especificidade, vem com a estabilidade das peças fundamentais. Como o futebol é jogado por homens e não por máquinas, é quase (quase...) sempre assim que acontece, pela confiança e especificidade, e nenhuma fotografia será mais paradigmática do que a do primeiro golo. Jogo longo de Viana, recepção e cruzamento no tempo certo de Alan, e movimento de Lima, em diagonal nas costas do primeiro central. Três acções marcadamente características dos protagonistas (especificidade), executadas com qualidade perfeita (confiança). É claro que os contratempos do Gil também ajudaram, mas não há que retirar mérito, e o segundo lugar está longe de ser impossível.

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11.8.11

A ver os outros jogar...

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Não será fácil encontrar equipas que, durante a época, criem tantos problemas à organização defensiva dos "grandes" portugueses. Porque, infelizmente, não há por cá qualidade a esse nível. Sendo assim, aproveito os últimos raios de sol desta pré época para, no caso, chamar a atenção para os problemas que Malaga e Arsenal causaram à organização defensiva de Sporting e Benfica, respectivamente...

Malaga - Sporting - Foi o principal problema da equipa e, em nenhum como neste jogo, o Sporting sentiu tantas dificuldades em organização defensiva. O problema deriva, primeiro (e este é o ponto a destacar), da intencionalidade estratégica do Malaga para atrair os alas para o interior (sobretudo, Cazorla) e abrir espaços nos corredores para a entrada dos laterais. Chamo a atenção para o pormenor da estratégia "atracção no centro, liberdade nos corredores", porque, somos mais vezes confrontados com a intenção inversa, ou seja "atracção nos corredores laterais, liberdade ao centro". A meu ver, e este é um bom exemplo, é errado generalizar-se para o que é certo, ou não, fazer. Ou seja, o corredor central não tem de ser o "destino". O único "destino" no futebol, é a baliza.


Relativamente ao Sporting, não há, na minha análise, nada errado nos comportamentos posicionais colectivos. Há um encurtamento de espaços entre sectores e jogadores, e uma boa densidade do bloco. O que não há, porém, é capacidade agressiva no espaço. O Sporting cria zonas de pressão, mas o Malaga sai sucessivamente delas, em posse. Destaque, neste plano, para a linha média, que (sem Rinaudo) volta a denotar um mal da época anterior, e para Onyewu, que não consegue por várias vezes pressionar o avançado que recebe à sua frente. Porque não se joga alto apenas para aumentar a estatística dos fora de jogo. Joga-se alto para pressionar no espaço que se encurta, e esse é um papel muito importante dos centrais (veja-se Rodriguez, por exemplo).

Não conseguindo, mesmo sendo denso, ser agressivo no espaço, naturalmente que o Sporting sofreu as consequências do seu défice de presença nessa zona. Domingos corrigiu na segunda parte, com a colocação de mais 1 médio, e as coisas melhoraram (também porque entrou Rinaudo, assinale-se, que tem uma capacidade interventiva completamente diferente de Schaars ou André Santos)

Benfica - Arsenal - Dois casos que quero explorar, na primeira parte deste jogo...

Primeiro, sobre o comportamento defensivo do Benfica. Já havia alertado para o facto de o Benfica denotar alguns problemas de adaptação aos comportamentos posicionais, jogando com 2 médios, lado a lado. Aqui, e porque fica sempre um jogador do Arsenal livre no corredor central, pode-se levantar o problema da inferioridade numérica. Mas, se a referência principal é a zona, logicamente, nunca podemos começar por analisar a questão do ponto de vista da presença individual. E, olhando para o espaço, vemos que o Benfica (ao contrário do Sporting, no exemplo anterior) não dá prioridade à preservação dos espaços entre sectores no seu comportamento pressionante.
Ou seja, não me parece ser necessariamente inviável jogar com 2 médios na zona central, o que entendo é que, para tal, é preciso que a equipa garanta sempre boa proximidade entre sectores e que os jogadores (médios ou avançados) não saiam em movimentos pressionantes sem que o bloco esteja devidamente compacto. Primeiro, deve-se garantir a coerência colectiva e, só depois, pressionar. Mas não foi isso que aconteceu em alguns casos.

O outro pormenor não é tão relevante, mas é curiosa a diferença de atitude identificada em 2 casos, entre Garay e Luisão, relativamente à linha de fora de jogo. No primeiro caso, Garay opta por tentar controlar o movimento de Gervinho, não respeitando o posicionamento de Luisão, à sua frente. Na repetição, fica claro que o marfinense ficaria em fora de jogo, caso o central tivesse mantido a coerência da linha, por Emerson também o fez. No outro caso, minutos mais tarde, Luisão, perante uma situação de incerteza com o controlo de Van Persie, tem a opção inversa, ou seja, tenta preservar o posicionamento colectivo. O esforço de Luisão foi inglório e tardio (Amorim estaria a colocar em jogo Van Persie, de qualquer maneira), mas o ponto que quero focar vai para a diferença de comportamentos entre os dois jogadores, o que se explicará pela presença ainda recente de Garay, na Luz.
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9.3.11

Notas do Barcelona-Arsenal

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- O resultado demorou a traduzi-lo, mas para quem viu não ficam mínimas dúvidas de que a estratégia do Arsenal falhou por completo. Ou, melhor dito, foi completamente insuficiente.

- Para ter bola, o Arsenal tinha de a recuperar em zona mais alta, porque perdendo-a à saída da sua área, é quase impossível evitar o pressing do Barcelona sem assumir riscos extremos. Foi assim, aliás, que nasceu o primeiro golo. Por muito mais interessante e divertido que seja olharmos para a posse do Barça, o seu sucesso e extrema qualidade nunca pode ser explicado sem a qualidade dos seus momentos defensivos, nomeadamente a reacção à perda. Um sufoco... fantástico!

- Não querendo fazer parecer fácil a tarefa Hercúlea que representa jogar em Camp Nou, era preciso muito maior agressividade sobre o portador da bola na estratégia defensiva do Arsenal. Uma zona expectante serve apenas para adiar os estragos que jogadores como Xavi e Iniesta inevitavelmente causarão. Para além do espaço, é preciso condicionar o tempo de decisão. Óptimo exemplo disso? O Portugal-Espanha.

- Vulnerabilidade do Barça? O jogo aéreo, com presença menos forte do que é hábito. Com Bendtner no banco, Wenger hipotecou a possibilidade de iniciar as suas jogadas com uma referência forte nas primeiras bolas. Seria uma possibilidade para fazer aquilo que raramente conseguiu: ganhar a bola no meio campo adversário. Estranha-se, porque o Arsenal tem essa solução prevista no seu modelo.

- Um pormenor interessante esteve na forma como ambas as equipas lideram com a linha defensiva e a armadilha do fora de jogo. Muito mais forte o Barcelona, que tem previstas várias situações para tirar partido desse risco. Muito menos preparado o Arsenal, tanto no capítulo ofensivo como defensivo. A cultura táctica dos próprios países não inocente, neste detalhe. É que em Espanha, e ao contrário de Inglaterra, a generalidade das equipas recorrem muito à última linha e ao fora de jogo como arma defensiva.

- Outra curiosidade tem a ver com a reacção do Barcelona após o 3-1. A equipa estava completamente "por cima" e aproximava-se do golo literalmente a cada minuto. Com a vantagem na eliminatória, e apesar dessa superioridade, a pressão para marcar evaporou-se, e o Barça pareceu privilegiar a gestão do jogo, quando tinha tudo para "matar" o adversário. Consciente ou inconscientemente, as equipas jogam para o resultado que precisam...

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23.11.10

Mais um feito do Braga, e a jornada 'Champions' (Breves)

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- Não vi o jogo e por isso, o meu comentário terá de ser bastante restrito. Ainda assim, visto ou não, ganhar ao Arsenal é mais um marco fantástico no trajecto europeu do Braga neste ano. Mais mérito ainda tem pelo facto de acontecer numa fase em que a equipa se procura reabilitar em termos emocionais e de confiança, tanto em relação às suas próprias capacidades individuais, como em relação à sua proposta de jogo. É um trabalho que não se resolve com esta vitória, mas que pode seguramente ter aqui uma importante ajuda. Já que falo de confiança, e embora desta vez não o tenha escrito antes, os 2-3 do Emirates no fim de semana podem ter sido a primeira boa notícia para o Braga, em relação a este jogo. Os jogos começam todos 0-0, mas nenhum começa efectivamente do zero. Enfim, Liga dos Campeões, mais 9 pontos em 5 jogos: dê qualificação ou não (não dará!), a resposta sobre a capacidade de Domingos na Europa está mais do que dada.

- No fim de semana vi o Ajax-PSV e pude de novo constatar a fragilidade defensiva da escola holandesa. Não é atacar muito, é defender mal. Especialmente o Ajax que só não perdeu por benevolência do seu rival. A goleada do Real, neste contexto, era uma previsão fácil de fazer. Outro jogo que poderia dar surpresa, pelo momento do favorito, era o Chelsea-Zilina. Não deu, esteve quase, mas também era demasiado escandaloso.

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26.9.10

Diferenças de eficácia e outras notas do dia (Breves)

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- O Benfica conseguiu marcar apenas 1 na Madeira e demorou quase 1 hora a fazê-lo. A pergunta que faço é: se em vez de estar 9 pontos atrás, tivesse à frente, quantas oportunidades precisaria o Benfica para ganhar vantagem? Nunca saberemos a resposta, obviamente, mas sou da opinião que a resposta a este exercício teórico pode aproximar-se do número de oportunidades que o Porto precisou para marcar. Muito mais do que os 9 pontos, a esta distância, é esta a montanha que se colocou entre os 2 candidatos.

- Umas horas antes, ainda debaixo da luz do sol, jogou-se em Coimbra um clássico que começou tecnicamente pobre e acabou com grande emoção e, já agora, com um grande golo de Sougou. Porque é que Manuel Machado não usa Rui Miguel de inicio ou porque é que tira Toscano com o jogo por decidir, é um mistério para mim. Mas o que eu gostava mesmo de saber quantas pessoas optaram por ver este jogo, quando a mesma estação transmitia, à mesma hora, o Milan-Génova...

- Entretanto, grandes resultados no dia de hoje. O Mainz - já demasiado surpreendente para ser surpresa - ganhou em Munique, o Levante empatou o Real e o Lyon voltou a perder. Menos mal parece ser a derrota do Arsenal, no Emirates frente ao WBA por 2-3. É pelo menos esse o sentimento que me fica depois de ter assistido a um 0-3 já na recta final da partida. É tudo uma questão de perspectiva...

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15.9.10

Braga goleado (Breves)

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- Sofrer cedo não ajudou, é certo, mas a diferença foi demasiado clara, para se falar de um goleada circunstancial. Se frente ao Porto, referi a importância da equipa conseguir "poupar" a exposição dos centrais, neste jogo isso foi tudo menos conseguido. Tentar manter uma zona pressionante em todo o bloco custou caro. Muito caro! Os médios saíam quase sempre em vão e depois a bola entrava na frente de Rodriguez e Moises, obrigando-os a sair da posição e a abrir espaços em zonas proibitivas. Mas tudo isto - e é bom que fique claro - é 99% mérito do Arsenal. Quanto ao Braga, só se pode dizer que foi mau na segunda parte, quando os níveis emocionais já estavam destruídos.

- A componente emocional é o que marca a diferença neste Braga. Perder dois jogos seguidos - sobretudo este! - será um teste importante à manutenção dessa força mental. Confiança é a palavra a preservar nos próximos tempos. Autoconfiança e confiança naquilo que é a sua proposta colectiva para vencer. Eu arrisco que rapidamente se vai recompor.

- Uma nota para um aspecto: o relvado. Não é por acaso que Arsenal e Barcelona jogam o que jogam em casa. A dimensão ajuda, mas a qualidade do tapete é uma condição fundamental para um jogo de apoios tão rápidos e curtos. Estou para ver uma equipa que consiga esta qualidade a jogar continuadamente num campo sem grande qualidade...

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16.8.10

Domingo de complexidades

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- Ora aí está mais um exemplo da enorme complexidade que o futebol pode assumir. A súbita "crise" do Benfica. A sequência de jogos sem ganhar na jornada inaugural. A terceira vitória da Académica em 4 anos de visitas à Luz. Podemos debruçar-nos o tempo que quisermos, com o detalhe que desejarmos, mas, não se deixem enganar, a nossa compreensão real sobre tudo isto será sempre muito reduzida.

Enfim, pode dizer-se que, em apenas 2 jogos oficiais, a pré época do Benfica parece ter sido reduzida a um redondo zero.

- Em França anda tudo louco. O recém promovido Caen, depois de ter ganho em Marselha, bateu agora o Lyon. Fica a nota para análises futuras.

- No Brasil, Muricy volta a ameaçar aniquilar o tradicional equilíbrio no topo da tabela. Depois do São Paulo, agora no Fluminense. Não sei se vai ser assim, mas é o que parece.

- Na Premier League, vi Koscielny e Chamakh estrearem-se num clássico. Dois jogadores que observei no ano passado e que me despertaram interesse. Maior surpresa pela aposta no central, que tem potencial mas um longo caminho ainda à sua frente. Mais claro é o caso de Chamakh. Um jogador super completo, forte tecnicamente e fortíssimo no espaço aéreo, quer na área, quer fora dela. Esteve ligado ao "blooper" de Reina, mas espero mais dele.

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1.4.10

Barcelona, a asfixia 'blaugrana'

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Porque é que o Barça não matou o jogo e a eliminatória naquela fantástica primeira parte? Talvez, digo eu, por ser uma equipa humana, não perfeita. Algo que deverá preocupar Guardiola. O que me motiva neste momento, no entanto, é falar da asfixia. Isto é, daquele futebol fantástico com que o Barça torturou o Emirates. O “tiki taka” salta à vista de qualquer um e será sempre essa grande marca da melhor equipa alguma vez já vista, mas não chega como explicação. Nenhuma equipa é tão forte apenas por ser boa quando a bola lhe chega aos pés. É melhor olhar um pouco mais... para o que eles fazem quando perdem a bola... assim sim, se completa o puzzle.

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11.3.10

Explicar a hecatombe portista... ou parte dela.

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Escolher pode tornar-se um exercício complexo quando os possíveis exemplos são tão numerosos. É o caso da derrota portista em Londres e, em particular, da escolha de lances que ajudem a explicar onde esteve o problema. Para facilitar – e abreviar – decidi limitar a análise à primeira parte, centrando-a apenas na má prestação da equipa com bola e deixando de lado os momentos defensivos, com excepção, claro, dos golos. Aqui fica, então, o comentário a um vídeo que, na realidade, fala muito por si próprio...

Os golos
Já aqui me havia referido aos lances ontem, e o vídeo serve apenas para reforçar o que foi então escrito. Ou seja, a centralização da responsabilidade em Rolando e Fucile com o dado relevante da forma primária como foram cometidos os erros.


No primeiro golo, a origem acontece no erro de Rolando. A primeira bola com Arshavin deveria ser ganha obrigatoriamente. Rolando perde o lance por reagir tarde e muito mais lentamente do que estava ao seu alcance. Talvez por instintivamente sentir a obrigatoriedade de ganhar o lance, acaba por corrigir ainda pior o seu atraso, lançando-se para uma bola perdida e perdendo a posição. Mais valia ter feito falta. Atrás de si, no entanto, há outro erro. Fucile, pois claro. Na saída do central, o lateral tem de fechar por dentro, e antes que a bola entre no espaço. Fucile fê-lo apenas por reacção, quando a bola fora já lançada em Arshavin e, por isso, perdeu o lance.

No segundo golo, começo por falar da atitude de Fucile. Não é a primeira vez que vemos jogadores – e particularmente Fucile – “incendiados” por despiques pessoais. Creio que foi isso que se passou com Fucile. O uruguaio havia sido batido individualmente por Diaby no inicio da jogada e isso pareceu ferir-lhe o orgulho, retirando-lhe racionalidade nos momentos seguintes. Por isso, creio, tenta irreflectidamente sair a jogar e, por isso também, arrisca ganhar a bola sobre Arshavin, numa entrada à queima completamente injustificada e imprópria de um jogador da sua valia. Dito isto, há que referenciar ainda o papel dos centrais. Com Nuno André Coelho uns bons metros mais baixo do que eles, decidem manter a linha, como que ignorando a presença do colega. Assim viabilizou-se uma linha de passe que era totalmente proibida, num movimento que indicia má capacidade para jogar correctamente com o fora de jogo. Para completar o cenário dantesco, é ver os defensores portistas com o braço no ar depois do golo...

Os momentos com bola
Podia trazer aqui algumas jogadas em que o Porto deixou muito a desejar perante o ataque do Arsenal. Na realidade, a tarefa não era fácil, mas houve trocas posicionais que envolveram os médios que, claramente, foram mal feitas, denotando uma expectável falta de rotina entre jogadores pouco rotinados entre si. Mas, se sem bola o Porto teve dificuldades, muito do que não fez passou também pela falta de qualidade nos momentos com bola.

A entrada foi desastrada. Nos primeiros momentos em que teve oportunidade para jogar, o Porto simplesmente acumulou erros e entregou a posse ao adversário. Fosse em organização ou transição. A coisa melhorou antes do 2-0, mas Fucile e os centrais encarregaram-se de não retirar o Arsenal da rota da goleada.

Enfim, há que notar que o Arsenal – e volto a esta ideia – é uma equipa fortíssima em todos os momentos e não apenas com bola como é tantas vezes repetido, e que também tem muito mérito nas dificuldades que o Porto sentiu em jogar. Aliás, já havia sentido no Dragão. Ainda assim, foram demasiados os erros. Erros na opção e na execução. De defesas e médios. Em organização e transição. Se o Arsenal é excepcional com bola, era preciso que, pelo menos, não a tivesse muitas vezes, e isso foi tudo menos conseguido pelo Porto. Finalmente, porque é o tema mais popular nesta altura, pouco disto tem a ver com Nuno André Coelho. É repetida a ideia de que o “pivot” é fundamental para a qualidade da posse, mas isso só é verdade em algumas equipas e o Porto não é uma delas. É verdade que Nuno André Coelho nada acrescentou em termos de qualidade de posse, mas não foi por ele que o Porto errou tanto e quase não jogou na primeira parte.



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10.3.10

Arsenal - Porto: não havia necessidade!

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A este nível, habitualmente, as goleadas são resultado de uma enorme diferença de eficácia. Foi esse o filme que Jesualdo quis “vender” na sua análise final, mas... não foi isso que se passou. A goleada foi, isso sim, a consequência justa e natural de um jogo que cedo se encaminhou para esse destino. Que o Arsenal é uma grande equipa, das melhores do mundo a nível colectivo, já se sabia. Que o Porto iria ter, inevitavelmente, grandes dificuldades no Emirates, também era de prever, ao ponto de o ter feito no próprio rescaldo da primeira mão. O que não era, nem forçoso, nem tão previsível, era a sucessão de tiros no próprio pé que conduziram o Porto à embaraçosa vulgaridade com que saiu de Londres... Não havia necessidade!

As opções de Jesualdo
Começando pelo que é mais comum discutir-se, em especial depois das derrotas. Na verdade, e tantas vezes insisti nesta ideia no passado, sou absolutamente contra “totobolas de 2ªFeira”, mas não posso deixar de comentar as opções iniciais de Jesualdo.

Sobre Nuno André Coelho, já várias vezes escrevi que me parece ter um grande potencial, superior a Maicon, e um candidato a superar Rolando se tivesse oportunidade para tal. Agora... na posição 6?! Num jogo desta importância?! Sem nunca ter sido testado previamente?! Enfim, como disse, não foi por aí que o Porto passou pelo que passou, mas não faz absolutamente sentido nenhum, e estranho como pretende um treinador retirar o melhor da sua equipa se as suas apostas exigem, desde logo, um rendimento improvável dos seus jogadores.

Mas não me parece que Nuno André Coelho seja o único caso discutível. Há Hulk. Também, como no caso do central, creio que Hulk tem um potencial fantástico e tem tudo para ser um jogador do mais alto calibre no futebol mundial. Acontece, no entanto, que o rendimento do jogador na primeira mão deixou claro que a ausência de competição lhe tem feito muito mal. Para mais, em experiências anteriores em Inglaterra (Chelsea e Manchester), Hulk havia repetido exibições muito fracas. Assim foi e... assim se repetiu. Ao contrário da opção de Nuno André Coelho, e apesar de bem menos polémica, parece-me que esta foi uma opção com alguma influência na qualidade de jogo portista...

Os tiros no pé
Na verdade é um cenário que se repete. Foi assim no primeiro ano de Jesualdo, com os deslizes de Helton em Stamford Bridge. Seguiram-se as inexplicáveis atitudes de Fucile nas 2 mãos da eliminatória frente ao Schalke. No ano passado, em Old Trafford, Bruno Alves assistiu Rooney. Este ano, para não quebrar a tradição, a eliminação portista fica fortemente ligada a erros individuais perfeitamente evitáveis e apenas explicáveis pela incapacidade de lidar com a pressão destes momentos. Os réus? Fucile e Rolando.

O Arsenal entrou avassalador. Com enorme qualidade de circulação, plena de mobilidade e velocidade, e utilizando muitos jogadores nas acções ofensivas. Parar isto é muito difícil e se o Porto tivesse sucumbido por aqui, pouco havia a dizer. Mas não. O primeiro golo resulta de um lance em que Rolando perde o lance aéreo com... Arshavin. Como se não bastasse, o central tentou corrigir o incorrigível mau posicionamento para a primeira bola e abriu uma cratera nas suas costas. Aqui, como se não bastasse Rolando, entra Fucile. A rotina é, quando o central sai, o lateral proteger-lhe as costas, fechando o espaço interior. Fucile fê-lo, mas apenas por reacção e isso provou-se fatal. No segundo golo, de novo os mesmos protagonistas. De Fucile é escusado falar, tal a evidência da sua displicência. Mas uma nota vai ainda para o mesmo Rolando que não acompanha bem posicionalmente o lance, mantendo-se mais alto do que a linha da jogada e abrindo espaço para a trajectória por onde haveria de entrar o cruzamento.

Se Jesualdo esperava um jogo de pormenores, assim, perder tornou-se inevitável.

A goleada
Explicada a derrota, pela qualidade do Arsenal e, sobretudo, pelos tiros no pé referidos, fica também fácil perceber a goleada. Do intervalo, e com 2-0, o Porto voltou na corda bamba. Ou seja, a sua boa reacção poderia terminar num golo que relançaria a equipa ou... num outro, do outro lado do campo, que ditaria a falência motivacional da equipa e, por consequência, o descalabro que se seguiu. Na verdade, esse sempre foi o cenário mais provável, tendo em conta a qualidade do Arsenal e, claro, a diferença entre o momento de confiança das equipas.

Notas individuais
Já falei de algumas individualidades, mas há outras que me merecem referência. A primeira, Ruben Micael. O jogo mostrou que Ruben não é, como nunca foi, um jogador acabado. Tem limitações do ponto de vista técnico e físico e a sua boa movimentação não conseguiu contornar essas dificuldades, num jogo de ritmo bem mais elevado e em que era preciso fazer tudo melhor e mais rápido. Falhou demasiado para uma equipa que precisava de qualidade máxima nos momentos com bola e que tinha nele um elemento central para a transição. Pior que ele, se descontarmos os decisivos Fucile e Rolando, só Hulk.

Para não ser tudo mau, termino com boas notas. Helton, é evidente. Juntaria Rodriguez, que teria sido muito mais útil do que Hulk, o incansável Falcao e Varela. A substituição deste último, aliás, torna-se difícil de entender estando Hulk em campo. Isto, mesmo sabendo que o brasileiro ocupava, na altura, uma posição mais interior e não idêntica à de Varela.



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18.2.10

Porto - Arsenal: Para sorrir e... rever

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Do jogo resulta uma primeira e óbvia conclusão. A qualificação é uma possibilidade real. Acreditar justifica-se, mais não fosse, pelo resultado conseguido. Se não é difícil retirar o que há de bom de uma vitória tão importante como esta, mais complicado será para o Porto abstrair-se de todo o entusiasmo para fazer um diagnóstico fiel do que se passou. É que, se a equipa tem a sua quota parte de mérito, também é um facto que o desfecho resulta em grande medida da infelicidade inglesa nos momentos dos golos. Perceber a necessidade de fazer melhor será fundamental porque, não tenho dúvidas, dentro do mesmo registo as dificuldades serão imensas em Londres. Para já, e mesmo sem muito tempo para isso, vale a pena saborear o que foi conseguido.

Vitória e... lições para a segunda mão
Apesar de nunca ter tido reflexo no marcador, a verdade é que o Porto teve manifestas dificuldades em se impor no jogo. Sobretudo na primeira parte, onde, apesar do golo e de mais um ou outro desequilíbrio, o Arsenal foi sempre quem mandou no jogo. O motivo desta incapacidade tem sobretudo a ver com a força e qualidade dos “Gunners”, mas requererá do Porto uma outra reacção para se manter por cima na segunda mão. Não tendo feito um mau jogo, o Porto precisava de ter tido mais solidariedade e reactividade nos diversos momentos do jogo. Algo que acabou por ser, pelo menos parcialmente, corrigido no segundo tempo onde houve mais gente no processo defensivo e mais solidariedade para parar uma das equipas mais competentes do mundo em termos de movimentação colectiva. Esse será o registo a reter para a segunda mão, onde irá também ser necessário, para além de uma boa dose de capacidade de sofrimento, mais qualidade na saída em transição. Para isso terá de haver, também, mais inspiração de quem joga na frente.

Arsenal: qualidade... global
Uma coisa que vulgarmente é repetida nas apreciações ao Arsenal é que é uma equipa “boa a atacar mas má a defender”. Ora, isto não faz qualquer sentido. O Arsenal, ou qualquer equipa, para fazer valer a sua posse de bola tem de ser altamente competente em todos os momentos do jogo, com bola e sem ela. E isso é o que é o Arsenal: uma grande equipa em termos globais. Excepcional em posse e circulação, mas também muitíssimo forte na forma como se prepara para ganhar a bola. Seja através de segundas bolas, seja através de um pressing alto sobre a construção do adversário. Por isso é que o Arsenal criou dificuldades ao Porto. Não apenas porque foi competente com bola, mas porque, também, não deixou que o Porto tivesse facilidade em ter a bola.
Uma coisa completamente diferente é falar do valor individual de alguns jogadores do Arsenal. Aí, claramente, começamos a perceber o porquê desta equipa, não só ter perdido este jogo, mas também acumular tantas dificuldades em se impor ao mais alto nível, apesar da qualidade com que enche os relvados por onde passa.

A personalidade de Micael
Ontem falei de Liedson, hoje de Micael. Esbraceja, protesta e parece estar a perder o foco no que é essencial. Mas não está. Está, isso sim, com uma intensidade enorme no jogo, sempre atento a todos os pormenores e com uma personalidade que não o deixa ser discreto em termos de comunicação. Terá sido, a par de Fernando, o melhor do Porto, mas teve o condão de ser especialmente decisivo pela intensidade com que vive o jogo. E foi essa intensidade que lhe valeu ter pensado o que nenhum adversário pensou naquela altura. Não é, ainda, um médio de eleição, mas dificilmente deixará de ter uma evolução enorme pela personalidade que tem. Está a corresponder em pleno a todas as expectativas que tinha sobre ele.

O atrofiar de Hulk
Sobre ele incidiam grande parte dos holofotes, devido à longa ausência a que vem sendo sujeito. Não duvido da sua vontade, mas realizou uma das piores exibições ao serviço do Porto. Salvou-se um lance em que podia ter feito o 3-1 e muito pouco mais. Para além de não decidir bem – o que não é surpresa – apareceu também muito àquém do que é normal em termos físicos. Está tudo ligado e tem tudo a ver com a falta de jogos. Prova-se que esta situação pode ser um grande entrave para um jogador que precisa de competição para evoluir e para se aproximar do raro potencial que possui.



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30.12.09

2010: ano "Gunner"?

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Quem tem um modelo de menor investimento está, no longo prazo, condenado a isto. Esperar. Tem sido assim a vida do fantástico Arsenal de Wenger. Fascinante futebol colectivo mas incapacidade de se impor quando, noutras paragens, os milhões são bem aplicados. A boa notícia é que em Londres tem havido essa paciência, própria de quem acredita no que faz. O rumo não se desviou e, na viragem para 2010, parece possível pensar num regresso ao topo da Premier League.

É sempre demasiado cedo em Dezembro. Ainda assim, o Chelsea de Ancelotti está longe de ter um rendimento óptimo, parecendo apenas alicerçado na inegável qualidade do seu plantel. Normalmente isto significaria título garantido lá mais para norte, mas o United está também em tempo de reestruturação e tem pago algumas facturas que lhe são atípicas. Juntando isto ao fracasso (mais um) de Benitez e do Liverpool e às dores de crescimento do outro vizinho de Manchester, pode estar aberta uma via de acesso para Wenger juntar o entretenimento ao sucesso.

Por tudo isto, mais do que nunca, fazem sentido as apostas (que, já agora, mantêm os “Blues” como grande favorito). Se me perguntarem, digo que sem laterais ofensivos a vida de Ancelotti vai ser muito complicada. Que a “velha raposa” escocesa dificilmente não aparecerá mais forte na segunda metade. Mas, também, que estão criadas as condições para que 2010 seja um ano “Gunner”.


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4.8.09

Jack Wilshere, um aviso de pré época...

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30.4.09

Man Utd - Arsenal: Dominador, mas misericordioso!

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Não é suposto ser tão fácil. As meias finais da Champions são jogos tipicamente de detalhe e sem uma superioridade clara. Os nomes dos emblemas faziam supor isso mesmo, mas se vista a ficha de jogo logo se desconfiou de alguma superioridade caseira, com os primeiros minutos esse sentimento ganhou outra expressão, ficando desde aí evidente uma enorme diferença de potencial entre as equipas. A este nível, a concentração é máxima e são raros os erros colectivos, especialmente em equipas com modelos tão rotinados. Se até aqui as equipas se equivalem genericamente, muito claramente tal não acontece ao nível da capacidade individual. Havia na realidade uma grande diferença individual entre os 2 conjuntos e a sensação de um Arsenal impotente a consequência inevitável. Para o interesse da eliminatória valeu a misericórdia do United que se limitou a vergar o seu adversário, deixando-lhe no entanto alguma margem para se reerguer na segunda mão.


Man Utd: simplesmente superior
Se o Arsenal apareceu fragilizado, o United não deu hipóteses e fez um excelente jogo, dominando nas várias fases da partida. A entrada foi imperial. Quer pela forma como dominou o adversário e o impediu de sair a jogar, quer como, com bola, não manifestou ansiedade, preferindo períodos de mais segurança e menos verticalidade, e esperando pelo melhor momento para entrar num bloco que, naquela altura, nada arriscava na concepção de espaços. A qualidade do seu futebol não lhe tardou a dar um golo mais do que esperado. Às mudanças no cariz do jogo e postura do adversário, o United respondeu sempre com grande maturidade, mantendo um domínio quase absoluto em todos os momentos. O senão de tudo isto vai, claro, para a finalização que terá ficado a dever pelo menos 2 golos àquele que O’Shea tão prematuramente conseguiu.
Individualmente, não posso evitar alguns destaques. Anderson foi um dos melhores em campo. Não que tivesse sido perfeito nas suas acções e decisões, mas o seu papel foi fundamental no domínio da zona central, parecendo ser quase sempre o elemento diferenciador na batalha desse sector. Tevez só me surpreende por ser tão pouco utilizado. Com ele o United ganha quase sempre outra vivacidade e outra qualidade, pela forma inteligente e activa como se movimenta e pela qualidade com que procura combinações quase sempre curtas e rapidíssimas que quase sempre desequilibram – foi assim que nasceu a jogada que antecedeu o canto do golo. Ronaldo mostra, para quem quer ver, o porquê de ser provavelmente o jogador mais valioso do futebol actual. Jogando a partir da direita, ganha muito quando a equipa opta pelo corredor oposto para atacar. É assim que ele aparece em melhores circunstâncias, ora no espaço a responder a variações de flanco, ora em combinações na zona central (como ganha com a presença de Tevez!), ora em abordagem a cruzamentos onde é dos mais temíveis finalizadores na actualidade. Compare-se a forma como é servido no clube e na Selecção e talvez se entenda melhor as reais razões para a diferença de rendimento...

Arsenal: daria para pedir mais?
Antes do jogo, vale a pena perguntar como é que chega a este nível uma equipa com tão humildes recursos. Naturalmente que as lesões são a principal justificação mas não posso esconder a admiração por se conseguir, ano após ano, estar entre os melhores com um nível de investimento incomparavelmente inferior. Não me canso de repetir, o modelo do Arsenal deve ser um modelo para os clubes de menores recursos.
Com uma equipa manifestamente abaixo da qualidade exigível para este nível, Wenger tentou uma pequena manobra táctica, já vista na primeira mão frente ao Villareal. A ideia passou por reforçar a zona central, utilizando Fabregas como uma espécie de “joker”, que se juntava a Adebayor para pressionar, mas que baixava para construir em posse. A verdade é que essa variante táctica nunca produziu efeitos práticos desejados, apesar de Wenger nunca a ter alterado (inclusivamente, lançando Bendtner para jogar sobre a direita!). A equipa teve dificuldades em segurar o móvel e dinâmico ataque do United, mas foi com bola que mais falhou. Primeiro, ao não conseguir fazer um primeiro passe útil que permitisse sair do pressing do United, em transição. Foi devido a esta lacuna que a equipa foi tão massacrada no primeiro tempo. Depois, quando o United lhe permitiu ter mais bola, nunca conseguiu criar linhas de passe verticais que permitissem à equipa evoluir para zonas mais próximas da baliza, faltando-lhe sempre um elemento que ajudasse Adebayor nessa tarefa. Ficará para sempre por saber o que aconteceria se Wenger tivesse em algum momento arriscado por aquele que é, afinal, o seu modelo base, mas a verdade é que o que se viu não foi uma resposta minimamente à altura das dificuldades que lhes foram colocadas.

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22.4.09

Eis que o impensável se repete, 8 dias depois!

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De tão invulgar que é, parecia inigualável, irrepetível. 8 dias depois, porém, o impensável aconteceu e voltamos a ser brindados com um incrível 4-4. Desta vez a competição era diferente, por pontos e sem decisões imediatas. Este deveria ser um dado suficiente para que os jogadores não perdessem tão rapidamente o controlo emocional, mas tal não aconteceu... definitivamente!

Muita entrega, excelentes executantes, mas sobretudo uma série de erros imperdoáveis a este nível estão na base de um resultado que faz as delicias dos adeptos mas que, seguramente, trará mais reparos do que elogios dos treinadores às suas equipas.

Para a história, e isso é o que mais conta, fica um fantástico espectáculo de emoção e incerteza no resultado, com um protagonista especial: Arshavin. Um “póquer” não é para todos, muito menos numa visita a Anfield. Os adeptos dos “Gunners” deverão lamentar-se de não poder contar com esta arma na recta final da Champions, enquanto que para o Liverpool, o 4-4 ameaça tornar-se numa maldição espectacular. É que depois de ter sido eliminado da Champions com esse resultado, poderá muito bem ter perdido a Liga com o mesmo resultado, 8 dias depois.


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16.4.09

Cesc & Theo!

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14.4.09

Antevisão Champions...

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Man Utd 64 (40%)
Barcelona 63 (39%)
Liverpool 29 (18%)
Chelsea 4 (2%)


Foram estas as respostas à pergunta “Qual destes clubes é o mais forte candidato a vencer a Champions?” e parto delas como ponto de partida para a antevisão das decisões da Champions que definirão nos próximos dias os 4 semi finalistas da prova.


Convém lembrar que a votação terminou antes da primeira mão dos quartos de final, só assim sendo possível que o Liverpool apareça mais votado do que o Chelsea. De resto, a mim parece-me claro que a questão se divide entre Ingleses e o resto. Ou seja, os ingleses têm sem dúvida as equipas mais fortes do futebol de topo europeu, sendo que a questão será saber se haverá alguma equipa capaz de se superiorizar a esse domínio. Neste aspecto, a votação é clara e corresponde, estou certo, à opinião da maioria. A equipa inglesa mais forte é o Man Utd e o mais forte candidato para bater a superioridade inglesa é o Barcelona. Tudo isto, claro, ficou um pouco mais condicionado pelos acontecimentos da primeira mão. Vamos por partes:

Chelsea – Liverpool – Tudo indica que o Liverpool será eliminado, sendo o 1-3 demasiado pesado para um embate de tanto equilibrio. Em futebol tudo é possível, já se sabe, mas parece-me pouco provável. Se sair daqui o Chelsea, como tudo indica, teremos provavelmente um concorrente particularmente incómodo para o Barcelona. O Chelsea é uma equipa experimentada e muito conhecida nestas andanças. A presença de Hiddink torna tudo um pouco mais complicado. Há sempre uma incerteza de como e por onde a equipa poderá evoluir nesta ponta final de época, sendo que a filosofia do holandês é muito diferente dos mais recentes treinadores dos ‘blues’. Para já, o jogo de Anfield, pode dizer-se, saiu melhor que a encomenda ao Seleccionador russo. As bolas paradas foram a chave de um jogo equilibrado e que poderia ter caído para qualquer lado. O Chelsea de Hiddink parece ter uma forma diferente de abordar estes jogos de grande pressão. Será um dado a confirmar, mas com o holandês o jogo parece ter maior propensão a oportunidades de golo, algo que rareou em tantos encontros recentes a este nível.

Bayern – Barcelona – Com eliminatória resolvida, o Barça pensa já nos próximos embates. Não é novidade a excelência do futebol do Barça que será do ponto de vista técnico e ofensivo, de longe, a melhor equipa da Europa na actualidade. O Barça pode esmagar qualquer um numa noite “sim”, mas sobre esta equipa tenho ainda 2 incógnitas. A primeira tem a ver com a sua fiabilidade defensiva, destacando-se a facilidade com que sofre golos, particularmente de bola parada. A outra tem a ver com a incerteza sobre qual a real capacidade dos britânicos para neutralizar o futebol do Barça. O ano passado, por exemplo, o Barça teve muita bola contra o Man Utd, mas poucas oportunidades conseguiu em 180 minutos, acabando por ser eliminado sem ter marcado 1 golo. Se o Barça for capaz de responder à altura perante um jogo mais especulativo e táctico, então terá sem dúvida o maior dos favoritismos nesta fase.

Arsenal – Villareal – Depois do empate fora, suspeito que o Arsenal não deixará fugir a qualificação em casa onde o seu futebol ofensivo é bem mais forte. Ganhando Fabregas e Adebayor este Arsenal volta a ser temível, tal como no ano passado. Não tem a consistência dos seus rivais internos mas já se provou por várias vezes que os pode vencer sem que isso seja um escândalo. Para os adeptos de um jogo mais atractivo seria bom que se confirmasse essa passagem.

Porto – Man Utd – O brilharete do Porto pôs toda a gente a coçar a cabeça. Será que o Man Utd vai mesmo ficar de fora? Um previsão não é muito mais do que mera especulação, dado que tudo se decide nos pormenores de 1 só jogo. O Porto tem o factor casa e o resultado a seu favor, mas sabe que o Man Utd não terá a mesma atitude. Um golo pode rapidamente inverter o cenário e daí se poder esperar um jogo altamente táctico. Se o United passar, teremos de novo um candidato que não poderá ser colocado num plano inferior a nenhuma equipa. Se for o Porto, está criado um embaraço a todos os gigantes que ainda restam na competição. A exibição de Old Trafford, no entanto, faz com que nada seja como dantes para o Porto. Agora não haverá jogos encarados como um “bom sorteio” e o Porto terá de se deparar com adversários menos vulneráveis ao efeito surpresa. Puxar dos galões será, mais do que nunca, o único caminho.


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11.12.08

Porto - Arsenal: Perto da goleada

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- Um dia depois de ter realçado a invulgar marca dos 12 pontos conseguidos pelo Sporting, o Porto confirma a repetição do mesmo feito no mesmo ano, acrescentando a esse dado o registo da vitória no grupo. Desde 97/98, ano em que a Champions deixou realmente de ser a Taça dos Campeões (porque passaram a poder participar mais do que 1 clube por país), é a segunda vez que os portistas conseguem um primeiro lugar e, também, a segunda em que atingiu 12 pontos. A performance na fase de grupos é uma marca importante do trajecto do Porto de Jesualdo.

- Se à partida havia a expectativa de este poder ser um confronto mais fácil do que o previsto, caso o Arsenal aqui chegasse já qualificado, pode dizer-se que a realidade foi além da mais optimista das previsões. De facto, foi um Arsenal demasiado desfalcado, com demasiada juventude (exceptuando o trio de ‘trintões’ a média de idades dos restantes 11 jogadores utilizados era inferior a 20 anos!!), não o transformando num adversário fácil, claro, mas distanciando-o de um nível de elite europeia que indiscutivelmente tem.

- O que se assistiu foi um jogo muito equilibrado na primeira parte, invertendo-se completamente essa característica com o efeito, quer emocional, quer táctico que o primeiro golo teve no jogo. Ao contrário do que se possa pensar, não creio que a concessão da posse de bola ao Arsenal tivesse sido parte do plano do Porto. Creio, antes, que a equipa tentou impor no jogo as suas características, nomeadamente um pressing alto e perturbador, precisamente, para a posse adversária. O Arsenal tem aqui muito mérito na forma como evitou esse pressing e obrigou o Porto a recuar as suas linhas e a recuperações a partir de zonas mais atrasadas, o que condiciona o efeito das transições. Por outro lado, o Arsenal não revelou nunca rapidez de progressão suficiente para apanhar um Porto desorganizado na sua zona mais recuada, faltando-lhe aí, claramente, a qualidade de outros intérpretes para definir melhor as jogadas nas imediações da área de Hélton. Se o Porto não fosse uma equipa organizada e com bom sentido posicional, o Arsenal teria feito estragos. Não é o caso. O jogo só poderia, por isso, desbloquear-se numa jogada pontual (que aconteceu algumas vezes no caso do Porto) ou num lance de bola parada. Foi isso que aconteceu.

- Na segunda parte tudo foi diferente, notando-se claramente o efeito que um golo tem nos jogadores. O Arsenal passou a errar mais e o Porto inspirou, com o golo, uma confiança que o fez estar muito próximo da goleada, tal a forma como conseguiu aproveitar a exposição espacial oferecida por um Arsenal que se tornou ainda mais inexperiente com as alterações à hora de jogo. Para terminar, uma nota para saudar os comentários de Carlos Carvalhal. É um treinador que faz muita falta ao futebol português mas é um prazer quando estes seus momentos de paragem são aproveitados para comentar os jogos porque há uma grande diferença...

- Uma última nota para o que se assistiu na primeira parte. O modelo de jogo do Porto, orientado para o plano interno, assenta numa postura alta da equipa e num pressing que é a base de muitos desequilíbrios portistas. O que acontece quando o Porto defronta equipas mais dotadas tecnicamente (e mais esclarecidas na construção) é que esse pressing se torna ineficiente, expondo demasiado a equipa. O Arsenal acabou por não saber tirar partido dessa situação mas outros jogadores ou outras equipas teriam muito provavelmente passado outra factura. Tudo isto para referir que se entende o porquê de Jesualdo adoptar estratégias tacticamente mais cautelosas frente a adversários mais fortes. Não se trata de medo ou falta de confiança, trata-se de consciência das características do modelo e das condições da sua aplicação.

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1.10.08

Arsenal - Porto: Mau tempo londrino

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A dura realidade - É algo que não é simpático de perceber, mas que é fácil de ver. Os grandes portugueses são hoje – mais do que em qualquer altura da história – demasiado pequenos para alguns colossos europeus. É a consequência natural de quem está em níveis diferentes da “cadeia alimentar” do futebol europeu e, se em certos anos isso pode até ter sido menos evidente, a tendência do tempo é para que as forças se tornem evidentemente desiguais. Se o Porto vende tudo o que é bom (porque assim tem de ser) como pode competir recorrentemente com níveis de excelência? Não pode, pois claro.

Falta de ambição? – Naturalmente que se pode exigir mais do que aquela segunda parte medonha, em que mais golos apenas não surgiram por acaso. Agora o que é errado é falar de falta de ambição porque, aí, não era de ambição de que se tratava. O que se pedia era que os jogadores do Porto tivessem motivação para perder por poucos, algo por que, claramente, não estão habituados e, obviamente, não foram preparados.

Tacticamente – Jesualdo reproduziu a estratégia da Luz. Ou seja, um 4-3-3 com um extremo falso (Tomas Costa) que liberta um médio (Meireles) para acções mais ofensivas e próximas de Lisandro. Do outro lado, Rodriguez sem a responsabilidade do acompanhamento a Sagna (era Guarin quem basculava sobre a ala) para depois poder ser lançado em transição. Percebe-se a intenção da estratégia que privilegia a defesa dos flancos perante um adversário que utiliza muito as combinações nos corredores. Foi-se dizendo que o Porto defendeu mal sobre a esquerda. Eu diria que o Arsenal atacou bem pela direita e o que falhou, em termos defensivos nesse aspecto, não foi por défice estratégico.

Outro aspecto essencial (como sempre, no caso do Porto) era o pressing. No inicio o Porto conseguiu pressionar alto a posse do Arsenal que, sentindo algumas dificuldades, acabou por se soltar progressivamente. Este é um aspecto importante porque o Porto foi perdendo confiança num posicionamento mais alto e, com o passar do tempo, foi-se encolhendo, o que dificultou particularmente as suas saídas em transição, já que recuperava a bola a partir de zonas demasiado baixas. Não posso deixar, naturalmente, de mencionar a importância da qualidade do Arsenal no desenrolar deste processo (quer com bola, quer sem), e chamar a atenção para o lance do primeiro golo. Ao pressing alto do Porto, os “Gunners” responderam com uma solicitação directa a Adebayor, fazendo a bola chegar rapidamente ao espaço entre linhas. Este é apenas um exemplo de como o recurso ao jogo directo não é uma “arma dos fracos”, antes sim um complemento importante para quem quer ter um vasto leque de soluções ofensivas. Fazê-lo bem é que é mais difícil, apesar de muitos puristas teimarem em ligar este recurso exclusivamente a um futebol menos evoluído...
Outra nota que quero deixar são as bolas paradas. Nestas alturas desata-se a pôr tudo em causa, mesmo aquilo que está há muito enraizado. Não é por sofrer um golo de bola parada que o Porto deve rever o seu método defensivo neste tipo de lances. Quando é homem-a-homem é porque devia ser zona. Quando é zona é porque devia ter sido acompanhado individualmente?!

Confiança – O aspecto psicológico era (e foi) essencial. Para ter alguma hipótese de discutir o jogo, o Porto tinha de ganhar algum ascendente sobre o Arsenal neste particular. Ao não marcar nas ocasiões que teve (na primeira, uma grande transição a partir de um pontapé de canto defensivo - já um clássico deste Porto) ficou de parte a hipótese de atingir esse objectivo o que era particularmente grave porque o golo do Arsenal era quase uma inevitabilidade. O lado psicológico do jogo tornou-se mais relevante e prejudicial ainda quando se percebeu como o Porto foi reagindo a cada um dos golos que sofreu, terminando o jogo mentalmente de rastos.

E agora? – Há dois caminhos para a reacção a este resultado. O primeiro é o mais comum nos adeptos (não do Porto em particular). Realçar os aspectos negativos e a incapacidade da equipa. Aqui surge um comportamento muito habitual que é separar o “nós” do “ele”. Ou seja, o clube do treinador. Não é a equipa e o clube (“nós”) que não tem capacidade, mas sim o treinador (“ele”) que não está ao nível exigido. Não tem ambição, não sabe definir estratégias para os jogos, não sabe fazer substituições, etc. etc. Muito fácil.
O outro caminho é perceber que esta derrota, por muito pesada que seja, não desvia o Porto dos seus reais objectivos para a temporada. Que a equipa está num processo de regeneração de alguns elementos e que o único caminho é analisar os erros e tentar corrigi-los para melhorar. Ganhar a “Arsenais” pode não estar ao alcance deste Porto mas, também, desde quando é que era esse o objectivo
?
Golos

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26.9.08

Arsenal: Para quem quiser ver...

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Embora o timing seja o ideal para fazer uma análise ao Arsenal 08/09, prestes a confrontar-se com o Porto na Champions, decidi aproveitar o facto de todos, melhor ou pior, termos uma ideia do que se pode esperar de uma equipa com um modelo de jogo há tantos anos implementado, para falar de algo que me parece mais peculiar e interessante neste clube.

Apenas 4 equipas estiveram permanentemente entre o top 10 do ranking da Uefa desde 2002 até hoje. Real Madrid, Barcelona, Manchester United e Arsenal. Este é um indicador de performance que revela uma capacidade invulgar de ser desportivamente competitivo e que, no caso do Arsenal, se estende à própria liga inglesa onde foi o único clube a desafiar o poderio do Manchester de Ferguson antes da chegada de Mourinho ao Chelsea, tendo, de lá para cá, sido igualmente o único a beliscar o aceso duelo entre estes 2 milionários. A particularidade que torna o Arsenal tão especial neste contexto é, claro, o parco investimento que faz comparativamente com os outros “tubarões”.

O modelo Wenger
Esta capacidade de estar permanentemente no topo com pouco investimento tem um motivo, claro, e um responsável também. Arsene Wenger e o seu modelo. A ideia é bastante simples, realmente. Primeiro, definir um modelo a implementar, com papeis e características específicas para os intérpretes. Depois, compor um gabinete de prospecção e orientar a política de recrutamento para mercados bem definidos, procurando, sempre, as características exigidas pelo modelo em questão. A ideia de jogo ajuda a que o futebol seja tão vistoso e espectacular mas esse nem é o ponto essencial da questão. O que importa constatar é que o Arsenal de Wenger consegue, com um nível de investimento mediano para a Premier League, atingir em permanência a excelência desportiva, quer dentro, quer fora de portas.
Sobre a sua fórmula de sucesso, Wenger é claro ao dizer que “qualquer um” conseguiria dar um treino seu. O segredo está no recrutamento. Realmente, é difícil pensar numa única aquisição importante que tenha falhado no Arsenal durante os 12 anos do reinado do Francês. Vejamos, por exemplo, um onze possível de Wenger:

Almunia;

Sagna, Gallas, Toure, Clichy;

Eboue, Denilson, Fabregas, Nasri;

Adebayor, Van Persie.

À excepção de Gallas, “roubado” ao Chelsea, nenhum destes era uma estrela mundial quando chegou ao clube. De resto, uns mais caros, outros menos, Almunia, Sagna, Toure, Clichy e Adebayor eram valores com pouco relevo mediático nos respectivos campeonatos. Nasri uma promessa emergente, tal como Van Persie (este último contratado a baixo preço ao Feyenoord em 2004 quando ficou de fora dos eleitos da Holanda para o Euro, aparentando ser um valor secundário do futebol holandês) e Denilson e Fabregas adquiridos enquanto jovens, também a um baixo custo.
No plantel de Wenger abundam casos idênticos a estes e, no passado, é possível ver como foram recuperados valores aparentemente perdidos como Henry, Vieira ou Bergkamp, ou feitos outros negócios de sonho como é o caso de Anelka que foi vendido por um preço 40 vezes superior à sua aquisição.

Como seria em Portugal?
A pergunta que me faço muitas vezes é: onde estaria um clube português com Wenger ao leme? (excluo aqui, para efeitos do exercício, as evidentes diferenças culturais que dificultariam a possibilidade de uma continuidade tão duradoura)
Francamente, olhando à forma como é composto o Arsenal, creio que seria possível atingir um nível de excelência bem próximo dos ‘Gunners’ num clube de uma liga secundária. Claro que as receitas nunca seriam as mesmas, não haveria a possibilidade de pagar os mesmos salários e a capacidade de retenção de jogadores não seria a mesma. Evidentemente, também, que não seria possível fazer grandes investimentos como os casos de Nasri ou Rosicky, assim como não se poderia querer ter o mesmo poder no mercado de jovens porque estes optariam sempre por ligas superiores. Seria evidentemente necessário apostar noutros mercados com preços mais em conta mas, porque o que conta mesmo aqui é a qualidade, essa nunca iria faltar e certamente que teria a capacidade de colocar o clube, em permanência, bem mais perto da elite europeia. Afinal, vistas no tempo em que foram feitas, do onze acima apresentado, apenas as contratações de Gallas, Sagna, Nasri e Fabregas seriam objectivamente utópicas para a realidade do futebol nacional...


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