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5.12.10

Vitória do Sporting e Fluminense campeão (breves)

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- Parece-me interessante ver este jogo tendo como foco a situação de ambos os treinadores. Paulo Sérgio, ganhando, ficou com um pouco mais de folga. A expectativa real, parece-me, exige-lhe apenas a posição que atingiu com a obtenção dos 3 pontos. Enquanto mantiver o Sporting na "pole position" para o 3ºlugar e dentro das outras competições, o treinador não deverá ver o seu posto ser muito contestado. Isto até final da época, porque 11/12 será outra história. As coisas, a este respeito, estão mais aliviadas, mas a dupla deslocação a Setúbal terá igualmente um peso importante. Especialmente a primeira, que é a eliminar.

- Litos, que começou a perder este jogo na segunda parte do jogo de 2 dias que teve com o Leiria, pode ter ficado em piores lençóis. O Portimonense precisa de algo que produza um efeito psicologicamente positivo para poder, sequer, sonhar com a manutenção. Aliás, a vulnerabilidade desta equipa explica boa parte da facilidade que o Sporting teve para resolver, de repente, um jogo que acabara de se complicar. Litos agarra-se ao "Pai Natal", que é como quem diz a um regresso a Portimão e a 1 ou 2 reforços que possam dar nova energia à equipa. Para mim, a única via passa por interromper imediatamente o momento actual, e depositar esperanças nessa renovação emocional. Isto é, trocar de treinador. É um tema que conto abordar num futuro próximo: não tem a ver com competências técnicas ou tácticas, mas com a complexidade do futebol.

- Entretanto, no Brasil, terminou aquele que já apelidei de "melhor campeonato do Mundo". Uma ideia que mantenho. Há um ano o "time de guerreiros" do Fluminense, comandado por Cuca sobrevivia à despromoção na última jornada. Hoje, muitos desses jogadores festejaram o título, batendo Cuca, que terminou a época levando o Cruzeiro ao segundo lugar. É apenas uma das ironias do passado recente de um competição marcada pela supremacia da emoção sobre a razão. Ainda no âmbito dos cânticos mais popularizados no Brasil, "O campeão voltou!" é uma moda recente. Pena que Muricy Ramalho não tenha a sua própria torcida, porque ele é, nos tempos que correm, o maior "campeão" do futebol brasileiro...

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16.8.10

Domingo de complexidades

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- Ora aí está mais um exemplo da enorme complexidade que o futebol pode assumir. A súbita "crise" do Benfica. A sequência de jogos sem ganhar na jornada inaugural. A terceira vitória da Académica em 4 anos de visitas à Luz. Podemos debruçar-nos o tempo que quisermos, com o detalhe que desejarmos, mas, não se deixem enganar, a nossa compreensão real sobre tudo isto será sempre muito reduzida.

Enfim, pode dizer-se que, em apenas 2 jogos oficiais, a pré época do Benfica parece ter sido reduzida a um redondo zero.

- Em França anda tudo louco. O recém promovido Caen, depois de ter ganho em Marselha, bateu agora o Lyon. Fica a nota para análises futuras.

- No Brasil, Muricy volta a ameaçar aniquilar o tradicional equilíbrio no topo da tabela. Depois do São Paulo, agora no Fluminense. Não sei se vai ser assim, mas é o que parece.

- Na Premier League, vi Koscielny e Chamakh estrearem-se num clássico. Dois jogadores que observei no ano passado e que me despertaram interesse. Maior surpresa pela aposta no central, que tem potencial mas um longo caminho ainda à sua frente. Mais claro é o caso de Chamakh. Um jogador super completo, forte tecnicamente e fortíssimo no espaço aéreo, quer na área, quer fora dela. Esteve ligado ao "blooper" de Reina, mas espero mais dele.

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13.8.10

Paraíso para Deco

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Cada um terá o seu sonho, mas poucos conseguem tornar real a imagem que os acompanha durante toda a carreira. A imagem de um final ideal aos olhos dos próprios. Deco, sabe-se agora, será um desses raros privilegiados. Escolheu o regresso ao futebol quente e escolheu bem. Não só porque nenhum outro destino valorizará tanto as suas características como, mais ainda, nenhum outro clube poderá dar tanta côr ao futebol de Deco como o Fluminense actual.

Para um veterano criativo, não há melhor do que o futebol brasileiro. Aliás, estou por conhecer uma cultura que valorize tanto o pormenor técnico num jogo de futebol. Um passe ou um drible podem ser suficientes para esquecer tudo o resto, tanto para comentadores como para adeptos. Não é incomum, aliás, vermos veteranos esgotados a pedir substituição, enquanto o treinador é vaiado por aceder ao pedido do craque. Foi assim com muitos e é-o ainda com Ronaldo ou Petkovic, entre muitos outros. Esse é o ambiente que Deco encontrará. Um ambiente profundamente exigente - desengane-se quem achar que a pressão é menor - mas com uma tolerância infinita para a criatividade. Estão a ver Deco neste contexto, não estão?

Mas, se o Brasil pode ser o paraíso para o futebol de Deco, o Fluminense será, provavelmente, a melhor garantia de que não será já que o “mágico” deixará de ganhar. Depois de um longo período de crise, o “Flu” emergiu no momento mais inesperado, recuperando espectacularmente no final do Brasileirão 2009 e virando a página para se tornar num dos mais sérios candidatos ao título de 2010. Muricy Ramalho é o treinador de maior sucesso no presente do futebol brasileiro, e Fred um dos mais consagrados atacantes do campeonato. Mas é mesmo no meio campo criativo que este “Flu” mais promete entusiasmar. Deco vai formar uma dupla de “baixinhos” com Dario Conca, um dos mais interessantes criativos do futebol sul americano da actualidade. O Maracanã vai escaldar!



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26.11.09

O inferno de Quito!

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Tinha ganho 7-0 na primeira mão da meia final. Agora, na final da Copa Sudamericana, foram... 5!

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17.11.09

O milagre 'tricolor' está em curso

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Há 10 jogos estava em último, com 3 vitórias em 25 jogos. 6 vitórias nos últimos 10 jogos, levando 4 consecutivas e, a 3 jornadas do fim, está a 1 ponto da linha de água. O milagre parece agora bem provável e o Maracana tornou-se um inferno.

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3.7.08

Libertadores: E não é que deu mesmo LDU!

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Mesmo depois do vendaval LDU em Quito que valeu uma vantagem de 4-2 para a segunda mão permanecia o cepticismo da generalidade dos adeptos e observadores em relação às possibilidades da surpresa no nome do vencedor final da Libertadores. Afinal, “viradas” – como lhe chamam os brasileiros – perante o fervor do Maracanã era algo que o Fluminense já havia conseguido frente a emblemas bem mais poderosos do que esta incógnita LDU. Pois bem, mais uma vez os equatorianos conseguiram. Primeiro puseram o Maracanã em sofrimento forçando a eliminatória a ir para o prolongamento (3-1 final) e penaltis. Numa noite que era para ser de festa, o Maracanã acabou mesmo em choro, com as 3 penalidades defendidas pelo veterano Cevallos.

O jogo foi um mar de emoções. É impressionante como o factor casa tem tanto impacto na América do Sul em contraste com o que se passa no mais racional futebol europeu. Depois de uma primeira mão de papeis invertidos, desta vez foi o Fluminense a ser demolidor pela energia e incrível confiança com que abordou os lances em comparação com o seu opositor, quase encolhido perante o que acontecia. Isto mesmo depois do Quito ter dificultado ainda mais a tarefa ao Flu, com o golo madrugador de Bolaños. Como se nada fosse, no entanto, o Flu mandou-se para a frente e só parou a meio do segundo tempo quando Thiago Neves empatou a eliminatória com um livre que completava um hat-trick pessoal que, depois da frustração final, a pouco mais que nada saberá. Este – o 3-1 – foi um momento de viragem no jogo. Já se sabia que tanta correria só poderia dar numa rebentar colectivo em termos físicos. Quem correu mais foi o Flu e, por isso, foram também os brasileiros os primeiros a evidenciar os seus problemas físicos. Embora sem nunca dominar o jogo – parecia que fazia parte do protocolo ceder a iniciativa à equipa da casa – o Quito passou a estar mais próximo de marcar, enviando uma bola ao poste ainda antes do prolongamento. A verdade, porém, é que pouco ou nada se passava no campo. Manso, o tecnicista argentino do Quito, rebentou e foi substituído, os seus dois desequilibradores, Guerron e Bolaños, foram sempre impressionantes individualmente mas também perderam gás de forma notória e, do lado do Flu, o jogo directo passou a ser muitas vezes o recurso de uma equipa sem energia para mais correrias – nota para os laterais que, normalmente ofensivos, “acabaram” muito cedo. Assim, o jogo foi para prolongamento e tudo indicava que os penaltis fossem mesmo o destino. Essa não foi uma previsão errada, mas a emoção atingiu o seu clímax uns minutos mais cedo, tudo num Maracanã que era uma multidão de nervos...

Primeiro a bola foi bombeada para a área, Bieler cabeceou e bateu Fernando Henrique. O Maracanã gelou, mas o árbitro – que vinha sendo muito contestado pelos brasileiros – anulou o golo que destinaria a eliminatória a 4 minutos do final dos 120 minutos. Pelo meio ainda Tiago Neves esbanjaria aquilo que seria o seu quarto da noite (talvez lhe valesse uma estátua nas Laranjeiras!), mas o final ainda teria mais uma imagem impressionante antes dos penaltis. No minuto 120, Guerron, a estrela e revelação da prova, deixou toda a gente boquiaberta com um sprint de 60 metros só parado em falta por Luiz Alberto à entrada da área. O central e capitão do Flu foi expulso e Guerron ficou aí uns 3 minutos estendido no relvado. O livre não deu em nada, mas aí percebeu-se que talvez este Quito merecesse mesmo a vitória. E mereceu!
Os penaltis foram quase surreais! Largas dezenas de milhar em pé, quase a chorar de nervos e, no banco do Quito, Edgardo Bauza, o treinador argentino do Quito, sentado, sozinho, com um ar de total tranquilidade perante o momento mais importante da sua carreira. Na baliza, Cevallos um guarda redes de 37 anos fazia a cada penalti uma prolongada reza de joelhos agarrado às redes e de costas para o marcador que, tal como o estádio inteiro, lá tinha que esperar que o ritual terminasse. Marcou Conca para a direita. Defendeu. Thiago Neves, o homem do hat-trick,, para o meio. Defendeu. E ao quarto penalti, Washington para a esquerda... Defendeu! Dos penaltis o jogo foi para a festa que, num contraste absoluto com as últimas horas naquele mesmo cenário, mais pareceu uma organização privada, com as bancadas que, há pouco repletas, completamente vazias.

Foi um grande Quito e um grande Flu também, num futebol que, comparando com a Europa, é completamente anárquico do ponto de vista táctico, com muitas marcações individuais, pouca noção posicional e de pressing. O que não falta porém é qualidade técnica e, sobretudo, uma enorme dose de emoção. Para o adepto, eu diria, chega e bem!

Nota para algumas individualidades. No Fluminense, Thiago Neves foi o destaque óbvio pelos 3 golos. No entanto a exibição do 10 valeu mais pelo aproveitamento do que pela exuberância na fase criativa. O meu destaque é um outro Thiago. Thiago Silva. O central é craque e se lhe derem o enquadramento certo para a adaptação, facilmente se afirmará no futebol europeu a qualquer nível. Do lado do Quito, Vera fez um grande jogo – talvez o melhor em campo – mas o destaque vai, mais uma vez, para a dupla Guerron e Bolaños. O primeiro é o artista. Explosivo, potente e driblador. O segundo não é tão famoso e talvez não seja tão rápido (embora seja também muito veloz), mas é igualmente forte no 1 para 1 e decide e executa melhor de pé direito. Têm os dois 23 anos, o primeiro já está confirmado no Getafe por menos de 3 milhões (vai ser curioso ver se se afirma num futebol tão diferente). O segundo não sei, mas desconfio que ,como meia equipa, não disputará o mundial de clubes.

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27.6.08

Libertadores: Vendaval da LDU na primeira mão da final!

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Enquanto a Europa dormia entre as duas meias finais do Euro 2008, jogava-se na América do Sul, mais precisamente no Equador, a primeira mão da final inédita da Libertadores. A LDU Quito recebia o favorito Fluminense, mas quem tinha visto os jogos anteriores sabia – e escrevi-o aqui – que a tão aclamada final antecipada entre Boca e Fluminense podia, afinal, não ser tão esclarecedora quanto ao vencedor da prova. A este respeito, a primeira mão da final não podia ser mais esclarecedora... Em Quito assistiu-se a um autêntico vendaval da LDU!

Sem surpresas nos esquemas e onze iniciais, o jogo arrancou bem cedo com a fúria dos equatorianos: com pouco mais de 1 minuto, já o ponta de lança Claúdio Bieler havia dado vantagem à LDU. A reacção dos brasileiros foi boa e podia pensar-se que o empate de Conca – soberbo livre – poderia servir de cubo de gelo para a euforia dos equatorianos. Mais uma vez, puro engano! Ao intervalo ganhavam por um escandaloso 4-1, depois de terem atravessado uma fase de autêntico massacre à baliza de Fernando Henrique, parecendo que os jogadores da LDU tinham íman, tal a forma como todas as combinações perto da área saíam perfeitas. No segundo tempo, o Flu respondeu e reduziu para 4-2 antes de nova fase de algum assédio equatoriano a um quinto golo que não surgiu porque as pernas dos jogadores também acusaram cedo o desgaste de um primeira parte de grande intensidade...

Agora, como explicar esta exibição do Quito? Altitude? Desgaste brasileiro após tantas horas de viagem? Seguramente. Mas, como já havia identificado, esta equipa equatoriana tem aquilo que poucas vezes vemos no futebol sul americano: pragmatismo táctico. Ao permanente equilíbrio defensivo, a LDU junta um quarteto ofensivo de respeito e que, na minha opinião merece um olhar bem atento. Nas alas 2 equatorianos desconcertantes: Guerron, o mais mediático e Bolaños. Ambos de 23 anos, ambos muito fortes tecnicamente, particularmente no 1 contra 1. Guerron é mais explosivo, mais inventivo e mais forte fisicamente. Bolaños é esguio, numa reprodução muito idêntica ao estilo de Robinho. É também forte no 1 contra 1, mas mais pragmático com a bola e, também, mais temível de meia distância. No meio, o organizador argentino Damian Manso. Fino em termos técnicos, tem liberdade para jogar solto na coordenação do ataque. É uma função quase inexistente na Europa, mas Manso revela nela todas as suas qualidades técnicas. Na frente, finalmente, outro argentino: Bieler. “Sentar” o histórico Agustin Delgado, mesmo sendo este já veterano, não é fácil e isso diz tudo da importância de Bieler. Funciona como pivot, como referência na profundidade e, mais importante, como elemento decisivo no jogo de área. Faz tudo isto com uma grande dose de entrega e esse é outro dos seus méritos.

4-2 é, sem dúvida, um óptimo resultado, até se tivermos em conta a consistência desta formação equatoriana nas eliminatórias anteriores. No Maracanã, no entanto, com um ambiente intimidador e a grande qualidade ofensiva do Flu, é possível esperar qualquer desenlace para esta final...


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6.6.08

Libertadores: Flu e LDU na final de estreantes

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Maracanã para cima de 80.000 nas bancadas, na grande maioria gente pronta para fazer a festa de uma histórica chegada do Fluminense à final da Libertadores. Do outro lado, estava a antítese do Flu em termos de passado recente na Libertadores, o Boca Juniors, vencedor de metade das edições (4 em 8) da prova desde o ano 2000. Da primeira mão vinha um empate a 2 que dava vantagem ao Flu, mas que nunca poderia ser equacionado como algo decisivo perante um Boca com um notável trajecto fora de casa.

Esperava-se um jogo de emoção e golos e o desenlace dos 90 minutos não defraudou as expectativas. O Boca fez jus ao estatuto, forçou o andamento e, embora não se possa falar em controlo num jogo destes, teve sempre ascendente sobre o Flu. Muitas ocasiões depois, Palermo deu a vantagem ao Boca, mas que apenas conseguiu silenciar o Maracanã durante poucos minutos, já que Washington voltaria a fazer explodir as bancadas do mítico estádio, ao empatar de livre. A partir daí, o Boca foi definitivamente para cima do Flu e apenas não marcou por acaso, tal o assédio à baliza de Fernando Henrique. Mas o jogo parecia ter a sua sina, e uma que agradava de sobremaneira à “galera” tricolor. Conca – argentino, por sinal – fez o 2-1, com muita sorte à mistura, mas a decisão surgiu já depois da hora e quando o Boca havia atirado a toalha ao chão. Dodô, entrado aquando do golo de Palermo, fez o 3-1, garantindo que a festa do Rio de Janeiro se iria mesmo prolongar até de madrugada.

Para quem viu as dois jogos desta que era encarada como a final antecipada da prova, fica a ideia clara de que o desfecho poderia ter sido outro, mas também a convicção de que a diferença terá estado em grande medida na presença em cada uma das balizas. Enquanto que Fernando Henrique – que nem sequer é um dos melhores guarda redes do Brasil – foi um gigante nas duas mãos, do outro lado, Migliore (habitual suplente de Caranta) pouco fez nas vezes em que foi chamado à acção. Na retina fica a forma comprometedora como permitiu o 2-2 a Thiago Neves no final do primeiro jogo. De resto, individualmente, notas positivas para Datolo, Battaglia, Palermo e Palacio no Boca, enquanto que no Flu, Fernando Henrique teve a companhia de Ygor, Thiago Silva e Conca como grandes protagonistas da noite. A desilusão terá ficado para os camisola 10 de ambos os lados. Riquelme não foi influente como de costume – mérito para a atenção que lhe foi movida – e Thiago Neves confirmou, mais uma vez, que tem ainda muito que evoluir até poder ser considerado num grande número 10 do futebol brasileiro.

A final será agora disputada contra o “David” desta edição da Libertadores. No outro jogo da semana, o LDU Quito confirmou a sua consistência controlando a segunda mão da eliminatória frente a um América que já havia sido feliz na forma como conseguira um empate a 1 no Azteca. O nulo do Quito foi assim suficiente para chegar a uma final que coloca 2 clubes pela primeira vez nessa fase da prova e onde, na minha opinião, tem uma palavra importante a dizer...

resumo dos jogos:
America 1-1 LDU Quito
LDU Quito 0-0 América
Boca Juniors 2-2 Fluminense
Fluminense 3-1 Boca Juniors

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27.5.08

Candidatos à Libertadores: Fluminense

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É o resistente brasileiro na competição e protagonizará com o Boca uma verdadeira final antecipada nas meias finais da prova, depois de ter derrotado, ao soar do gongo, o campeão brasileiro, São Paulo. No Fluminense vive-se um período de grande motivação em torno desta competição em que não tem qualquer presença numa final.
Renato Gaúcho é o timoneiro desta caminhada da formação das Laranjeiras e poderá estar perto de um feito que pode catapultar a sua reputação para um nivel mais próximo da elite dos treinadores brasileiros. De resto, não é fácil definir concretamente as opções tácticas do treinador do Fluminense ao longo desta prova, pelo simples facto de que Renato Gaúcho tem oscilado entre as estratégias adoptadas, particularmente no que respeita ao sistema de jogo. A equipa pode actuar em 4-2-2-2, como acontece normalmente em casa, com 3 defesas (recuando Ygor) em 3-4-1-2 (mais característico das deslocações), ou até com apenas 1 ponta de lança. Para quem acompanha apenas o futebol europeu, estes sistemas poderão gerar alguma estranheza, mas a verdade é que estes são “esqueletos” perfeitamente normais na realidade do futebol brasileiro actual, onde a indisciplina táctica de muitos médios e a propensão ofensiva dos laterais acaba por tentar ser compensada por uma maior preocupação com a presença de jogadores mais fixos na zona central.


A atacar
À excepção dos pontapés longos de Fernando Henrique, o Fluminense nunca recorre a um jogo mais directo, isto apesar de ter em Washington um ponta de lança poderoso. Esta opção vai até ao extremo de se arriscarem passes à queima quando a equipa é submetida a uma pressão mais intensa. Mas para se falar das características ofensivas do Fluminense é preciso referir sobretudo a mobilidade concedida aos médios e a propensão ofensiva dos laterais, frequentemente apanhados em simultâneo em acções ofensivas (o que gera algum desequilíbrio que, na minha opinião, poderá ser aproveitado pelos contra golpes do Boca). Aqui, há alguma assimetria provocada pela acção mais ofensiva de Júnior César em comparação com Gabriel. Há ainda que mencionar a criatividade e qualidade do pé esquerdo de Thiago Neves, a capacidade organizadora de Conca e a versatilidade de Cícero, um médio que é utilizado muitas vezes perto de Washington (no lugar de Dodo), por se conseguir adaptar bem às zonas de finalização, por via de um bom jogo aéreo e remate fácil.


A defender
Um pouco à imagem da generalidade das equipas brasileiras, o Flu desequilibra-se com alguma facilidade, particularmente quando actua com apenas 2 centrais, dando maior liberdade a Ygor. Ainda assim, Ygor tem um papel fundamental na compensação que faz tanto aos laterais (particularmente Júnior César) como aos centrais. Outro jogador fundamental em termos tácticos é Arouca, que não tendo uma missão tão recuada quanto Ygor, é fundamental nos equilíbrio s de meio campo. Por último, referir a importância da qualidade dos centrais Thiago Silva e Luiz Alberto numa equipa que tem uma postura bastante diferente em casa e fora, onde baixa muito o seu bloco perante a posse adversária.


Individualidades
Thiago Silva
– Este defesa central de 23 anos que foi um dia contratado pelo FC Porto e que foi já apontado como alvo do Benfica, é hoje visto por muitos como o melhor na sua posição do futebol brasileiro. Fisicamente bem composto, Thiago Silva é daqueles centrais brasileiros que se caracterizam pela sua qualidade técnica, quer na forma como abordam o desarme, quer como saiem a jogar.


Júnior César – Lateral (ou melhor, ala) esquerdo de 26 anos que se iniciou no Flu, tendo depois passado por alguns clubes antes de regressar. Foi um dos destaques frente ao São Paulo, infernizando a vida ao corredor direito do campeão brasileiro, com as sua atitude altamente ofensiva. Nos jogos fora, um pouco à imagem da equipa, é bem mais contido.


Arouca – médio de 21 anos que tem um invulgar cultura táctica para o futebol brasileiro. Não é jogador de grandes explosões mas tem uma apreciável qualidade na posse de bola e no preenchimento da zona interior direita do meio campo.


Thiago Neves – Tem sido muito destacado este criativo de 23 anos que há pouco mais de um ano regressava do Japão para ser emprestado ao Fluminense. Tem um pé esquerdo notável e pode ser um jogador de grandes desequilíbrios, mas atravessa uma fase menos positiva em que tenta encontrar no seu futebol a consistência que diferencia um grande de um bom jogador.


Cícero – Está apenas emprestado ao Fluminense este médio ofensivo de 23 anos (o que é mesmo que dizer que poderá ser uma boa oportunidade de negócio para quem esteja atento). É um jogador interessante, tendo qualidade técnica, remate fácil e um jogo aéreo atípico para um médio, o que faz com que possa ser utilizado como avançado. Não é ainda um fora de série, mas há alguma margem de progressão neste jogador que só agora começou a jogar com regularidade num grande.


Washington – No final dos anos 90 esteve em Lisboa para assinar pelo Sporting, mas os seus problemas cardíacos puseram fim à hipótese de jogar em Alvalade. A sua carreira continuou com sucesso no Brazil até rumar à Turquia em 2002 para jogar no Fenerbahce. Fez 9 golos em 12 jogos antes de ter de regressar ao seu país, precisamente, pelos problemas que o afectavam. Uma intervenção cirurgica resgatou finalmente o jogador para que prosseguiu a sua carreira com registos de golos invulgares nos tempos actuais (de 2004 a 2007, 98 em 123 jogos). É um jogador de área poderoso fisicamente que aos 33 anos sonha com a conquista da Libertadores.

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13.2.08

Thiago Neves, canhota de craque!

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Já há uns bons tempos que estou para escrever sobre este jogador e até me surpreende como ainda não o tinha feito. Thiago Neves é um médio ofensivo – camisola 10 – que tem na técnica e precisão do seu pé esquerdo algo de muito especial. De facto este jogador foi uma das revelações do inicio de época no ano passado quando aos 21 anos foi aposta do Fluminense fazendo-o regressar do Japão aonde tinha estado por empréstimo do Paraná. Mal começou a época 2007, as “bombas” de Thiago Neves começaram a fazer dele bem mais do que uma mera alternativa dentro do plantel do Flu e a verdade é que terminou o ano como figura de proa do Brasileirão, conquistando mesmo a “Bola de Ouro” da revista “Placar”, que distingue o melhor jogador da prova.

Em final de contrato no Inverno que passou foi alvo de uma polémica que envolveu Palmeiras e Fluminense, já que o jogador teria assinado pelo Verdão, pretendendo depois permanecer no Rio de Janeiro e no Fluminense. A resolução do embróglio passou, curiosamente, pelo futebol português. É que tanto Diego Souza como Lenny serviram de compensação para o Palmeiras, permitindo que Thiago permanece então no Fluminense. Não consigo deixar de me perguntar se o resto do mundo não se apercebeu que este craque de 22 anos estava sem contrato...
Este que é, sem dúvida, um dos melhores 10 a actuar no Brasil destacou-se este fim de semana no clássico “Fla-Flu”. Com 0-0 ao intervalo, Kléberson (ex-Man Utd) deu vantagem ao Flamengo parecendo encaminhar a equipa para um resultado positivo. Pois bem, pouco depois apareceu Thiago Neves a transformar a derrota em... goleada. Dois livres, um para cada lado da baliza, e uma jogada individual fantástica compuseram um “hat-trick” memorável. O Fluminense acrescentou ainda mais um para definir a goleada, como dizem no Brasil, “de virada”...

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16.1.08

Rodrigo Tiuí - A escolha sintomática

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É a notícia do dia num mercado de Inverno que tem ficado muito aquém das expectativas. Rodrigo Tiuí é o avançado que o Sporting escolheu para reforçar o seu plantel, particularmente fustigado de lesões na frente de ataque. “Escolheu” é uma palavra que se calhar peca por ser demasiado optimista... É que esta contratação é também reveladora das dificuldades por que passa o Sporting em matéria de capacidade de investimento. Num mercado brasileiro pleno de movimentações nesta altura do ano – note-se que a época terminou há cerca de 1 mês no Brasil – Rodrigo Tiuí não era alvo de qualquer clube grande do Brasil. Em final de contrato com o Fluminense, o jogador tinha no Sport do Recife o destino mais provável antes da entrada do Sporting em acção.

Aos 22 anos, Rodrigo Tiuí tarda em confirmar os atributos que lhe foram reconhecidos aquando da sua promoção à primeira equipa do Fluminense. Foi emprestado ao Noroeste, brilhando no campeonato Paulista de 2006 e sendo por isso alvo da cobiça do Santos e do Palmeiras. Tiuí rumou então à Vila Belmiro por empréstimo onde foi orientado no Santos por Wandelei Luxemburgo. Depois de um inicio prometedor no Brasileirão 2006, o jogador acabou por não justificar o investimento do ‘Peixe’ retornando ao Flu. Em 2007, o Fluminense fez uma boa campanha no Brasileirão, qualificando-se para a Copa Libertadores. Tiuí oscilou entre a titularidade e o banco de suplentes, mas foi por várias vezes opção principal na equipa. O seu rendimento, no entanto, voltou a não ser suficiente e desta vez foi o Fluminense quem julgou não valer a pena a renovação de contrato com o jogador.

A afirmação de Rodrigo Tiuí no Sporting estará naturalmente dependente da rapidez de adaptação do jogador ao futebol português. Tiuí tem a juventude do seu lado, servindo como principal atenuante para a não afirmação do jogador em todos os clubes grandes onde actuou. No Sporting terá, porém, a certeza de ter pouco tempo para mostrar valor. Com o regresso de Derlei e Djaló ao leque dos disponíveis, só um Tiuí muito convincente poderá merecer primeira escolha. É que não sendo muito o investimento, também não há grande expectativa em que haja alto rendimento. Tiuí vem, por isso, mais do que tudo servir para... “tapar o buraco”. Tudo o resto será lucro...

Alguns vídeos com golos de Rodrigo Tiuí:
Fluminense 3-0 Internacional - 2ºGolo
Sport 0-2 Fluminense - 2ºGolo
Santos 2-0 Fortaleza - 2ºGolo
Fluminense 4-1 Atl.Paranaense - 2ºGolo
Santos 3-1 Ponte Preta - 4ºGolo


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20.6.07

Lenny: o talento surpresa em Braga?

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Há uns meses que sigo – ainda que à distância – este jogador e até o tinha já em mente para um destaque neste espaço. Eis que, para meu espanto, ontem fui confrontado com a notícia que o dá de malas feitas para Portugal e para o Sporting de Braga.

Lenny é um talento que acabou de completar 19 anos, tendo sido revelado há já uns tempos como grande promessa do Fluminense e do futebol brasileiro. Trata-se de um daqueles avançados franzinos mas muito velozes e dotados tecnicamente, capazes de destruir, num só lance, meia equipa. A verdade é que, depois da sua “explosão”, Lenny tem sido posto muitas vezes de parte no competitivo plantel do “Flu” e agora parece destinado a rumar a Portugal – para minha satisfação, confesso.

A confirmar-se, esta será mais uma aquisição que confirma a excelente política de reforços da SAD Bracarense. O Braga tem, hoje, um elenco fortíssimo e, não tenho dúvidas, capaz de morder os calcanhares aos grandes, desde que tenha um comando com qualidade condizente.


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