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7.8.08

CSKA Moscovo: Uma complicada viragem de ciclo

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Com 3 títulos em 4 anos (2003, 2005 e 2006) e, claro, a tal Taça Uefa “roubada” ao Sporting em 2005, o CSKA ganhou o estatuto de maior potência russa desta década. Desde esse último campeonato conquistado em 2006, no entanto, a formação orientada por Valery Gazzaev tem passado por uma série de contra tempos que vêm precipitando uma viragem de ciclo, provavelmente bem mais abrupta do que aquilo que seria pretendido. Lesões e saídas de jogadores importantes, determinam que o CSKA esteja hoje a meio da tabela do campeonato, com apenas 1 vitória desde o regresso após o Euro 2008. Para esta modesta campanha terão contribuído, numa primeira fase, as lesões de Daniel Carvalho e Dudu Cearense e, mais recentemente, as saídas destes 2 importantes (para Internacional e Olimpiacos, respectivamente), assim como do seu compatriota Jô (Manchester City).

Sistema táctico e opções
A grande revolução ao nível táctico aconteceu depois da saída de Jô, no início do Verão. Gazzaev aproveitou a saída deste promissor jogador para encetar uma mudança drástica no seu modelo de jogo, abdicando do 3-5-2 que marcou os tempos de sucesso do CSKA. Ficando apenas com Vagner Love na frente, Gazzaev tem tentado rotinar a sua equipa num 4-2-3-1 que, no entanto, se revela ainda demasiado estático.
Ao nível das opções individuais, A defesa tem sido muito estável, vindo a ganhar alguma eficácia como comprovam os 3 nulos consecutivos da equipa. Esta estabilidade tem-se verificado também ao nível do quarteto mais adiantado, com o jovem Dzagoev a ser a aposta mais visível desta nova fase. As dúvidas no que respeita ao onze base têm, por isso, aparecido essencialmente no “duplo pivot” do meio campo. Dudu Cearense era, sempre que disponível, o elemento mais importante, mas a sua recente saída para o futebol grego abre, ainda mais, a luta que existe por um lugar naquela zona. Para já Rahimic, experiente médio bósnio de 32 anos, e Semberas, o polivalente lituano de 29 anos, têm sido os mais utilizados, mas é provável que surjam com maior frequência novas soluções numa equipa que, notoriamente, tem apostado na contratação de jovens com futuro. Aqui, saliência para Pavel Mamaev, jovem russo de 19 anos que poderá vir a ter uma importância maior na equipa.

Como defende?
Apesar de ter melhorado bastante a sua eficiência nos últimos jogos a equipa do CSKA tem algumas lacunas do ponto de vista defensivo. Em organização defensiva, a equipa apresenta-se num bloco médio-baixo onde a pressão nem sempre tem a agressividade e organização desejável. Ainda assim, a experiência da sua linha mais recuada e, claro, a estabilidade posicional do seu “duplo-pivot” garante alguma protecção à baliza de Akinfeev. Em transição defensiva, o CSKA confia na pouca mobilidade do seu duplo pivot para garantir o equilíbrio numérico que compensa a subida dos laterais, particularmente Obiah. Mas, mais uma vez, nota-se alguma falta de capacidade pressionante também neste momento.

Como ataca?
A fraca mobilidade ofensiva condiciona muito a qualidade da equipa na fase ofensiva. Os jogadores tentam tirar partido da largura táctica para fazer a bola circular de flanco para flanco, contando com o apoio dos laterais (sobretudo Obiah), mas a forma como o faz nem sempre leva a rapidez desejada, havendo igualmente uma ausência de movimentos rotinados entre os jogadores. Ainda assim, destaque para a função de Dzagoev no espaço entre linhas e para algumas diagonais de Krasic que, ao contrário de Zhirkov, procura criar superioridade em zonas distantes do seu flanco.
Em transição ofensiva o objectivo passa por servir, tão rapidamente quanto possível, Vagner Love, muitas vezes apoiado por Dzagoev. A intenção é dar profundidade rapidamente, mesmo que isso implique algumas perdas de bola.

Treinador
Valery Gazzaev – É uma figura incontornável do futebol russo e, muito particularmente, do CSKA. Ligado à melhor fase do clube, passa agora por um período muito mais complicado e, ao mesmo tempo, desafiante. Chegou ao clube em 2002, conquistou os 3 títulos do clube nesta década, assim como a taça Uefa. Pelo meio teve uma passagem pela selecção russa.

5 estrelas
Igor Akinfeev (Guarda redes, 22 anos) – Visto como o melhor guarda redes russo da actualidade e um dos mais promissores do futebol europeu, Akinfeev é também o capitão da equipa apesar dos 22 anos. A sua qualidade não está em causa, mas no regresso do Euro 2008 tem-se revelado um pouco mais errático do que aquilo que seria de esperar...

Yuriy Zhirkov (médio esquerdo, 24 anos) – Depois de ser uma das sensações do Euro, regressou à Rússia para um desafio diferente. A extremo e não a lateral, Zhirkov tem sentido mais dificuldades em se destacar. Recebendo muitas vezes apertado e com pouco espaço para “explodir”, Zhirkov parece confirmar que a sua vocação é como lateral ou ala num sistema de defesa a 3.

Milos Krasic (médio direito, 23 anos) – Tal como Zhirkov, Krasic passou a jogar mais adiantado no campo com o 4-2-3-1. A sua adaptação tem sido mais positiva do que a de Zhirkov, mostrando-se mais móvel e ousado na exploração de zonas mais interiores. É, igualmente, referência para as primeiras bolas aérea, sendo o mais alto dos 4 da frente.

Alan Dzagoev (médio ofensivo, 18 anos) – Jovem franzino tem um pé direito de muita qualidade (bate livres e cantos), sentindo-se muito bem num jogo de apoios curtos no espaço entre linhas. Claramente uma aposta de Gazzaev para se tornar numa referência da equipa no futuro. Para já, vai vivendo os seus primeiros tempos na primeira equipa, ficando claro o seu potencial.

Vagner Love (avançado, 24 anos) – É o resistente da fornada de jogadores brasileiros que nos últimos anos colocaram o CSKA no principal mapa futebolístico europeu, estando em aberto, neste momento, a possibilidade da sua saída. É a grande referência ofensiva da equipa, sendo um jogador que tem muita qualidade nas suas movimentações e, igualmente, um notável faro pelo golo. Embora mais isolado neste sistema, não perdeu a influência no jogo, tornando-se agora mais importante o seu acerto como finalizador.

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1.7.08

Notas finais do Euro

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Aspectos Colectivos

Clubes vs. Selecções
Começo por voltar àquela previsão, feita no lançamento da prova, de que este seria, sem dúvida, um torneio de jogos não tão minuciosamente preparados como aqueles que assistimos ao nível de clubes, mas seguramente não menos interessantes. Menos treino e mais jogo é sinónimo de mais erros e menos perfeição, mas também de maior improvisação e maior imprevisibilidade. Comparativamente com o futebol de clubes ao mais alto nível, o Euro foi tudo isto e, na verdade, quem poderá falar de desinteresse?

Tendências Tácticas
Estas são competições que marcam muito os tempos, já que é elas que a história do futebol recorre para, anos mais tarde, analisar tendências. Tacticamente destaque para a abundância do 4-4-2 clássico como sistema de referência deste Europeu. Suíça, Croácia, Alemanha, Suécia, Espanha e França iniciaram o Euro com este sistema e outras selecções recorreram a esta disposição de jogadores durante os jogos (até Portugal, sem qualquer tradição nesta opção, actuou numa versão próxima deste sistema durante grande parte do jogo frente à Alemanha). Ainda assim, não se pode deixar de referir o recurso a variantes do 4-5-1 (4-1-4-1 ou 4-2-3-1) na fase decisiva da competição, o que não deixa de ser sintomático quanto à importância da zona central. Nota, finalmente, para duas opções em vias de extinção ao nível dos sistemas: os 3 defesas (ou 3 centrais), apenas utilizada pela Áustria e Grécia e o 4-4-2 em losango. Aqui 2 comentários em sentidos diferentes. Enquanto que os 3 defesas é uma opção abandonada pela Europa (recorre-se ainda muito na América do Sul), por se considerar menos sólida, o losango nunca foi devidamente absorvido pela maioria dos países europeus talvez, digo eu, por ser mais exigente ao nível das dinâmicas de jogo. Esta ideia – e é apenas uma ideia – é um elogio para o futebol português, onde vários treinadores conseguiram nos últimos anos sistematizar processos com bons resultados, tendo o 4-4-2 losango como sistema.
Dito tudo isto sobre sistemas tácticos, acrescento que se os modelos de jogo estão longe de se esgotar na geometria do esqueleto, ao nível de selecções, onde há menos tempo de treino, esta questão torna-se mais importante e, por isso, assistimos a algumas mudanças de sistema dentro da própria competição, algo que a nível de clubes raramente acontece por ser muito pouco aconselhável.

Selecções
A história do Euro é marcada, naturalmente, pela vitória da Espanha (sobre quem já escrevi ontem), mas, para quem viu, há mais equipas para destacar:

Croácia: Nota positiva para uma equipa com muitos nomes promissores e uma grande lição estratégica (Bilic foi o primeiro a desfazer o seu 4-4-2 inicial para ganhar superioridade a meio campo) que provocou um sinal de alerta na Alemanha, talvez decisivo para a caminhada para a final. Os croatas foram, no entanto, pouco emocionais e deixaram-se cair quando tinham tudo para discutir um lugar na final.

Turquia: A sensação do Euro. O que a Turquia fez foi algo próximo de um milagre. Terim foi sempre pouco inteligente estrategicamente e a equipa, apesar de competitiva, foi vivendo dos sucessivos “milagres” no final dos jogos. Na meia final frente à Alemanha foi mais determinada, até melhor, mas sempre, sempre inocente na forma como se expôs ao erro.

Alemanha: Low terá, talvez, o maior mérito entre os treinadores do Euro. Levar a Alemanha à final com as debilidades individuais da sua equipa foi um feito e isso foi reconhecido pela forma como este histórico foi recebido no seu país. Estrategicamente, e tirando a não decisiva partida contra a Croácia, esteve sempre bem. Não deu para mais e, diga-se, já foi bem bom!

Holanda: A sensação da primeira fase, dominando o grupo da morte e sendo a primeira selecção a impressionar meio mundo. Talvez o problema da Holanda terá sido não ter levado mais cedo um susto que a despertasse para as suas debilidades, nunca expostas durante uma fase de grupos em que esteve sempre a ganhar. Van Basten surpreendeu as poderosas Itália e França com aquela contenção do duplo pivot pouco ofensivo, mas quando foi preciso dar qualidade à posse de bola... a Holanda caiu.

França: A desilusão da prova. Não pela eliminação, mas pela paupérrima prestação. O 4-4-2 de Domenech foi totalmente despropositado e sem qualquer dinâmica rotinada. Ainda deu um ar de poder recuperar no jogo contra a Holanda mas, aí, também não teve a sorte do seu lado.

Itália: A obcessão pelo sistema do Milan e pelo recurso a Toni foi a perdição de Donadoni. A equipa nunca se apresentou ao nível que se esperava, sendo muito vertical mas pouco imaginativa ofensivamente e longe da eficácia histórica em termos defensivos. Ainda assim, a qualidade não esteve totalmente ausente e apenas caíram nos penaltis frente à campeã Espanha.

Rússia: Primeiro demasiado ofensiva, expondo-se defensivamente às transições adversárias. Depois, mais controlada e a apresentar uma qualidade de movimentos colectivos sem par neste Euro. Este é o grande mérito de Hiddink, porque defensivamente exigia-se bem mais. A culpa não será só do seleccionador mas também da cultura do próprio futebol russo, algo distante das exigências tácticas do centro da Europa. Depois do brilharete frente à Holanda veio o falhanço estratégico no posicionamento do pressing para fazer frente à qualidade do meio campo Espanhol.


Individualidades

Guarda Redes
Foi um Euro difícil para os guarda redes. Buffon e Cech, dois dos melhores do mundo estiveram abaixo do que deles se exige. Lehmann, o finalista, teve vários erros e, na verdade poucos terão escapado à critica. A excepção, claro, Casillas. O Espanhol foi de longe o melhor de um Euro que teve também, por exemplo, Van der Sar em bom plano.

Defesas
Laterais direitos é dificil de destacar. Ainda assim, destacaria Corluka da Croácia, Sabri da Turquia (sobretudo ofensivamente) e, quase inevitavelmente, Sérgio Ramos.

Na lateral esquerda, mais hipóteses. Zhirkov, pela capacidade ofensiva, Grosso também me agradou e Van Bronckhorst merece igualmente referência. Quem não consigo destacar é Lahm.

Como centrais, Pepe, mantenho-o, foi o melhor que vi (atenção à evolução notável de Pepe nos últimos anos, afirmando-se no Porto, fazendo parte do melhor onze da Liga no ano de afirmação em Espanha e, agora, integrando a selecção ideal da Uefa). Marchena e Pujol foram sempre bem protegidos mas têm de ser destacados por raramente terem errado. Kolodin deu nas vistas na Rússia e, na Itália, apareceu um tal de Chielini que já se conhecia dos sub 21 e que pode ter tido aqui o seu inicio como referência da Selecção transalpina. Outro central que jogou a médio foi fundamental no duplo empate da Roménia: Chivu.


Médios
São tantos que é difícil escolher. Na Espanha todo o meio campo: Senna foi um esteio, quase perfeito (ainda assim, e apesar da importância da função acho uma afronta considerar-se um jogador de funções essencialmente tácticas o melhor de uma competição, como alguns fizeram), Xavi, para mim e para a maioria, o melhor do Euro, Fabregas apenas foi ofuscado pelo pouco tempo que jogou e Iniesta e David Silva (principalmente o primeiro) dois complementos fundamentais para dar à Espanha a tal qualidade de posse de bola que fez a diferença. Mas houve mais. Gelson Fernandes da Suíça teve pouco tempo, mas mostrou qualidades, Hamit Altintop foi um dos melhores do Euro pela qualidade e dinâmica emprestadas, Modric a revelação e um adocicar de boca para o seu futuro na Premier League, Sneijder o melhor até aos quartos de final, De Rossi, para mim, o melhor da Itália, Ballack intermitente mas decisivo na caminhada da Alemanha, tal como o fulgurante Schweinsteiger, Zyrianov o mais consistente de uma Rússia que teve em Semak outra boa revelação. Mas uma das performances mais perfeitas que vi foi a de Deco. É pena...

Avançados
Vou incluir aqui Arshavin que, não sendo uma revelação para quem anda atento, teve um enorme impacto... tão grande como o seu desaparecimento na meia final. De resto, é fácil escolher... Torres e Villa na Espanha, Podolski e Klose na Alemanha, Pavlyuchenko, outra revelação, na Rússia, Van Nistelrooy na Holanda e Ibrahimovic na Suécia, apesar do pouco tempo. Nota ainda para um jogador que não esteve em foco mas que creio poder tornar-se brevemente uma das referências do futebol mundial: Benzema.


Portugal
Ao contrário do que se disse, nas habituais visões fatalistas na hora da derrota, não creio que Portugal tenha desiludido em termos de qualidade de futebol. Ou, pelo menos, nos 4 momentos do jogo “corrido”. O que se viu de Portugal nos primeiros jogos foi tão bom como qualquer outra Selecção e é por isso que a frustração desta eliminação ainda é maior, porque, de facto, poderíamos ter disputado a vitória.
A conclusão que me fica é que o próximo passo tem de ser dado no sentido de querer chegar mais próximo da vitória final. É preciso mais visão estratégica e mais preocupação com os detalhes do jogo – não podemos perder um jogo com erros colectivos tão gritantes ao nível das bolas paradas! Vencer (entenda-se, melhorar as condições para) deve ser o objectivo de curto prazo do próximo seleccionador até porque ninguém nos garante que esta qualidade dure muito tempo numa selecção de um país de apenas 10 milhões. Uma nota final para Cristiano Ronaldo. Talvez seria melhor alguém explicar ao rapaz que o que fez Torres no dia 29 de Junho de 2008 vai ter muito mais importância na história do futebol do que qualquer dos golos que Ronaldo possa marcar pelo Manchester, Real Madrid ou outro clube... É que ao afirmar “não tenho nada a provar” antes da competição mais importante da época não parece evidenciar grande consciência para esse facto!


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22.6.08

Rússia: Apresentação da candidatura

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Fantástico! Este é o adjectivo que me ocorre para classificar a exibição russa frente à Holanda. Depois de algumas reticências em relação à oscilação russa nos primeiros jogos, Hiddink deixou bem claro que esta uma selecção com maturidade suficiente para fazer ajustamentos estratégicos, fundamentais para quem vencer uma competição com estas características. Disse desde o inicio que as selecções mais capazes de vencer estas provas são aquelas que vão evoluindo com a competição, muito mais do que aquelas que aparecem bem preparadas no seu inicio. A Rússia encaixa perfeitamente nesta ideia (ao contrário da Holanda), e julgo dever ser considerada como uma dos principais candidatos à vitória. Para já, e apesar do tal preconceito em relação à equipa holandesa, quem gosta de futebol ofensivo fica claramente a ganhar com o apuramento russo, ainda que fique agora a certeza de que a Rússia pode ser bem mais do que um simples "entertainer" deste Euro.

Para a partida tinha a curiosidade de ver qual a postura dos russos que, tal como referi, deveriam ser mais cautelosos nas suas abordagens, frente a uma Holanda que se havia revelado muito pragmática e eficaz no aproveitamento dos desequilíbrios (tanto na profundidade como no espaço entre linhas) dos seus adversários. Hiddink alterou ligeiramente o a disposição da equipa, introduzindo Saenko para uma função menos interior (provavelmente para “tapar” Van Bronckhorst), compondo um esquema não totalmente simétrico, com Arshavin a manter-se como jogador livre nas costas de Pavlyuchenko mas sempre partindo desde a esquerda. Mas a alteração mais importante esteve nos comportamentos e não no sistema. Com um bloco médio baixo a dificultar muito os passes holandeses para o espaço entre linhas, notou-se uma menor participação ofensiva dos laterais em relação aos jogos anteriores, havendo maior liberdade para Semak, normalmente mais preocupado com os equilíbrios defensivos para integrar acções ofensivas (foi ele quem desceu até à esquerda para fazer o cruzamento para o primeiro golo).

Com a Holanda a não surpreender, mantendo-se sempre muito preocupada com os riscos, quer no posicionamento, quer na posse de bola, a primeira parte foi pautada pelo equilíbrio, embora se nota-se sempre maior qualidade russa, sobretudo pela forma como dava maior mobilidade e dinâmica à sua posse de bola. Esta mobilidade acabou por estar na origem do primeiro e merecido golo russo e, a partir daí, tudo mudou! Já havia falado das 2 faces holandesas mas frente à Rússia veio ao de cima uma outra face que se revelou na primeira vez que Holanda esteve em desvantagem neste Euro. Grande falta de ideias ofensivas, com Snejder a tentar recorrentemente a meia distância e, por outro lado, uma enorme incapacidade nas transições defensivas (apesar do inegável mérito russo). Talvez fosse por isso que Van Basten revelou sempre tanta preocupação em prevenir-se das transições dos adversários...

O jogo ainda foi para prolongamento, e aqui ficam os 2 reparos que é importante fazer à equipa russa. Primeiro, a finalização: houve várias e boas ocasiões para chegar ao segundo golo e com este nível de eficácia, a Rússia poderá vir a ter problemas. Segundo, e mais importante, as bolas paradas. Fez lembrar Portugal a forma permissiva como se defenderam os livres indirectos (face ao que se tinha visto, não custava nada antecipar o golo do empate quando foi marcado um livre indirecto). A Rússia foi feliz porque só sofreu um golo, mas arriscou-se, tal como Portugal, a ver fugir o pássaro por um capítulo do jogo em que é obrigatório ser-se mais forte.

Ainda assim, e apesar deste sofrimento evitável, a Rússia tirou partido da maior frescura física no prolongamento, que se notou na incapacidade holandesa em se organizar de forma minimamente eficaz. Mais uma vez, o segundo golo tardou em demasia numa fase em que o desnível era enorme.
Nota final para Arshavin. Começa a arriscar-se seriamente a ser o melhor jogador do Euro...

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21.6.08

Rússia: Risco ofensivo

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É única equipa dos quartos de final que não tinha aqui destacado em algum momento. Pois bem, a primeira coisa que digo é que esta Rússia é a formação mais ofensiva do Euro. Quando faço esta afirmação não estou, obviamente, a recorrer a dados estatísticos, antes sim aos princípios tácticos das equipas. Creio que nenhuma outra formação se desequilibra tanto em posse de bola e esta é uma característica que torna a Rússia num rival totalmente imprevisível.

A forma como Zhirkov e Anyukov aparecem permanentemente na frente como se fossem extremos (repare-se que foram os 2 laterais a fazer as assistências para os golos frente à Suécia), tendo em Semak uma espécie de contra peso para este balanceamento ofensivo faz-me lembrar a tendência táctica que acontece hoje no Brasil, onde a propensão ofensiva dos laterais é compensado, ou por um terceiro central, ou por um médio muito posicional. De resto, esta equipa russa, à imagem do futebol da ex-união soviética é particularmente forte em transições e ataques rápidos, colocando sempre muita gente em acção ofensiva, criando rapidamente situações de superioridade numérica. O outro lado desta “manta” está naturalmente algo destapado. Mais ainda, pode dizer-se que a Rússia junta alguma exposição posicional em posse de bola a algumas dificuldades individuais dos seus defensores, o que faz da sua fase defensiva (sobretudo a transição) o mais fraco dos seus pontos. Aliás, esse risco russo ficou bem claro frente à Espanha...

Não se pode falar desta equipa russa sem abordar algumas individualidades. Primeiro Arshavin, um dos destaques do Euro, a aparecer com grande qualidade (e a equipa melhorou claramente com ele) no terceiro jogo da fase de grupos e mostrar que pode vir a ser um dos destaques da competição, pela técnica e inteligência com que se movimenta (quem diz que já não equipas com verdadeiros número 10?). Depois, nota para a qualidade ofensiva dos 2 laterais, Anyukov e Zhirkov, peças fundamentais nos desequilíbrios ofensivos, para a inteligência de Zyrianov e, finalmente, para a qualidade do ponta de lança Pavlyuchenko. Alguns parece que o descobriram agora, mas já há uns bons anos que é o principal atacante russo e, até, já jogou frente ao Sporting...

No jogo com a Holanda a Rússia vai encontrar uma equipa filosoficamente diferente (apesar dos preconceitos sobre esta Holanda). A Holanda tem prioridades bem diferentes dos russos, sendo segura na posse de bola e permanentemente equilibrada, esperando o momento certo para tirar partido das qualidades dos seus jogadores – já o referi, a Holanda é a equipa que melhor sabe interpretar os vários momentos do jogo. Se Hiddink não adaptar a sua estratégia terá muitas dificuldades a escapar “com vida” deste encontro com a selecção do seu país.

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11.6.08

Espanha: Espectáculo garantido!

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Se ontem falei aqui de algum preconceito criado em torno da superioridade da equipa italiana, hoje tenho de chamar à atenção um outro, e em sentido contrário, em relação aos espanhóis. É verdade que a Espanha tem falhado sucessivamente e também sou da opinião de que há aspectos colectivos que não são explorados da melhor forma, mas não é pelo passado que uma equipa de jogadores jovens e muito talentosos deve ver a sua qualidade subvalorizada. O que se assistiu frente à Rússia foi, precisamente, uma prova da qualidade dos jogadores espanhóis, que fazem parte dos principais candidatos à vitória, ainda que discorde de algumas opções tácticas...

Primeiro os elogios à mais volumosa vitória até ao momento. A Espanha tem uma qualidade de posse de bola na sua primeira fase ofensiva sem rival ao nível de selecções. Adiantar as linhas para pressionar uma equipa que tem Xavi, Iniesta, David Silva e Senna no meio campo e que conta ainda com os apoios de Torres e Villa é uma espécie de kamikaze estratégico e foi isso que fez a Rússia no segundo tempo, originando assim aquela que terá sido a melhor série de jogadas do Euro até agora. Para além desta capacidade, os espanhóis contam com uma série de soluções para a frente de ataque que pode render vitórias em qualquer jogo. Particularmente, Villa e Torres são jogadores temíveis e de grande qualidade. Que o diga a Rússia!

Agora, o outro lado da equipa espanhola. Querendo confiar num pivot defensivo como Marcos Senna, com a qualidade de médios interiores que tem ao seu dispor e com a “obrigatoriedade” de jogar com 2 avançados, por que é que Aragones não opta por um meio campo em losango em vez do 4-4-2 clássico? A verdade é que ao optar por esta disposição a equipa espanhola parece incapaz de pressionar mais alto, o que seria aconselhável para uma equipa que gosta tanto de ter a bola. Ao invés, a sua linha de 4 homens permanece quase sem alterações quer a bola esteja do lado direito ou esquerdo, sendo obrigada a juntar-se à linha mais recuada, compondo um bloco demasiado baixo e pouco fiável (aqui a responsabilidade vai para alguma falta de capacidade defensiva da equipa espanhola). Mas também em posse a equipa espanhola pode ter algumas dificuldades com este dispositivo. É que mesmo com uma linha de quatro homens no meio campo, a equipa não encontra muitas referências de passe sobre os flancos (sobretudo sobre o lado direito, com Ramos como lateral e Iniesta permanentemente a surgir na zona de Xavi) e a sua progressão faz-se invariavelmente pelas soluções que os 2 avançados consigam oferecer à construção. Estes problemas foram evidentes na fase inicial da partida e, não fora a desastrosa prestação russa em termos defensivos e a qualidade dos seus avançados, bem poderia esta ter sido uma estreia mais complicada.

Por tudo o que referi, parece-me haver um misto de enorme potencial individual e melhorias a introduzir no plano colectivo. A Espanha tem margem de erro para evoluir mas, francamente, desconfio da visão de Aragones que, com a expressão desta vitória, ainda deve ter menos olho para os defeitos tácticos da sua equipa. Uma coisa é certa, da Espanha poderemos sempre esperar bons espectáculos.

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15.5.08

Taça Uefa: Zenit confirma

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Rangers 0-2 Zenit
- Do ponto de vista estratégico e das opções dos técnicos não houve qualquer surpresa, repetindo-se a postura ultra conservadora do Rangers, que condiciona profundamente o jogo. Neste aspecto, não me tinha apercebido da displicência de Pogrebnyak na meia final frente ao Bayern, ao ver um amarelo numa altura em que o jogo estava já 3-0, ficando fora da final. Neste plano, de resto, em Florença haviamos visto algo parecido, com Cousin a conseguir ser expulso em apenas escassos minutos de um jogo em que o Rangers precisava de todos os seus elementos. Naturalmente, Pogrebnyak era uma ausência bem mais importante...

- O jogo até começou com duas acções de algum perigo para ambos os lados. A curiosidade foi a forma como foram construídas, já que resultaram de jogadas que entravam em contradição com a estratégia dos dois conjuntos. Primeiro, Zyrianov a roubar uma bola a meio campo que proporcionou uma transição atípica numa formação tão cautelosa quanto o Rangers. Arshavin falharia, mas esta seria uma espécie de antecipação do lance que, mais tarde, definiria o jogo. Depois, foi o Rangers a conseguir uma chegada com perigo à área russa, numa jogada construída em apoio e que revelou também alguma debilidade dos russos, sempre que o seu espaço entre linhas não era controlado por Tymoschuk, algo que, igualmente, seria mais tarde posto a nu pelos escoceses.

- A verdade é que depois desse período inicial o Rangers voltou a conseguir impor o ritmo que lhe convinha, dando a iniciativa ao Zenit, mas controlando sempre as investidas do adversário. O jogo chegou mesmo a causar o sentimento de “déjà vu” para quem havia acompanhado as outras eliminatórias dos escoceses, mas a segunda parte reservaria uma série de incidências que tornariam o jogo mais emotivo, não sendo estas, por uma vez, favoráveis aos escoceses. O Rangers foi quem primeiro teve a melhor oportunidade para chegar à vantagem, com Davis a sair com a posse de bola sobre a meia direita e explorando a tal dificuldade russa em controlar as iniciativas dos adversários, sempre que Tymoschuk falhava o controlo dessa zona. Este facto resulta sobretudo do grande espaço existente entre os centrais e os laterais muito ofensivos. Darcheville não conseguiu marcar, gastando aí uma das poucas “balas” que os escoceses parecem sempre trazer para os seus jogos. Este aspecto teve um efeito nocivo na habitual concentração posicional do Rangers que, talvez por estar a jogar em solo britânico, se entusiasmou de forma a conceder alguns espaços invulgares em partidas anteriores. Whittaker comprovaria essa maior abertura do jogo escocês ao desperdiçar uma oportunidade construída em ataque organizado fazendo uso de um número invulgar de unidades nesse processo. Estavam decorridos 64 minutos e, logo a seguir, se começaria a perceber o preço deste ligeiro entusiasmo escocês. Na sequência do canto, Arshavin teve caminho aberto para aplicar o contra ataque e o seu remate apenas não resultou em golo porque foi tirado em cima da linha. Numa reedição do lance do minuto 4, o Zenit chegou pouco depois ao golo. Denisov foi o protagonista, ao causar o erro adversário, ganhando uma bola no meio campo e iniciando uma transição que tirou partido, primeiro, do pouco equilíbrio momentâneo escocês (pode dizer-se que o Rangers provou do seu próprio veneno) e, depois, da pouca cobertura do espaço entre linhas que permitiu a liberdade a Arshavin para a assistência. Aqui, pode ter havido alguma ilusão de Walter Smith, antevendo um 4-3-3 e não tendo recomendado a Hemdani a preocupação com as costas do meio campo que revelara, por exemplo, frente ao Sporting. Sempre que Arshavin apareceu naquela zona, o Rangers teve dificuldades. A partir do golo, o Rangers passou a ser o Rangers escocês do jogo directo. Smith recorreu primeiro a um 4-3-3, com McCullogh a servir de referência para as primeiras bolas, adptando pouco depois por um risco total e jogando com 3 defesas. Novo ainda podia ter empatado, mas o que era mais previsível acabou acontecer no último minuto, o 2-0.

- É quase um alívio ver este Rangers perder a final. Não critico o pragmatismo da estratégia – que, já o disse, dá que pensar – mas esta é um equipa francamente limitada, quer do ponto de vista individual, quer na sua própria transição ofensiva. É que, ao contrário do que se esperaria, o Rangers não é forte em transição dentro desta estratégia. Limita-se a fazer uso da sua concentração e organização defensiva para esperar pelo erro do adversário, mas sem fazer muito pelas suas próprias oportunidades. Aliás, por paradoxal que pareça, a melhor arma deste Rangers europeu quando ganhava a bola era a sua posse. Não por ser progressiva, mas por ser tão conservadora e com tantos apoios recuados e laterais que acabava por provocar a impaciência do pressing do adversário, que cometia erros. Ainda assim, não se pode deixar de aplaudir a forma como esta equipa se bateu defensivamente. Perdeu a final, mas percebeu-se mais uma vez o quão difícil é ser batida, num jogo que, bem vistas as coisas, até podia ter tido outra história com um pouco da sorte que não lhe faltou noutras alturas.

- No Zenit, a ausência de Pogrebnyak foi importante, sobretudo para a possibilidade de poder ter também no jogo directo uma solução para surpreender o Rangers. A equipa procura sempre Arshavin, a sua mais valia ofensiva, mas o Zenit não foi melhor que os anteriores adversários do Rangers no capítulo do ataque organizado. Aliás esta é uma equipa particularmente mais forte a jogar em velocidade, aproveitando os momentos de algum espaço para progredir em apoio – muito ao jeito soviético. A equipa tentou o uso dos laterais, os movimentos interiores de Arshavin e Fayzulin, a mobilidade de Tekke e a inteligência dos movimentos sem bola de Zyrianov, mas foi quando o jogo se abriu um pouco mais que se tornou realmente mais perigosa. Individualmente, Arshavin foi claramente o homem chave das acções ofensivas, evidenciando a sua qualidade. No meio campo, Zyrianov revelou-se um jogador muito inteligente nas suas movimentações ao longo do jogo (o melhor em campo a par de Arshavin), ao passo que o determinante Denisov servia mais de apoio recuado à posse de bola. Tymoschuk, por seu lado, teve uma postura praticamente só defensiva, não sendo participativo ofensivamente e servindo de contra-peso para a vocação ofensiva dos laterais Anyukov e Sirl. Para quem quer seguir estes russos no Euro, fica a nota, entre os pré convocados de Hiddink estão Malafeev, Anyukov, Shirokov, Zyrianov, Arshavin e Pogrebnyak.

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31.8.07

Destaques do fim de semana

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AC Milan – Sevilha (SuperTaça Europeia – Sexta, 19h45m)
É o primeiro troféu internacional da temporada e, embora não represente um objectivo primordial para qualquer equipa, é sempre algo que os jogadores gostam de ter no currículo, até por poucos o conseguem. De resto, esta partida entre duas equipas de top vai invulgarmente ser disputada sob o luto da morte do Sevilhano Puerta, mas é de crer que com o desenrolar da partida os jogadores se soltem desse peso psicológico. Um Milan sólido e matreiro – que tem em Emerson a grande alteração face à equipa que conquistou a Europa em Maio passado – vai confrontar-se perante a máquina ofensiva Sevilhana. Do Sevilha espera-se a dinamica e descomprometimento ofensivo (sempre com muitas alas) que fazem desta uma das melhores equipas na Europa actualmente. Dúvidas para os casos de Chevanton e Daniel Alves que não deverão actuar face à incerteza quanto ao seu futuro, até ao fecho do mercado.
Palpite: Milan

Spartak Moscovo – CSKA Moscovo (Liga Russa – Domingo, 11h)
É um confronto que junta as duas mais fortes formações dos últimos anos no futebol Russo. Este ano, o favorito CSKA está a desiludir, ocupando o quarto lugar ao cabo de 22 jornadas, 6 pontos atrás do líder, precisamente o Spartak. Este é, por isso, um jogo vital para uma equipa que é uma espécie de misto entre Russos e Brasileiros. Vagner Love, Jo, Daniel Carvalho e Dudu Cearence são os nomes mais conhecidos de uma equipa que inclui ainda os jovens Eduardo Ratinho (lembram-se?), Dawid Janczyk e Milos Krasic. Do outro lado estará uma equipa de nomes mais modestos mas, nem por isso, menos eficaz. Sob o comando da classe do capitão Titov, da força de Mozart e da eficácia do avançado Pavlychenko, o líder da prova tem um confronto importante para o objectivo do regresso aos títulos, poucos dias depois de um traumático afastamento da fase de grupos da Champions League nos penaltis em Celtic Park.
Palpite: Empate

Aston Villa – Chelsea (Premier League, Domingo, 16h)
Mais um desafio para o Chelsea, num início de época que tem sido sofrido mas com boas resultados, liderando a tabela ao cabo de 4 jornadas e com uma distancia importante conquistada sobre o campeão Manchester United. Do outro lado está uma equipa competente orientada por Martin O’Neil que adquiriu o promissor Nigel Reo-Coker e o podereso avançado Marlon Harewood ao West Ham. De resto, a promessa Agbonlahor é o nome para acompanhar nos ‘Villans’, que retiraram 4 pontos aos ‘Blues’ na corrida para o ‘tri’ em 06/07. No Chelsea, as ausências de Ricardo Carvalho, Shevchenko e Ballack não deverão afectar o habitual estilo que tantas vitórias tem valido à equipa de Mourinho.
Palpite: Chelsea

Panathinaicos – Olimpiacos (Liga Grega Domingo, 19h15m)
Depois do adiamento da semana passada, inicia-se este fim de semana a Liga Grega com o fervoroso clássico entre Panathinaicos e Olimpiacos. Estreia difícil e de grande responsabilidade para Peseiro na tentativa de vencer uma Liga que, nos últimos 10 anos foi 9(!) vezes conquistada pelos de Pireus. No PAO, alguns nomes conhecidos como Enakarirhire, Fyssas, Karagounis e N’Doye juntam-se foram adquiridos este ano, tal como o médio brasileiro Marcelo Mattos. De resto, na frente os gregos Papadopoulos e Salpigidis continuarão a ser o garante de golos. Do outro lado, muitas mudanças. Novo treinador – o ex-Xanthi, Lemonis – e novos jogadores: Galletti (extremo argentino ex-Atl.Madrid), Ledesma (médio argentino ex-San Lorenzo), Raul Bravo (defesa ex-Real Madrid), Nunez (avançado ex-Argentinos Juniors), LuaLua (avançado ex-Portsmouth), Darko Kovacevic (avançado ex-Real Sociedad), entre outros. Tantos nomes que tentarão colmatar as saídas de figuras como Rivaldo e Nery Castillo. Para o Derby, de realçar as ausencias dos canhotos Djordjevic e Raul Bravo.
Palpite: Panathinaikos

Villareal – Real Madrid (Liga Espanhola, Domingo 20h)
O ‘Submarino Amarelo’ provocou a primeira sensação da Liga ao atropelar o Valencia no Mestalla (0-3). A saída de Forlan parece, por isso, ultrapassada com nomes como Tomasson e Rossi (fez um grande jogo o ex-Manchester United) a brilhar. O Villareal conta ainda com o promissor médio francês ex-Bordeus Mavuba, bem como o empolgante Matias Fernandez ou os experientes Nihat e Robert Pires. Argumentos de sobra para fazer sofrer o super gastador Real Madrid em delírio com a aquisição de Robben e a vitória sobre o rival Atlético na abertura da prova. Nos Merengues, Sneijder tem encantado, mas são ainda muitas as dúvidas sobre a capacidade colectiva dos orientados de Schuster.
Palpite: Villareal

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6.3.07

Os outros jogos do fim de semana

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Não passam nos resumos das nossas televisões mas futebolisticamente nada ficam a dever em intensidade e qualidade a muitos dos jogos das princípais ligas. Aqui ficam os resumos dos Derbies que se jogaram a leste neste fim de semana:


- Olympiakos 0-1 Panathinaikos
- Besiktas 2-1 Galatassaray
- CSKA Moscovo 4-2 Spartak Moscovo

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