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2.4.09

O Turquia - Espanha e... qual é a melhor Selecção do mundo?

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Antes desta jornada de apuramento, muitos responderiam com “Argentina”, de pronto. Depois do que se viu em La Paz, a maioria hesitará. Não se deve confundir a parte com o todo e esta goleada da Argentina não tira o talento enorme que Maradona tem ao seu dispor, devendo também ser enquadrada com as condições profundamente atípicas do local onde foi jogado o jogo. Uma goleada de 6-1 frente a uma das mais modestas Selecções do Continente, no entanto, diz alguma coisa. Para se ser campeão do mundo, já se sabe, é preciso mais do que talento individual e esse extra é algo que, sinceramente, duvido muito que seja Maradona a poder dar. A ver vamos...
Na Europa, há uma Inglaterra que com Capello merece mais respeito do que nunca, uma Itália que com Lippi voltará a ser dificílima de bater (não que tenha deixado de ser...) e outras Selecções que serão sempre temíveis pela qualidade que têm. Há uma, no entanto, que se destaca nesta altura. A Espanha.
O grande encontro de ontem foi jogado em Istambul, entre o campeão e um semi finalista do Europeu, num ambiente intenso e com uma enorme entrega por parte dos jogadores. A Espanha venceu, sem Villa e Iniesta, mas a história do jogo deve relatar as dificuldades espanholas, bem como, mais uma vez, a inocência turca. A Espanha voltou a revelar o seu futebol fantástico e sem paralelo na Europa da actualidade, de pé para pé, quase imune ao pressing, à imagem do Barcelona. Comandada por Xavi resistiu aos momentos iniciais turcos e parecia começar a dominar o jogo. Surgiu então um movimento característico de Tuncay, a surpreender a defensiva espanhola e originar o 1-0. O estádio enlouqueceu e o jogo mudou, com os turcos a jogarem muito determinados, com um bloco muito curto que dificultava a progressão espanhola e, depois, a conseguirem ser perigosos sempre que chegavam próximo da área de Casillas. A tarefa espanhola parecia espinhosa, com Xavi a não ser suficiente, com Torres totalmente desinspirado e, do outro lado, Arda Turan, em grande momento. Canto, erro de Demirel, mão, penalti, empate. Nova abordagem turca, com pressing alto (e inutil, diga-se), muita vontade, melhores ocasiões, mas também muito risco e inocência. Os espanhóis estavam mais preocupados com a manutenção de um empate sofrido, mas acabaram por, porque não, conseguir algo mais. Um alívio e o recém entrado Guiza, a jogar no terreno do clube rival fez a assistência para um golo cruel, que gelou Istambul em tempo de descontos.
Não é por esta vitória que, como referi, foi mais sofrida do que outra coisa. Ainda assim, parece-me que, com Del Bosque, a Espanha pode ser bem melhor do que o campeão europeu...

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1.7.08

Notas finais do Euro

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Aspectos Colectivos

Clubes vs. Selecções
Começo por voltar àquela previsão, feita no lançamento da prova, de que este seria, sem dúvida, um torneio de jogos não tão minuciosamente preparados como aqueles que assistimos ao nível de clubes, mas seguramente não menos interessantes. Menos treino e mais jogo é sinónimo de mais erros e menos perfeição, mas também de maior improvisação e maior imprevisibilidade. Comparativamente com o futebol de clubes ao mais alto nível, o Euro foi tudo isto e, na verdade, quem poderá falar de desinteresse?

Tendências Tácticas
Estas são competições que marcam muito os tempos, já que é elas que a história do futebol recorre para, anos mais tarde, analisar tendências. Tacticamente destaque para a abundância do 4-4-2 clássico como sistema de referência deste Europeu. Suíça, Croácia, Alemanha, Suécia, Espanha e França iniciaram o Euro com este sistema e outras selecções recorreram a esta disposição de jogadores durante os jogos (até Portugal, sem qualquer tradição nesta opção, actuou numa versão próxima deste sistema durante grande parte do jogo frente à Alemanha). Ainda assim, não se pode deixar de referir o recurso a variantes do 4-5-1 (4-1-4-1 ou 4-2-3-1) na fase decisiva da competição, o que não deixa de ser sintomático quanto à importância da zona central. Nota, finalmente, para duas opções em vias de extinção ao nível dos sistemas: os 3 defesas (ou 3 centrais), apenas utilizada pela Áustria e Grécia e o 4-4-2 em losango. Aqui 2 comentários em sentidos diferentes. Enquanto que os 3 defesas é uma opção abandonada pela Europa (recorre-se ainda muito na América do Sul), por se considerar menos sólida, o losango nunca foi devidamente absorvido pela maioria dos países europeus talvez, digo eu, por ser mais exigente ao nível das dinâmicas de jogo. Esta ideia – e é apenas uma ideia – é um elogio para o futebol português, onde vários treinadores conseguiram nos últimos anos sistematizar processos com bons resultados, tendo o 4-4-2 losango como sistema.
Dito tudo isto sobre sistemas tácticos, acrescento que se os modelos de jogo estão longe de se esgotar na geometria do esqueleto, ao nível de selecções, onde há menos tempo de treino, esta questão torna-se mais importante e, por isso, assistimos a algumas mudanças de sistema dentro da própria competição, algo que a nível de clubes raramente acontece por ser muito pouco aconselhável.

Selecções
A história do Euro é marcada, naturalmente, pela vitória da Espanha (sobre quem já escrevi ontem), mas, para quem viu, há mais equipas para destacar:

Croácia: Nota positiva para uma equipa com muitos nomes promissores e uma grande lição estratégica (Bilic foi o primeiro a desfazer o seu 4-4-2 inicial para ganhar superioridade a meio campo) que provocou um sinal de alerta na Alemanha, talvez decisivo para a caminhada para a final. Os croatas foram, no entanto, pouco emocionais e deixaram-se cair quando tinham tudo para discutir um lugar na final.

Turquia: A sensação do Euro. O que a Turquia fez foi algo próximo de um milagre. Terim foi sempre pouco inteligente estrategicamente e a equipa, apesar de competitiva, foi vivendo dos sucessivos “milagres” no final dos jogos. Na meia final frente à Alemanha foi mais determinada, até melhor, mas sempre, sempre inocente na forma como se expôs ao erro.

Alemanha: Low terá, talvez, o maior mérito entre os treinadores do Euro. Levar a Alemanha à final com as debilidades individuais da sua equipa foi um feito e isso foi reconhecido pela forma como este histórico foi recebido no seu país. Estrategicamente, e tirando a não decisiva partida contra a Croácia, esteve sempre bem. Não deu para mais e, diga-se, já foi bem bom!

Holanda: A sensação da primeira fase, dominando o grupo da morte e sendo a primeira selecção a impressionar meio mundo. Talvez o problema da Holanda terá sido não ter levado mais cedo um susto que a despertasse para as suas debilidades, nunca expostas durante uma fase de grupos em que esteve sempre a ganhar. Van Basten surpreendeu as poderosas Itália e França com aquela contenção do duplo pivot pouco ofensivo, mas quando foi preciso dar qualidade à posse de bola... a Holanda caiu.

França: A desilusão da prova. Não pela eliminação, mas pela paupérrima prestação. O 4-4-2 de Domenech foi totalmente despropositado e sem qualquer dinâmica rotinada. Ainda deu um ar de poder recuperar no jogo contra a Holanda mas, aí, também não teve a sorte do seu lado.

Itália: A obcessão pelo sistema do Milan e pelo recurso a Toni foi a perdição de Donadoni. A equipa nunca se apresentou ao nível que se esperava, sendo muito vertical mas pouco imaginativa ofensivamente e longe da eficácia histórica em termos defensivos. Ainda assim, a qualidade não esteve totalmente ausente e apenas caíram nos penaltis frente à campeã Espanha.

Rússia: Primeiro demasiado ofensiva, expondo-se defensivamente às transições adversárias. Depois, mais controlada e a apresentar uma qualidade de movimentos colectivos sem par neste Euro. Este é o grande mérito de Hiddink, porque defensivamente exigia-se bem mais. A culpa não será só do seleccionador mas também da cultura do próprio futebol russo, algo distante das exigências tácticas do centro da Europa. Depois do brilharete frente à Holanda veio o falhanço estratégico no posicionamento do pressing para fazer frente à qualidade do meio campo Espanhol.


Individualidades

Guarda Redes
Foi um Euro difícil para os guarda redes. Buffon e Cech, dois dos melhores do mundo estiveram abaixo do que deles se exige. Lehmann, o finalista, teve vários erros e, na verdade poucos terão escapado à critica. A excepção, claro, Casillas. O Espanhol foi de longe o melhor de um Euro que teve também, por exemplo, Van der Sar em bom plano.

Defesas
Laterais direitos é dificil de destacar. Ainda assim, destacaria Corluka da Croácia, Sabri da Turquia (sobretudo ofensivamente) e, quase inevitavelmente, Sérgio Ramos.

Na lateral esquerda, mais hipóteses. Zhirkov, pela capacidade ofensiva, Grosso também me agradou e Van Bronckhorst merece igualmente referência. Quem não consigo destacar é Lahm.

Como centrais, Pepe, mantenho-o, foi o melhor que vi (atenção à evolução notável de Pepe nos últimos anos, afirmando-se no Porto, fazendo parte do melhor onze da Liga no ano de afirmação em Espanha e, agora, integrando a selecção ideal da Uefa). Marchena e Pujol foram sempre bem protegidos mas têm de ser destacados por raramente terem errado. Kolodin deu nas vistas na Rússia e, na Itália, apareceu um tal de Chielini que já se conhecia dos sub 21 e que pode ter tido aqui o seu inicio como referência da Selecção transalpina. Outro central que jogou a médio foi fundamental no duplo empate da Roménia: Chivu.


Médios
São tantos que é difícil escolher. Na Espanha todo o meio campo: Senna foi um esteio, quase perfeito (ainda assim, e apesar da importância da função acho uma afronta considerar-se um jogador de funções essencialmente tácticas o melhor de uma competição, como alguns fizeram), Xavi, para mim e para a maioria, o melhor do Euro, Fabregas apenas foi ofuscado pelo pouco tempo que jogou e Iniesta e David Silva (principalmente o primeiro) dois complementos fundamentais para dar à Espanha a tal qualidade de posse de bola que fez a diferença. Mas houve mais. Gelson Fernandes da Suíça teve pouco tempo, mas mostrou qualidades, Hamit Altintop foi um dos melhores do Euro pela qualidade e dinâmica emprestadas, Modric a revelação e um adocicar de boca para o seu futuro na Premier League, Sneijder o melhor até aos quartos de final, De Rossi, para mim, o melhor da Itália, Ballack intermitente mas decisivo na caminhada da Alemanha, tal como o fulgurante Schweinsteiger, Zyrianov o mais consistente de uma Rússia que teve em Semak outra boa revelação. Mas uma das performances mais perfeitas que vi foi a de Deco. É pena...

Avançados
Vou incluir aqui Arshavin que, não sendo uma revelação para quem anda atento, teve um enorme impacto... tão grande como o seu desaparecimento na meia final. De resto, é fácil escolher... Torres e Villa na Espanha, Podolski e Klose na Alemanha, Pavlyuchenko, outra revelação, na Rússia, Van Nistelrooy na Holanda e Ibrahimovic na Suécia, apesar do pouco tempo. Nota ainda para um jogador que não esteve em foco mas que creio poder tornar-se brevemente uma das referências do futebol mundial: Benzema.


Portugal
Ao contrário do que se disse, nas habituais visões fatalistas na hora da derrota, não creio que Portugal tenha desiludido em termos de qualidade de futebol. Ou, pelo menos, nos 4 momentos do jogo “corrido”. O que se viu de Portugal nos primeiros jogos foi tão bom como qualquer outra Selecção e é por isso que a frustração desta eliminação ainda é maior, porque, de facto, poderíamos ter disputado a vitória.
A conclusão que me fica é que o próximo passo tem de ser dado no sentido de querer chegar mais próximo da vitória final. É preciso mais visão estratégica e mais preocupação com os detalhes do jogo – não podemos perder um jogo com erros colectivos tão gritantes ao nível das bolas paradas! Vencer (entenda-se, melhorar as condições para) deve ser o objectivo de curto prazo do próximo seleccionador até porque ninguém nos garante que esta qualidade dure muito tempo numa selecção de um país de apenas 10 milhões. Uma nota final para Cristiano Ronaldo. Talvez seria melhor alguém explicar ao rapaz que o que fez Torres no dia 29 de Junho de 2008 vai ter muito mais importância na história do futebol do que qualquer dos golos que Ronaldo possa marcar pelo Manchester, Real Madrid ou outro clube... É que ao afirmar “não tenho nada a provar” antes da competição mais importante da época não parece evidenciar grande consciência para esse facto!


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26.6.08

Alemanha: o finalista do costume

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Aí está, sem surpresas, o primeiro finalista do Euro. Olhando para o sorteio e para a sequência de jogos, era previsível que entre Alemanha, Portugal e Croácia saísse 1 finalista. A primeira fase confirmou esta ideia e se não era a equipa mais forte do ponto de vista na maioria dos aspectos do jogo, a Alemanha fez valer a competência com que joga nas zonas decisivas do campo para garantir o passaporte para mais uma final da sua história – mais uma vez fica a sensação de este ser já um feito além das potencialidades da equipa germânica, mas essa é, como já aqui recordei, a história do futebol alemão.

No que respeita ao jogo, tendo em conta que os jogadores eram quase na sua totalidade originários dos campeonatos turco e alemão, não surpreendeu. Muito ritmo, golos, mas muitos erros quer individuais, quer colectivos. De resto, a única surpresa deste jogo esteve na postura da Alemanha. A forma desconcentrada e pouco reactiva como os seus jogadores entraram no jogo são, na minha opinião, a principal justificação para as dificuldades que a Mannschaft teve para confirmar a sua presença na final. Do lado turco, as limitações que Terim tinha para constituir a equipa não afectaram em nada a estratégia. Ou seja, a Turquia voltou a ser uma equipa montada em 4-1-4-1, que pressionou a partir de onde os alemães permitiam, sem definir uma zona de pressão mais “calculista” mesmo quando se apanhou a ganhar. Outro aspecto importante para o domínio turco nos primeiros minutos foi o aproveitamento do mau posicionamento do meio campo alemão. Claramente pouco habituados a jogar com 3 homens na zona central, os alemães cometeram frequentemente o erro de alinhar posicionalmente os seus jogadores do “miolo”, o que facilitava a tarefa turca, podendo com um só passe vertical ultrapassar todo o meio campo adversário, o que aconteceu por algumas vezes nos primeiros minutos.

Ainda assim, e apesar de toda esta sobranceria alemã, foi desde cedo notório que do lado turco existia uma espécie de inconsciência para o perigo que representava a exposição às transições germânicas. Foi assim, em transição, que os alemães empataram e também assim que poderiam ter marcado de novo, com a Turquia não só a acumular alguns erros proibitivos em posse de bola, como a expor-se em demasia quando tinha a bola. Esta tendência turca para o descalabro defensivo pareceu-me sempre mais relevante do que a exibição desinspirada dos alemães, mesmo quando o jogo baixou o seu ritmo no segundo tempo. Foram precisamente estas fragilidades turcas que ditaram lei na etapa decisiva da partida. Os alemães podem ser frágeis defensivamente, mas na hora de aproveitar o erro do adversário, tal como contra Portugal, são mortais e isso, goste-se ou não, vale uma presença na final, mesmo não havendo superioridade noutros capítulos do jogo.

Com um sistema e protagonistas diferentes, é curioso verificar que as qualidades e defeitos desta equipa alemã se mantêm as mesmas desde o primeiro jogo. Grande capacidade para sair em transição, com notáveis e rapidíssimas trocas de passe sempre em progressão e uma enorme força na zona de finalização onde muito facilmente tira partido de qualquer erro que possa existir. Por outro lado, dificuldades defensivas, não só pela debilidade individual de alguns dos seus jogadores como por algumas deficiências na forma como se organiza defensivamente. Ainda assim, deixo a nota: será considerada teoricamente mais fraca à partida para final (seja contra a Rússia ou Espanha), mas não se enganem, o nível de concentração vai ser muito maior do que o que se viu com a Turquia e, mais uma vez, se o adversário facilitar no que quer que seja, eles lá estarão para aproveitar!

Quanto às individualidades, destaco do lado turco e mais uma vez Hamit Altintop. Foi um dos melhores médios do Euro, sempre com dinâmica e qualidade nas suas acções desde o inicio da competição. Do lado alemão, Frings é claramente melhor do que Rolfes ou Hitzlsperger e dúvido que seja suplente na final. Podolski voltou a ser determinante, tal como Schweinsteiger (nota para a semelhança entre os movimentos que antecederam os seus golos frente à Turquia e Portugal), mas há um nome que quero destacar em especial: Miroslav Klose. É um avançado que aprecio particularmente pela forma inteligente como joga. A única coisa que me espanta é como é que não marcou mais golos na fase inicial da competição...

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21.6.08

Turquia: Quantas vidas ainda lhe restarão?

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Pois é, contra todas as perspectivas, temos a Turquia nas meias finais. Como já havia feito um acompanhamento da preparação turca para o Euro, não me surpreende o futebol praticado, antes sim, e creio que como a toda a gente, a forma como os turcos arranjam maneira de não cair neste Euro2008. São já 3 golos no último minuto depois dessa partida contra Portugal e, nesta altura, todos estarão expectantes para ver onde é que esta chama turca os vai levar (na memória, e apesar das diferenças no estilo está a forma semelhante em termos de galvanização como a Grécia surpreendeu a Europa há 4 anos).

Sobre esta equipa turca, e à margem dessa força de espírito inexplicável, não tem havido muita evolução desde o primeiro jogo contra Portugal. Há jogadores que têm jogado em diversas posições (alguns mesmo adaptados), mas o sistema, os princípios e mesmo os pontos fracos e fortes têm-se mantido praticamente inalterados desde o primeiro jogo. Apesar de ter um meio campo bem preenchido numericamente, a formação de Terim tem muitas lacunas na primeira fase de construção. Aliás, diria que ofensivamente a equipa vive de alguns rasgos que parecem surgir à margem do próprio ritmo de jogo. Esta capacidade de surpreender – que surge da qualidade de alguns dos seus interpretes – é, de resto, a principal virtude desta Turquia. No extremo negativo está, a já muito falada, limitação defensiva, tanto a nível colectivo, como individual. Ainda assim apontaria a falta de capacidade estratégica da equipa turca (porque tem jogadores para fazer um jogo mais inteligente, explorando de forma mais eficaz as transições) como a principal lacuna no trabalho de Terim. Para terminar, o meu destaque pessoal para algumas individualidades: Primeiro Hamit Altintop que me parece (e digo-o desde o inicio) ser a alma deste meio campo turco, sempre agressivo e activo no jogo e com boa qualidade técnica. Depois Tuncay, é talvez o jogador mais “manhoso” deste euro, num estilo muito ao género latino e que tem na técnica e imprevisibilidade as principais características. Finalmente (vou fazer só 3 destaques) Nihat, que não é, na minha opinião, devidamente aproveitado pelos tais princípios turcos mas cuja qualidade de movimentações já apareceu a fazer estragos.

Nota, finalmente, para o jogo com a Croácia. De fora fica, seguramente a melhor equipa entre as duas. No entanto, não consigo dizer que esta Croácia fosse uma equipa de grande qualidade. À margem do tal jogo em que surpreendeu tacticamente uma Alemanha desprevenida, não fez um grande Euro, nem mesmo um grande jogo nos quartos de final (apesar de ser a equipa mais merecedora de seguir em frente). Sobre a Croácia, e depois de Deco, dá para dizer que o Euro perdeu mais uma das suas figuras (talvez, a maior revelação): Luka Modric.

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8.6.08

Portugal - Turquia: Superioridade, mas... não será sempre assim!

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A primeira nota vai, sem qualquer rodeios, para a forma como Portugal conseguiu a vitória no jogo de abertura. Uma exibição de superioridade, controlo e domínio nos vários momentos do jogo, respondendo sempre de forma superior às adversidades que lhe foram colocadas. Bem vistas as coisas este até nem foi um jogo que se possa dizer, ter corrido bem a Portugal. Um golo anulado e 3 bolas ao poste, 2 das quais antes do sempre importante primeiro golo. Mas, como referi, esta foi uma exibição de superioridade que não ficou dependente da eficácia desses momentos.

Há, no entanto, alguma água na fervura que deve ser colocada na performance lusa, se tivermos em conta aquilo que considero ter sido alguma falta de capacidade estratégica turca. Terim surpreendeu apenas na inclusão de Kazim Kazim no meio campo, recuando Altintop para a função de lateral direito. Como havia referido, num meio campo muito estático com Aurélio (confirmou ser um jogador sem importância relevante na acção ofensiva da equipa) e Emre (bom tecnicamente mas vocacionado para um jogo menos veloz), era importante a presença de Altintop. Ao recuar o médio do Bayern, Terim perdeu o seu “dinamo” de meio campo e o jogador mais forte nos momentos de transição, ganhando em Kazim Kazim mais um jogador forte em posse mas com pouca profundidade. A opção por este jogador pode ter sido justificada por uma tentativa em ganhar superioridade nas primeiras bolas face à baixa estatura do meio campo luso. Era uma solução que já havia identificado no primeiro jogo de preparação turco e que mereceu a aposta de Terim, creio eu, sem representar uma real mais valia para o jogo turco. Terim mexeu no segundo tempo mas, mais uma vez, penso não o ter feito da melhor forma. Esperava-se que a entrada de Sabri fosse para a lateral direita, fazendo Altintop regressar ao miolo. Surpreendentemente Altintop manteve-se a lateral e foi Sabri quem veio para o meio campo, com Kazim Kazim a avançar para extremo. Com isto, ofensivamente a Turquia ganhou pouco e, defensivamente, passou a estar progressivamente mais exposta com Portugal a perceber a tendência de Altintop para sair da sua posição, colocando Ronaldo sobre a esquerda (daí o maior volume de jogo do 7 no segundo tempo).
Se em termos individuais penso ter havido algum lapso de Terim, em termos estratégicos, a minha convicção é ainda mais vincada. A Turquia apresentou-se sem uma transição ofensiva bem preparada, parecendo mais interessada em tentar discutir o jogo pela posse de bola onde, claramente, Portugal ganhava vantagem em termos qualitativos. O resultado desta estratégia do “jogo pelo jogo” turco foi o domínio luso. Sem surpresas porque, de facto, Portugal é mais forte do que os turcos.

Assim, Portugal chegou a uma vitória pela superioridade, mas deve perceber que o trabalho está ainda no inicio e que em embates futuros encontrará equipas mais inteligentes na sua estratégia, que convidarão Portugal a assumir o jogo, criando zonas de pressão onde se torna difícil ter a bola na perspectiva de lançar, a partir daí, transições que tirem partido de alguma exposição territorial lusa.

Individualmente, nota particularmente positiva para 2 jogadores. Pepe, por uma exibição notável, coroada com um golo à Beckenbauer e Moutinho, o mais dinâmico do meio campo português, juntando a esta “hiper actividade” uma qualidade de execução que o caracteriza. Aos 90 minutos lá estava ele a chegar à área contrária, como se o jogo tivesse acabado de começar...

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7.6.08

Portugal - Turquia: Finalmente o Euro!

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Finalmente! Está aí o Europeu, o que significa que nas próximas semanas o mundo vai respirar futebol naquilo que o desporto-rei tem de melhor. É uma data que, como se percebe, saúdo, assumindo um enorme interesse pela competição e não escondendo uma grande paixão em relação aos embates de Portugal, sobre quem alimento a esperança de que seja desta vez que o nosso país possa entrar na lista de vencedores de grandes competições internacionais. Algo que a qualidade do futebol português e a paixão muito particular do seu povo por este desporto, creio eu, já merecem.

Portugal: Maior optimismo no arranque
No que respeita a Portugal, já o vinha dizendo há algum tempo, penso que esta poderia ser a oportunidade para mudar um pouco o seu modelo de jogo, adoptando alguns princípios que se ajustassem melhor às diferenças que existem entre as figuras de hoje e as de um passado recente. Isso, já se percebeu, não vai acontecer de uma forma estratégica mas a verdade é que estou hoje bem mais optimista em relação à prestação de Portugal do que quando este elenco partiu para o estágio de Viseu.
Creio que a Selecção tem agora um jogo um pouco mais organizado ofensivamente, suportado por um leque de individualidades que, em termos qualitativos, estará ao nível dos melhores desta competição. As minhas reservas recaem agora sobre os 2 momentos de transição, em particular a transição defensiva. Por aquilo que se pode ver na preparação, Portugal expõe-se bastante em termos posicionais quando tem a bola e isso poderá provocar alguns desequilíbrios comprometedores em caso de perda de bola. O jogo da Turquia servirá, tal como em outros aspectos, para ter uma ideia mais clara da capacidade de resposta portuguesa neste ponto.
Mas há um aspecto importante que me faz estar claramente mais optimista. Durante a preparação acompanhei os jogos dos nossos adversários e chego à conclusão de que Portugal tem todas as condições para passar, acreditando que o conseguirá desde que mantenha níveis de concentração dentro daquilo que se exige nestes torneios. Se conseguir chegar aos quartos de final, Portugal só poderá encontrar, na caminhada até à final, para além do outro apurado do seu grupo (eventualmente nas meias finais), equipas do grupo B. Ou seja, Croácia, Alemanha, Polónia e Austria. Não sendo, nem nada que se pareça, um passeio é, se atendermos ao nível de que estamos a tratar, sem dúvida um bom panorama. O segredo estará em encarar com toda a seriedade cada jogo, esperar e fazer pela sempre relevante “estrelinha” que tantas vezes define os campeões e saber evoluir colectivamente com a competição (como referi recentemente, mais do que aquelas que melhor se preparam, são as equipas que melhor evoluem com a competição que normalmente vencem estes torneios).

Portugal – Turquia: Concentração máxima
Já deixei aqui 2 observações da equipa turca, onde ambas confirmaram as ideias que se podem esperar de Fatih Terim. Aos 2 movimentos que apresento como característicos do futebol da Turquia deve acrescentar-se a ameaça que representa Nihat, sobretudo a jogar no limite do fora de jogo. De resto, e sem repetir o que referi na altura, dizer que a Turquia poderá apresentar algumas alterações estratégicas frente a Portugal, nomeadamente jogando com um bloco mais baixo, arriscando menos nas suas subidas em posse de bola e procurando actuar sobretudo em transição, fazendo uso da rapidez do seu trio dianteiro. Aqui, volto a realçar a importância da transição defensiva para o sucesso dos portugueses. Finalmente, e em relação aos turcos, dizer que em termos de individualidades, as opções de Terim não deverão fugir muito à equipa que derrotou a Finlândia (mais uma vez, há um post com maior detalhe sobre esse jogo), ainda que se possa prever uma ou outra alteração em caso de uma estratégia específica frente a Portugal. Aqui, a introdução de um lateral direito menos ofensivo, um extremo mais posicional ou um outro elemento de combate para o meio campo são as opções. Na “máquina” turca o meu destaque vai para acção de Hamit Altintop na interior direita. É, sem dúvida, o elemento mais dinâmico de um meio campo que tem em Mehmet Aurélio um jogador apenas posicional (limita-se a ser um “equilibrador” da equipa e oferecer apoios recuados à posse de bola) e em Emre uma solução de qualidade mas com dificuldades quando o ritmo de jogo aumenta.
Relativamente a Portugal, o onze não é surpresa e, digo eu, a fórmula de sucesso também não. A palavra mais importante é concentração e só depois virão os pormenores tácticos. Parece-me que o lado esquerdo turco pode ser mais débil e que Portugal deve procurar o erro adversário, já que, em termos individuais, o ponto fraco da Turquia está precisamente na sua defesa. A minha aposta vai para os lances de bola parada, onde os portugueses estiveram muito bem nos treinos, podendo tirar partido, nesta ocasião específica, de uma menor capacidade do guardião turco.
Boa Sorte Portugal!


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31.5.08

Novas notas turcas...

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Turquia 2-0 Finlândia
- A saída de Basturk e Halil Altintop veio tornar claro que o jogo contra o Uruguai havia sido também um último teste para estes jogadores, explicando-se assim a sua utilização durante um tempo relevante do encontro. Ainda assim, o encontro com a Finlândia deu para perceber que, independentemente dos artistas há um sistema e modelo base de Terim que, diga-se, me parece ser merecedor de um enorme respeito.

- O sistema será um 4-3-3 (4-1-4-1, para os mais exigentes), com alguma diferença entre o flanco esquerdo e direito. A equipa apresenta alguma assimetria entre o flanco esquerdo e direito – lado mais ofensivo – e tem um meio campo muito povoado, com uma frente de ataque muito móvel e repentista, prometendo ser capaz de surpreender qualquer defesa com a inteligência de movimentação dos seus jogadores.

- Em relação ao último jogo, Sabri Sarioglu redeu Hamit Altintop na lateral direita, passando este para o meio campo, como interior direito. Na defesa, Servet Ceti rendeu Emre Asik, e no meio campo Mehmet Aurelio foi o pivot em vez de Topal. Estas duas alterações são aquelas que menos diferença trazem ao modelo, destacando-se o papel meramente posicional de Aurelio, servindo de mero apoio recuado nas acções ofensivas (tal como acontecera com Topal). Finalmente, nas alas, Tuncay rendeu Arda Turan (que havia estado muito bem), introduzindo talvez mais maturidade mas não alterando a característica da função. Do outro lado, grande diferença entre Kazim Kazim, mais estático, e o surpreendente Mevlut Erding (atenção a este jogador). O onze titular deverá ser aquele agora apresentado.

- Ofensivamente a equipa tem alguns movimentos muito perigosos. A progressão em apoio não é muito feliz, sendo possível causar o erro, mas a equipa faz com frequência apelo a passes de rotura de Emre, normalmente a solicitar Erding nas costas do lateral, ou as entradas no limite do fora de jogo de Nihat que, de um momento para o outro, fica na cara do guarda redes. Outro movimento perigoso é a viragem de flanco da esquerda para a direita (onde Sabri Sarioglu está permanentemente aberto), partindo depois para cruzamentos que tiram partido das diagonais dos extremos. Particularmente de Tuncay que aparece muito bem na antecipação aos centrais.

- Defensivamente, e podendo parecer um contra-senso dada a maior propensão ofensiva do flanco direito, parece-me que é pela esquerda que se poderão conseguir mais desequilíbrios. É que Hakan Balta é um jogador mais pesado do que Sabri Sarioglu e que não conta com o apoio do dinâmico Altintop, tendo em Emre um auxílio nem sempre lesto e nem sempre agressivo. De resto, como disse, é possível causar perdas de bola por alguma indefinição na construção e, importante, os defensores (e guarda redes) turcos não são conhecidos pela sua concentração ao longo de 90 minutos.

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Alerta Erding!

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28.5.08

As primeiras notas para o Euro: Turquia e Rep.Checa

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Os dias para o inicio do Euro são já muito poucos e enquanto em Viseu se pode observar uma série de treinos com pouco tempo dedicado à vertente táctica, não se perspectivando qualquer novidade no modelo de Scolari, alguns dos nossos adversários já deram algumas pistas do que deles se poderá esperar na fase final da competição. Aqui ficam algumas notas que retirei dos jogos da Turquia com o Uruguai e República Checa com a Lituania.

Turquia
Esta formação turca marca a viragem de uma geração muito marcada principalmente pela figura de Hakan Sukur. Pois bem aquilo que se prepara para o Euro é uma formação com uma referência de ataque bem mais móvel, oscilando entre nomes já consagrados no futebol turco com outras figuras de grande futuro.
Em termos de sistema, a Turquia apresentou-se em 4-3-3, com algumas especificidades. Mehmet Topal é um jovem do Galatasaray que promete ser o ponto de equilíbrio da equipa. Na sua frente estão dois jogadores de grande qualidade em posse de bola e que tentarão ser o motor do meio campo: os experientes Emre e Basturk. Como extremo esquerdo, um dos nomes a acompanhar no Euro: Arda Turan. 21 anos apenas, mas muita qualidade e mobilidade, partindo da sua posição aberta para movimentos interiores que merecem toda atenção dos adversários. Do outro lado Kazim Kazim, com um perfil bem mais estático do que Arda Turan, Kazim Kazim revela no entanto um nível técnico assinalável, sendo um jogador particularmente para as primeiras bolas aéreas. Normalmente é ele a referência dos pontapés longos do guarda redes, tentando permitir a Basturk a conquista da segunda bola, saindo a jogar dessa situação e tirando partido do cariz ofensivo de Hamit Altintop. Na frente, a mobilidade de Nihat promete ser um problema para os centrais que busquem uma referência de marcação, sendo igualmente importante para as transições e para a primeira fase de pressão.
Resta fazer uma referência aos aspectos defensivos, onde parece não haver grande qualidade nas individualidades da rectaguarda, e das opções que poderão entrar nestas contas, particularmente Tuncay e o outro Altintop, Halil.

República Checa
A primeira coisa que devo referir deste que é o mais bem cotado dos adversários portugueses no grupo A, é alguma limitação qualitativa daquilo que para já apresentou.
Começando pela defesa, estará aqui individualmente o sector onde existem maiores garantias de qualidade. Cech dispensa apresentações, Grygera e Jankulovski são dois laterais experientes que actual em Juventus e Milan, respectivamente, e Rozenthal e Ujfalusi dois centrais com grande experiência, tendo actuado em 2008 na Lazio e Fiorentina. O problema poderá estar, no entanto, no processo defensivo, mas já lá vamos...
Com bola a equipa tem duas soluções. A primeira e a que recorre frequentemente é o recurso directo a Koller, provavelmente o mais forte jogador do mundo a jogar como pivot neste tipo de solicitações, e tentar sair a jogar a partir da segunda bola (esta solução poderá ser uma arma igualmente mortífera com defesas mais adiantadas, lançando Baros nas costas). A outra hipótese é sair a jogar desde trás. Aí a equipa abre-se enormemente, com Vicek e Plasil a colarem-se às linhas e deixando a zona central para Polak e, sobretudo, Jarolim, já que Polak tem uma função muito defensiva. Nesta alternativa, há ainda que salientar a participação ofensiva dos laterais, o que deixa uma equipa profundamente desequilibrada no momento da perda de bola.
Com o eclipse das estrelas que foram o motor desta selecção durante muitos anos e a ausência de Rosicki, a República Checa tem em Koller um recurso muito importante em termos ofensivos que, se não houver novidades, pode ser essencial neutralizar.

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13.5.08

28.9.07

Futebol no mundo... para além do derbi!

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Roma – Inter Milão (Serie A, Sábado 17h00)
Confronto de líderes na Serie A. Uma das questões mais debatidas em Itália é se a Roma constitui um candidato ao título. É uma formação que tem encantado meio mundo com o seu futebol ofensivo, muito vistoso pelo virtuosismo e mobilidade dos intérpretes. A Roma alinha em 4-4-1-1, com dois laterais ofensivos (Casseti ou Cicinho à direita e Tonetto à esquerda). O motor da equipa está na dupla De Rossi-Aquilani que têm muito trabalho num meio campo de alas ofensivas (Taddei à direita e Mancini à esquerda). Totti é o senhor da equipa, sozinho na frente, para ele não há regras, está à parte e enquanto as suas aparições forem tão breves quanto brilhantes, ninguém se importa. Atrás dele, Perrota aparece desde o espaço entre linhas, com um sentido de oportunidade que o torna temível. Há mais gente de fora, como Giuly ou Vucinic e falaremos mais tarde sobre este adversário do Sporting que, na minha opinião, tem um futebol demasiado utópico para ser visto como um candidato sério a grandes feitos.
Do outro lado estará o poderoso Inter no 4-4-2 clássico de Mancini. Sem grandes alterações em relação a 06/07 e mantendo-se na mesma busca pelos méritos da combinação entre o equilíbrio colectivo e a qualidade individual. Nota para o dominador Ibrahimovic e para um Figo que parece imortal, ano após ano ao mais alto nível. Finalmente uma pergunta: Qual será a margem de manobra de Mancini com Mourinho livre?
Palpite: Empate

Bayer Leverkusen - Bayern Munique (Bundesliga, Sábado 14h30)
É um confronto que opõe os dois primeiros da classificação, separados por 3 pontos ao fim de 7 jornadas. Na realidade esta é uma diferença que se espera poder ser bem maior no final da temporada, tendo em conta o poderio da versão 07/08 do Bayern. Em Leverkusen a formação bávara vai ter um teste à sua projectada supremacia na liga deste ano, encontrando um Leverkusen renovado e que tem sido uma agradável surpresa na prova deste ano. Longe parecem já os tempos em que o Bayer dava cartas entre os melhores da Europa e daquela equipa que chegou à final da Champions sobra apenas a familiaridade dos nomes dos veteranos Schneider e Ramelow. A remodelação tem sido um processo difícil em Leverkusen mas 07/08 parece ter dado novas esperanças com uma recente série impressionante de resultados, vindo de 3 vitórias consecutivas e 2 fora de casa. Na equipa do Bayer destaque para os jovens Gonzalo Castro (lateral que é internacional alemão aos 20 anos), Arturo Vidal (a polivalente promessa chilena de 20 anos), para o experiente Friedrich (defesa internacional de 28 anos) e para os avançados Kiessling (internacional alemão de 23 anos) e Gekas (o grego contratado ao Bochum depois de ter surpreendido ao consagrar-se goleador máximo em 06/07. Tem 27 anos).
Quanto ao Bayern já foi aqui diversas vezes abordado, mas nunca é de mais realçar o poderio ofensivo de uma equipa em que se destaca a criatividade de Ribery e a eficácia da poderosa dupla Klose-Luca Toni (13 golos entre os dois!)
Palpite: Bayern

Galatasaray – Besiktas (Liga Turca, Sábado 18h30)
Confronto explosivo em Istambul, como sempre. De fora fica o campeão e não menos popular Fenerbahce à espera de poder recuperar do seu desastroso inicio de temporada. No Galatasaray a aquisição do ano foi o criativo brasileiro Lincoln, contratado ao Schalke 04, numa equipa que conta com a mistura entre a experiência de nomes como Hakan Sukur ou Hasan Sas com promessas como o jovem Ozcan (com Nuri Sahin a grande promessa turca da actualidade, sendo internacional aos 19 anos). No Besiktas a qualidade vem do misto de jogadores sul-americanos onde se destacam os avançados Higuain (irmão do craque do Real) e Bobo (poderoso goleador brasileiro de 22 anos), bem como os médios Ricardinho, Matias Delgado e, claro está, Rodrigo Tello.
Palpite: Empate

CFR Cluj – Dinamo Bucareste (Liga Romena, Domingo 18h30)
Na Roménia começam a acreditar que é possível! Ao fim de 8 jornadas o Cluj lidera e se a vantagem sobre o segundo não pode ser considerada muito significativa (3 pontos), o facto dos grandes da capital estarem a passar um mau período pode contar muito nesta tentativa do clã português fazer história no futebol Romeno. O Dinamo, dominador na temporada passada leva já 7 pontos de atraso (ainda que com menos 1 jogo) e uma derrota pode significar um forte handicap no que diz respeito à revalidação do título. O sucesso do Dinamo em 06/07 foi conseguido através de um conjunto de jogadores experientes (Danciulescu, Niculescu, Munteanu) que este ano não estão a conseguir reproduzir o mesmo nível competitivo. Nota para os jovens defesas Moti e Pulhac bem como para o grande reforço da época o avançado Zicu (23 anos e ex-aposta do Inter de Milão). No Cluj, já se sabe, Portugueses é o que não falta (Tony, Nuno Claro, Semedo, Amoreirinha, Manuel José, Fredy, Dani, Pedro Oliveira, André Leão e Cadu) e há ainda os conhecidos Canales e Didi.
Palpite: Cluj



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23.5.07

Aqui, vale tudo!

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Esta impressionantes imagens vêm da Turquia, onde esta semana se jogou o maior derby de Istambul: Galatassaray - Fenerbahce. Desta vez, nem o facto do 'Fener' já se ter sagrado campeão ajudou a que os ânimos fossem menos intensos. Uma prova do carácter único que julgo ter o futebol turco...

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18.5.07

Ibrahim Yattara: via Web!

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Há jogadores que, apesar do talento, permanecem largos anos perdidos na obscuridade de uma equipa de menor dimensão. Durante anos a fio, craques que, por diversos motivos, as mais intensas luzes da ribalta nunca iluminaram, permaneceram incógnitos à generalidade dos adeptos. Ontem, um estudo sobre os canais mais utilizados pelos portugueses colocava a Internet no segundo lugar, apenas atrás – para já – da televisão. É a era da comunicação global. Hoje, qualquer fenómeno que mereça destaque em qualquer parte do mundo pode chegar a todos, independentemente das opções editoriais dos “media”. Podemos agradecer ao fantástico mundo da Web o facto de podermos desfrutar das habilidades do excêntrico Ibrahim Yattara

Trata-se de um extremo – preferencialmente direito – Guineense, que actua, desde 2003, no longínquo Trabzonspor da Turquia, para onde se transferiu vindo do Antuérpia da Bélgica. Aos 26 anos e apesar do seu inegável talento, Yattara dificilmente poderá explodir num grande clube europeu. Dono de uma velocidade estonteante e de uma técnica rara, Yattara será refém do problema de muitos: a cabeça. Problemas disciplinares e inconstância exibicional (nem sempre joga) são a outra face das impressionantes imagens que aparecem nos vídeos. É, apesar de tudo, um ídolo dos adeptos. Pudera!


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23.3.07

Muhammed Demirci: Vedeta aos 12

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É mais uma daquelas histórias de génios precoces que prendem a atenção do mundo do futebol. Desta vez surge da Turquia e o protagonista dá pelo nome de Muhammed Demirci, tem 12 anos e esteve recentemente nas bocas do mundo ao ser conhecida a sua eminente transferência para o Barcelona.
Muhammed actua actualmente no Besiktas mas é um daqueles talentos que não fica indiferente a ninguém e, por isso, há muito já havia sido amplamente destacado nos media do seu país. Não admira também que vários “gigantes” vissem com bons olhos a possibilidade de antecipar um investimento garantindo eles próprios as melhores condições para a tirar o máximo do inegável potencial existente. O Barcelona parece ter sido o escolhido não só pelo miúdo mas também pelos pais. Muhammed vai concluir a temporada no Besiktas e mudar-se depois para a capital da Catalunha. A transferência essa envolve valores não precisados mas que rondarão os 3 milhões de euros. Já agora e porque a questão dos salários tem estado em voga, consta que 3000 euros será a retribuição mensal do jovem...

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6.3.07

Os outros jogos do fim de semana

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Não passam nos resumos das nossas televisões mas futebolisticamente nada ficam a dever em intensidade e qualidade a muitos dos jogos das princípais ligas. Aqui ficam os resumos dos Derbies que se jogaram a leste neste fim de semana:


- Olympiakos 0-1 Panathinaikos
- Besiktas 2-1 Galatassaray
- CSKA Moscovo 4-2 Spartak Moscovo

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