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24.2.11

Benfica, Sporting e Braga na Liga Europa (Breves)

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- Em Alvalade, a instabilidade do Sporting dava para esperar tudo. Mesmo com um resultado favorável. Mesmo com um adversário acessível. Aliás, se o problema da falta de qualidade da equipa não é de agora, agora, nem a força anímica vale ao Sporting. O treinador "desistiu", como já venho explicando, e essa falta de ânimo reflecte-se agora dentro do terreno de jogo. Porque, caso contrário, mesmo o Sporting de Paulo Sérgio - o "mau" Sporting de Paulo Sérgio! - chegaria para este adversário. Recordo as palavras de José Guilherme, aquando da sua demissão da Académica, no fim de semana: dizia o treinador que a equipa precisava de um "abanão". Atitude humilde, palavras sábias...

- E não é que o Benfica ganhou mesmo na Alemanha! Na verdade, e apesar do resultado e exibição, devo dizer que discordo da abordagem que Jesus fez ao jogo, logo no discurso pós-derbi. Salientar a possibilidade do desgaste físico afectar a equipa é começar a desgastar mentalmente os jogadores, mesmo antes do tempo. E, se há coisa que estamos fartos de ouvir, é que o desgaste não é apenas físico. Enfim, o Benfica ganhou, porque foi melhor, porque teve uma "armada argentina" inspirada - outra vez! - e porque não deixou que a sua ineficácia deixasse vivo o adversário. E esse é muitas vezes o problema em jogos entre adversários de valor: não materializar os períodos de superioridade e deixar "vivo" o adversário. O Porto quase pagou essa factura ontem, e, desta vez, o Benfica pôs-se a salvo.

- Problemas, dificuldades, desilusão? O facto é que o Braga está a fazer a sua melhor campanha europeia de sempre e pode voltar a fazer uma das melhores temporadas da sua história, assim se qualifique para Europa na Liga. Facto, também, é que, apesar de tantas dificuldades, Domingos será, em termos muito objectivos, o melhor treinador da história do Braga. Renovação?! A mim espanta-me, por exemplo, como é que Domingos não é tema de conversa na campanha eleitoral do Sporting...

- Um comentário em relação ao que se segue e aos adversários das 3 equipas. CSKA, equipa muito difícil, cheia de qualidade individual e com um factor casa muito complicado. O Porto é melhor, mas tem de ter inspiração e muita concentração. PSG, uma incógnita. Porquê? Porque as equipas francesas desvalorizam muito a Liga Europa (o PSG e Lille jogaram sem as principais figuras). Uma coisa será o PSG com Nene e Hoarau, por exemplo, outra será sem eles. Em qualquer caso, o Benfica é superior, mas o equilíbrio será muito diferente. Finalmente, Liverpool, pode ser o melhor adversário para o Braga. A pressão é nula, a motivação é muito maior e o desnível pode não ser tão grande quanto os nomes podem sugerir.

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15.5.08

Taça Uefa: Zenit confirma

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Rangers 0-2 Zenit
- Do ponto de vista estratégico e das opções dos técnicos não houve qualquer surpresa, repetindo-se a postura ultra conservadora do Rangers, que condiciona profundamente o jogo. Neste aspecto, não me tinha apercebido da displicência de Pogrebnyak na meia final frente ao Bayern, ao ver um amarelo numa altura em que o jogo estava já 3-0, ficando fora da final. Neste plano, de resto, em Florença haviamos visto algo parecido, com Cousin a conseguir ser expulso em apenas escassos minutos de um jogo em que o Rangers precisava de todos os seus elementos. Naturalmente, Pogrebnyak era uma ausência bem mais importante...

- O jogo até começou com duas acções de algum perigo para ambos os lados. A curiosidade foi a forma como foram construídas, já que resultaram de jogadas que entravam em contradição com a estratégia dos dois conjuntos. Primeiro, Zyrianov a roubar uma bola a meio campo que proporcionou uma transição atípica numa formação tão cautelosa quanto o Rangers. Arshavin falharia, mas esta seria uma espécie de antecipação do lance que, mais tarde, definiria o jogo. Depois, foi o Rangers a conseguir uma chegada com perigo à área russa, numa jogada construída em apoio e que revelou também alguma debilidade dos russos, sempre que o seu espaço entre linhas não era controlado por Tymoschuk, algo que, igualmente, seria mais tarde posto a nu pelos escoceses.

- A verdade é que depois desse período inicial o Rangers voltou a conseguir impor o ritmo que lhe convinha, dando a iniciativa ao Zenit, mas controlando sempre as investidas do adversário. O jogo chegou mesmo a causar o sentimento de “déjà vu” para quem havia acompanhado as outras eliminatórias dos escoceses, mas a segunda parte reservaria uma série de incidências que tornariam o jogo mais emotivo, não sendo estas, por uma vez, favoráveis aos escoceses. O Rangers foi quem primeiro teve a melhor oportunidade para chegar à vantagem, com Davis a sair com a posse de bola sobre a meia direita e explorando a tal dificuldade russa em controlar as iniciativas dos adversários, sempre que Tymoschuk falhava o controlo dessa zona. Este facto resulta sobretudo do grande espaço existente entre os centrais e os laterais muito ofensivos. Darcheville não conseguiu marcar, gastando aí uma das poucas “balas” que os escoceses parecem sempre trazer para os seus jogos. Este aspecto teve um efeito nocivo na habitual concentração posicional do Rangers que, talvez por estar a jogar em solo britânico, se entusiasmou de forma a conceder alguns espaços invulgares em partidas anteriores. Whittaker comprovaria essa maior abertura do jogo escocês ao desperdiçar uma oportunidade construída em ataque organizado fazendo uso de um número invulgar de unidades nesse processo. Estavam decorridos 64 minutos e, logo a seguir, se começaria a perceber o preço deste ligeiro entusiasmo escocês. Na sequência do canto, Arshavin teve caminho aberto para aplicar o contra ataque e o seu remate apenas não resultou em golo porque foi tirado em cima da linha. Numa reedição do lance do minuto 4, o Zenit chegou pouco depois ao golo. Denisov foi o protagonista, ao causar o erro adversário, ganhando uma bola no meio campo e iniciando uma transição que tirou partido, primeiro, do pouco equilíbrio momentâneo escocês (pode dizer-se que o Rangers provou do seu próprio veneno) e, depois, da pouca cobertura do espaço entre linhas que permitiu a liberdade a Arshavin para a assistência. Aqui, pode ter havido alguma ilusão de Walter Smith, antevendo um 4-3-3 e não tendo recomendado a Hemdani a preocupação com as costas do meio campo que revelara, por exemplo, frente ao Sporting. Sempre que Arshavin apareceu naquela zona, o Rangers teve dificuldades. A partir do golo, o Rangers passou a ser o Rangers escocês do jogo directo. Smith recorreu primeiro a um 4-3-3, com McCullogh a servir de referência para as primeiras bolas, adptando pouco depois por um risco total e jogando com 3 defesas. Novo ainda podia ter empatado, mas o que era mais previsível acabou acontecer no último minuto, o 2-0.

- É quase um alívio ver este Rangers perder a final. Não critico o pragmatismo da estratégia – que, já o disse, dá que pensar – mas esta é um equipa francamente limitada, quer do ponto de vista individual, quer na sua própria transição ofensiva. É que, ao contrário do que se esperaria, o Rangers não é forte em transição dentro desta estratégia. Limita-se a fazer uso da sua concentração e organização defensiva para esperar pelo erro do adversário, mas sem fazer muito pelas suas próprias oportunidades. Aliás, por paradoxal que pareça, a melhor arma deste Rangers europeu quando ganhava a bola era a sua posse. Não por ser progressiva, mas por ser tão conservadora e com tantos apoios recuados e laterais que acabava por provocar a impaciência do pressing do adversário, que cometia erros. Ainda assim, não se pode deixar de aplaudir a forma como esta equipa se bateu defensivamente. Perdeu a final, mas percebeu-se mais uma vez o quão difícil é ser batida, num jogo que, bem vistas as coisas, até podia ter tido outra história com um pouco da sorte que não lhe faltou noutras alturas.

- No Zenit, a ausência de Pogrebnyak foi importante, sobretudo para a possibilidade de poder ter também no jogo directo uma solução para surpreender o Rangers. A equipa procura sempre Arshavin, a sua mais valia ofensiva, mas o Zenit não foi melhor que os anteriores adversários do Rangers no capítulo do ataque organizado. Aliás esta é uma equipa particularmente mais forte a jogar em velocidade, aproveitando os momentos de algum espaço para progredir em apoio – muito ao jeito soviético. A equipa tentou o uso dos laterais, os movimentos interiores de Arshavin e Fayzulin, a mobilidade de Tekke e a inteligência dos movimentos sem bola de Zyrianov, mas foi quando o jogo se abriu um pouco mais que se tornou realmente mais perigosa. Individualmente, Arshavin foi claramente o homem chave das acções ofensivas, evidenciando a sua qualidade. No meio campo, Zyrianov revelou-se um jogador muito inteligente nas suas movimentações ao longo do jogo (o melhor em campo a par de Arshavin), ao passo que o determinante Denisov servia mais de apoio recuado à posse de bola. Tymoschuk, por seu lado, teve uma postura praticamente só defensiva, não sendo participativo ofensivamente e servindo de contra-peso para a vocação ofensiva dos laterais Anyukov e Sirl. Para quem quer seguir estes russos no Euro, fica a nota, entre os pré convocados de Hiddink estão Malafeev, Anyukov, Shirokov, Zyrianov, Arshavin e Pogrebnyak.

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2.5.08

Taça Uefa: A final improvável

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Zenit 4-0 Bayern Munique
(resumo)
- Como se explica um resultado destes? A bom da verdade, e por muito fatalistas que possam parecer as incidências do jogo após o resultado, o primeiro motivo a apontar deve ser a eficácia. O Zenit marcou no seu primeiro remate, aos 4 minutos, mas antes já havia visto o Bayern falhar uma ocasião clara por Klose, algo que se repetiria com 0-1 e 0-2.
- Mas não é só de eficácia que se deve falar. No Bayern, para além dos erros individuais nos dois primeiros golos (barreira no primeiro e Demichelis, no segundo), houve algumas debilidades tácticas que o prejudicaram. Quando atacavam, os bávaros optavam, ora por solicitar directamente uma das suas 2 “torres”, ora por entregar em Ribery que, invariavelmente vinha receber em posse, deixando a profundidade do flanco para o lateral Jansen. O problema é que, primeiro, a opção pelo jogo directo tem, como se sabe, limitações, sobretudo perante uma equipa com pouco espaço entre linhas que permitisse jogar a partir de segundas bolas. Segundo, os ataques “via Ribery” eram protagonizados com acções individuais do francês, não havendo entrosamento, nem com os médios centro, nem com o lateral Jansen – que, aliás foi outro equívoco, dadas limitações reveladas. As ocasiões criadas justificam-se pela qualidade das individualidades e não por mérito de rotinas colectivas. Uma pergunta: para que serviam, ofensivamente, os médios Zé Roberto e Van Bommel? E a ala direita, se não era para atacar por ali, porque é que Lahm – melhor ofensivamente – não actuou à esquerda?
- Aos problemas ofensivos no flanco esquerdo, juntaram-se as limitações defensivas sobre o mesmo flanco. Ribery não empresta a ajuda defensiva que se exige para um ala de 4-4-2 clássico e Jansen estava muitas vezes fora de posição, já que, como referi, eram os laterais quem davam profundidade ao flanco, perante os movimentos interiores dos alas. Quem aproveitou foi Anyukov – um lateral interessantissimo – que, quando se suporia poder ser desgastado defensivamente pela orientação “canhota” dos alemães, acabou por ser uma fonte de desequilíbrios ofensivos, subindo com muito apropósito. Foi sobre a esquerda do Bayern que se construíram o segundo e terceiros golos.
- E o Zenit? Primeiro referir a forma, claramente positiva, dos seus jogadores. Vê-se, não só nos duelos físicos, mas também na lucidez das decisões. Uma equipa bem organizada, com alguns jogadores interessantes e que se sabe organizar bem defensivamente. Ofensivamente, não é uma equipa de posse de bola muito trabalhada, preferindo 2 soluções: (1) ataques rápidos e apoiados, preferencialmente em transição, num estilo próprio das equopas da ex-União Soviética. (2) Solicitação directa a Pogrebnyak, que é forte tanto nas primeiras bolas como a servir de referência no espaço entre linhas.
Individualidades em destaque
- Algumas exibições fizeram-me antever o que se poderá passar no Euro. No Zenit, Ashavin não esteve, mas é um nome a ter em conta. Anyukov teve um jogo notável, podendo ser um lateral direito a ter em conta no Euro. Pogrbnyak poderá ser o 9 da Rússia em Junho. É um jogador, que não sendo um fora de série, tem um perfil muito interessante, aliás, como confirma a sua utilidade no Zenit e os golos que tem nesta Taça Uefa. Fayzulin é um jovem também interessante e que poderá ser uma das surpresas da Selecção, assim como Denisov, outro que vale a pena não perder de vista. Tymoschuk, o capitão, já era conhecido desde o Mundial, na Selecção Ucraniana, sendo um jogador importantissimo nos equilíbrios da equipa.
- No Bayern, Ribery – apesar do individualismo – tem vindo a ganhar um protagonismo que lhe poderá valer o estatuto de principal estrela da Selecção Francesa, sucedendo a Zidane. Por seu lado, Klose e Toni são a imagem do poderio aéreo que terão Alemanha e Itália, duas das candidatas à vitória no Euro 2008.

Fiorentina 0-0* Rangers
(resumo)
- Falar de jogo é falar das segundas mãos das outras eliminatórias do Rangers, exceptuando as diferenças no perfil de jogo da Fiorentina. De resto, um Rangers sempre defensivo, sempre esperando pelo erro de um adversário que estava prevenido para esse perigo, mantendo-se sempre cauteloso. Por isso, oportunidades foram muito poucas – à excepção dos últimos minutos do prolongamento – e o nulo um resultado altamente provável.
- O Rangers chega a uma final, naquilo que considero ser um exemplo hiperbolico dos princípios elementares para se atingir o sucesso em provas a eliminar. Exemplo, porque a concentração competitiva e organização colectiva devem sempre sobrepor-se à tentação de arriscar, numa competição em que um erro pode pôr em causa a prestação na prova. Hipérbole, porque falta a este Rangers – manifestamente – qualidade. Por isso disse que este é, com as devidas diferenças, o “Liverpool escocês”.
- Ainda sobre o Rangers, uma nota sobre a posse de bola. É fundamental na estratégia da equipa, tendo melhorado em relação ao primeiro jogo, com os regressos de alguns jogadores fundamentais. Quando a equipa consegue colocar em prática a sua posse de bola especulativa, controla e desestabiliza o adversário que pressiona para evitar uma progressão que, no fundo, não é o objectivo daquela troca de bola. Quando é forçada a jogar directo, sofre. Foi mais uma vez assim em Florença, como em Alvalade.
- Nota para uma curiosidade nas grandes penalidades. Prandelli lançou dois jovens, Montelivo e Kuzmanovic (atenção a este médio sérvio!), para marcar os dois primeiros penaltis, guardando os experientes Liverani (um dos pontos fracos da equipa. Se Assunção for mesmo reforço, a Fiorentina fica muito a ganhar) e Vieri para a fase decisiva. Numa prova da imprevisibilidade deste tipo de desempate, foram os mais velhos quem comprometeu.

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25.4.08

Taça Uefa: As primeiras meias finais

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Rangers 0-0 Fiorentina
(Resumo)

Foi um jogo à imagem do que se havia visto quando Ibrox recebeu o Sporting. A estratégia do erro mínimo voltou a ditar lei na formação de Walter Smith, mas desta vez com algumas ausências que condicionaram (ainda mais) a qualidade do jogo escocês. Começando pelo guarda redes, McGregor, passando pelos médios McCulloch e Thomson, mas tendo em Barry Ferguson a maior dor de cabeça. É que o capitão está para este Rangers europeu como Gerrard está para o Liverpool (salvaguardando as devidas diferenças). Ferguson faz a ponte entre o meio campo e o homem mais adiantado, sendo igualmente responsável por grande parte da qualidade da posse de bola da equipa. O que se viu do Rangers foi, por isso, mais do mesmo, só que com menos qualidade ao nível da posse, acabando a equipa por recorrer mais frequentemente do que desejaria ao jogo directo.

Na Fiorentina, o Rangers teve um adversário diferente do Sporting em alguns aspectos. Menos forte no jogo de posse de bola, com menos apoios curtos, mas com maior capacidade de,ofensivamente, ter uma progressão mais vertical. De resto, Prandelli apresentou-se num 4-3-3 assimétrico. Do lado direito Santana com mais presença junto à faixa, do outro lado surge a imprevisibilidade da equipa: Mutu. O romeno, estrela da companhia, tem uma variedade notável de movimentos, podendo aparecer nas costas do “pivot”, Pazzini, em combinação no espaço interior, ou mais junto à linha. Isto significava que Gobbi tinha mais responsabilidades de dar profundidade à ala, perante a mobilidade de Mutu nos espaços interiores. No meio campo, o “pivot” defensivo, Liverani, e dois médios que pouco mais serviram do que para oferecer apoios à posse de bola e manter equilíbrios num jogo demasiado fechado para outras aventuras ofensivas. Na Fiorentina, nota para alguns jovens de grande qualidade. No meio campo, o futuro está no Sérvio Kuzmanovic (20 anos) e na promessa do futebol italiano Montolivo (joga na Série A desde os 18 e foi o jovem do ano em 2007. Tem 23 anos). Na frente um jogador que aprecio, Pazzini. Completo, interpreta bem a qualidade da escola transalpina de pontas de lança. Tem 23 anos e já aqui o havia destacado, após o hat-trick em Wembley. É capaz de oferecer ao seu treinador a possibilidade de optar por várias formas de actuar, podendo jogar como “pivot”, ou homem mais móvel, mantendo as capacidades finalizadoras. Tem, obviamente, ainda que evoluir.

Sobre o jogo, dizer que houve poucos riscos, poucos erros e, por isso, pouca emoção. Melhor os “viola” no primeiro tempo, mais determinados os escoceses no segundo. O nulo era, no entanto e passe o exagero, o único resultado possível.

Curioso é também como o Rangers conseguiu fazer do 0-0 em casa um resultado positivo. Se for preciso, basta recorrer à estatistica para perceber como esse é um resultado que, no minímo, mantém as probabilidades de sucesso. Ainda assim, os escoceses sabem que em Itália terão o regresso dos ausentes deste primeiro jogo, podendo dar mais qualidade à sua posse de bola passiva. Depois, quem sabe, não surge um golito (neste aspecto, Liverani ter-se-á tornado numa das esperanças escocesas após algumas precipitações em posse de bola) ?

Apesar de não revelarem superioridade sobre os seus adversários, os escoceses estão a 90 minutos de uma improvável final europeia, podendo este ser um ponto marcante na forma como se encaram as nuances tácticas na ainda muito “britânica” liga escocesa.

Bayern 1-1 Zenit
(Resumo)

Não vi este jogo, apenas o resumo, ficando a ideia de um empate que poderia ter tido outro desfecho, dadas as oportunidades de ambos os conjuntos. Do lado do Zenit, impressionante a forma como conseguiu criar desequilíbrios em construção, apelando aos movimentos de 3 homens que revelaram grande qualidade: Pogrebnyak, Arshavin (a estrela que vai perder a segunda meia final) e Fayzulin (o menos conhecido, mas mais impressionante dos 3 – tem apenas 22 anos).
Grande jogo em perspectiva para São Petersburgo e esse eu não vou perder!


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17.4.08

O outro Derbi da noite!

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11.4.08

Uefa: Análise Cronológica do Sporting - Rangers

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0’ Sem surpresas nos “onzes”, esperando-se um Rangers altamente conservador e um Sporting a tentar exercer o domínio do jogo, sem, no entanto, correr muitos riscos. Esta foi a mensagem passada por Paulo Bento e que faz algum sentido, tendo em conta o peso que pode ter um golo do Rangers.
4’
Primeiro lance de perigo no jogo, com Darcheville a ter boas condições para finalizar, mas que termina com o corte de Gladstone.

Um lance construído com uma jogada que espelha a entrada do Rangers no jogo. Muita posse de bola escocesa, com passes pouco arriscados mas que impedem a eficácia de um pressing do Sporting que se nota pretender ser agressivo desde inicio. Após algum tempo a fazer esta posse especulativa o Rangers precipita o adiantamento do bloco do Sporting, abrindo espaços entre os sectores. É assim que a bola chega até Darcheville, destacando-se também a intercepção falhada de Tonel que coloca a bola no Francês.

17’ Bola no poste após cabeceamento de Liedson, num livre de Romagnoli.

Os primeiros minutos foram positivos para o Rangers que não esconde a sua intenção no jogo. Defensivamente não baixa imediatamente o bloco mas recua-o em função da posição da bola, tentando sempre manter 2 linhas atrás da posição da bola e os sectores unidos. Ofensivamente, pode-se falar apenas numa postura especulativa, com a bola a rodar entre os seus jogadores, mas sempre tendo como prioridade máxima a conservação da posse e não a progressão, que acontece apenas quando0 há total segurança para o fazer. O Sporting, perante esta atitude e a elevada densidade numérica de jogadores no meio campo tem dificuldades em tornar o seu pressing eficaz. Ainda assim a equipa leonina vem em crescendo no jogo, chegando com frequência às imediações da área escocesa, mas sem revelar grande discernimento nas decisões do seu 2º momento ofensivo.

42’ Remate muito perigoso de João Moutinho com a bola a passar muito perto do poste. A jogada é construída em ataque organizado mas resulta, não do sucesso das habituais combinações sobre as alas, mas da insistência após um corte escocês. A bola é recuperada por Veloso que serve Moutinho do lado contrário àquele em que o ataque tinha sido protagonizado, havendo espaço para uma finalização à entrada da área.

Este foi um lance de perigo raro numa primeira parte a fazer lembrar o embate de Glasgow mas com duas diferenças. O Rangers arrisca menos por motivos estratégicos. O Sporting tem menos qualidade na sua posse de bola – sobretudo, repito, no 2º momento ofensivo – por manifesta desinspiração dos seus jogadores que não conseguem protagonizar os habituais envolvimentos.

45’ Intervalo.

O 0-0 é o espelho da estratégia do Rangers e da incapacidade do Sporting em lhe fazer frente, sendo claramente a equipa mais ofensiva mas não conseguindo mais do que 2 ou 3 lances ameaçadores. Para o segundo tempo, levanta-se a questão estratégica. Ou o Sporting arrisca mais, colocando mais entrega aos seus momentos ofensivos, tentando criar mais dificuldades ao Rangers mas indo, no fundo, ao encontro da estratégia dos escoceses, ou, por outro lado, aceita o jogo especulativo do Rangers (que não tem vantagem na eliminatória), mantendo-se por cima no jogo, não arriscando muito mas também não criando muitas possibilidades de se adiantar na eliminatória...

54’ Vukcevic muito perto do golo, num cabeceamento que sai ao lado, após livre de Veloso.

Dentro das 2 hipóteses que havia traçado,o Sporting opta pela segunda, aparecendo, não particularmente mais inspirado, mas mais adiantado no momento da perda de bola, mantendo as suas linhas subidas (com o risco que isso acarreta) mas pressionando mais o Rangers e fazendo com que o jogo se situe bem mais perto da área contrária.

60’ Golo do Rangers. Numa jogada em que o tal pressing do Sporting força a um alívio com aparentes poucas possibilidades de ter seguimento ofensivo, o Sporting é penalizado por erro de comunicação entre Veloso e Gladstone que deixa Tonel numa situação de 2 para 1 muito bem aproveitada pelos escoceses, com Darcheville a finalizar.

Não se pode falar sequer em transição bem conseguida pelo Rangers – algo que não aconteceu em nenhum momento do jogo – e o Sporting fica em desvantagem no momento em que tinha conseguido instalar o seu jogo mais perto da área do Rangers. Um erro que em alta competição se paga caro e que, nesta eliminatória, lança um teste à capacidade de reacção do Sporting para os últimos 30 minutos.

61’ Reacção ao golo do Rangers. Entrada de Djaló no lugar de Izmailov. Não há alterações estruturais apenas a intenção de dar mais agressividade à frente com a colocação de Vukcevic na esquerda do losango.
69’ Nova substituição. Sai Gladstone, entra Pereirinha. Na prática não há ainda alterações estruturais, com Veloso a recuar para o centro da defesa e Moutinho na posição mais recuada do losango. A intenção será dar mais velocidade e largura ao flanco direito do Sporting.

Os minutos seguintes ao golo mostraram os efeitos psicológicos do mesmo, com o Sporting a não conseguir instalar-se da mesma forma no meio campo do Rangers que, por outro lado, se consegue estender com uma frequência que não se havia visto no segundo tempo.

71’ Sai Darcheville entra Cousin no Rangers.
75’ Grande ocasião para Djaló a finalizar dentro da área a melhor jogada do Sporting na partida. O ataque sobre a direita consegue, como não se havia visto no jogo antes, tirar partido das habituais combinações junto da área adversária. Abel, Vukcevic e Romagnoli constroem o lance que é finalizado por cima por Djaló.

Tornam-se cada vez mais claras as dificuldades do Sporting em ultrapassar a densidade numérica da defensiva contrária. O efeito anímico do resultado, a concentração e densidade defensiva dos escoceses e a desinspiração que acompanhou os jogadores do Sporting desde o inicio explicam esta tendência.

76’ Sai Grimi, entra Tiuí. Com 2 golos para marcar, Paulo Bento recorre ao risco máximo, jogando com 3 defesas, numa espécie de 3-3-4.
80’ Mais uma ocasião de golo para o Sporting que resulta de um lance de bola parada. Desta vez é Tonel a rematar ao lado após livre na direita.
88’ O Rangers transforma um lançamento lateral na sua zona defensiva numa clara ocasião para chegar ao 0-2, fruto do adiantamento territorial do Sporting.

É uma tendência natural do próprio jogo que resulta do risco do Sporting e do desequilíbrio anímico de uma eliminatória praticamente resolvida.

92’ Golo do Rangers. Perda de bola de Abel em posse de bola, com Whittaker a levar a bola até ao fim, aproveitando bem o desequilíbrio defensivo da defesa do Sporting.
94' Fim do jogo.

O Sporting cai de uma forma tão frustrante como ingrata, fruto de um jogo onde pagou muito caro um erro que não se pode cometer em alta competição e que esteve na origem do primeiro e decisivo golo. Com rigor, foi uma exibição que revelou alguma dificuldade do pressing do Sporting – que já vem sendo revelada ao longo da época, criando muitos espaços no bloco – e uma desinspiração individual que penalizou muito o segundo momento ofensivo da equipa. No entanto, não se pode falar de inferioridade perante o Rangers, nem neste jogo, nem nos 180 minutos da eliminatória. Os escoceses delinearam uma estratégia de risco nulo, que, não havendo uma transição ofensiva realmente capaz de fazer o Sporting perder o controlo do jogo, só podia ter resultado de um erro individual. Foi precisamente isso que aconteceu.
No futebol esta é uma tendência que se repete e, tal como aconteceu no caso do FC Porto, é certo que várias serão as conclusões que sairão a partir do resultado. Tal como no caso dos Dragões (note-se que foram eliminatórias bem diferentes), o Sporting perde porque falhou individualmente, mais do que por qualquer outro problema, já que não foi inferior ao seu adversário. Este facto não desfaz, no entanto, os problemas que o Sporting revelou durante o jogo.
Não posso deixar de comentar o que se disse no fim do jogo, um pouco por todo o lado. A tese de que o Sporting deveria ter arriscado mais cedo parece-me aceitável, mesmo que discutível. Menos sentido faz para mim o argumento de que haveria assim mais tempo para reagir ao golo que resultaria dessa opção... Ora, se era para o sofrer, mais valia não arriscar... digo eu!

Outros jogos:
PSV 0-2 Fiorentina
Getafe 3-3 Bayern Munique
Zenit 0-1 Leverkusen


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4.4.08

Taça Uefa: Controlo de um Rangers "Continental"

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Começo por falar do Rangers. Nas ilhas britânicas fala-se há muito do confronto de estilos futebolísticos quando as suas equipas são deparadas com os desafios europeus. O denominado “estilo Continental” – termo que denota algum desconhecimento táctico, pondo tudo o que não o estilo britânico no mesmo saco – foi durante muito tempo visto como algo estranho e conceptualmente inferior, ainda que houvesse uma estranha incapacidade de o derrotar de forma sustentada. Esta ideia foi há muito desmistificada em Inglaterra, percebendo-se isso pela súbita importação de outros estilos para o futebol de topo em Inglaterra. Já na Escócia a ideologia tem-se mantido com o passar dos anos e invariavelmente assistimos aos 4-4-2 combativos, acompanhados pelo característico estilo directo das ilhas britânicas e com comportamentos muito em função dos contrastes emotivos trazidos pelos ambientes dentro ou fora dos seus estádios. Não tenho a certeza do porquê desta incapacidade em evoluir tacticamente, mas suspeito que o peso da rivalidade interna seja muitas vezes, e tal como por cá, bem superior a questões de afirmação nas competições europeias.

Pois bem, Walter Smith parece querer aproximar este Rangers um pouco mais do tal “estilo Continental”, introduzindo nuances tácticas sobretudo nos confrontos europeus, tal como aconteceu nesta recepção ao Sporting. Smith fez alinhar Darcheville sozinho na frente e colocou Ferguson um pouco mais adiantado em relação a uma linha de 4 que também não foi tão “linear” quanto é hábito, com os alas a aparecerem em espaços mais interiores e Hemdani a ter a preocupação de fechar o espaço entre linhas. Outros aspectos notórios foram, a menor tendência para recorrer ao jogo directo e a uma racionalização da pressão e do posicionamento do bloco que, não sendo baixo, não caiu na asneira de pressionar cegamente como muitas vezes acontece.
Do lado do Sporting a estrutura habitual e uma notória preocupação de controlar o adversário. O jogo começou assim mesmo, com o Sporting a controlar e mesmo a dominar o meio campo. Este domínio não demorou muito e cedo a posse de bola começou a denotar dificuldade em desprender-se da pressão escocesa. Alguma demora em tirar a bola das zonas de pressão fazia com que as linhas de passe se reduzissem e com que a necessidade de não correr riscos acabasse por forçar à realização de passes que, não sendo arriscados defensivamente, tinham poucas hipóteses de ter seguimento em termos ofensivos. O controlo do adversário, esse, manteve-se sempre, resultando num jogo onde rarearam as oportunidades. No segundo tempo o Sporting esteve um pouco melhor na gestão da sua posse de bola, tirando igualmente partido de algum adiantamento das linhas do Rangers, mas sendo mais capaz de sair das zonas de pressão e explorar os espaços criados pelo bloco escocês. Esta capacidade impediu o Rangers de arriscar mais e instalar-se junto da área do Sporting e o melhor elogio à capacidade de controlo do Sporting esteve no facto de Gladstone – nitidamente preparado para ser um recurso nos minutos finais, em caso de assédio do Rangers – não ter sido utilizado.
No final uma exibição que confirma o crescimento da equipa num jogo objectivamente difícil. O 0-0 é um resultado positivo, particularmente se considerarmos o factor casa um ponto forte deste Rangers. É, no entanto, em termos europeus bem menos favorável do que em décadas anteriores onde o factor casa era bem mais determinante. Última nota para referir que o crescimento da equipa terá novo teste sério pela frequência dos jogos que se avizinham. Não haverá, mais uma vez, a possibilidade de fazer do normal microciclo de treino a preparação ideal para cada jogo e esse tem sido um problema para Paulo Bento desde a sua chegada ao Sporting.


Vídeos dos outros jogos:
Leverkusen 1-4 Zenit
Fiorentina 1-1 PSV
Bayern Munique 1-1 Getafe


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18.3.08

Eles já ganharam a sua Taça da Liga...

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19.10.07

Destaques do fim de semana

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Rangers – Celtic (SPL, Sábado, 12h30)
O embate de ‘Old Firm’ tem, como é sabido, uma importância que vai bem além do plano desportivo, para a comunidade local. O duelo de Glasgow é, de resto, um dos mais reveladores exemplos do relevo que tem o futebol como fenómeno social, num embate que divide protestantes e católicos e que é também o momento mais importante de uma rivalidade centenária e que nem sempre foi tão saudável quanto a beleza do jogo mereceria.
O Celtic, dominador do futebol Escocês no passado recente, lidera a prova ao cabo de 9 jornadas, com 3 pontos de avanço sobre o seu rival. Entre os dois está, note-se, um dos casos interessantes do futebol europeu neste arranque de temporada, o Hibernian, única formação imbatível na SPL deste ano, tendo já derrotado ambos os colossos do país. Os católicos contam com um leque de bons valores estrangeiros como o guarda redes polaco Boruc, os médios Donati, Jarosik e Nakamura (tem perdido alguma da influência neste inicio de temporada), e o avançado Hesselink. A estes juntam-se o capitão defesa central McManus (25 anos) e a jovem promessa do momento em Celtic Park, o irlandês Aiden McGeady (extremo rápido de 21 anos).
Do outro lado, a formação de Ibrox é composta um pouco mais à base de jogadores escoceses onde se destacam o experimentadissimo defesa David Weir (37 anos) e sobretudo o capitão e motor da equipa, Barry Ferguson. De resto, a velocidade e explosão de DaMarcus Beasley (extremo norte americano ex-PSV), Darcheville (experiente e possante avançado francês) e Thomas Buffel (veloz extremo belga de 26 anos) são as armas mais relevantes.
Palpite: Rangers

Everton – Liverpool (Premier League, Sábado, 12h45)
Um Derby e uma deslocação muito complicada para os ‘Reds’. Benitez teve o dinheiro que tanto reclamou durante muito tempo, aumentando as expectativas e a responsabilidade voltar a trazer o estatuto de melhor emblema inglês para Anfield, tantos anos depois. A verdade, no entanto, é que as dificuldades ofensivas do Liverpool têm-se mantido com a rotatividade do treinador espanhol a recolher muitas críticas entre os adeptos. 4 empates em 8 jogos voltam a trazer o sabor da frustração para este adversário do FC Porto na CL. Precisamente na mais prestigiada prova europeia, surge o outro problema de Benitez. Com um jogo importante a meio da semana, onde, depois da surpreendente derrota em casa frente ao Marselha, não pode falhar frente ao Besiktas, o Liverpool pode ter aqui uma semana decisiva para a temporada.
O Everton perfila-se, mais uma vez, para uma classificação prestigiada na Premier League. Comandados pelo brilhante Mikel Arteta (como seria interessante vê-lo num clube de maior dimensão!), os orientados de David Moyes têm apenas sentido algumas dificuldades na produtividade ofensiva dos seus avançados neste inicio de temporada... Curiosamente este surge como um problema improvável depois dos ‘Blues’ terem investido fortemente na contratação do possante goleador Yakubu (24 anos, ex-Middlesbrough), juntando-o a Andy Johnson (em baixo de forma) e ao escocês McFadden (que não se mostra tão mortífero como ao serviço da Selecção). Nota ainda em matéria de avançados para os jovens James Vaughan (inglês, 19 anos) e Victor Anichebe (Nigeriano, 19 anos), duas promessas para o futuro. Para esta temporada Moyes conta ainda com os reforços Leighton Baines (jovem lateral esquerdo com um excelente pontapé), o regressado Gravesen e a antiga promessa do Ajax Pienaar.
Palpite: Empate

Espanhol – Real Madrid (La Liga, Sábado, 21h00)
Curioso e atípico são dois adjectivos com que classificaria o inicio de temporada do Real Madrid. Primeiro, uma pré temporada desastrosa com várias derrotas e muitos golos “encaixados”. Pois bem, à sétima jornada o Real comanda a Liga com apenas um empate (em Valladolid) e sendo o melhor ataque e a melhor defesa da prova. Numa formação com muito investimento e várias caras novas – Sneijder tem-se mostrado como a grande aquisição da temporada – encontro ainda espaço, apesar do sucesso inicial, para algumas reticências em torno da equipa de Bernd Schuster. É certo que os campeões também passam por muito sofrimento mas este Madrid conta já com algumas ajudas da tal “estrelinha” nestes jogos iniciais, onde nem sempre se mostrou à altura das exigências (sobretudo uma exibição bastante pobre e incrivelmente feliz frente ao Getafe).
Do outro lado, o Espanhol recebe “Los Blancos” num quinto lugar que diz bastante da qualidade da equipa de Valverde. O que mais espanta na performance da equipa são os resultados recentes, nomeadamente as vitórias fora frente ao Seville e frente ao Valência. O momento parece assim ser o indicado para receber o campeão, naquela que será mais uma prova à capacidade da equipa, agora no seu Montjuic. Da equipa que derrotou o Benfica na brilhante caminhada europeia em 06/07 não há grandes alterações, com uma equipa sobretudo à base de Espanhois de qualidade, onde se destacam De la Pena, Alber Riera, Luis Garcia, Rufete e Tamudo. Para este ano Valverde conta, ainda, com as contratações Valdo (26 anos, ex-Osasuna) e Smiljanic (promessa Sérvia de 20 anos).
Palpite: Empate

São Paulo – Cruzeiro (Brasileirão, Domingo, 19h00)
O embate entre os dois primeiros do campeonato chega talvez um pouco tarde para o Cruzeiro. Com 11 pontos de atraso, a não ser que se assista a um verdadeiro milagre, será apenas uma questão de tempo até que o “tricolor” renove o seu título. Ainda assim este embate tem o interesse de opor aqueles que são, de longe, o melhor ataque (Cruzeiro) e a melhor defesa (São Paulo).
Do lado do São Paulo, o 3-5-2 de sempre, com objectividade e cautelas posicionais que tornam esta um equipa muito difícil de bater. Sem individualidades que se destaquem, esta é uma formação que vale pelo seu todo, mas onde, ainda assim, destaco os papeis dos defesas Alex Silva (o talentoso irmão de Luisão), Breno (atenção a este poderoso e versátil defesa de 18 anos!) e Hernanes (médio posicional de 22 anos, bom tecnicamente).
Na “raposa” uma equipa recheada de talento e gente para acompanhar no futuro. Guilherme (avançado rápido e tecnicista de 19 anos) será o principal destaque, mas há outros como Marcelo Moreno (avançado boliviano alto e concretizador de 20 anos), Kerlon (o famoso “foquinha”), Wagner (o 10 da equipa de 22 anos) ou Thiago Heleno (defesa de 19 anos). No Cruzeiro a opção reside sobre um ataque numeroso e apoiado (muitas vezes em 4-2-4), onde pontifica ainda o ex-Sporting Alecsandro.
Palpite: S.Paulo

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