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3.8.11

Lançamentos laterais...

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Não é normal. Em 2 jogos, 5 golos com origem em lançamentos laterais. Aconteceu, e como tal, é também uma boa oportunidade para rever este tipo de situação, nomeadamente no que respeita a Sporting e Porto. O meu destaque mais geral vai para o posicionamento base de ambas as equipas, mas há pormenores que dão um interesse especial a cada uma das situações.

Sporting - Valência (golo 1) - Não é claro que seja intencional, mas é provável que o seja. O Valência atrai 3 jogadores para a zona lateral à área e depois opta por um lançamento longo, onde, obviamente, há mais espaço e, particularmente, um 2x2 na frente de Patrício. O pormenor que define o lance, a meu ver, tem a ver com a abordagem de Carriço. Consegue controlar o adversário, mas perde noção da trajectória da bola, fazendo-se a ela, ainda assim. É perfeitamente notório o movimento de João Pereira, que inicialmente tenta controlar o espaço entre ele e o central, mas, de repente, abre deliberadamente, como que antevendo a acção deste. O mesmo se passa com Patrício, que demora a sair, precisamente porque espera pela acção de Carriço. Ainda que se possa considerar um excesso de confiança (nomeadamente de João Pereira), tem lógica o comportamento destes jogadores, porque, antevendo a iniciativa do colega, o ressalto seguinte nunca cairia imediatamente nas suas costas, mas em zonas mais afastadas. Neste cenário, definido em fracções de segundo, houve apenas um jogador que apostou no falhanço de Carriço. O problema, para o Sporting, é que não vestia de verde e branco.


Sporting - Valência (golo 2) - Diria, o golo mais interessante de todos. Desde logo, distingue-se pela zona onde nasce, completamente diferente dos outros casos. Se alguém duvidava da preparação do Valência para o aproveitamento do espaço nas costas, está aqui um belo exemplo. Delicioso o pormenor do jogador do Valência antes do lançamento, como que anunciando de forma não verbal o que se iria passar. Mais à frente, quem percebeu tudo muito bem e de forma telepática, foi Soldado. Repare-se como parte muito antes de um passe que não era evidente. Evidentemente preparado, foi o que foi. É natural que o Sporting não tenha feito um estudo muito especifico do jogo, dada a sua natureza pré competitiva. Ainda assim, ficam 2 notas gerais sobre aspectos importantes para quem quer defender com tanto espaço nas costas. Na frente, e embora os jogadores avançados estejam habitados a "folgas" no que respeita a defender, não há margem para perdas de intensidade. O lance devia, fundamentalmente, ter sido controlado na pressão sobre o jogador que recebe o lançamento. Não foi, porque Postiga não teve intensidade suficiente no lance. Depois, a colocação dos apoios de Onyewu. Nota-se que há um antecipação do passe nas costas, brevíssimos instantes antes dele sair. No entanto, a forma como o central americano parte para o lance compromete qualquer possibilidade de reacção face a Soldado. É muito importante que os jogadores ajustem correctamente o ângulo dos pés, precavendo uma eventual necessidade de corrigir rapidamente o espaço nas costas. Se Onyewu ficou a milhas de Soldado, foi porque partiu tarde, e não por questões de velocidade. Bem melhor esteve Carriço, que conseguiu, pelo menos, importunar Soldado. Como o mérito do avançado prevaleceu, e foi Carriço a ficar no "foto-finish", é provável que, para muitos, tenha sido ele o culpado...

Sporting - Valência (golo 3) - A nota principal do lance vai para a falta de preparação dos jogadores para o detalhe do fora de jogo. O posicionamento defensivo é estabelecido como se a lei do fora de jogo vigorasse neste tipo de situações, o que é normal, dado que a equipa quer estar assim posicionada no momento seguinte ao lançamento. Mas, porque, de facto, não há fora de jogo no acto do lançamento, é preciso uma atenção extra, porém, completamente ausente do lance. Sobretudo de João Pereira, que é quem está mais próximo do lançamento, não pode "apertar" a marcação quando tem espaço nas costas. Esse é o lapso mais importante para o desenvolvimento do lance, mas não se pode dizer que o lateral fique herdeiro solitário de toda a responsabilidade. Há uma perda de intensidade geral, que continua em Rinaudo, visivelmente pouco prevenido para a possibilidade de ter de dobrar junto à linha, e se estende até à área, onde Onyewu volta a perder o controlo de uma marcação, que devia ser facilmente anulável, dada a escassa presença de jogadores espanhóis na área.

Porto - Lyon (golo 1) - Tal como na generalidade dos lances do Valência, nada parece ser um acaso no golo do Lyon. Foco em Gomis, bola em Lisandro. O Porto é notoriamente surpreendido, notando-se a proximidade de Souza ao avançado francês. No entanto, há aqui um pormenor, que me parece fundamental no desenvolvimento do lance. Há alguma diferença entre o posicionamento base da equipa, em jogo corrido, e neste tipo de situações. Em particular, no posicionamento estratégico dos médios e na "folga" que é dada no espaço à frente dos centrais. Por ser concedido esse espaço, é importante que exista um encurtamento rápido da linha defensiva, assim a bola comece a progredir paralelamente à linha frontal da área. O problema, diria decisivo, é que Otamendi fica preso com Gomis, impedindo-o de recuperar a sua posição, para pressionar na frente de área. Isso e, claro, a qualidade de Lisandro.

Porto - Lyon (golo 2) - Tudo muito semelhante ao primeiro golo, mas com desenvolvimento completamente oposto. Aqui, fica mais claro o posicionamento dos médios, e o porquê do mesmo. Em situações de jogo corrido, é, muitas vezes, o médio que fecha na ala, ficando o extremo mais livre para a transição. Aqui, ficam os 2 médios preparados para o momento de transição, como que tendo a certeza do mesmo. E assim foi, golo em transição com os médios como protagonistas. Tudo previsto, portanto.
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2.8.11

Notas do Porto - Lyon

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1- Começo pelo resultado. Diz-se que é o menos importante na pré época, mas, depois, quando a época começa, todas as análises são centradas no placar final. O que quero dizer é que, tal como não se deve menosprezar uma má exibição na época oficial, pode ser perigoso desvalorizar uma derrota na pré época. É certo que o Porto foi melhor do que o Lyon, e que deve à discrepância na eficácia o resultado final. Mas, também é certo que o Porto teve muitos jogos complicados na sua época anterior (na Liga Europa, particularmente) onde o sucesso foi alicerçado no diferencial de resposta dado nos pormenores. Sucintamente, não sendo caso para alarme, é sempre melhor desconfiar.

2- Devido a um trabalho de revisão exaustiva que fiz há pouco tempo, não há nenhuma equipa que conheça tão bem como o Porto. Por isso, também, é-me especialmente interessante ver a evolução de alguns pormenores da equipa. Em particular, nota-se uma diferença de dinâmicas de construção no que respeita ao inicio da época passada. Não se vê mais o movimento de permuta posicional entre extremo e médio, com a bola a sair na posse do lateral. Foi um movimento típico do 4-3-3 de Jesualdo e que, progressivamente, foi abandonado na época anterior. Agora, e cada vez mais, o inicio de construção está entregue a centrais e médios. Se o pressing contrário o permitir, a bola entra no médio, o extremo aproxima-se do corredor central e o lateral é que aborda a profundidade. Se o pressing não libertar o médio, é o central que inicia a aproximação em posse.

3- Sobre o pressing do Porto, há algo que queria alertar, para quem gosta destes pormenores. O pressing do Porto, é muitas vezes elogiado, por ser agressivo e "não deixar respirar" o adversário. Mas há uma diferença de filosofia na forma como o Porto pressiona, por exemplo, em relação a Benfica ou Sporting. Ontem, escrevia sobre a pouca previsibilidade do pressing de Domingos, sendo que essa é uma característica normal da generalidade das equipas que pressionam de forma intencionalmente agressiva. O Porto, porém, faz um pressing mais estratégico, a sua linha média parte de zonas mais baixas, o seu avançado é isolado, aparentemente inútil perante o inicio de construção contrária, mas a sua presença não tem como intenção iniciar a contenção sobre o portador da bola, mas criar condições para que a linha média possa pressionar num determinado lado do campo.



4- Tem-se discutido muito a necessidade do Porto ter um pivot mais forte em posse. Pessoalmente, entendo que há prioridades na missão dos jogadores, em função das zonas do campo onde actuam (isto pode variar de equipa para equipa, obviamente, nada é absoluto). No caso, o pivot deve garantir, em posse, fluidez e segurança. Isto é o fundamental, em termos de posse. Maior qualidade de passe, maior capacidade para acrescentar valor à posse é, obviamente, bem vinda, desde que não se ponham em causa as duas prioridades anteriores: fluidez e segurança. Mas, na avaliação do pivot, tem de vir também a parte defensiva, por muito que seja menos interessante falar ou escrever sobre ela. Nesse aspecto, Fernando era muito forte, tendo dado também uma resposta suficiente em termos de posse, à excepção dos últimos jogos da temporada passada. Neste jogo em concreto, foram dados sinais antagónicos entre Souza, e Fernando. Souza foi excelente, forte nos equilíbrios defensivos, nos duelos aéreos, concentrado e sólido em posse (garantindo fluidez e segurança, apenas). Fernando, pelo contrário, entrou desconcentrado, capaz de fazer valer a sua capacidade em termos de reacção defensiva (onde é mais forte do que Souza), mas estranhamente desconcentrado em posse. O lapso decisivo foi apenas o exacerbar dessa tendência.

5- Outro caso de que quero falar é Ruben Micael, e do lugar ao lado de Moutinho. Não teve uma grande prestação em posse, mas foi decisivo, não só pelo golo, mas pela sua capacidade de envolvência ofensiva. Tem merecido a preferência de Vitor Pereira, mas, lamentavelmente, duvido que a mantenha. Duvido, porque não tem a capacidade de resposta defensiva, quer de Belluschi, quer de Guarin. Lamentavelmente, porque seria uma boa oportunidade rotinar Moutinho e Micael, tendo em conta o próximo europeu (oxalá, lá cheguemos). Já fiz essa leitura no último jogo da Selecção, e continuo a pensar que o facto de Micael actuar no mesmo sistema da Selecção lhe confere uma mais valia no desempenho táctico, em relação a outros candidatos (Martins, por exemplo). Pena não ter mais capacidade defensiva (nem é uma questão de atitude ou leitura, é mesmo de potencial)...

6- Focando-me no corredor direito, é prometedor o desempenho de Hulk. Errou muito em posse, mas isso não é, nem novidade, nem um problema quando se compara com a capacidade de desequilíbrio que acrescenta. Esteve na generalidade das situações de golo da equipa, e isso faz dele, novamente e mesmo com lacunas ao nível do critério, o grande candidato a elemento mais desequilibrador da liga, e, provavelmente, do próprio campeonato. O ponto mais negativo, vai para o seu frequente desentendimento com Sapunaru nas dinâmicas ao longo do corredor, condicionando algumas iniciativas.

7- Do lado esquerdo, talvez seja importante analisar a exibição de Fucile. Há dias escrevi, na análise que fiz a Alex Sandro, da importância da intensidade dos laterais ao longo do corredor, particularmente na sua resposta nos momentos de transição ataque-defesa. E, aqui, Fucile é excelente. A pertinência desta questão é maior se considerarmos que a permanência de Álvaro Pereira pode não ser um dado adquirido. Pelo que conheço, mantenho a opinião, Fucile será a alternativa mais capaz para substituir as características do seu compatriota. Para já, de qualquer modo, o lateral parte numa posição completamente diferente do ano anterior, onde começou mais tarde e a tentar ganhar o lugar numa equipa que assumiu rapidamente uma dinâmica de vitória.

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3.11.10

A vitória do Benfica, o Barcelona e Jesualdo (Breves)

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- O sistema foi o mesmo - 4-4-2, versão clássica - as ausências eram mais e até se percebeu que a equipa voltou a não estar avisada para o tipo de erros que tanto a têm penalizado. Mas o destino, esse, foi totalmente diferente. O Lyon não aproveitou as transições e o Benfica levou ao extremo a sua produtividade nas bolas paradas (2 golos em lances a favor e os outros 2 a partir de lances contra). O jogo, de repente, estava resolvido. De resto, vários dos indícios detectados na última análise confirmaram-se neste jogo: A excelência de Coentrão (relembro, um "reforço" em relação há 1 ano atrás), o mau momento técnico de Saviola, a atitude de Salvio (desta vez com o talento também mais visível) e a diferença apenas marginal entre o Cardozo deste ano e Kardec que o vem substituindo. Não fora a perda de atitude final, estaria construído um resultado bem folgado, que ajudaria em caso de eventual confronto directo e que injectaria especial confiança antes do clássico de Domingo. Assim, perdeu-se tudo isso e ainda se reavivou o fantasma Roberto (entre besta e bestial, será que já ocorreu a alguém que Roberto possa ser apenas um guarda redes normal, com virtudes e defeitos, com melhores e piores momentos?!)

- O Barcelona empatou em Copenhaga. Não vi, nem posso falar muito do rendimento da equipa porque apenas a tenho visto a espaços. Uma coisa me parece clara, porém: Guardiola tem pela frente um dos mais importantes desafios da sua carreira. O futebol não é só táctica e técnica e o que separa os grandes campeões dos outros é a capacidade de se superarem continuamente em termos mentais. Manter níveis de motivação, confiança e concentração nos patamares mais elevados. Chegou a hora de Guardiola o fazer.

- Jesualdo foi demitido do Málaga. Não posso avaliar o trabalho com grande profundidade porque não vi nenhum jogo, mas posso facilmente concluir que o treinador deu um passo na direcção errada ao ter aceite o trabalho em Málaga. Isto porque se a posição não era boa, estava tudo menos perto de ser inesperada ou abaixo do que seria previsível face aos recursos e calendário de inicio de época. Basta comparar com o que a equipa fez no ano anterior, quer no arranque, quer nos mesmos jogos que já disputou. O ponto é que se era para treinar uma equipa com tão poucos recursos para o nível onde joga, convinha pelo menos ter a certeza de que haveria alguma possibilidade de ter margem de manobra. Isto de uma perspectiva desportiva, porque financeiramente até pode ter sido um bom negócio. Pessoalmente lamento, porque gostaria de ver mais técnicos portugueses nos principais campeonatos...

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21.10.10

Como o Benfica perdeu em Lyon (Vídeo)

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Os exemplos começam a ser tantos e tão repetitivos, que quase se pode começar a pensar numa colectânea. De facto, na linha do que escrevi ontem, o "caso" de Lyon foi apenas mais um. Naturalmente agravado pela agressividade e qualidade da oposição, mas apenas mais um.

Adivinha-se, como sempre, uma crucificação individual dos jogadores que erraram, com Martins e Gaitan - especialmente este - à cabeça. Será mais um erro de diagnóstico. Sem tirar responsabilidade individual a quem protagoniza cada perda, basta ver a primeira jogada do jogo para perceber que a equipa não estava devidamente alertada para o risco que representava o pressing francês. Os erros podem emergir na forma individual, mas o erro é colectivo.

Duas notas finais. A primeira para o 4-4-2 clássico tentado por Jesus. De que adianta mudar o sistema se o foco estratégico se revela mal calibrado logo na primeira jogada? A segunda para um pormenor na expulsão de Gaitan. É óbvio que cabe ao argentino a responsabilidade dominante, mas não dá para deixar de notar a precipitação de Roberto ao libertar num colega pressionado e de costas para o jogo. Mais uma evidência de que no Benfica - e apesar da qualidade táctica do seu modelo - a rapidez continua a merecer prioridade sobre o critério.

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20.10.10

As perdas do Benfica (breves)

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- Para começar e indo muito directo ao assunto, o problema das perdas de bola em zona de construção foi tudo menos circunstancial ou específico deste jogo. Quando se permite que esta situação se perpetue no tempo, pode-se escolher o debate de saídas de jogadores, contratações ou arbitragens. A inutilidade é mais ou menos a mesma. Deixarei mais tarde um vídeo sobre isso, mas para já sugiro que se revejam estes:

- concentração vs. Porto
- concentração vs. Académica
- perdas vs. Guimarães

- Jesus voltou a enaltecer a qualidade táctica do Benfica na abordagem ao jogo e até é verdade. Poucas equipas no mundo têm um modelo táctico tão forte como o Benfica. E o mérito, diga-se, é dele. O problema é que os jogos não se ganham apenas pela qualidade do modelo táctico. Convinha ter um pouco de noção estratégica e dar enfoque a prioridades que deverão ser realçadas perante as especificidades de cada adversário. Por exemplo, a intensidade com que o Lyon pressiona é recorrente e previsível e não é aceitável que o Benfica cometa tantos erros evitáveis em situações semelhantes. Não sei se este problema - que como se vê é recorrente - tem sido alvo de um enfoque no trabalho e preparação dos jogos. O facto é que os resultados práticos são quase nulos e a factura já vai longa.

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24.8.10

Otamendi, Gourcuff e... mais um nulo

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- O Porto confirmou Otamendi. Otamendi? Não seria a minha escolha. Não podia ser mais diferente de Bruno Alves: baixo e rápido. É forte com bola, tem carácter, confiança, agressividade e agilidade. Porque não o escolhia? Porque é um risco. Otamendi é uma espécie de cavalo selvagem que precisa de ser "domado". Tem atributos fantásticos, mas falta-lhe pensar como um central e entender algumas prioridades da posição. Um risco, repito. Se for "domado", tornar-se-á rapidamente num dos ídolos das bancadas. Mas pode tornar-se também num problema, caso surjam os erros ou a questão da estatura. Esse dado - o da estatura - é, aliás, o grande factor limitador para o seu potencial de valorização a prazo. Entusiasma-me poder vê-lo, mas não o escolhia...

- Gourcuff no Lyon! Por esta não esperava. Esperava que saísse para fora do futebol francês, não que mudasse de ares internamente. Há dois indicadores importantes nesta transferência. O primeiro é o crescimento relativo dos franceses ao nível da capacidade de investimento - com o Lyon à cabeça. O segundo é que o mercado parece estar mesmo a quebrar. Será que a "bolha" vai mesmo rebentar? Para já, e porque acredito que Gourcuff é já um dos melhores criativos do futebol actual, ficarei à espera de o ver ao lado de Pjanic, outro dos meus favoritos para os anos vindouros. Que dupla!

- Por cá, outro nulo. Mais importante que a ausência de golos, é pobreza qualitativa de alguns jogos que assistimos. Este foi um deles. Aliás, bem podia ter acabado ao intervalo, porque 2ª parte foi mesmo muito má. No Guimarães já havia denunciado as dificuldades eminentes de Manuel Machado e confirma-se como o pior Vitória desde o regresso ao primeiro escalão. Como se não bastasse a ausência de soluções colectivas, há também um mar de equívocos e desperdícios individuais. Pelo menos é o que me parece. Para a semana, na Choupana, se perder, Machado já passa a ter o nó bem apertadinho na garganta. É que isto, quando é para baixo, vai mesmo muito rápido.

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12.1.10

Gomis & Bastos

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9.11.09

2x5 !!

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28.7.09

Lyon – Porto: Só Hulk não é deste filme!

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Não seria difícil alguém desinformado perceber que este era um jogo de pré época. Um pequeno acompanhamento da partida bastaria para chegar a essa conclusão, tal a fraca intensidade a que o jogo foi disputado. A responsabilidade será sobretudo do Lyon que nunca pareceu especialmente incomodado com aquele primeiro rasgo de Hulk, mas o próprio Porto acabou por embalar no ritmo, jogando sempre apenas o suficiente para se manter por cima. Este carácter pouco competitivo do jogo torna tudo pouco conclusivo, fazendo destes 90 minutos algo particularmente desinteressante, se acrescentarmos o conservadorismo de Jesualdo em relação às partidas anteriores. Ainda assim, ficam algumas notas sobre o que se pode ver em Huelva...


Hulk – Tenho de começar por ele. Já nesta temporada se havia percebido o momento fantástico que já atravessa. Hulk nunca foi do “mesmo filme” do resto do jogo e isso foi o que acabou por marcar realmente a diferença entre as equipas.

Modelo para continuar?! – O primeiro jogo a sério está já próximo e Jesualdo parece manter a aposta no modelo e, sobretudo, nas figuras. Parece-me óbvio que este nunca poderá ser o “plano A” durante o grosso da época e que não bastará trocar Rodriguez por Mariano ou Varela. O tempo seguramente acabará por confirmar esta ideia. Uma viagem ao passado e à época anterior leva-nos aos riscos que pode ter entrar em competição com os ajustamentos tácticos por definir mas esse é um preço que Jesualdo parece, de novo, disposto a pagar. Sobre este figurino, acrescentar apenas que, apesar de não ser provável como estratégia principal, poderá ser útil em jogos de maior grau de dificuldade, onde há mais espaço para Hulk explodir.

Qualidade colectiva – A organização colectiva portista foi, novamente, boa. Mas isso não é propriamente novidade. O nível de exigência vai, no entanto, para além do que se pode ver. O teste não foi, como já referi, o melhor mas, se contra o Dinamo destaquei as dificuldades da equipa em construção, desta vez o que mais me mereceu reparos, pela negativa, foi o pressing. Um dos pontos fortes do modelo portista e um dos aspectos que mais precisam de ser cuidados após as perdas de Lucho e Lisandro. O Porto foi pouco eficaz no pressing, permitindo várias vezes que a posse de bola do Lyon fizesse a bola chegar, jogável, ao espaço entre linhas, apesar das jogadas nunca terem tido boa sequência a partir desse momento. Mais uma vez, a pouca intensidade do jogo torna tudo mais inconclusivo, mas este é mais um aspecto a acompanhar em próximos testes...

Outras individualidades – Na baliza, Helton, ao seu estilo, quase conseguia complicar um jogo em que nunca o Lyon foi minimamente perigoso. Na defesa, espera-se para ver as alternativas ao centro, enquanto que na esquerda, Alvaro Pereira deu nas vistas pela frequência com que ganhou duelos defensivos individuais. No meio campo, de novo Belluschi com dificuldades na posição. Pouca capacidade para entrar no jogo e, quando o fez, demonstrou um timing desajustado para a soltar, o que explica um número elevado de perdas. Desta vez nem houve oportunidade para os desequilíbrios que tão facilmente provoca no último terço. Na frente, para além de Hulk, Mariano desta vez esteve melhor do que Varela. O português, aliás, voltou a evidenciar a característica que, na minha opinião, acabará por condicionar as suas possibilidades de manter um lugar no onze. Tem pouca “baliza”.


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7.7.09

Lisandro no Lyon: Mais um desafio para Jesualdo

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Era uma saída praticamente anunciada. Lisandro queria sair e estava a um ano de findar o seu vínculo contratual, pelo que este era o timing que fazia sentido para esta venda. O cenário da saída de Lisandro era, por isso, previsível e se é verdade que o jogador seria sempre uma perda muito relevante para a equipa portista, parece-me que a sua perda se torna ainda mais alarmante depois da saída de Lucho. Ainda assim, esta é uma operação que deverá obviamente ser analisada em 2 partes.


Mais um grande negócio!
Volto a repetir que já nada me surpreende nos negócios portista. Tinha-o referido antes do mercado se agitar e agora essas ideias confirmam-se. A verdade é que este é mais um incrível negócio para o Porto. Um jogador de 26 anos a um ano de findar o seu contrato, sinceramente, não estou a ver muitos casos em que se conseguisse 24 milhões. Basta pensar que o Lyon acabou de vender Benzema, com menos idade e muito mais mercado, por apenas mais 9 milhões. O Porto consegue, por isso, sair da melhor maneira possível de uma situação incómoda em termos de mercado, não deixando que isso afectasse minimamente a rentabilidade do negócio.

Desafio para Jesualdo
Dos milhões encaixados, estou certo, uma parte significativa (parece-me que poderá ir até metade) serão para reinvestir. Não sei quem será o eleito, mas seguramente não será fácil de substituir Lisandro. Não o será porque o argentino era talvez o jogador que melhor servisse o modelo de Jesualdo. Porque tinha a inteligência para jogar em espaços mais fechados e a potência para jogar no espaço. Porque podia jogar aberto ou como elemento mais central do ataque. Porque era capaz de finalizar de quase qualquer posição, fosse dentro ou fora da área. Porque, talvez mais do que tudo, era um jogador que, sendo avançado, tinha uma fantástica capacidade para interpretar o pressing, uma das principais armas do modelo.

Tudo isto se torna mais relevante se juntarmos a esta baixa a perda também de Lucho. Um jogador que, como Lisandro, era mais do que uma grande individualidade, um elemento fundamental em termos colectivos. Ao nível destes 2, em termos de qualidade de interpretação colectiva do modelo, apenas vejo Raúl Meireles, sendo que jogadores com peso ofensivo como Rodriguez e sobretudo Hulk, sendo unidades de grande qualidade, não têm o mesmo peso em termos colectivos.

Sobra, por tudo isto, daqui mais um relevante desafio para Jesualdo Ferreira. Integrar 2 elementos de peso no modelo terá previsivelmente de passar por algum tempo de adaptação colectiva e da duração desse tempo poderá depender, e muito, o sucesso portista em 09/10. Não vale a pena especular muito numa fase ainda muito precoce desse processo, mas não posso deixar de notar, também, o peso que Lisandro e Lucho tinham nos jogos Europeus. Este pode ser, aliás, o maior dos riscos no inicio de época.



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23.5.08

A época de Benzema

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10.3.08

Finalmente Bodmer!

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5.3.08

Noite Champions

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Milan – Arsenal
Já tinha aqui elogiado (como não?) esta equipa do Arsenal após o primeiro jogo, onde também referi que se desenganassem aqueles que pensavam que o Milan tinha controlado o jogo. Costuma-se dizer que a eliminatória está no intervalo após o primeiro jogo e, pois bem, o jogo de San Siro foi apenas isso, a segunda parte do que se havia passado no Emirates 15 dias antes.
O Arsenal manteve o brilhantismo do seu futebol, com uma posse de bola de qualidade impressionante, sustentada pela técnica dos seus executantes – obviamente – mas sobretudo pela dinâmica harmoniosa com que estes se movimentam. Ofensivamente, um futebol apoiado onde se destacam os movimentos verticais dos laterais e dos médios, mas sempre com uma noção ajustada dos equilíbrios posicionais que devem ser preservados para as transições defensivas. Defensivamente, um sentido posicional muito forte da linha mais recuada e uma solidariedade importante da linha média, sempre muito agressiva nas bolas divididas e pronta a pressionar quando tal se justifica. Sendo uma equipa filosoficamente ofensiva, o Arsenal não tem qualquer problema em baixar o bloco quando tal é necessário. Nuances tácticas são quase nulas. O sistema e o modelo repetem-se porque funcionam. Não é, ao contrário do que leio muitas vezes, por os adversários conhecerem a forma como jogamos que nos tornamos previsíveis. Desde que haja dinâmica suficiente...
Do outro lado um Milan que necessita de uma revisão de processos. Que é uma equipa experiente, sem dúvida. Capaz de vencer em 90 minutos qualquer equipa do mundo. Mas não é, de forma nenhuma, uma das mais consistentes do futebol mundial na actualidade. O seu trajecto na Serie A nas últimas duas temporadas tem sido desastroso ao ponto de ser quase certo que ficará fora do pódio por dois anos consecutivos e uma forte probabilidade a sua ausência da Champions em 08/09.
Defensivamente, já se sabe, é experiente, sabe bem os momentos em que deve pressionar ou baixar o bloco. Mas ofensivamente está exageradamente dependente de dois tipos de acções: (1) as transições que tentam tirar partido das explosões de Kaká – sempre em posição central para receber o primeiro passe após a recuperação. (2) um jogo mais directo, tentando tirar partido da capacidade de passe dos seus jogadores mais recuados (particularmente Pirlo) e da qualidade dos movimentos dos avançados (no caso Inzaghi e Pato). São armas mortíferas, mas quando anuladas a equipa parece não ter qualquer dinâmica que lhe sirva de alternativa.
O jogo foi um espectáculo de posse de bola ofensiva do Arsenal, intervalado por alguns rasgos de improvisação do Milan (com as tais acções que identifiquei). Qualquer equipa podia ter chegado ao golo, mas não consigo deixar de pensar que se fez justiça com o pontapé de Fabregas, numa fase em que, curiosamente, era o Milan quem finalmente conseguia fazer posse no meio campo contrário. Curiosamente, o Arsenal matou com a arma do adversário: em transição!
Man Utd – Lyon
A primeira nota vai para o Lyon. Montada em 4-3-3, com um trio de jogadores rápidos e talentosos na frente (Ben Arfa e Govou nas alas, Benzema ao centro), podia pensar-se que o OL fosse por em sentido a defensiva do United. Puro engano. Em desvantagem na eliminatória, Perrin optou por montar uma estratégia exageradamente defensiva, sustentada por um bloco baixo que pressionava sobretudo em largura e muito pouco em profundidade. Transições, quase zero no primeiro tempo, com Govou e Ben Arfa demasiado concentrados em defender e Benzema a ficar evidentemente abandonado. Assim, tivemos um jogo de sentido único, com um Manchester não muito inspirado mas com a sabedoria necessária para não se entusiasmar demasiado com o recuo adversário, mantendo-se sempre suficientemente equilibrado. Não foi por isso surpresa que uma confusão na área acabasse por dar o 30º(!!) golo de Ronaldo na temporada e o primeiro no jogo, como reflexo de um domínio pouco brilhante mas total.
No segundo tempo, o Lyon lá tentou fazer um pouco mais mas sem exagerar, claro. Ferguson lançou Tevez para aproveitar o espaço entre linhas que agora se criava e em transição o United podia, não fosse a tal desinspiração, ter feito mais golos. Quanto ao Lyon, passou demasiado tempo a defender algo que nunca teve e apenas um lance isolado de Keita (que entrou no segundo tempo) chegou a assustar Old Trafford.

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21.2.08

Champions, para além do Schalke - Porto

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Entre os confrontos dos oitavos de final havia a coincidência dos mais empolgantes duelos envolverem equipas Italianas. Neste aspecto o destaque vai naturalmente para o resultado entre Liverpool e Inter, já que foi o único que leva para a segunda mão uma diferença significativa para embates tão equilibrados. Um jogo marcado pela expulsão de Materazzi e pela ponta final dos ‘Reds’ e que poderá ter traçado mais um episódio de duas equipas com trajectos diferentes nos últimos anos. Um Liverpool em dificuldades nas competições domésticas mas com uma capacidade surpreendente no que respeita à Champions. Um cenário contrastante com o Inter que, após finalmente se ter tornado na potência dominadora do Calcio, não consegue traduzir esse estatuto ao nível Europeu.
De resto, e para além do inevitável Schalke – Porto, tive a oportunidade de acompanhar na integra dois jogos:

Lyon – Man Utd
A estratégia das duas equipas parecia apontar para o empate a zero, já que este era um resultado que satisfazia ambos os treinadores. De um lado, um Lyon longe do explendor de um passado recente onde conseguia verdadeiramente ombrear com os colossos do futebol Europeu. A verdade é que a última revolução no plantel “Lyonnais” enfraqueceu de forma significativa a equipa, que hoje, não deixando de ser bem organizada está em termos ofensivos demasiado dependente do prodígio de Bezema (um grande e promissor jogador) ou dos livres do genial mais já bastante veterano Juninho. A estratégia do Lyon passou por cometer o menor número de erros possíveis, sem problemas em entregar a posse de bola ao United para depois esperar por um lance de inspiração de um dos seus jogadores. Do outro lado um United com meio campo reforçado com Anderson, Scholes e Hargreaves, deixando as responsabilidades ofensivas para o trio Ronaldo, Rooney e Giggs, denotando que Ferguson esperaria um jogo onde pudesse actuar em transição, o que não aconteceu.
O resultado de tudo isto foi um jogo muito parado e com poucos riscos durante muito tempo. Apenas no segundo período, e numa fase em que o United começava a dominar, surgiu o golpe que mudaria o cariz do jogo – o golo do Lyon, vindo de um lance de inspiração de Benzema. O United foi obrigado a reagir perante o resultado adverso. Ferguson lançou Tevez e Nani e, aí, viu-se o verdadeiro potencial da equipa. Mesmo contra uma equipa toda atrás da linha da bola o Manchester conseguiu criar lances de suficiente embaraço que justificassem o empate. Nota para os substitutos Tevez e Nani. Tevez é um vagabundo combativo de extrema utilidade e que dá outra dimensão ao jogo ofensivo do United. Recua para combinar, atacando depois a zona de finalização onde também se sente muito confortável. Nani, com poucas intervenções, revelou-se um jogador que desequilibra muito facilmente sobre a ala. Começo a perguntar-me se Scolari não deve repensar um modelo que tire melhor partido das nossas melhores individualidades onde, não tenho dúvidas, Nani se inclui.

Arsenal – Milan
Ao contrário do Lyon – Man Utd o nulo, que acabou por ser o resultado do jogo, não servirá muito a nenhum dos dois.Por um lado o Arsenal quereria, naturalmente, levar para San Siro uma vantagem que lhe permitisse respirar melhor. Por outro o Milan tem muito por onde desconfiar de si e deste resultado. Esta tem sido uma época de empates para os “rossoneri” e se esse for o caso, mais uma vez, na segunda mão, então o Milan provavelmente ficará desde já afastado da revalidação do título.
Tacticamente é quase redundante falar das opções, de tão previsiveis que eram. O 4-4-2 “à Arsenal” e o “Christmas tree” de Ancelotti, com Pato na frente. Quanto ao Milan já se sabe, bloco defensivo pressionante com a influencia da combatividade de Ambrosini e Gattuso e da qualidade de Pirlo e Seedorf, mas num jogo destas características, as esperanças ofensivas foram depositadas exclusivamente na qualidade que Kaka e Pato poderiam dar às transições que o Arsenal proporcionasse.
Mas é do Arsenal que apetece falar. É uma equipa de facto empolgante que consegue ser forte em todos os momentos do jogo e que, na minha opinião, mais passa a ideia de um “futebol total”. Todos os jogadores atacam e defendem, não só de uma forma reactiva mas de uma forma pró activa. A equipa joga em 4-4-2 no papel mas é quase uma ofensa falar de posições fixas numa equipa que impõe tanta dinâmica. Um dos pormenores mais interessantes está nos movimentos dos laterais sempre prontos a criar desequilíbrios sobre os flancos, mesmo quando assistimos às constantes mudanças de flanco – naturalmente aqui há que destacar também a rapidez com que é desempenhado o papel inverso pelo lateral responsável por manter o equilíbrio defensivo. De resto o jogo dos “Gunners” oferece-nos constantes permuntações de posições entre avançados, alas e médios sendo até difícil perceber como conseguem manter a organização com tanta dinâmica. Colectivamente, um espectáculo!
Enfim, o Milan lá terá escapado a um jogo que não foi desequilibrado mas que o Arsenal fez o suficiente por merecer ganhar. Faltará aos “Gunners” algumas alternativas individuais de melhor qualidade para dar outra expressão à sua qualidade colectiva. Não sei como será a segunda mão, mas por favor não digam que o resultado foi controlado pelo italianos, porque não foi.

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15.6.07

Bodmer e Keita, as novas pérolas do Lyon

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Não conheço ao pormenor a estratégia que permitiu que o Olympique Lyon se conseguisse impor tão claramente no futebol francês. A verdade é que o OL tem dominado completamente o panorama do futebol no seu país, sendo hoje uma equipa que – não tenho dúvidas – seria candidata ao título em qualquer um dos campeonatos europeus.

Ontem anunciaram-se mais duas aquisições internas que aqui apresento. Bodmer e Keita foram contratados ao Lille e, digo eu, prometem. Bodmer é um médio que joga nas costas dos avançados. Embora de estatura elevada (1,90m), Bodmer tem na técnica o seu principal atributo, lembrando Zidane na forma elegante como conduz o esférico. Lembro-me bem da sua excelente actuação na Luz em 05/06 e, aos 24 anos, a oportunidade só peca por tardia. Sobre a direita actua o Marfinense Abdul Kader Keita, jogador de velocidade estonteante e capaz de decidir qualquer jogo nos seus letais movimentos de transição. Keita tem 25 anos e chegou à Europa apenas em 2005. Dois jogadores a seguir em 07/08.

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30.3.07

Karim Benzema: a primeira face da "nova França"

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Há muito que os Franceses vislumbram com alguma apreensão a substituição da sua “geração de ouro”. Esse foi já um sentimento vivido antes do Mundial da Alemanha, tendo os “velhinhos” surpreendido os mais pessimistas, chegando de forma brilhante à final da competição.
Na passada Quarta-Feira, Raymond Domenech aproveitou o carácter particular da partida frente à Áustria para lançar algumas promessas gaulesas na primeira equipa nacional. Entre os nomes que suscitavam mais curiosidade emergiu Benzema ao apontar o único golo da vitória (finalizando um livre “à Camacho”) Francesa.

Karim Benzema é aos 19 anos um avançado prodígio do futebol do seu país, e só a sua indiscutível categoria lhe tem permitido jogar com tanta assiduidade no competitivo Olympique Lyonnais. Trata-se de um avançado de boa estatura (1,83m) e que apresenta um perfil muito completo, quer física, quer tecnicamente. Pode actuar como referencia central do ataque ou como (falso) extremo. Esta versatilidade deixa assim antever uma perfeita adaptação do jogador às múltiplas exigências do futebol moderno.

Esta tem sido a época da afirmação no clube onde foi formado. Com presença em 19 partidas, conseguiu um total de 6 golos entre todas as competições em 2006/2007.


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29.12.06

Nilmar para animar!

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Garante 'oJogo' de hoje: Nilmar será jogador do Benfica, por empréstimo, a partir de Janeiro. Sem mais - e com o risco inerente a avaliações prévias - tratar-se-á, caso se confirme, de um grande reforço...
Nilmar, actualmente com 22 anos, foi revelado pelo Internacional de Porto Alegre ainda em idade 'teenager'. Com Daniel Carvalho formou então uma das mais terríveis e promissoras duplas do futebol canarinho. Depois de conhecer vários interessados - entre eles o Sporting na altura da aquisição de Liedson - acabou por rumar a Lyon onde conheceu um drama comum a tantos craques sul-americanos: a inadaptação às exigências do futebol europeu. Foi então que surgiu o polémico e mediático MSI, patrocinando o seu regresso ao Brasil, mais concretamente ao super reforçado Corinthians. Nilmar voltou assim a novos dias de glória, sagrando-se "artilheiro" do Paulistão e surgindo como candidato a uma presença no Mundial... A sorte voltou, aí, a inverter-se para o goleador que, além de ter visto o Alemanha 2006 pela TV, contraiu ainda uma grave lesão que o afastou dos relvados na segunda metade de 2006.
Com uma fisionomia "à Domingos", Nilmar tem na velocidade e técnica os principais atributos. Mas, melhor do que qualquer descrição aprofundada sobre o craque, só mesmo um vídeo que certamente abrirá o "apetite" dos benfiquistas...

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22.12.06

O Lyon e a arbitragem...

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Se há equipa sobre a qual não parece fazer sentido discutir-se as arbitragens, essa equipa é o Olympique Lyon. Com mais um título do 'Championnat' na mão e a praticar um futebol que deixa a concorrência a léguas, o OL deveria ser imune a estas questões. A verdade, porém, é que os nos seus jogos mais recentes o pentacampeão francês tem usufruido de erros inexplicáveis:
- No passado fim de semana (frente ao Lens), veja aqui a falta que o árbitro auxiliar conseguiu descobrir!
- Mais recentemente para a Taça da Liga (frente ao Nancy) um golo apontado depois da bola já ter, evidentemente, saído. Veja aqui.
Embora às vezes nos pareça, não é só em Portugal...

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5.11.06

Ranking "jogo directo" de Clubes Europeus - Outubro 06/07

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Graças aos resultados conseguidos nos clássicos e no duplo confronto com o Hamburgo, o FC Porto é agora a melhor equipa portuguesa no 'Ranking "jogo directo" de Clubes Europeus'. Os dragões ocupam uma notável 9ª posição à frente de alguns colossos como o Milan e o Barcelona. Já o Sporting foi, entre os 3 grandes, aquele que mais caiu na classificação ocupando agora o 22º posto (era 9º no final de Setembro). O Benfica continua como a terceira equipa nacional na 28ª posição. O Sporting de Braga fecha a participação portuguesa no top50, com uma presença no 33º lugar.

Em relação à classificação final de Setembro, note-se a manutenção das quatro primeiras posições do Ranking. O Lyon, sendo a única equipa 100% vitoriosa na Champions League, o impressionante Dinamo de Bucareste (já aqui destacado) - que soma já 13 vitórias consecutivas no seu campeonato - e os co-líderes (ao final de Outubro) da Premier League, Chelsea e Manchester United, são as formações que comandam esta classificação. Em termos de prestações negativas, realce para a queda do Barcelona - vencedor da classificação final de 05/06 - que se vê assim penalizado pela derrota contra o rival Real Madrid e, principalmente, pela singularidade do ponto conquistado no duplo e empolgante embate frente ao Chelsea na Champions League.


Ver Ranking de Outubro (Top 150)


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8.10.06

Ranking "jogo directo" de Clubes Europeus - Setembro 06/07

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O Sporting é, sem surpresa, o clube Português mais bem classificado do primeiro 'Ranking "jogo directo" de Clubes Europeus' da época 06/07. Numa classificação liderada pelo Francês Olympique de Lyon, os Leões surgem no 9º lugar à frente de alguns colossos europeus como o Milan, Real Madrid ou Bayern Munique. FC Porto e Benfica ocupam, respectivamente, a 21ª e 33ª posições da classificação.


Em relação ao Ranking final de 05/06 note-se a entrada das equipas Romenas em lugar das suas congéneres Gregas – a Roménia ascendeu recentemente ao 7º posto do Ranking da Uefa. De resto, a grande surpresa (aparente) na classificação de Setembro deriva precisamente da presença de equipas Romenas nos primeiros lugares. Esta situação encontra uma explicação simples no facto do campeonato daquele país ter já 10 jornadas disputadas o que concede uma maior pontuação doméstica às suas equipas.


Ver Ranking de Setembro (Top 100)

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