Rio Ave – Porto – Sem extremos, uma interessante experiência para Jesualdo. Merecedora, mesmo, de continuidade. Um futebol muito apoiado, com grande proximidade entre os jogadores e a pedir a estes desdobramentos sucessivos. Com alguma qualidade nos processos, tudo isto resultou em grandes dificuldades para o pressing do Rio Ave e, por consequência, em vários desequilíbrios mais atrás. Nota especial para o lado esquerdo e para o excelente entendimento entre Meireles e Micael, os grandes dinamizadores do futebol colectivo e, provavelmente, os 2 melhores em campo.
Do lado do Rio Ave, nota para as dificuldades da equipa em controlar o futebol rendilhado do adversário, mas também para uma boa percentagem de aproveitamento ofensivo, conseguindo chegar rapidamente à área do Porto. O golo resultou, aliás, do movimento que mais dificuldades criou ao Porto: o aproveitamento das segundas bolas na frente da área. Apesar desse mérito, foi uma oposição que ficou curta para o Porto que apareceu em Vila do Conde. O resultado acabou por ser um espelho fiel disso mesmo.