Mostrar mensagens com a etiqueta PSG. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PSG. Mostrar todas as mensagens

18.3.11

Benfica, Porto e Braga, o sonho europeu (Breves)

ver comentários...
- Começo com probabilidades, inferidas das casas de apostas:
  • Porto 28%
  • Villareal 20%
  • D.Kiev 12%
  • Benfica 12%
  • PSV 9%
  • Twente 7%
  • Spartak 7%
  • Braga 6%

Ou seja, probabilidade estimada de uma vitória portuguesa, 46%. Há muito que este me parece um ano anormalmente propício a esse feito, e, para já, o trajecto tem aumentando essa esperança. Nota para referir que estas probabilidades mudarão amanhã, com o sorteio.

- Em Paris, um bom resultado mas uma exibição "assim assim". Aliás, é um pouco irónica a história desta eliminatória. É que o Benfica começou por compromete-la com erros individuais e acabou por garanti-la, precisamente, com os erros individuais alheios. Porque não gostei do Benfica? Primeiro, porque não esteve bem no pressing (importante a presença de Makelele em posse), permitindo muitos passes verticais em organização, onde o PSG encontrou tempo e espaço para fazer o que o tanto procurava, os cruzamentos. Depois, porque a definição em ataque rápido não foi, habitualmente, a melhor (Saviola em destaque negativo e a confirmar uma tendência que já havia identificado recentemente). Na segunda parte, o rendimento melhorou, é verdade, mas mesmo assim foi preciso alguma felicidade para garantir esta qualificação. Finalmente, nota para o golo de Gaitan: a culpa tem de ser do guarda redes, mas é delicioso ver o jogador olhar para o área, indicar o cruzamento, e depois rematar.

- Uma nota sobre o PSG, e as equipas francesas. No dia anterior, vi um Lyon inocente demais para bater uma equipa inteligente e conhecedora do que deve fazer em todos os momentos do jogo ("dedo" de Mourinho, claro!). Mas vi também uma equipa que tem uma qualidade individual muito rara no futebol europeu. O PSG, tal como tinha previsto, não utilizou algumas mais valias durante praticamente toda a eliminatória (hoarau é, só, um dos avançados mais fortes no jogo aéreo, em todo o mundo). O Lille, por exemplo, foi eliminado jogando sempre com a segunda equipa. A razão pela qual os franceses não chegam longe nesta prova? Simplesmente, porque não a valorizam...

- Comentando, brevemente e em simultâneo, Porto e Braga: sem surpresas. Previsível no caso do Porto e confirmado no caso do Braga. As equipas de Domingos - e este é um aspecto para que venho alertando há muito - são muito fortes no plano mental. "Secar" o Liverpool - mesmo "este" Liverpool - em 2 jogos não é para todos. Com os recursos do Braga? É só para poucos. Muito poucos, mesmo!

- Já deixei a nota, no final da eliminatória anterior: os mais fracos são os holandeses. Um (Ajax), foi goleado. Outro (PSV), jogou contra a equipa que ainda era mais fraca do que os holandeses (Rangers). O Twente - que, em boa verdade, conheço menos actualmente - também me continua a deixar muitas dúvidas. O "ouro" do sorteio está nos países baixos!

ler tudo >>

11.3.11

Liga Europa e o tempo de passe (Breves)

ver comentários...
- Em Moscovo, nova vitória portista numa campanha europeia, até ao momento, fantástica. A verdade é que - e apesar de ser melhor equipa - foi preciso também uma boa dose de felicidade, especialmente na primeira parte, onde houve grande dificuldade em controlar o jogo. O CSKA - que tem qualidade, em quantidade não inferior aos nossos "grandes" - forçou um jogo que apelidaria de impulsivo. As suas verticalizações não tinham grande ordem aparente, mas o caos, subitamente, pareceu fazer sistematicamente para os russos. O Porto estava equilibrado tacticamente, não perdeu o espaço, mas perdeu o tempo. E o tempo é tão importante como o espaço. Por isso, e por várias vezes, acabou exposto nas costas da sua linha defensiva. Por não controlar o momento de passe. Correcções na segunda parte, um pouco de eficácia e... mais uma vitória. A eliminatória, porém, não está resolvida. Se mais fosse preciso, o jogo com o Sevilha chega para essa conclusão. E, estou em crer, o CSKA não precisará de tanta sorte como os andaluzes. Convém que o Porto não "folgue", porque, numa competição como esta, tudo se desfaz num instante.

- Na Luz, de repente, a equipa voltou ao inicio de época. Subitamente, voltaram as teorias das lacunas tácticas, da necessidade de trocar este por aquele e, agora, do desgaste físico. Sim, desgaste físico numa equipa que parece viciada em ganhar os jogos ao 'sprint'! Seria interessante, não fosse um filme já demasiado visto e rodado. O Benfica entrou mal, essencialmente, porque perdeu o último jogo. Porque isso lhe afectou a confiança, e, tal como no inicio de época, errou demasiadas vezes em situações proibitivas. Claro que não ajuda a qualidade individual do PSG, assim como não fica fácil ter Sidnei em vez de David Luiz, ou muitos jogadores efectivamente limitados. Mas o problema, hoje como antes, não é essencialmente físico, técnico ou táctico. É mental, e por isso afecta tudo. Ainda assim, recuperou a tempo, fez valer o seu maior valor, e venceu. O Benfica é melhor equipa, sim, mas o PSG também tem o que é preciso para punir severamente um Benfica sem os níveis adequados de confiança. Convém manter os pés na terra e, já agora, a cabeça no sitio.

- No Minho, confirmou-se a ameaça do Braga. É uma época notável em termos europeus e ainda pode ter maior brilhantismo se as estrelas estiverem alinhadas na noite de Anfield. Domingos não tem um modelo com a qualidade táctica de Jesus, nem, tão pouco, a riqueza filosófica de Villas Boas. Mas as suas equipas - não só o Braga - têm, para além de competência, uma grande força mental. Invulgar, mesmo. É isso que explica (e deverá continuar a explicar) o seu sucesso. É que o futebol não é - nem de perto! - só técnica e táctica...

- Uma nota de opinião sobre as restantes equipas: O Villareal é o meu palpite para fazer frente às equipas portuguesas. Vi alguns jogos e têm momentos avassaladores. Os holandeses têm pouquíssimos hipóteses, essencialmente por terem enormes lacunas ao nível táctico. Parecem sobrar apenas os soviéticos, que conheço menos bem no plano colectivo...

- Uma nota final sobre o tipo de lances que identifiquei acima, para o caso do Porto, e o golo sofrido pelo Benfica. Ambos resultam de passes de rotura, que exploram as costas da linha defensiva. Mas há uma diferença. Enquanto que no caso do Porto, os centrais raramente estavam fora de posição e era a linha média que não conseguia pressionar o tempo de passe, no caso do Benfica é aos centrais que se pede essa pressão. É uma situação recorrente no Benfica e que normalmente é bem resolvida. Porquê? Porque os centrais adoptam grande agressividade na saída ao portador da bola, forçam o tempo de passe e a linha defensiva (fora de jogo) faz o resto. Desta vez, não houve essa agressividade (sobretudo Sidnei, incrivelmente expectante), dando tempo para que fosse Nené a decidir o tempo de passe.


ler tudo >>

24.2.11

Benfica, Sporting e Braga na Liga Europa (Breves)

ver comentários...
- Em Alvalade, a instabilidade do Sporting dava para esperar tudo. Mesmo com um resultado favorável. Mesmo com um adversário acessível. Aliás, se o problema da falta de qualidade da equipa não é de agora, agora, nem a força anímica vale ao Sporting. O treinador "desistiu", como já venho explicando, e essa falta de ânimo reflecte-se agora dentro do terreno de jogo. Porque, caso contrário, mesmo o Sporting de Paulo Sérgio - o "mau" Sporting de Paulo Sérgio! - chegaria para este adversário. Recordo as palavras de José Guilherme, aquando da sua demissão da Académica, no fim de semana: dizia o treinador que a equipa precisava de um "abanão". Atitude humilde, palavras sábias...

- E não é que o Benfica ganhou mesmo na Alemanha! Na verdade, e apesar do resultado e exibição, devo dizer que discordo da abordagem que Jesus fez ao jogo, logo no discurso pós-derbi. Salientar a possibilidade do desgaste físico afectar a equipa é começar a desgastar mentalmente os jogadores, mesmo antes do tempo. E, se há coisa que estamos fartos de ouvir, é que o desgaste não é apenas físico. Enfim, o Benfica ganhou, porque foi melhor, porque teve uma "armada argentina" inspirada - outra vez! - e porque não deixou que a sua ineficácia deixasse vivo o adversário. E esse é muitas vezes o problema em jogos entre adversários de valor: não materializar os períodos de superioridade e deixar "vivo" o adversário. O Porto quase pagou essa factura ontem, e, desta vez, o Benfica pôs-se a salvo.

- Problemas, dificuldades, desilusão? O facto é que o Braga está a fazer a sua melhor campanha europeia de sempre e pode voltar a fazer uma das melhores temporadas da sua história, assim se qualifique para Europa na Liga. Facto, também, é que, apesar de tantas dificuldades, Domingos será, em termos muito objectivos, o melhor treinador da história do Braga. Renovação?! A mim espanta-me, por exemplo, como é que Domingos não é tema de conversa na campanha eleitoral do Sporting...

- Um comentário em relação ao que se segue e aos adversários das 3 equipas. CSKA, equipa muito difícil, cheia de qualidade individual e com um factor casa muito complicado. O Porto é melhor, mas tem de ter inspiração e muita concentração. PSG, uma incógnita. Porquê? Porque as equipas francesas desvalorizam muito a Liga Europa (o PSG e Lille jogaram sem as principais figuras). Uma coisa será o PSG com Nene e Hoarau, por exemplo, outra será sem eles. Em qualquer caso, o Benfica é superior, mas o equilíbrio será muito diferente. Finalmente, Liverpool, pode ser o melhor adversário para o Braga. A pressão é nula, a motivação é muito maior e o desnível pode não ser tão grande quanto os nomes podem sugerir.

ler tudo >>

17.4.09

Taça Uefa - O fantástico 3-3 e as meias finais

ver comentários...
No inicio desta eliminatória tinha falado da supresa pelas presenças de Marselha, PSG e Man City, antecipando uma provável sensação ucraniana na prova. Confirmou-se a eliminação destas 3 equipas, uma consequência, em muito boa parte, da concentração que todas depositam nas suas competições internas. Confirma-se também um finalista ucraniano que, aliás, até poderiam facilmente ser 2 caso Kiev e Shakhtar não se cruzassem já.

Já tinha confessado também algum desapontamento pela performance da Udinese na primeira mão da eliminatória, sobretudo no que respeita à eficácia. Os italianos acabaram por pagar cara essa factura e nem o bom esforço protagonizado no segundo jogo valeu para compensar a desvantagem trazida da Alemanha. Este foi, de resto, um jogo altamente emocionante com menos golos mas com bem oportunidades do que o tão elogiado 4-4 de Terça Feira. Na Udinese, na ausência de Di Natale, destacou-se o espectacular Quagliarella, num jogo que teve apenas o esboço de um promissor e talentoso Alexis Sanchez. No Bremen, fantástico Diego que, exagerando, pode dizer-se que qualificou sozinho a sua equipa. De resto, os alemães confirmaram a sua assumida vocação ofensiva, bem expressa no contraste entre a incapacidade para controlar minimamente o adversário e o notório poderio no último terço, responsável por 6 golos em 2 jogos. Terá sido seguramente um dos jogos do ano nas competições europeias.

Meias finais
Os duelos podem favorecer Bremen e Dinamo. A razão para isto é a menor preocupação com as competições domésticas, já que ambas as equipas têm a sua classificação praticamente definida. Ao contrário, Hamburgo está envolvido na acesa luta pelo título e acesso directo à Champions, ao passo que o Shakhtar, fruto de uma péssima campanha interna, ainda terá de garantir o segundo lugar. Ainda assim, se pedirem um prognóstico, arriscaria Bremen e Shakhtar na final, com uma meia final com muitos golos entre os alemães.
Uma coisa é certa, a Taça Uefa pode não ser a competição mais mediática pelo afastamento dos grandes emblemas europeus, mas é uma competição extremamente interessante, com o equilíbrio e imprevisibilidade a serem muito mais vincados do que na Champions
.

Dinamo Kiev 3-0 PSG
Marselha 1-2 Shakhtar
Man City 2-1 Hamburgo

ler tudo >>

10.4.09

Taça Uefa: Notas da 1ª mão dos quartos

ver comentários...
Shakhtar 2-0 Marselha - Tinha feito a previsão de uma surpresa ucraniana e a hipótese vai ganhando forma. Em Donetsk, o Shakhtar foi feliz mas creio que acabou por vir ao de cima 3 factores importantes. A qualidade individual já realçada nos embates com o Sporting, o relevante factor casa e, finalmente, a tal importância dada à prova por parte dos ucranianos, em relação a um Marselha envolvido numa luta pelo título que lhe diz, pelo menos para já, muito mais.

PSG - Dínamo Kiev – No outro jogo entre ucranianos e franceses, também um bom resultado para o Dínamo em Paris embora o nulo possa, como já se provou, ser um presente envenenado para a segunda mão. Este novo nulo caseiro do PSG traz à memória a caminhada do Rangers no ano anterior, tirando partido da ansiedade do adversário com o passar do tempo na segunda mão. Qualquer semelhança entre esse Rangers e este PSG é, no entanto, pouco mais do que coincidência. Ainda assim, novo favoritismo Ucraniano para esta eliminatória, pelos mesmos motivos que enunciei para o Shakhtar – Marselha.

Werder Bremen 3-1 Udinese – Dois resultados idênticos para os alemães ainda em prova. Mais surpreendente para mim o do Bremen, devido à boa qualidade da Udinese que tinha tudo para marcar mais golos nesta primeira mão. A Udinese é a última esperança do futebol Italiano para ter 1 equipa nos últimos 8 das provas europeias e é também uma desilusão da Serie A, apesar da qualidade que se lhe reconhece. A eliminatória não está terminada e vai haver uma reacção forte em Udine seguramente, mas aqueles 2 golos consecutivos (o de Diego vale a pena ver) e as oportunidades desperdiçadas por Quagliarella poderão ter sido decisivos.

Hamburgo 3-1 Man City – Em Hamburgo, o jogo começou com uma fantástica combinação entre Ireland e Robinho (notável controlo e definição da jogada), mas seria muito dificil o City escapar de uma derrota neste jogo. O Hamburgo será provavelmente o mais sério candidato à bundesliga e terá tido no Galatasaray um opositor bem mais difícil do que o City. A equipa inglesa não tem no colectivo a mesma qualidade individual e, sobretudo, está muito mais concentrada na sua prestação interna. A sua falta de consistência foi “denunciada” na segunda mão frente ao Alborg. Em casa tudo é ainda possível, mas prevejo que Olic (grande jogo!) e Guerrero possam ser suficientes para marcar golos decisivos na segunda mão.


ler tudo >>

20.3.09

Taça Uefa e o último capítulo da aventura bracarense

ver comentários...
O fim do sonho
Não teria forçosamente que acabar, mas era uma franca probabilidade e o sonho europeu do Braga acabou por não chegar à meta histórica dos quartos de final. A Taça Uefa pode parecer uma segunda divisão da Europa quando olhamos para o nível dos ‘tubarões’ da Champions e a verdade é que o nível é mesmo absolutamente incomparável, hoje mais do que nunca, mas para o Braga este é já um nível demasiado elevado para uma candidatura real à vitória na competição.
O Braga não foi inferior ao PSG e arrisco até dizer que dificilmente seria inferior na discussão da eliminatória com qualquer uma das 8 equipas nos quartos de final. Ou pelo menos em 80% do campo. Este último ponto leva-me à primeira fragilidade do Braga, a diferença de qualidade individual, particularmente na diferença que se consegue fazer no último terço do campo. Em Braga, mais do que em Paris sentiu-se isso, que faltava uma capacidade de definição que desse outra objectividade aos momentos de domínio que a equipa consegue. A outra fragilidade tem a ver com o desgaste físico. Apesar de Jesus ter feito uma gestão de esforço que deu prioridade a esta prova (ao contrário do PSG), a verdade é que se percebeu que o passar do tempo prejudicaria o futebol do Braga, cada vez com mais dificuldade em impor um ritmo de jogo que é também a sua principal arma colectiva. Aqui, destaco aquillo que já anteriormente referi sobre esta equipa e este modelo. Ou seja, que este tipo de jogo alto e pressionante é muito desgastante e sobretudo do ponto de vista mental, exigindo um elevado nível de concentração de todos os jogadores. Diria, por isso, que o Braga levou o KO numa altura em que se sentia a sua incapacidade de vencer aos pontos o seu adversário.


E agora...
A Taça Uefa confirma o seu equilíbrio e a sua enorme imprevisibilidade. Ao contrário da Champions League, onde 5 ou 6 das 8 equipas finais seriam mais do que esperadas nesta fase, na Taça Uefa tanto não surpreendem estes 8 nomes finais como facilmente se encontram entre os eliminados 8 equipas que facilmente poderiam estar nesta fase.
Ainda assim, confesso alguma surpresa pela presença de várias equipas que não dando tanta importância à competição conseguiram chegar até aqui. Será o caso dos 2 representantes franceses e do Man City. Aliás, para o futuro, e à medida que o equilíbrio vai sendo ainda maior, creio que esta componente da prioridade que se dá à Taça Uefa, ganhará mais importância. Por isso, parece-me bem provável que uma das equipas ucranianas possa tornar-se na sensação da prova, já que todas as outras equipas estão envolvidas em ligas bem mais competitivas e desgastantes. Já agora, a este propósito, destaco a eliminação do Galatasaray que acalentava uma enorme esperança de jogar a final em casa, bem como do CSKA, uma das equipas que via com probabilidades crescentes de sucesso, caso se tivesse mantido em prova.

ler tudo >>

13.3.09

PSG - Braga - Tudo adiado

ver comentários...
Gestão diferente – Para as equipas, especialmente aquelas que estão na Taça Uefa, esta é uma altura difícil. O número de jogos é muito elevado e, ao contrário do que muitas vezes se quer fazer crer, não é possível manter o mesmo nível de rendimento a jogar 2 vezes por semana. Isto não acontece por motivos físicos (apesar da onda lesões do Braga), mas por motivos mentais. Aqui, há 2 abordagens diferentes. Jesus assume o risco na Liga, como tantas vezes já o referiu, Le Guen parece dar prioridade aos jogos da Ligue1 onde está numa posição inédita nos últimos anos.

Justo – As poupança do PSG estarão na base das diferenças de atitude entre a primeira e segundas partes dos parisienses. Em ambos os períodos o Braga deu boa conta de si, sendo fiel aos seus princípios e conseguindo sempre dividir o domínio do jogo, através da sua estratégia de pressing o mais alto possível e de uma grande reactividade nos diversos momentos do jogo. A diferença esteve na entrega que o PSG revelou no segundo tempo, sendo mais agressivo e incisivo, acabando por definir melhor alguns lances de detalhe que lhe poderiam ter dado a vantagem. Aqui, diga-se, convém referir que essas hipóteses de desfazer o empate surgiram apenas de bola parada. O Braga também teve as suas oportunidades, mas tem de se destacar alguma falta de capacidade no último terço de campo. É uma lacuna que não é nova e que não tem a ver com o modelo de jogo, mas sim com a característica dos médios bracarenses, mais fortes a construir do que a definir em zonas mais próximas da baliza. Este aspecto parece particularmente potenciado pela ausência de Meyong da equipa base. Ainda assim, o empate foi, sem dúvida, o resultado mais correcto e esta foi mais uma demonstração de qualidade colectiva do Braga que, nesta altura, só deve surpreender quem anda muito distraído.


Sessegnon – Não tive a oportunidade de fazer uma análise mais rigorosa ao PSG na antevisão desta eliminatória. É uma equipa bem organizada e que vai ser difícil de superar pelos desequilíbrios tácticos. Tem depois várias unidades de destaque. Makelele continua fantástico e parece ler os lances uns bons segundos antes dos outros, na frente há vários elementos talentos mas destaco o extremo do Benin, Sessegnon. Tem uma qualidade técnica invulgar e, aos 24 anos, tem ainda potencial para poder aparecer num grande da Europa, saiba evoluir bem. Fica um vídeo para dar alguns exemplos da excepcional relação que tem com a bola.


ler tudo >>

17.12.08

PSG - Real Madrid (1993): 10 minutos para lembrar

ver comentários...

Paris, 18 de Março de 1993. O lugar e a data não entram nos livros dos mais importantes momentos do futebol mundial. Ninguém ganhou nenhum troféu até porque, de resto, não se jogou nenhuma final. Neste dia, no Parque dos Principes, porém, teve lugar um jogo épico, daqueles que explicam ao mais céptico dos adeptos o porquê do futebol ser verdadeiramente especial.
Paris Saint Germain recebia o Real Madrid na segunda mão dos oitavos de final da Taça Uefa, após uma derrota por 3-1 no Barnabéu. Não são precisos muitos comentários para além deste vídeo dos loucos minutos finais. Deixo apenas a nota de que a prova foi vencida pela Juventus de Roberto Baggio e que o PSG era treinado por Artur Jorge, e deixo também os onzes deste jogo épico:


PSG:
Lama;
Sassus, Kombouaré, Ricardo e Colleter;
Le Guen, Guerin, Valdo e Ginola;
Simba e Weah.

Real Madrid:
Buyo;
Nando, Ramis, Ricardo Rocha e Lasa;
Hierro, Luis Enrique, Prosinecki e Michel;
Butragueño e Zamorano.

(O resumo do jogo - vale a pena ver, nem que seja pelo golo de Ginola)


ler tudo >>

22.7.08

Makelele no PSG: Recta final de uma carreira com lugar na história

ver comentários...
Talvez não seja uma transferência sonante, mas não deixa de merecer um especial registo. Aos 35 anos, Makelele sai do principal palco futebolístico europeu, dando lugar aos mais novos e entrando definitivamente na recta terminal da sua carreira. O complicado PSG será o próximo capítulo do veterano que assinou um contrato de 2 anos com o clube da capital francesa.
Nantes
As lembranças da carreira de Makelele surgem, para a maioria, com as mediáticas camisolas do Real Madrid e Chelsea, mas não posso deixar de recordar a sua aparição como futebolista numa equipa do Nantes que praticava um futebol fantástico e que ganhou um notável campeonato em 94/95. É quase irresistível relembrar esse duelo entre Nantes e PSG que protagonizou tantos e bons jogos. No PSG jogavam, por exemplo Rai, Ginola, Valdo e Weah. No Nantes, destacavam-se os médios Karembeu e N’Doram e Pedros e os avançados Loko e Ouedec, para além, claro, de Makelele. É curioso verificar como nessa equipa do Nantes, praticamente todos estes jogadores eram mais valorizados do que o próprio Makelele. A qualidade e descrição do agora ex-médio do Chelsea fizeram, no entanto, com que a sua carreira chegasse lenta mas seguramente ao mais alto patamar do futebol mundial.

Espanha
A sua passagem por Espanha foi repleta de episódios atribulados. Primeiro, com a “birra” para sair dp Celta rumo ao Real. Depois, no mesmo tónico, forçando a saída para o Chelsea. Lembrando esse momento, é inevitável pegar no contraste entre as apreciações feitas pelos dirigentes – particularmente o Presidente Florentino Perez – e os jogadores. Os primeiros recusaram remunerar Makelele ao nível dos “Galácticos”, desvalorizando a saída de um jogador que “apenas jogava para o lado ou para trás”. Os segundos, claro, consideravam Makelele de uma importância bem para além daquilo que o olho comum poderia perceber.
Chelsea
Em 2003 a saída para o Chelsea poderia parecer a busca de um último cheque para um jogador que já levava 30 anos no bilhete de identidade, mas foi nesse período que o nível desportivo de Makelele mais foi apreciado. Particularmente após a chegada de Mourinho, em 2004, o papel táctico de Makelele foi uma pequena revolução num futebol britânico para quem, durante décadas, a zona central do meio campo se preenchia com 2 médios que, lado a lado, faziam do pulmão um instrumento fundamental do seu desempenho. Com os sucessos do Chelsea de Mourinho, havia que perceber que aquele trabalho discreto mas eficaz era crucial para o equilíbrio táctico da equipa. Não é surpresa se ouvirem um analista britânico referir-se naturalmente à posição 6 como a “posição Makelele”.
Marca para além da carreira
Makelele pode não ser o mais exuberante dos jogadores, mas a sua marca fica no futebol como poucos dos mais criativos jogadores da história. Afinal, o Makelele pode estar agora no declive da carreira, mas no vocabulário dos adeptos há agora o jogador “tipo Makelele”, uma descrição que, em 2 palavras, resume um perfil.

ler tudo >>

12.5.07

David Ginola, o achado de Artur Jorge

ver comentários...

A França é hoje uma nação de grandes qualidades futebolísticas. Do futebol gaulês surgem inúmeros talentos que passeiam a sua classe pelo mundo fora. Nem sempre foi assim. Entre a geração de Platini que conquistou o Euro 84 e os feitos que tiveram inicio em 98, o futebol francês conheceu um período negro, marcado pelas ausências dos mundiais de 90 e 94. Essa fase, coincidiu também com uma escassez de talento individual gaulês... com as devidas excepções! Uma delas: David Ginola.

Curiosamente, este foi um talento descoberto por um Português: Artur Jorge. O técnico português conheceu o jovem Ginola no Matra Racing de Paris (Ginola teria 21 anos nessa altura), tendo-o recrutado para o PSG em 1991, quando Ginola já actuava no Brest. No PSG, Ginola mostrou o seu talento ao mundo, ajudando a compor aquela que terá sido a mais brilhante equipa de sempre do PSG, com Valdo, Ricardo, Lama, Le Guen, Rai e, sobretudo, Weah. Em 1995, o brilhantismo do extremo convenceu Kevin Keegan a levá-lo para o emergente futebol inglês, integrando o ambicioso projecto do Newcastle. Era a equipa da moda em Inglaterra, com Ginola e Asprilla como referências principais, o Newcastle perdeu um célebre campeonato para o Manchester United já bem perto do final, acabando por precipitar o desgaste de Keegan e a sua saída. A chegada de Kenny Dalglish não foi favorável para Ginola que partiu rumo ao Tottenham onde confirmou o seu talento com golos e jogadas deliciosas. Ginola passou 3 temporadas no Tottenham, rumando depois ao Aston Villa onde foi perdendo fulgor com o evoluir da idade. Em 2002 concluiu a sua carreira após uma fugaz passagem pelo Everton.

Se ao nível de clubes, Ginola mostrou o seu talento ao longo dos anos, já no que respeita à Selecção a sua carreira deixa muito a desejar. Apenas 17 jogos num jogador de tanta qualidade é algo invulgar que pode ser explicado pelo prematuro afastamento dos “Bleus”, forçado por Aime Jaquet após o falhanço de 94. Ginola foi um dos sacrificados (Cantona foi outro) de uma renovação que produziu os frutos que se conhecem.

Ginola era um raro destro que actuava como extremo esquerdo (na altura era uma situação bem mais fora do comum). Um talento inegável, capaz de produzir desequilíbrios a partir de qualquer zona do campo, mas com algumas lacunas na intensidade que emprestava às suas actuações. Na sua performance “sem bola” reside, aliás, a razão de não ter passado mais tempo por equipas de topo do futebol mundial. Em Inglaterra Ginola tornou-se numa estrela em todos os sentidos, participando inclusive em anúncios de shampoos. Actualmente tem 40 anos.


ler tudo >>

9.3.07

O PSG-Benfica do lado Francês...

ver comentários...
Encontrei este vídeo do jogo de ontem visto do lado da claque Parisiense. Uma visão completamente oposta àquela que aqui deixei na antevisão da partida mas tão curiosa como actual...


ler tudo >>

8.3.07

PSG - Benfica: Um Derby Parisiense?

ver comentários...
Se atendermos à definição estrita de "derby" esta é uma pergunta que não faz sentido. Mas se pensarmos bem no jogo de logo estarão frente a frente certamente duas das equipas com mais representatividade popular na cidade da Luz...
Uma coisa é certa: este será um jogo com características impares para a enormissima comunidade portuguesa em Paris - benfisquistas em particular, mas não só!

ler tudo >>

AddThis