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19.10.07

Destaques do fim de semana

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Rangers – Celtic (SPL, Sábado, 12h30)
O embate de ‘Old Firm’ tem, como é sabido, uma importância que vai bem além do plano desportivo, para a comunidade local. O duelo de Glasgow é, de resto, um dos mais reveladores exemplos do relevo que tem o futebol como fenómeno social, num embate que divide protestantes e católicos e que é também o momento mais importante de uma rivalidade centenária e que nem sempre foi tão saudável quanto a beleza do jogo mereceria.
O Celtic, dominador do futebol Escocês no passado recente, lidera a prova ao cabo de 9 jornadas, com 3 pontos de avanço sobre o seu rival. Entre os dois está, note-se, um dos casos interessantes do futebol europeu neste arranque de temporada, o Hibernian, única formação imbatível na SPL deste ano, tendo já derrotado ambos os colossos do país. Os católicos contam com um leque de bons valores estrangeiros como o guarda redes polaco Boruc, os médios Donati, Jarosik e Nakamura (tem perdido alguma da influência neste inicio de temporada), e o avançado Hesselink. A estes juntam-se o capitão defesa central McManus (25 anos) e a jovem promessa do momento em Celtic Park, o irlandês Aiden McGeady (extremo rápido de 21 anos).
Do outro lado, a formação de Ibrox é composta um pouco mais à base de jogadores escoceses onde se destacam o experimentadissimo defesa David Weir (37 anos) e sobretudo o capitão e motor da equipa, Barry Ferguson. De resto, a velocidade e explosão de DaMarcus Beasley (extremo norte americano ex-PSV), Darcheville (experiente e possante avançado francês) e Thomas Buffel (veloz extremo belga de 26 anos) são as armas mais relevantes.
Palpite: Rangers

Everton – Liverpool (Premier League, Sábado, 12h45)
Um Derby e uma deslocação muito complicada para os ‘Reds’. Benitez teve o dinheiro que tanto reclamou durante muito tempo, aumentando as expectativas e a responsabilidade voltar a trazer o estatuto de melhor emblema inglês para Anfield, tantos anos depois. A verdade, no entanto, é que as dificuldades ofensivas do Liverpool têm-se mantido com a rotatividade do treinador espanhol a recolher muitas críticas entre os adeptos. 4 empates em 8 jogos voltam a trazer o sabor da frustração para este adversário do FC Porto na CL. Precisamente na mais prestigiada prova europeia, surge o outro problema de Benitez. Com um jogo importante a meio da semana, onde, depois da surpreendente derrota em casa frente ao Marselha, não pode falhar frente ao Besiktas, o Liverpool pode ter aqui uma semana decisiva para a temporada.
O Everton perfila-se, mais uma vez, para uma classificação prestigiada na Premier League. Comandados pelo brilhante Mikel Arteta (como seria interessante vê-lo num clube de maior dimensão!), os orientados de David Moyes têm apenas sentido algumas dificuldades na produtividade ofensiva dos seus avançados neste inicio de temporada... Curiosamente este surge como um problema improvável depois dos ‘Blues’ terem investido fortemente na contratação do possante goleador Yakubu (24 anos, ex-Middlesbrough), juntando-o a Andy Johnson (em baixo de forma) e ao escocês McFadden (que não se mostra tão mortífero como ao serviço da Selecção). Nota ainda em matéria de avançados para os jovens James Vaughan (inglês, 19 anos) e Victor Anichebe (Nigeriano, 19 anos), duas promessas para o futuro. Para esta temporada Moyes conta ainda com os reforços Leighton Baines (jovem lateral esquerdo com um excelente pontapé), o regressado Gravesen e a antiga promessa do Ajax Pienaar.
Palpite: Empate

Espanhol – Real Madrid (La Liga, Sábado, 21h00)
Curioso e atípico são dois adjectivos com que classificaria o inicio de temporada do Real Madrid. Primeiro, uma pré temporada desastrosa com várias derrotas e muitos golos “encaixados”. Pois bem, à sétima jornada o Real comanda a Liga com apenas um empate (em Valladolid) e sendo o melhor ataque e a melhor defesa da prova. Numa formação com muito investimento e várias caras novas – Sneijder tem-se mostrado como a grande aquisição da temporada – encontro ainda espaço, apesar do sucesso inicial, para algumas reticências em torno da equipa de Bernd Schuster. É certo que os campeões também passam por muito sofrimento mas este Madrid conta já com algumas ajudas da tal “estrelinha” nestes jogos iniciais, onde nem sempre se mostrou à altura das exigências (sobretudo uma exibição bastante pobre e incrivelmente feliz frente ao Getafe).
Do outro lado, o Espanhol recebe “Los Blancos” num quinto lugar que diz bastante da qualidade da equipa de Valverde. O que mais espanta na performance da equipa são os resultados recentes, nomeadamente as vitórias fora frente ao Seville e frente ao Valência. O momento parece assim ser o indicado para receber o campeão, naquela que será mais uma prova à capacidade da equipa, agora no seu Montjuic. Da equipa que derrotou o Benfica na brilhante caminhada europeia em 06/07 não há grandes alterações, com uma equipa sobretudo à base de Espanhois de qualidade, onde se destacam De la Pena, Alber Riera, Luis Garcia, Rufete e Tamudo. Para este ano Valverde conta, ainda, com as contratações Valdo (26 anos, ex-Osasuna) e Smiljanic (promessa Sérvia de 20 anos).
Palpite: Empate

São Paulo – Cruzeiro (Brasileirão, Domingo, 19h00)
O embate entre os dois primeiros do campeonato chega talvez um pouco tarde para o Cruzeiro. Com 11 pontos de atraso, a não ser que se assista a um verdadeiro milagre, será apenas uma questão de tempo até que o “tricolor” renove o seu título. Ainda assim este embate tem o interesse de opor aqueles que são, de longe, o melhor ataque (Cruzeiro) e a melhor defesa (São Paulo).
Do lado do São Paulo, o 3-5-2 de sempre, com objectividade e cautelas posicionais que tornam esta um equipa muito difícil de bater. Sem individualidades que se destaquem, esta é uma formação que vale pelo seu todo, mas onde, ainda assim, destaco os papeis dos defesas Alex Silva (o talentoso irmão de Luisão), Breno (atenção a este poderoso e versátil defesa de 18 anos!) e Hernanes (médio posicional de 22 anos, bom tecnicamente).
Na “raposa” uma equipa recheada de talento e gente para acompanhar no futuro. Guilherme (avançado rápido e tecnicista de 19 anos) será o principal destaque, mas há outros como Marcelo Moreno (avançado boliviano alto e concretizador de 20 anos), Kerlon (o famoso “foquinha”), Wagner (o 10 da equipa de 22 anos) ou Thiago Heleno (defesa de 19 anos). No Cruzeiro a opção reside sobre um ataque numeroso e apoiado (muitas vezes em 4-2-4), onde pontifica ainda o ex-Sporting Alecsandro.
Palpite: S.Paulo

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13.4.07

Benfica - Espanhol: Fim do sonho

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O jogo coincidiu em quase tudo com o que havia antevisto. Benfica alto, pressionante, a atacar com muita gente e... com alguma instabilidade emocional. Espanhol mais baixo, linhas próximas e procurando explorar o espaço que o Benfica dava para as transições. Surpresa no resultado, um nulo. Aí, no entanto, penso que a infelicidade dos postes e alguma (inexplicável) ineficácia explicam o sucedido num jogo com oportunidades mais do que suficientes para outro desfecho. O que também se torna difícil de explicar são as constantes oscilações de performance entre a primeira e segunda partes encarnadas. Seria até mais compreensível caso sucedesse ao contrário face ao desgaste físico provocado pela sucessão de jogos.
Ainda sobre o jogo, notas para duas fases em que o encontro ganhou definição: uma primeira entre os 60 e os 80 minutos, onde o Benfica ganhou ascendente emotivo. A equipa acreditou, foi dinâmica e agressiva e aproveitou um certo desnorte do seu adversário que, ao contrário do que aconteceu no primeiro tempo, encostou demasiado atrás, não sendo capaz de ameaçar nas transições. A segunda fase foi após a entrada de Jonatas. O avançado não marcou mas pôs em sentido o Benfica que, a partir daí, pareceu perder finalmente as forças e a clarividência, muito – a meu ver – por acção dos calafrios que provocou Jonatas.

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12.4.07

Benfica - Espanhol: Notas prévias

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Já o havia dito no lançamento da eliminatória. Em caso de passagem, estou convencido de que nascerá uma gigantesca onda de entusiasmo encarnado. As meias finais representam apenas um pequeno passo de distância daqueles que são os momentos de maior orgulho do clube: as finais europeias!
O jogo não será fácil. O desgaste é muito e não só físico. De um estado de euforia, a equipa passou a desconfiar de si própria e das suas fragilidades. Creio, ainda assim, que poderemos ter um Benfica intenso nos primeiros minutos. Pressionante (tentando criar “conflitos” – como diz Fernando Santos) e dinâmico. Atacando com muitos desde cedo. Os receios inclinar-se-ão mais, a meu ver, para as reacções emocionais às incidências da partida. É que, como referi, a confiança não é o que já foi e uma adversidade poderá fazer esse factor sobrepor-se à motivação. Não quero repetir-me e até o disse bem antes do que tem acontecido: é fundamental o equilíbrio defensivo e uma noção mais correcta dos espaços – já para não falar nas falhas de concentração defensivas que se têm repetido. Esses serão pontos essenciais tendo em conta aquilo que espero do Espanhol no jogo.
A equipa Catalã – também já o referi – está em grande medida dedicada a esta prova que lhe traz amarguras na memória. Poupou muita gente no fim de semana e, creio, terá uma postura diferente na Luz. Bloco mais baixo e menos espaço nas costas. Linhas próximas e uma zona pressing que ataca a posse de bola apenas quando esta ameaça invadir o espaço defensivo. Transições fortes e com 3/4 homens a aparecer, jogando no erro e no espaço concedido. 4x4x2 ou 4x4x1x1, “aproveitando” a ausência de Tamudo.
Para finalizar um “bitaite”: mais facilmente o 2-1 que o 1-0. É que o Espanhol deve marcar na Luz e é importante que, caso aconteça, o Benfica tenha capacidade para reagir.

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Sobre o vídeo: é uma relíquia (para inspirar, quem sabe!) apanhada de um blog interessantíssimo. O ‘memoriagloriosa’ é um exemplo de como este canal de comunicação pode ser uma mais valia no futuro

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6.4.07

Espanhol - Benfica: Falhanço estratégico

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No lançamento da partida com o Porto referi que preparar uma estratégia demasiado específica para um jogo em apenas 2 ou 3 treinos poderia ser uma opção de risco não sendo, por isso, aconselhável. Ora o 4-3-3 de ontem acabou por representar isso mesmo: um risco. Fernando Santos explicou, no final, que a estratégia passaria por explorar os avanços dos laterais do Espanhol com a colocação de Simão e Derlei sobre as alas. À primeira vista até poderia fazer sentido, mas olhando melhor para as características do jogo do seu adversário, talvez os laterais não fossem o aspecto que mais justificasse a atenção do treinador...

Referi, antes do jogo, que o clube Catalão depositava muitas esperanças nesta competição. Isso sentiu-se claramente na concentração e intensidade de jogo do primeiro tempo, bem diferente de um Benfica atordoado e aparentemente surpreendido com o que estava a acontecer. A estratégia dos espanhóis passava por um “pressing” alto, criando dificuldades à primeira fase de construção encarnada. Há ainda um pormenor importante e que, na minha opinião, explica grande parte do desacerto da opção de Santos: o Espanhol nunca teve receio de adiantar a sua última linha defensiva, apertando o bloco e jogando com as suas unidades num espaço reduzido de campo. Ora, perante este cenário, jogar no espaço entre linhas tornava-se um suicidio para o Benfica. Com os jogadores tão perto uns dos outros o primeiro passe encarnado encontrava sempre um elemento que era imediatamente pressionado e, por isso, assistimos a uma primeira parte com tantas perdas de bola. Acontece que no trio que Santos lançou para o seu ataque, Simão e Nuno Gomes são jogadores que gostam de “bola no pé” e mesmo o próprio Derlei não procurou jogar com o adiantamento da defesa adversária. Ao falhanço estratégico dos processos ofensivos juntou-se a insuficiência atroz da defesa encarnada e assim se explica a derrocada até aos 3-0.
O cenário estava negro mas o Benfica não trouxe de Barcelona um resultado assim tão negativo. Santos refez o losango, lançou Rui Costa (que não fazendo um jogo brilhante, impôs serenidade) e... Miccoli. O ajustamento da entrada do italiano está precisamente no ponto que frisei acima: Miccoli gosta de jogar no limite do fora de jogo e esse foi o principal factor que motivou o seu impacto na partida (basta ver o lance do primeiro golo). Dois golos em dois minutos lançaram o jogo para um cenário impensável até ali. Podia ter sido 3-3, se o Benfica tivesse aproveitado o ascendente que conseguiu após o seu “golpe-duplo”, mas foi o Espanhol quem acabou, de novo, por cima com Quim a salvar o Benfica de prejuízos maiores.
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Não quero estar sempre a bater na mesma tecla, mas a verdade é que se torna impossível ignorar os erros defensivos que o Benfica tem acumulado. Importa também referir que o Espanhol não é uma formação fácil de defender. Imprime muita mobilidade, tem bons jogadores e sabe escolher os momentos para ser letal (lembro que o Barcelona também levou 3 em Montjuic). Trago aqui o lance do segundo golo que espelha exactamente o que acabei de escrever: falta de coordenação defensiva perante um adversário que tem muito mérito...




- Partindo para um ataque rápido (não se pode falar em contra-ataque), o Espanhol coloca em Luis Garcia, no espaço entre linhas. Note-se que neste momento já o Benfica está inexplicavelmente descompensado: Nelson e Léo estão adiantados (o que não se compreende no caso de Nelson) abrindo espaços proibidos para aquela fase defensiva. De la Peña está prestes a isolar-se perante o acompanhamento tardio de João Coimbra e apenas o facto de Garcia estar virado para a direita faz com este solicite o também liberto Tamudo.
- Com Tamudo a encarar Anderson e Léo, é visível a falta de coordenação da defesa do Benfica. Ninguém se coloca na zona central da área (atrás de David Luiz) e há uma diferença de referências defensivas dos jogadores. Petit adopta um comportamento posicional, ficando à entrada da área. João Coimbra inocentemente acompanha De la Peña que, saindo para fora da área, arrasta o jovem médio. Rufete vai atacar a zona livre e será Nelson a acompanhar o jogador que vem da zona central. Neste caso aconselhar-se-ia que um dos médios se colocasse nas costas de David Luiz e outro à entrada da área. Nelson ficaria na zona do segundo poste.
- Com a bola a sobrevoar Quim é visível como Nelson foi arrastado por Rufete. Esta situação vai libertar o espaço onde aparece Riera a finalizar. Note-se ainda que Rufete tinha ganho posição sobre o lateral encarnado.
- Finalmente, Riera aproveita o espaço que foi libertado para rematar. Petit tenta a compensação, mas é tarde. O Benfica vai permitir que um jogador finalize completamente solto, num lance em que teve sempre superioridade numérica defensiva (6 para 5).

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5.4.07

Espanhol - Benfica: Sonho ou realidade?

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O Benfica joga hoje os primeiros 90 minutos de uma eliminatória que, a meu ver, poderá lançar os benfiquistas para um derradeiro patamar de euforia. Há anos que o clube vem reclamando o seu “projecto europeu” e, se até aqui poucos vislumbraram verdadeiramente hipóteses de triunfos em competições continentais (apesar da boa campanha na Champions em 05/06 parecem-me ter sido poucos aqueles que realisticamente acreditaram...), com uma eventual chegada às meias finais, tudo mudará. O jogo não será fácil até porque o Espanyol é uma formação com competência suficiente para, também ela, sonhar com o patamar seguinte. De resto, para o Benfica a pior notícia poderá ser mesmo a humildade do seu opositor – creio que seria bem mais favorável se os Catalães se vissem ao espelho como favoritos.

Sobre o adversário dos encarnados, saber que ocupam um tranquilo 10º lugar na liga e que têm depositado grandes esperanças nesta competição que lhes ainda lhes provoca um “nó na garganta”. É que em 1988, o clube deixou fugir nos penaltis a final da competição (na altura a duas mãos), depois de ter triunfado em casa por 3-0 sobre o Bayer Leverkusen.
No que respeita a individualidades, nota para o guarda-redes camaronês Kameni – talvez o melhor do Continente Africano –, para o experiente Rufete – extremo direito, ex-Valência –, Albert Riera – médio que regressou ao clube para finalmente se afirmar – e para o trio de ataque de onde virão as principais ameaças para os encarnados: à visão e capacidade de passe de De la Peña, Luis Garcia (não é o do Liverpool) e Raúl Tamudo respondem normalmente com velocidade, técnica e repentismo.

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