7.12.09
1.10.09
Dzagoev e outros golos...
Falcao e Tihinen, em circunstâncias diferentes, finalizações semelhantes...
Hugo, o que era para vir para o Sporting, decidiu a virada do São Paulo... à bomba! O jogo só teve... 5 expulsões!
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6.6.08
Libertadores: Flu e LDU na final de estreantes
Esperava-se um jogo de emoção e golos e o desenlace dos 90 minutos não defraudou as expectativas. O Boca fez jus ao estatuto, forçou o andamento e, embora não se possa falar em controlo num jogo destes, teve sempre ascendente sobre o Flu. Muitas ocasiões depois, Palermo deu a vantagem ao Boca, mas que apenas conseguiu silenciar o Maracanã durante poucos minutos, já que Washington voltaria a fazer explodir as bancadas do mítico estádio, ao empatar de livre. A partir daí, o Boca foi definitivamente para cima do Flu e apenas não marcou por acaso, tal o assédio à baliza de Fernando Henrique. Mas o jogo parecia ter a sua sina, e uma que agradava de sobremaneira à “galera” tricolor. Conca – argentino, por sinal – fez o 2-1, com muita sorte à mistura, mas a decisão surgiu já depois da hora e quando o Boca havia atirado a toalha ao chão. Dodô, entrado aquando do golo de Palermo, fez o 3-1, garantindo que a festa do Rio de Janeiro se iria mesmo prolongar até de madrugada.
Para quem viu as dois jogos desta que era encarada como a final antecipada da prova, fica a ideia clara de que o desfecho poderia ter sido outro, mas também a convicção de que a diferença terá estado em grande medida na presença em cada uma das balizas. Enquanto que Fernando Henrique – que nem sequer é um dos melhores guarda redes do Brasil – foi um gigante nas duas mãos, do outro lado, Migliore (habitual suplente de Caranta) pouco fez nas vezes em que foi chamado à acção. Na retina fica a forma comprometedora como permitiu o 2-2 a Thiago Neves no final do primeiro jogo. De resto, individualmente, notas positivas para Datolo, Battaglia, Palermo e Palacio no Boca, enquanto que no Flu, Fernando Henrique teve a companhia de Ygor, Thiago Silva e Conca como grandes protagonistas da noite. A desilusão terá ficado para os camisola 10 de ambos os lados. Riquelme não foi influente como de costume – mérito para a atenção que lhe foi movida – e Thiago Neves confirmou, mais uma vez, que tem ainda muito que evoluir até poder ser considerado num grande número 10 do futebol brasileiro.
A final será agora disputada contra o “David” desta edição da Libertadores. No outro jogo da semana, o LDU Quito confirmou a sua consistência controlando a segunda mão da eliminatória frente a um América que já havia sido feliz na forma como conseguira um empate a 1 no Azteca. O nulo do Quito foi assim suficiente para chegar a uma final que coloca 2 clubes pela primeira vez nessa fase da prova e onde, na minha opinião, tem uma palavra importante a dizer...
resumo dos jogos:
America 1-1 LDU Quito
LDU Quito 0-0 América
Boca Juniors 2-2 Fluminense
Fluminense 3-1 Boca Juniors
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4.6.08
Então e a emoção?
“Se é verdade que nesta competição poderemos ver os melhores jogadores de cada país juntos numa só equipa, quem é que realmente poderá manter interesse nisso se ao longo de semanas anteriores pudemos ver autênticas selecções mundiais dos melhores jogadores reunidos em diferentes equipas?”
Esta é uma das interrogações que Queirós utiliza na sua argumentação onde defende, essencialmente, que o futebol de selecções tem hoje menos qualidade do que aquele que é disputado ao mais alto nível de clubes europeus, existindo 3 motivos para isso: (1) pouco tempo de treino (2) sobrecarga física dos jogadores (3) efeito “Bosman” com os mais poderosos clubes a conseguirem reunir um conjunto de individualidades pelo menos tão bom como a melhor das selecções. De tudo isto, Queirós conclui que estas competições estão progressivamente a perder o seu interesse. É aqui que eu discordo, profundamente.
Quanto à diferença qualitativa em termos técnico-tácticos do futebol de clubes e Selecções, não há dúvidas, mas essa não é propriamente uma novidade dos últimos 4 anos. O problema é que o futebol é muito mais do que um jogo. É um enorme fenómeno social, e o seu “interesse” deve ser medido à luz da generalidade dos adeptos e não de alguém que, muito friamente, apenas procura medir a qualidade técnico-táctica a cada jogo.
O que acontece é que, no futebol, os adeptos procuram um sentimento de pertença, uma equipa com a qual se identifiquem e isso, no futebol a nível de clubes, é hoje apenas garantido pela fidelidade entre os próprios adeptos e cada vez menos por uma identidade entre estes e os artistas que defendem as suas cores. Porquê? Porque, por exemplo, o Ronaldo que ainda há alguns dias terminou uma época fantástica ao serviço do Manchester, aparece agora desejoso de se mudar para o Real Madrid. O que resta desse sentimento entre adeptos e artistas está, por isso, cada vez mais reservado para o contexto do futebol de selecções, onde, pegando no mesmo exemplo, Ronaldo poderá fazer o que quiser que será sempre o Ronaldo de Portugal, imune ao poderio económico ou social de qualquer outra nação mundial.
É por isso que o “interesse” de que fala Queirós ignora o sentimento real do adepto comum que é quem, na verdade, torna o futebol no fenómeno que é hoje. Mais, a “qualidade” de que fala Queirós não é assim tão liquida para a generalidade dos adeptos, que, de novo, ignoram os aspectos técnico-tácticos e procuram apenas espectáculo e entretenimento. Será que há muita gente a considerar as meias finais entre Manchester United e Barcelona como espectáculos de grande qualidade? No fundo, para mim, o erro de Queirós está no ignorar da emoção que envolve uma competição como um Europeu. Se os golos são o sal do futebol, a emoção será a essência do fenómeno, e emoção terá certamente de sobra o Euro 2008, comparativamente com qualquer liga dos campeões. Talvez Queirós precisasse de estar naquele autocarro que saiu rumo à final do Euro 2004, ou num outro que ainda há pouco chegou à Suíça para perceber o alcance do “interesse” da competição.
Quanto a mim, posso apenas dizer que vou viver intensamente os jogos de Portugal e entreter-me com a generalidade da competição. Não que espere uma perfeição técnico-táctica dos jogos, mas confesso que me sinto bem mais atraído pela imprevisibilidade táctica desta prova, susceptível a surpresas e improvisações por parte de jogadores e treinadores, do que pelo pormenor (e, claro, maior qualidade) das rotinas e estratégias dos grandes clubes onde quase sempre se consegue antecipar intenções de cada um dos treinadores.
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24.10.07
25.8.07
23.5.07
Aqui, vale tudo!
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4.4.07
Clubes, adeptos e bilhetes
Entendendo o futebol como um fenómeno clubístico julgo ser da responsabilidade (e interesse, claro está!) dos clubes trazer os seus adeptos ao estádio. Neste sentido os adeptos são cada vez mais vistos como “clientes” – há que conquistá-los e fidelizá-los. Esta é, na minha perspectiva, uma abordagem positiva sobretudo para os próprios adeptos porque obriga os clubes a estimá-los, valorizando os seus interesses (quem não conhece a máxima “o cliente tem sempre razão”). Ora, nesta óptica, que sentido fará um clube vender bilhetes a “clientes” que nunca poderão ser seus, em detrimento de sócios (ou simples adeptos) potenciais compradores de mais acessos para outros jogos? Para quem quer trazer gente aos estádios durante uma época e não em apenas num jogo, nenhum!
No caso do futebol português há ainda uma agravante: reservar milhares de cadeiras para adeptos de outros clubes quando estes apenas são significativos em 3 jogos por ano é uma ideia que só pode deixar indiferente quem não tem qualquer intenção de encher regularmente o seu estádio (esta é uma situação que não acontece – por exemplo – em Inglaterra, onde praticamente todos os clubes se fazem representar consideravelmente pelos seus adeptos).
Acrescento ainda duas notas para que não existam confusões:
- Acredito que as claques são parte do fenómeno futebolístico. Negá-lo é um erro de princípio que não ajuda em nada a erradicar os efeitos preversos de movimentos que parasitam quem apenas tem vontade de expressar a paixão por um clube. Um jogo sem claques é hoje um espectáculo mais pobre e isto não invalida em nada o que referi anteriormente.
- Independentemente daquelas que penso ser medidas indicadas para a questão dos bilhetes, existindo uma lei, ela deve ser cumprida.
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Entre os inúmeros vídeos amadores que encontrei sobre o “jogo nas bancadas”, escolhi este que junta a beleza da coreografia da Luz (faz lembrar Camp Nou) ao humor fantástico de 2 adeptos portistas...
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23.3.07
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1.12.06
Preço dos bilhetes: Será mesmo esse o problema?
Nas semanas que antecederam o “derby” chuveram criticas ao preçário das bilheteiras. Seguiram-se, previsivelmente, infidáveis dissertações sobre o problema do preço do futebol e as suas consequências para o lamentável estado da modalidade em Portugal... Mas afinal, serão os bilhetes assim tão caros? Não me parece...
O Sporting – tal como Benfica e Porto – prevê para os seus adeptos pacotes de temporada que contêm um preço médio por jogo ridiculamente baixo se compararmos com a média europeia. Naturalmente, os bilhetes restantes terão de ter um preço com ajuste jogo-a-jogo, até porque os clubes não são instituições de caridade e há ainda que pagar os salários aos artistas. Como curiosidade, segundo um estudo da Deloitte o país da europa que tem os bilhetes mais caros em relação ao custo de vida é a Inglaterra... Já agora, adivinhe-se qual é o país com as maiores assistências... exactamente, Inglaterra! O problema está, muito antes dos preços, em saber vender e promover o futebol enquanto produto...
Entretanto, o mercado já proferiu a sua sentença... o “derby” vai estar cheio!
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