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5.4.11

O Real Madrid - Tottenham, e o "caso Crouch" (Breves)

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- Duas notas sobre o Real Madrid-Tottenham, ambas relacionadas com a expulsão de Crouch...

Primeiro, sobre as consequências. Sem Crouch poder-se-ia admitir que a estratégia do Tottenham ficou condicionada apenas em termos ofensivos. Se a estratégia fosse estacionar o autocarro à frente da sua área, realmente, seria assim. Mas não era o caso (dificilmente uma equipa chegaria tão longe com esse tipo de mentalidade). O Tottenham perdeu Crouch porque se propôs pressionar alto, manter o Real desconfortável em toda a extensão do campo e, se possível, cativar o erro. Sem Crouch, a vida do Tottenham ficou mais difícil essencialmente porque a equipa deixou de poder pressionar em todo o campo. Ou melhor, poder, podia, mas não foi capaz, nem de o fazer, nem de o tentar. O que se viu foi o remeter do bloco para os últimos 30-40 metros, reduzindo os espaços de penetração, sim, mas facilitando também a reacção à perda por parte do Real. Ou seja, e tal como se viu, o jogo ficou destinado ao "massacre" e os golos eram apenas uma questão de tempo, dada a qualidade colectiva e individual dos jogadores do Real. E assim foi.

Depois, sobre a expulsão de Crouch, em si mesmo. Tudo bem que era preciso ser agressivo no pressing, mas, mesmo assim, que necessidade tem um jogador de arriscar um desarme no chão à beira da área contrária, sabendo que já tinha um amarelo? Nenhuma. Tão óbvio, que a decisão só se explica pela menor lucidez do próprio Crouch, um jogador experiente, na abordagem ao jogo. Um dos segredos do sucesso das principais equipas, e um dos grandes objectivos de qualquer liderança é conseguir manter carga certa de emotividade nos jogadores. Ou seja, tê-los motivados e "espicaçados", mas evitando cair num exagero que traga ansiedade e retire lucidez. Em futebol, a liderança mede-se sobretudo neste tipo de situações...

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12.5.07

David Ginola, o achado de Artur Jorge

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A França é hoje uma nação de grandes qualidades futebolísticas. Do futebol gaulês surgem inúmeros talentos que passeiam a sua classe pelo mundo fora. Nem sempre foi assim. Entre a geração de Platini que conquistou o Euro 84 e os feitos que tiveram inicio em 98, o futebol francês conheceu um período negro, marcado pelas ausências dos mundiais de 90 e 94. Essa fase, coincidiu também com uma escassez de talento individual gaulês... com as devidas excepções! Uma delas: David Ginola.

Curiosamente, este foi um talento descoberto por um Português: Artur Jorge. O técnico português conheceu o jovem Ginola no Matra Racing de Paris (Ginola teria 21 anos nessa altura), tendo-o recrutado para o PSG em 1991, quando Ginola já actuava no Brest. No PSG, Ginola mostrou o seu talento ao mundo, ajudando a compor aquela que terá sido a mais brilhante equipa de sempre do PSG, com Valdo, Ricardo, Lama, Le Guen, Rai e, sobretudo, Weah. Em 1995, o brilhantismo do extremo convenceu Kevin Keegan a levá-lo para o emergente futebol inglês, integrando o ambicioso projecto do Newcastle. Era a equipa da moda em Inglaterra, com Ginola e Asprilla como referências principais, o Newcastle perdeu um célebre campeonato para o Manchester United já bem perto do final, acabando por precipitar o desgaste de Keegan e a sua saída. A chegada de Kenny Dalglish não foi favorável para Ginola que partiu rumo ao Tottenham onde confirmou o seu talento com golos e jogadas deliciosas. Ginola passou 3 temporadas no Tottenham, rumando depois ao Aston Villa onde foi perdendo fulgor com o evoluir da idade. Em 2002 concluiu a sua carreira após uma fugaz passagem pelo Everton.

Se ao nível de clubes, Ginola mostrou o seu talento ao longo dos anos, já no que respeita à Selecção a sua carreira deixa muito a desejar. Apenas 17 jogos num jogador de tanta qualidade é algo invulgar que pode ser explicado pelo prematuro afastamento dos “Bleus”, forçado por Aime Jaquet após o falhanço de 94. Ginola foi um dos sacrificados (Cantona foi outro) de uma renovação que produziu os frutos que se conhecem.

Ginola era um raro destro que actuava como extremo esquerdo (na altura era uma situação bem mais fora do comum). Um talento inegável, capaz de produzir desequilíbrios a partir de qualquer zona do campo, mas com algumas lacunas na intensidade que emprestava às suas actuações. Na sua performance “sem bola” reside, aliás, a razão de não ter passado mais tempo por equipas de topo do futebol mundial. Em Inglaterra Ginola tornou-se numa estrela em todos os sentidos, participando inclusive em anúncios de shampoos. Actualmente tem 40 anos.


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11.5.07

Manuel Fernandes, Berbatov e... os melhores golos de Abril!

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É já um hábito a cada ínicio de mês... Os melhores golos de Abril fazem a vez de Maio. Estou a falar da Premier League, claro. Este mês, para variar, não há Cristiano Ronaldo. A tradição, porém, mantém-se e há um Português em especial evidencia na Selecção: Manuel Fernandes. Vai para ele o meu voto.

Patriotismo à parte, não posso deixar de referenciar o nome em maior destaque nesta selecção: Dimitar Berbatov. O avançado do Tottenham termina a temporada em grande, preparando-se para ser um dos principais alvos da especulação do defeso. Berbatov é o exemplo de como uma boa observação pode valer milhões. Contratado há apenas um ano ao Bayer Leverkusen, adaptou-se rapidamente à Premier League e é agora visto como um dos melhores avançados da prestigiada prova. Alto, rápido, talentoso e objectivo... promete!


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18.1.07

Ricardo Rocha: O Adeus no Melhor Momento?

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Entre as mais diversas manchetes especulativas que têm animado apenas os mais desatentos observadores do fenómeno futebolístico português (exemplo são os delírios sobre as entradas de Nilmar e Claudio Lopez ou as saídas de Moutinho, Simão e Quaresma), surge hoje uma que parece ser bem real...
O Benfica estará a ultimar a venda de Ricardo Rocha para o Tottenham. Não espanta se atentarmos às diversas tentativas do central para sair em passadas aberturas de mercado e ao recente bom momento de Ricardo. Ao Benfica, os euros dão um jeitasso, tendo em conta a eliminação da Champions e a complicação do 'dossier' Manuel Fernandes.
Pessoalmente, creio que o Benfica pode encontrar melhores características em Anderson, ainda que reconheça o fulgurante momento do ex-Braga. Uma coisa é certa, se sair, fá-lo no melhor momento da sua passagem pela Luz. Está confiante e, estranhamente, tornou-se goleador!

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