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22.5.09

Newcastle, no topo dos 'gigantes' sob ameaça

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O fim de semana futebolístico definirá muitas questões que certamente marcarão o final e o começo de trajectos relevantes em equipas dos mais variados países. Entre possíveis campeões e eventuais despromovidos, há um caso que merece particular destaque. Pela importância do clube e pelo carácter estranho de um trajecto que não se resume a esta temporada desportiva. Refiro-me ao Newcastle United. Os ‘Magpies’ têm a esperança depositada na veia goleadora de Cristiano Ronaldo e Anelka para que Manchester e Chelsea possam dar uma ajuda, batendo Hull e Sunderland. Na verdade, bastará um, já que o Newcastle é a primeira equipa abaixo da linha de água. O problema, arrisco eu, é que a deslocação a Villa Park poderá não ser o mais fácil dos desafios para pontuar. Caso o pior cenário se confirme, o futebol inglês verá tombar um 'gigante' que há muito anda a cambalear...


O estranho trajecto dos ‘Magpies’ na Premier League
Quando chegou à Premier League, em 1993 o Newcastle pareceu tornar-se num caso de ascensão meteórica, tornando-se rapidamente numa das equipas de topo da Premier League. Assim foi nos primeiros anos, sob o comando do mítico Kevin Keegan. Contrataram-se estrelas como Ginola, Les Ferdinand, Asprilla, Shearer ou o defesa Phillipe Albert e os ‘Gagpies’ chegaram mesmo a parecer campeões anunciados em 1995 quando lideraram a Premier League até perto da fase final. Essa temporada acabaria em grande frustração mas a verdade é que, olhando para trás esses só podem ser vistos como tempos dourados. No final da década de 90 o Newcastle começou a transformar-se num e estranho caso de aversão ao sucesso. O investimento nunca faltou. Contrataram-se múltiplos jogadores e treinadores mas a tendência foi sempre de queda, podendo, 16 anos depois, regressar ao segundo escalão do futebol inglês.


Outros casos sob ameaça
Noutros campeonatos também há históricos ameaçados. Em Portugal, claro, o Belenenses pode regressar a um segundo escalão que não se adequa, nem ao seu historial, nem à qualidade do seu plantel. Em Itália, o outrora gigante Torino pode regressar a um escalão por onde andou durante muito tempo. Para já, a equipa está fora da zona de despromoção, mas restam 2 jornadas e apenas 1 ponto de vantagem. Em Espanha, o cenário já esteve pior para o Bétis que será, provavelmente, o caso mais parecido com o do Newcastle, dada a capacidade de investimento e a incapacidade de obter resultados em consonância com a qualidade dos seus jogadores. Finalmente, em França outro caso estranho. O Saint-Etienne, histórico campeão francês, parecia ter reencontrado o caminho correcto, chegando longe na Uefa e compondo uma equipa com inegáveis talentos, onde se destaca o ponta de lança Gomis. A verdade é que a 2 jornadas do fim, a ex-equipa de Platini está apenas 1 ponto acima da linha de água.


Os bons tempos do Newcastle de Keegan. 5-0 ao Man Utd



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17.1.08

O regresso do "Geordie Messiah"

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Um dos melhores jogadores de sempre do clube e o treinador que comandou a última grande equipa do Newcastle foi o escolhido para suceder à má experiência de Sam Allardyce. Kevin Keegan foi a solução encontrada pela direcção dos Magpies para tentar colocar fim a uma década de experiências frustradas após a saída do mesmo em 1997. Keegan regressa a Newcastle com o mesmo estatuto com que entrou em 1993, na altura para orientar uma formação que militava no segundo escalão do futebol Inglês. Ou seja, Keegan volta a ser o “Geordie Messiah”, uma espécie de Sebastianismo à moda do clube do Norte de Inglaterra.

Não resisto a recordar o fantástico trajecto de Keegan na sua primeira experiência como treinador do Newcastle. Entrou em 1993, colocou o clube na Premier League e, de imediato, formou um conjunto fantástico, cheio de estrelas e que ameaçou vencer o campeonato em 95/96, protagonizando uma luta memorável com o Man Utd, talvez na mais mitica das temporadas da Premier League. Keegan perdeu a corrida e saiu muito desgastado, particularmente por umas declarações a quente que foram ridicularizadas pela opinião pública britânica. Depois disso, Keegan recrutou Shearer (que viria a tornar-se um símbolo do clube), mas saiu pouco tempo depois, em Janeiro de 97.

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12.5.07

David Ginola, o achado de Artur Jorge

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A França é hoje uma nação de grandes qualidades futebolísticas. Do futebol gaulês surgem inúmeros talentos que passeiam a sua classe pelo mundo fora. Nem sempre foi assim. Entre a geração de Platini que conquistou o Euro 84 e os feitos que tiveram inicio em 98, o futebol francês conheceu um período negro, marcado pelas ausências dos mundiais de 90 e 94. Essa fase, coincidiu também com uma escassez de talento individual gaulês... com as devidas excepções! Uma delas: David Ginola.

Curiosamente, este foi um talento descoberto por um Português: Artur Jorge. O técnico português conheceu o jovem Ginola no Matra Racing de Paris (Ginola teria 21 anos nessa altura), tendo-o recrutado para o PSG em 1991, quando Ginola já actuava no Brest. No PSG, Ginola mostrou o seu talento ao mundo, ajudando a compor aquela que terá sido a mais brilhante equipa de sempre do PSG, com Valdo, Ricardo, Lama, Le Guen, Rai e, sobretudo, Weah. Em 1995, o brilhantismo do extremo convenceu Kevin Keegan a levá-lo para o emergente futebol inglês, integrando o ambicioso projecto do Newcastle. Era a equipa da moda em Inglaterra, com Ginola e Asprilla como referências principais, o Newcastle perdeu um célebre campeonato para o Manchester United já bem perto do final, acabando por precipitar o desgaste de Keegan e a sua saída. A chegada de Kenny Dalglish não foi favorável para Ginola que partiu rumo ao Tottenham onde confirmou o seu talento com golos e jogadas deliciosas. Ginola passou 3 temporadas no Tottenham, rumando depois ao Aston Villa onde foi perdendo fulgor com o evoluir da idade. Em 2002 concluiu a sua carreira após uma fugaz passagem pelo Everton.

Se ao nível de clubes, Ginola mostrou o seu talento ao longo dos anos, já no que respeita à Selecção a sua carreira deixa muito a desejar. Apenas 17 jogos num jogador de tanta qualidade é algo invulgar que pode ser explicado pelo prematuro afastamento dos “Bleus”, forçado por Aime Jaquet após o falhanço de 94. Ginola foi um dos sacrificados (Cantona foi outro) de uma renovação que produziu os frutos que se conhecem.

Ginola era um raro destro que actuava como extremo esquerdo (na altura era uma situação bem mais fora do comum). Um talento inegável, capaz de produzir desequilíbrios a partir de qualquer zona do campo, mas com algumas lacunas na intensidade que emprestava às suas actuações. Na sua performance “sem bola” reside, aliás, a razão de não ter passado mais tempo por equipas de topo do futebol mundial. Em Inglaterra Ginola tornou-se numa estrela em todos os sentidos, participando inclusive em anúncios de shampoos. Actualmente tem 40 anos.


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