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22.12.08
12.8.08
As primeiras "surpresas italianas" de Mourinho
Com a excepção óbvia dos 3 grandes não tenho por hábito prestar muita atenção aos jogos particulares. A razão é simples, não há a pressão competitiva dos jogos a doer e, por isso, os níveis qualitativos apresentados são muitas vezes enganadores. Por tudo isto tenho adiado uma maior atenção aos jogos das grandes equipas internacionais, particularmente àquela que mais curiosidade me desperta para 08/09, o Inter de Mourinho. Ainda assim, resolvi dar uma vista de olhos pelo Inter-Ajax do último fim de semana e, embora tenha visto apenas alguns minutos do primeiro tempo, não pude deixar de me surpreender com alguns aspectos revelados nos “nerazzurri”.
4-4-2 clássico?!
O Inter desse primeiro tempo tinha já muito do que se espera com Mourinho, particularmente na forma inteligente e eficaz com que identificou os momentos de pressão que lhe permitiam recuperar a bola. A surpresa veio, no entanto, da disposição táctica da equipa. De inicio a realização anunciou com o grafismo um Inter com uma linha de 4 homens no meio campo atrás de Adriano e Ibrahimovic. Estão enganados, pensei eu, 4-4-2, mas, com Mourinho seguramente não haverá linha de 4 homens no meio. A verdade é que eu é que estava enganado. Jimenez e Figo nas alas, Muntari e Stankovic no meio, Inter em 4-4-2 clássico, eu admirado. Com Adriano a aparentar poder ser reabilitado, Ibrahimovic um jogador “speciale” para Mourinho, fica difícil jogar em 4-3-3. É claro que o 4-4-2 losango seria, à partida, a solução ideal para jogar com 2 na frente mas, em boa verdade, falhada a contratação de Lampard não há um jogador “educado” para fazer de 10. Será que, depois de ter surpreendido com um jogo mais musculado e muitas vezes usando o recurso directo em Inglaterra, o 4-4-2 clássico é a novidade táctica da versão transalpina de José Mourinho?
Zona nas bolas paradas
Outra novidade – muito menos importante e surpreendente – em relação ao passado é uso do método zonal para defender as bolas paradas, por contraponto com o homem-a-homem que adoptara em Londres. Talvez seja um aproveitamento lógico de uma metodologia já rotinada com Mancini e que, em boa verdade, dava boas garantias de eficácia. Uma nota não posso, no entanto, deixar de fazer.Sendo o Inter uma equipa reconhecidamente com média de alturas elevada (tal como era o Chelsea), fica claro que aquela ideia, lançada durante o Euro, do homem a homem dar vantagem a equipas altas terá sido mais um comentário para a polémica de ocasião do que propriamente uma grande convicção...
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28.5.08
13.2.08
23.1.08
10.1.08
2.1.08
29.11.07
13.7.07
Estaremos perante a importação do "estilo Drogba"?
Vem toda esta conversa a propósito de uma tendência já aqui abordada sobre o perfil de jogo do Chelsea actual. É que, ao contrário do que é apanágio nos treinadores latinos, Mourinho molda uma equipa que tem no estilo directo uma arma privilegiada de atacar. O "Special One" é, como se sabe, um treinador que tem no equilíbrio defensivo uma prioridade, encontrando nesta forma de atacar uma solução que lhe permite ser perigoso sem, no entanto, utilizar muita gente nos processos ofensivos, mantendo a equipa sempre organizada defensivamente. Naturalmente, para que se consiga ter sucesso neste tipo de jogo é preciso ter jogadores com as devidas características, que, no caso, são os atributos físicos e o culto da abordagem às primeiras e segundas bolas. Neste particular torna-se vital o papel exercido pelo denominado “target man” que, no Chelsea, é sublimemente desempenhado por Drogba.
Ora, curiosamente ou não, a verdade é que os 3 grandes se reforçaram com avançados de estatura superior a 1,90m (Edgar, Purovic e Cardozo) e fortes no jogo aéreo, indiciando que 07/08 poderá revelar, em Portugal, pelo menos uma primeira tentativa de praticar um futebol um pouco mais pragmático e vertical. A verificar-se a absorção desta tendência, creio que poderíamos ter, a curto prazo, vantagens ao nível do comportamento nas competições europeias, e a mais longo prazo, uma formação mais completa do jogador português, com benefícios nomeadamente ao nível dos ponta-de-lança.
FC Porto – Creio que será no Porto onde esta tendência poderá ser menos visível. Afinal, Edgar é um reforço aparentemente para um segundo plano e o próprio Jesualdo será, na minha opinião, o treinador que menos propensão terá para integrar o estilo directo nos seus princípios de jogo (tem a ver com a particularidade do papel de Quaresma no modelo e, talvez, com o facto do “Professor” ser o mais velho dos treinadores em causa).
Benfica – Em termos de investimento foi na Luz que se apostou mais no avançado possante. Cardozo será uma presença certa no onze e, como já aqui o referi, esse facto obrigará os encarnados a alterar os seus processos ofensivos. O Benfica de 06/07 foi uma equipa que ofensivamente, se revelou dinâmica, móvel e com muita gente a atacar. No Benfica a questão que fica é qual será o papel para Cardozo, como mero finalizador ou como parte integrante da fase de criação, servindo de “pivot” para os que vêm de trás. Jogadores como Léo e Nélson poderão ressentir-se em termos de protagonismo, mas, por exemplo, os movimentos verticais de Katsouranis poderiam ser mais vezes recompensados...
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9.5.07
Afinal, Mourinho é mesmo Campeão!
À curiosidade em torno da sua reacção no momento da derrota, Mourinho respondeu com uma atitude fiel à sua imagem como vencedor. Frontal e confiante, foi o primeiro a encarar os adeptos (sozinho) no momento da derrota no campeonato.
Os verdadeiros campeões não são aqueles que ganham sempre – esses são os que concorrem em provas de carácter competitivo duvidoso. Os campeões são aqueles que melhor lidam com as derrotas – ou seja, não se encolhem, não fogem, mas encontram nelas motivos de novas aprendizagem e de novos desafios. Por isso, não ganham sempre, mas ganham mais vezes. Os campeões não enfraquecem com as derrotas, tornam-se mais fortes e isso deitingue-os.
Pode ainda ser cedo para antecipar o futuro, mas a reacção de Mourinho não parece enganar: para o ano estará mais forte, porque, simplesmente, ganhou mais um motivo para o estar. É o lado relacional de Mourinho que, na minha opinião, mais o distingue dos demais e estas invulgares imagens são mais um motivo de análise para os que estudam o “Case Study” José Mourinho...
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2.5.07
Afinal, acontece mesmo a todos...
Temos sido confrontados frequentemente com semanas negras em que equipas perdem tudo à distância de dias (Benfica este ano e o Sporting em 2005 são os casos mais flagrantes no passado recente português).
Frequentemente conotamos estes destinos com o carácter perdedor das equipas e, na maioria dos casos, dos respectivos treinadores. Dificilmente se considerará Mourinho um perdedor e, por isso, este episódio da vida do Chelsea deverá servir de exemplo para que se perceba que, de facto, o destino em futebol não escolhe perfis, caras ou identidades. A uns mais do que outros, é verdade, mas calha a todos!
O vídeo contém as amarguradas declarações de Mourinho no final da partida. Benitez voltou a levar a melhor e o génio do "Special One" parece ter ficado mesmo abatido com o desaire. Ainda assim, Mourinho arranjou forças para, ao seu estilo, afirmar que o Chelsea foi a única equipa a procurar ganhar ao longo dos 90 e 120 minutos...
Junto ainda o link para a impressionante festa que se viveu logo após a decisão nos penaltis
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27.4.07
A expatriação do Catenaccio
Nos jogos da primeira mão das meias finais da Liga dos Campeões tivemos dois cenários bem diferentes. Em Old Trafford, golos, remates, ocasiões. Em Stamford Bridge, posse de bola, equilíbrio, luta no meio campo. Para quem viu um e outro, estas constatações não serão mais do que evidentes, mas já pensaram que o jogo mais entretido foi precisamente aquele onde participou a única formação italiana ainda em prova? Surpresa? Não creio.
Ao contrário do preconceito ainda bastante implementado entre a generalidade dos observadores, não me parece que o ‘Catenaccio’ (ou, se quiserem, o futebol estrategicamente mais defensivo) seja hoje ainda um conceito “alapado” ao futebol italiano. O cinismo com que tantas vezes foi conotado o futebol transalpino deriva hoje da mentalidade de treinadores oriundos de outras paragens, particularmente Mourinho e Benitez. Basta, afinal, pensarmos no que consiste, futebolisticamente falando, o subjectivo “cinismo italiano”:
- Bloco médio-baixo com pressing zonal agressivo que convida os adversários a arriscar para, depois, “matar” as partidas em transição.
- Frieza emocional que sabe esperar pelo momento em que o adversário se galvaniza para explorar o espaço criado pelo adiantamento dos seus jogadores.
- Grande capacidade, física e técnica, para ser forte nas zonas extremas do campo – onde, afinal, ele se decide.
Estão a ver o Chelsea, ou não?
É exactamente isso, os princípios do ‘Catenaccio’ já não influem na mente das novas gerações de treinadores italianos. Ancelotti e Mancini não partilham a mesma filosofia de Capello, Lippi ou Trappattoni e isso vê-se também estatisticamente. Olhando para as equipas que evoluem nas 5 mais competitivas ligas europeias (Inglaterra, Espanha, Itália, França e Alemanha), encontramos Chelsea e Liverpool como aquelas que menos golos por jogo concedem, batendo mesmo o dominador Olympique de Lyon. Acaso? Basta rever a partida de Quarta-Feira para perceber que não.
Os tempos podem mudar, os protagonistas também, mas o ‘Catenaccio’ – chamem-lhe isso ou não – continua a ser uma fórmula vencedora no mundo do futebol!
Embora esta comparação não se possa estender a ligas tão desequilibradas como a Portuguesa, aqui fica a curiosidade da tabela incluindo a generalidade das ligas europeias (considerando também a Portuguesa, Belga, Turca, Grega, Holandesa, Escocesa e Romena). Pois é, duas formações Portuguesas no top 5, com o Sporting a liderar. O desequilíbrio da liga é uma justificação evidente, mas aqui terá de entrar também o verdadeiro carácter da filosofia da nova escola de treinadores em Portugal. Pode não ser bonito, mas tem qualidade, digo eu.
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26.4.07
Mourinho vedeta até... no Wrestling!
O treinador Português levou os filhos a ver o "show" importado dos Estados Unidos e foi identificado por um dos protagonistas. Não se livrou de uma vaia que ilustra bem como é visto por todos os "não-Chelsea".
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26.3.07
Sala...quê?
Cresci a ver o meu país cheio de heróis para consumo interno. Gente capaz mas com o talento assombrado por um atrofiante complexo de inferioridade na hora de rivalizar com povos estranhos. Na Selecção foi assim durante praticamente 60 anos e as excepções de 66 e 84 servem apenas para confirmar uma regra que me parece inequívoca.
Com Queiroz pode ter vindo o 25 de Abril do futebol nacional, mas aos meus olhos há muito mais do que o meritório trabalho do professor: um fenómeno cultural que por ser geracional demora tempo a enraizar-se mas que parece ter finalmente chegado para ficar. Ao talento juntou-se o carácter e a vontade de vencer... seja onde for, contra quem for! Apareceram os “Coutos”, “Sousas”, “Costas” e “Figos” que derrubaram os primeiros fantasmas com as provas dadas além fronteiras. Agora temos mais gente talentosa e com uma força interior que às vezes parece insuperável.
Esta foi para mim a mais importante recompensa que a liberdade nos deu até hoje e é também nela que procuro inspiração. Perdoem-me o desabafo, mas mais do que uma opinião é uma convicção!
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23.1.07
Mourinho vs. Abramovich: 'Shaddup your face'
Já agora, aqui ficam os links para as versões anteriores:
- A entrevista a José Mourinho
- O Fantástico sobretudo de José Mourinho
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12.1.07
O mês de Dezembro em Inglaterra
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10.1.07
Chelsea e o "jogo de transições": Causa ou Consequência?
Para explicar a estranha tendência dos ‘Blues’ para ir ao fundo das suas redes, LFL aborda a maior velocidade observada nos jogos do Chelsea. O jogo de transições – tão típico no futebol britânico – pode ser o segredo da atractividade de uma partida, mas é também a lacuna das formações ditas “utópicas”. Mourinho mostrou-o e nisso estamos de acordo!
LFL prossegue argumentando que Mourinho, determinado a reconquistar a Europa, terá mudado o “jogar” do Chelsea tornando-o mais propenso a ritmos elevados e menos calculista quando em posse de bola. Só aqui entram as individualidades – segundo LFL, o Chelsea 2006/07 apresenta lacunas que não lhe permitem assumir com sucesso o jogo dos ritmos elevados... É aqui que eu discordo – para mim o jogo de transições é uma consequência e não a causa do problema...
Admitindo correcções, não creio que Mourinho pudesse tocar num dos mais essenciais princípios de um “jogar” que o levou ao topo em tão pouco tempo. No entanto, para que as equipas tenham a capacidade de gerir convenientemente os ritmos do jogo é preciso uma grande dose de lucidez e concentração – é preciso controlo emocional! Estas são características que apenas as equipas confiantes e seguras conseguem ter. Quando os erros começam a surgir aparece também a ansiedade e a insegurança. Assim, as decisões individuais e colectivas dos jogadores tornam-se menos lucidas, menos reflectidas e mais instintivas. O jogo acelera, a posse de bola é esquecida e o resultado é uma incógnita – está perdido o tão falado controlo da partida.
Aos treinadores cabe conseguir a melhor soma das 11 partes da sua equipa. O problema é que a qualidade de cada uma dessas 11 partes é um factor altamente relevante e no caso do Chelsea ela tem sido bem menor do que no passado...
Ausências e soluções...
- Petr Cech – lesionado, tem sido substituido por Hilário – a terceira opção.
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27.12.06
Poderá o "efeito Ronaldo" ser o pesadelo de Mourinho?
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16.12.06
Quem dá as sortes: Parma, Chelsea e Dinamo

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