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29.12.11
21.9.11
Rio Ave - Sporting: opinião
- E, de novo, permanece a curiosidade em torno do trajecto do Sporting no campeonato. Particularmente, o contraste dos níveis de eficácia ofensiva, das primeiras 2 jornadas para as 2 mais recentes, é quase radical. Tudo somado, temos um registo de eficácia ofensiva acumulada já dentro dos parâmetros normais e superior ao da própria equipa na época anterior, por exemplo. O problema, ao nível dos indicadores de performance, centra-se agora a 2 níveis. Primeiro, e talvez mais importante, deve preocupar a perda de capacidade para criar um maior número de desequilíbrios e, do outro lado do campo, a enorme percentagem de eficácia das equipas contrárias, que se encontra em níveis insustentáveis (O Sporting sofreu 1 golo a cada 1,75 oportunidades dos seus adversários, contra 1 em 2,2 do Benfica - também elevado - e 1 em 3,7 do Porto).
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- Relativamente ao jogo, há vários aspectos a abordar, mas vou começar pelos mais positivos, a dinâmica nos corredores e a transição defesa-ataque. Relativamente aos corredores, o problema destacado após o jogo de Paços de Ferreira, das dinâmicas restritas a 2 jogadores, foi claramente corrigido, com Schaars a aproximar-se mais de Insua e Capel, e, do outro lado, Elias a fazer o mesmo. Aliás, o corredor direito promete muito com este papel do brasileiro. A direita foi, outra vez mas melhor, o "motor" da equipa, e falta-lhe apenas alguma melhor definição e acréscimo de criatividade quando chega próximo da área. Não tenho dúvidas de que vai surgir em breve. O outro ponto, a transição defesa-ataque, foi novidade até porque anteriormente o tipo de jogos não havia permitido a exploração desse momento. De novo, Elias teve um impacto muito positivo neste plano. São dois pontos relevantes.
- Agora, os problemas. Em organização defensiva, parece-me haver alguma indefinição no papel dos médios, na pressão sobre a construção contrária. A equipa aproxima o médio interior direito (Elias e, depois, André Santos) do avançado, num comportamento próximo do que é característico no 4-2-3-1. Mas é Schaars quem sai sobre a bola do lado esquerdo, ficando Rinaudo "entrelinhas". Ou seja, quando, Schaars faz este movimento e a bola volta ao central do lado oposto, Elias fica longe da jogada (por estar próximo de Wolswinkel) e é Rinaudo quem tem de se aproximar, abrindo o espaço nas suas costas. Este não foi um problema com consequências no jogo, até porque esta variação do ponto de saída de bola, por parte do Rio Ave, raramente existiu. É apenas um pormenor de observação, faltando-me perceber a sua origem, se é intencional ou se foi apenas pontual. De todo o modo, parece-me claro que há a necessidade de clarificar os papeis dos médios neste momento (organização defensiva), e em várias fases. Por exemplo, vemos pontualmente jogadores (Rinaudo e Schaars) a fazer acções de pressão instintivas, que acabam por conduzir o adversário no sentido contrário ao interesse colectivo. Não creio que seja essa a intenção. Outra questão é o porquê do Sporting ter deixado de definir zonas de pressão mais altas? Não estou a discutir se o deve ou não fazer, apenas a questionar-me sobre a relação entre o bloco médio-baixo que vemos e a tal indefinição que ainda me parece existir no papel dos médios perante a construção contrária. É que para pressionar mais alto, é preciso ter claro quais os jogadores que se juntam avançado na primeira linha. Enfim, também pode ser estratégico...
- Outro ponto, e aqui entro naqueles que me pareceram os motivos para o menor domínio do Sporting em boa parte do jogo, tem a ver com a construção. É muito difícil o Sporting ter uma boa circulação baixa com os centrais que tem. Por exemplo, com Polga a bola raramente entrava directamente no lateral, com Onyewu, entra quase sempre. Qual é o problema? Com esta dependência, facilmente o adversário anula as soluções de passe na primeira linha (4 jogadores), com apenas 2 unidades, podendo depois fechar o campo no corredor. Ao Sporting, valeu o bom jogo de posse dos jogadores desse lado (direito), mas foi ainda assim limitativo. Não só a equipa foi incapaz de usar a circulação como forma de gerir o jogo, como esse factor condicionou outro momento, o da transição ataque-defesa, quando a bola não entrava no último terço...
- Sobre a transição ataque-defesa, volto aos médios, e a um em particular, Schaars. A amplitude de acção que é exigida à sua posição é enorme. Tem de dar apoio ao corredor, de oferecer soluções de passe ao centro, de fazer movimentos de profundidade e de aparecer ao lado do avançado para finalizar. Mas tem, também, de defender. Mais difícil do que saber o que fazer, é ser-se capaz de fazer tanta coisa, e Schaars tem problemas evidentes ao nível da resposta defensiva, e o seu papel não pode ser o mesmo de Elias, por exemplo. Não estou, obviamente, a colocar todas as responsabilidades nos ombros do holandês, mas parece-me um caso que deve ser melhor considerado, nomeadamente a gestão das acções ofensivas dos médios e o consequente equilíbrio em transição. O facto é que o Sporting teve alguns problemas para controlar este momento, quando a perda acontecia à entrada do último terço, em zonas onde são os médios/extremos a fazer a primeira reacção. Claro, também contribuiu o amarelo a Rinaudo, que impediu o argentino de manter a mesma agressividade na contenção, a partir desse momento. Ainda assim, e como sempre, o argentino voltou a estar fantástico na resposta dada a este nível.
- Finalmente, comentar dois casos individuais, Rui Patrício e Onyewu. O guarda redes teve um jogo horrível e grande parte da reacção do Rio Ave deve-se a ele. Porque foi de um erro seu que saiu o primeiro motivo de crença para os vilacondenses, numa saída aérea desastrada, e porque o 1-2 é decisivo para o crescimento motivacional do Rio Ave, sendo um golo absolutamente proibitivo de sofrer. Os problemas a outros níveis não têm a ver com ele, obviamente, mas o guarda redes é decisivo na definição dos resultados e a tal diferença de eficácia defensiva para os rivais não pode ser dissociada da má fase de Patrício neste inicio de temporada. Sobre Onyewu, é um caso interessante... Estamos perante um jogador que, a meu ver claramente, não tem qualidade para jogar a este nível, nos 4 momentos tácticos do jogo, sendo uma condicionante óbvia tê-lo em campo. Mas... e as bolas paradas? O Sporting tem um histórico terrível neste detalhe, quer no plano ofensivo, quer no plano defensivo, e o americano tem-se revelado uma mais valia clara a esse nível. 5 das 12 intervenções defensivas em lances desse género, foram dele, e em 2 jogos igualou o registo acumulado de golos na Liga de Polga e Carriço. Juntos e em mais de 250 jogos! Se fosse Andebol, tinha solução, assim, é mais difícil...
- Agora, os problemas. Em organização defensiva, parece-me haver alguma indefinição no papel dos médios, na pressão sobre a construção contrária. A equipa aproxima o médio interior direito (Elias e, depois, André Santos) do avançado, num comportamento próximo do que é característico no 4-2-3-1. Mas é Schaars quem sai sobre a bola do lado esquerdo, ficando Rinaudo "entrelinhas". Ou seja, quando, Schaars faz este movimento e a bola volta ao central do lado oposto, Elias fica longe da jogada (por estar próximo de Wolswinkel) e é Rinaudo quem tem de se aproximar, abrindo o espaço nas suas costas. Este não foi um problema com consequências no jogo, até porque esta variação do ponto de saída de bola, por parte do Rio Ave, raramente existiu. É apenas um pormenor de observação, faltando-me perceber a sua origem, se é intencional ou se foi apenas pontual. De todo o modo, parece-me claro que há a necessidade de clarificar os papeis dos médios neste momento (organização defensiva), e em várias fases. Por exemplo, vemos pontualmente jogadores (Rinaudo e Schaars) a fazer acções de pressão instintivas, que acabam por conduzir o adversário no sentido contrário ao interesse colectivo. Não creio que seja essa a intenção. Outra questão é o porquê do Sporting ter deixado de definir zonas de pressão mais altas? Não estou a discutir se o deve ou não fazer, apenas a questionar-me sobre a relação entre o bloco médio-baixo que vemos e a tal indefinição que ainda me parece existir no papel dos médios perante a construção contrária. É que para pressionar mais alto, é preciso ter claro quais os jogadores que se juntam avançado na primeira linha. Enfim, também pode ser estratégico...
- Outro ponto, e aqui entro naqueles que me pareceram os motivos para o menor domínio do Sporting em boa parte do jogo, tem a ver com a construção. É muito difícil o Sporting ter uma boa circulação baixa com os centrais que tem. Por exemplo, com Polga a bola raramente entrava directamente no lateral, com Onyewu, entra quase sempre. Qual é o problema? Com esta dependência, facilmente o adversário anula as soluções de passe na primeira linha (4 jogadores), com apenas 2 unidades, podendo depois fechar o campo no corredor. Ao Sporting, valeu o bom jogo de posse dos jogadores desse lado (direito), mas foi ainda assim limitativo. Não só a equipa foi incapaz de usar a circulação como forma de gerir o jogo, como esse factor condicionou outro momento, o da transição ataque-defesa, quando a bola não entrava no último terço...
- Sobre a transição ataque-defesa, volto aos médios, e a um em particular, Schaars. A amplitude de acção que é exigida à sua posição é enorme. Tem de dar apoio ao corredor, de oferecer soluções de passe ao centro, de fazer movimentos de profundidade e de aparecer ao lado do avançado para finalizar. Mas tem, também, de defender. Mais difícil do que saber o que fazer, é ser-se capaz de fazer tanta coisa, e Schaars tem problemas evidentes ao nível da resposta defensiva, e o seu papel não pode ser o mesmo de Elias, por exemplo. Não estou, obviamente, a colocar todas as responsabilidades nos ombros do holandês, mas parece-me um caso que deve ser melhor considerado, nomeadamente a gestão das acções ofensivas dos médios e o consequente equilíbrio em transição. O facto é que o Sporting teve alguns problemas para controlar este momento, quando a perda acontecia à entrada do último terço, em zonas onde são os médios/extremos a fazer a primeira reacção. Claro, também contribuiu o amarelo a Rinaudo, que impediu o argentino de manter a mesma agressividade na contenção, a partir desse momento. Ainda assim, e como sempre, o argentino voltou a estar fantástico na resposta dada a este nível.
- Finalmente, comentar dois casos individuais, Rui Patrício e Onyewu. O guarda redes teve um jogo horrível e grande parte da reacção do Rio Ave deve-se a ele. Porque foi de um erro seu que saiu o primeiro motivo de crença para os vilacondenses, numa saída aérea desastrada, e porque o 1-2 é decisivo para o crescimento motivacional do Rio Ave, sendo um golo absolutamente proibitivo de sofrer. Os problemas a outros níveis não têm a ver com ele, obviamente, mas o guarda redes é decisivo na definição dos resultados e a tal diferença de eficácia defensiva para os rivais não pode ser dissociada da má fase de Patrício neste inicio de temporada. Sobre Onyewu, é um caso interessante... Estamos perante um jogador que, a meu ver claramente, não tem qualidade para jogar a este nível, nos 4 momentos tácticos do jogo, sendo uma condicionante óbvia tê-lo em campo. Mas... e as bolas paradas? O Sporting tem um histórico terrível neste detalhe, quer no plano ofensivo, quer no plano defensivo, e o americano tem-se revelado uma mais valia clara a esse nível. 5 das 12 intervenções defensivas em lances desse género, foram dele, e em 2 jogos igualou o registo acumulado de golos na Liga de Polga e Carriço. Juntos e em mais de 250 jogos! Se fosse Andebol, tinha solução, assim, é mais difícil...
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13.9.11
Paços - Sporting: opinião
- Começo pela ironia do futebol... Este foi o jogo, para o campeonato, em que o Sporting menos se aproximou do golo, mas aquele em que mais marcou. A questão da eficácia, já o tinha escrito, vinha sendo excepcionalmente baixa. Do mesmo modo, desta vez foi mais alta do que é normal. Ou seja, da mesma forma que, conseguindo o ascendente e as oportunidades que conseguiu nos 2 primeiros jogos, o Sporting iria (e irá, se o repetir) inevitavelmente ganhar, se voltar a repetir as dificuldades que sentiu na Mata Real para ser objectivo, dificilmente o fará. Para já, a vitória, mesmo com vários pontos a reflectir, traz uma novidade importante: alguma confiança.
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- Relativamente ao jogo, passo primeiro pelos aspectos defensivos. É outra tendência negativa, mas que, ao contrário da eficácia, se vem acentuando com o decorrer da época. Estou a falar da propensão para o desastre. Vejamos bem este jogo... Foi o jogo com maior domínio de posse de bola que qualquer equipa teve na liga, o Paços praticamente não atacou em organização, e pouquíssimas vezes foi capaz de estender no campo, em transição. Ainda assim, conseguiu... 2 golos e 5 ocasiões. Tantas como o Sporting. Entre estas, só 1 não nasce de um "tiro no pé" do Sporting, a finalização de Michel depois de tirar Rodriguez, já depois do 2-0. De resto, para além dos 2 golos, o Paços teve mais 2 ocasiões, sempre por Michel, ambas resultantes de maus alívios de defensores, em situações que poderiam e deveriam ter sido facilmente evitadas.
- Já agora, aproveito o ponto anterior para abordar o Paços: dificilmente o Sporting terá um adversário tão débil no que resta da época. Quem tem Michel na última linha e tanto espaço para o lançar, arrisca-se sempre a marcar, mas, fora o seu avançado e as ofertas do Sporting, o Paços foi inexistente, limitando-se a defender muito baixo e aproveitar a incapacidade do Sporting no último terço. Por exemplo, não é uma expulsão que pode justificar tão rápido descalabro a partir de um resultado de 2-0...
- Voltando ao Sporting, a grande reflexão deste jogo vem, claramente, do que a equipa fez (ou não fez) no último terço. Construir foi fácil, a equipa ligou bem corredores, mas limitou-se a tentar entrar pelas alas e com dinâmicas restritas a 2 jogadores. Não é a primeira vez que escrevo sobre isto, mas o Sporting parece precisar de ser capaz de incluir pelo menos mais um jogador nestas acções, sob pena de estar permanentemente a convergir para cruzamentos largos, fáceis de defender, e sem qualquer ajuste às características dos seus jogadores. Foi isso que se viu repetidamente durante grande parte do jogo, e daí tão pouca produtividade para tanto domínio. Embora não tenha sido o caso, dada a pouca capacidade do Paços em construir fosse o que fosse, a verdade é que estas situações de apenas 2 jogadores na zona da bola são também um problema potencial para o controlo da transição ataque-defesa, em caso de perda, já que há pouca presença na zona da bola. Um exemplo do que pode ganhar o Sporting com a inclusão de pelo menos 1 jogador nestas dinâmicas, vem do lance que deu origem à expulsão, com Rubio a juntar-se a João Pereira e Izmailov. Na primeira parte, nunca aconteceu...
- Não havendo muito mais para tratar, num jogo quase absolutamente monocórdico, parto para algumas características individuais. Sobre Bojinov, dizer que é no corredor central e nas acções perto da área que melhor se sente. Não é, nem rápido, nem forte nos duelos aéreos para ser solução perante o tipo de jogo que lhe foi proporcionado, mas é muito inteligente e bom executante em zona frontal. Um exemplo? O lance em que isola Elias na primeira parte, numa das pouquíssimas vezes em que o Sporting entrou pelo meio. Sobre Elias, referir que, sem surpresa, o Sporting ganha muito com este jogador. É, finalmente, um médio à medida do que o Sporting precisa para aquele sector, seguro em posse, agressivo defensivamente, e com grande capacidade de movimentos verticais. Se Domingos encontrar equilíbrio entre ele e Rinaudo, poderá bem jogar apenas com os 2. Sobre o argentino, é difícil adjectivar sobre a dimensão e o impacto da sua presença (continuo a não perceber como passou 2 jogos no banco!!). Pereirinha esteve bem, não creio que excepcionalmente bem, mas bem, dentro do valor real que tem. Acabou por ser vitima da tal pouca presença no seu corredor, e do estatuto, porque não estava a dar menos do que Capel. Aliás, o espanhol é um problema para Domingos, que deverá encontrar formas de potenciar melhor o seu futebol e evitar tanta tendência para o transporte de bola, sem que isso tenha uma consequência prevista. De resto, não concordo com a dimensão das criticas a Rodriguez nos aspectos defensivos, e parece-me óbvio que o Sporting terá de repensar a sua construção se insistir nesta dupla, porque é muito fraca a sair a jogar. O Paços ignorou isso, mas outros seguramente que não o farão...
- Já agora, aproveito o ponto anterior para abordar o Paços: dificilmente o Sporting terá um adversário tão débil no que resta da época. Quem tem Michel na última linha e tanto espaço para o lançar, arrisca-se sempre a marcar, mas, fora o seu avançado e as ofertas do Sporting, o Paços foi inexistente, limitando-se a defender muito baixo e aproveitar a incapacidade do Sporting no último terço. Por exemplo, não é uma expulsão que pode justificar tão rápido descalabro a partir de um resultado de 2-0...
- Voltando ao Sporting, a grande reflexão deste jogo vem, claramente, do que a equipa fez (ou não fez) no último terço. Construir foi fácil, a equipa ligou bem corredores, mas limitou-se a tentar entrar pelas alas e com dinâmicas restritas a 2 jogadores. Não é a primeira vez que escrevo sobre isto, mas o Sporting parece precisar de ser capaz de incluir pelo menos mais um jogador nestas acções, sob pena de estar permanentemente a convergir para cruzamentos largos, fáceis de defender, e sem qualquer ajuste às características dos seus jogadores. Foi isso que se viu repetidamente durante grande parte do jogo, e daí tão pouca produtividade para tanto domínio. Embora não tenha sido o caso, dada a pouca capacidade do Paços em construir fosse o que fosse, a verdade é que estas situações de apenas 2 jogadores na zona da bola são também um problema potencial para o controlo da transição ataque-defesa, em caso de perda, já que há pouca presença na zona da bola. Um exemplo do que pode ganhar o Sporting com a inclusão de pelo menos 1 jogador nestas dinâmicas, vem do lance que deu origem à expulsão, com Rubio a juntar-se a João Pereira e Izmailov. Na primeira parte, nunca aconteceu...
- Não havendo muito mais para tratar, num jogo quase absolutamente monocórdico, parto para algumas características individuais. Sobre Bojinov, dizer que é no corredor central e nas acções perto da área que melhor se sente. Não é, nem rápido, nem forte nos duelos aéreos para ser solução perante o tipo de jogo que lhe foi proporcionado, mas é muito inteligente e bom executante em zona frontal. Um exemplo? O lance em que isola Elias na primeira parte, numa das pouquíssimas vezes em que o Sporting entrou pelo meio. Sobre Elias, referir que, sem surpresa, o Sporting ganha muito com este jogador. É, finalmente, um médio à medida do que o Sporting precisa para aquele sector, seguro em posse, agressivo defensivamente, e com grande capacidade de movimentos verticais. Se Domingos encontrar equilíbrio entre ele e Rinaudo, poderá bem jogar apenas com os 2. Sobre o argentino, é difícil adjectivar sobre a dimensão e o impacto da sua presença (continuo a não perceber como passou 2 jogos no banco!!). Pereirinha esteve bem, não creio que excepcionalmente bem, mas bem, dentro do valor real que tem. Acabou por ser vitima da tal pouca presença no seu corredor, e do estatuto, porque não estava a dar menos do que Capel. Aliás, o espanhol é um problema para Domingos, que deverá encontrar formas de potenciar melhor o seu futebol e evitar tanta tendência para o transporte de bola, sem que isso tenha uma consequência prevista. De resto, não concordo com a dimensão das criticas a Rodriguez nos aspectos defensivos, e parece-me óbvio que o Sporting terá de repensar a sua construção se insistir nesta dupla, porque é muito fraca a sair a jogar. O Paços ignorou isso, mas outros seguramente que não o farão...
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30.8.11
Sporting - Marítimo: opinião
- Começo pelo público. O futebol não é dos treinadores, nem dos jogadores, nem, muito menos, dos que, como eu, gastam o seu tempo a dar opiniões sobre o jogo. O futebol é do público, sobretudo do público. É o mediatismo e a paixão clubística que fazem o jogo ser muito mais do que apenas um "jogo". E é, de facto, mais do que um jogo. Não quer isto dizer que o público deva ser quem escolhe, ou quem toma decisões, obviamente. Quer, isso sim, dizer que o público tem um efeito real e concreto no jogo, que faz parte do mesmo, e que lidar com o público, contrariando-o, pode ser um exercício de sucesso complicado e, sobretudo, potencialmente contra producente. Para se ganhar um argumento com o público, é preciso ter, ou muita razão, ou muita sorte. Porquê, contra producente? Porque os jogadores dependem da confiança e estabilidade para garantir o rendimento óptimo, e as variações, por este efeito, podem ser enormes. Em Alvalade, actualmente, os jogos têm dois motivos de atracção: o que vai acontecer no jogo, em si mesmo, e como vai ser gerida a relação de tensão de certos jogadores (Postiga e Djalo, parece-me) com a plateia. Ora, isto não é bom, porque, se manter a concentração num jogo já é difícil, em dois, pode ser praticamente impossível. Domingos tem gerido esta questão, tentando manter-se do "lado dos jogadores" e, talvez, não querendo dar a sua parte fraca. Não estão em causa as boas intenções do treinador, mas o resultado tem sido catastrófico. Os jogadores entram de inicio, mas, assim que as dificuldades são percepcionadas pelo público, este reage primeiramente contra quem já trazia um sentimento pré concebido. É humano, todos nós sentimos essa tentação. Só que, como a equipa precisa de tudo menos de factores de dispersão e instabilidade, Domingos sente-se forçado a retirar os focos de contestação, porque, mais do que jogar pior do que os outros, eles estão a trazer malefícios de ordem emocional para a equipa. Resultado? Os jogadores visados acabam humilhados, e os que entram ficam com condições verdadeiramente difíceis para criar um impacto positivo, acabando injustamente acusados de não ter "mostrado nada". Tudo isto, claro, porque também não tem havido a felicidade que é necessária.
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- Se há um aspecto em que sempre reconheci uma mais valia, em Domingos, é na resposta que as suas equipas deram no lado mental. Todas elas foram muito fortes nesse particular, conseguindo grandes desempenhos em situações de maior exigência e sendo muito fortes nos pormenores do jogo. No Sporting, porém, a sua entrada foi contrastante com esta tendência, acabando por ser no lado mental, e da eficácia, que a equipa se afundou para uma crise que, a meu ver, seria completamente desnecessária. Desnecessária, porque a equipa que cria mais oportunidades na liga, não pode acabar com 3 golos em 3 jogos. Desnecessária, porque uma equipa que não vê a sua linha defensiva ultrapassada em 3 jogos (as únicas ocasiões consentidas foram 2 remates de longe, e bolas paradas), não pode acabar com 4 golos sofridos. Desnecessária, sobretudo, porque os problemas que desencadearam este estado de coisas eram perfeitamente previsíveis. Não por mim, mas pela generalidade das pessoas. Era previsível que não tendo uma solução de finalização credível, a equipa passasse, mais tarde ou mais cedo, por dificuldades. Era previsível que, passando por essas dificuldades, a instabilidade se alastrasse à confiança e ao rendimento da equipa. Era previsível que, expondo-se a ter de gastar 2 substituições por jogo, a equipa poderia acabar refém do problema das lesões, também ele previsível e facilmente antecipado. Domingos tem feito um bom trabalho a vários níveis, o Sporting evoluiu muito, e a sua qualidade não tem nada a ver com o passado. Mas o objectivo do futebol não é a nota artística, é ganhar. Se Domingos não ganhou, foi por não ter evitado situações desnecessárias e previsíveis.
- Entrando no jogo, começo pela construção. Houve, nos primeiros minutos, uma grande distância entre a primeira e segunda linhas de construção. Isto, porque o Marítimo fez um pressing especulativo e facilmente contornável, se tivesse havido apoio de um dos médios à construção (aqui começa o efeito André Santos, que abordarei à frente). As coisas foram melhorando, a primeira linha de construção foi subindo, ganhando o Sporting com isso. Identificam-se alguns movimentos de saída, todos recorrendo às alas, e nenhum incluindo os médios. Mais forte sobre a direita, por causa de Polga, mas sobretudo por causa de João Pereira, que, ao contrário de Evaldo, identifica os momentos de entrada em profundidade para receber num segundo momento. Quando a equipa sai sobre a esquerda, quase invariavelmente, a bola entra, do central no lateral, deste para o extremo, e deste... para trás. Postiga também esteve mais envolvido do que em jogos anteriores, destacando-se sobretudo as suas acções num segundo momento, e sobre as alas, onde me parece ser o local onde realmente as suas incursões podem ter alguma consequência concreta. O que não parece coerente, é uma equipa ter um avançado que vem para as alas, e um extremo (Capel) que procura preferencialmente a linha para cruzar. Vale Izmailov, não apenas por ser o único jogador que, nesta altura, parece ter uma boa relação com a baliza, mas por ser, também, o único com criatividade para provocar situações de rotura (foi o único a criar ocasiões, em bola corrida). Depois, e quero apenas acrescentar isto, para não me alongar em demasia, o Marítimo tinha de ser ultrapassado no aproveitamento do espaço entre sectores, pelo espaço que dava dentro do seu bloco, coisa que não foi rapidamente percepcionada pela equipa. Enfim, vê-se trabalho, a equipa produz o suficiente para ganhar a este nível, mas há várias coisas a melhorar. O destaque principal, claro, vai para o último terço, onde não há, sobretudo, grande coerência em alguns movimentos.
- Mas a equipa, fez, de facto, o suficiente para ganhar o jogo, não fossem... os lances de bola parada. É difícil de explicar para quem vê de fora, tanta insegurança. Nota para o facto de ser repentina, porque nos outros jogos, isso não aconteceu. Sem poder ter certezas, não descontextualizaria as entradas de Carriço e André Santos, dois jogadores muito mais fracos na reacção no espaço aéreo do que Rodriguez e Rinaudo. Mas, há outros pontos a abordar. O pressing, que não foi, como é hábito, agressivo sobre a primeira linha. O Sporting não potenciou o erro, e é possível que tenha sido estratégico, antecipando o jogo directo do Marítimo. O ponto é que Postiga não teve uma acção que obrigasse, sequer, a bater longo, e o Marítimo saiu, na primeira parte, algumas vezes a jogar com mais ligação do que o Sporting desejaria. Outro aspecto, é a linha defensiva, que não foi tão agressiva em altura, como é hábito. Estratégico? Reacção à ausência de pressing? Finalmente, e talvez, mais importante, a reacção à perda. Pareceu-me, e a estatística sugere-o, também, que o Sporting foi menos eficaz na transição ataque-defesa. O Marítimo ficou menos vezes "preso" no seu meio terreno, e o Sporting teve uma presença ofensiva menos continuada do que foi hábito nos primeiros 2 jogos. Por outro lado, talvez se explique, por aqui, o número elevado de cantos e bolas paradas do Marítimo. O Sporting nunca perdeu o controlo sobre as iniciativas insulares, seja em organização ou transição, mas conduziu-as para as fatídicas bolas paradas. Há um motivo que me parece incontornável...
- Começo com um dado estatístico:
cortes/antecipações:
Rinaudo (média 2 jogos): 18,5 (10 em transição ataque-defesa)
A.Santos (vs Maritimo): 9 (4 em transição ataque-defesa)
Rinaudo pode ser um jogador com pontos onde deve evoluir. É. Pode ter feito uma má primeira parte em Aveiro, em termos técnicos. Fez. Mas, no balanço, do que se perde e se ganha, Rinaudo é incomparavelmente superior a André Santos ou a qualquer outro médio da equipa. Tem muito mais presença em posse, tem um bom critério (privilegia a segurança) e, sobretudo, é um jogador muito mais bem posicionado e reactivo nos aspectos defensivos. Isto, num meio campo onde não abunda a agressividade ou a capacidade de agressividade no espaço, é decisivo. Nomeadamente, na reacção à perda, Rinaudo é excepcional, e uma mais valia tremenda, sendo decisivo para que a equipa se mantenha no meio campo ofensivo. Sobre André Santos, sendo um bom jogador, com boas características, está longe de ser, no presente, uma mais valia. Tem um caminho a percorrer para o ser, precisa de evoluir em especificidade, coisa que não fez, nem tem feito. Dou o exemplo do 2º golo, e sem contornar a responsabilidade maior de João Pereira, ou, mesmo, a má fortuna de Patrício. O Marítimo fechou a saída pelo corredor, e fechou também a linha para o central, João Pereira ficou sem solução e precipitou-se ao solicitar cegamente a zona do pivot. O erro é de João Pereira, sem dúvida, mas André Santos devia estar lá, e não estava porque não acompanhou correctamente a jogada, adiantando-se excessivamente e neutralizando o seu papel de apoio. Mais à frente, e tal como já acontecera no golo contra a Olhanense, não antecipou o movimento de Sami, e desguarneceu a zona central. Devia, igualmente, tê-lo feito porque era aquele movimento que lhe cabia controlar. Elias será uma mais valia para esta zona, mas o potencial que oferece Rinaudo, salvo problemas físicos, não pode ser tão facilmente desprezado, mesmo com a chegada do brasileiro.
- Entrando no jogo, começo pela construção. Houve, nos primeiros minutos, uma grande distância entre a primeira e segunda linhas de construção. Isto, porque o Marítimo fez um pressing especulativo e facilmente contornável, se tivesse havido apoio de um dos médios à construção (aqui começa o efeito André Santos, que abordarei à frente). As coisas foram melhorando, a primeira linha de construção foi subindo, ganhando o Sporting com isso. Identificam-se alguns movimentos de saída, todos recorrendo às alas, e nenhum incluindo os médios. Mais forte sobre a direita, por causa de Polga, mas sobretudo por causa de João Pereira, que, ao contrário de Evaldo, identifica os momentos de entrada em profundidade para receber num segundo momento. Quando a equipa sai sobre a esquerda, quase invariavelmente, a bola entra, do central no lateral, deste para o extremo, e deste... para trás. Postiga também esteve mais envolvido do que em jogos anteriores, destacando-se sobretudo as suas acções num segundo momento, e sobre as alas, onde me parece ser o local onde realmente as suas incursões podem ter alguma consequência concreta. O que não parece coerente, é uma equipa ter um avançado que vem para as alas, e um extremo (Capel) que procura preferencialmente a linha para cruzar. Vale Izmailov, não apenas por ser o único jogador que, nesta altura, parece ter uma boa relação com a baliza, mas por ser, também, o único com criatividade para provocar situações de rotura (foi o único a criar ocasiões, em bola corrida). Depois, e quero apenas acrescentar isto, para não me alongar em demasia, o Marítimo tinha de ser ultrapassado no aproveitamento do espaço entre sectores, pelo espaço que dava dentro do seu bloco, coisa que não foi rapidamente percepcionada pela equipa. Enfim, vê-se trabalho, a equipa produz o suficiente para ganhar a este nível, mas há várias coisas a melhorar. O destaque principal, claro, vai para o último terço, onde não há, sobretudo, grande coerência em alguns movimentos.
- Mas a equipa, fez, de facto, o suficiente para ganhar o jogo, não fossem... os lances de bola parada. É difícil de explicar para quem vê de fora, tanta insegurança. Nota para o facto de ser repentina, porque nos outros jogos, isso não aconteceu. Sem poder ter certezas, não descontextualizaria as entradas de Carriço e André Santos, dois jogadores muito mais fracos na reacção no espaço aéreo do que Rodriguez e Rinaudo. Mas, há outros pontos a abordar. O pressing, que não foi, como é hábito, agressivo sobre a primeira linha. O Sporting não potenciou o erro, e é possível que tenha sido estratégico, antecipando o jogo directo do Marítimo. O ponto é que Postiga não teve uma acção que obrigasse, sequer, a bater longo, e o Marítimo saiu, na primeira parte, algumas vezes a jogar com mais ligação do que o Sporting desejaria. Outro aspecto, é a linha defensiva, que não foi tão agressiva em altura, como é hábito. Estratégico? Reacção à ausência de pressing? Finalmente, e talvez, mais importante, a reacção à perda. Pareceu-me, e a estatística sugere-o, também, que o Sporting foi menos eficaz na transição ataque-defesa. O Marítimo ficou menos vezes "preso" no seu meio terreno, e o Sporting teve uma presença ofensiva menos continuada do que foi hábito nos primeiros 2 jogos. Por outro lado, talvez se explique, por aqui, o número elevado de cantos e bolas paradas do Marítimo. O Sporting nunca perdeu o controlo sobre as iniciativas insulares, seja em organização ou transição, mas conduziu-as para as fatídicas bolas paradas. Há um motivo que me parece incontornável...
- Começo com um dado estatístico:
cortes/antecipações:
Rinaudo (média 2 jogos): 18,5 (10 em transição ataque-defesa)
A.Santos (vs Maritimo): 9 (4 em transição ataque-defesa)
Rinaudo pode ser um jogador com pontos onde deve evoluir. É. Pode ter feito uma má primeira parte em Aveiro, em termos técnicos. Fez. Mas, no balanço, do que se perde e se ganha, Rinaudo é incomparavelmente superior a André Santos ou a qualquer outro médio da equipa. Tem muito mais presença em posse, tem um bom critério (privilegia a segurança) e, sobretudo, é um jogador muito mais bem posicionado e reactivo nos aspectos defensivos. Isto, num meio campo onde não abunda a agressividade ou a capacidade de agressividade no espaço, é decisivo. Nomeadamente, na reacção à perda, Rinaudo é excepcional, e uma mais valia tremenda, sendo decisivo para que a equipa se mantenha no meio campo ofensivo. Sobre André Santos, sendo um bom jogador, com boas características, está longe de ser, no presente, uma mais valia. Tem um caminho a percorrer para o ser, precisa de evoluir em especificidade, coisa que não fez, nem tem feito. Dou o exemplo do 2º golo, e sem contornar a responsabilidade maior de João Pereira, ou, mesmo, a má fortuna de Patrício. O Marítimo fechou a saída pelo corredor, e fechou também a linha para o central, João Pereira ficou sem solução e precipitou-se ao solicitar cegamente a zona do pivot. O erro é de João Pereira, sem dúvida, mas André Santos devia estar lá, e não estava porque não acompanhou correctamente a jogada, adiantando-se excessivamente e neutralizando o seu papel de apoio. Mais à frente, e tal como já acontecera no golo contra a Olhanense, não antecipou o movimento de Sami, e desguarneceu a zona central. Devia, igualmente, tê-lo feito porque era aquele movimento que lhe cabia controlar. Elias será uma mais valia para esta zona, mas o potencial que oferece Rinaudo, salvo problemas físicos, não pode ser tão facilmente desprezado, mesmo com a chegada do brasileiro.
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9.8.11
Sporting 2011/12: balanço de pré época
Ponto prévio, incerteza: Qualquer projecção futura tem, por definição, uma incerteza inerente. Chegar a graus de probabilidade mais elevados é um desafio bem mais árduo do que a maioria das pessoas supõe, mas é esse o desafio que me interessa e aquele que justifica toda a dedicação que destino ao "tema futebol". O caso do Sporting 2011/12, e neste timing concreto, é especialmente interessante, porque pode-se fazer a análise de 2 perspectivas. Uma, mais pessimista, centrada em elementos de pré época e noutros problemas que, a meu ver, são evidentes. Outra, mais optimista, centrada essencialmente nas projecções que se podem fazer a partir dos trabalhos passados de Domingos. Por motivos que adiante explicarei, estou mais inclinado para a segunda, a mais optimista, arriscando numa melhoria substancial de rendimento face aos 2 anos anteriores. O grau de sucesso, não quero aqui precisar porque, em competição, nunca se depende apenas de si próprio. Ainda assim, e sem deixar de assumir as minhas leituras para critica futura, faço questão de começar por confessar alguma insegurança nos elementos que estou a utilizar.
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Que sistema? - 4-1-3-2, 4-4-2, 4-2-3-1, 4-3-3... já se falou de tudo um pouco. A diferença, bem vistas as coisas, não é muita. Os princípios são os mesmos, e os comportamentos mudam, essencialmente, num jogador, aquele que joga mais próximo do avançado, podendo ser "mais avançado", ou "mais médio". Em relação ao 4-2-3-1 que se viu em Braga, há uma alteração comportamental no meio campo, perdendo-se a simetria e com um médio (Rinaudo) a assumir uma postura mais posicional. Depois, se o elemento de ligação com o avançado for assumidamente mais próximo deste (como frente à Juventus ou ao Valência), há uma distinção entre o seu papel e o do outro médio, que necessita de fazer a aproximação entre os avançados e o médio mais posicional. Este papel foi interpretado por Schaars. A partir da segunda parte do jogo com o Málaga, houve uma aposta numa estrutura comportamental mais próxima do 4-3-3, com o papel entre os 2 elementos ligação a ser mais simétrico, e com a presença junto do avançado, no pressing, a alternar em função do lado da bola. O papel dos alas no equilíbrio ao centro também fica afectado, já que há, por norma, mais presença, mas o comportamento global da equipa não se altera em nenhum momento. Ainda assim, creio que seria benéfico Domingos encontrar um sistema base, bem como os seus principais protagonistas. Aliás, creio ser essa a intenção do próprio. Arriscaria que, com Matias, o 4-3-3 ganhará maior probabilidade, mas sem o chileno (e sem Aguiar e Izmailov), essa hipótese pode estar mais condicionada.
Aspectos defensivos - Talvez possa ser estranho, mas sou da opinião que um dos aspectos positivos desta pré época, vai para o que se viu da linha defensiva. E, aqui, distingo aquilo que é o posicionamento em altura de 4 jogadores, do produto do sistema defensivo, como um todo. Houve coerência na posicionamento, com poucos exemplos de jogadores a ceder à tentação de desfazer a coerência da linha com acompanhamentos individuais, e com muitos fora de jogo a serem tirados, ao contrário do que aconteceu no ano passado, onde, perante o mesmo tipo de intenção, muito mais erros aconteciam.
Por outro lado, também não vi demasiado espaço entre centrais e laterais, ou mesmo entre sectores, como foi denunciado em diversas opiniões. Vi, isso sim, dificuldade da linha média em controlar o tempo de passe e em controlar zonas de pressão, de onde a bola não deve sair, uma vez entrada. Vi erros individuais em posse, que potenciaram transições muito complicadas de controlar. Vi jogadas estrategicamente trabalhadas para colocar a bola nas costas do lateral (mas raramente não entre este e o central). Vi, por fim, erros individuais em situações de bola parada, e más saídas pontuais dos médios (Rinaudo), na ânsia de corrigir o que a primeira linha do pressing não conseguiu neutralizar (mas não espaçamento estrutural entre sectores).
Várias coisas, portanto, mas não tudo, nem tudo o que se disse. Aqui, e para finalizar, reforço um problema que me parece essencial e que tem a ver com a agressividade da linha média e avançada no trabalho defensivo. Algo que me parece ter convergido para o reforço da linha média a partir da segunda parte do jogo com o Málaga.
Aspectos ofensivos - O que mais surpreende será, talvez, a pouca capacidade da equipa em situações de transição defesa-ataque. Não nas transições curtas, produto de recuperações altas do pressing, mas nas recuperações mais profundas, de onde a equipa raramente se desdobrou com qualidade. A surpresa tem a ver com aquilo que o Braga era capaz de fazer neste momento, e com a valorização estratégica que o próprio Domingos lhe dava.
Ao nível da organização e ataque posicional, também a maior presença de médios (4-3-3) pareceu fazer evoluir a equipa. Particularmente, no jogo com o Valência e primeira parte com o Málaga, a equipa teve muitas dificuldades em construir. O contra-exemplo mais representativo é mesmo a segunda parte frente ao Málaga, já que, quer Udinese, quer Juventus, não apostaram num condicionamento tão forte sobre a fase de construção.
A questão individual torna-se decisiva na melhoria da equipa em toda a sua vertente ofensiva. Os aspectos ofensivos devem ser potenciados em especificidade, partindo das características dos jogadores para as dinâmicas previstas. Aqui, em termos de potencial, parece-me que há um maior condicionalismo na saída em construção. Por um lado, porque se prevê um decréscimo de qualidade na capacidade dos centrais neste plano (será o ponto fraco de Rodriguez, e Onyewu é o mais limitado dos 4). Por outro, não se vê ainda uma grande capacidade na resposta às primeiras bolas aéreas, uma alternativa que o Braga explorava muito em jogos de maior grau de dificuldade.
Tal como referido acima,torna-se importante que Domingos encontre rapidamente a sua estrutura base, para poder evoluir em especificidade.
Competição, precisa-se! - Há um aspecto que não foi avaliado - nem podia - na pré época. Dois, na verdade, mas ambos têm a ver com a competição onde "ganhar" é o objectivo. O lado estratégico do jogo, e a resposta mental da equipa. Estas 2 vertentes foram, indiscutivelmente a grande força das equipas de Domingos, e a grande justificação para os resultados extraordinários que continuadamente o treinador vem conseguindo. Por exemplo - e isto não serve para extrapolações lineares - o Braga havia perdido os seus jogos de apresentação nas 2 épocas sob o comando de Domingos, tendo feito, depois, um arranque fulgurante na época oficial. Este é, já agora, o capítulo que justifica alguma perspectiva de uma época acima das expectativas, por parte dos Sportinguistas. Aliás, com Domingos, e até agora, foi sempre assim, "acima das expectativas"...
Lesões, uma preocupação - Se projectarmos um onze ideal, dentro das actuais soluções, dificilmente alguém excluirá Rodriguez, Matias e Izmailov. Ora, também dificilmente projectará uma época imaculada em termos de lesões para qualquer dos 3. Dito isto, e acrescentando o risco de outras unidades padecerem desse mesmo mal, é bastante provável que o Sporting 2011/12 seja (ou continue a ser) uma equipa com um departamento médico atarefado. Que consequências terá?
Opções individuais - Já várias vezes me expressei sobre algumas unidades, pelo que não quero cair na redundância, neste texto. Exploro, ainda assim, alguns casos.
Primeiro, os centrais. Especula-se sobre a hipótese de o Sporting procurar outro jogador para esta posição. Sendo ou não verdade, entendo que será prudente fazê-lo. Porque Rodriguez, um titular previsível, tem o tal problema do histórico de lesões, e porque Onyewu também o tem, não sendo, por outro lado, uma opção muito credível, a meu ver. E fundamento-me em 2 aspectos principais para a critica ao americano: capacidade em posse (não o critério, mas a falta de capacidade de arrojo mínimo, que se tornará um "alvo" óbvio para qualquer adversário), e capacidade de resposta em zonas onde é necessário antecipar e reagir (jogando alto e de forma mais pressionante). Ou seja, seria, a meu ver, mesmo aconselhável ter outra solução...
No meio campo, o tal problema da falta de reactividade, onde se exclui o caso do incrível Rinaudo. Aqui, destaco as dificuldades, mais previsíveis, de Schaars e André Martins, e mais surpreendente (ainda que reincidente), de André Santos. Creio que nestas contas pode entrar Izmailov, um acréscimo de valor e bom complemento para Rinaudo. Melhor do que Schaars, parece-me, ainda que holandês seja também um bom valor.
Mais à frente, creio que, seja qual for o sistema, Domingos apostará entre Matias, André Martins , Aguiar ou Postiga, sendo Izmailov outra possibilidade eventual. Com Postiga, dificilmente a opção passará por um 4-3-3, ficando, nessa hipótese, a solução muito dependente da disponibilidade de Matias ou Izmailov, já que não entendo haver grande mais valia em Aguiar ou (para já) André Martins.
Nas alas, a boa notícia é a capacidade de trabalho de todas as opções, algo fundamental para quem quer manter-se alto e agressivo no jogo. Djalo é o caso mais forte neste plano, e aquele que garante um estilo diferente dos outros. Mais incisivo e forte em zonas de finalização, e menos fiável em posse. Dos outros, o tempo para opiniões muito vincadas ainda é curto. Jeffren parece poder acrescentar algo em termos de 1x1, algo em que o plantel se encontrava carente. Ele, e Carrillo, uma das surpresas da pré época. Carrillo será, até, o que mais mostrou dos novos extremos, mas fica-me a dúvida sobre a sua resposta no último terço, em termos de definição. Um extremo não pode precisar de 2 "toques" entre si e o golo. Falta ver mais, para estes e para Capel.
Finalmente, na frente. Sobre Postiga, estamos conversados. Podia trazer mais análises de desempenho passado, mas parece-me tão trivial o ponto sobre a improbabilidade do seu rendimento como principal finalizador, que me vou dispensar desse trabalho. Wolfswinkel é a aposta óbvia. Afinal, quem dá 5 milhões não abdica da aposta por 1 pré época. Compreendo a coerência dessa medida, mas, na leitura que já havia deixado, o holandês dificilmente será um finalizador muito eficaz (ainda que valha mais do que o que mostrou). Tinha tudo para ser um problema, não fosse... Rubio. A sensação da pré época pode ser uma das melhores aquisições dos últimos anos. Tem óptima abordagem à zona de finalização, mas foi também o que melhor resposta deu em termos de agressividade defensiva e jogo aéreo (primeiras bolas), não ficando a perder em termos de jogo de apoio, pelo menos face ao que os outros mostraram. Já havia deixado as minhas suspeitas, e, tudo somado, dificilmente a pré época terá sido um engano. A idade e o estatuto? Pois claro, esses serão os seus obstáculos para uma aposta séria e no imediato. Porque mais nada o justifica. Resta Bojinov, que deu muito boa resposta frente à Juventus, jogando de costas para a baliza. Na minha leitura, será entre Rubio e o búlgaro...
Aspectos defensivos - Talvez possa ser estranho, mas sou da opinião que um dos aspectos positivos desta pré época, vai para o que se viu da linha defensiva. E, aqui, distingo aquilo que é o posicionamento em altura de 4 jogadores, do produto do sistema defensivo, como um todo. Houve coerência na posicionamento, com poucos exemplos de jogadores a ceder à tentação de desfazer a coerência da linha com acompanhamentos individuais, e com muitos fora de jogo a serem tirados, ao contrário do que aconteceu no ano passado, onde, perante o mesmo tipo de intenção, muito mais erros aconteciam.
Por outro lado, também não vi demasiado espaço entre centrais e laterais, ou mesmo entre sectores, como foi denunciado em diversas opiniões. Vi, isso sim, dificuldade da linha média em controlar o tempo de passe e em controlar zonas de pressão, de onde a bola não deve sair, uma vez entrada. Vi erros individuais em posse, que potenciaram transições muito complicadas de controlar. Vi jogadas estrategicamente trabalhadas para colocar a bola nas costas do lateral (mas raramente não entre este e o central). Vi, por fim, erros individuais em situações de bola parada, e más saídas pontuais dos médios (Rinaudo), na ânsia de corrigir o que a primeira linha do pressing não conseguiu neutralizar (mas não espaçamento estrutural entre sectores).
Várias coisas, portanto, mas não tudo, nem tudo o que se disse. Aqui, e para finalizar, reforço um problema que me parece essencial e que tem a ver com a agressividade da linha média e avançada no trabalho defensivo. Algo que me parece ter convergido para o reforço da linha média a partir da segunda parte do jogo com o Málaga.
Aspectos ofensivos - O que mais surpreende será, talvez, a pouca capacidade da equipa em situações de transição defesa-ataque. Não nas transições curtas, produto de recuperações altas do pressing, mas nas recuperações mais profundas, de onde a equipa raramente se desdobrou com qualidade. A surpresa tem a ver com aquilo que o Braga era capaz de fazer neste momento, e com a valorização estratégica que o próprio Domingos lhe dava.
Ao nível da organização e ataque posicional, também a maior presença de médios (4-3-3) pareceu fazer evoluir a equipa. Particularmente, no jogo com o Valência e primeira parte com o Málaga, a equipa teve muitas dificuldades em construir. O contra-exemplo mais representativo é mesmo a segunda parte frente ao Málaga, já que, quer Udinese, quer Juventus, não apostaram num condicionamento tão forte sobre a fase de construção.
A questão individual torna-se decisiva na melhoria da equipa em toda a sua vertente ofensiva. Os aspectos ofensivos devem ser potenciados em especificidade, partindo das características dos jogadores para as dinâmicas previstas. Aqui, em termos de potencial, parece-me que há um maior condicionalismo na saída em construção. Por um lado, porque se prevê um decréscimo de qualidade na capacidade dos centrais neste plano (será o ponto fraco de Rodriguez, e Onyewu é o mais limitado dos 4). Por outro, não se vê ainda uma grande capacidade na resposta às primeiras bolas aéreas, uma alternativa que o Braga explorava muito em jogos de maior grau de dificuldade.
Tal como referido acima,torna-se importante que Domingos encontre rapidamente a sua estrutura base, para poder evoluir em especificidade.
Competição, precisa-se! - Há um aspecto que não foi avaliado - nem podia - na pré época. Dois, na verdade, mas ambos têm a ver com a competição onde "ganhar" é o objectivo. O lado estratégico do jogo, e a resposta mental da equipa. Estas 2 vertentes foram, indiscutivelmente a grande força das equipas de Domingos, e a grande justificação para os resultados extraordinários que continuadamente o treinador vem conseguindo. Por exemplo - e isto não serve para extrapolações lineares - o Braga havia perdido os seus jogos de apresentação nas 2 épocas sob o comando de Domingos, tendo feito, depois, um arranque fulgurante na época oficial. Este é, já agora, o capítulo que justifica alguma perspectiva de uma época acima das expectativas, por parte dos Sportinguistas. Aliás, com Domingos, e até agora, foi sempre assim, "acima das expectativas"...
Lesões, uma preocupação - Se projectarmos um onze ideal, dentro das actuais soluções, dificilmente alguém excluirá Rodriguez, Matias e Izmailov. Ora, também dificilmente projectará uma época imaculada em termos de lesões para qualquer dos 3. Dito isto, e acrescentando o risco de outras unidades padecerem desse mesmo mal, é bastante provável que o Sporting 2011/12 seja (ou continue a ser) uma equipa com um departamento médico atarefado. Que consequências terá?
Opções individuais - Já várias vezes me expressei sobre algumas unidades, pelo que não quero cair na redundância, neste texto. Exploro, ainda assim, alguns casos.
Primeiro, os centrais. Especula-se sobre a hipótese de o Sporting procurar outro jogador para esta posição. Sendo ou não verdade, entendo que será prudente fazê-lo. Porque Rodriguez, um titular previsível, tem o tal problema do histórico de lesões, e porque Onyewu também o tem, não sendo, por outro lado, uma opção muito credível, a meu ver. E fundamento-me em 2 aspectos principais para a critica ao americano: capacidade em posse (não o critério, mas a falta de capacidade de arrojo mínimo, que se tornará um "alvo" óbvio para qualquer adversário), e capacidade de resposta em zonas onde é necessário antecipar e reagir (jogando alto e de forma mais pressionante). Ou seja, seria, a meu ver, mesmo aconselhável ter outra solução...
No meio campo, o tal problema da falta de reactividade, onde se exclui o caso do incrível Rinaudo. Aqui, destaco as dificuldades, mais previsíveis, de Schaars e André Martins, e mais surpreendente (ainda que reincidente), de André Santos. Creio que nestas contas pode entrar Izmailov, um acréscimo de valor e bom complemento para Rinaudo. Melhor do que Schaars, parece-me, ainda que holandês seja também um bom valor.
Mais à frente, creio que, seja qual for o sistema, Domingos apostará entre Matias, André Martins , Aguiar ou Postiga, sendo Izmailov outra possibilidade eventual. Com Postiga, dificilmente a opção passará por um 4-3-3, ficando, nessa hipótese, a solução muito dependente da disponibilidade de Matias ou Izmailov, já que não entendo haver grande mais valia em Aguiar ou (para já) André Martins.
Nas alas, a boa notícia é a capacidade de trabalho de todas as opções, algo fundamental para quem quer manter-se alto e agressivo no jogo. Djalo é o caso mais forte neste plano, e aquele que garante um estilo diferente dos outros. Mais incisivo e forte em zonas de finalização, e menos fiável em posse. Dos outros, o tempo para opiniões muito vincadas ainda é curto. Jeffren parece poder acrescentar algo em termos de 1x1, algo em que o plantel se encontrava carente. Ele, e Carrillo, uma das surpresas da pré época. Carrillo será, até, o que mais mostrou dos novos extremos, mas fica-me a dúvida sobre a sua resposta no último terço, em termos de definição. Um extremo não pode precisar de 2 "toques" entre si e o golo. Falta ver mais, para estes e para Capel.
Finalmente, na frente. Sobre Postiga, estamos conversados. Podia trazer mais análises de desempenho passado, mas parece-me tão trivial o ponto sobre a improbabilidade do seu rendimento como principal finalizador, que me vou dispensar desse trabalho. Wolfswinkel é a aposta óbvia. Afinal, quem dá 5 milhões não abdica da aposta por 1 pré época. Compreendo a coerência dessa medida, mas, na leitura que já havia deixado, o holandês dificilmente será um finalizador muito eficaz (ainda que valha mais do que o que mostrou). Tinha tudo para ser um problema, não fosse... Rubio. A sensação da pré época pode ser uma das melhores aquisições dos últimos anos. Tem óptima abordagem à zona de finalização, mas foi também o que melhor resposta deu em termos de agressividade defensiva e jogo aéreo (primeiras bolas), não ficando a perder em termos de jogo de apoio, pelo menos face ao que os outros mostraram. Já havia deixado as minhas suspeitas, e, tudo somado, dificilmente a pré época terá sido um engano. A idade e o estatuto? Pois claro, esses serão os seus obstáculos para uma aposta séria e no imediato. Porque mais nada o justifica. Resta Bojinov, que deu muito boa resposta frente à Juventus, jogando de costas para a baliza. Na minha leitura, será entre Rubio e o búlgaro...
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19.7.11
Reforços 2011/12: Rinaudo (Sporting) (Parte II - Vídeo)
Foi um jogo intenso, mas muito mal jogado, com blocos pouco juntos e um futebol demasiado vertical, pouco apoiado e pouco pensado. Rinaudo teve uma prestação avassaladora no meio campo, quer pela intervenção em posse (muito mais seguro do que a globalidade dos seus companheiros), quer pela capacidade de recuperação. Um tipo de protagonismo positivo que não foi único, já que lhe vi outro jogo de características semelhantes nos 3 jogos analisados. Uma nota sobre Rinaudo que não abordei ontem, para referir que faltam indicações positivas sobre a sua capacidade no jogo aéreo. Quer nas primeiras bolas, no meio campo, quer nas bolas paradas, sendo que nem sequer integra a zona de finalização, nos esquemas ofensivos.
A sua exibição está detalhada em 2 vídeos (1ª e 2ª parte), optando por esta divisão devido à invulgar quantidade de acções em que interveio, bem como por motivos de limitação técnica.
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Reforços 2011/12: Rinaudo (Sporting) (Parte I)
Perfil evolutivo - Não há muito a dizer... O Sporting é a primeira aventura de Rinaudo, não só fora da Argentina, mas também fora do seu clube de sempre, o Gimnasia de La Plata. Para enquadrar este percurso, convém referir que o Gimnasia é uma equipa de fundo da tabela na Liga Argentina, lutando normalmente para não descer, coisa que não conseguiu este ano, precisamente na última temporada de Rinaudo no clube. Esta modéstia do seu clube, não impediu Rinaudo de ser considerado um dos melhores médios defensivos da liga, chegando mesmo a merecer chamadas para a Selecção.
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Perfil táctico/técnico - Rinaudo é um jogador de equilíbrios e que pensa sempre o jogo com a segurança como principal prioridade. Isto faz dele, e ainda que tenha jogado normalmente numa estrutura de 2 médios, um jogador com todas as características para jogar sozinho à frente da defesa. Não é um jogador de extraordinária capacidade reactiva, mas tem uma entrega e atitude fantásticas, sendo também ágil e forte nas intervenções defensivas. Ofensivamente, é um jogador que assume o jogo sem receios, pedindo a bola e distribuindo-a no inicio de construção. Mas pensa sempre com grande rigor ao nível da segurança, notando-se não ser também muito forte no passe de maior distância. Quando "convidado" toma a iniciativa de ser ele a transportar a bola verticalmente, mas não é algo para que se sinta especialmente vocacionado.
Um dado relevante, vai para o peso relativo de Rinaudo no jogo do Gimnasia. Não espanta, dado o contexto, que seja o jogador mais influente, mas espanta (pelo menos nos jogos observados) o nível de preponderância que assumia. Quer ao nível defensivo, quer ao nível da presença em posse. São dados avassaladores e que ilustram o carácter deste jogador em campo.
Futuro no Sporting - Em relação à concorrência (e mesmo tendo em conta os médios do ano anterior), Rinaudo será uma mais valia no campo defensivo. Arriscaria vir a tratar-se de um caso de sucesso muito claro e, tendo em conta os valores anunciados na sua transferência, o melhor negócio do clube neste ano (talvez só superado por Rubio, confirmando-se as suspeitas que os números iniciais do jogador já indicavam). O maior risco para Rinaudo, não havendo surpresas na minha análise, está no enquadramento táctico. É um jogador sem grande vocação ofensiva, e o Sporting deverá ter de contar com algum arrojo na sua posição, caso actue com uma dupla de médios. A natureza das dinâmicas do modelo, porém, ainda estão por aferir...
Um dado relevante, vai para o peso relativo de Rinaudo no jogo do Gimnasia. Não espanta, dado o contexto, que seja o jogador mais influente, mas espanta (pelo menos nos jogos observados) o nível de preponderância que assumia. Quer ao nível defensivo, quer ao nível da presença em posse. São dados avassaladores e que ilustram o carácter deste jogador em campo.
Futuro no Sporting - Em relação à concorrência (e mesmo tendo em conta os médios do ano anterior), Rinaudo será uma mais valia no campo defensivo. Arriscaria vir a tratar-se de um caso de sucesso muito claro e, tendo em conta os valores anunciados na sua transferência, o melhor negócio do clube neste ano (talvez só superado por Rubio, confirmando-se as suspeitas que os números iniciais do jogador já indicavam). O maior risco para Rinaudo, não havendo surpresas na minha análise, está no enquadramento táctico. É um jogador sem grande vocação ofensiva, e o Sporting deverá ter de contar com algum arrojo na sua posição, caso actue com uma dupla de médios. A natureza das dinâmicas do modelo, porém, ainda estão por aferir...
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