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19.8.11

Empate do Sporting e os portugueses na Liga Europa (Breves)

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Mais um empate para o Sporting. Não deixa de ser curioso que, depois de uma pré época em que tanto se falou dos aspectos defensivos, seja pelo lado ofensivo que a equipa fica a dever a si própria melhores resultados, no arranque oficial. Curioso, mas não surpreendente. Algumas notas de opinião sobre o jogo:

- "ganhar" e "jogar bem". A dicotomia de que havia escrito, na última análise. Não é possível "ganhar" com frequência, sem "jogar bem". Mas, de igual modo, não me parece provável que se "jogue bem" muitas vezes, sem "ganhar". O Sporting não fez um grande jogo, mas teve ocasiões mais do que suficientes para se exigir um golo. Um golo que daria outra confiança, outro conforto, e, com alguma probabilidade, outra exibição. Sem o golo, sem a eficácia, não se fomenta a própria confiança, e alimenta-se, ao invés, a esperança de quem acredita num feito. Não surpreende a quebra na recta final do jogo, assim como não me parece preocupante a exibição. Não, porque não se pode esperar que uma equipa possa manter sempre o mesmo o ritmo, a mesma intensidade mental e física, durante 180 minutos, numa mesma semana, e sempre lidando contra a frustração de ter o resultado a seu desfavor. Mas, parece-me preocupante, isso sim, que vá acumulando essa mesma frustração.

- Domingos apostou, creio que deliberadamente, nos mesmos. Discordo que este seja o melhor onze, e entendo que há mesmo erros potencialmente crónicos (finalização, já se sabe), mas estou de acordo que, havendo uma aposta, esta seja continuada. Aliás, é assim que deve ser, se realmente houver confiança nas avaliações previamente feitas. Mas, regressando à questão do onze, a vantagem de o repetir passa por, não só cimentar rotinas, como poder evoluir em especificidade e, mais importante que tudo, alavancar a confiança dos protagonistas, quer no plano inter-relacional, quer na relação de confiança com a própria proposta de jogo que está a ser implementada. Dois problemas aqui: 1) é claro que o melhor onze acabará por não ser este (pelo que a especificidade não se aplica como devia). 2) Sem vitórias o efeito confiança fica, no mínimo, limitado. Este foi, de resto, um aspecto que abordei muito no ano passado, com o Porto, e que considero poder ter sido muito importante para o crescimento da equipa.

- Finalmente, falar de outro problema já antecipado: as lesões. Já se sabia de Rodriguez (ainda não aconteceu), Izmailov, Bojinov e Matias. Agora, o jogador que mais resposta tem dado em termos de capacidade de desequilíbrio, Jeffren, também ameaça ser inconsistente na sua disponibilidade. Não ajuda...


Em relação aos outros resultados de equipas portuguesas, pouco optimismo. Os nulos, não sendo maus, também não abrem espaço para grande confiança. O resultado em Madrid é normal. Pelo menos o Braga, seria bom que passasse...

Nota também para os treinadores portugueses. Jesualdo, num Panathinaikos em franco desinvestimento, foi copiosamente batido em Israel. Não menos "copioso", foi o desaire de Paulo Sérgio frente ao Tottenham. É certo o desnível, mas 0-5, é sempre muito. Finalmente, o excelente arranque de Carvalhal, no Besiktas. É um caso que acompanharei com curiosidade, porque os turcos têm uma excelente equipa, que, acredito, pode ser muito melhor aproveitada com o treinador português. É uma grande oportunidade para Carvalhal, num grande clube, de um país com enorme potencial para crescer nos próximos anos. Entre os jogadores, tenho particular esperança na evolução de Manuel Fernandes. Se evoluir no critério, poderá, ainda, tornar-se num grande jogador.

Outro caso a não perdeer, é o da Roma. O primeiro "case study" de importação do "modelo barça", e um enorme teste à viabilidade da ideia. Maior do que qualquer das teorias entretanto defendidas, seja num sentido, ou noutro. Os resultados não são ainda definitivos, mas são, para já, desastrosos (só vi 1 jogo, e percebe-se porquê...). Enquanto Luis Enrique continuar, e mantiver o modelo, o balanço vai a tempo de ser invertido...

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11.7.08

Mancini no Inter. Ainda há lugar para Quaresma?

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Com a confirmação de Mourinho como treinador do Inter para a próxima temporada, surgiram de imediato, e quase inevitavelmente, uma série de nomes na imprensa como potenciais alvos do técnico português para dar corpo ao “novo Inter” de José Mourinho. Deco, Lampard, Terry, Ricardo Carvalho e Quaresma foram algumas das apostas da generalidade da imprensa. Pois bem, o primeiro nome de peso a reforçar o Inter surge de uma proveniência algo surpreendente. Mancini assina vindo da Roma, uma das rivais dos “nerazzurri” na luta pelo schudetto. Aqui ficam também evidentes as diferenças na postura dos clubes italianos no que respeita ao mercado interno, nomeadamente comparando com ligas como a espanhola ou inglesa.

Já se sabia que Mourinho estava à procura de soluções de qualidade para as alas do seu ataque, nomeadamente para dar maior qualidade ao 4-3-3, uma das opções tácticas que o treinador português gosta de ter como alternativa. A questão, no que respeita ao mercado português, é até que ponto o Inter continuará interessado em Ricardo Quaresma. Se, por um lado, o apreço pelas qualidades do 7 portista não terá desvanecido pela simples aquisição de Mancini, por outro, há já um número relevante de soluções para a posição de extremo dentro do 4-3-3 que, aliás, pode até não ser a principal das opções de Mourinho, tendo em conta a qualidade de avançados e médios interiores que existe no plantel do Inter.

Esta poderá, portanto, ser uma péssima noticia, quer para Quaresma, quer para o próprio Porto. É que, se Quaresma pretendia sair do Porto esta temporada, também o clube começa a ter mais dificuldades em fazer um encaixe assinalável com o jogador, devido à evolução da sua idade. De resto, se olharmos ao preço desta transacção – entre 12 e 15 milhões de euros – fica claro como o mercado português parece estar inflaccionado, com o Porto a pedir mais do dobro por Quaresma. Mesmo tendo em conta o custo não tão elevado dos salários do jogador e o seu inegável talento, 40 milhões são uma verba completamente fora do que se passa no resto do mercado para um jogador de quase 25 anos. Ainda assim, tendo em conta outros negócios já realizados num passado, pode dizer-se com que, com o Porto, tudo é possível!


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10.4.08

Champions: Ronaldo vs. Messi

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Barcelona 1-0 Schalke

O grande interesse deste jogo estava nos efeitos psicológicos que o momento do Barcelona poderia ter nos seus jogadores e, consequentemente, no complicar ou não de uma eliminatória que já estava muito bem encaminhada com o 0-1 da primeira volta. Tacticamente, uma alteração significativa do lado do Schalke. Em vez da linha de 4 homens com que Slomka encarou os últimos 2 jogos da Champions, o Schalke apresentou-se em Camp Nou com a sua versão mais ofensiva, ou seja, com o losango que tinha em Altintop a unidade mais avançada do meio campo. Do lado do Barça, o 4-3-3 habitual que revelou a diferença, em relação à primeira mão, do regresso de Bojan e Eto’o às suas posições mais naturais. O camaronês no centro do ataque, deixando a ala para o jovem prodígio.
Os primeiros 20 minutos do jogo evidenciaram o pior do Barcelona. O Schalke apareceu apostado em fazer um pressing alto iniciado pelos seus 3 homens mais ofensivos e que assumisse o risco de tentar perturbar a posse de bola de uma equipa que, em condições normais, será das mais fortes da Europa na primeira fase de construção. A verdade é que o Barça acumulou erros incomuns em posse de bola, o que, juntando a uma dificuldade do meio campo em suster a troca de bola dos alemães, resultou numa série de finalizações do Schalke, algumas delas muito perigosas. Os alemães conseguiram com frequência chegar com a bola dominada ao espaço entre linhas, batendo as unidades do meio campo adversário, e partir daí optaram, ou pela meia distância, ou por recorrer ao forte presença de Kuranyi na área contrária. É certo que nesse período o Barça também usufrui de uma soberana oportunidade mas não espantaria se o Schalke tivesse igualado a eliminatória, ficando por saber qual seria o efeito na equipa e público da casa...
Perdida essa oportunidade de surpreender na fase inicial, o Barça foi progressivamente impondo a sua superioridade natural no jogo e, sem revelar grande superioridade, lá conseguiu chegar à vantagem num lance em que a sua posse de bola fez aquilo que dela mais se poderia esperar, bater o pressing adversário e servir em boas condições o seu trio ofensivo. Tudo mudou a partir daí. O segundo tempo mostrou um Barça mais confiante, contrastando com a postura do Schalke bem mais descrente e incapaz de criar dificuldades ao adversário. Com a sua primeira fase de construção a ser muito mais capaz, o Barcelona poderia facilmente ter aumentado a vantagem nos primeiros 20 minutos do segundo tempo, caindo depois o jogo num aborrecido arrastar do tempo até à conclusão da eliminatória.
Não posso deixar de mencionar o que se assistiu quando Rijkaard substituiu Bojan no segundo tempo, numa fase em que a eliminatória estava resolvida. Um mar de lenços brancos apareceu nas bancadas em protesto com uma substituição mais do que natural e que tinha como objectivo a gestão do plantel em fase de sobrecarga de jogos. Esta atitude do público, característica dos países latinos é, para além de irracional, contra producente para a própria equipa, em fase decisiva da temporada. Neste aspecto é bem mais favorável para os interesses das próprias cores a visão britânica da relação entre os adeptos e os funcionários do seu clube.
Enfim, o Barça passa assim às meias finais, revelando as fragilidades do seu momento psicológico que chega a afectar até o que a equipa tem de melhor. De resto, o encontro com o Schalke voltou a mostrar as debilidades da fase defensiva do Barça, que concede muitos espaços fruto da pouca eficácia do seu pressing, bem como a pouca imaginação colectiva do seu segundo momento ofensivo – aqui, mais uma vez, fica claro o perfil desadequado de Henry à função que lhe é entregue. É precisamente pela dependência das explosões individuais dessa fase ofensiva da equipa que me parece fundamental a recuperação de Messi para o confronto com um United.

Man Utd 1-0 Roma

Por considerar o United em momento mais estável do que o Barça – apesar da Roma ser claramente mais forte do que o Schalke – optei por ver o encontro de Camp Nou. Mais uma vez lamento a Sporttv não repetir os jogos...
O United terá mais um teste europeu no que resta jogar da Champions que poderá, ou não, confirmar esta equipa como uma das melhores equipas da história do emblema Inglês e, digo eu, como a mais consistente do panorama europeu actual. Apesar de ser melhor, nesta altura, do que o Barcelona, o Manchester voltará a ter o problema da intensidade competitiva interna na altura da meia final (algo que, ao contrário do Milan em 2007, também deverá impedir o Barça de concentrar as energias na Champions) e ainda outra possível condicionante. É que defensivamente este United é muito diferente com ou sem a dupla formada por Ferdinand e Vidic...



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2.4.08

Champions: Barça - United à vista

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Roma 0-2 Man Utd
Pela estrutura inicial apresentada pelos dois treinadores podia prever-se o respeito mutuo que caracterizou o primeiro tempo. Na Roma, Vucinic a fazer de Totti (na medida do possível, claro) como referência ofensiva, mas o pormenor mais sintomático estava na inclusão de Aquilani como vértice superior do triângulo de meio campo. A Roma utiliza normalmente um jogador mais ofensivo nessa posição, que tem no aparecimento em zonas de finalização uma das suas principais funções. Aquilani não tem, nem foi pretendido que tivesse neste jogo, essas características. Ao 4-3-3 da Roma, Ferguson respondeu com um 4-5-1 que tinha Carrick como “pivot” defensivo, Park na direita e Rooney sobre a esquerda. Ronaldo foi a referência ofensiva, uma opção que denotava intenção de fazer um jogo em transição, deixando para Park a árdua tarefa de acompanhar as subidas de Tonetto.

O que se viu nos primeiros 45 minutos foi um jogo fechado de parte a parte, com ambas as equipas intencionalmente a tentar jogar em transição, mas sem que nenhuma delas arriscasse o suficiente (quer na gestão da posse de bola, quer no posicionamento do pressing defensivo) para que isso pudesse acontecer. Mais surpreendente a opção da Roma,não só porque jogava em casa, mas porque esta Roma de Spalletti é uma formação eminentemente ofensiva e é a atacar que se sente melhor. O jogo prosseguiu sem ocasiões até que mais um passe para o espaço entre linhas foi abordado de forma diferente por Rooney, rodando e surpreendendo, criando um raro desequilíbrio que resultaria depois em mais um golo de Ronaldo.

Com 0-1 ao intervalo não se podia esperar outra coisa que não fosse uma Roma ofensiva no segundo tempo e, por outro lado, um United finalmente a poder actuar em transição. Os primeiros 20 minutos do segundo tempo não surpreenderam por isso e a Roma podia nesse período ter chegado ao empate nas 2-3 ocasiões criadas. Menos previsível foi a incapacidade do United em aproveitar o espaço existente. Ferguson alterou e introduziu Hargreaves no lugar de Anderson, definindo uma linha de 4 homens no meio campo que tinha como objectivo principal defender e libertar Rooney e Ronaldo para as transições. Mas foi por mais um golpe de eficácia que o jogo voltou a mudar. Quando o United tentava sacudir a pressão, chegou ao golo num erro de Doni que teve um efeito anímico enorme no jogo. Se até aí o United havia sido eficaz, a partir do 0-2 pode dizer-se que os Ingleses desperdiçaram uma boa oportunidade de sair de Roma como uma goleada na bagagem.

Importa mencionar dois aspectos sobre esta Roma: 1) É uma equipa fortissima em ataque continuado, primeiro porque ataca bem na forma como promove as constantes movimentações entre os seus jogadores e, depois, porque arrisca muito colocando muita gente nas acções ofensivas. 2) Totti foi uma ausência de muito peso para um jogo como este. Não só pelo que joga mas igualmente pelo peso psicológico que tem no Universo Romano.

Última nota para um comentário que ouvi na transmissão da partida e que classificava o Manchester United como uma equipa defensivamente frágil e que recorre com frequência ao passe longo... Só não cheguei a perceber a que temporada do United se referia esta análise. Ironias à parte, convém não confundir o jogo das meias finais do ano passado frente ao Milan (disputado num contexto totalmente favorável aos italianos, pela sobrecarga de jogos decisivos que o United teve nessa altura) com a qualidade que a equipa vem evidenciando de forma continuada na última centena de jogos.

Schalke 0-1 Barcelona

Frente ao habitual 4-3-3 de Rijkaard, o Schalke deu seguimento à estratégia utilizada no Dragão, apresentando um 4-4-2 com duas linhas de quatro elementos que esperavam pela iniciativa que o Barça inevitavelmente iria ter. O problema para os alemães foi a qualidade da posse de bola catalã na sua primeira fase de construção, com Iniesta e Xavi em plano de destaque pela certeza no passe que os caracteriza. Juntando a esta incapacidade germânica para perturbar a primeira fase ofensiva do Barça à incapacidade dos espanhóis em utilizar da melhor forma o seu tridente ofensivo, tivemos como resultado um jogo mastigado a meio campo e sem grandes desequilíbrios. A excepção foi mesmo aquele passe de Iniesta a encontrar o movimento de Henry nas costas de Rafinha, explorando a distância entre o lateral e o central. O Francês não marcou à primeira mas ainda foi a tempo de oferecer o único golo da partida a Bojan.

No segundo tempo, mais posse de bola e especulativa do Barça e mais incapacidade alemã para mudar muito o jogo. Ainda assim as coisas alteraram-se ligeiramente com o adiantamento das linhas germânicas nos últimos 20 minutos da partida, que conseguiram, nesse período, ser finalmente perturbadoras para a posse do adversário. O resultado foram algumas oportunidades que poderiam ter dado o empate ao Schalke, fruto da maior presença numérica de jogadores nas imediações da área do Barça e do poderio aéreo a que os alemães passaram a recorrer com mais frequência com o aproximar do final do jogo. No Barça saliente-se dois aspectos: 1) a equipa não recuou deliberadamente as suas linhas mesmo no final do jogo, mantendo uma pressão o mais alto possível e 2) triste ver uma equipa com tantos valores ser incapaz de se revelar mais perigosa ofensivamente e perante um adversário que teve de arriscar. Diz muito do momento do Barça.

Nota para as limitações reveladas pelo Schalke, sendo inevitável pensar que o Barça teria dificuldades bem maiores se tivesse de visitar o Dragão. Do lado do Barça, a passagem às meias finais está próxima e tudo se pode esperar desta equipa de enormes valores. Não posso, no entanto deixar de fazer um paralelo com o Barça que encantou a Europa de 2004 a 2006. Rijkaard mantém uma equipa que gosta de ter a bola e que a tenta recuperar o mais rapidamente possível. O problema no meu ponto de vista são as referências da primeira fase de construção da equipa. Quando Ronaldinho era o centro das operações a equipa tinha uma série de movimentos desequilibradores que surgiam assim que a bola entrava no brasileiro. Actualmente isso não acontece e o Barça parece passar a improvisar assim que ultrapassa a linha do meio campo.


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26.10.07

Confrontos do fim de semana

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Liverpool – Arsenal (Premier League, Domingo 16h)
Um confronto que marca o contraste do momento destes dois gigantes do futebol Inglês. Curiosamente, apesar de parecer aquele que mais “desinvestiu” – em contraste com os milhões despendidos em Anfield – o Arsenal é o clube que melhor arranque protagonizou em Inglaterra... e não só! 1 empate apenas levam os “Gunners” entre Premier League e Champions e este confronto será o primeiro grande teste interno à capacidade da equipa de Wenger.
No campo estarão dois 4-4-2, mas também duas equipas muito diferentes, sobretudo na hora de atacar. Benitez prefere o futebol mais vertical e rígido, enquanto que Wenger, já se sabe, promove o futebol de movimentação constante e toque curto protagonizado por jogadores que gostam da bola junto ao relvado. Nota ainda para a crescente pressão existente sobre Benitez e para o confronto entre, provavelmente, os dois melhores médios da Liga: Fabregas e Gerrard.
Palpite: Liverpool

Milan – Roma (Seria A, Domingo 14h)
Milan e Roma protagonizam um embate que, à nona jornada pode tornar o Scudetto numa miragem para ambas as equipas. Apontados como candidatos ao título, Milan e Roma têm, cada um a seu jeito, desiludido, estando a 10 e 5 pontos, respectivamente, do Inter. Este é, curiosamente, um embate entre dois adversários de portugueses na Champions e, por isso, estas são equipas já nossas conhecidas.
O Milan, no 4-3-2-1 de Ancellotti parece levar vantagem para esta partida, já que a Roma se encontra muito afectada por lesões – Aquilani, Totti, Perrota e Taddei estiveram indisponíveis nos últimos dias.
Palpite: Milan

Sevilha – Valencia (La Liga, Domingo 20h)
Dois “outsiders” ao título juntam-se num embate especialmente importante para o Sevilha que teve uma entrada áquem das expectativas na Liga. A equipa atravessou uma fase negra de 4 impensáveis derrotas consecutivas na Liga e afastou-se dos primeiros lugares, tendo agora um importante caminho a percorrer. Do outro lado, um Valência que, apesar de ter já perdido 2 jogos em casa, soma por vitórias os confrontos fora de portas – algo invulgar numa competição deste calibre.
Palpite: Sevilha

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24.10.07

Notas do Roma-Sporting

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- O Sporting sai de Roma com uma derrota que é também uma oportunidade perdida para fazer um brilharete. O jogo foi repartido no seu domínio e o problema do Sporting foi mesmo o jogo perto das áreas, onde se sentiu realmente a diferença entre as equipas. Paulo Bento deve ter-se lembrado de Caneira e Ricardo e da segurança que estes davam. Nestas coisas de Champions e perante adversários bem mais poderosos, o facilitismo é o pior dos erros e foi por aí que o Sporting perdeu.

- A ausência de Polga revelou 3 aspectos importantes. (1) Gladstone não foi utilizado, restando saber se foi pelas deficiências posicionais reveladas em actuações anteriores ou para não valorizar o jogador que é, sem dúvida, um valor interessante. (2) A presença de Veloso na defesa confirma que aí ele não é uma mais valia. (3) Moutinho ganha outra preponderância quando actua como pivot defensivo. Creio que a sua posição de maior rendimento seria num sistema com duplo-pivot defensivo, tal como actuou quando explodiu no ano de Peseiro.

- Às vezes pergunto-me porque é que se fazem tantas substituições. Invariavelmente as alterações são esgotadas pelos treinadores, mas creio que em muitos casos essa opção terá mais a ver com aspectos culturais e pressões externas do que com reais mais valias para a equipa. Por exemplo, o Sporting terminou com Celsinho sobre a esqueda quando Vukcevic – entretanto substituído – seria uma opção de utilidade bem mais provável.

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23.10.07

Roma-Sporting: Confronto Filosófico

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A visita do Sporting ao Olímpico de Roma traz alguns motivos de interesse para além da própria importância da partida. A Roma de Spalletti é uma das formações mais atractivas do futebol europeu. Com bola a equipa parece nem querer saber da hipótese de a perder, preferindo concentrar-se em dar expressão criativa e numérica às suas jogadas ofensivas. As consequências possíveis, naturalmente, são duas: espectáculo ofensivo ou colapso defensivo (veja-se o 4-4 do último fim de semana).

Do outro lado está o pragmatismo e filosofia oposta de Paulo Bento. Raramente se vê o Sporting ser apanhado em contra pé, e isso não é obra do acaso. Bento é um defensor da visão que a defesa vem antes do ataque e o equilíbrio táctico da equipa é uma imagem de marca do seu Sporting. Reflexo fiel desta filosofia pode ser encontrado no que aconteceu frente a Inter e Bayern no ano transacto: 4 jogos, só 2 golos sofridos, mas... apenas 1 marcado...

Se a questão fosse meramente filosófica, não teria dificuldades em defender a tese de que Bento levaria vantagem. No futebol, no entanto, temos a felicidade de contar com o factor humano e, assim, há que contar com as individualidades. Indiscutivelmente, neste plano, a vantagem é Romana e grandes jogadores esperam o Sporting no Olímpico. Spalletti monta um 4-2-3-1 muito móvel que conta com as subidas quase permanentes dos dois laterais. O lateral esquerdo Tonetto, de resto, ilustra pelas suas movimentações aquela que é a mentalidade da equipa, desequilibrando constantemente com as subidas pelo flanco mas sendo frequentemente apanhado fora de posição na hora de defender, parecendo muitas vezes mais um médio do que um defesa lateral. No meio campo estarão as maiores dores de cabeça dos Romanos com as ausências do patrão Aquilani e do inteligente Perrota – actua normalmente nas costas de Totti. A Roma tem ainda Giuly (ainda não totalmente adaptado), De Rossi (responsável por manter o equilíbrio possível com tanta gente a atacar), Taddei (médio direito) ou o fantástico Mancini (actua como médio esquerdo). Mas falar da Roma é falar de Totti. A fidelidade e qualidade do “Capitano” torna-o na figura mais popular da capital italiana, mas compreender Totti nem sempre é fácil. A inegável genialidade contrasta com a anarquia do seu futebol – em campo Totti faz o que quer, sendo capaz de passar um jogo sem produzir absolutamente nada, para depois desequilibrar a partida num só lance. Muitos discutem ainda se a permanência do jogador em Roma se deve à sua fidelidade ou a um espírito mais comodista de quem não está no futebol para ganhar coisas. Quando lhe perguntaram como é Totti, aquando da sua passagem pela Roma, a resposta de Capello foi tão simples quanto ilustrativa do carácter especial deste jogador no mundo do futebol: “Totti é.. Totti!”.

Sobre a partida, uma nota mais... Se é verdade que o futebol transalpino já não tem a mesma mentalidade defensiva de outros tempos, mantém algumas características de “obsessão táctica” que sempre o definiram. Se Spalletti é italino, a Roma vai saber bem como actua o Sporting e poderá perfeitamente surpreender com um ajuste táctico de última hora...


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4.9.07

Alerta Aquilani!

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A época leva ainda poucas semanas em Itália e entre os candidatos ao título contam-se sobretudo os rivais de Milão, já que apesar das vitórias conseguidas com muito sofrimento, o futebol da Juventus não aparenta ter potencial para além da luta pelo acesso à Champions. Fora dos três habituais candidatos, no entanto, é de Roma que tem vindo o ‘Calcio’ mais entusiasmante da rentré italiana. Com um conjunto de jogadores com muita qualidade, a Roma tem exercido grande domínio nos seus jogos, levando a que, quer jogadores, quer os adeptos a considerem como um candidato ao Scudetto, tal como qualquer outro. Que Roma significa Totti, já se sabe, e também se conhece o potencial que oferecem as qualidades de Giuly, Mancini ou De Rossi. Há, no entanto, um outro nome que vem despontando no emblema Romano e que já se havia mostrado no passado Europeu de Sub21 – Alberto Aquilani.

No meio campo, as coordena com De Rossi o jogo e o equilíbrio da equipa, mas é a sua meia distancia que o tem mais notabilizado, marcando grandes golos e criando panico frequente nos guardiões contrários. Não tenho dúvidas que neste jovem mora já um dos mais letais pontapés do futebol mundial. Um alerta para o Sporting.

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