4.11.10

O relvado e o factor casa: o que convém não confundir...

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Um pequeno apontamento para, novamente, colocar algum realismo nas análises e ideias que são passadas. Sobre a importância de um bom relvado para a prática de "bom futebol", já me havia aqui referido a propósito do Arsenal. Entretanto surgiu a notícia da substituição do relvado de Alvalade por um sintético. Francamente, parece-me que o Sporting poderá ficar a ganhar e, até, que a maioria dos clubes, sobretudo de menor dimensão, poderão futuramente optar por esta solução.

A questão que não deve ser confundida é entre a qualidade do jogo e o sucesso da equipa que mais vezes joga nesse relvado. É que, apesar dos problemas recorrentes, o Sporting foi quem mais pontos conseguiu em casa, relativamente ao total do que consegue na liga, desde 03/04. Outra coisa que importa não extrapolar com exagero são os resultados desta análise comparativa entre os 3 "grandes". Ou seja, as diferenças são marginais, devendo concluir-se estatisticamente que "não há diferença" entre eles, e não que o Sporting retira mais vantagem por jogar em casa, relativamente a Benfica e Porto.

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Braga cumpre mais um feito (Breves)

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- Visto de uma perspectiva histórica, é mais um feito do Braga de Domingos. Faltam 2 jogos, mas o Braga já garantiu que vai continuar na Europa depois do Natal e, também, já garantiu pelo menos 6 pontos nesta fase de grupos. Como conheço bem o potencial de todas as equipas deste grupo, posso dizer que o jogo de Belgrado foi, em absoluto, de acordo com o plano. O Braga é uma equipa tecnicamente superior ao Partizan, mas os sérvios em casa tentariam sempre assumir um jogo de organização e maior posse de bola. Ou seja, para o Braga a organização defensiva e o momento de transição defesa-ataque seriam os pilares de uma vitória provável. Foi tudo bem conseguido durante muito tempo e o golo acabou mesmo por chegar, ainda que por outra via: a bola parada. Creio, porém, que outro Braga, com outra tranquilidade e confiança teria sentenciado o jogo bem mais cedo. Como não aconteceu, a vitória só ficou garantida depois de algum sofrimento.

- Aprecio bastante esta equipa do Braga. É construída em bases humildes para os objectivos a que se propõe, mas tem uma enorme solidariedade e espírito colectivo. Tem organização e qualidade no plano técnico-táctico, mas não é esse o grande segredo da sua superação. Esperar ou pedir os 71 pontos do ano anterior é irrealista e até injusto, mas se Domingos conseguir recuperar os níveis de confiança perdidos naquele ciclo diabólico de inicio de época, então poderemos esperar mais uma grande época deste Braga especial.

- "O tipo já deve ter nascido em fora de jogo", disse uma vez Alex Fergunson. Discute-se muitas vezes quem é que a regra deve beneficiar, mas o que se constata é que o fora de jogo surgiu essencialmente para beneficiar 1 jogador: "Pippo" Inzaghi!

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3.11.10

A vitória do Benfica, o Barcelona e Jesualdo (Breves)

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- O sistema foi o mesmo - 4-4-2, versão clássica - as ausências eram mais e até se percebeu que a equipa voltou a não estar avisada para o tipo de erros que tanto a têm penalizado. Mas o destino, esse, foi totalmente diferente. O Lyon não aproveitou as transições e o Benfica levou ao extremo a sua produtividade nas bolas paradas (2 golos em lances a favor e os outros 2 a partir de lances contra). O jogo, de repente, estava resolvido. De resto, vários dos indícios detectados na última análise confirmaram-se neste jogo: A excelência de Coentrão (relembro, um "reforço" em relação há 1 ano atrás), o mau momento técnico de Saviola, a atitude de Salvio (desta vez com o talento também mais visível) e a diferença apenas marginal entre o Cardozo deste ano e Kardec que o vem substituindo. Não fora a perda de atitude final, estaria construído um resultado bem folgado, que ajudaria em caso de eventual confronto directo e que injectaria especial confiança antes do clássico de Domingo. Assim, perdeu-se tudo isso e ainda se reavivou o fantasma Roberto (entre besta e bestial, será que já ocorreu a alguém que Roberto possa ser apenas um guarda redes normal, com virtudes e defeitos, com melhores e piores momentos?!)

- O Barcelona empatou em Copenhaga. Não vi, nem posso falar muito do rendimento da equipa porque apenas a tenho visto a espaços. Uma coisa me parece clara, porém: Guardiola tem pela frente um dos mais importantes desafios da sua carreira. O futebol não é só táctica e técnica e o que separa os grandes campeões dos outros é a capacidade de se superarem continuamente em termos mentais. Manter níveis de motivação, confiança e concentração nos patamares mais elevados. Chegou a hora de Guardiola o fazer.

- Jesualdo foi demitido do Málaga. Não posso avaliar o trabalho com grande profundidade porque não vi nenhum jogo, mas posso facilmente concluir que o treinador deu um passo na direcção errada ao ter aceite o trabalho em Málaga. Isto porque se a posição não era boa, estava tudo menos perto de ser inesperada ou abaixo do que seria previsível face aos recursos e calendário de inicio de época. Basta comparar com o que a equipa fez no ano anterior, quer no arranque, quer nos mesmos jogos que já disputou. O ponto é que se era para treinar uma equipa com tão poucos recursos para o nível onde joga, convinha pelo menos ter a certeza de que haveria alguma possibilidade de ter margem de manobra. Isto de uma perspectiva desportiva, porque financeiramente até pode ter sido um bom negócio. Pessoalmente lamento, porque gostaria de ver mais técnicos portugueses nos principais campeonatos...

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2.11.10

Leiria - Sporting: Análise e números

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Havia algumas dúvidas sobre a capacidade de resposta das equipas. O Sporting porque, de novo, iria mexer muito. O Leiria porque, depois do deslize no Dragão, enfrentava novo teste, desta feita numa abordagem diferente. Claramente foi o Sporting quem se deu melhor. Teve a inspiração para ganhar vantagem na primeira parte e, depois, a qualidade para justificar o dilatar da mesma, na segunda. Neste campo muito debatido – o da eficácia – convém, de novo, colocar alguns “pontos nos is”. Ou seja, se é verdade que o primeiro quarto de hora do segundo tempo teve ocasiões mais do que suficientes para conseguir mais golos, também é um facto que o Sporting criou um número modesto de ocasiões para os 2 golos que marcou. Mas aí, como disse, valeu a inspiração.

Notas Colectivas
Começo por alguns dados estatísticos que ajudam a explicar o jogo. Os centrais fizeram 43 passes, quando, em média fazem 80 por jogo. O jogador mais accionado, entre todos, foi Hélder Postiga, ou seja o ponta de lança, o que é completamente incomum. Com tudo isto, o Sporting fez o jogo com menor número de passes completados na Liga, mas sem que isso resultasse de uma perda de qualidade ou eficácia ao nível do passe. O que se passou? O Leiria apostou numa postura mais alta, mas não se soube proteger devidamente no espaço entre linhas, permitindo que as jogadas do Sporting fossem mais verticais do que normalmente são e, por isso, tivessem necessidade de menor circulação.

Ora, perante este cenário, claramente o Sporting deu-se melhor. Porque tem uma óptima qualidade de passe na sua fase de organização e facilmente “saltou” o pressing. Depois, o Leiria abria demasiado espaço no seu bloco para impedir chegadas em boas condições à sua área. Da parte dos leões, a única critica a fazer em relação ao jogo é algum controlo que não conseguiu no espaço entre linhas. A postura do Leiria potenciava um jogo esticado e com grande presença ofensiva em ambos os extremos do campo. Cabia ao Sporting evitar que o jogo caísse no descontrolo da loucura da parada e respost. Por vezes fê-lo bem, noutras, nem tanto.

No fim de tudo isto, há que falar da dinâmica, numa estrutura que não é nova. Tudo resulta sobretudo das características individuais e não de novas ideias ou rotinas colectivas. Claramente o resultado neste primeiro jogo foi bastante bom, mas é preciso ter prudência antes de retirar grandes conclusões na base de um só jogo – sobretudo este.

Nota final para o Leiria. Assumiu um jogo em que ofereceu óptimas condições ao Sporting para atacar, mas o seu erro não é apenas estratégico. Há diversos erros organizacionais, quer na compacidade do bloco (daí o espaço entre linhas), quer na reacção da sua última linha a um posicionamento mais alto e agressivo (no Dragão isto foi catastrófico). Tem alguns bons jogadores, mas parece-me que Caixinha tem um futuro de grandes dificuldades.

Notas individuais
Abel e João Pereira – Juntos, formam uma ala direita com mais capacidade de recuperação e equilíbrio defensivo. Abel é um bom lateral e fez, na minha opinião, um bom jogo, sobretudo defensivamente. João Pereira, como diz Paulo Sérgio, joga bem em todo o lado, porque tem qualidade, agressividade e atitude. Ainda assim, acredito que João Pereira é uma mais valia como lateral e não como extremo e, por isso, continuo a ser da opinião que esta não é a melhor dupla para o flanco.

Centrais – Torsiglieri deveria ter resolvido o lance do golo, mesmo se não teve a sorte do seu lado. Ainda assim, no restante do jogo, esteve bastante bem. Carriço, por exemplo, teve muito mais dificuldades, quer no espaço aéreo, quer em alguns duelos individuais onde foi batido de uma forma demasiado fácil. Referi-o no último jogo e voltei a ficar com a ideia de que o capitão do Sporting não está num momento muito bom. As soluções são todas de qualidade (repito-o!), mas eu apostaria nesta altura numa dupla N.A.Coelho-Torsiglieri.

Valdes – Como ala, e entre os 3 grandes, era aquele que tinha, em simultâneo, mais % de posse e menos desequilíbrios. Ou seja, joga bem e é tecnicamente dos mais fortes do campeonato, mas sempre foi muito pouco consequente. O seu melhor jogo, na minha opinião, tinha sido na Figueira da Foz, onde jogou também numa posição mais interior. Agora apareceu como 10 e “explodiu” ao primeiro jogo. O exemplo, embora bom, não é suficiente para ser conclusivo. Não só por ser apenas 1 jogo, mas porque este jogo especifico deu mais espaço do que é hábito naquela zona. A questão, pois, é saber se perante um espaço mais apertado, Valdes vai ter uma decisão e movimentação adequada às exigências da posição...

Postiga – Voltou a estar bem, muito determinado e participativo em várias situações de golo. Hoje, tem menos receio em procurar a baliza e creio que isso lhe faz bem. Apesar da sua boa fase, tenho uma critica a fazer-lhe. É certo que muitas vezes não são situações fáceis, dado o isolamento e aperto com que tem de executar, mas ontem, e perante tantas solicitações, nem sempre deu a melhor sequência às bolas que por si passaram. Creio que pode fazer melhor.

Carlão – Uma nota para este jogador. Se me perguntassem qual é, em Portugal, o jogador mais difícil de parar, jogando de costas para a baliza, responderia com o seu nome. É fortíssimo fisicamente, o que torna muito difícil a tarefa dos centrais no habitual “encosto”, e, depois, é também tecnicamente muito forte dando quase sempre boa sequência às jogadas que por si passam. Tem ainda velocidade e profundidade. Tudo combinado, e mesmo considerando os pontos fracos, parece-me claro ter qualidade a mais para o clube onde joga.



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Vitória em Guimarães (Breves)

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- Encerrava a jornada e poucos duvidavam do largo favoritismo do Vitória. Os 3 pontos confirmam o prognóstico, mas o curso do jogo está longe de ter sido o previsto. Machado mexeu bastante, mas o resultado qualitativo foi modesto. O Vitória voltou a ser pouco imaginativo no último terço e cometeu erros que permitiram transições ao adversário. Acontece que o Portimonense, para além de não ser uma grande equipa, quer em termos colectivos, quer em termos individuais, também não está num momento positivo. Para além de não ter aproveitado as oportunidades próprias - o que pode acontecer - desfez-se por completo, à primeira adversidade. Agradeceu o Vitória, que transformou um mau jogo em 3 pontos confortáveis e potencialmente motivadores. Machado tem a equipa onde quer e agora testar-se-á até que ponto pode ir. Ou seja, se a luta é apenas pelo 5º lugar, ou se poderá beliscar Sporting e Braga num patamar superior. Para já, um duelo interessante em perspectiva em Alvalade. Machado tem confirmado as dificuldades em ser "Golias", mas no papel de "David" tem se dado muito bem. A boa notícia para o treinador vitoriano é que o Sporting tem as características ideias para a proposta de jogo que idealiza neste tipo de partidas.

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1.11.10

Benfica - Paços: Análise e números

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Jesus salientou-o, e os factos confirmam. Num jogo que tinha a relevância de anteceder um ciclo importante e, até, potencialmente decisivo, tudo correu bem. Correu, mas podia não ter corrido. O Benfica justificou o triunfo pelas ocasiões que conseguiu na primeira meia hora de jogo, mas também é um facto que se viu perante dificuldades que a maioria dos encontros não lhe trazem. Mérito para o Paços que, pela qualidade organizacional e estratégica, mereceria a diferença mínima.

Notas colectivas
Posso começar por aquilo que pretendeu – e em muitos períodos conseguiu – fazer o Paços. Porquê? Porque certamente será com este tipo de dificuldades que o Benfica contará nos próximos jogos. Falo do objectivo de não deixar os encarnados sair em construção. Ao contrário do que, por exemplo, aconteceu com o Portimonense, o Paços subiu linhas e dificultou muito a saída em posse pelos centrais. Várias vezes as jogadas tiveram de ser iniciadas com pontapés longos, forçando um jogo de primeiras e segundas bolas onde, obviamente, os pacences tinham muito mais possibilidades de discutir o jogo. Ora, é precisamente por isso que o Benfica teve tantas dificuldades em garantir um maior, e mais expectável, domínio territorial no jogo, acabando por ver o Paços jogar muitas vezes no seu próprio meio campo. E é, já agora, com este tipo de adversidade que o Benfica terá, de novo, de contar nos desafios mais importantes que tem pela frente. Uma dificuldade a que sempre respondeu de forma pouco avisada, pagando fortemente por isso.

Se o jogo correu bem ao Benfica, a muito se deverá o período que conseguiu na primeira parte, mais particularmente entre os 10 e os 30 minutos. Foi essa a única altura – à excepção do que aconteceu depois da expulsão – que o Paços esteve verdadeiramente por baixo no jogo. A qualidade individual, que não esteve globalmente inspirada ao longo dos 90 minutos, emergiu nessa altura, encontrando soluções que durante muito tempo faltaram. Não me refiro apenas ao lance de Aimar, mas a outras iniciativas que ultrapassaram a pressão pacense e puderam, finalmente, explorar os espaços inerentes ao comprimento do bloco defensivo.

Como nota final, e também muito evidente nesse período de maior domínio, alerto de novo para a especificidade das bolas paradas. Há vários lances trabalhados e todos eles com grande qualidade. Quer para em lançamentos, quer em livres ou cantos. Para ultrapassar, quer métodos zonais, quer individuais. É mais um aspecto do modelo de Jesus onde a qualidade apresentada encontra muito poucos casos paralelos no futebol mundial.

Notas individuais
Aimar – Foi uma das principais figuras, muito pela excelência do golo que marcou. Aimar tem estado a léguas do rendimento que exibiu no ano anterior, sendo por vezes mesmo difícil pensar que estamos a falar do mesmo jogador. Desta vez esteve mais próximo, não apenas pelo golo, mas pela influência que teve no jogo. Mais próximo, mas ainda não ao nível do que melhor se lhe viu e dele se deve esperar.

Coentrão – Mais uma exibição monumental. Quer como extremo, quer como lateral, foi o melhor em campo. Com uma atitude, influência e qualidade sem paralelo. Não é nenhum desdenho dizer-se que Coentrão é o melhor jogador do Benfica porque, como ele, não há muitos. Fala-se muito de Di Maria e Ramires, mas pouca gente se lembra que nesta altura, há um ano, Coentrão ainda não jogava no Benfica. Ou seja, se o Benfica perdeu 2 unidades importantes, ganhou também aquele que é hoje o seu melhor jogador. O problema é que a questão da diferença de rendimento colectivo não tem o seu epicentro em unidades individuais.

Gaitan e Salvio – São ambos talentos com tudo para jogar com grande sucesso num clube com a dimensão do Benfica. Gaitan vai num processo mais adiantado de adaptação do que Salvio, mas neste jogo a atitude de ambos teve contraste precisamente oposto. Gaitan teve uma atitude muito pouco intensa no jogo, quase displicente e nada consentânea com a evolução que ainda precisa de fazer. Salvio jogou muito menos minutos e nem sempre decidiu bem – aliás, não tem características muito formatáveis a este modelo – mas teve uma atitude muito boa perante a oportunidade.

Saviola – A sua movimentação continua a fazer dele o elemento mais desequilibrador do jogo encarnado e é, para mim, até difícil de prever os efeitos que poderia ter uma ausência sua nesta fase. Mas também é um facto que vive um período mau em termos de confiança. Os golos que falha não são normais, mas acabarão por reaparecer, tal a frequência com que “atrai” situações para concretizar. O problema é que o momento negativo parece estar a afectar Saviola também noutros capítulos, e a sua qualidade no desempenho técnico desceu a pique nos últimos 2 jogos, onde deu sequência a menos de 50% das posses de bola que passaram por ele...



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31.10.10

Sporting ganha em Leiria (Breves)

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- Era importante dar sequência ao momento vitorioso, especialmente sendo o jogo fora de casa, e o Sporting terá feito até por merecer uma vitória mais dilatada na segunda parte. Há, porém, 2 motivos pelos quais esta vitória pode não ter tanta relevância quanto poderia. A primeira tem a ver com o próprio jogo e com alguma falta de controlo num jogo em que ele tinha tudo para ser total. Não falo dos golos perdidos, mas das ocasiões permitidas. A segunda, surge porque a confiança só pode ser devidamente capitalizada se houver uma continuidade da proposta de jogo e dos protagonistas, e isso, no caso do Sporting não tem acontecido. Entretanto, o herói foi Valdés. O mesmo que tantas vezes critiquei pelas dificuldades que demonstrou em dar sequência prática à sua óbvia qualidade técnica. Uma nota para o Leiria. Não me quero alongar muito porque ainda tenho de rever o jogo, mas parece-me que voltou a dar uma imagem muito fraca da sua qualidade organizacional, não tendo, desta vez, sido tão severamente punida. Não antecipo uma sequência fácil para Caixinha que tem, já agora, um avançado realmente interessante: Carlão. Em Portugal, provavelmente o mais difícil de contrariar no jogo exterior.

- Entretanto, ontem houve quem achasse que não havia condições para jogar. Eu discordo e apresento uma testemunha... Belluschi!


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Vitória do Porto, derrota do Braga e muita chuva (Breves)

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- À partida, esperar-se-ia que fosse ao contrário. Ou seja, faria mais sentido o Porto materializar a sua vantagem na segunda parte, onde o terreno esteve mais "jogável". Não foi, mas apenas por uma questão de eficácia, porque foi mesmo esse o período onde os portistas mais fizeram valer a sua superioridade. Aliás, da mesma forma que se pode dizer que o Porto foi feliz pela eficácia que conseguiu na primeira parte, pode também afirmar-se que foi a mesma eficácia que lhe custou, na segunda parte, o sofrimento final. Duas notas. A primeira para referir que, por muito excepcionais que possam parecer estes jogos, a verdade é que todos os anos os há. Ou seja, fazem parte do "programa" do campeonato e quem quer ser campeão tem de estar preparado para os disputar. A boa parte é que são estas vitórias - sofridas e perante situações inesperadas - que mais motivação geram. A outra nota vai para o penalti. Não sei exactamente qual é o critério para a escolha do marcador, mas imagino que passe muito por jogar com a motivação que marcar um golo sempre dá. Dentro desta ideia, calculo que o facto de Moutinho não ter ainda marcado pesou na escolha. Não quero fazer "prognósticos de segunda feira" e não me vou referir ao aspecto técnico. Apenas me parece que, se a motivação é realmente um critério, talvez não seja Moutinho quem mais precisa de golos para manter os seus níveis de confiança...

- Um pouco antes, também com chuva, o Braga perdeu em Vila do Conde. Pesou muito o detalhe de alguns lances. As bolas nas costas marcaram o inicio, com ambas as defesas a sentir dificuldade em controlar esse espaço, quando a bola os ultrapassava e perdia velocidade. O Braga criou mais ocasiões, mas falhou. O Rio Ave não marcou, mas ganhou o lance que condicionou o jogo. O maior mérito do Rio Ave, em meu ver, vem depois. Soube esperar pelo seu momento no jogo e não sobrevalorizou a vantagem numérica. Ou seja, não se desposicionou, permitindo que o Braga tirasse partido do espaço em transição. É um erro comum em quem joga 11 contra 10. Depois, e já com 1-0, novo momento feliz para os vilacondenses. Bola ao poste de um lado, golo do outro. Acontece. É justo para o Rio Ave, que tem mais qualidade do que indica a tabela, mas precisa urgentemente de confiança. É penalizador para o Braga, que agora provavelmente lidará com objectivos mais realistas. Sempre me pareceu um disparate colocar o Braga ao lado de Porto e Benfica na candidatura ao título, mas também continuo a afirmar que é um sério candidato a um lugar entre os 3 primeiros.

Fica mais um excelente vídeo, com relato, do VascoNapoleão

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