10.3.08

E agora?

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A minha disponibilidade não tem sido muita e este fim de semana não pude acompanhar ao pormenor o Benfica-Leiria. A verdade é que as consequências do jogo ofuscam quase totalmente a importância de uma análise à partida.
A saída de Camacho dificilmente poderá ser vista como uma ameaça para a qualidade de jogo do Benfica, ainda assim será certamente motivo para preocupações dos adeptos. Deixo algumas interrogações que me parecem fazer sentido no que respeita aos efeitos de curto e médio prazo da “chicotada”, mas fica, antes disso, a certeza de que este desfecho não pode ser desligado de uma época mal planeada, sendo marcada por essa forte incoerência que é despedir um treinador após 2 jogos. Perdeu Fernando Santos, perdeu Camacho, mas perdeu sobretudo o Benfica 07/08.

- Com 8 jogos por disputar na Liga e um calendário relativamente apertado no futuro imediato, que balanço se fará entre a oportunidade de sistematizar um melhor modelo de jogo e a ameaça de perder a eficácia nos pormenores introduzida por Camacho?

- Que opção tomar: apontar um nome interino, assumindo o risco do curto prazo, mas mantendo um leque mais largo de opções para assumir o comando no próximo ano? Ou, procurar desde já um nome que possa ter continuidade no próximo ano, ainda que perante o condicionalismo do mercado perante uma época em andamento?

Deixo ainda uma nota em relação a Camacho. Não me parece muito benéfico para o Benfica o “timing” da sua demissão. Embora esta não tenha sido a opinião exposta por Luis Filipe Vieira, vejo esta como uma opção mais egoísta do que altruísta do treinador Espanhol. Camacho tem o direito de querer sair, mas poderia ter tido o bom senso de não o fazer quando o clube que mais apostou nele, pelas palavras do seu Presidente, "não estava preparado para uma situação destas".

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