26.5.07

Carlos Valderrama, a côr do futebol!

ver comentários...
É um caso “sui generis” no futebol mundial. Poucos serão aqueles que desconhecerão o nome e a figura de Carlos Valderrama. A verdade, no entanto, é que a carreira deste Colombiano não teve a correspondência ao nível de clubes da sua reputação e trajecto na Selecção.
Depois de se ter revelado como um talento como médio criativo no seu país, Valderrama rumou, com 23 anos, à Europa. O futebol do “Velho Continente” mostrou-se, no entanto, pouco enquadrado com as características sul americanas do “Pibe” que protagonizou passagens sem grande sucesso pelo Montpellier e Valladolid. Ainda assim, Valderrama passou grande parte da sua carreira no Continente europeu, regressando em 1990 ao seu país. Foi, porém, nos Estados Unidos que terminou a, sob grande reconhecimento, a sua carreira.

Se na Europa, Valderrama foi modesto, já no seu país e Continente sempre encontrou elevado reconhecimento para as suas qualidades. Com 111 internacionalizações é considerado por muitos como o melhor Colombiano de sempre, tendo participado em 3 mundiais (1990, 1994 e 1998). Valderrama tem mesmo uma estátua no seu país, assinalando uma carreira que teve como principais prémios individuais os títulos de melhor jogador Sul-Americano em 87 e 93.

Valderrama era um típico 10 Sul-Americano, muita técnica, boa capacidade de coordenação de jogo, mas talhado para jogar em espaços largos e ritmos baixos. A razão da sua invulgar fama terá vindo, no entanto, da singularidade do seu visual, particularmente da sua cabeleira!

ler tudo >>

25.5.07

Na onda da época: Que tal Cissé no negócio Simão?

ver comentários...
É um facto de que ninguém tem dúvidas. Na fase pós competitiva – por muitos já apelidada de “Silly Season” – os jornais ombreiam-se por um nome e por uma manchete que faça furor. Esta é uma altura em que os adeptos reenchem o espírito de fé e expectativa. Fazem-se esboços de equipas-tipos e disposições tácticas que têm sempre por base jogadores desconhecidos mas em quem muito se acredita.

No Porto, as contas são medonhas e só após alguma “venda-grossa” se poderá equacionar qualquer aquisição minimamente custosa. No Dragão a incógnita que tenho é, aliás, sobre a que ponto poderão ir as vendas, face ao preocupante desequilíbrio das contas da SAD. No Sporting, já se sabe, o investimento é pouco mais do que zero. Por isso, e salvo qualquer saída de uma das “jóias”, qualquer notícia bombástica sobre aquisições verde-e-brancas será olhada com desconfiança. Resta o Benfica. Lançados pelas declarações efusivas de Luis Filipe Vieira – afirmou-se num momento investidor e não vendedor – os jornais já perceberam que é da Luz que poderão vir as novidades de interesse. Francamente, eu não acredito muito em milagres e, apesar de poder existir alguma margem para investimentos, dificilmente veremos alguma aquisição de verdadeiro peso, a não ser por empréstimo ou em condições verdadeiramente especiais.
Pato será uma ilusão, Zoro uma certeza de qualidade duvidosa e, na onda da época, deixo aqui uma especulação alimentada em “Terras de Sua Majestade”: a inclusão de Cissé numa eventual venda de Simão. Serve, pelo menos, de pretexto para o apetecível vídeo!

ler tudo >>

Top 10 da Champions - Lucho e a bicicleta de Crouch

ver comentários...
A competição terminou e é tempo para rever o que melhor se jogou. Uma selecção de 10 golos, com muitos livres, nenhum português, um golo de clubes nacionais (Lucho) e... a improvável bicicleta de Crouch.

ler tudo >>

Jogos da Semana

ver comentários...
-- Final da Liga dos Campeões --
AC Milan 2-1 Liverpool

-- Quartos de Final Libertadores --
Santos 2-1 America
Grémio 2-0 Defensor Sporting
National 2-2 Cucuta
Olimpo 3-2 Tigre

-- Amigável --
Toronto 0-0 Benfica

ler tudo >>

24.5.07

Juskowiak: o adeus do herói olímpico!

ver comentários...

Esta semana marcou o final de muitos campeonatos e, também, de muitas carreiras. Não é, certamente, o jogador que mais saudades deixará, mas o retiro de Juskowiak é motivo para uma pequena viagem ao passado, quando este ponta-de-lança se mostrou ao mundo.

Adrzej Juskowiak tinha 21 anos quando, em 1992, assinou pelo Sporting, vindo do Lech Poznan. Era um jovem promissor que apresentava um registo interessante, mas também um nome incógnito quando assinou pelo Sporting. A euforia, porém, tomou conta da pré época leonina quando Juskowiak - já depois de ter assinado pelo Sporting - "explodiu" no torneio olímpico de Barcelona. Foi o melhor marcador, com 7 golos e conseguiu a medalha de prata (a Polónia perdeu com a Espanha na final por 3-2). Imediatamente as expectativas tomaram uma dimensão impensável, com Sousa Cintra, ao seu jeito, a afirmar pretender rejeitar qualquer oferta que surgisse pelo Polaco. A verdade, porém, é que Juskowiak acabou por não corresponder a tão elevadas expectativas e, no Sporting, revelou-se um ponta-de-lança com boa técnica de finalização mas sem um atributo que o diferenciasse verdadeiramente. Muitas vezes acusado de ser pouco agressivo, não conseguiu impor-se numa equipa em que as estrelas brilhavam verdadeiramente na zona criativa, com Balakov e Figo como protagonistas. Saiu de Alvalade em 1995 rumo à Alemanha onde passou grande parte do que restou da sua carreira. Neste temporada jogou na segunda divisão Alemã, mais precisamente no Aue e marcou um golo na sua despedida como jogador profissional no passado fim de semana.

Sobre Juskowiak, oportunidade para recordar a prova Olimpica de 92. Na equipa polaca alinhavam também Mielckarski (lembram-se dele no Porto?) e Adamczuk (passou pelo Belenenses). Na selecção vencedora, a espanhola, tivemos nomes sonantes como Luis Enrique, Guardiola, Alfonso, Amavisca, Ferrer, Cañizares ou Kiko. Mas tivemos ainda Gamarra, Naybet, Brolin, Albertini, Dino Baggio ou Asprilla. A principal curiosidade vai, no entanto, para o facto do segundo melhor da prova ter sido um avançado que também haveria de passar pelo Sporting: Ayew!

Para finalizar, e como não poderia deixar de ser, deixo uma série de vídeos que são também uma autêntica reliquia! Juntando-se à bicicleta frente ao Boavista e ao último golo da carreira, estão um conjunto de imagens dos jogos que lançaram Juskowiak para a ribalta do futebol - as prestações polacas no distante torneio olímpico de 92!

Polónia 2-0 Kuwait (Os dois golos marcados por Juskowiak)
Polónia 3-0 Itália (Juskowiak marcou o primeiro e, já agora, Mielcarscki o terceiro)
Polónia 2-2 Estados Unidos (Um de Juskowiak)
Polónia 6-1 Australia (Hat-Trick de Juskowiak)
A Final: Espanha 3-2 Polónia (Parte 1); (Parte 2); (Parte 3) (Sem golos de Juskowiak)

ler tudo >>

Inzaghi, a característica do "goleador furtivo"

ver comentários...

O tributo é-lhe feito no dia em que, provavelmente, na sua carreira mais o justificou. Pippo Inzaghi deve ser motivo da mais feroz inveja de inúmeros ponta-de-lança espalhados pelo mundo. Não é muito veloz, não é muito forte, não é muito alto, nem sequer um portento de técnica. No entanto, prestes a completar 34 anos, Pippo ainda brilha ao mais alto nível, depois de uma carreira feita de mais de 150 golos, 50 internacionalizações e ... muitos títulos.

Inzaghi explica, na sua essência como jogador, a mais fundamental das características dos goleadores – a movimentação. Para se ser um goleador eficaz é preciso saber movimentar-se nos espaços onde os defesas falham e antecipar passes uma, duas, três... as vezes que forem precisas até o momento sair. Alguns chamam-lhe sorte, outros instinto e eu digo que é uma característica que se aprende, se trabalha e se desenvolve tanto ou mais que qualquer outra, ainda que não seja percebida pelo adepto que normalmente observa a bola.

Inzaghi não é só “movimentação” – não poderia ser – mas é esta a característica que melhor o define como “goleador furtivo” ao longo de tantos anos.
Como curiosidade fica a frase de Sir Alex Ferguson que um dia disse que Inzaghi “já nasceu em posição de fora de jogo”!

ler tudo >>

Futebol de "Machos"?

ver comentários...
O futebol sempre foi visto como um jogo de "Machos". Pois bem o jogo parece também ser alvo das manifestações homossexuais e o vídeo que apresento contém uma invulgar reportagem de um jogo entre Selecções Gay. Na peça vem ainda a promessa de um campeonato mundial... Uma coisa é certa este novo conceito, que julgo passageiro, põe em cheque grande parte dos insultos habitualmente vindos da bancada!

ler tudo >>

23.5.07

Livepool - Milan: o lançamento da final

ver comentários...
Aí está o climax da época clubistica. A final de Atenas junta, pela segunda vez em três anos, dois clubes que parecem talhados para esta competição. Não serão as melhores equipas da europa – não é isso que uma prova como a Liga dos Campeões distingue – mas será, certamente, uma delas a vencedora da mais importante prova de clubes a nível europeu.
O Jogo
Há 2 anos o jogo foi um vulcão de emoções que surpreendeu, até, os mais arrojados. Este ano a história deverá ser diferente. Para além da improbabilidade da repetição do resultado, creio que também as equipas estão diferentes, com o Liverpool mais próximo do potencial do seu rival.
Ao contrário do vencedor de 2006 – o Barcelona – Milan e Liverpool são duas equipas de “tracção atrás”, tendo na compacidade do seu bloco defensivo a base de sustentação do seu jogo. Com sistemas, dinâmicas e intérpretes diferentes, Liverpool e Milan são fortes no seu pressing zonal baixo, privilegiando defender bem à largura do campo em detrimento de um pressing mais perturbador para as primeiras fases de construção adversárias. O Liverpool fá-lo com duas linhas de 4 homens e o Milan com uma de 4 e outra de 3. Ainda assim, e ao contrário do que era a tradição italiana e inglesa, creio que o Milan é menos focado no equilíbrio defensivo, tendo mais confiança na capacidade dos seus elementos ofensivos para assumir o jogo. Benitez tem um modelo mais calculista e metódico e, por isso, creio que o Milan arriscará mais facilmente ser dono do jogo desde o início. Do outro lado, Benitez vai, certamente, acautelar-se pela invulgaridade da disposição ofensiva do Milan, tentando depois surpreender nas transições e nos momentos especiais do jogo – bolas paradas e segundas bolas ofensivas. Da eficácia e dos pormenores sairá o destino do resto da partida. Os golos trarão intensidade emocional (especialmente intensa nestas partidas) e, aí, os que melhor reagirem vão tirar grande partido.

Milan
Ancelotti não deverá surpreender. 4-3-2-1, com Pirlo como maestro de uma equipa que dificulta as referências defensivas dos adversários. Inzaghi é lançado “às feras” mas a sua bravura dificilmente poderá dar repouso a qualquer defesa. A presença singular de um avançado e o posicionamento mais interior (e livre) de Kaka e Seedorf atraem as marcações dos defensores para fora da sua linha defensiva, abrindo espaços para as diagonais de rotura. De resto, os laterais são quem dá largura ofensiva, tentando abrir a defensiva oposta para que se criem mais espaços na zona central onde surge um elevado número de jogadores. Os laterais aproveitam também muitas vezes o facto da defesa adversária ter referências de marcação interiores, tendo tendência para soltar o espaço nas alas. Individualmente, e em termos ofensivos, as explosões de Kaka e a técnica de Seedorf e Pirlo são os trunfos de Ancelotti.

Liverpool
Um treinador latino com um sistema bem britânico: 4-4-2, com duas linhas claras de 4 homens. Benitez tem 3 nuances no seu sistema. A mais ofensiva, com Gerrard no centro da linha média e com dois extremos puros. A intermédia, com Gerrard na direita, dois homens de combate no centro do meio campo (Alonso e Mascherano) e um extremo do lado oposto. Finalmente, a mais defensiva, com Gerrard atrás de uma única referência ofensiva. Não é certo, mas Benitez deverá apostar na do meio. Se assim for, a equipa será assimétrica no seu comportamento, tendo em Gerrard o elemento de maior imprevisibilidade. A bola entrará mais vezes na esquerda, mas o Liverpool procura usar com frequência variações de flanco para libertar Gerrard no espaço que se cria pela basculação feita para o lado oposto. A frente de ataque é também um ponto forte, com grande poder de choque e mobilidade, sendo eficaz num jogo de segundas bolas, o que leva a equipa a tentar vários “esticões” através de abordagens mais directas. Ofensivamente, Benitez contará com o portento de Gerrard que é um dos jogadores que melhor partido tira dos espaços em todo o mundo. Xabi Alonso deverá ser o coordenador do jogo e, Crouch e Kuyt os “gigantes” de encaixe quase impossível.

ler tudo >>

AddThis