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17.7.11

Reforços 2011/12: Axel Witsel (Benfica)

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Perfil evolutivo - Apesar de ainda jovem, Witsel é já um nome há muito conhecido no futebol europeu, e belga em particular. Foi um caso de revelação precoce, assumindo um papel importante num dos históricos do seu país, logo a partir dos 18 anos. O Benfica surge, 5 épocas mais tarde, como a primeira experiência do jogador fora do seu país e do Standard. Witsel desempenhou vários papeis como médio, quer no Standard, quer na Selecção, sendo impossível atribuir-lhe uma posição especifica, como sendo a "sua" posição. Ainda assim, neste trajecto, é importante relevar o cruzamento com Jorge Jesus na época 2008/09. O Braga eliminou uma excelente equipa do Standard, que na altura analisei. É provável (arrisco especular...) que Witsel tenha ficado na retina do treinador encarnado desde esse confronto.

Perfil táctico/técnico - Se juntarmos 2 constatações do seu trajecto - revelação precoce desde os 18 anos e polivalência em várias funções na linha média - começamos a convergir para as mais valias que Witsel pode (e seguramente irá) acrescentar. De facto, trata-se de um jogador, não só forte no capítulo físico (ágil e rápido), como sobretudo invulgarmente culto, quer pelo seu comportamento sem bola, quer pela maturidade que revela no critério em posse. No que respeita à posse, é um jogador extremamente fiável, não apenas pela qualidade técnica que tem, mas pelo critério que denota - mesmo em zonas ofensivas, não é fácil vê-lo perder uma bola. A esta virtude, já de si muito valiosa, acrescenta capacidade de trabalho, reactividade, e inteligência nos movimentos sem bola, aparecendo muitas vezes em zona de finalização e fazendo bastantes golos. É um jogador capaz de desequilibrar no 1x1, mas não tem grande propensão para recorrer a essa solução (comparativamente com a generalidade dos médios do plantel encarnado).

Futuro no Benfica - Completando a especulação que iniciei acima, com a referência ao cruzamento de Jesus com este jogador, em 2009, arrisco que o treinador verá nele as características para render o papel de Ramires no Benfica 2009/10. Nesta perspectiva, projecto uma aposta muito forte no jovem belga nesta temporada, maior do que em qualquer outro dos muitos reforços já apresentados para o sector. E, de facto, creio que se justifica, porque Witsel é um excelente jogador, daqueles que garantem qualidade e fiabilidade em todos os momentos do jogo. Jesus, a meu ver, utiliza-lo-á quer como ala (devolvendo alguma assimetria à equipa, como acontecia com Ramires-Gaitan) ou como segundo pivot, ao lado de Javi Garcia, e numa função semelhante à que desempenhou no Standard. Com Witsel, aliás, é possível que vejamos mais vezes uma estrutura de dois médios na zona central, uma solução característica dos jogos de maior grau de dificuldade, nas equipas de Jesus. Aproveitando a referência a Ramires, completo o paralelismo entre os dois, para deixar a opinião de que o brasileiro é mais forte na reactividade e agressividade defensiva, mas que o belga me parece mais capaz com bola, quer pela sua qualidade quando em posse, quer pela maior protagonismo que assume no jogo da equipa. Em resumo, não é de excluir a hipótese de um grande impacto deste jogador na época da equipa.

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19.2.09

Braga - Standard: Colectivamente desnivelado

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3-0!! – Em mais um embate de elevado grau de dificuldade, o Braga deu novas mostras da sua valia. 3-0 é um resultado pesado nos dias que correm e só pode ser explicado por 2 motivos. Ou existe, de facto, uma enorme diferença entre as equipas, ou a um jogo mais bem conseguido tem de se juntar também alguma inspiração que possa marcar tanta diferença. Para o caso é, claramente, a segunda hipótese que explica o sucedido na ‘Pedreira’, já que em termos individuais não se pode falar, sequer, de uma superioridade bracarense. Mesmo estando melhor servido em certas posições, a verdade é que o Braga não tem nenhum jogador da valia de Jovanovic, Witsel ou Defour. O elogio vai, por isso e mais uma vez, para a forma como esta equipa se exibiu do ponto de vista colectivo, impondo sempre um ritmo alto e um domínio territorial do jogo. Algo que, para quem vem seguindo este Braga, parece acontecer contra todo e qualquer adversário.

A diferença começou no pressing – Boloni falou de um “banho de bola”, da forma como a equipa foi insuficiente na qualidade do passe e como foi superada na agressividade e velocidade. Tudo verdade, mas tal não aconteceu apenas porque os seus jogadores tiveram um mau dia. As coisas aconteceram assim porque houve diferenças enormes no comportamento táctico e colectivo das equipas. Para começar, no pressing. Enquanto que o Braga foi sempre rápido, intenso e agressivo a importunar o primeiro passe, condicionando sempre a sua realização e impedindo que a bola chegasse aos médios organizadores, o Standard adoptou uma postura expectante que permitia que a bola entrasse sempre nos médios do Braga, podendo estes virar-se e pensar o jogo. Esta diferença de intensidade foi particularmente importante no momento da transição ofensiva belga que ficou quase sempre condenada ao fracasso e incapaz de explorar as qualidades de jogadores como Jovanovic, Mbokani ou De Camarco. Aqui, tal como fez Jesus, importa reconhecer o condicionalismo provocado pela lesão de Defour, claramente o jogador com maior capacidade para não vacilar perante o pressing.

O modelo e os níveis de intensidade – A proposta de jogo que o Braga apresenta recorrentemente é muito exigente. Só é possível jogar com linhas altas e pressionantes e com espaço nas costas se houver uma grande intensidade colectiva. Isto porque estando alta a equipa precisa de, primeiro, ser capaz de impedir que o adversário suba e, depois, estar preparada para se reposicionar muito rapidamente, caso a bola passe a primeira fase de pressão. Isto requer uma enorme intensidade, quer física quer mental dos jogadores ao longo dos jogos, algo que é muito difícil de conseguir durante todos os 90 minutos. Um dos aspectos positivos nesta partida foi precisamente a capacidade demonstrada depois do 2-0, mantendo o controlo do jogo, mesmo que a um ritmo mais baixo, tirando partido da sua situação no jogo e esperando por uma nova oportunidade para desequilibrar. Esta gestão da intensidade e do ritmo ao longo dos jogos é, diria, o único crescimento táctico que vejo faltar a esta equipa tão entusiasmante.


Para além da classificação – Desde o inicio da época que tenho abordado muito aqui o Braga e tem também havido quem questione o porquê de se destacar tanto esta equipa quando há outras até melhor posicionadas na liga. A diferença para mim é óbvia e tem a ver com qualidade colectiva. Não se pode comparar este Braga e este modelo de jogo com, por exemplo, um Leixões ou Nacional. Não se pode também comparar este Braga com aquele que, com Jorge Costa, chegou aos oitavos de final da Taça Uefa. A diferença, como digo, está na qualidade que é ditada por um modelo de jogo invulgar e arrojado e, claro, muito bem interpretado. É evidente que esta não é, nem pode ser, uma equipa imbatível ou perfeita, mas pense-se, por exemplo, quantas equipas do futebol português seriam realisticamente capazes de protagonizar esta carreira européia...

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14.2.09

Standard Liége: Talento emergente

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Quando o sorteio ditou o Standard Liége como opositor do Sporting de Braga, muitos devem ter pensado que se tratou de uma benesse, pela falta de campanhas relevantes deste clube nos últimos anos do futebol europeu e pela própria mediocridade em que mergulhou o futebol belga após o Mundial de 94. Esta ideia não só é enganosa, como é perigosa.

É enganosa, porque a equipa de Lazlo Boloni tem uma enorme qualidade e, se mais dúvidas houvesse, bastaria recordar o actual trajecto europeu. Prolongamento e um grande susto provocado ao Liverpool na pré eliminatória da Champions. Eliminação do Everton na primeira eliminatória da Taça Uefa e primeiro lugar num grupo com Sevilha, Sampdoria, Estugarda e Partizan. É perigosa, porque subvalorizar a qualidade desta equipa e dos seus jogadores será seguramente o primeiro passo para se ser surpreendido. Essa é, aliás, a primeira tarefa da equipa técnica do Braga. Passar a ideia de um confronto mais difícil do que, por exemplo, aquele que tiveram com o Portsmouth, estimulando a concentração e empenho totais durante a eliminatória. Este é um risco que correm também os belgas, já que depois dos adversários que tiveram pela frente, o Braga não será propriamente um nome assustador para os jogadores. Neste aspecto, claramente, é uma desvantagem a ligação da equipa técnica do Standard ao futebol português, já que serão muito mais capazes de se aperceberem da qualidade que tem esta equipa bracarense.


Sobre a equipa de Liége, deixo a nota para a juventude da equipa (média a rondar os 24 anos e nenhum jogador, sequer, às portas dos 30) e para a qualidade individual de alguns destes jogadores. Tenho, aliás, a convicção de que alguns nomes que hoje são uma incógnita para a generalidade dos adeptos, serão, em breve, figuras dos principais campeonatos europeus. O motor da equipa é, claramente, o duplo pivot formado pelos talentos Witsel e Defour (ambos de 20 anos!!). São 2 jogadores diferentes mas com um cultura táctica enorme e que garantem tanto o equilíbrio defensivo como a organização ofensiva. Depois há Milan Jovanovic. Um sérvio de enorme qualidade que serve normalmente de referência ofensiva às transições da equipa. O seu perfil é diferente do ala oposto – normalmente Dalmat – e isso dita também alguma assimetria comportamental. O brasileiro Camozzato é muito ofensivo (aliás desposiciona-se algumas vezes), ao contrário do lateral esquerdo que é mais fixo e defensivo. Na frente, o naturalizado De Camargo joga atrás do jovem ponta de lança congolês Mbokani. São 2 jogadores fisicamente interessantes, esguios e altos, capazes de ser uma ameaça, quer pela velocidade, quer pelo jogo aéreo. Neste aspecto, nota para o papel importante de De Camargo, baixando sempre em acções defensivas mas surgindo depois como elemento desequillibrador nas chegadas ofensivas, numa movimentação que dificulta muito as marcações pela mobilidade. Em termos comportamentais, esta é uma equipa que se refugia muito num bloco baixo, o que dá vantagem à robustez física dos seus defensores, e é particularmente perigosa em transições ou ataques rápidos. Aqui a opção pode ser através de uma circulação rápida ou recorrendo a um jogo mais directo, tendo Mbokani como referência. Um dos pontos fracos da equipa poderá ser a fraca qualidade técnica dos centrais. Se houver uma pressão alta que impeça Defour de receber facilmente, o Standard poderá ter algumas dificuldades. Nota final para o ambiente caseiro em Liége. É muito intenso e chega a ser impressionante.


Notas individuais:
Oguchi Onyewu – Central norte americano, é o patrão da defesa. A sua principal característica é a capacidade física. Alto e forte é um jogador muito eficaz nas marcação e perigoso quando se adianta nas bolas paradas. Beneficia claramente quando o Standard baixa o bloco.

Steven Defour – É o capitão e já foi considerado o melhor jogador da liga belga. Tudo isto, com 20 anos. Defour é o comandante em campo, com um excelente sentido posicional e uma grande qualidade e certeza no passe em organização ofensiva. O que custa a perceber é como se consegue ser tão adulto com apenas 20 anos.

Axel Witsel – Forma um duplo pivot com Defour, jogando normalmente sobre a meia esquerda. Witsel não é menos talentoso, mas é diferente. Podia ser um médio ofensivo ou mesmo um ala. Jogador leve e ágil, está talhado para criar desequilíbrios a partir de trás, destacando-se, por exemplo, pela sua capacidade no 1x1.

Milan Jovanovic – Já se falou deste jogador como hipótese para o Porto e só posso dizer que desportivamente seria hoje uma enorme valia. É um jogador elegante e irreverente, tanto na personalidade como no futebol que apresenta. Defende-lo é muito difícil porque Jovanovic é forte tanto no 1x1, como nas assistências, ou mesmo nas diagonais com que ataca as zonas de finalização. Aliás, Jovanovic é por natureza um goleador. Ao vê-lo pergunto-me o que faz na Bélgica aos 27 anos?!

Dieumerci Mbokani – A veia goleadora que apresenta desde a sua chegada à Bélgica faz deste avançado de 23 anos um caso interessante de seguir. Mbokani é rápido, tecnicamente forte e bom no jogo aéreo. Tem, no entanto, algumas lacunas sobretudo ao nível da decisão, revelando-se por vezes demasiado egocêntrico.

Alguns jogos:
Standard 2-1 Anderlecht
Everton 2-2 Standard
Standard 2-1 Everton
Standard 1-0 Sevilha
Standard 3-0 Sampdoria


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19.12.08

Dá para sonhar...

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Terá sido um sorteio que, dentro das possibilidades, não coloca o mais complicado dos cenários a nenhuma das equipas portuguesas. Todas as elas têm possibilidades reais de apuramento – ainda que não sejam, em nenhum caso, favoritas – e essa é a nota mais importante. No que respeita ao invulgar emparelhamento da Champions, o resultado não desapontou as expectativas de termos, já nos oitavos, grandes confrontos. Inter – Man Utd e Real Madrid – Liverpool são confrontos que poderiam perfeitamente ter lugar em Maio e que irão, aqui, merecer um acompanhamento especial, um “degrau” antes do que era previsto.

Porto – Para os que gostam de ver as coisas pela já longa história dos clubes, o Porto será favoritismo por ter “mais experiência”. Para mim esta é claramente uma análise errada. O Atlético é uma equipa com nomes fantásticos e em termos individuais tem seguramente um elenco muito superior a qualquer emblema nacional. Reservo mais detalhes colectivos sobre os “colchoneros” para a análise que farei nos próximos tempos, mas sabe-se que, à semelhança do que é regra actualmente em Espanha, esta é uma equipa essencialmente forte na sua fase ofensiva. Apesar de tudo isto, claro, o Porto tem a seu favor o conhecimento de quem o dirige sobre as exigências destas andanças e ainda a qualidade colectiva que recorrentemente o torna numa equipa bem superior do que a soma das suas individualidades.

Sporting – Será das equipas com menor pressão nesta fase. O Bayern pode ter sido, aliás, bastante positivo por isso mesmo. É um grande nome do futebol europeu, tem excelentes individualidades e, por isso, acarreta toda a responsabilidade na eliminatória. Por outro lado, o seu colectivo está longe de ser inultrapassável e, por isso, o Sporting, com mais experiência do que há 2 anos, poderá perfeitamente pensar em melhorar esse registo da fase de grupos de 06/07 onde perdeu 0-1 em Alvalade e empatou 0-0 em Munique. Os alemães têm reconhecidas dificuldades defensivas e nem sempre se dão bem perante uma posse de bola mais elaborada. Esse será o ponto a explorar pelo Sporting que, por outro lado, tem um sério problema para resolver sempre que a bola entrar na sua área. Particularmente o jogo aéreo não é o ponto forte da defesa do Sporting que, neste aspecto, não poderia ter oposição mais complicada do que a dupla Klose-Toni.

Braga – Está longe de ser um confronto inacessível mas este Standard está muito distante da modéstia que o caracterizou nos últimos anos. Depois de ter quebrado um jejum interno em 25 anos, vencendo o título belga, tornou-se naquela que considero ser a maior revelação das competições europeias em 2008. Primeiro colocou o Liverpool à beira de um ataque de nervos, forçando um prolongamento no acesso à Champions, depois o destino ironicamente ditou novo confronto com um “gigante” da cidade dos Beatles e o Everton ficou de fora da fase de grupos da Uefa. Agora qualificou-se em primeiro lugar num grupo que tinha, só, Sevilha, Sampdoria, Estugarda e Partizan, vencendo 3 jogos e perdendo apenas o último contra o Estugarda quando tinha a qualificação garantida. Era uma equipa que já tinha planeado observar com maior detalhe e agora está encontrado o pretexto que faltava para ver ao pormenor os jovens Defour e Witsel ou a estrela do campeonato belga, Milan Jovanovic. O Braga, claro, não será adversário nada fácil.

Probabilidades de qualificação nas casas de apostas:
Arsenal – Roma: 60% - 40%
Atlético Madrid – FC Porto: 62% - 38%
Chelsea – Juventus: 62% - 38%
Inter – Man Utd: 47% - 53%
Lyon – Barcelona: 23% - 77%
Real Madrid – Liverpool: 49% - 51%
Sporting – Bayern: 26% -74%
Villareal – Panathinaikos: 69% - 31%
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Braga – Standard: 29% - 71%
3 craques:

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4.6.07

Os talentos de Liége

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A Selecção Belga que, Sábado à noite, defrontou Portugal pode não ser a mais forte da sua história e é mesmo impossível esconder as suas fragilidades. O futebol belga atravessa, no entanto, uma fase em que se procura regenerar com uma aposta firme na formação. Para os clubes portugueses este poderá ser um mercado de oportunidade rara na Europa central, dados os preços ali praticados. Na Holanda, por exemplo, o Ajax tem feito da Bélgica um dos locais preferenciais da sua prospecção dos últimos anos.

O destaque que faço centra-se nos jovens do Standard Liége.
Defour é um médio ofensivo de 19 anos que se revelou aos 17 no Genk. O seu talento despertou o interesse de vários clubes europeus, chegando a ter tudo acertado com o Ajax. A transferência, no entanto, acabou por gorar-se e, um ano mais tarde, Defour mudou-se para Liége por 1,5 milhões de euros. Confessa ter em Sérgio Conceição um mestre e 06/07 foi a época da sua afirmação no campeonato, chegando a titular da Selecção.

Fellaini – que marcou o golo frente a Portugal – tem, aos 18 anos, um trajecto invulgar. A sua estatura e bom jogo aéreo fazem dele um jogador especial, capaz de evoluir em várias posições do corredor central. Normalmente é médio defensivo, mas pode actuar como central ou como médio mais ofensivo, aparecendo com muito aproposito na zona de finalização. Aqui fica um aspecto importante sobre esta promessa: rescindiu com o Standard e está livre para assinar por qualquer clube.
Witsel completou 18 anos este ano e é a última das revelações do Standard – clube onde se formou. É visto como uma das grandes promessas do futebol belga, aliando aos dotes técnicos, uma bom porte físico (1,83m, 73kg).

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