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14.2.09

Standard Liége: Talento emergente

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Quando o sorteio ditou o Standard Liége como opositor do Sporting de Braga, muitos devem ter pensado que se tratou de uma benesse, pela falta de campanhas relevantes deste clube nos últimos anos do futebol europeu e pela própria mediocridade em que mergulhou o futebol belga após o Mundial de 94. Esta ideia não só é enganosa, como é perigosa.

É enganosa, porque a equipa de Lazlo Boloni tem uma enorme qualidade e, se mais dúvidas houvesse, bastaria recordar o actual trajecto europeu. Prolongamento e um grande susto provocado ao Liverpool na pré eliminatória da Champions. Eliminação do Everton na primeira eliminatória da Taça Uefa e primeiro lugar num grupo com Sevilha, Sampdoria, Estugarda e Partizan. É perigosa, porque subvalorizar a qualidade desta equipa e dos seus jogadores será seguramente o primeiro passo para se ser surpreendido. Essa é, aliás, a primeira tarefa da equipa técnica do Braga. Passar a ideia de um confronto mais difícil do que, por exemplo, aquele que tiveram com o Portsmouth, estimulando a concentração e empenho totais durante a eliminatória. Este é um risco que correm também os belgas, já que depois dos adversários que tiveram pela frente, o Braga não será propriamente um nome assustador para os jogadores. Neste aspecto, claramente, é uma desvantagem a ligação da equipa técnica do Standard ao futebol português, já que serão muito mais capazes de se aperceberem da qualidade que tem esta equipa bracarense.


Sobre a equipa de Liége, deixo a nota para a juventude da equipa (média a rondar os 24 anos e nenhum jogador, sequer, às portas dos 30) e para a qualidade individual de alguns destes jogadores. Tenho, aliás, a convicção de que alguns nomes que hoje são uma incógnita para a generalidade dos adeptos, serão, em breve, figuras dos principais campeonatos europeus. O motor da equipa é, claramente, o duplo pivot formado pelos talentos Witsel e Defour (ambos de 20 anos!!). São 2 jogadores diferentes mas com um cultura táctica enorme e que garantem tanto o equilíbrio defensivo como a organização ofensiva. Depois há Milan Jovanovic. Um sérvio de enorme qualidade que serve normalmente de referência ofensiva às transições da equipa. O seu perfil é diferente do ala oposto – normalmente Dalmat – e isso dita também alguma assimetria comportamental. O brasileiro Camozzato é muito ofensivo (aliás desposiciona-se algumas vezes), ao contrário do lateral esquerdo que é mais fixo e defensivo. Na frente, o naturalizado De Camargo joga atrás do jovem ponta de lança congolês Mbokani. São 2 jogadores fisicamente interessantes, esguios e altos, capazes de ser uma ameaça, quer pela velocidade, quer pelo jogo aéreo. Neste aspecto, nota para o papel importante de De Camargo, baixando sempre em acções defensivas mas surgindo depois como elemento desequillibrador nas chegadas ofensivas, numa movimentação que dificulta muito as marcações pela mobilidade. Em termos comportamentais, esta é uma equipa que se refugia muito num bloco baixo, o que dá vantagem à robustez física dos seus defensores, e é particularmente perigosa em transições ou ataques rápidos. Aqui a opção pode ser através de uma circulação rápida ou recorrendo a um jogo mais directo, tendo Mbokani como referência. Um dos pontos fracos da equipa poderá ser a fraca qualidade técnica dos centrais. Se houver uma pressão alta que impeça Defour de receber facilmente, o Standard poderá ter algumas dificuldades. Nota final para o ambiente caseiro em Liége. É muito intenso e chega a ser impressionante.


Notas individuais:
Oguchi Onyewu – Central norte americano, é o patrão da defesa. A sua principal característica é a capacidade física. Alto e forte é um jogador muito eficaz nas marcação e perigoso quando se adianta nas bolas paradas. Beneficia claramente quando o Standard baixa o bloco.

Steven Defour – É o capitão e já foi considerado o melhor jogador da liga belga. Tudo isto, com 20 anos. Defour é o comandante em campo, com um excelente sentido posicional e uma grande qualidade e certeza no passe em organização ofensiva. O que custa a perceber é como se consegue ser tão adulto com apenas 20 anos.

Axel Witsel – Forma um duplo pivot com Defour, jogando normalmente sobre a meia esquerda. Witsel não é menos talentoso, mas é diferente. Podia ser um médio ofensivo ou mesmo um ala. Jogador leve e ágil, está talhado para criar desequilíbrios a partir de trás, destacando-se, por exemplo, pela sua capacidade no 1x1.

Milan Jovanovic – Já se falou deste jogador como hipótese para o Porto e só posso dizer que desportivamente seria hoje uma enorme valia. É um jogador elegante e irreverente, tanto na personalidade como no futebol que apresenta. Defende-lo é muito difícil porque Jovanovic é forte tanto no 1x1, como nas assistências, ou mesmo nas diagonais com que ataca as zonas de finalização. Aliás, Jovanovic é por natureza um goleador. Ao vê-lo pergunto-me o que faz na Bélgica aos 27 anos?!

Dieumerci Mbokani – A veia goleadora que apresenta desde a sua chegada à Bélgica faz deste avançado de 23 anos um caso interessante de seguir. Mbokani é rápido, tecnicamente forte e bom no jogo aéreo. Tem, no entanto, algumas lacunas sobretudo ao nível da decisão, revelando-se por vezes demasiado egocêntrico.

Alguns jogos:
Standard 2-1 Anderlecht
Everton 2-2 Standard
Standard 2-1 Everton
Standard 1-0 Sevilha
Standard 3-0 Sampdoria


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19.12.08

Dá para sonhar...

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Terá sido um sorteio que, dentro das possibilidades, não coloca o mais complicado dos cenários a nenhuma das equipas portuguesas. Todas as elas têm possibilidades reais de apuramento – ainda que não sejam, em nenhum caso, favoritas – e essa é a nota mais importante. No que respeita ao invulgar emparelhamento da Champions, o resultado não desapontou as expectativas de termos, já nos oitavos, grandes confrontos. Inter – Man Utd e Real Madrid – Liverpool são confrontos que poderiam perfeitamente ter lugar em Maio e que irão, aqui, merecer um acompanhamento especial, um “degrau” antes do que era previsto.

Porto – Para os que gostam de ver as coisas pela já longa história dos clubes, o Porto será favoritismo por ter “mais experiência”. Para mim esta é claramente uma análise errada. O Atlético é uma equipa com nomes fantásticos e em termos individuais tem seguramente um elenco muito superior a qualquer emblema nacional. Reservo mais detalhes colectivos sobre os “colchoneros” para a análise que farei nos próximos tempos, mas sabe-se que, à semelhança do que é regra actualmente em Espanha, esta é uma equipa essencialmente forte na sua fase ofensiva. Apesar de tudo isto, claro, o Porto tem a seu favor o conhecimento de quem o dirige sobre as exigências destas andanças e ainda a qualidade colectiva que recorrentemente o torna numa equipa bem superior do que a soma das suas individualidades.

Sporting – Será das equipas com menor pressão nesta fase. O Bayern pode ter sido, aliás, bastante positivo por isso mesmo. É um grande nome do futebol europeu, tem excelentes individualidades e, por isso, acarreta toda a responsabilidade na eliminatória. Por outro lado, o seu colectivo está longe de ser inultrapassável e, por isso, o Sporting, com mais experiência do que há 2 anos, poderá perfeitamente pensar em melhorar esse registo da fase de grupos de 06/07 onde perdeu 0-1 em Alvalade e empatou 0-0 em Munique. Os alemães têm reconhecidas dificuldades defensivas e nem sempre se dão bem perante uma posse de bola mais elaborada. Esse será o ponto a explorar pelo Sporting que, por outro lado, tem um sério problema para resolver sempre que a bola entrar na sua área. Particularmente o jogo aéreo não é o ponto forte da defesa do Sporting que, neste aspecto, não poderia ter oposição mais complicada do que a dupla Klose-Toni.

Braga – Está longe de ser um confronto inacessível mas este Standard está muito distante da modéstia que o caracterizou nos últimos anos. Depois de ter quebrado um jejum interno em 25 anos, vencendo o título belga, tornou-se naquela que considero ser a maior revelação das competições europeias em 2008. Primeiro colocou o Liverpool à beira de um ataque de nervos, forçando um prolongamento no acesso à Champions, depois o destino ironicamente ditou novo confronto com um “gigante” da cidade dos Beatles e o Everton ficou de fora da fase de grupos da Uefa. Agora qualificou-se em primeiro lugar num grupo que tinha, só, Sevilha, Sampdoria, Estugarda e Partizan, vencendo 3 jogos e perdendo apenas o último contra o Estugarda quando tinha a qualificação garantida. Era uma equipa que já tinha planeado observar com maior detalhe e agora está encontrado o pretexto que faltava para ver ao pormenor os jovens Defour e Witsel ou a estrela do campeonato belga, Milan Jovanovic. O Braga, claro, não será adversário nada fácil.

Probabilidades de qualificação nas casas de apostas:
Arsenal – Roma: 60% - 40%
Atlético Madrid – FC Porto: 62% - 38%
Chelsea – Juventus: 62% - 38%
Inter – Man Utd: 47% - 53%
Lyon – Barcelona: 23% - 77%
Real Madrid – Liverpool: 49% - 51%
Sporting – Bayern: 26% -74%
Villareal – Panathinaikos: 69% - 31%
---
Braga – Standard: 29% - 71%
3 craques:

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