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26.12.11

Análise Individual Liga Portuguesa: Guarda Redes

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Aproveito a pausa natalícia para fazer um pequeno balanço das 13 primeiras jornadas da Liga. Apresentarei neste período algumas comparações individuais, por posição, tendo por base exclusivamente os dados recolhidos e o modelo estatístico utilizado...

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6.10.11

Académica - Porto: opinião

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- O jogo acabou por não corresponder às expectativas relativamente à pressão e dificuldades que o Porto poderia experimentar, em face quer do momento menos positivo, quer da própria qualidade do adversário. Os 3 pontos ficaram cedo encaminhados, mas nem por isso este deixou de ser um jogo interessante do ponto de vista da análise. O Porto leva o mérito de ter sabido resolver um jogo potencialmente difícil, a Académica fica com o crédito de apresentar uma proposta de jogo com arrojo e qualidade suficientes para justificar uma discussão invulgar no nosso campeonato...

- Abordando o inicio do jogo, o período em que este se viria a definir, a Académica apresentou-se com os seus comportamentos habituais, mas com uma estratégia mais cautelosa nos momentos de organização. No fundo, a ideia foi reduzir o risco: em construção, com bola, saindo longo e evitando a exposição à perda. Sem bola, e perante a construção contrária, uma postura expectante sobre a primeira linha, não adiantando a pressão. A consequência mais visível foi aquela posse baixa e repetitiva do Porto, que todos constatamos, sobretudo após o 0-2. Vitor Pereira respondeu com uma circulação que tinha a intenção de ser paciente e trazer os médios para a construção. Sobre a paciência, ela nem sempre existiu, especialmente enquanto o jogo esteve com o placar equilibrado. Sobre a opção de trazer os médios para a construção, pelo menos de forma tão marcada, tenho as minhas dúvidas que fosse a melhor estratégia para o jogo em causa. Isto, porque frente ao Benfica, a Académica se havia mostrado vulnerável perante uma circulação mais larga na primeira linha, que fizesse a mudar rapidamente de corredor antes de entrar no bloco, pelas laterais. Aliás, nos primeiros minutos, voltou a mostrar essa dificuldade, mas depois o Porto passou a centralizar as suas saídas, a revelar alguma ansiedade e a cair na tentação de forçar a rotura nas costas da linha defensiva contrária. Esse espaço, o das costas da linha defensiva da Académica, era claramente aquele que tinha de ser explorado. A questão era, por onde?

- A resposta à pergunta com que terminei o ponto anterior parece ser, pelo menos na minha leitura, os corredores laterais. Já fora por aí que o Benfica construíra a sua vantagem frente a esta mesma equipa e foi por aí, também, que o Porto viria a abrir o seu caminho para os 3 pontos. Há nos 2 primeiros golos a semelhança de conseguir um primeiro passe na profundidade, no corredor, fazendo depois um passe atrasado que cria dificuldades de comportamento à linha de fora de jogo da Académica. Sobre os problemas da 'briosa' alongar-me-ei mais à frente, para já fica apenas a nota para este movimento normalmente mais detectável noutras ligas.

- A segunda parte seria diferente, com a Académica a inverter a sua estratégia, saindo mais em apoio e pressionando em zonas mais subidas. De novo, porém, a exploração das costas da linha defensiva viria a ser a chave para o terceiro golo, retirando intensidade e interesse conclusivp ao que se viu na última meia hora. Nesse golo, destaque para a abertura de Helton, que teve grande precisão e com o pior pé. Mais uma demonstração da qualidade do guarda redes a jogar com os pés. De resto, no campo individual, duas notas: uma para Walter, para voltar a assinalar a importância de um jogador que seja forte na área e que "tenha golo". Não digo que se tenha de jogar com um jogador de área, mas penso que é preciso medir muito bem quando se decide abdicar de um. Depois, sobre Otamendi, que teve um jogo preocupante. Acumulou erros a defender, más abordagens, e mesmo com bola foi possivelmente o mais ansioso e menos consistente de todos.

- Finalmente, então, a Académica. O primeiro elogio vai para o que a equipa faz com bola. Em transição é muito lúcida e capaz, usa Eder como referência para primeiro apoio frontal, mas a intenção é sempre tirar a bola da zona de pressão, se possível progredindo em largura e não imediatamente de forma vertical. Em Portugal, não vejo muitas equipas "pequenas" fazer isto. Vejo a tentativa de potenciação das características individuais e do espaço, mas poucas vezes com este critério e intencionalidade. Em organização, igualmente muitas coisas positivas. Intenção de dar amplitude ao jogo num segundo momento ofensivo, de abrir lateralmente o adversário antes do cruzamento, de abrir os médios, de potenciar o 1x1 dos extremos (Sissoko, sobretudo). Os problemas (e as minhas dúvidas) vêm dos momentos defensivos. Primeiro, e como já escrevi, creio que não há um bom condicionamento do ponto de saída, na primeira linha, e que isso cria dificuldades de controlo na fase subsequente. Depois, a última linha. O posicionamento base é muito agressivo, e como se viu frente ao Porto os jogadores nem sempre parecem confortáveis com ele. Dou o exemplo do segundo golo (no momento antecedente à combinação já abordada): o passe largo de Otamendi em direcção à ala (James) tem como resposta um recuo instintivo de alguns jogadores. Ora, sendo o passe tão largo e para uma zona lateral, estariam criadas todas as condições para que se tentasse o fora de jogo. Porquê que isso não acontece? Não posso responder, mas parece-me claro que esta forma tão agressiva de defender na última linha não tem ainda consistência suficiente para ser uma opção de sucesso frente a equipas tão fortes. Veremos como Pedro Emanuel faz evoluir este aspecto do jogo, porque me parece ser a questão mais urgente que tem em mãos...
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3.2.11

Porto - Benfica: Análise e números (Porto)

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Notas colectivas
Não é apenas pela derrota que o Porto se deve preocupar com o que se viu. É certo que tudo começou com uma entrada pouco concentrada, fértil em erros perfeitamente evitáveis e que acabou por ser severamente punida pela eficácia do adversário. A este nível, é sempre um destino a esperar para quem não aborda o jogo sem a atitude indicada. Esse é o primeiro ponto a rever, mas há mais.

O que talvez mais espante na exibição portista é a incapacidade que a equipa revelou para criar oportunidades de golo. Recordando o inicio de temporada, realçava a capacidade mental desta equipa, a sua concentração e a forma como parecia perceber a importância da componente emocional no desempenho da sua proposta de jogo. Frente ao Benfica, porém, o lado emocional portista foi do pior que se poderia esperar. Primeiro, pela tal abordagem sem intensidade ao jogo. Depois, porque, em desvantagem, jogou sempre sob o efeito intenso de uma ansiedade que lhe condicionou amplamente a habitual qualidade do seu jogo em posse. Isso notou-se, quer ao nível do critério – verticalizando precipitadamente – quer ao nível do próprio desempenho individual em várias situações.


Outro ponto em que também importa reflectir e onde há algum espaço para discussão é relativamente às opções de Villas Boas. A grande novidade foi Sereno, que talvez tenha sido escolhido por alguma desconfiança em relação à fiabilidade de Fucile, demasiado ligado a erros decisivos nos jogos em que tem participado. A verdade é que o desempenho do ex-Vitória correspondeu à aposta. Não é, de resto, pelas opções individuais iniciais que o Porto terá perdido o jogo ou, sequer, deixado de o conseguir recuperar.

A verdade é que na primeira parte o Porto ainda conseguiu algum esboço da sua qualidade habitual. Não de forma continuada, é certo, mas conseguiu alguns bons movimentos de envolvimento, com jogadores a conseguirem liberdade, quer no corredor central, quer sobre os corredores. O problema da primeira parte teve muito mais a ver com a abordagem ao jogo do que com opções tácticas. Já na segunda parte, o falhanço das opções tomadas foi bastante mais flagrante.

Villas Boas trocou James por Cristian, parece-me, para tentar libertar Hulk mais vezes nos corredores – não dá para dizer que Hulk jogou numa posição central na segunda parte. Muitas vezes o Porto não criava referências de marcação ao centro, tentando, talvez, atrair os centrais contrários fora da sua zona. A verdade é que essa intenção, quer pela desinspiração de Hulk nas situações de 1x1 no flanco, quer pela incapacidade da equipa de promover maior qualidade à sua posse, nunca resultou. Nem primeiro, com Bellsuchi, nem depois com Guarin, nem sequer com a entrada de Ruben Micael. Mérito do Benfica, é certo, mas foi relamente muito pouco para não se ver uma grande dose de culpa própria no sucedido.

Finalmente, nota para as opções individuais na segunda parte. Estando em desvantagem e com mais 1 jogador, pedia-se outra característica em algumas posições. Alguma capacidade para intervir de fora. O Porto tem essa capacidade no plantel, mas abdicou dela. Como opinião pessoal, creio que se utilizou demasiado tempo laterais mais fortes posicionalmente, como Sapunaru e Sereno, e que a saída de Belluschi é altamente questionável pela intensidade que estava a colocar no jogo e pela característica que tem. Isto, claro, para além de Walter.

Notas individuais
Helton – Para perceber a forma como o Porto entrou, basta ver a exibição de Helton. Pouco decidido e aparentemente pouco concentrado. Não é novidade este tipo de situação num guarda redes que tem características fantásticas.

Rolando – Esteve bastante bem em quase todo o jogo, só que também não deixou de ter uma entrada errática em posse. Não dá para dizer que foi o responsável pelo primeiro golo, mas dá para identificar que foi ele o autor do passe que ditou a perda de bola.

Maicon – Ligado ao primeiro golo pela forma como não protegeu correctamente a sua posição. Para além disso, contribui com alguns lapsos na tal fase errática da equipa, logo a abrir o jogo. Depois acertou, mas o mal já estava feito.

Fernando – Outro que acertou, mas só depois de ter pactuado com os erros que afundaram a equipa. Também não se pode dizer que tenha sido 100% responsável por um golo que aconteceu de tão longe, mas nunca se roda, como rodou, dentro da própria área. Depois, fez um grande jogo, com muita presença em apoio e na recuperação.

Moutinho – Não cometeu os erros de outros, como é hábito, mas também não seria provável que fosse ele a dar o rasgo ofensivo de que a equipa precisava. E não foi. Cresceu muito na segunda parte quando assumiu um papel mais posicional e de apoio. Acabou com uma enorme participação nas acções da equipa o que lhe dá uma avaliação estatística elevada, mas exagerada para o rendimento que teve.

Belluschi – Grande intensidade na abordagem ao jogo, ao contrário dos companheiros. Pareceu poder ser ele o impulsionador da “revolta”, mas não o conseguiu, primeiro, e saiu, depois. Não percebi porquê.

James – Não é ainda um jogador capaz de ganhar um jogo e, desta vez, até nem o conseguiu quando tinha tudo para se tornar protagonista. Não conseguiu ter impacto, mas manteve a sua eficácia com bola e isso deve-se assinalar. Saiu, mas isso não trouxe nada de novo.

Varela – Não esteve sempre bem, mas teve o mérito de ser o protagonista dos 2 lances mais incómodos para a defesa contrária. Faltou a eficácia.

Hulk – Não é por ter jogado no centro que falhou. Até porque Hulk não jogou no centro durante grande parte do jogo. Esteve desinspirado e ansioso como ainda não tinha estado este ano. Como é um jogador que vai sempre para cima e que procura tirar partido das suas qualidades individuais, acabou por perder um número infindável de bolas.



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7.6.07

Helton o porquê da Copa America

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Este ano chegou a haver quem duvidasse da sua qualidade - uma profunda injustiça. Pode não ser perfeito (quem o é?) e ter as suas más fases (quem não as tem?), mas é certamente um talento fantástico que espanta pela agilidade com que defende as balizas. Um tributo a Helton, um grande guarda-redes que, um dia, caiu de pára-quedas no futebol Português...

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18.3.07

Qual o melhor guarda-redes? R:Helton

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Resultados finais da votação (253 votos):
Helton: 109 votos (43%)
Quim: 81 votos (32%)
Ricardo: 63 votos (25%)

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Aí está a pergunta que vai constar neste espaço durante cerca de uma semana. Vem na sequência das últimas mas como contexto uma função bem mais próxima do centro de decisão de cada jogo - as balizas...
Opção 1: Helton
Opção 2: Ricardo
Opção 3: Quim

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