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10.12.08

Basileia - Sporting: O ano dos 12 pontos

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- É estranho ver-se 2 equipas para quem esta competição é tão importante disputarem um jogo que, desportivamente, não trazia qualquer consequência. Este aspecto influenciou claramente o decurso do jogo e retira grande parte do interesse a qualquer análise sobre o mesmo.

- O Sporting revelou sempre uma atitude pouco intensa no jogo mas compensou essa relevante lacuna com a sua habitual qualidade organizacional e, mais relevante, com uma estratégia inteligente para aquilo que o jogo exigia. É que o principal problema deste Basileia não é a fraca qualidade individual (provavelmente há equipas na Champions com piores recursos a este nível) mas sim o desajuste do seu modelo às exigências desta prova. É uma equipa eminentemente ofensiva, moldada para o consumo interno, mas que não tem nem qualidade de construcção nem solidez defensiva que lhe permitam controlar ou gerir o jogo perante um adversário como o Sporting. Ao contrário, por exemplo, de qualquer equipa em Portugal, o Basileia tenta assumir o jogo e corre riscos defensivos. Nada que facilite mais o caminho para a vitória e foi isso que o Sporting fez. Convidar o Basileia para zonas mais adiantadas, controlar o adversário e esperar pelo momento certo para o fazer pagar a factura do risco assumido. Foi assim a primeira parte, com um 0-1 fácil e com mais oportunidades soberanas sem precisar, sequer, de sair de um ritmo de jogo baixo.

- O segundo tempo foi, previsivelmente, diferente. Primeiro porque se o jogo já não trazia grande motivação aos jogadores, a vantagem ainda terá “amolecido” mais a sua atitude. A descompressão levou a erros individuais fora daquilo que é comum, condicionando sobretudo a definição dos lances ofensivos que tão facilmente poderiam e deveriam ter resultado em mais golos, tais as liberdades que o Basileia foi dando ao longo do tempo. Defensivamente a equipa manteve quase sempre o adversário sem hipóteses para marcar. “Quase” porque, como era previsível e natural, o aproximar do final do jogo trouxe uma atitude mais agressiva do Basileia com muitos cruzamentos e gente a abordar as zonas próximas da baliza de Tiago. Aí o Sporting sofreu defensivamente e podia perfeitamente ter cedido o empate num jogo em que se esforçou manifestamente pouco em resolver.

- O grupo não era complicado para o nível da competição, é verdade, mas 12 pontos não podem ser nunca menos do que uma prestação excelente nesta prova. Aliás, se olharmos à história das prestações lusas nas fases de grupos da Champions (desde que se tornou uma prova verdadeiramente elitista) vemos mesmo que este é um registo altamente raro e que, atrevo-me a prever, o Sporting terá muitas dificuldades em repetir no futuro. Seguem-se os oitavos de final que, face a tantas surpresas noutros grupos, até podem trazer uma esperança inesperada de passagem. Acrescento, aliás, que esta edição da Champions está a começar a reunir todas as condições para proporcionar caminhadas incomuns a uma ou outra equipa que tenha felicidade nos sorteios e inspiração nos relvados.

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2.10.08

Sporting - Basiléia: Mais difícil do que parecia

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Mais difícil do que parecia – Quem se lembrasse do confronto entre estas 2 equipas há apenas alguns meses poderia esperar uma vitória bem mais fácil do Sporting. O que se assistiu durante grande parte da partida não confirmou tanta evidência na superioridade e, aqui, encontro algumas responsabilidades divididas entre Sporting e Basiléia para o sucedido. Os suíços porque fizeram um jogo bem melhor do que na época passada. Mais agressivos e pressionantes e cometendo menos erros no posicionamento defensivo (particularmente na sua última linha), os jogadores do Basiléia souberam igualmente conduzir a partida para um jogo com características que lhes eram mais favoráveis. Ou seja, forçando muitos duelos aéreos de onde ganhavam a maioria das segundas bolas. Este tipo de jogadas dominou grande parte do jogo e dificultou muito a tarefa ao Sporting.
Por seu lado o Sporting não se revelou muito assertivo nas suas decisões. Primeiro porque permitiu que o jogo entrasse nesse tal duelo aéreo constante que lhe retirava vantagem. Depois porque quando podia construir em posse nem sempre o fez da melhor maneira, não dando a bola às suas referências de construção e forçando demasiados passes precipitados que facilitavam a tarefa do pressing adversário e impediam que o jogo se estendesse às zonas pretendidas.

Segunda parte – A principal novidade para a segunda parte esteve na reacção à perda de bola. Com mais atitude o Sporting conseguiu estabelecer o seu jogo com mais frequência junto da área adversária, não permitindo que o Basiléia dali saísse tão facilmente (foi duma insistência que surgiu a primeira bola ao poste de Derlei). Não foi, no entanto, uma melhoria tão grande que permitisse um domínio permanente. O Basiléia, mesmo depois do golo, continuou a impor o tal jogo de segundas bolas e a chegar à área de Patrício mais vezes do que seria de desejar. O tempo, porém, depressa levaria os suíços a fazer sentir essa sua propensão para o risco ofensivo, adiantando muita gente e expondo-se a um segundo golo que, a bom da verdade, até pecou por tardio.

Justo mas não mais – Costumo concordar com as análises de Paulo Bento, mas desta vez não posso deixar de notar algum exagero nas suas considerações sobre a partida. O Sporting venceu bem, é verdade, mas o resultado não peca por ser escasso – ainda que o Sporting tenha tido várias ocasiões claras para além dos golos. O Basiléia causou problemas ao Sporting e, mesmo não tendo conseguido muitas ocasiões claras, acercou-se com demasiada frequência à área de Patrício, sabendo-se como são perigosos os suíços a jogar dentro da área. Justo parece-me bem, escasso é demais.

Predisposição para o assobio – Ontem falei aqui da tendência dos adeptos (no geral, embora o caso fosse o do Porto) para em situações de resultados adversos separarem o “nós” do “ele”, caindo no facilitismo responsabilizar cegamente o treinador pelos males da sua equipa. No Sporting, creio, passa-se algo ainda mais estranho. Paulo Bento leva um trabalho bastante bom e em condições difíceis num clube que, num passado recente, tem sido tudo menos regular. Em Alvalade assiste-se a uma estranha predisposição para contestar o treinador e a sua equipa, que faz com que se ouçam assobios ainda nem meio jogo está cumprido. Se pensarmos que o Sporting vai à frente dos seus rivais e que tem condições reais para pensar num apuramento histórico para os oitavos de final da Champions, tudo isto parece um pouco surreal...
Golos

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29.8.08

Sortes Champions

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Grupo Porto – Favoritismo mesmo com sorteio pouco favorável
Arsenal
– não me parece tão positivo quanto, por exemplo, Lyon ou mesmo o Liverpool (mais propenso a tropeções na fase de grupos), entre os “tubarões” do pote 1 será um adversário que não fecha completamente a hipótese de discutir o primeiro lugar. Um dado importante e positivo neste sorteio é a repetição do Porto – Arsenal a fechar o grupo, tal como há 2 épocas. Se os Gunners fizerem o seu papel, deverão chegar a esse momento qualificados e essa pode ser uma vantagem decisiva no caso do Porto precisar do resultado.

Fenerbahce – Os turcos não têm sido clientes muito regulares de um Porto que já experimentou quase tudo nos últimos anos da Champions. Teme-se o seu factor casa, pelas viagens e pelo ambiente mas a experiência do Besiktas retira algum do pessimismo em relação a esses condicionalismos. Este Fenerbahce é, no entanto, diferente do seu rival. Em termos de individualidades é uma equipa com outra experiência e potencial. Muitos internacionais turcos como o guarda redes Volkan Demirel, Kazim Kazim, Boral, Emre (contratado ao Newcastle) e Senturk, a que se junta uma lista de notáveis injecções de qualidade vindas do estrangeiro: Lugano, Roberto Carlos, Edu Dracena, Alex, Deivid, Guiza (ex-Maiorca), Maldonado (ex-Santos) e Josico (ex-Villareal). No que respeita a individualidades nota ainda para a perda de Kezman e, mais importante, Mehmet Aurelio.
Há outro nome que naturalmente importa referir no Fenerbahce e que impossibilita fazer uma grande previsão sobre o real valor desta equipa em 08/09:Luis Aragonês. A chegada do treinador campeão europeu em título significa um corte com o que Zico vinha fazendo e, forçosamente, alguma incerteza em torno desta equipa. Para já a derrota por 1-0 na primeira jornada do campeonato pode ser um bom indicio para os portistas que, jogando com os turcos logo a abrir, podem tirar partido deste aparente arranque menos fulgurante de Aragonês.

Dinamo Kiev – A prestação do ano passado pode ser muito enganadora. Este Dinamo entrou muito forte nesta temporada prometendo um cenário diferente daquele vivido em 07/08. Uma equipa que tem nos avançados Milevsky e Bangoura as principais figuras tem em Yuri Semin um treinador que parece ter reencontrado o caminho do sucesso após a sua chegada no final de 2007. A equipa não lidera a prova doméstica, tendo já perdido um e empatado outro jogo, mas leva já 7 pontos de avanço sobre o campeão e habitual rival Shaktar. Outro indicio da capacidade deste Dinamo é a forma dominadora como afastou o Spartak de Moscovo, com vitórias em ambos os jogos.
Por tudo isto, a duplo embate com os ucranianos na viragem de Outubro para Novembro será, seguramente, decisivo para ambos os emblemas num grupo cujo equilíbrio exigirá ao Porto algum cuidado.

Grupo Sporting – Oportunidade histórica para a qualificação
Barcelona – Será mais um gigante que o Sporting terá a honra de defrontar nesta sua terceira presença consecutiva na Liga Milionária. Um Barça novo, sem Ronaldinho nem Deco mas com Messi e um enorme talento. Futebol ofensivo, com muita qualidade e posse de bola e... um apuramento quase certo. Jogar no Camp Nau a abrir não será o mais favorável dos sorteios já que a derrota é o mais provável dos desfechos e um atraso pontual pode aumentar a pressão sobre os “leões” que, desta vez, não pensarão em “segundos objectivos”.

Basiléia – Era, entre os possíveis adversários do pote 3, um dos mais acessíveis e, claro, também mais conhecidos. Cabe agora ao Sporting cumprir o seu papel. Para começar é imperial vencer em Alvalade à segunda jornada e, depois, a necessidade de vencer, ou não, em Basiléia será bem clara já que esse será o derradeiro embate nesta fase de grupos. 6 pontos são, evidentemente, possíveis.

Shakhtar – Ao contrário do Dinamo, o Shaktar aparece em fase descendente nesta temporada. A qualidade está lá, com nomes como Jádson, Djuliaj, Fernandinho, Brandão, Luiz Adriano, Marcelo Moreno, Willian e Darjo Srna a serem um complemento de luxo de um plantel que tem uma grande representatividade entre os eleitos da selecção ucraniana. O treinador também é o mesmo, o “velho” Mircea Lucescu, no cargo desde 2002. A época, no entanto, não poderia ter começado pior. À sexta jornada a equipa apenas venceu 1 jogo o que, pode dizer-se, condiciona desde já muito as aspirações do título.
De qualquer forma este será o adversário que mais previsivelmente rivalizará com o Sporting para a qualificação. O duplo confronto na viragem de Outubro para Novembro (que coincide com o do FC Porto contra o Dinamo) será, seguramente, decisivo num grupo que representa uma oportunidade histórica para o Sporting chegar pela primeira vez aos oitavos de final da Champions.

Outros Grupos
Já sabia que que os grupos de Fiorentina e Atlético de Madrid iriam ser, potencialmente, os mais interessantes. Liverpool, PSV, Marselha e Atlético Madrid no grupo D promete não facilitar a tarefa a um Liverpool que quase ficou de fora frente ao Standard. De resto nota para os duelos entre Juventus e Real Madrid, Chelsea e Roma e, por motivos não só futebolísticos, Panathinaikos e Anorthosis Famagusta.

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28.8.08

Basileia - Guimarães: sem estaleca nem fortuna

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A fase final do jogo acaba por atrair para si todas as atenções do rescaldo do jogo. Não desvalorizando a importância desses acontecimentos, diria que para os responsáveis Vimaranenses será bem mais importante reflectir sobre o que aconteceu nos 87 minutos anteriores porque, realmente, essa é a única coisa que adiantará para o futuro de uma época que ainda agora está a começar.
Já tinha referido o meu desencanto com este inicio de época vitoriano e, por isso, não esperava uma exibição por aí além em Basiléia. O que aconteceu, no entanto, conseguiu ir para além das minhas piores expectativas... Mas vamos por partes...

1ªParte
Até nem começou muito mal o jogo. Depois de uns indícios de nervosismo, o Guimarães colocou a nu as deficiências defensivas do Basiléia, chegando com perigo à baliza contrária por 2 vezes nos primeiros 10 minutos. Tudo se complicou, curiosamente, depois dos 2 golos que, num ápice, colocaram o jogo num empate a 1 favorável ao Guimarães. A partir daí, o nervosismo das primeiras jogadas deixou de ser apenas um indicio para dominar inexplicavelmente o comportamento dos jogadores vitorianos, fazendo passar uma imagem de uma equipa sem estaleca para aquilo que estava a jogar. Mau controlo das primeiras bolas aéreas, precipitação na abordagem aos lances e, sobretudo, uma péssima gestão da posse de bola fizeram da última meia hora do primeiro tempo um jogo de sentido único e em que, honestamente, o Vitória se deve considerar muito feliz por ter escapado sem sofrer golos.

2ªParte
As coisas melhorar e o Vitória serenou defensivamente. Ainda assim, a sua gestão da posse de bola manteve-se pouco lúcida, precipitando-se quase sempre na tentativa de dar profundidade às transições o que fez perder muitas bolas que poderiam e deveriam ter servido para fazer correr o tempo, os suiços e, claro, a sua paciência. Foi numa perda do controlo da zona central (Meireles ficou a pressionar alto e não houve compensação na sua zona o que expôs os centrais) que o Vitória foi, finalmente, penalizado. A partir daí assistiu-se àquilo que Quinito chamava de “colocar a carne toda no assador”. Foi o que Cajuda fez. Em desvantagem, lançou avançados mesmo que isso não fizesse sentido por perder pontos de apoio no meio campo que possibilitassem à equipa fazer a bola chegar à área contrária. Assim, em 20 minutos, o Vitória levou muito pouco perigo à baliza de um Basiléia que, como se percebeu no tal lance polémico, era bem vulnerável defensivamente...

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14.8.08

Guimarães - Basileia: Jogo nulo!

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Já aqui tinha deixado a minha visão sobre a débil preparação do plantel vitoriano para uma época que pode ser decisiva para o crescimento desportivo do clube. Visto o jogo da primeira mão da decisiva eliminatória fico com essa ideia reforçada. Os efeitos de um defeso mal preparado ainda não colocaram de parte a hipótese de atingir a qualificação milionária mas ficou a ideia de que este Vitória pode muito pouco mesmo contra um dos mais acessíveis adversários que lhe poderiam sair em sorte. Nesta questão de valias individuais recordo-me de há uns meses Christian Gross, o treinador do Basileia, ter dito que qualquer jogador do Sporting teria lugar no seu plantel. Este não será caso para tanto, mas estou certo que boa parte da equipa do Basileia teria excelentes hipóteses de entrar nas primeiras escolhas caso estivesse do lado oposto.

Vitória: Sem argumentos para tanto respeito
Ainda assim o respeito pelo Vitória marcou muito a estratégia de um Basileia seguramente desconfiado desta equipa que se intrometeu entre os grandes de Portugal. As suas linhas recolheram-se sempre muito, tentando encurtar os espaços no seu meio campo e a sua primeira linha de pressão apenas subia quando identificava oportunidade para tal. Este comportamento foi, durante o primeiro tempo, suficiente para criar muitos problemas a uma posse de bola vimaranense que se evidenciou muito errática e sem grande qualidade para contornar a situação. A variação de flancos foi quase sempre lenta e as combinações sobre as alas (principal recurso em organização) raramente contaram o aparecimento do 10, algo que sucedia com muita frequência no ano passado e que, ao não acontecer, facilitou muito a tarefa do Basileia.

Basileia: Mau aproveitamento do momento de transição
Esta toada de iniciativa, concedida, ao Vitória durou quase toda a partida e resultou numa ausência gritante de situações de golo. Se do lado do Vitória não havia capacidade para contornar o “problema Basileia”, os suíços também não se revelaram muito hábeis no momento de transição. Quando ganhavam a bola – e conseguiram-no fazer com frequência – os suíços não tiveram uma saída astuta em transição, ora solicitando Derdyok em profundidade e demasiado cedo, ora não criando linhas de passe que permitisse tirar rapidamente a bola da zona de pressão. Este aspecto explica a ausência de capacidade ofensiva do Basileia até aos minutos finais da partida e acabou por ser também determinante para o melhor momento do Vitória em que a pressão imediata da equipa permitiu manter sempre a bola muito perto da área contrária.

Por tudo isto, o 0-0 se torna óbvio, deixando tudo em aberto para uma segunda mão que penso poder ser totalmente diferente. É que o Basileia é uma equipa de ataque que gosta de ter bola e subir a sua linha mais recuada. Em sua casa o jogo tenderá a ter golos, restando saber que Vitória vamos ter...

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22.2.08

Quinta Uefeira...

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Em primeiro lugar devo dizer que, por motivos profissionais, tive de acompanhar o Basileia – Sporting. A verdade é que o efeito da trivela de Moutinho aos 2 minutos na eliminatória aconselharia a um acompanhamento de um jogo bem mais incerto como o Nuremberga – Benfica. Como não vi (porque também não repetiu), não vou fazer comentários muito alongados sobre essa partida, não evitando no entanto um desabafo, baseado na unanimidade dos relatos que me chegaram sobre o desenrolar da partida. Face à sucessão de exibições de futebol pobre que terminam em resultados positivos, o mais caricato do discurso de Camacho são os lamentos de falta de sorte e eficácia na hora de explicar alguns empates a zero a que por vezes se assiste...
Basileia – Sporting
Não assisti a melhor resumo da partida do que o de Paulo Bento no final da partida. O categórico 0-3 com que o Sporting brindou os emigrantes que o acompanharam a Basileia poderia facilmente resultar em exultações de brilhantismo, tal e qual se ouve e lê nos comentários à partida. Paulo Bento, na hora de se pôr em “bicos de pé” – para usar uma expressão do próprio – manteve os pés no chão, porque, de facto, há vários capítulos na história deste 0-3. Fica-lhe bem e denota inteligência.
Tal como frente ao Estrela, foi Moutinho a sossegar aqueles que ainda temeriam uma surpresa. Desta vez não a finalizar, mas a assistir de forma primorosa Pereirinha para o 0-1 que matou, logo ali, a discussão da eliminatória. O que se passou até ao intervalo, no entanto, deve merecer a atenção do Sporting, mesmo tendo em conta o facto de uma possível descompressão face ao feito do tal golo madrugador. É que o Basileia conseguiu num número excessivo de vezes surpreender o Sporting. Primeiro foi em transição, após um erro imperdoável de Romagnoli em posse de bola e no fim foi através do poder no jogo aéreo, surpreendendo as marcações leoninas. Pelo meio aconteceram mais 2 desequilíbrios que têm um ponto em comum: o “pressing” mal executado. Aqui o destaque negativo vai para Miguel Veloso que, saindo da sua zona tentou pressionar a posse de bola adversária sem, no entanto, conseguir a recuperação. O resultado desta situação é um buraco no espaço entre linhas que, neste caso, o Basileia aproveito para apenas criar perigo. Veloso tem qualidades fantásticas, mas há aspectos do seu jogo claramente a melhorar e depende dele poder tornar-se num dos grandes da sua posição. Quando a equipa está esticada em campo, cabe ao pivot defensivo saber decidir entre criar superioridade no pressing ou manter o equilíbrio numérico. A questão é que quando opta pela primeira a jogada tem que morrer e isso por vezes não acontece...

Ainda assim o Sporting soube sempre aproveitar melhor os erros do adversário (aquele adiantamento da última linha do Basileia já havia sido um dos alvos predilectos do ataque verde e branco em Alvalade) e, num deles Liedson tirou um chapéu ao guarda redes contrário, colocando um injusto 0-2 no marcador. No segundo tempo, as coisas foram melhores para o Sporting que, em boa verdade poderia ter ido bem para além dos 0-3, perante o desnorte do adversário. Fica a moral e a eficácia de uma equipa que, apesar de tudo, mantém-se claramente a um nível bem superior ao de há uns meses a esta parte, bem como alguns avisos que o olho atento do treinador deverá saber passar para dentro.

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14.2.08

Taça Uefa: O efeito "ala esquerda"

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Sporting - Basileia
Mais do que a vitória (que não define ainda a eliminatória – o Basileia é muito mais forte em casa), este foi um jogo que valeu pelo regresso às exibições de qualidade que foram a melhor imagem do Sporting na segunda metade da época transacta.

A exibição frente ao Basileia não me surpreende. Já, há muito, aqui tinha apontado à ala esquerda a principal responsabilidade para os problemas verificados esta temporada. Não se trata de ter um jogador nesse sector que leve a equipa às costas mas antes da interpretação correcta dos princípios e dinâmicas previstos num modelo que vinha desde a temporada passada. Primeiro vem o controlo do jogo. Defensivamente, tal como acontecera na segunda parte frente ao Maritímo, a equipa foi capaz de manter-se com o controlo do jogo nos períodos em que era o adversário a dominar o meio campo (o Basileia apenas criou perigo de bola parada). A este facto não se pode dissociar o afastamento de Ronny que vinha acumulando erros defensivos jogo após jogo. Depois vem a interpretação das rotinas ofensivas. Izmailov dá outra força ao lado esquerdo do losango – sobretudo em termos posicionais e posse de bola – e com Grimi a equipa ganhou também mais presença ofensiva, permitindo que os movimentos laterais de Romagnoli (cuja importância para este modelo de jogo muita gente às vezes parece esquecer...) pudessem ter efeito que há muito não era visto naquele sector. Finalmente na frente. Vukcevic é uma adaptação, mas como aqui referi há umas semanas, pode bem ser o parceiro que o Sporting tanto procurava para Liedson. A sua mobilidade (afinal é originalmente um ala) e capacidade para jogar na fase terminal do jogo fazem dele um jogador com as características necessárias para desempenhar a posição. Aliás, arrisco mesmo dizer que se encaixa melhor ali do que sobre a ala esquerda, onde revela algumas dificuldades em certo capítulos. Relativamente ao jogo, nota para o bom aproveitamento do facto do Basileia jogar com a sua última linha subida. O Sporting causou assim muitos problemas.

Finalmente dizer que os jogos das competições Europeias são muitas vezes enganadores. A menor preparação e enquadramento do jogo adversário e a motivação mais elevada das individualidades fazem com que surjam muitas vezes grandes exibições que não têm depois sequência. No caso do Sporting, no entanto, parece-me claro por tudo o que venho dizendo que poderemos estar a assistir a uma fase ascendente do futebol leonino, com o aparecimento de melhores soluções para a interpretação do modelo.

Werder Bremen – Sp.Braga
Como qualquer jogo do Bremen, este era um jogo interessante de seguir, mas que infelizmente apenas tive oportunidade de ver alguns períodos. Tinha para mim que o Braga poderia discutir a eliminatória apesar do favoritismo dos Alemães. O momento não foi o melhor para os Arsenalistas, que passam por uma fase negativa e com pouca dinâmica do seu modelo de jogo. Ainda assim é difícil falar-se em fatalismos quando se desperdiçam 2 penaltis. Os “ses” são inevitáveis neste caso. Sofrer 3 em Bremen poderia perfeitamente acontecer, mantendo o Braga aspirações de qualificação. O Bremen é das equipas com mais golos por jogo da Europa (marcados e sofridos) e o que exigia era que o Braga aproveitasse esse facto para também marcar os seus golos. Com 2 golos, tudo era possível numa noite inspirada. Com 3 parece complicado, até porque eles normalmente marcam...



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22.12.07

As sortes da Europa

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É o mais evidente dos pontos em comum entre os adversários que calharam em sorte às equipas portuguesas. 3 dos 4 são Alemães o que antecipa também um confronto com um tipo de futebol de valias bem diferentes do nosso. Primeiro há que referir a grande capacidade de investimento dos clubes da Bundesliga e depois dizer que essa vantagem pode bem ser contornada por outros predicados do nosso futebol. Aos aspectos técnicos, que continuam a ser-nos amplamente favoráveis, há que juntar esse facto de tacticamente o futebol Alemão atravessar uma fase, eu diria, utópica. Muitos golos são hoje marcados na Bundesliga, fruto de algum aventureirismo táctico que pode e deve ser aproveitado pelos portugueses.

Schalke 04
Favoritismo do FC Porto segundo as casas de apostas: 55%
É uma das mais fortes equipas do futebol Alemão, tendo ficado às portas do título em 06/07 e mantendo-se nos primeiros lugares desta competitiva Liga em 07/08. O Schalke é hoje uma equipa em formação, com bastantes elementos muito promissores, mas faltando-lhe ainda alguma consistência exibicional. Em termos de jogo, e um pouco à imagem do futebol Alemão, o Schalke é uma formação ofensiva, forte nas zonas próximas da baliza, mas que comete também muitos erros do ponto de vista defensivo. Apesar de ter uma equipa recheada de boas individualidades, parece-me que o jogo mais adulto e tecnicamente evoluído do FC Porto poderá, em condições normais, ser suficiente para garantir a passagem dos Dragões aos quartos de final. Aqui destaco as condições óptimas para que o FC Porto possa aplicar a sua eficaz transição ofensiva.

Destaques individuais
Manuel Neur (Guarda Redes, 21 anos) – Uma das promessas para herdar a baliza da Selecção.
Rafinha (Lateral Direito, 22 anos) – A grande figura do Brasil no Mundial de sub 20 de 2005.
Cristian Pander (Lateral Esquerdo, 24 anos) – Uma figura emergente no futebol Germânico. Marcou um golão na última visita Alemã a Wembley.
Marcelo Bordon (Defesa Central, 31 anos) – Capitão e líder defensivo da equipa.
Fabien Ernst (Médio Centro, 28 anos) – Esteio do meio campo.
Ivan Rakitic (Médio Ofensivo, 19 anos) – Grande revelação da equipa na coordenação de jogo ofensivo.
Mesut Ozil (Médio Ofensivo, 19 anos) – Outra grande promessa que ameaça fazer crescer esta equipa.
Gerald Asamoah (Extremo, 29 anos) – Velocidade e força são os atributos deste experiente avançado.
Kevin Kuranyi (Avançado, 25 anos) – Goleador, forte no jogo aéreo, mas o seu valor não é unânime entre os Alemães.
Peter Lovenkrands (Avançado, 27 anos) – Arma secreta da equipa. Desconcertante pela sua velocidade.

Nuremberga
Favoritismo do Benfica segundo as casas de apostas: 58%
Foi a equipa sensação da Bundesliga em 06/07, valendo-lhe um lugar na Uefa. Como em tantos outros casos, no entanto, a presença na Europa parece ter sido prejudicial à performance interna da equipa que aparece agora a lutar para fugir aos lugares de despromoção. Há francamente, uma grande diferença entre a valia individual do Benfica e deste Nuremberga e, caso a eliminatória seja encarada seriamente, os encarnados deverão seguir em frente.

Destaques individuais
Os nomes mais conhecidos são o veterano médio Galasek (ex-Ajax) e o nosso carrasco do Euro 2004, Charisteas. De resto, no Nuremberga merecem destaque o perigoso avançado Mintal e o organizador de jogo, ex-promessa do Bayern de Munique, Misimovic.

Basileia
Favoritismo do Sporting segundo ascasas de apostas: 65%
O trabalho fantástico do treinador Christian Gross colocou, nos últimos anos, o Basileia no mapa do futebol Europeu. Apesar de ser oriunda de um futebol modesto, este Basileia merece todo o respeito por ter já surpreendido várias equipas num passado recente acumulando uma experiência considerável nesta prova. Ainda assim, as figuras que se têm destacado na equipa têm inevitavelmente saído para campeonatos mais apetecíveis, o que torna o Basileia, naturalmente, num adversário perfeitamente ao alcance do Sporting. O segredo estará na forma de encarar o embate com os Suiços.
Destaques individuais
Os avançados Marco Streller (regressado após uma passagem pelo Estugarda) e Carignano (Argentino com 3 internacionalizações pela alvi-celeste) são o maior perigo desta equipa, sobretudo pelo impressionante porte atlético que possuem. Nota, no entanto, para a probabilidade de Carignano abandonar definitivamente a equipa neste defeso. De resto, de salientar o capitão e internacional Sérvio Ergic e alguns jovens de futuro promissor (nomeadamente o irreverente equatoriano Felipe Caicedo). Para nós, o nome mais conhecido é o extremo Carlitos, também ele uma figura importante na equipa.
Werder Bremen
Favoritismo do Braga segundo as casas de apostas: 35%
Naturalmente, a mais conhecida e mais forte das equipas que calhou em sorte às equipas nacionais. Thomas Schaaf tem um trabalho notável no Bremen, mantendo a equipa nas primeiras posições da Bundesliga durante vários anos e repetindo também performances interessantes na Europa. Os princípios de jogo são hoje os mesmos e definem o Bremen como uma das mais ofensivas equipas da Europa – os Bremen tem uma impressionante média de 4,5 golos nos seus jogos! Depois de um inicio difícil a equipa parece ter ultrapassado a saída de Klose e chegou a uma improvável co-liderança da Bundesliga, a par do Bayern Munique. Apesar de tudo, o Braga não tem, nem de longe nem de perto, uma missão impossível. Uma performance eficaz que tire partido dos erros do Bremen e que mantenha, dentro do possível, uma eficaz postura defensiva, pode muito bem surpreender os Alemães. Ainda assim, o favoritismo não é claramente Bracarense.

Destaques individuais
O Werder Bremen pode também ser descrito como a equipa de Diego, tal a influência do brasileiro na equipa. De resto, são vários os jogadores de elevada reputação da equipa, começando no defesa Naldo, passando pelo médio internacional Frings e terminando num ataque que, embora mais modesto do que em anos anteriores, continua a contar com um leque muito interessante do opções. Klasnic (recém regressado de lesão), Sanogo, Rosenberg e, claro está, Hugo Almeida, são as alternativas.

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