18.5.07

Ibrahim Yattara: via Web!

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Há jogadores que, apesar do talento, permanecem largos anos perdidos na obscuridade de uma equipa de menor dimensão. Durante anos a fio, craques que, por diversos motivos, as mais intensas luzes da ribalta nunca iluminaram, permaneceram incógnitos à generalidade dos adeptos. Ontem, um estudo sobre os canais mais utilizados pelos portugueses colocava a Internet no segundo lugar, apenas atrás – para já – da televisão. É a era da comunicação global. Hoje, qualquer fenómeno que mereça destaque em qualquer parte do mundo pode chegar a todos, independentemente das opções editoriais dos “media”. Podemos agradecer ao fantástico mundo da Web o facto de podermos desfrutar das habilidades do excêntrico Ibrahim Yattara

Trata-se de um extremo – preferencialmente direito – Guineense, que actua, desde 2003, no longínquo Trabzonspor da Turquia, para onde se transferiu vindo do Antuérpia da Bélgica. Aos 26 anos e apesar do seu inegável talento, Yattara dificilmente poderá explodir num grande clube europeu. Dono de uma velocidade estonteante e de uma técnica rara, Yattara será refém do problema de muitos: a cabeça. Problemas disciplinares e inconstância exibicional (nem sempre joga) são a outra face das impressionantes imagens que aparecem nos vídeos. É, apesar de tudo, um ídolo dos adeptos. Pudera!


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Apertadinho!

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Não é caso inédito, mas não deixa de ser divertido... Aconteceu na segunda divisão Argentina e, pelos vistos, teve a ver com sumos naturais com efeitos secundários indesejáveis!

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Jogos da Semana

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-- Final da Taça Uefa --
Sevilha *2-2 Espanhol(Sevilha venceu nos Penaltis)

-- Taça Liberadores --
Defensor Sporting 2-0 Gremio
Cucuta 2-0 Nacional
Boca Juniors 1-1 Libertad
America 0-0 Santos

-- Taça Itália --
Inter 2-1 Roma(Roma vence a competição depois dos 6-2 da primeira mão)

-- Holanda --
Vitesse 1-0 NEC(Grande golo a decidir)
Utrecht 0-2 Groningen

-- Amigável --
Chile 2-0 Cuba

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17.5.07

Final da FA Cup: para não esquecer!

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A emoção reservada para o último episódio da liga portuguesa deste ano tem absorvido todas as atenções. Este fim de semana, porém, joga-se uma partida de amplo interesse: a final da Taça de Inglaterra.

Esta é, talvez, a competição com mais tradição no futebol mundial e, se é verdade que durante muitos anos a Taça de Inglaterra interessou apenas verdadeiramente aos britânicos, hoje a coisa não é bem assim... Nos últimos 15 anos o futebol inglês “globalizou-se”, sendo hoje uma realidade local, mas de interesse mundial. Portugal, neste aspecto, não é excepção. As provas inglesas são hoje acompanhadas pela generalidade dos apreciadores do fenómeno que, porventura, mais depressa saberão o resultado do Manchester ou do Chelsea do que do seu clube local. É uma “importação” de qualidade e que, por isso, está a ganhar espaço na nossa sociedade – em breve, estou certo, teremos gerações de adeptos portugueses do Chelsea, do Liverpool ou do Manchester United.

Sobre o jogo, há ainda, para nós portugueses, o interesse acrescido de Manchester United e Chelsea serem os intervenientes. Mais um Ronaldo vs. Mourinho, com vantagem teórica para o 7 do United: os “blues” voltam a estar debilitados pela onda de lesões. Mourinho, porém, não desarmará e este será um jogo melhor preparado do que qualquer outro na temporada. Promete...

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Jesus Navas, a coqueluche Sevilhana!

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É, mais uma vez, um dos destaques do futebol europeu. O Sevilha é a única equipa que, no velho Continente, ainda pode vencer todas as competições em que entrou em 2006/2007. Têm sido muitos e variados os destaques que resultam dos resumos dos jogos Sevilhanos: o goleador Kanouté, o maestro Maresca, os populares Adriano e Daniel Alves e até o agora heróico Palop. Há, no entanto, entre todos um nome que emerge como a verdadeira coqueluche Sevilhana: Jésus Navas.

Não é de agora – foi uma das revelações da temporada espanhola de 2005/06 – mas Jésus Navas permanece como um jovem que encanta pela forma como actua sobre a extrema direita. Fisicamente baixo, esguio e ligeiro, Navas dá uma energia incansável às suas performances, tendo na técnica de execução em velocidade uma característica que se encaixa como uma luva numa equipa que privilegia a rapidez e as alas nos seus processos ofensivos.

Navas completou 21 anos em Novembro passado e ainda não tem qualquer internacionalização pela principal selecção espanhola – algo que não tardará, caso os indícios de qualidade se confirmem...


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Ainda Abril... 12 melhores golos do mês!

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Abril já lá vai e, na realidade, Junho até já está perto. Quando se trata de qualidade, no entanto, há sempre tempo para olhar para trás. Aqui fica uma selecção dos 12 melhores golos mensais. Se Messi não contasse, até seria difícil escolher!

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16.5.07

O porquê das entradas do "leão": a minha visão...

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É a equipa do momento. À robustez defensiva – particularmente o tão elogiado momento de transição ataque-defesa – que já vinha de trás, o Sporting adicionou neste final de época um ataque dinâmico, móvel e, consequentemente, concretizador. Ainda sobre o Sporting, tem havido um amplo debate em torno das suas enigmáticas entradas no jogo. Não nego que a fortuna seja um factor indispensável para tanta eficácia, mas creio estar claro para todos que tem de haver mais do que sorte num fenómeno tantas vezes repetido. Em meu entender, a razão que melhor explica esta tendência é também aquela que pode servir de justificação para o crescendo ofensivo dos “leões” nesta fase da temporada: o fim da, outrora popular, rotatividade.

Ontem falei aqui no “encaixe” com que o Paços anulou o Porto. No vídeo, Manuel Machado utiliza a mesma expressão para o que haveria de tentar na partida do passado Domingo. Sobre o Porto, também referi a necessidade de se criarem e sistematizarem referências claras para os processos de jogo ofensivo. O caso do Sporting será ligeiramente diferente (necessariamente, dadas as diferenças de modelo e jogadores), mas a verdade é que no momento em que Paulo Bento passou a utilizar um onze fixo, a equipa passou a entender-se melhor, parecendo desempenhar com mais naturalidade (sobretudo, aparece mais coordenada colectivamente) as tarefas a que se propõe.

O “encaixe” é uma medida pontual, normalmente orientada para as marcações em função das individualidades do adversário e pouco resistente a uma verdadeira mobilidade colectiva da oposição. Enquanto que os adversários passam pela dita “fase de estudo”, o Sporting entra nos jogos com a “lição já estudada”, tirando partido disso mesmo nas fases iniciais das partidas.

Claro que não se pode dissociar uma componente fundamental e que foi abordada também por Manuel Machado – o aspecto individual. À maior sistematização, Paulo Bento acrescentou um melhor ajuste das individualidades ao modelo. Abel dá outra profundidade ao lado “coxo” do modelo, Miguel Veloso é – já – um “monstro” na sua posição (finalmente, temos o herdeiro de Paulo Sousa) e Romagnoli tornou-se no apoio que Nani precisava para dar outra expressão à ala esquerda.

Finalmente, sobre o vídeo, duas notas:
- Manuel Machado caiu no erro de tentar o “encaixe” de que já falei e o seu destino foi o que o próprio acabou por prever na resposta à “previsibilidade” de Luis Freitas Lobo.
- Há muito que não entendo a insistência de Luis Freitas Lobo em apelidar o Sporting de equipa “tacticamente previsível”. Será que o Porto não joga, previsivelmente, em 4-3-3, o Benfica no 4-4-2, losango ou o Milan no seu 4-3-2-1? Penso que a embirração do comentador se prende, realmente, com a ausência de extremos no modelo de Paulo Bento. Um preconceito de que um dia falarei com maior detalhe.

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Top 5 da semana - Gouvou!

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Para além do já bastante debatido "chouriço" de Vasques, destaco o pontapé de Gouvou entre os 5 fantásticos da semana...

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