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28.7.11

Reforços 2011/12: Danilo (Porto)

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Perfil evolutivo - Danilo revelou-se no América Mineiro em 2009, jogando na Série B de 2010, onde deu nas vistas e se transferiu para o Santos. Este, talvez seja o primeiro ponto a reflectir sobre a evolução do jogador: este mesmo jogador (sublinho "mesmo") foi contratado há cerca de 1 ano por um valor cerca de 10x inferior ao que agora ditou a sua viagem para Portugal. A partir da sua chegada ao Santos, nada de estranhar em relação ao estatuto que entretanto assumiu. Não só o Santos é um dos "grandes" do futebol brasileiro, como fez coincidir com a passagem de Danilo uma das mais bem sucedidas páginas da sua História (sobretudo pós-Pelé). Danilo, sendo jovem e assumindo um papel, não só preponderante, mas decisivo, tornou-se num alvo evidente para meio mundo. Sem surpresa, portanto.

Perfil táctico/técnico - Trata-se de um jogador alto e longilíneo, de passada larga, que apenas analisei como médio interior direito, mas que pode também actuar como lateral. Tacticamente, é um jogador que pensa o jogo primariamente pelo lado defensivo. Isto é, no critério em posse privilegia a segurança, e mantém sempre uma grande concentração táctica, quer no que respeita aos equilíbrios, quer no que respeita às compensações. Depois, ofensivamente, a sua maior virtude passa pelos movimentos de rotura, especialmente sem bola, aparecendo bem de trás em zona de finalização. Fez alguns golos decisivos na Libertadores, através de remates exteriores, mas essa não é uma situação que pareça ser-lhe muito habitual.

Em termos de capacidade em posse, já foi feito o destaque em relação ao critério. De resto, e apesar de revelar boa qualidade de definição em diversos detalhes, não pareceu muito vocacionado para uma abordagem criativa ao jogo, nem, tão pouco, pareceu imune ao erro em posse, apesar da tal segurança no critério, já referenciada.

Por fim, sublinhar o potencial que representa um jogador deste tipo para os momentos de transição. Pela velocidade de recuperação e pela facilidade com que integra os movimentos ofensivos, mesmo a partir de posições mais recuadas.

Futuro no Porto - Antes de mais, convém lembrar que estamos a tratar de um jogador de apenas 20 anos. Ou seja, tem muito tempo para evoluir, e Danilo, sendo já um óptimo valor, tem condições para chegar ainda mais longe. O segundo ponto vai para realçar a importância de se clarificar em que posição jogará preferencialmente. Pessoalmente, e olhando para o 4-3-3 actual, parece-me que a posição de "pivot" lhe pode assentar bem. Porque não parece ter vocação criativa para uma posição mais ofensiva, e porque, de facto, tem um perfil de decisão mais próximo do que se espera de um "pivot", quer ao nível do critério, quer ao nível dos comportamentos defensivos. Dentro desta hipótese, Danilo poderá, aliás, garantir uma característica apresentada por Fernando e que não é muito comum nos jogadores desta posição: a reactividade/velocidade de recuperação.

Por outro lado, e olhando para as soluções de hoje no plantel portista (Danilo só deverá chegar em Janeiro, pelo que algo poderá mudar), não parece nada fácil entrar nas contas principais do treinador, sobretudo como médio mais ofensivo. Não está muito claro quando e onde, mas Danilo parece estar destinado a um papel relevante no futuro.

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26.7.11

Reforços 2011/12: Alex Sandro (Porto) (Parte II - Vídeo)

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Como complemento da análise, deixo o vídeo com o detalhe das acções de Alex Sandro no jogo que o Santos venceu o Avai por 2-1, no Brasileirão 2010.

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Reforços 2011/12: Alex Sandro (Porto) (Parte I)

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Perfil evolutivo - Apesar de jovem, Alex Sandro não é originário do clube de onde chega para o Porto. A sua aparição no plano principal aconteceu no Brasileirão de 2009, incluído numa série de jovens que emergiram na equipa principal do Atlético Paranaense, seu clube de formação e uma das mais reputadas escolas do futebol brasileiro (o seu centro de treino foi considerado o melhor do país num estudo recente). A sua transferência para o Santos deu-se em 2010, passando a ser figura presente mas sem conseguir nunca o estatuto de "titular", numa corrida que foi travando com o ex-benfiquista (e muito mais experiente) Léo. Neste sentido, e mesmo reconhecendo-se o potencial do jogador, uma transferência deste nível (e por estes valores) não pode deixar de constituir alguma surpresa. Seja como for, Alex Sandro tem ainda um último palco para se valorizar, antes de encarar o desafio do Dragão: o mundial sub 20.

Perfil táctico/técnico - Começando pelo motivo que justifica tanto interesse pelo jogador: Alex Sandro tem uma notável capacidade para se impor ao longo do seu corredor. Agressividade, potência, velocidade e antecipação. Tudo características que estão pouco na moda na generalidade das prosas sobre o jogo mas que, goste-se ou não, constituem o grande dominador comum dos principais laterais, tanto no futebol português, como no futebol mundial na actualidade. E quem quiser realmente olhar para o que fazem os laterais de hoje perceberá facilmente porquê. Não só estas características ajudam a garantir explosão e profundidade no corredor, como, mais importante ainda, auxiliam num papel decisivo dos laterais modernos: a transição ataque-defesa. Mais do que travar duelos de 1x1 perante os extremos contrários, os laterais de hoje têm, defensivamente, o papel de matar ou congelar a transição adversária, sempre que esta ameaça libertar-se no seu corredor. Coentrão, Fucile, Alvaro Pereira, Maxi e João Pereira foram, no passado recente, os laterais mais fortes do futebol português (alguns deles do mundo), e todos eles partilham de uma grande capacidade interventiva, sobretudo em transição, sobretudo em antecipação. Alex Sandro tem esta facilidade, e é bom que a tenha, porque dificilmente alguma vez poderia sonhar em justificar o dinheiro que nele foi investido, se não a tivesse.

A má notícia sobre Alex Sandro, é que não há muitos mais elogios a fazer-lhe para além da dinâmica e capacidade interventiva que consegue manter no seu corredor. Em posse residirá o seu principal problema, errando demasiado e, sobretudo, denotando pouco rigor no critério que escolhe em muitas intervenções. É um "isco" facilmente identificável para atrair um erro na saída de bola, e isso facilmente se verá se não houver uma evolução clara do jogador neste plano. Depois, em termos posicionais, Alex Sandro tem natural apetência para defender alto e de forma pouco criteriosa ao longo do corredor, procurando sempre a oportunidade de antecipar, e privilegiando em demasia a referência "homem" e muito pouco a manutenção do espaço e equilíbrio posicional com o central mais próximo. Finalmente, dentro da área também não parece ser muito confortável na resposta a cruzamentos, quando se junta aos centrais (este é um dado que, no entanto, não tenho completamente confirmado).

Futuro no Porto - A minha avaliação vai, claramente, para uma necessidade de evolução e maturação do jogador em diversos aspectos. Mas, como expliquei, Alex Sandro tem as características necessárias para poder partir para uma evolução positiva. Por outro lado, no Porto terá tudo para poder fazer este trajecto, pelo que muito dependerá da capacidade de aprendizagem do próprio jogador. A questão do critério em posse será o aspecto mais difícil de trabalhar e fazer evoluir, já que o posicionamento táctico é menos intrínseco e mais facilmente corrigido através do treino. Uma vantagem que Alex Sandro poderá contar tem a ver com o perfil, já que, mantendo-se Álvaro Pereira, é previsível que o modelo da equipa se prepare para um lateral mais interventivo e dinâmico ao longo do corredor, ajustando-se precisamente ás suas características. Este problema, da discrepância entre os perfis de Alvaro Pereira e as restantes alternativas para o lugar (Rafa e, sobretudo, Sereno) foi notório no ano anterior, aquando da indisponibilidade do uruguaio. Se, pelo contrário, Alvaro sair, então poderá estar colocada maior pressão sobre os ombros do jovem brasileiro, ficando a sua afirmação muito mais dependente de uma adaptação rápida às novas exigências. O ideal seria uma integração progressiva, sem o fardo de ter assumir a titularidade no imediato.

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3.3.10

Neymar: um chapéu e... um 'bitaite'

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Quando o referenciei era apenas um miúdo prodígio. Hoje, ainda é um prodígio e... ainda é um miúdo. Em que ficamos? Digamos apenas que, embebido pelo entusiasmo do chapéu ao Chicão mas também motivado por outras observações, arrisco o seguinte:

Aos 18 anos, Neymar vai ficar de fora do Mundial. Mas vai dar ruído!

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5.2.10

A fila de Neymar

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20.4.09

O "frango", tipo tradicional

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8.2.08

Tiago Luis: Olhos no 'Peixe'

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Se há história que comprova a tendência do futebol globalizado para a busca de talentos cada vez mais precoces é a de Tiago Luis. Foi a revelação do Campeonato Paulista de sub 20 e as suas provas na equipa principal do Santos estavam ainda por ser confirmadas quando o jornal “Marca” o trouxe para a sua primeira página com o título “Real Madrid negoceia o Messi brasileiro”. No dia seguinte, Tiago Luis renovou com o ‘Peixe’ e marcou o seu primeiro golo no campeonato Paulista, actualmente em disputa. No final dessa partida, o técnico Emerson Leão expressou a sua revolta perante o exagerado relevo dado a um jovem ainda a dar os seus primeiros passos no futebol profissional.

Encontrar um talento no futebol brasileiro é ainda fácil, dada quantidade de jovens talentosos que nascem naquele país, mas cada vez mais os jovens promissores são contratados ainda antes de fazerem figura pelos principais emblemas do país. Este é um sintoma que, aliás, se estende ao futebol Argentino, este ainda mais enfraquecido por esta emigração precoce dos talentos – apesar de tudo o número de futebolistas a despontar no Brasil é consideravelmente superior ao da Argentina.
Com 18 anos, Tiago Luis é mais um produto das escolas do Santos, fiel às características dos outros talentos aí nascidos. Técnica, mobilidade e imprevisibilidade são os atributos de hoje do avançado. Mas Tiago ameaça ser sobretudo um goleador. O seu faro pelo golo é já muito apurado e é provável que possa vir a “crescer” também fisicamente, enquadrando-se totalmento no perfil do avançado moderno.

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6.1.07

O novo Robinho ou, simplesmente, Neymar!

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Neymar da Silva Santos Júnior ou, simplesmente, Neymar. Este é um nome já consagrado no futebol brasileiro apesar do seu bilhete de identidade apontar a data de 05/02/1992 como o dia do seu nascimento.
Neymar foi descoberto por Betinho, o mesmo treinador que fez crescer Robinho, a última pérola da reputada escola Santista. Neymar partilha, de resto, com Robinho um série de similitudes que lhe valem uma previsivel mas justificada comparação com o Craque do Real Madrid. Têm o mesmo – Wagner Ribeiro – mas é no campo que as dois prodígios do ‘Peixe’ mais se assemelham. Fisicamente esguio e com uma ‘pedalada’ característica, Neymar lembra Robinho mas promete uma história própria, tal o talento com que perfuma os gramados.
Não perderão, certamente, de vista este produto do futebol de rua... ele não permitirá!


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