2.1.14

Análise - dados colectivos ofensivos (Jornada 14)

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Aproveito a paragem na Liga para actualizar os quadros estatísticos comparativos de todas as equipas. Começo com os dados colectivos ofensivos e seguirei com outros dados, amanhã e durante a próxima semana. De notar que, apesar da última actualização destes dados ter sido feita apenas à 7ªjornada, poucas mudanças significativas são notadas, em especial no topo da tabela.

Porto 
Apesar de todas as criticas, a verdade é que ofensivamente o Porto continua a ser a equipa que domina a generalidade dos indicadores, sendo que o menor número de golos relativamente ao Sporting se explica sobretudo por uma questão de aproveitamento das ocasiões criadas.

Sporting
É o melhor ataque da competição, e se é verdade que esse feito se explica sobretudo pela eficiência do seu ataque, também é um facto que, em praticamente todos os indicadores, esta tem sido uma performance bem acima das expectativas iniciais. Ainda dentro da questão do bom aproveitamento da equipa em termos de golos/ocasião, realce para as situações de bola parada, situação a partir da qual o Sporting é a equipa que mais golos conseguiu criar (10).

Benfica
Depois de um inicio de época em que apresentou um baixo aproveitamento das ocasiões criadas, o Benfica termina a primeira volta com uma eficiência ofensiva considerada normal. Ou seja, se o Benfica não tem mais golos marcados, deve queixar-se sobretudo de não os ter criado, sendo que a esse nível se esperaria que a equipa pudesse estar mais próxima dos valores conseguidos pelo Porto. De resto, e ainda em relação ao Benfica, nota para duas situações... A primeira tem a ver com a baixa presença no último terço, reflectida em números modestos de finalizações, ataques e posse de bola no último terço (indicadores ainda assim menos relevantes quando comparados com as ocasiões de golo). Ou seja, ao contrário da ideia que é passada sobre a equipa, o Benfica não é hoje uma equipa especialmente dominadora em termos ofensivos, sendo que todos os dados sugerem uma conclusão inversa quando os comparamos com os rivais, sendo interessante completar esta análise com os indicadores defensivos. A segunda nota tem a ver com o aproveitamento dos lances de bola parada, onde o Benfica tem um registo muito modesto e que explica boa parte da diferença de golos marcados relativamente aos rivais. Em particular, o Benfica marcou apenas 5 golos construídos através de lances de bola parada, rivalizando com 10 do Sporting e 9 do Porto.

Estoril
O estatuto de quarta equipa do campeonato é, pelo menos no que respeita aos dados ofensivos, completamente justificado. Consegue superar o Braga em número de ocasiões de golo e volume de posse de bola, sendo também verdade que beneficiou sobretudo de um aproveitamento muito melhor do que os bracarenses, e que esse é o dado que explica a diferença entre o número de golos marcados pelas duas equipas. Poderemos ter uma luta interessante pelo 4 lugar...

Outras equipas
Nota para algumas equipas, cujos dados podem ser algo surpreendentes. Desde logo, o Guimarães que regista grande modéstia em termos de indicadores ofensivos e que aparentemente não combina com a classificação da equipa. A resposta será dada pelos indicadores defensivos, onde o Vitória é a quarta potência da prova. Em sentido inverso vem o Marítimo, com grande fulgor ofensivo mas também com grande permissividade defensiva, como veremos pelos indicadores defensivos, explicando-se assim o campeonato abaixo das expectativas. Outro caso interessante é o do Nacional, que tem um bom número de golos e ocasiões, mas que tem também um volume de finalizações, posse de bola e ataques muito modesto. Aparentemente, uma equipa muito objectiva nas suas iniciativas ofensivas, sendo interessante perceber até que ponto é que será capaz de manter um bom registo ofensivo com tão pouco volume de jogo. Finalmente e no fundo da tabela, o Olhanense que rapidamente confirmou os indícios que deixara na análise da 7ªjornada.

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