5.3.09

Bilica, para Roberto Carlos ver, no dia das Taças...

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- Em Inglaterra, não houve taças, mas Premier League. Confirma-se, o Manchester vai mesmo ser novamente campeão!
- Em Espanha, um golão de Gonzalo Castro foi anulado por Messi e o Barcelona está na final da Taça do Rei onde vai protagonizar um curioso duelo entre catalães e bascos com o Atl.Bilbao.
- 3-0 levou o Inter em Génova. A Sampdoria leva uma vantagem folgada para a segunda mão, graças a uma estupenda exibição de Castellazzi.
- Em França, o PSG foi surpreendentemente eliminado pelo modesto Rodez. Vale a pena ver a bomba de Choplin.
- Na Taça da Alemanha 2 goleadas. 4-2 do Bayer ao Bayern e 2-5 do Bremen em casa do Wolfsburg.
- Nota, finalmente para o chapéu de Arnautovic (Twente) e o soberbo trabalho individual de McDonald (Celtic).

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4.3.09

O que conta nas contas semestrais dos 3 grandes

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Tornou-se, de repente, no tema da semana. Os anúncios das contas semestrais das SAD não trouxeram números famosos mas estão longe de surpreender quem quer que seja ou de representar uma novidade no que respeita à gestão de cada um dos emblemas. Sem perceber muito bem como, gerou-se o pânico, com uso do termo “falência técnica” como uma espécie de bomba sensacionalista, sem que se perceba o significado do termo ou o seu significado real para os clubes. Antes de mais, “falência técnica” é um termo técnico para as situações em que uma empresa tem capitais próprios negativos. Não significa que a empresa esteja falida ou implica forçosamente, sequer, essa ameaça. Para o caso, só a SAD do Sporting está nessa situação, ou seja com capitais próprios negativos, mas essa não é uma situação nova ou que coloque, por si só, o Sporting numa situação mais difícil que os outros 2 clubes.
A leitura dos relatórios e contas das SAD tem, na minha opinião, apenas interesse para se medir a gestão corrente do futebol. Ou seja, custos e proveitos operacionais. Isto porque as SAD não representam a totalidade do clube e apenas a sua gestão corrente no que respeita ao futebol. Assuntos ligados a situações acumuladas, activos e passivos totais são (infelizmente) bem mais dificeis de apurar, não sendo tão claramente divulgadas pelos clubes (que, note-se, só têm obrigação de divulgar informação relacionada com a actividade da SAD)
. Para o caso concreto destes 6 meses agora divulgados, deixo uma pequena análise comparativa dos números apresentados.

Porto
Os custos com o pessoal continuam a subir (subiram nos 3 clubes), com o Porto a ser aquele que mais gasta. Aqui, comparar com o Benfica pode ser enganador, porque os encarnados não estiveram nas mesmas competições, podendo haver discrepâncias importantes devido a prémios de performance (sobretudo liga dos campeões). A situação é, no entanto, comparável com o Sporting, sendo impressionante que o Porto gaste +66% em nesta rubrica do que o seu rival directo. No que respeita aos proveitos operacionais, importa realçar que o efeito da liga dos campeões não contabiliza ainda os prémios do apuramento para os oitavos da prova. Ainda assim, este valor mantém estável desde o ano anterior.
O risco da gestão do Porto está nos elevados valores ligados a transferências. As amortizações e proveitos representaram um volume total de cerca de 30 milhões de euros, sendo que o Porto está a gastar 11 milhões em amortizações de passes. Se tivermos em conta que o déficit entre custos e proveitos operacionais, mesmo com liga dos campeões foi de 4,8 milhões, conclui-se que o Porto precisa de gerar 16 milhões de euros em transferências para ter as suas contas equilibradas. Convém notar que estes números são trimestrais antes de sublinhar o risco enorme que aparenta ser uma eventual crise no mercado de transferências ou uma hipotética ausência da liga dos campeões. Este é, no entanto, um tipo de gestão que se prolonga há anos e a SAD tem pelo seu lado o facto de sempre ter sido capaz de gerar receitas que colmatassem este aparente desequilíbrio.


Sporting
O Sporting mantém-se como a SAD mais equilibrada. Ao nível dos custos com o pessoal houve um aumento significativo, fruto do aumento da carga salarial do plantel, mas também dos prémios da boa prestação na liga dos campeões. Ainda assim, mantém-se um nível de custos com o pessoal bem inferior aos seus rivais. O aspecto mais preocupante no que ao Sporting diz respeito tem a ver com os proveitos operacionais, fora transferências e prémios da liga dos campeões. O Sporting apresenta neste relatório já o valor do apuramento para os oitavos de final (contrariamente ao Porto), tendo, mesmo assim, um valor inferior ao conseguido pelos dragões. Ou seja, o Sporting consegue gerar cerca de 30% menos proveitos operacionais (excluindo transferências e prémios da liga dos campeões) do que Porto e Benfica. Isto tem a ver, sobretudo com receitas conseguidas através de comércio feito com sócios e adeptos. O facto de o Sporting conseguir menor rentabilidade da sua massa adepta impede o clube de poder atingir os mesmos níveis de despesa com o futebol de Porto e Benfica, sendo por isso uma condicionante importante para os resultados desportivos. Este é o ponto a que tantas vezes Soares Franco se referiu, confessando a sua frustração pela incapacidade de inverter a situação.

Outro aspecto de realce e que confirma a contenção da SAD em matéria de investimento é o valor das amortizações, cerca de metade dos rivais. Para o Sporting um ano sem receitas de liga dos campeões, sem transferências nem investimento no plantel será, à partida, um ano equilibrado e esta é uma situação que, comparativamente com os outros 2 grandes, torna o Sporting menos dependente de um efeito catastrófico da crise financeira (mais uma vez, reforço que estou a referir-me ao equilíbrio da gestão corrente e não a situações de juros e passivos acumulados).


Benfica
O investimento feito no futebol está à vista nestas contas. Os custos com o pessoal aumentaram, mesmo sem os prémios de liga dos campeões e as amortizações com passes de jogadores também. De um ano para o outro, o Benfica aumentou estas rubricas em cerca de 6 milhões de euros (a 6 meses), o que, para garantir o equilíbrio neste nível de despesa, implicará a necesidade de conseguir um aumento significativo dos proveitos, seja pela participação na liga dos campeões, seja por mais valias de vendas de passes.
A conclusão é que o Benfica terá tentado adoptar uma gestão de maior risco e dependência do aproveitamento desportivo, num modelo que se aproxima mais do que vem fazendo o Porto. O ‘timing’, esse, é que pode não ter sido o melhor, devido ao aparecimento da crise financeira. 7 milhões de perdas em 6 meses é um valor que deve preocupar, sabendo-se que este prejuizo poderá aumentar significativamente até final do ano. Caso tal aconteça, obviamente, a gestão desportiva será previsivelmente afectada no que respeita ao planeamento da próxima época.

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Está imparável!

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3.3.09

Izmailov e o raro erro defensivo no clássico

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Izmailov e o pressing portista
Destacar um nome acima de todos os outros num clássico tão pouco fértil em iniciativas individuais de realce é complicado. Ainda assim, se me pedissem, nomearia Izmailov para essa designação. A razão tem a ver com a utilidade do médio ao longo do jogo mas, sobretudo, com a sua influência nas jogadas ofensivas do Sporting, sendo várias vezes solicitado e correspondendo sempre com grande qualidade. Um dos aspectos que definem Izmailov como médio completo (e aqui apenas abordando aspectos ofensivos) é a forma como ele participa na construção da jogada e muito rapidamente ataca zonas de finalização, criando desequilibrios nessa zona decisiva.
Nestas jogadas de Izmailov, gostaria de destacar um aspecto que explica a preferência que o Sporting deu à saída de bola por aquele flanco e que tem a ver com o Porto e com a sua disposição táctica. Pelo facto de ter actuado com Pedro Emanuel na direita e sem um extremo mais fixo nesse flanco, o Porto deu prioridade quase invariavelmente ao seu lado esquerdo para atacar. O bom jogo defensivo do Sporting conseguiu anular muitas dessas investidas, saindo depois em transição pelo flanco oposto, onde se libertava sempre o corredor. Aqui surge o outro lado da incapacidade portista para se impor no jogo. É que o Porto, ao contrário de outros tempos, tem hoje muita dificuldade em manter o seu pressing eficaz. Este é um aspecto que tem a ver com a liberdade dada a Hulk e Lisandro e que já foi aqui mencionado há muito tempo. O facto de mover os jogadores ofensivos todos para a mesma zona, não só “afunila” o jogo ofensivo como condiciona o bloqueio à saída de bola pelo flanco oposto, pelo facto, óbvio, dos jogadores estarem muito distantes dessa zona. Aproveitou Izmailov.

A ressaca da bola ao poste
Muitas vezes insisto na importância dos momentos emocionais dos jogos e da forma como as equipas a eles reagem. É um aspecto curioso do futebol e que é difícil de objectivar, mas não é por acaso que muitas vezes assisitimos a períodos absolutamente contrastantes nos jogos. Um jogo aparentemente fechado pode, de repente, dar 2 ou 3 jogadas de perigo sem que nada o fizesse prever. No clássico do Dragão as 2 melhores ocasiões do Sporting surgem de forma consecutiva e com a particularidade de, no segundo lance, haver um erro defensivo evidente e raro no jogo. Provavelmente o facto de ter acontecido 2 minutos após a bola ao poste de Liedson não é um acaso.
Sobre o lance, foi curioso assistir à discussão posterior de Bruno Alves e Rolando. Não sei, naturalmente, o que está rotinado na equipa do Porto, mas num lance deste tipo inclino-me muito mais para a responsabilização de Cissokho, o lateral do lado oposto. Isto porque, o a protecção do primeiro poste é normalmente decisiva, ficando depois a marcação à responsabilidade do outro central e do lateral do lado oposto. Aqui, o problema terá sido a excessiva focalização de Cissokho em Pereirinha, não dando prioridade a uma zona muito mais relevante para a jogada.

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À beira do que fez Mascara, é tudo insignificante!

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- Em Inglaterra, o Mancheter ganhou a Taça da Liga nos penaltis após o nulo frente ao Tottenham.
- Mesmo sem jogar, o United deu mais um passo rumo ao título com a derrota do Liverpool em Middlesbrough (2-0). Nota ainda para os golos de John Terry e John Carew.
- Em Espanha, o cenário começa a inverter-se contra todas as previsões. Mais uma vitória do Real Madrid, com grande livre de Guti, uma derrota surpreendente do Valencia no Mestalla frente ao Valladolid e os golos de Serrano (Santander) e Juan Aranjo (Maiorca).
- Em Itália, Inter e Roma protagonizaram um jogo emocionante (3-3), com Balotelli em destaque. O Milan voltou a perder (2-1), agora frente à Sampdoria. Zarate continua a provar que é um dos mais temíveis cobradores de livres da actualidade e Sestu (Reggina) marcou um bom golo.
- Em França, Brandao estreou-se a marcar, valendo a vitória (0-1) do Marselha frente ao Caen. Nota ainda para mais um grande golo do St.Etienne (Matsui) e para o golo sem angulo de Feret (Nancy).
- Na Alemanha, o Bayern e Bremen proporcionaram um raro nulo. De resto, nota para o golo de Fuchs.
- Clássico a zero entre Olimpiacos e Panathinaicos. Mais um tropeção do Feyenoord, com 2 golos excelentes do Vitesse. Stevanovic e Hofs (que pede desculpa!). Na Escócia, belo golo de Crosas goleada (7-0) do Celtic.
- No Brasil, finais do primeiro turno dos estaduais. O Botafogo venceu o surpreendente Resende no Rio de Janeiro e o Internacional levou a melhor no segundo 'Grenal' da temporada.
- Finalmente, na Argentina goleada histórica do San Lorenzo ao River Plate (5-1).

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2.3.09

Porto - Sporting: Encaixados e... anulados

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Mais razão do que emoção - É curioso o facto de ambas as equipas não terem tido muito tempo de preparação para este jogo e terem protagonizado tão poucos erros. De resto, este foi um jogo de concentração, agressividade e organização, conduzindo a um equilíbrio que só um daqueles momentos de impacto emocional no jogo poderia desfazer. Como esses momentos foram raros e de pouca intensidade, o jogo raramente deixou de ser mais racional que emocional, numa toada que, com o tempo, tornava o nulo um resultado mais do que provável. Dito isto, é obrigatório perceber-se que o empate é o mais adequado dos resultados, mesmo se o Porto teve fases em que se tentou superiorizar ao adversário e mesmo se o Sporting teve ocasiões com qualidade suficiente para poder pensar que poderia ter feito um golo.

Porto – Jogando em casa contra um adversário fragilizado, quer no que respeita às suas ausências e limitações físicas, quer quanto ao desgaste mental da derrocada na Champions, o Porto tem de se lamentar de não ter feito mais. Jesualdo tentou desculpar essa incapacidade da sua equipa de se aproximar realmente da vitória, classificando o seu adversário de defensivo, mas nem foi esse o caso. Contrariamente ao que aconteceu com o Benfica, o Sporting apresentou-se no Dragão sem uma estratégia de concessão deliberada do domínio e tentativa de exploração dos espaços que o Porto pudesse dar com o seu adiantamento. Dividindo o jogo, o Sporting poderia ter dado ao Porto a oportunidade de se apresentar como mais gosta, com espaço. O problema foi que os portistas nunca conseguiram tirar partido dessa situação, primeiro porque o Sporting foi sempre muito competente e depois porque não houve, nem dinâmica, nem inspiração, nem rasgo para criar verdadeiros problemas junto à baliza contrária.
No jogo do Porto, destaco a pouca capacidade dos 2 médios, Lucho desgastado e Meireles desinspirado, para dar mais dinâmica ao jogo, quer nas saídas em transição, quer nos desequilíbrios no último terço. Depois, houve a pouca capacidade interventiva de Lisandro e a prova de que Hulk, sendo já um jogador fantástico, tem muito a melhorar perante defesas zonalmente mais fortes que o impedem de usufruir de situações de 1 contra 1. Junto, finalmente, o facto de Pedro Emanuel ter tornado “coxo” o apoio ao ataque do lado direito, para concluir que Rodriguez foi a única excepção de uma equipa sem chama para desmontar a defensiva contrária, pelo menos de bola corrida.

Sporting – Com condicionantes de ordem diversa, o Sporting fez uma exibição extremamente competente num campo muito complicado, faltando-lhe apenas um pouco mais de lucidez em algumas saídas para o ataque e, claro, maior capacidade no último terço, quer para ser mais incisivo, quer para ser mais eficaz no pouco que conseguiu criar.
Do ponto de vista estratégico, algumas notas interessantes. Primeiro, volto ao jogo com o Benfica. Desta vez o Sporting não apresentou um jogo tão directo como estratégia. A opção passou por, primeiro, apresentar um meio campo bem posicionado (destacando-se a importância dada à neutralização de Fernando como opção para o primeiro passe) e, depois, por uma atitude forte, quer ao nível da forma decidida como foram disputados os lances divididos, quer ao nível da concentração táctica e colectiva. Errar era proibido e penso que não terá sido por acaso que Paulo Bento “guardou” 3 defesas no jogo com o Bayern. Lucidez e concentração são aspectos fundamentais para não se errar e, mais do que fisicamente, a presença em jogos sucessivos de tanta importância, afecta o aspecto mental dos jogadores.
Individualmente há vários jogadores que se poderia destacar no Sporting, mas vou falar apenas de 2. Carriço, não por este jogo, mas pelo que vem mostrando, confirmando-se como um valor mais do que seguro, fruto de uma notável capacidade posicional e táctica. Carriço tem apenas a condicionante de não ser um jogador mais forte do ponto de vista físico, mas poderá fazer de Carvalho ou Cannavaro exemplos a seguir. Depois, Izmailov. Encostado à esquerda foi a referência do jogo ofensivo do Sporting, participando em quase todas as jogadas e sempre com grande qualidade. A sua saída tem (como foi confirmado por Paulo Bento) explicação nos problemas físicos sentidos e depois do seu abandono o Sporting deixou de ter a mesma capacidade ofensiva.
Uma nota final sobre a situação do Sporting no campeonato. A diferença para os rivais faz-se hoje pela má prestação nos clássicos da primeira volta e o Sporting está claramente na situação menos favorável para chegar ao título. Ainda assim, 4 pontos não são, a esta distância, uma barreira minimamente decisiva num campeonato onde ganhar tem sido quase sempre difícil para todos.

Qualidade ou emotividade – Foi um aspecto abordado na conferência de imprensa e ao qual quero fazer uma referência. Dizer que um jogo foi “mau” implica uma avaliação qualitativa. O problema não é de hoje, mas a maioria das pessoas confunde qualidade com entretenimento. Para ver um jogo com golos, ocasiões e incerteza no resultado, podemos ir a uma qualquer divisão secundária de um país nórdico ou sul americano. Para ver um jogo entre equipas bem organizadas colectivamente e sem um grande número de erros individuais já não será tão fácil. Não é a primeira vez que falo desta diferença e, perdoem-me, não é possível perceber do jogo se se confunde estes 2 conceitos.


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Benfica – Leixões: Valeu a atitude

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No rescaldo das visitas leixonenses no Dragão e em Alvalade falei de um denominador comum que esteve na base dessas vitórias. Independentemente da boa performance da equipa de Matosinhos nesses duelos, houve também uma grande dose da tão indispensável felicidade. Pois bem, essa felicidade não acompanhou a equipa na visita a Luz, apanhando-se a perder com um golo muito consentido aos 15 minutos, a estratégia do Leixões foi invertida. Ter de correr atrás do resultado e não se poder refugiar no tempo como catalisador de ansiedade para o adversário torna as coisas bem mais difíceis. O Leixões passou a mandar territorialmente e até conseguiu boas fases, mas essa foi sempre uma situação aceite pelo Benfica que, afinal, se sente melhor a jogar com espaço. Essa foi a maior virtude do Benfica no jogo, não querer forçar um domínio e deixar que fosse o adversário a correr os maiores riscos. O prémio desta estratégia não foi imediato mas, com paciência, lá chegou com o 2-0 que parecia ter sentenciado o jogo. Um golpe de má sorte lançou uns 15 minutos finais de aperto para o Benfica mas, na verdade, o intenso domínio leixonense nunca teve lucidez para por em causa a vantagem encarnada que, tudo somado, se justificou.

Atitude em 2 momentos – Voltou a não ser uma exibição com grande qualidade e voltaram a ver-se os problemas que tantas vezes já aqui (e noutros sítios) foram abordados. Ainda assim, o Benfica merece destaque essencialmente pela a atitude em 2 fases distintas do jogo. Primeiro, na abertura do jogo um pressing forte impediu o Leixões de jogar, empurrando o jogo para perto da área de Beto e, mesmo se não conseguiu grandes ocasiões até ao 1-0, o Benfica teve sempre o mérito de se manter completamente por cima no jogo. Depois, na parte final do jogo, quando após golpe azarado a vitória ficou em causa, a equipa reagiu novamente muito bem, aceitando o domínio do Leixões mas fechando-se sempre de uma forma suficiente para impedir que o adversário fosse realmente perigoso.

Leixões – O grande mérito desta equipa leixonense é a forma como se organiza sem bola, fechando os espaços ao adversário. Isso o Leixões conseguiu fazer mas, desta vez, faltou-lhe maior esclarecimento no resto da estratégia. Quer pela forma errada de gerir a bola, permitindo muitas recuperações ao pressing encarnado, quer pela forma errática e desconcentrada como Laranjeiro e Elvis abordaram o lance do golo, o Leixões teve uma má entrada que condicionou as suas aspirações no jogo. De resto, quero apenas expressar a estranheza pela não utilização de Chumbinho em vez Braga e a má definição das jogadas no último terço de campo, quer por más decisões dos jogadores, quer pela ausência de diagonais dos extremos que tornassem as chegadas ofensivas mais incisivas.

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O jogo da época?

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