1- Tinha a expectativa sobre a estratégia de Domingos. Iria ser especifica, perante a qualidade do adversário? Se tivesse de apostar, diria que não, mas o facto é que essa especificidade se confirmou. O Braga jogou em 4-1-4-1, e, na minha perspectiva, foi uma boa opção. Porquê? Porque permitiu um controlo permanente do espaço entre linhas (Vandinho) e permitiu também que houvesse uma pressão mais estratégica sobre o meio campo portista, nomeadamente, anulando/limitando a influência de Moutinho em posse, em vez de lançar 2 homens numa pressão mais alta, menos discriminante, e, previsivelmente, sem apoio grandes possibilidades de apoio da linha média (aqui, pelo efeito do tal posicionamento organizacional do Porto, em posse).
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2- A alteração organizacional do Braga é importante na definição do balanceamento do jogo (não foi tanto para o resultado), porque, ao alterar, o Braga criou, de facto, problemas de penetração ao Porto, que ainda encontrou alguns espaços em passes largos nos primeiros minutos, mas que foi progressivamente perdendo essa capacidade. É importante, também, porque permite especular - nunca saber exactamente - sobre o peso que terá tido a mudança especifica no rendimento do próprio Braga. É que, se em termos defensivos a equipa conseguiu grande parte do seu objectivo, foi também evidente o seu rendimento abaixo do normal em transição. Muito mérito para a qualidade que o Porto tem na resposta a esse momento táctico (Moutinho, Fernando e Otamendi, em destaque), muito demérito para a desinspiração individual de várias individualidades arsenalistas, mas... até que ponto houve influência de uma menor identificação com o posicionamento base adoptado? Na minha opinião, diria os dois factores que elenquei primeiro serão bem mais decisivos.
3- Mas, se da parte do Braga houve um rendimento abaixo do esperado, também do lado do Porto isso aconteceu, como, aliás, Villas Boas teve a lucidez de reconhecer. O treinador lamentou o facto, deu o mérito ao Braga e mostrou compreensão pelo sucedido, dada a natureza do jogo. De facto, foi um jogo bem abaixo do rendimento habitual da equipa, em vários parâmetros, nomeadamente ao nível da sua ligação ofensiva. É mais normal que tal tenha acontecido na primeira parte, onde, de facto, havia pouco espaço para jogar, mas esperar-se-ia mais, sobretudo quando o Braga arriscou mais em termos de zonas de pressão. Dentro das atenuantes, claramente, a organização do Braga é aquela que me merece mais relevância.
4- Há um ponto que importa salientar (não será a primeira vez que o faço) na estratégia do Braga e, em particular, na dificuldade que o Porto sentiu em encontrar espaços. Artur repôs a bola em jogo por 31 vezes, mas apenas por 1 vez não bateu a bola longa para o meio campo contrário. Ora, isto impede o Porto de pressionar e de ganhar a bola mais vezes no meio campo contrário. Obriga a uma primeira "batalha" (que o Porto venceu muitas vezes, diga-se) e nem sempre permite uma saída em boas condições para as acções ofensivas. Se juntarmos a esta preocupação estratégica, a qualidade do Braga em organização defensiva, fica fácil perceber porque é que o Porto teve tantas dificuldades em encontrar os espaços para ser mais perigoso ofensivamente. Mesmo, se poderia ter feito mais.
5- Feito o esboço do que foi o jogo, não admira muito que o jogo tenha sido definido da forma que foi: ou seja, no aproveitamento de um lapso (raro) de uma das equipas. Aliás, também o Braga o poderia ter feito numa situação do mesmo tipo. Perante isto, teria de ser a eficácia a decidir e foi o Porto a levar a melhor, muito porque, realmente, teve do seu lado o único rasgo de alguma inspiração que o jogo conheceu.
3- Mas, se da parte do Braga houve um rendimento abaixo do esperado, também do lado do Porto isso aconteceu, como, aliás, Villas Boas teve a lucidez de reconhecer. O treinador lamentou o facto, deu o mérito ao Braga e mostrou compreensão pelo sucedido, dada a natureza do jogo. De facto, foi um jogo bem abaixo do rendimento habitual da equipa, em vários parâmetros, nomeadamente ao nível da sua ligação ofensiva. É mais normal que tal tenha acontecido na primeira parte, onde, de facto, havia pouco espaço para jogar, mas esperar-se-ia mais, sobretudo quando o Braga arriscou mais em termos de zonas de pressão. Dentro das atenuantes, claramente, a organização do Braga é aquela que me merece mais relevância.
4- Há um ponto que importa salientar (não será a primeira vez que o faço) na estratégia do Braga e, em particular, na dificuldade que o Porto sentiu em encontrar espaços. Artur repôs a bola em jogo por 31 vezes, mas apenas por 1 vez não bateu a bola longa para o meio campo contrário. Ora, isto impede o Porto de pressionar e de ganhar a bola mais vezes no meio campo contrário. Obriga a uma primeira "batalha" (que o Porto venceu muitas vezes, diga-se) e nem sempre permite uma saída em boas condições para as acções ofensivas. Se juntarmos a esta preocupação estratégica, a qualidade do Braga em organização defensiva, fica fácil perceber porque é que o Porto teve tantas dificuldades em encontrar os espaços para ser mais perigoso ofensivamente. Mesmo, se poderia ter feito mais.
5- Feito o esboço do que foi o jogo, não admira muito que o jogo tenha sido definido da forma que foi: ou seja, no aproveitamento de um lapso (raro) de uma das equipas. Aliás, também o Braga o poderia ter feito numa situação do mesmo tipo. Perante isto, teria de ser a eficácia a decidir e foi o Porto a levar a melhor, muito porque, realmente, teve do seu lado o único rasgo de alguma inspiração que o jogo conheceu.
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