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15.3.12

Goleadas tangenciais

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Stamford Bridge pode não ser o palco que mais memórias guarda no que respeita à história das competições europeias. Nos últimos anos, porém, tem assumido um protagonismo especial a esse nível, e esta terá sido mais uma noite a contribuir para isso. Talvez a primeira desta edição da Champions, mas certamente que não a última. O jogo foi bom, pela emoção e pela divisão permanente do ascendente. O Chelsea terá sido mais forte, mais experiente, ou apenas mais feliz, dependendo do ponto de vista. Eu, diria que foi sempre mais incisivo quando conseguiu entrar na área contrária e que isso foi, como não raras vezes acontece, decisivo. Mas, claramente, terá contado com o cinismo da eficácia, ou pelo menos eu não sou capaz de concordar com uma separação de 3 golos entre as equipas como resultado mais fiel daquilo que vi. E aqui, nos 3 golos de diferença, chego ao ponto que mais me interessa...

3 golos de diferença no marcador, mas dificilmente 3 golos de diferença na cabeça de quem quer que fosse. Adeptos e protagonistas. Todos o viram como um jogo de resultado tangencial. Viram e, mais importante, jogaram. Dos 5 golos marcados, nenhum foi conseguido em situação de vantagem. Ou seja, todos foram marcados como reacção a uma situação de necessidade. Ora, é certo que o jogo teve sempre uma boa atitude de ambos os lados, é certo também que se tratou apenas de um jogo, que não é representativo para conclusão alguma e que tudo pode ter sido apenas um acaso. Mas é também certo que este fenómeno da diferença de atitude em função do resultado está perfeitamente identificado, não só no futebol, mas no desporto em geral. Por regra, não se trata de algo voluntário ou consciente, não há - como tantas vezes reclama o desespero dos adeptos - uma atitude premeditada de treinadores ou jogadores. Simplesmente acontece e se alguém soubesse porquê, seria capaz de contrariar a tendência, o que não se verifica. O futebol é um jogo de humanos...

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22.2.12

A identidade napolitana

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- Não sei se será da má fase, mas Villas Boas quase que antecipou a derrota antes da mesma, ao dizer na antevisão da primeira mão que a eliminatória poderia ser invertida na segunda. E pode, pelo que convém não dar as coisas como terminadas. Ainda assim, é sobre o Nápoles que quero escrever, coisa que já estive para fazer, mas que por falta de oportunidade acabou por não acontecer.

Não pode ser nunca um candidato, claro, porque não tem potencial para isso, mas parece-me ter todas as características para ser um perigoso "outsider". Porque tem uma filosofia de jogo muito ajustada ao tipo de jogos da competição, porque é fortíssimo dentro da sua proposta e porque beneficia, depois, de um ambiente muito favorável quando joga em sua casa. O Nápoles não me espanta tanto pela capacidade ofensiva, mas antes pela forma como a consegue. Ao contrário da generalidade das equipas ainda em prova, que procuram vencer "aos pontos", o Nápoles joga tudo no "KO". Ou seja, não procura atacar pela quantidade e, por vezes, parece até que o sofrimento faz parte da estratégia, tal a facilidade com que baixa o bloco enquanto espera pacientemente pelo momento certo para atacar, esticando o jogo de forma tremendamente eficaz, quer em organização, quer em transição. Mais espantoso do que tudo, pelo menos para mim, é a identidade. Seria de esperar que a frieza da sua proposta se desfizesse quando se vê em desvantagem, mas não... O Nápoles permanece impávido e, mesmo a perder, continua a esperar pacientemente pelo momento certo de atacar, e a verdade é que esta reviravolta está longe de ser caso único no currículo da equipa.

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31.1.09

Dátolo & Faubert

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São 2 extremos que estiveram em foco neste mercado.
Dátolo vai do Boca para o Nápoles. O seu crescimento como jogador era notório e já o tinha destacado aqui no Verão passado. Pode ser só a preparação para a saída de Hamsik, mas estou curioso para ver a sua evolução ao lado de Lavezzi.

Faubert é um caso mais estranho. Extremo que se destacou no Bordéus, estava agora no West Ham. O empréstimo para o Real Madrid soa a experiência passageira. Para ver...





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19.9.08

Napoles - Benfica: Menos mau mas... nunca bom.

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bom ou mau? - É inevitável que o sentimento de um jogo de uma primeira mão fique obrigatoriamente ligado ao resultado. Muito mais do que qualquer jogo de campeonato, aqui, a objectividade do resultado ganha vantagem sobre a própria exibição. 3-2 também não é um resultado consensual, mas para mim uma derrota nunca pode ser boa e, neste caso, muito menos, atestando-se do valor deste Nápoles que, acrescente-se, não se confina ao San Paolo.
Mas, para quem viu o jogo, realmente, 3-2 foi o menor dos prejuízos para uma equipa que criou muito pouco mais do que os lances dos próprios golos (que surgiram de bola parada) e, pelo contrário, viu o adversário dominar claramente a grande maioria do jogo (terá como atenuantes para a exibição o ambiente e o terreno – eu tinha avisado – e, claro, o próprio valor do Nápoles). Fica-me, portanto, a conclusão que este foi um resultado menos mau para o jogo mas nunca bom para a eliminatória.

Inocência – É curioso ver como, terminado o jogo, ambas as partes se queixam do mesmo. Primeiro o Benfica, que foi vitima da tal característica que tinha elogiado nos napolitanos, a frieza e organização com que reagem aos vários momentos do jogo. Em 3 jogos o Nápoles começou a perder e em 3 jogos inverteu essa situação. Não é por acaso. De todo o modo, é inegável que sofrer 2 golos de forma tão célere só pode indiciar um défice de concentração momentâneo. No primeiro golo por manifesta falta de fortuna (mas com Hamsik a aparecer solto para o remate) e, no segundo, com 2 erros, primeiro deixando Lavezzi sem oposição entre linhas e depois permitindo o tal movimento que já havia identificado em Hamsik, cruzando com Denis na chegada à área.
Mas o Nápoles também se lamenta da sua própria inocência. E não é caso para menos. Bem visto o jogo, os italianos dominaram, tiveram oportunidades e realizaram golos em quantidade suficiente para ganhar maior vantagem na eliminatória. No final, vão para a segunda mão com 2 golos encaixados em 2 lances de bola parada e sem que o Benfica tivesse feito muito mais do que esses mesmos lances. As bolas paradas têm sido bem trabalhadas pelos encarnados mas, no papel do adversário, é natural que se sinta que se podia ter feito mais.

Opções e estratégia de Quique – Di Maria na frente, Suazo, Reyes e Urreta. Alguma surpresa, sim, mas qual terá sido o motivo? Para mim, parece-me claro que nestes jogadores existe uma característica comum que é a velocidade e, particularmente, a forma como a aplicam no ataque à profundidade. A este aspecto deve-se juntar um outro comportamento algo atípico do Benfica. O pressing mais baixo e menos agressivo numa primeira fase em relação ao que é costume, jogando com o bloco mais baixo. Juntas, estas duas indicações deixam entender uma intenção de jogar em transição, tirando partido de alguma lentidão do trio defensivo napolitano. A verdade é que o Benfica nunca conseguiu impor este jogo muito porque, já se sabia, o Nápoles prefere, ele próprio, actuar em transição, não gostando de um jogo assente na posse na subida das linhas. Por aqui, penso eu, se explica grande parte do falhanço encarnado no jogo.
Mas não posso deixar de falar noutro aspecto do jogo que, mais uma vez, me merece referência negativa. A construção de jogo do Benfica permanece parca de ideias e extremamente vulnerável à pressão (mesmo a do Nápoles que não é feita com muitos elementos). Várias foram as perdas de bola que resultaram desta deficiência, com a agravante de acontecerem bem perto da área de Quim. A rever, mais uma vez.

Tréguas no final – Foram curiosos os últimos 15 minutos. Com um resultado que deixa em aberto a eliminatória, notou-se um receio no final do jogo. Destaque para o Nápoles que, já desgastado e sem o fundamental Hamsik, optou não tentar explorar a inferioridade provocada pela lesão de Suazo. O Benfica, também sem arriscar, aproveitou para respirar e chegar mesmo ao seu único ameaço real, na jogada que terminou com Balboa a chegar um pouco mais tarde do que o guarda redes contrário.

Suazo – Será, seguramente, a melhor novidade do jogo para os benfiquistas. Não cheguei a comentar a sua aquisição por ter surgido já num timing em que abundam outros motivos de interesse, mas parece-me que poderá estar aqui a grande mais valia do defeso. Ao contrário de nomes sonantes como Reyes ou Aimar, Suazo não chega à Luz a precisar de reabilitação na carreira, antes sim vitima da forte concorrência no plantel do Inter, e depois de ter feito uma época muito positiva nos nerazzurri. Tem tudo para ser uma mais valia e, claro, um problema para a concorrência.

Golos:
0-1; 1-1; 2-1; 3-1; 3-2


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16.9.08

Nápoles: O despertar do gigante do Sul de Itália?

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O timing desta análise não é inocente, claro, e surge pelo interesse em fazer uma antevisão do que poderá encontrar o Benfica na primeira eliminatória da Taça Uefa.

Começo para falar do Nápoles enquanto clube. Todos conhecem o clímax “Maradoniano" da sua história como excepção positiva de um historial algo modesto. Pois bem, dir-se-ia que o que se estranha é todo esse período “extra-Maradona”. É que tanta modéstia não bate certo com a paixão de uma massa adepta que se diz poder estar próxima dos 5,5 milhões, a terceira maior de uma das mais ricas ligas da Europa.Este é, por isso, um gigante verdadeiramente adormecido e que tenta pela mão do produtor de cinema De Laurentiis encarrilhar finalmente numa performance desportiva coincidente com a dimensão da sua massa adepta.

Pois bem, o Nápoles prepara-se para receber o Benfica no seu melhor momento desde há muito. A entrada na Série A valeu já 4 pontos que são particularmente relevantes se tivermos em conta que foram conseguidos à custa de um empate no Olímpico frente à Roma e uma vitória na recepção à Fiorentina. Mas talvez mais importante do que os pontos será mesmo o nível futebolístico que este Nápoles tem apresentado. Trata-se de uma equipa muito bem organizada, com alguns valores individuais que podem fazer a diferença e que tem na sua consciência táctica a principal virtude. Trata-se de uma característica muito própria das equipas italianas e em que o Nápoles se tem revelado particularmente hábil neste inicio de época. A equipa reage aos diversos momentos do jogo com grande consciência e organização, sendo revelador o facto de ter estado a perder ao intervalo em ambos os jogos e, no caso do encontro com a Roma, ter mesmo jogado mais de 30 minutos com menos uma unidade. Nota, para terminar, para o mau estado do relvado do San Paolo, levantando muito e sendo susceptível a quedas.

Sistema táctico e opções
O 3-5-2 é o sistema de Edoardo Reja, mas este esqueleto é tudo menos rígido, sendo muito adaptável pela cultura táctica dos jogadores. Na baliza o experiente Iezzo de 35 anos assume a titularidade sendo um caso curioso porque vem desde a Serie C com o clube. A defesa é composta por jogadores com muita experiência de Seria A. O capitão Paolo Cannavaro é o capitão e líder. Mais alto do que o irmão mais velho (quase 10 centímetros!) impõe uma presença mais física mas esse é o único ponto em que ganha ao campeão do mundo. Ao seu lado jogam o combativo e Matteo Contini (28 anos) e o italo-brasileiro Santacroce (22 anos). As alternativas podem ser o ex-Palermo Rinaudo ou Salvatore Aronica. Nas alas, à esquerda Luigi Vitale (20 anos), produto da formação do clube e uma das sensações neste inicio de temporada depois de uma época emprestado. À direita Christian Maggio (26 anos) é uma das pedras fundamentais da dinâmica da equipa. Os médios são Blasi (28 anos), o promissor eslovaco Marek Hamsik (21 anos) e o uruguaio Walter Gargano (24 anos). Como opções destaque para Piazienza, um ex-Fiorentina que custou, só, 5 milhões de euros no defeso. Finalmente na frente a dupla argentina formada por Ezequiel Lavezzi (23 anos) e German Denis (27 anos), surgindo o experiente uruguaio Marcelo Zalayeta (29 anos) como alternativa a ter em conta.

Como defende?
À semelhança de muitas equipas italianas, o Nápoles sente-se claramente melhor num bloco mais baixo, definindo uma zona de pressão mais próxima da sua área. Esta é a forma de defender na sua proposta original de jogo, podendo depois, e em caso de necessidade no jogo, subir um pouco mais as linhas e pressionar um pouco mais sobre a linha média. Em transição o princípio passa prioritariamente por se recompor defensivamente, pressionando apenas com os homens dianteiros. Esta não é uma equipa que se desequilibra com facilidade, até pelos 3 centrais, mas sente-se os seus jogadores denotam mais dificuldade quando são confrontados com transições rápidas dos adversários.

Nota para alguns comportamentos defensivos. (1) a diferença entre os alas, com Vitale mais defensivo em relação a Maggio. Este aspecto faz com que, por vezes, apareçam 2 linhas de 4, com Vitale a juntar-se aos 3 mais recuados e Maggio aos 3 do meio campo. Outra consequência da proximidade de um central à direita é a perda de controlo sobre a velocidade adversária. (2) Gargano junta-se a Blasi e Hamsik, formando uma linha que tenta dar maior capacidade à equipa de defender em largura. (3) os avançados, Lavezzi e Denis são claramente libertos de funções defensivas em zonas mais recuadas para poderem, depois, serem rapidamente lançados em transição.

Como ataca?
O complemento da tal defesa mais baixa na proposta original de jogo é, claro, uma saída em transição rápida e muito perigosa. A ideia é fazer a bola entrar preferencialmente em Lavezzi que normalmente vem ao espaço entre linhas para depois aplicar os seu temível drible em progressão. Maggio é também muito importante a dar rapidamente largura ao ataque, enquanto que Hamsik é quem aparece sobre a esquerda, sendo no entanto muito mais temível na forma como ataca as zonas de finalização (normalmente num movimento cruzado e coordenado com Denis). Blasi é sempre o jogador mais posicional.

Em organização ofensiva, destaque para Gargano que é o “pensador” da equipa. Com excelente capacidade de passe (muitas vezes solicitando as costas da defesa contrária) é um elemento fundamental da estratégia ofensiva da equipa dando outra qualidade ao jogo sempre que ele passa por si. Quando o jogo se torna mais rápido e assente em transições torna-se, claro, mais difícil o seu aparecimento.

Treinador
Edoardo Reja – Está hoje, aos 62 anos, a viver o ponto alto da sua carreira. Depois de vários anos entre diversos emblemas de segundo plano (sobretudo na Serie B), teve a oportunidade de pegar no Nápoles em 2005, mas na Série C. O que fez Edoardo Reja foi suplantar as melhores expectativas de quem nele apostou, subindo consecutivamente até à Serie A e, agora, chegando até à Taça Uefa. Dê por onde der os Napolitanos dificilmente se esquecerão deste treinador com um visual à Hector Cuper.
5 estrelas
Christian Maggio (ala direito, 26 anos) – Foi a grande aquisição do Verão do Nápoles, contratado à Sampdoria por 8 milhões de euros. Dá à ala direita uma grande vivacidade, pela velocidade, técnica mas também pela rapidez com lê o jogo e ataca os espaços, característica que lhe vale uma boa percentagem goleadora e chegada à zona de finalização. O facto de ter sido considerado como uma possibilidade para o Euro diz tudo sobre o seu valor.

Walter Gargano (médio centro, 24 anos) - É o jogador que mais e melhor pensa o jogo na equipa, mas não é um 10 “à antiga”. O jogo e o colectivo exige dele entrega defensiva e rapidez no reposicionamento táctico e ele revela-se muito competente nessa missão mesmo se se sente que é com a bola nos pés que melhor se sente. Também pode actuar como interior direito.

Marek Hamsik (médio interior esquerdo, 21 anos) – Um nome a acompanhar no futuro. Bom tecnicamente (executa com os 2 pés) e muito rápido em transição, é forte na criação mas destaca-se dos demais pela notável capacidade para aparecer em zonas de finalização. Quando surge um cruzamento aparece de trás atacando invariavelmente o poste que Denis deixa livre. Já fez 2 golos na Serie A.

Ezequiel Lavezzi (avançado móvel, 23 anos) – Depois de uma época de afirmação, iniciou 08/09 numa forma impressionante tornando os 6 milhões de Euros pagos por ele numa verdadeira pechincha. Sem bola parece tímido, quase sempre cabisbaixo, mas quando ela lhe vem aos pés ele mostra o quão extrovertido o seu futebol pode ser. Veloz e explosivo, destaca-se sobretudo pelo seu drible curto e desconcertante, sendo capaz de tirar vários adversários na mesma jogada e sempre em progressão. É inequivocamente a estrela da equipa.

German Denis (avançado, 27 anos) – Depois de se ter tornado no melhor marcador na Argentina pelo Independiente justificou um investimento importante do Nápoles que aposta muito nele para ser o complemento de Lavezzi. A sua adaptação à Europa ainda se encontra em marcha e não será fácil tornar-se numa grande mais valia. Apesar de ter como alcunha “El Tanque”, não é tão fácil impor-se pelo físico no futebol italiano e diria que a sua principal virtude está na qualidade com que se movimenta na frente de ataque. Se conseguir juntar a esta característica alguma inspiração na finalização pode então recuperar a veia goleadora em solo europeu.

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29.10.07

Será ainda o efeito do "CalcioCaos"?

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(A Juventus foi derrotada em Nápoles (1-3) com 2 grandes penalidades assinaladas contra si)

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22.6.07

O Regresso de Roman

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A concludente vitória do Boca Júniors na Taça Libertadores encerra igualmente a confirmação de uma grande aposta de um fantástico jogador: Juan Róman Riquelme.

Prestes a completar 29 anos, “El Mudo” terá, com esta temporada no seu país, possibilitado o relançamento da sua carreira na Europa. As suas exibições deslumbrantes deixaram bem claro que ainda há muito para Riquelme oferecer ao futebol europeu, sendo já vários os interessados na aquisição do 10, ainda sob contrato com o Villareal. O próprio Maradona parece entusiasmado e já manifestou a sua disponibilidade para mediar uma transferência de Riquelme para o recém promovido Nápoles, numa novela que promete apaixonar os Argentinos e... Napolitanos. Já agora, e numa altura que se fala muito de verbas, fiquem a saber que – diz-se, nestes rumores – Riquelme poderá ser contratado por menos de 10 milhões de euros, sendo que o ordenado poderá custar cerca de 125 mil euros mês – ao nível dos mais bem pagos do futebol nacional.


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