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28.8.10

Breves do mercado e da Supertaça Europeia

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- A última Sexta Feira do mês de Agosto, cumpriu com a expectativa e trouxe várias novidades no mercado. O sinal dominante? A perda de vitalidade do próprio mercado. Tonel na Croácia(!!), depois de há pouco tempo ter sido cobiçado pelo Rangers. Meireles no Liverpool por "apenas" 13 milhões. Entre Porto e Sporting, um dado comum: ambos terão baixado significativamente as fasquias para colocar os jogadores. O Porto, provavelmente, porque este era o momento único para o encaixe. O Sporting porque precisava de "salvar" o orçamento salarial (não se iludam pelo "custo zero", entre Pongolle, Tonel e Stojkovic, o Sporting deixa de pagar alguns milhões de euros este ano).

- Como complemento do que escrevi antes, acrescento que nunca percebi bem - ou melhor, perceber, até percebo - como tantos jogadores valem tanto dinheiro. Numa perspectiva de mercado, de oferta e procura, não faz, nem nunca fez, sentido. Talvez estejamos apenas no inicio de uma mudança significativa. Talvez... mas só se tiver mesmo de ser, porque haverá muitas - mas mesmo muitas! - resistências a uma mudança de cultura de investimento. Já agora, uma pergunta para quem souber encontrar uma boa lógica: que sentido faz um jogador mediano valer mais que um bom treinador?!

- Noutro âmbito, Quique voltou a vencer na Europa. Terá sido mesmo uma surpresa? Se foi, foi muito pequena. Já agora, qual é a diferença significativa, tacticamente, entre Quique e Benitez? Ou Juande Ramos? Ou Valverde? Parecem todos cópias uns dos outros. Espero para ver, mas suspeito que o 4-4-2 clássico de Benitez vai ser muito bem recebido em terras italianas...

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13.5.10

As lições da Liga Europa, de Quique e do Atlético

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Quer o clube, quer o treinador são perfeitamente indiferentes a este efeito, com epicentro especifico em terras portuguesas. O treinador saiu de Portugal sob um enorme descrédito, agudizado pelos feitos do seu sucessor. A equipa, também por cá, se mergulhou numa exageradissima desvalorização, especialmente depois dos mal sucedidos duelos com o Porto. À luz de tudo isto, juntar Quique e Atlético só poderia rotundar em catástrofe. É por isso que o culminar triunfante do trajecto que Atlético e Quique partilharam, deve deixar muita gente confundida com a sua própria ignorância. Ou pelo menos devia.


Responsável, sim, incompetente, jamais
Foi Quique incompreendido em Portugal? A resposta é não. Teve todas as condições para ter sucesso, e se não o teve, deve sobretudo a si mesmo essa responsabilidade. Será então Quique um treinador incompetente? O raciocínio fácil, e generalizado, apontaria para um “sim” como resposta. Mas as coisas, no futebol como na vida, não são preto ou branco. O que se passou com Quique foi que entrou numa das ligas onde é mais difícil ter sucesso no mundo. Não é a primeira vez que digo isto – já o digo há muitos anos – mas talvez agora faça mais sentido. Em Portugal há um nível táctico muito elevado, especialmente nas equipas de topo, e é essa a razão que torna muito difícil o sucesso de qualquer treinador estrangeiro no nosso campeonato. Sobretudo no primeiro ano. Mas Quique não é um treinador inferior à generalidade dos treinadores espanhóis. Será mesmo dos melhores da actualidade.


O absurdo da “final antecipada”
Um dos maiores absurdos que ouvi esta época aconteceu nos quartos de final da Liga Europa. Repetidamente se opinou que entre Liverpool e Benfica se jogaria uma “final antecipada” e que quem passasse tinha abertas as portas da final. Ignorância. Perdoem-me a rudeza, mas não há outra palavra. Primeiro pela própria natureza da prova e da fase da época em que se disputa. Isso bastaria para o disparate, mas não é disso que quero falar. Valência e Atlético de Madrid – o duelo de que resultaria o adversário de Liverpool ou Benfica na meia final – têm potencial individual superior a qualquer equipa portuguesa da actualidade. Talvez não tacticamente, talvez não colectivamente, mas em termos individuais... seguramente. Liverpool ou Benfica seriam favoritos marginais, pode admitir-se, mas qualquer coisa para além disso é simplesmente absurdo.


A lição mais comum
É curioso como esta prova tem dado algumas lições aos portugueses. No ano passado, por exemplo, foi preciso ver o Shakhtar triunfar para se perceber que aquela equipa que havia jogado 4 vezes perante portugueses em tempos recentes possuía uma enorme qualidade individual. Talvez a maior de todas as lições, porém, seja aquela que se verifica quase todos os anos. Ou seja, a importância de se dar privilégio a esta prova na sua recta final. Sem isso, o sucesso é altamente improvável.
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19.3.10

Sporting - Atl.Madrid: Demasiado condicionado

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O futebol teima em brindar-nos com algumas ironias. Mais uma aconteceu com o Sporting. A Champions havia sido comprometida por um empate caseiro a 2. Meses mais tarde e da mesma maneira, o Sporting sai da Liga Europa. Em ambos os casos, a equipa recolheu sob aplausos e a ironia está, claro, no contraste entre esse sentimento e tudo aquilo que se passou entretanto. Tudo isto deve servir de reflexão para um futuro que se torna agora em presente antecipado, depois de um jogo onde as condicionantes acabaram por falar mais alto e cortaram, pela raiz, um sonho que, noutras circunstâncias, até teria pernas para andar.

Pobre Carvalhal...
Se para o Sporting este jogo era importante, para Carvalhal, parecia mais ainda. E que pouca sorte teve o treinador. A sua equipa parecia preparada, contra todos os prognósticos, para fazer carreira na prova. Eis que, como se não bastassem todas as baixas, o treinador tem ainda de se bater com algumas surpresas de última hora. Resultado? Um esvaziamento de confiança materializada em erros comprometedores, logo à entrada do jogo.

Na verdade, o destino ainda podia ter sido outro. Bastava um pequeno rasgo de eficácia no melhor período da equipa – a segunda parte. Não aconteceu e, também se deve dizer, a equipa não foi consistente na qualidade com que desafiou a linha defensiva ‘colchonera’. E refiro-me tão claramente à linha defensiva porque, para além das individualidades, o Atlético pareceu fazer depender tudo da capacidade do seu quarteto para jogar alto e manter o Sporting longe da sua baliza.

É pena, porque, sem tantas baixas e apenas com esta competição no horizonte, o Sporting poderia mesmo sonhar por um feito na prova.



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12.3.10

Atl.Madrid - Sporting: Muito bom, mas... falta o mais importante!

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Em termos relativos, dir-se-ia, o Sporting arrancou um excelente e improvável resultado do Calderon. Ideia que ganha especial força pela inatacável justiça do mesmo. A má notícia é que, para a eliminatória, não conta a relatividade das apreciações e, antes sim, factos absolutos. Aí, o nulo não é mais do que um razoável resultado, que não retira responsabilidade ao Sporting na segunda mão, mas que lhe dá legitimas esperanças de conseguir bater uma equipa que, ao contrário do que tanto se diz por aí, é bastante forte e merecedora da maior das cautelas.

Sporting: O melhor momento da época
Um raciocínio errado e linear levará à conclusão de que, com 11 durante 90 minutos, o Sporting teria trazido um resultado ainda melhor do Calderon. Não é assim. O jogo seria diferente e é impossível prever o que aconteceria. Ainda assim, e este é o ponto que importa sublinhar, o Sporting fez em Madrid uma clara demonstração de que atravessa um período radicalmente diferente daquilo que foi a sua marca em grande parte da época.

Com algum tempo de treino – pouco, ainda assim – Carvalhal conseguiu devolver à equipa a familiaridade com alguns processos que haviam perdido consistência ao longo da série negra que ditou o afastamento leonino das competições internas que lhe restavam. A esta recomposição táctica, seguiu-se também o regresso da confiança, trazida pelos bons resultados e exibições recentes. O culminar de tudo isto é uma melhoria quase radical em muitos aspectos e que me motiva a ideia de que, neste registo, tudo será possível na actual caminhada europeia do Sporting.

No que respeita o jogo, destaco a excelente entrada do Sporting. Muito bem na pressão e nas movimentações colectivas, dificultando desde a primeira hora a vida ao Atlético. Depois da expulsão, obviamente, as circunstâncias alteraram-se e o Sporting teve de se contentar com um jogo bem mais modesto. No que aconteceu daí para a frente destaco, para além da organização, a resposta psicológica dos jogadores à adversidade. Neste plano, creio, a entrada de Pedro Mendes pode ter de facto ajudado muito a equipa a crescer mentalmente.

Atlético: mau jogo, é certo, mas...
Que o Atlético esteve abaixo do que se lhe era exigível, estamos de acordo. Que não é, colectivamente, uma equipa muito bem trabalhada, também. Agora, não convém fazer desta equipa aquilo que ela não é. Ou melhor... que já não é. Com a chegada de Quique, por muito que o treinador espanhol não seja uma fonte de entusiasmo, o Atlético melhorou imenso e é hoje bastante mais forte do que no inicio de época. Aliás, os resultados falam por si. O Atlético está na final da Taça do Rei e, nas últimas 10 jornadas, leva o 4 melhor registo da liga espanhola, tendo, aliás, batido o Barcelona e goleado o Valência nas últimas 2 jornadas caseiras na Liga. Não é para todos...

Ainda assim, e mesmo considerando o mérito da organização leonina, é inequívoco que foi um Atlético desinspirado aquele que defrontou o Sporting. É bom, no entanto, que não haja ilusões sobre o que esta equipa realmente vale. Se não for por mais nada, devem servir de alerta as respostas que o Atlético tem dado nas segundas mãos das eliminatórias que já disputou, quer internamente, quer na Europa.

Reyes, para quem não percebeu...
Finalmente, falar dele: Reyes! É um jogador que pessoalmente aprecio imenso e que acho que não saiu de Portugal com o devido crédito. É verdade que por vezes lhe falta intensidade, mas não é fácil encontrar um jogador tão forte com a bola nos pés. Não apenas pela forma como executa, mas sobretudo pela capacidade que tem para esconder a bola dos adversários. Por isso ganha tantas faltas e por isso se torna um pesadelo para os defesas que optam pela impetuosidade para tentar o desarme. Grimi que o diga...



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15.1.10

A "remontada" de Simão e... Quique!

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Não era fácil prever o 3-0 da primeira mão e, menos ainda, a reviravolta no "Calderon". O que era bem mais simples de prever, porém, era a melhoria do Atlético com Quique. O treinador nunca foi o "bestial" que fizeram dele quando chegou a Portugal, mas também não é, de forma alguma, a "besta" com que foi rotulado na hora da saída.
Sobretudo, o Atlético tem uma fantástica equipa e, quem realmente percebeu o valor de Quique sabe bem que supera largamente aquilo que Abel Resino vinha fazendo nos "colchoneros". Isso sim, era muito mau!

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9.12.09

Atlético Madrid - Porto: Força mental

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E, de repente, uma ressurreição anímica. A boa resposta dada na primeira parte de Guimarães teve sequência em Madrid, culminando numa vitória expressiva e não ao alcance de muitos. Sendo tudo isto verdade, creio que estamos longe de entrar em período de euforias. A melhoria nos momentos com bola é evidente e já havia sido notória em Guimarães, mas nada se desfaz em relação às criticas ao comportamento sem bola. De novo, o Porto passou por longos períodos encurralado no seu último terço e, se é verdade que tudo ficou mais fácil pela eficácia inicial, também me parece evidente que o 0-3 de agora não teve a mesma qualidade, por exemplo, do 2-2 de há 1 ano no mesmo palco. Porque o resultado não é tudo...

Seria difícil começar melhor e pode-se sempre invocar a felicidade de marcar tão cedo. Estou, no entanto, mais inclinado para a injustiça no segundo golo do que no primeiro. Podiam apenas estar decorridos 2 minutos, podia ter acontecido apenas uma jogada em jogo corrido, mas nesse magro espaço de tempo o Porto mostrou muito. Entrou com a confiança e lucidez para jogar bem desde o primeiro toque e levar a bola até aos espaços vazios. Depois, aproveitou o segundo canto para capitalizar um lance trabalhado e que inteligentemente solicitou Bruno Alves bem fora da zona defensiva. Esta lucidez teve sequência nos minutos seguintes mas não de forma a justificar minimamente um segundo golo, coincidente com o crescimento ‘colchonero’ e muito devido ao demérito alheio.

Com 0-2 e até ao intervalo veio o pior período portista. Aquele onde se repetiram os sintomas de outros jogos, com a equipa a passar muito tempo encostada à sua área e com o Atlético a ter boas situações para se relançar no jogo. Pode dizer-se que o encolhimento decorre da circunstância no jogo, mas o que se viu foi o mesmo problema no pressing, com o “afundamento” dos médios que jogam nas costas de Falcao, abrindo uma grande distância entre o 9 e a restante equipa. Valeu, acima de tudo, a ineficácia do lado contrário.

Esse foi o período de maior risco para o Porto. Na segunda parte, o jogo quebrou em termos de ritmo e o Atlético depressa deixou de acreditar. Aí sim, o Porto pode exibir-se ao nível da primeira parte em Guimarães. Muito lúcido com bola, envolvendo o pressing contrário e esperando pelos erros alheios para conseguir perigosas transições. Assim se construiu beleza do golo de Hulk e a sentença no jogo.

Duas notas finais. A primeira sobre Hulk, para dizer que, podendo não ser um jogador perfeito, tem demasiados predicados para não ser titular indiscutível no Porto. E não tem a ver com o golo que marcou. A segunda, sobre o Atlético. A sua crise de confiança foi agudizada pelo arranque portista e isso foi marcante na partida. Pode ter sido o pior resultado que conseguiu em 4 jogos no último ano frente ao Porto, mas este é claramente o melhor dos Atléticos que nesses jogos se viu. Apelo aqui à mesma máxima do inicio: porque o resultado não diz tudo...
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1.10.09

Porto - Atl.Madrid: Tacticamente superior

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Deve ser enigmático para quem de fora acompanha os constantes feitos portistas frente a equipas que, ano após ano, têm mais recursos. De facto, seria algo para ser explicado nos domínios do sobrenatural não tivesse o futebol uma pequena componente denominada “táctica”. Não porque a “táctica” seja um segredo nacional, mas porque entre Atlético e Porto há um grande diferencial entre a qualidade dos comportamentos colectivos. Por isso o Porto dominou e por isso desde cedo se aproximou de uma vitória que lhe acabou por sorrir. Sem discussão, diga-se.

Não era preciso ver mais de 10 minutos do jogo para perceber naquilo em que se iria tornar. Quando uma equipa pressiona e a outra espera, quando uma equipa se move em conjunto e outra se desmembra com facilidade, só há um cenário provável. O domínio da primeira sobre a segunda, ou, neste caso concreto, do Porto sobre o Atlético. E assim foi.

Face a este contexto, pode dizer-se, demorou muito que o Porto conseguisse materializar a sua superioridade. Jesualdo falou dos 4 centrais do Atlético e das dificuldades que os “colchoneros” criaram na zona mais recuada. Não é por ter 4 jogadores com essas características, mas sim pelo aglomerado de jogadores que o Atlético reservava para a frente da sua área. O Porto dominava mas tinha dificuldade em ultrapassar essa barreira.

E aqui entram os pontos que impediram o Porto de ter ainda uma partida mais confortável. Os mesmo, no fundo, que o impedem de ser neste momento mais forte. Primeiro, a dependência das acções de Hulk para criar desequilíbrios, com a equipa a ter dificuldade para encontrar outras soluções no último terço, sejam elas colectivas ou individuais. Tudo isto, claro, se tornava mais problemático quando Hulk saía da direita, tornando-se num jogador de rendimento absolutamente contrastante do outro lado do campo. Depois, a incapacidade do pressing em ser mais forte e autoritário durante mais tempo. Aqui, há que descontar a relevante atenuante da qualidade individual dos jogadores do Atlético que, mesmo sem grande ordem, lá conseguiram por vezes soltar-se.

Estes aspectos não puseram em causa o controlo do jogo, mas determinaram um adiamento da sua decisão que podia, com alguma facilidade, e apesar de tudo, ter-se arrastado para um ingrato 0-0.

Abençoado falhanço
Excelente passe de Meireles e fantástico improviso de Falcao. Mais curiosa, no entanto, é a acção de Hulk. Da bicicleta puxa um remate que sai bem. Com o pior pé. E quando a bola lhe ressalta para o esquerdo, mais habilitado, ele... falha. Faria sentido se fosse visto ao espelho. Assim não faz, mas o falhanço foi de facto abençoado.

Atlético: Uma pena...
Faz confusão como é que tanto potencial individual é tão banalmente aplicado. Esta equipa do Atlético tem potencial para discutir qualquer jogo com qualquer equipa e para ser um perigoso “outsider” na Champions. Mas não é. Não é porque não sabe pressionar, porque se limita a esperar pelo adversário e porque quando tem de atacar, seja em transição, seja em organização, esbarra sempre numa imediata dependência do improviso individual. Não é no último terço, é logo no primeiro passe. Outra coisa que espanta é a evolução desta equipa desde a pré época. Fez uma primeira parte bastante boa na Luz, mas de lá para cá parece ter regredido.
Diria, para ser ousado, que em vez de vir gastar milhões para levar jogadores, e por muito menos, o Atlético levaria de cá um treinador e teria, realmente, uma equipa.

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22.7.09

Benfica - Atlético Madrid: Para além do resultado...

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Perder no jogo de apresentação é sempre desagradável. Na prática, as derrotas de pré época podem ter bastante utilidade, desde que não surjam numa quantidade que possa minar a confiança de quem trabalha e que, claro, sejam aproveitadas para identificar pontos a melhorar antes do inicio das competições. Neste aspecto, talvez as declarações de Jesus no final do jogo, fazendo passar a ideia de um grande exibição, não sejam as mais úteis num jogo que, para análise, valeu sobretudo pela primeira parte e onde o Benfica, apesar de não ter feito um mau jogo, teve de facto algumas dificuldades. Aqui ficam algumas considerações sobre o jogo e, em particular, sobre esses primeiros 45 minutos mais competitivos...


Atlético de qualidade – Creio que é importante realçar o bom jogo que o Atlético fez na primeira parte, porque esse é um dos principais motivos para as dificuldades que o Benfica sentiu. Grande qualidade individual, o que não é surpresa, mas também uma grande preocupação em manter a equipa junta a defender e sempre (nos primeiros 45 minutos) com uma atitude competitiva que por vezes falta aos “convidados” neste tipo de jogos.

Dificuldades quando o jogo “esticou” – Foi a consequência da atitude das 2 equipas e, em particular, do Benfica. Tentar pressionar o mais alto possível e manter a bola no meio campo oposto é um dos propósitos do modelo encarnado em 09/10. O facto é que isso nem sempre foi conseguido no primeiro tempo, também muito por mérito da posse do Atlético que conseguiu com alguma regularidade fugir às zonas de pressão criadas. O resultado foi um jogo com alguns espaços em transição, sendo aqui o ponto em que o Benfica sentiu mais dificuldades, acabando por permitir que o Atlético chegasse com alguma frequência em boas condições à sua área. Foi assim que aconteceram os 2 golos espanhóis...

Avançados e a pressão
– Para o sucesso do modelo é fundamental que a pressão produza efeitos. Quando tal não acontece, a equipa é obrigada a abandonar um posicionamento mais alto e a recuar rapidamente, o que provoca inevitavelmente momentos de desorganização. O Benfica não pressiona mal, mas continuo a pensar que o papel dos avançados deve ser mais eficaz. Cardozo e Saviola continuam a não ter uma acção muito agressiva sobre a posse adversária e creio que isso foi fundamental para que o Atlético, não só respirasse melhor, mas que pudesse também, aproveitar para chegar à frente em boas condições.

Organização ofensiva
– Começo por falar da critica que apontei a Aimar na semana anterior. Desta vez não se viu um “baixar” recorrente do 10, o que é positivo. Ainda assim, o Benfica sentiu enormes dificuldades em ser mais incisivo na zona final do terreno, conseguindo um número muito reduzido de chegadas perigosas para além do lance do golo. Isto na primeira parte, porque na segunda, com um “novo Atlético”, as coisas foram diferentes.

Individualidades
– Ainda há bastantes indefinições nas individualidades. Nas laterais, por exclusão de partes, Maxi e Shaffer deverão merecer a titularidade. No centro da defesa muitas dúvidas, mas todas elas de qualidade suficiente para que esse seja apenas bom um problema. No meio campo, está mais do que confirmado o meu prognóstico sobre a pouca qualidade de Yebda para a posição 6 e reforço ainda a ideia de que Amorim deverá render mais como interior, onde Martins me parece demasiado errático para aguentar a titularidade. Resta ver o novo reforço, Javi Garcia, e perceber onde Ramires se pode, realmente, encaixar melhor (sobre este ponto, mantenho as minhas reservas iniciais). De resto, Di Maria, Aimar, Saviola e Cardozo deverão ser titulares no arranque da temporada, salvo surpresas de maior.


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12.3.09

Porto - Atlético: Controlado

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Foi um jogo atípico aquele que se viu no Dragão. Essa característica teve origem numa antecipação errada de ambos os treinadores daquela que seria a postura do adversário, acabando por conduzir a partida para um longo período de jogo mais fechado do que aquilo que inicialmente se poderia supor. Ambos os treinadores pensaram o mesmo. Ou seja, que seria o adversário a tentar ter a iniciativa do jogo. Jesualdo, porque o Atlético era quem partia atrás na eliminatória. Abel, provavelmente, pelo factor casa portista. A qualidade com que o fizeram não foi a mesma, mas ambos apostaram em dar prioridade aos equilíbrios defensivos, reservando as ofensivas para momentos de transição. O resultado foi, obviamente, um deserto de desequilíbrios durante grande parte do jogo. Como era o Porto quem tinha vantagem, acabou por ser Abel a alterar e, a partir daí sim, vimos um jogo mais aberto com várias ocasiões de golo, mas todas para o mesmo lado, com o Porto a ter algum infortúnio em não ter conseguido a vantagem no período que antecedeu a recta final do jogo.

Atlético – Abel pareceu depois da primeira mão ter percebido as suas debilidades. Mudou o sistema para equilibrar o meio campo e encolheu-se tacticamente. A qualidade individual do Atlético permitiu-lhe equilibrar o jogo durante muito tempo, mas a fraca qualidade dos seus processos colectivos não passou em claro. Mesmo perante um Porto mais preocupado em equilibrar-se do que em pressionar, a posse de bola não foi totalmente segura na sua saída. Depois, para além de não ligar bem o jogo em organização ofensiva, foi sempre lento a fazer desdobramentos ofensivos em transição, identificando-se várias situações em que a bola entrava no bloco portista mas ficava sem linhas de passe para continuar a progredir. Defensivamente conseguiu neutralizar o Porto durante 1 hora, mas fê-lo à custa de uma estratégia que não adiantava laterais e mantinha sempre muitos jogadores atrás da linha da bola. Quando procurou adiantar-se foi completamente subjugada pelo ataque portista que não teve dificuldades em criar situações de golo. A qualidade individual ajuda a contornar muitos destes problemas e a verdade é que, ao fim de 180 minutos muito fracos do ponto de vista colectivo, faltou apenas 1 golo para o Atlético se apurar!

Porto – Apesar do Atlético ter surpreendido, o Porto fez uma excelente partida. O meu destaque vai para o controlo que o Porto conseguiu fazer em todos os momentos do jogo, contando apenas uma transição perigosa do Atlético em 90 minutos. Neste aspecto, parece-me relevante a reacção que a equipa teve quando, finalmente, o Atlético se abriu. Mostrar-se lúcido e organizado no inicio é uma coisa, ter de responder da mesma forma quando o jogo já leva mais de 1 hora, é outra. O facto do jogo ter mudado o seu cariz no segundo tempo poderia ser uma ameaça para o Porto, mas a reacção foi fantástica, não dando hipóteses ao Atlético de surpreender e tirando, finalmente, partido do espaço que existiu. O empate serviu, mas foi ingrato.
Jesualdo lembrou-o e eu faço o mesmo. Alguém se recorda do que se disse em dado momento menos positivo da época? O futebol é mesmo assim, cheio de bons prognósticos no final dos jogos, mas a qualidade de quem comanda o Porto está lá e estaria também se a sorte tivesse sido outra. Atingido o objectivo, resta agora desafiar o destino. Nesse sentido, parece-me que o Villareal seria o caminho com mais probabilidade de sucesso. A evitar destaco 3 nomes: Liverpool, Manchester e Barcelona. Creio que o título não escapará a 1 destes emblemas e penso mesmo ser muito provável uma final entre 2 deles. Para o Porto conviria manter-se fora da sua rota, esperando, quem sabe, por um progresso feliz da prova.


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25.2.09

Atletico Madrid – Porto: Conseguiram... não ganhar!

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KO desperdiçado – Num jogo em que evidenciou grande superioridade colectiva, o Porto voltou a revelar a sua surpreendente vertente auto destrutiva – que normalmente aparece por estas alturas da competição – valendo-lhe um difícil empate. Difícil, porque é extremamente complicado perceber-se como é que não se ganha um jogo destes. O 2-2 não é, claro, um mau resultado, mas deixa a eliminatória à distância de um golo e essa é uma situação que, sendo favorável, é tudo menos segura. Para mais, ninguém garante que teremos um Atlético igual na segunda mão, pelo que é perigoso pegar neste jogo como exemplo para projectar o embate do Dragão. De todo o modo percebe-se facilmente que este Atlético tem várias fragilidades, pelo que será muito importante encarar a segunda mão com inteligência.

Jogo à medida – Como se pensava, o Atlético revelou-se frágil a organizar o jogo e, sobretudo, no controlo da profundidade, cometendo muitos erros a reorganizar-se em transição. O Porto aproveitou bem essas debilidades, adoptando a postura certa no jogo e tirando partido daquela que é também a sua forma favorita de actuar. A primeira parte foi jogada sempre neste registo, sentindo-se também a enorme vulnerabilidade emocional que se vive do outro lado. Após o primeiro golo, o Atlético manteve-se por cima no jogo, mas a sua confiança foi altamente abalada após a primeira ameaça de empate, avolumando-se o número de erros que os colchoneros cometeram em todos os sectores e em todos os momentos do seu jogo. Não só o Porto se deu ao luxo de perder variadissimas oportunidades, como ainda concedeu uma impensável vantagem com o erro de Hélton. A verdade é que o jogo se podia ter complicado e bem. Na segunda parte o Atlético correu menos riscos e o Porto não usufruiu dos mesmos espaços, ainda que tenha ameçado de bola parada e na sequência de um transição resultante de uma recuperação em zona alta. A toada quebrou depois e parece-me que o 2-2 terá chegado mesmo a tempo porque o jogo depressa caminhava para uma fase mais imprevisível e com grande risco para as aspirações portistas.

Nota para alguns golos. O primeiro do Atlético numa falha, primeiro, de Bruno Alves que não acompanha Aguero ao espaço entre linhas, permitindo que este se virasse, e depois de Cissokho, que não fecha convenientemente o espaço. Estas diagonais dos extremos são típicas, como, aliás, tinha referido na antevisão. Os 2 golos do Porto surgem, também, de erros quase primários. O primeiro num posicionamento ridículo da defesa quando não podia fazer fora de jogo, e o segundo numa imperdoável perda de controlo da frente do lance num cruzamento.

Sobre as individualidades, acho que ficou claro para todos as dificuldades dos laterais portistas e o bom jogo posicional do meio campo, com Lucho em destaque. De resto, com esta capacidade de explosão, quanto tempo ficará Hulk em Portugal?

A diferença da organização – No lançamento do jogo alertei para as diferenças colectivas entre Porto e Atlético, acentuadas pelo mau momento de confiança dos ‘colchoneros’, isto apesar de haver, na minha opinião uma mais valia individual do lado espanhol. Ainda assim, confesso que me surpreendeu tamanha diferença entre a organização colectiva dos 2 conjuntos. Entre os adeptos (e não só) é conhecida a irresistível tendência para a critica direccionada aos treinadores. O que se viu foi uma diferença enorme entre o aproveitamento que se faz dos recursos de um lado e de outro e parece-me ser tempo de se dar mérito à qualidade que muitos treinadores portugueses têm quando comparados com o que se vê por outras paragens...


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23.2.09

Atlético Madrid - Porto: Em antecipação...

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Aproximando-se com grande rapidez a jornada europeia, salto a análise da deslocação do Porto a Paços para fazer uma pequena antevisão da bem mais interessante visita ao Calderon.

Penso já o haver referido aquando do sorteio, mas na definição de favoritismos, parece-me impossível atribuir-se ao Porto uma superioridade teórica. Isto porque é essa ordem natural das coisas. Se, por cá, os grandes têm sempre favoritismo pela capacidade de “absorver” as principais figuras do campeonato, também esse estatuto tem de ser dado ao Atlético por ser um emblema capaz de “pescar” nos grandes portugueses as suas principais individualidades. Mas o favoritismo acaba aqui, nas individualidades.

Para se explicar o que é o Atlético de Madrid em termos tácticos, basta dizer que tem um modelo muito semelhante ao do Benfica de Quique. Aliás, há hoje uma corrente no futebol espanhol que utiliza este 4-4-2 clássico de forma muito estereotipada e nada especifica, retirando, na minha opinião, qualidade e potencial às equipas. A isto junta-se um momento mau em termos de confiança, sentindo-se isso na forma hesitante como a equipa organiza o seu jogo ofensivo, tendo muitas dificuldades em fazê-lo. Em termos ofensivos é uma equipa particularmente forte em ataques rápidos e quando consegue lançar no espaço a dupla Aguero-Forlan. Outro movimento característico são cruzamentos e lançamentos largos para as costas da defesa contrária, ora para o aparecimento de um dos avançados, ora para apanhar uma diagonal de um dos extremos. Nota em termos individuais para a relevância táctica de Paulo Assunção, importante para colmatar o problema do espaço entre linhas que, tal como o Benfica, este Atlético apresenta.

Para o jogo será importante que o Porto acentue o mais possível a sua maior qualidade colectiva e diminua o efeito das individualidades adversárias. Isto é, situações de 1x1 ou 2x2 com extremos e avançados devem ser totalmente evitáveis. Depois, será importante que o jogo seja bem gerido do ponto de vista emocional. É que esta é uma partida que será seguramente muito vivida em Madrid. Para o Porto será importante, senão decisivo, evitar ao máximo fases de entusiasmo que contagie e inspire jogadores individualmente temíveis. Para tal não há segredos. Grande concentração táctica e técnica (erros individuais como os frente ao Schalke são proíbidos) e, depois, a importância de manter o Atlético sob ameaça. Aqui, espera-se que Hulk aproveite o espaço que o Atlético concede para protagonizar as suas explosões.


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19.12.08

Dá para sonhar...

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Terá sido um sorteio que, dentro das possibilidades, não coloca o mais complicado dos cenários a nenhuma das equipas portuguesas. Todas as elas têm possibilidades reais de apuramento – ainda que não sejam, em nenhum caso, favoritas – e essa é a nota mais importante. No que respeita ao invulgar emparelhamento da Champions, o resultado não desapontou as expectativas de termos, já nos oitavos, grandes confrontos. Inter – Man Utd e Real Madrid – Liverpool são confrontos que poderiam perfeitamente ter lugar em Maio e que irão, aqui, merecer um acompanhamento especial, um “degrau” antes do que era previsto.

Porto – Para os que gostam de ver as coisas pela já longa história dos clubes, o Porto será favoritismo por ter “mais experiência”. Para mim esta é claramente uma análise errada. O Atlético é uma equipa com nomes fantásticos e em termos individuais tem seguramente um elenco muito superior a qualquer emblema nacional. Reservo mais detalhes colectivos sobre os “colchoneros” para a análise que farei nos próximos tempos, mas sabe-se que, à semelhança do que é regra actualmente em Espanha, esta é uma equipa essencialmente forte na sua fase ofensiva. Apesar de tudo isto, claro, o Porto tem a seu favor o conhecimento de quem o dirige sobre as exigências destas andanças e ainda a qualidade colectiva que recorrentemente o torna numa equipa bem superior do que a soma das suas individualidades.

Sporting – Será das equipas com menor pressão nesta fase. O Bayern pode ter sido, aliás, bastante positivo por isso mesmo. É um grande nome do futebol europeu, tem excelentes individualidades e, por isso, acarreta toda a responsabilidade na eliminatória. Por outro lado, o seu colectivo está longe de ser inultrapassável e, por isso, o Sporting, com mais experiência do que há 2 anos, poderá perfeitamente pensar em melhorar esse registo da fase de grupos de 06/07 onde perdeu 0-1 em Alvalade e empatou 0-0 em Munique. Os alemães têm reconhecidas dificuldades defensivas e nem sempre se dão bem perante uma posse de bola mais elaborada. Esse será o ponto a explorar pelo Sporting que, por outro lado, tem um sério problema para resolver sempre que a bola entrar na sua área. Particularmente o jogo aéreo não é o ponto forte da defesa do Sporting que, neste aspecto, não poderia ter oposição mais complicada do que a dupla Klose-Toni.

Braga – Está longe de ser um confronto inacessível mas este Standard está muito distante da modéstia que o caracterizou nos últimos anos. Depois de ter quebrado um jejum interno em 25 anos, vencendo o título belga, tornou-se naquela que considero ser a maior revelação das competições europeias em 2008. Primeiro colocou o Liverpool à beira de um ataque de nervos, forçando um prolongamento no acesso à Champions, depois o destino ironicamente ditou novo confronto com um “gigante” da cidade dos Beatles e o Everton ficou de fora da fase de grupos da Uefa. Agora qualificou-se em primeiro lugar num grupo que tinha, só, Sevilha, Sampdoria, Estugarda e Partizan, vencendo 3 jogos e perdendo apenas o último contra o Estugarda quando tinha a qualificação garantida. Era uma equipa que já tinha planeado observar com maior detalhe e agora está encontrado o pretexto que faltava para ver ao pormenor os jovens Defour e Witsel ou a estrela do campeonato belga, Milan Jovanovic. O Braga, claro, não será adversário nada fácil.

Probabilidades de qualificação nas casas de apostas:
Arsenal – Roma: 60% - 40%
Atlético Madrid – FC Porto: 62% - 38%
Chelsea – Juventus: 62% - 38%
Inter – Man Utd: 47% - 53%
Lyon – Barcelona: 23% - 77%
Real Madrid – Liverpool: 49% - 51%
Sporting – Bayern: 26% -74%
Villareal – Panathinaikos: 69% - 31%
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Braga – Standard: 29% - 71%
3 craques:

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15.10.08

Parece que foi ontem...

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O canal + espanhol relembrou há dias este jogo e não posso deixar de o referenciar. Um dos jogos mais incríveis que me lembro ver, com a “remontada” do Barcelona de Robson perante o Atlético de Antic – campeão em título. Eram os tempos da “liga das estrelas” (embora este jogo tenha sido para a Taça) no ano em que, provavelmente, se geraram mais expectativas em torno do campeonato espanhol. O motivo é simples: foi nesta época que se iniciaram os efeitos do acordão Bosman, com as equipas a poderem jogar com jogadores comunitários sem qualquer restrição . O Barcelona não foi campeão – foi o Real de Capello nesse ano de 96/97 – mas, passados estes anos, para quem viu, aquela foi, mais do que qualquer outra coisa, a época da explosão do “fenómeno”, Ronaldo.

Os Portugueses
Mas, à margem de Pantic (4 golos!), Kiko, Caminero, De la Peña, Guardiola, Ronaldo ou Stoichkov, há 3 figuras que nos são familiares e nos saltam à vista quando revemos estas imagens (há uma outra, mas não aparece no vídeo)... Figo marcou o melhor dos golos da noite e preparava-se, ainda, para se tornar num dos grandes jogadores do seu tempo. Couto vivia uma experiência estranha que confirmou que a velocidade da Liga Espanhola de então não era a mais aconselhável para as suas características – por isso regressou rapidamente ao Calcio. Mas é Baía que mais me faz pensar quando vejo jogos do passado. Se me perguntassem quem foi o melhor guarda redes português de sempre responderia com o seu nome, por vários motivos. Ao rever os seus jogos, no entanto, reforço igualmente a convicção de que nem ele foi de facto excepcional a uma escala mundial e que, na baliza, reside um posto onde o futebol português tem uma dificuldade histórica em atingir a excelência... apesar dos mitos que se criam!


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30.8.07

Riquelme, a mim parece-me demais!

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Com o encerramento dos mercados a aproximar-se, os clubes (e empresários!) urgem para definir as colocações dos craques ainda sem futuro totalmente definido. Um deles é o herói da última época na América do Sul, Roman Riquelme.

Naturalmente, o que faz Riquelme estar nesta situção é o seu passado recente no futebol europeu, onde as suas características não pareceram encaixar. Agora surge a possibilidade Atlético de Madrid, uma equipa com um plantel fortíssimo que transformou os milhões de Torres num plantel capaz de lutar por um lugar na Champions em 08/09. Luis Garcia, Forlan, Cleber Santana, Fabiano Eller, Reyes, Abbiati e, claro está, Simão foram alguns nomes que se juntaram outros como a Maniche, Maxi Rodriguez, Pernia, Seitaridis ou Kun Aguero. Creio, no entanto, que numa equipa que pretende (ao que tudo indica) alinhar com 2 extremos e 1 homem (Aguero) nas costas do ponta de lança, Riquelme possa ser uma opção fora das necessidades colchoneras e, sobretudo, um potencial problema dado o estatuto do talentoso Argentino. A confirmar-se esta aquisição, será neste defeso mais um exemplo de como custa perceber que o futebol também se tem de jogar quando é o adversário que tem a bola!


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28.7.07

Brilha a estrela de "El Kun"!

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Já havia sido um dos nomes em foco na edição de 2005, aí, no entanto, foi a estrela de Messi que mais brilhou. Sérgio “Kun” Aguero tem apenas 19 anos, mas as suas exibições foram tudo menos uma revelação no recente Mundial de sub 20, onde levou a Argentina a mais uma vitória, sagrando-se melhor marcador e jogador da competição. De facto, há um ano atrás o Atlético de Madrid fez questão de adquirir aquele que é um dos mais promissores talentos do futebol mundial, pagando perto de 30 milhões ao Independiente pelo seu concurso. Em Espanha a sua afirmação ainda não se deu por completo e 06/07 foi um ano adaptação, mas com oportunidades suficientes para que o seu talento fosse confirmado.

Tal como Messi, Aguero é um jogador de baixa estatura, grande habilidade e capacidade de explosão. “Kun” ganhará, certamente, um papel cada vez mais preponderante no futebol “colchonero”, ficando ainda por saber qual a sua verdadeira função no modelo de Aguire.


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4.7.07

O efeito "El Niño"!

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Depois de Henry, surge a aquisição de Torres. A verdade é que esta aquisição tem muito mais efeitos no mercado do que a simples mudança de um grande e promissor avançado...

Efeito no Liverpool
Desde logo, acredito que Fernando Torres possa verdadeiramente “explodir” no Liverpool. O futebol inglês molda-se na perfeição às suas características e o seu talento é por demais indiscutível.
Os “Reds” ficam agora mais fortes na frente, mas há outros sectores em que Benitez precisa de reforços. Se a defesa é um ponto forte da equipa, fica claro que Gerrard nem sempre é suficiente para criar desequilíbrios a partir da zona criativa. Luis Garcia partiu no sentido inverso de Torres e o reforço do sector criativo – particularmente as alas – torna-se agora um aspecto fundamental para a candidatura séria do Liverpool às principais competições em que se encontra envolvido.


Efeito no Atlético Madrid
Fernando Torres pode ser, por todos os motivos, o jogador mais difícil de substituir nos “colchoneros”, mas a verdade é que a aquisição de Fórlan já terá mostrado o caminho escolhido para fazer esquecer o mais querido dos jogadores entre os adeptos. Há ainda o aspecto Luis Garcia: Qual o efeito da sua aquisição no voraz apetite por um extremo?


Efeito no... futebol português
Se juntarmos tudo o que escrevi antes ao facto de Simão ser um sonho antigo do Liverpool e de Quaresma parecer ter um pé no Atlético, ficam as questões: Será que Quaresma ainda será um alvo do Atlético? Será que Benitez vai agora virar-se para Portugal na expectativa de levar um extremo (e aqui não se exclua o próprio Quaresma)?


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31.3.07

Paulo Futre: o extremo original

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Em semana de clássico Benfica-Porto recordo a carreira daquele que terá sido o jogador português de maior projeção depois de Eusébio e antes de Figo: Paulo Futre.

Futre foi, tal como as duas grandes figuras do clássico – Quaresma e Simão, um produto das escolas do Sporting. Tal como eles, Futre acabou por jogar nos rivais do clube da sua formação mas com uma diferença: jogou não num, mas nos dois!
Nascido no Montijo em 1966, Paulo Futre despontou como prodígio na primeira equipa leonina em 1983. Pouco tempo mais tarde, porém, o jovem extremo foi protagonista de um caso com o então presidente Sportinguista João Rocha (Futre reclamava um salário mais em conta com o seu real valor) que culminou com a sua saída para o FC Porto onde passou 3 temporadas. A escolha revelou-se acertada e com o brilharete de Viena em 1987 (recordem a sua jogada na final) o craque tornou-se num alvo evidente dos grandes clubes europeus. Madrid foi então o destino do jogador mas, com alguma surpresa, o clube não foi o Real mas o Atlético que pagou uma fortuna para ganhar a corrida. Apesar de todo o impacto que o Português teve no clube, esta ligação aos ‘colchoneros’ foi sempre vista como o grande entrave a um maior mediatismo de Futre no futebol mundial. O Atlético pareceu sempre demasiado humilde para o talento de Futre.

A carreira de Futre teve tanto de fulgurante como de curta e depressa o jogador entrou na fase descendente da carreira. As lesões no joelho sucederam-se e em 1993 Futre anunciou o seu regresso a Portugal, abrindo um autêntico leilão pelo seu concurso. Mais capaz financeiramente o Benfica conseguiu ganhar a corrida e Futre alinhou, ainda que durante pouco tempo, de águia ao peito. Com apenas 27 anos e uma projecção internacional considerável, Futre voltou a emigrar em busca do sucesso. O seu joelho, no entanto, não o permitiu e o resto da carreira de Futre foi, em termos desportivos, uma sucessão de “tropeções” por vários clubes: Marselha, Reggiana, Milan, West Ham, terminando a carreira no Japão.

Em termos individuais Futre foi contemplado com a Bola de Prata (segundo melhor jogador na Europa) em 1987 e deixou alguns momentos memoráveis como o golo apontado ao Real no Barnabéu (Muito parecido com outro apontado na final da Taça de 93, naquele que terá sido o seu melhor jogo ao serviço do Benfica).


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