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19.8.10

Salvio e outras breves

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- Chega Salvio à Luz. Para mim, pessoalmente, é sempre bom ver em Portugal jogadores que acompanhei noutras paragens. Salvio é um deles. Um dos melhores do mundo da sua geração, enquanto sub-20, tem agora uma boa oportunidade para dar um salto enorme em termos de confiança e evolução. Há um pormenor importante nesta operação: a ausência de opção de compra. Um sinal de algum desespero por parte do Benfica, que contrata uma promessa sobre a qual não tem nenhuma garantia de continuidade, para competir com outros valores de perfil idêntico e recém contratados: Gaitan e Jara.

- O Braga não pára de surpreender! Não vi o jogo, portanto não comento, mas se julgava que o nulo podia ser bom, este golinho coloca mesmo o Sevilha em sério risco. Será mesmo um grande feito!

- O Inter ganhou a Libertadores! Normal, apenas isso. Rafael Sóbis regressou para ganhar o que já havia conquistado em 2006, Giuliano é o criativo que promete explodir (apareceu aqui na mesma altura que Salvio), mas o nome que mais me impressiona está já a caminho do Tottenham: Sandro.

- Na antiga Constantinopla, há um novo herói!

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3.2.09

O mercado, Veloso, Quaresma e Arshavin...

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Não que tivesse sido uma projecção visionária, mas a primeira abertura de mercado em era de crise confirma o que aqui escrevi no último dia de 2008. A escassez de capacidade de investimento parece afectar todos mas, no imediato, noto particularmente o abrandamento dos clubes de leste. Algo que também era previsível devido à dependência destes emblemas das fortunas dos magnatas, tão afectadas com o colapso bolsista. Sobre este tema mantenho alguma reticência sobre o futuro. Se a retoma tardar poderemos assistir, na minha perspectiva, a 2 cenários possíveis. O primeiro foi aquele que se assistiu agora, mas com um impacto muito maior caso aconteça no Verão. Ou seja, a redução drástica do número de aquisições de passes. A segunda poderá passar pela queda dos valores pedidos pelos jogadores. Este último cenário poderá beneficiar em particular os menos afectados pela crise e prejudicar desportivamente os clubes que acusem mais problemas de liquidez financeira (nomeadamente aqueles que estão mais habituados a viver das vendas).
3 casos merecem nota:


Veloso: Terá sido seguramente uma decisão difícil para o Sporting. Pelo que referi anteriormente, a situação é instável e o Sporting terá esse risco de ver os valores de mercado caírem no futuro, congelando a hipótese de fazer um encaixe significativo com Miguel Veloso. A isto juntam-se 2 factores. O primeiro tem a ver com o aspecto humano e com a própria vontade de Veloso rumar a uma liga mais competitiva (embora me pareça que no seu caso a Premier e o Bolton podem não ser a melhor solução). O segundo tem a ver com a própria equipa. É que Veloso ocupa uma posição que, apesar de algumas criticas que considero completamente infundadas, tem muitas alternativas de qualidade no plantel. Um encaixe financeiro agora, permitiria ao Sporting antecipar de forma mais segura o próximo mercado, não pondo muito em causa a sua qualidade colectiva. Neste caso, parece-me, pesou mais o “escaldão” de vendas passadas, hoje vistas como precipitadas pelo Universo sportinguista. O futuro dirá sobre a correcção da decisão.

Quaresma: O Inter tornou-se depressa num pesadelo. Mourinho não resolveu os problemas que se conheciam em Quaresma que, claramente, falhou na adaptação rápida a um futebol extremamente exigente e a uma equipa que não gravita em seu redor. O Chelsea também não fará de Quaresma a sua unidade mais importante, mas em Inglaterra, apesar da velocidade do jogo, há mais espaço e menos rigor defensivo dos opositores. A sua evolução no plano decisional começa a parecer cada vez mais improvável, mas talvez se torne numa daquelas lendas que não decidiram campeonatos mas ainda hoje permanecem nos álbuns de ouro da Premier League pela beleza que conseguiam colocar em algumas das suas jogadas.

Arshavin: O caso de sucesso do mercado. O Zenit vende finalmente a sua estrela à elite do futebol europeu e, para sorte dos adeptos e do próprio Arshavin permite que o destino seja o Arsenal. É um destino lógico pelas características, mas igualmente invulgar pelo mediatismo que não costumam ter os reforços de Wenger. Para que se perceba porque é que o Arsenal não compra nos grandes portugueses, apesar da qualidade técnica dos seus jogadores, basta olhar para o valor da transferência. Tal como acontecera com Nasri no Verão, não passa dos 15 milhões. Ficamos à espera!



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11.7.08

Mancini no Inter. Ainda há lugar para Quaresma?

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Com a confirmação de Mourinho como treinador do Inter para a próxima temporada, surgiram de imediato, e quase inevitavelmente, uma série de nomes na imprensa como potenciais alvos do técnico português para dar corpo ao “novo Inter” de José Mourinho. Deco, Lampard, Terry, Ricardo Carvalho e Quaresma foram algumas das apostas da generalidade da imprensa. Pois bem, o primeiro nome de peso a reforçar o Inter surge de uma proveniência algo surpreendente. Mancini assina vindo da Roma, uma das rivais dos “nerazzurri” na luta pelo schudetto. Aqui ficam também evidentes as diferenças na postura dos clubes italianos no que respeita ao mercado interno, nomeadamente comparando com ligas como a espanhola ou inglesa.

Já se sabia que Mourinho estava à procura de soluções de qualidade para as alas do seu ataque, nomeadamente para dar maior qualidade ao 4-3-3, uma das opções tácticas que o treinador português gosta de ter como alternativa. A questão, no que respeita ao mercado português, é até que ponto o Inter continuará interessado em Ricardo Quaresma. Se, por um lado, o apreço pelas qualidades do 7 portista não terá desvanecido pela simples aquisição de Mancini, por outro, há já um número relevante de soluções para a posição de extremo dentro do 4-3-3 que, aliás, pode até não ser a principal das opções de Mourinho, tendo em conta a qualidade de avançados e médios interiores que existe no plantel do Inter.

Esta poderá, portanto, ser uma péssima noticia, quer para Quaresma, quer para o próprio Porto. É que, se Quaresma pretendia sair do Porto esta temporada, também o clube começa a ter mais dificuldades em fazer um encaixe assinalável com o jogador, devido à evolução da sua idade. De resto, se olharmos ao preço desta transacção – entre 12 e 15 milhões de euros – fica claro como o mercado português parece estar inflaccionado, com o Porto a pedir mais do dobro por Quaresma. Mesmo tendo em conta o custo não tão elevado dos salários do jogador e o seu inegável talento, 40 milhões são uma verba completamente fora do que se passa no resto do mercado para um jogador de quase 25 anos. Ainda assim, tendo em conta outros negócios já realizados num passado, pode dizer-se com que, com o Porto, tudo é possível!


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12.6.08

Portugal - Rep.Checa: O rescaldo da qualificação

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Recuando até às primeiras conferências de imprensa de Scolari, poder-se-á concluir que Portugal garantiu após a segunda jornada do Euro estar livre do embaraço. O tempo é para saborear a vitória e depressa regressar ao planeamento competitivo, não podendo os responsáveis cair no erro de euforias precoces. O que Portugal conseguiu foi uma oportunidade rara de poder “saltar” um jogo numa prova tão curta. Deve aproveitá-la, direccionando o seu planeamento de preparação para os quartos de final e encarando o jogo de Domingo com a importância que realmente tem: uma mera exigência de calendário.

O jogo
Bruckner confirmou o 4-2-3-1 de alta densidade numérica no meio campo e assumiu aquilo que os turcos não haviam feito: a superioridade lusa. Por pensar actuar pouco em posse e mais em transição, Bruckner preferiu a profundidade de Baros relativamente à acção de Koller como pivot, e a agressividade de Matejosky em detrimento da melhor qualidade que Jarolim oferece à posse de bola. Por tudo isto, Portugal encontrou, no primeiro tempo, muito pouco espaço para jogar. Esta dificuldade até podia ter sido contornada com o golo madrugador de Deco, mas o empate surgiu rapidamente, impedindo uma alteração da estratégia checa. Até ao intervalo, a partida manteve-se numa toada de equilíbrio, entre as dificuldades de Portugal em furar o denso bloco checo (muitas meias distâncias foram tentadas, indiciando instruções para essa opção) e incapacidade que os checos confirmaram ter para serem perigosos em transição.

No segundo tempo tudo foi diferente, particularmente entre os 50 minutos e o golo de Ronaldo. Nesse período Portugal conseguiu encostar os checos às cordas, criando sucessivas ocasiões de golo. A explicação desta inversão no jogo está num misto de mérito luso e grande demérito checo. Primeiro, a acção de Deco. A bola entrava sempre nele (daí o eclipse de Moutinho em posse de bola) e o 20 juntou a inspiração a uma incompreensível incapacidade adversária para perceber a importância que estava a assumir. A partir de Deco saíram depois alguns passes verticais que solicitaram Nuno Gomes, Ronaldo e Simão que, ou por erros posicionais, ou por alguma falta de determinação na resolução defensiva dos lances (a tal falta de agressividade que havia falado), resultaram em boas ocasiões de golo, fazendo a balança emotiva do jogo pender claramente para o lado de Portugal. Sem surpresas, e mesmo depois dos checos terem assustado novamente de canto, chegou o 2-1 e, aí, o jogo mudou de novo. O assalto checo à baliza de Ricardo passou a ser a estratégia de Bruckner e, nesse período, lamenta-se alguma incapacidade de Portugal para fazer mais circulação de bola, aproveitando mais cedo os espaços que eram criados. Ainda assim, Portugal resistiu sem excessivas dificuldades e acabou por tirar ainda mais um coelho da cartola que serviu de antecipação ao apito final como tranquilizador final das hostes lusas.

Pontos a melhorar
Foi, enfim, mais uma boa exibição portuguesa que se confirma de forma legítima, e a par da Alemanha, como a mais forte candidata ao lugar reservado na final para uma das equipas dos grupos A e B. Ainda assim, creio que mais importante do que salientar os aspectos positivos nestas vitórias – e são muitos – é identificar os pontos em que se poderá melhorar, e o jogo com a Rep.Checa traz ou recupera aspectos que merecem reflexão:

- Bolas paradas. É certo que Portugal encontrou nos checos uma grande oposição neste capítulo, mas tem de haver mais concentração e agressividade na resolução destes lances. Não pondo em causa o método (marcação ao homem, com 2 jogadores à zona), questiono se vale mesmo a pena deixar 3 homens na frente. É certo que retira presença adversária da área, mas também permite mais espaço para serem aproveitados os desequilíbrios individuais, tal como se viu no golo.

- Transição defensiva. Já me referi a isto antes do próprio Euro. Portugal desequilibra-se muito em posse. Até agora não houve uma equipa que se mostra-se realmente forte no aproveitamento deste momento, mas reside aqui uma ameaça para as fases mais adiantadas.

- Espaço entre linhas. Petit é apanhado muitas vezes a pressionar fora da sua zona, não havendo compensação dos outros médios. Esta situação pode provocar a saída dos centrais da sua zona em mais ocasiões do que seria desejável.

Golos
3 golos com 2 protagonistas comuns: Deco e Ronaldo. No primeiro juntou-se Nuno Gomes, com mais uma das suas já celebres “tabelinhas”, no segundo grande visão de Moutinho no passe fundamental para Deco e, no terceiro, o prémio para Quaresma num golo... “à Raul Meireles”!

De resto, 3 grandes jogadas. No primeiro, pena que Ronaldo não conseguiu concluir uma jogada que entraria nos melhores golos do Euro. No segundo, grande visão de Moutinho e Deco, antes de uma finalização fulgurante, à Ronaldo. Finalmente, no terceiro, a visão de Deco tem de ser posta no mesmo patamar da antecipação de Ronaldo, num entendimento telepático que foi o KO checo.

Nota para o golo da Rep.Checa. O problema não esteve em Petit (ou pelo menos é compreensível que tenha perdido o lance), mas no fosso que se criou entre o grupo de jogadores ao primeiro poste e o segundo grupo de jogadores. Foi aí que Sionko apareceu a cabecear.

Individualidades
Primeiro, Deco. Não está tão forte defensivamente como há uns anos, mas afirmou-se (porque a Rep.Checa também o permitiu) como o patrão do jogo português. Ganhou confiança e arrancou para uma grande exibição. Sentiu de tal forma o seu momento positivo que quis marcar aquele livre. E merecia que o tivessem deixado bater!

De resto, Ronaldo denotou grande vontade, reflectida em alguma imprudência na gestão de alguns lances. Ainda assim, foi incansável, acabando por ser altamente decisivo. Pode ser que arranque para um Europeu em crescendo! Pepe foi, de novo, enorme. Arrisco mesmo dizer que é o melhor central do Euro até ao momento. Finalmente, nota para as prestações discretas mas muito importantes de Simão e Moutinho, assim como para a acção de Nuno Gomes cuja performance positiva no Europeu começa a ficar marcada, em paralelo, por alguma incapacidade na finalização (infelicidade no que respeita ao jogo com a Turquia). Um golo tinha-lhe feito bem e talvez fosse importante para a sua confiança na fase em que falhar é proibido.
Na Rep.Checa, saliencia para Sionko. Já o tinha referido como o mais perigoso dos médios checos pela forma como aparece nas zonas decisivas, e confirmou estar a fazer um grande Euro. A questão é: como é que nunca revelou estas capacidades ao longo da sua já longa carreira?

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10.6.08

"The trivela"!

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Pode não ter ainda um minuto no Euro, reconhecendo-se a sua parca evolução táctica. No entanto, é um inquestionável talento do futebol mundial, tendo uma característica que mesmo muitos dos melhores jogadores de sempre não têm: o domínio de uma técnica específica e rara no futebol mundial.
Aparece agora no site da Uefa a dar uma lição de como executar "the trivela".

http://www.uefa.com/trainingground/index.html#34004/2048/705443

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7.5.08

Quaresma: O problema de uma época, o desafio de uma carreira

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É muito fácil encontrar montagens fantásticas de Quaresma na internet. Na realidade, haverá poucos jogadores no futebol actual a quem são dedicadas tantas compilações, de jogos, épocas, carreira, anos, etc. O motivo é simples, Quaresma é dos jogadores mais espectaculares do futebol mundial da actualidade e se aqui em Portugal vamos estando habituados, lá fora a pergunta que se faz recorrentemente é como é possível este jogador não estar num grande da Europa? Pessoalmente sempre fui um apreciador das qualidades fantásticas do jogador, que penso ser um daqueles que marcam uma época em Portugal por serem, simplesmente, bons demais para o que o campeonato lhes exige, tendo sido a principal figura dos dois campeonatos anteriores. Há, no entanto, uma mudança nesse estatuto no campeonato 07/08, onde Quaresma não foi a peça que mais marcou o triunfo portista. O porquê está, na minha opinião, numa alteração táctica que Jesualdo introduziu no seu ataque em 07/08 e que, apesar de beneficiar o colectivo, acabou por prejudicar aquela que era a grande referência da equipa, precisamente Ricardo Quaresma.

05/06
Começando pelo inicio do tri: 05/06. As nuances tácticas de Adriaanse, com 3 ou 4 defesas, nunca puseram em causa o posicionamento de Quaresma. A opção era por extremos fixos e Quaresma era, à direita ou à esquerda, sempre um deles. Um aspecto que foi na altura muito realçado foi a exigência para que Quaresma defendesse, e por motivos óbvios, especialmente quando havia apenas 3 defesas. É verdade que essa exigência era feita ao jogador mas não me parece que tivesse merecido tanto realce. Fazer um recuo ou acompanhamento defensivo não requer grande evolução táctica ou comportamental, apenas um pouco mais de esforço físico e atenção que facilmente pode ser correspondida. A exigência, essa, viria em 07/08 e tem a ver com o aspecto decisional, mas já lá vamos...

06/07
Em 06/07 chegou Jesualdo e depressa reformulou o modelo. 4-3-3 “à Braga”, com particular destaque dado ao “craque” da equipa: Quaresma. É que, ao contrário do que acontecia com Adriaanse, Quaresma ficou com menor sobrecarga defensiva. Esse papel era muitas vezes desempenhado pelas basculações do trio de meio campo – afinal é para isso que serve a zona! – ficando Quaresma com a responsabilidade de se manter sempre aberto, para que a sua qualidade individual fosse a referência da principal arma da equipa, a transição ofensiva. O Porto nesse ano não era uma equipa simétrica. Lucho era mais móvel do que Meireles e Lisandro tinha uma missão diferente da de Quaresma, fazendo uso das suas diagonais. Nesse Porto, não estranhou por isso que a equipa sentisse a ausência dos seus extremos. Quaresma – principalmente ele – porque a sua qualidade era altamente relevante e referência dos tais movimentos colectivos, não havendo outro no plantel. E Lisandro, porque a sua ausência significava a entrada de Alan ou Vieirinha, extremos que jogam mais junto à linha e que tornavam a equipa mais previsível. Entre outros motivos, a ausência e quebra de forma de Quaresma e a lesão de Lisandro foram, por tudo isto, as principais explicações para a quebra de rendimento na segunda metade de 05/06.

07/08
Se nas épocas anteriores, e independentemente dos modelos, Quaresma havia sido sempre utilizado junto à linha, 07/08 mostraria outra realidade que foi tomando corpo progressivamente ao longo da época, e que foi fruto de uma alteração em alguns princípios ofensivos. Tudo começa na frente. Sem um 9 que realmente apreciasse, Jesualdo utilizou Lisandro e, para tirar partido das suas características, deu outra mobilidade ao seu ataque. Primeiro, “puxou” Lucho para uma zona mais ofensiva, tornando-o num jogador com funções claramente diferentes das de Meireles. Hoje, vê-se Lucho a iniciar muitas vezes as jogadas perto dos centrais contrários, esperando o tempo certo para “baixar” e criar uma linha de passe à construção. Com isto, Lisandro pode mais vezes sair da zona central, fazendo apelo à sua mobilidade. A subida de Lucho, forçou, por outro lado, um papel mais vigilante de Meireles que tem de estar pronto para aparecer na segunda linha do pressing (que, diga-se, passou a ser mais alto fundamentalmente pelas novas funções de Lucho). Para Tarik, a novidade individual da época, foi dada uma liberdade para vaguear no espaço entre linhas, abrindo espaço para o “super sónico” Bosingwa – outro dos jogadores que estas alterações favoreceram. De tudo isto sobra Quaresma que, à semelhança do resto dos seus colegas também teria de se apresentar mais móvel, aparecendo noutras zonas, mais recuadas e interiores. Se estas alterações, tornaram o Porto numa equipa mais difícil de controlar, tirando maior partido das qualidades de Lisandro, Lucho (sobretudo estes) e Bosingwa, no caso de Quaresma sucedeu o contrário...

O grande desafio
Sem ter o trabalho de rever todas as actuações de Quaresma, basta reparar nas tais compilações que encantam meio mundo. Remates, trivelas, cruzamentos ou dribles aparecem, com raras excepções em jogadas a partir de posições exteriores. Habituado a receber e encarar de frente a marcação, com a vantagem de ter as linhas como um limite fixo e fiável para os seus dribles largos, o processo de decisão de Quaresma está “moldado” para a linha e é lá que ele é mais perigoso. A exigência de vir ao espaço entre linhas faz com que receba a bola com demasiada gente em seu redor, com que os seus dribles passem a estar vulneráveis a dobras que nem sempre consegue controlar e com que o dilema entre a trivela e o remate interior deixe de ser um problema para os defensores. Quaresma tem tentado, igualmente, tornar-se mais participativo na construção, vindo atrás para receber jogo mas, aí mais uma vez, o seu processo de decisão revela-se inadequado. Habituado a ter uma equipa atrás dele, os seus passes ignoram o risco em busca de um desequilíbrio que defina um jogo. Na fase de construção, obviamente, essa não é a realidade e as suas perdas de bola tornam-se uma ameaça séria para a equipa.
Independentemente de considerar que esta exigência não retira o melhor de Quaresma, e que o jogador deve sempre ser potenciado junto à linha, há algo de extraordinariamente importante na evolução que Quaresma possa ter no seu comportamento em espaços distantes da linha. É que o Quaresma de hoje apenas pode ser utilizado junto à linha, quase à margem da restante equipa que, naturalmente, se terá de adaptar a ele. Ora numa grande equipa (das grandes ligas europeias, entenda-se), repleta de outras estrelas até mais relevantes, Quaresma terá de ser capaz de aparecer noutros espaços, revelando um processo de decisão diferente daquele que tem junto à linha. Esse é um problema que, na minha opinião, se coloca já na formulação do modelo da Selecção para o Euro (estou curiosíssimo para ver o que vai fazer Scolari!) e, claro, definirá até que nível Quaresma poderá chegar. Afinal, e pegando noutro exemplo, foi em grande parte essa capacidade que distinguiu Luis Figo de outros extremos talentosos que nunca atingiram a sua projecção.

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29.4.08

Parabolica com Quaresma a abrir...

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5.4.08

FC Porto 07/08, o Campeão Inteligente

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4-3-3 o sistema manteve-se no papel mas houve algumas dinâmicas que se alteraram, sobretudo no que respeita à mobilidade do trio ofensivo.
Princípios de jogo Também sem alteração em relação a 06/07, com Jesualdo a reproduzir o essencial do modelo. Uma equipa que faz dos momentos de transição o seu ponto forte. Na transição defensiva, um notável sentido posicional colectivo que permite à equipa encurtar progressivamente as linhas de passe, forçando os adversários ao erro. Na transição ofensiva a ordem é tirar a bola da zona de pressão, normalmente com uma mudança de flanco que proporciona a um dos elementos da frente condições para criar desequilíbrios. Ainda neste momento, destaca-se a preparação da equipa para surpreender no momento da conquista da bola, mantendo um dos extremos aberto sobre a ala.
A novidade táctica – Colectivamente a novidade face a 06/07 esteve na introdução de uma frente mais móvel. Foi a forma de Jesualdo responder à dificuldade de encontrar um 9 que se enquadrasse no perfil desejado e os benefícios foram enormes. À excepção de Quaresma todos os elementos se deram bem com esta maior mobilidade do trio ofensivo, destacando-se, claro, a integração de Tarik e ainda a maior possibilidade oferecida para as integrações ofensivas de Bosingwa sobre a direita.
A equipa inteligente – Quem acompanhou o campeonato perguntar-se-á por que motivo as equipas erram mais passes contra o FC Porto? A explicação está na forma inteligente como a equipa ocupa os espaços, reduzindo as linhas passe até ao erro do adversário. Esta notável capacidade explica, entre outras coisas, o porquê de não se ter sentido a ausência de Pepe. Se outras equipas portistas tinham na raça e na entrega pontos determinantes para a conquista de campeonatos, o Porto 07/08 quase não precisou de sujar os calções para levar a melhor sobre os adversários.
O treinador Este título não
pode ser descontextualizado da figura do seu treinador. O futebol do Porto é o futebol idealizado por Jesualdo Ferreira e ele é o principal responsável pelos méritos colectivos que se verificaram a cada jogo.
A figura (Lucho) Se o Porto foi elegância, inteligência e classe, Lucho é a personificação dessas características. Fantástica a forma como antecipa os destinos da bola no meio campo, percebendo depois, mais rápido do que ninguém, para onde ela deve seguir. Não gosta do contacto (nem precisa, na maioria das vezes), mas deve ser dos jogadores mais inteligentes do futebol moderno.
O goleador (Lisandro) Tirou enorme partido das funções a que foi destinado em 07/08 e tornou-se num goleador temível. Lisandro gosta de ataques rápidos e posicionamentos pouco fixos, seja como extremo ou ponta de lança e isso foi-lhe dado, mais do que nunca, em 07/08. Outro aspecto muitas vezes destacado em Lisandro e bastante determinante no processo defensivo é a forma agressiva e incansável com que exerce a pressão sobre o portador da bola. Fundamental para que o tal jogo posicional possa depois definir-se melhor.
O homem invisível (Paulo Assunção) Não é novidade, até porque já foi referido por vários elementos, Paulo Assunção é um dos elementos mais importantes no equilíbrio táctico da equipa. A sua função dentro do modelo de Jesualdo é definir o ponto de união entre a o meio campo e a linha mais recuada, ora acrescentando um homem à zona de pressão, ora mantendo o equilíbrio numérico na zona mais recuada.
As reticências (Quaresma) Se os anos anteriores mostraram um Porto quase “Quaresmodependente”, o 07/08 viu o Harry Potter perder peso no colectivo. O Porto de extremos bem abertos recorria-se em especial da inspiração individual de Quaresma, mas com a maior mobilidade introduzida pedia-se ao 7 mais capacidade para se envolver nos movimentos colectivos e, também, mais maturidade na gestão da sua posse de bola. Quaresma não deixou de ser um elemento altamente desequilibrador mas o seu jogo falhou na resposta a esta adaptação, mantendo-se fiel a um perfil mais individualista e, por consequência, mais errático. Um aspecto que definirá a que nível futebolístico poderá chegar a carreira de Quaresma.
A falsa questão Paralelamente à época brilhante no plano interno, 07/08 fica marcado pela desilusão que representou a eliminação na Champions. Os Dragões foram primeiros do grupo (é verdade, muito à custa dos deslizes do Liverpool) mas esse feito não teve seguimento nos oitavos de final. A frieza do desfecho frente ao Schalke precipitou uma série de conclusões fatalistas sobre uma suposta falta de estaleca europeia do FC Porto. Chamo-lhe “falsa questão” por considerar que essas conclusões não podem ser tiradas de 210 minutos em que ficou patente uma evidente superioridade do futebol portista. Para ombrear de igual para igual com os “tubarões” do futebol europeu, ao FC Porto falta ainda um patamar que se compreende pela disparidade de condições e que, em boa verdade, dificilmente poderá ser atingido de forma sustentada (o exemplo foi o que aconteceu à equipa portista na sequência da conquista de 2004). Se é verdade que a equipa tem denotado incapacidade para lidar com os momentos em que a força dos adversários obriga a baixar o seu bloco, também me parece evidente que o caminho passará sempre por uma evolução dentro do modelo já existente e não por uma obrigatória alteração táctica que, aliás, já foi tentada sem sucesso em jogos de maior importância.

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11.2.08

Quaresma no "Futbol Mundial"

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21.1.08

Quaresma: "A época está a acabar"

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Tinha tudo para ser um fim de semana pacífico, ainda para mais com a acessibilidade teórica dos confrontos a ser confirmada (é certo que nuns casos mais, noutros menos...) dentro das quatro linhas. A surpresa veio, desta vez, não dos resultados mas da, muitas vezes denominada, “terceira parte” do jogo do Dragão. Quaresma, mais uma vez confrontado com os assobios com que foi brindado, reagiu de uma forma um pouco mais agressiva do que aquilo que é costume.

A reacção de Quaresma – que vem na sequência da vontade recentemente confessada em voltar a emigrar – revela uma focalização temporal centrada no final de temporada e não, tal como seria desejável, nos desafios imediatos da equipa. Esta é uma das consequências possíveis do “passeio” portista na Liga e um factor de preocupação para os adeptos, caso seja extensível à restante equipa. É que a falta de pressão competitiva cria, em geral, um relaxamento mental- quebra da concentração competitiva – que pode ter consequências na atitude das equipas e dos seus jogadores. É algo que se pode verificar num só jogo – onde as facilidades dão lugar a um facilitismo instintivo dos jogadores – ou em competições de regularidade – com uma quebra na performance em relação ao real potencial das equipas.

Intuitivamente poderemos pensar que esta reacção não é problemática, uma vez que a motivação (re)surge em jogos de maior importância, neste caso na Liga dos Campeões. Engano. O efeito está ligado ao carácter humano do jogo e, como tal, não é possível ligar e desligar os níveis de concentração dos jogadores voltando sem problemas ao patamar exibicional anterior. Se quisermos perceber isto, basta pensar no que acontece a uma equipa que começa por dominar uma partida chegando a uma vantagem folgada de 2 golos e que relaxa após esse momento. Se o adversário conseguir, a dado momento do jogo, reduzir, a tarefa que parecia inicialmente garantida torna-se invariavelmente complicada, com os jogadores a não conseguirem regressar à superioridade inicial, precisamente porque houve uma descontinuidade na concentração. Recordo-me dos exemplos de Lyon e Inter em 06/07, que garantiram a Liga na primeira parte da época, tendo a Champions como grande objectivo na segunda metade da temporada. Seguiu-se um relaxamento natural e quando as equipas foram chamadas a responder na Champions, a sua capacidade de resposta foi evidentemente mais frágil do que aquilo que havia sido na primeira metade da época.

Está portanto aqui o grande desafio de Jesualdo para o que resta da época. Manter os níveis de motivação e concentração a cada treino e a cada jogo. A Liga não está em causa, mas seria uma grande desilusão se a humanização da máquina portista tivesse como consequência o despertar precoce do sonho europeu.


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31.12.07

2007!

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Com um pé em 2008, ficam aqui alguns destaques meus para 2007:
Melhor equipa do ano (Futebol Internacional): Manchester United
Campeão Inglês (derrotando o Chelsea e Mourinho), Finalista da Taça de Inglaterra, Semi Finalista da Champions League e com uma primeira metade de temporada em muito bom plano em todas as competições, foi a mais regular de todas as formações mundiais. Para 2008 Real Madrid, Inter e, quem sabe, Arsenal, partem com o United como equipas mais fortes.
Melhor equipa do ano (Futebol Nacional): FC Porto
Segurou o título na primeira metade e, na segunda, deixou bem preparado o ‘tri’. Parece indiscutível. Para 2008 os portistas partem igualmente em melhor posição, sobretudo pela estabilidade a que nos habituaram.

Melhor jogador do ano (Futebol Internacional): Cristiano Ronaldo
Já aqui debati várias vezes este ponto e acho que Ronaldo merece o estatuto de Melhor do ano pela regularidade com que se apresentou em todos os jogos realizados. Sendo decisivo, quer na zona de criação, quer na de finalização. Foi o melhor de Premier League em 06/07, e é o melhor marcador dessa mesma competição em 07/08 e da Champions League em 07/08, não sendo sequer um jogador que actua na zona central do ataque. Para 2008, vejo Ronaldo, Messi e Robinho como os principais candidatos a Melhor do Ano. Mas, naturalmente, a incerteza é ainda muita...
Melhor jogador do ano (Futebol Nacional): Quaresma
Com a saída de Simão esta escolha tornou-se evidente. Esta é a “era Quaresma” no futebol português. É o jogador mais determinante da Liga e os campeonatos que o Porto tem conquistado ficarão para sempre ligados a ele.

- Kaka contra o Man Utd
- Ronaldo contra o Fulham
- Quagliarella contra o Chievo
- Drogba contra o Everton
- Messi contra o Getafe
- Mancini contra o Lyon
- Quaresma contra a Bélgica
- Tarik contra o Marselha
- Petit contra o PSG
- Tello contra o FC Porto


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17.12.07

Zoom Quaresma

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18.7.07

Porto 07/08: De novo o "Team Quaresma"

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Há alguns dias escrevi aqui sobre o enigma da composição do plantel portista, tendo em conta a manutenção de Ricardo Quaresma no Dragão. O extremo que foi figura central do sucesso azul e branco nas últimas duas temporadas tem características que não aconselham a sua utilização noutra posição que não seja aberto sobre uma das alas, lugar não existente no 4-4-2 em que Jesualdo parecia estar a moldar o plantel.

Com a saída de Pepe, porém, tudo parece se ter alterado e a sede de mais valias financeiras deu lugar à primazia pela manutenção da estrela-mor dos últimos campeonatos. O grande sinal disso mesmo foi dado no mercado, antes mesmo das declarações de Pinto da Costa ou da revisão das regalias oferecidas ao 7 azul, com a contratação de Mariano Gonzalez, um extremo.

Jesualdo deverá então inverter a marcha, voltando ao 4-3-3 e fazendo de Quaresma, salvo desabroche mais um talento no Dragão em 07/08, figura cada vez preponderante da mecânica ofensiva da equipa. O plantel portista passa, agora e na minha perspectiva, a ter duas prioridades para a sua definição final. A primeira é, sem surpresas, a substituição do quase insubstituível Pepe. O Porto busca ainda um nome, mas, ao contrário do que aconteceu em 2004, já se percebeu que os milhões encaixados vão servir sobretudo para tapar os buracos financeiros que a SAD conseguiu acumular nos últimos 3 anos, pelo que a solução terá de ser muito bem trabalhada entre os planos desportivo e financeiro. A outra questão prende-se com o ajuste do plantel ao modelo a desenvolver. Jesualdo tem, nesta altura, 28 jogadores, sabendo-se que haverá ainda espaço para a integração de mais reforços, pelo menos, do tal central. O excesso de recursos está, sem dúvida, concentrado em dois sectores (provavelmente devido à tal possibilidade de passar para o 4-4-2): o meio campo e a posição 9. No meio campo, e numa fase em que a permanência de Lucho é ainda uma incógnita, a manutenção dos titulares Assunção e Meireles reservará muito pouco espaço para grandes oportunidades e entre Kaz, Bolatti, Castro e Fernando, deverão manter-se apenas 2 (há que contar ainda com Cech, muitas vezes preferido para o miolo). Na frente, Adriano parte como titular e Postiga, Edgar e Renteria parecem gente a mais para a luta por 1 só lugar. À margem de tudo isto há ainda o caso da estranha integração de Tarik, ficando por saber até que ponto é que o Marroquino tem lugar num plantel onde os extremos parecem ser já em número suficiente (Quaresma, Lisandro, Mariano e Leandro Lima).

Nota final para um pormenor que considero de salutar. No site oficial do FC Porto, Jesualdo Ferreira tem deixado, diariamente e na primeira pessoa, um pequeno resumo das suas impressões sobre o evoluir dos trabalhos. É uma iniciativa que denota respeito pelos adeptos e que, pelo seu interesse, deveria ser seguida pelos outros clubes.

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5.7.07

O enigma Quaresma...

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Quando as equipas planeiam os seus planteis para a nova temporada, normalmente fazem-no tendo em mente um determinado modelo de jogo, isto é, princípios de jogo que evoluam num dado sistema. Neste aspecto o Porto não pode ser excepção, até porque no Dragão residem dirigentes que bem conhecem as exigências do futebol e um treinador que se mantém, tendo por isso todas as condições para efectuar um plenamente pensado.

O arranque Portista para a nova temporada tinha tudo para não suscitar grandes dúvidas em relação à matriz de jogo azul-e-branca para a nova época – afinal, a saída de Anderson (única de peso até ao momento) não pode, racionalmente, ser dramatizada, tendo em conta a pouca utilização do prodígio no título de 06/07, e as cobiças de que são alvo Quaresma e Pepe podem ser consideradas normais em jogadores daquela qualidade.

Há, no entanto, uma pequena contradição cujo desfecho ainda está por resolver. Passo a expor...

De há temporadas a esta parte que Jesualdo faz evoluir o seu modelo em 4-3-3. Os extremos são pedra essencial, particularmente um deles, reservado para desequilibrar na transição ofensiva – No Braga era Wender, no Porto foi Quaresma. Ora, acontece que se olharmos ao plantel portista e às mudanças encetadas no defeso, facilmente nos apercebemos da extradição de extremos de raiz para esta temporada. Jesualdo terminou a temporada com Quaresma, Vieirinha, Alan e Lisandro como opções para as alas, contando ainda com outras adaptações possíveis como Jorginho, Postiga ou Bruno Moraes. Pois bem, das 4 opções referidas, 07/08 começa apenas com Lisandro e Quaresma, não havendo um reforço claro para as restantes saídas (Tarik juntou-se ao plantel, mas é difícil de prever que se mantenha e Leandro Lima ou Luis Aguiar podem ser adaptados mas nenhum deles é extremo de raiz). Se juntarmos o facto de Lisandro poder fazer de avançado, então fica claramente a impressão que Jesualdo pretende migrar para o 4-4-2, sobrando uma dúvida... onde se encaixa neste quadro a principal arma ofensiva da equipa nas duas últimas épocas, Ricardo Quaresma!

Assim, a confirmar-se o cenário da mudança de sistema, restam-me 2 soluções para o enigma de arranque de temporada portista: (1) ou Jesualdo está a pensar numa adaptação arriscada para o “Harry Potter”, ou (2) o Porto antecipou a saída do mais influente dos seus elementos, antes mesmo dela acontecer.

Os próximos dias servirão para melhor compreender o desenlace desta situação, mas não pode deixar de vir à memória a situação semelhante vivida por Fernando Santos e Simão Sabrosa na época transacta.


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4.7.07

O efeito "El Niño"!

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Depois de Henry, surge a aquisição de Torres. A verdade é que esta aquisição tem muito mais efeitos no mercado do que a simples mudança de um grande e promissor avançado...

Efeito no Liverpool
Desde logo, acredito que Fernando Torres possa verdadeiramente “explodir” no Liverpool. O futebol inglês molda-se na perfeição às suas características e o seu talento é por demais indiscutível.
Os “Reds” ficam agora mais fortes na frente, mas há outros sectores em que Benitez precisa de reforços. Se a defesa é um ponto forte da equipa, fica claro que Gerrard nem sempre é suficiente para criar desequilíbrios a partir da zona criativa. Luis Garcia partiu no sentido inverso de Torres e o reforço do sector criativo – particularmente as alas – torna-se agora um aspecto fundamental para a candidatura séria do Liverpool às principais competições em que se encontra envolvido.


Efeito no Atlético Madrid
Fernando Torres pode ser, por todos os motivos, o jogador mais difícil de substituir nos “colchoneros”, mas a verdade é que a aquisição de Fórlan já terá mostrado o caminho escolhido para fazer esquecer o mais querido dos jogadores entre os adeptos. Há ainda o aspecto Luis Garcia: Qual o efeito da sua aquisição no voraz apetite por um extremo?


Efeito no... futebol português
Se juntarmos tudo o que escrevi antes ao facto de Simão ser um sonho antigo do Liverpool e de Quaresma parecer ter um pé no Atlético, ficam as questões: Será que Quaresma ainda será um alvo do Atlético? Será que Benitez vai agora virar-se para Portugal na expectativa de levar um extremo (e aqui não se exclua o próprio Quaresma)?


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11.5.07

Quaresma + Anderson: Quanto dá esta conta?

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Domingo, o Porto joga em Paços de Ferreira, talvez, a última cartada decisiva do campeonato. Proibido, apenas perder, mas o campeonato até pode muito bem ser conquistado já neste fim de semana. O “factor título” absorve todas as atenções, mas neste fim de semana voltam a juntar-se aqueles que são, para mim, 2 dos 3 mais desequilibradores criativos do campeonato (o outro é Simão): Anderson e Quaresma. Os portistas (e os que gostam de bom futebol, em boa verdade), naturalmente, exultam com esta parelha, mas qual o verdadeiro efeito da junção de 2 jogadores tão influentes no mesmo capítulo do jogo?

À primeira vista e se o futebol fosse uma mera “soma das partes”, esta seria uma questão sem qualquer sentido, mas o desporto que nos apaixona é mais complexo, sobretudo por esse aspecto dificilmente quantificável: o colectivo.

Se o talento não deixa dúvidas quanto às vantagens da utilização, em simultâneo, dos dois jogadores, vamos aos riscos. Na minha perspectiva há duas fases distintas a ter em conta: com bola e sem bola.
- No primeiro caso, sou da opinião que qualquer equipa só pode ter sucesso se souber hierarquizar o seu jogo. Ou seja, o seu modelo de jogo tem de privilegiar uma mais valia individual em detrimento de outras que aparecerão, sim, mas em alternativa. Pego no caso do Brasil em 2006, onde a falta de movimentos em que todos trabalhavam para aproveitar a característica de um desequilibrador, provocou um futebol protagonizado por grandes individualidades mas sem referências comuns, tornando-se colectivamente previsível. No outro extremo está, por exemplo, o Barcelona de Rijkaard. A equipa privilegia e respeita Ronaldinho enquanto elemento chave do seu jogo, havendo depois (mas só depois) espaço para que os outros possam aparecer. O Porto tem tido poucos jogos com Quaresma e Anderson para ter esta questão adequadamente resolvida e, em Paços de Ferreira, a arte será a grande resposta para contornar o problema.
- Sem bola, o problema está na sua recuperação. Cruyff dizia que não adianta ter grandes jogadores se não se tem a bola e a questão aqui é mesmo essa. Ao contrário do que alguns têm dito, Quaresma não defende mais. Pelo contrário, com Jesualdo a estratégia passa por dar força às transições ofensivas, libertando o extremo de tarefas defensivas para depois lhe endossar a bola no espaço, quando a recupera (no Braga era Wender quem tinha esse privilégio). Anderson, por seu lado, é um jogador batalhador e que vence vários duelos. O que Anderson não tem (pelo menos ainda) é um grande sentido posicional sem bola. Esta especificidade tira ao Porto capacidade de recuperação no miolo. Jesualdo contará, neste aspecto, com a boa organização colectiva da sua equipa e com a boa reacção ao momento da perda de bola que conseguiu sistematizar.

Este seria um bom problema com que Jesualdo gostaria de se ter deparado ao longo da época. No entanto, em 37 jogos, o treinador apenas apresentou 8 vezes Anderson e Quaresma a titular (5 vitórias, 1 empate e 2 derrotas) e não terá sido um dos aspectos de principal emfoque. Para além de Paços de Ferreira e de 06/07, fica a questão se esta será uma parelha mais alguma vez vista num relvado de futebol?


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11.4.07

A "TrivelaMania" passa as fronteiras... Finalmente!

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Já o tinha referido antes. A Europa parece ter descoberto a magia das "trivelas" de Quaresma. O "cigano" é agora visto como um dos mais promissores talentos do futebol mundial que, inexplicavelmente, ainda não deu o salto para uma das grandes ligas mundiais.
Mais vale tarde do que nunca, mas há algo que fica bem claro nesta descoberta tardia... O futebol (interno) português não é alvo das atenções da generalidade do mundo e um jogador que apenas brilhe aquém-fronteiras dificilmente poderá ser verdadeiramente reconhecido pelo seu talento. Um recado para os que, cá dentro, parecem viver noutro planeta...

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10.4.07

Mais uma sintonia na Parabolica

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Deixo aqui a versão desta semana daquela que é a minha rúbrica preferida entre todas as que encontro pela Web fora. Esta semana as trivelas de Quaresma estão em principal destaque - a Europa parece tê-las descoberto e agora não quer outra coisa! Também Ronaldo (o outro), Ricardo Carvalho e tudo o que de melhor se viu no fim de semana futebolístico.
Trata-se de um excerto do fantástico programa 'Fiebre Maldini' que, digo eu, deveria de servir de exemplo à Sporttv - temos o 'Resultado Final', mas é pouco para um canal temático que paga tanto por direitos televisivos de jogos de futebol!
Já agora, fica a referência para quem disponibiliza estes vídeos: uma visita diária www.futbolarte.com.

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28.3.07

Da Bélgica para a Sérvia: em Transição!

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Aproveitando uma expressão muito usada no futebol actual, deixo aqui um post que é uma espécie de “transição” entre o rescaldo da partida de Alvalade e o lançamento do importante desafio frente à Sérvia.

Em relação ao já longínquo triunfo frente à Bélgica deixo os vídeos dos homens da noite: Ronaldo e Quaresma.

Portugal joga frente à Sérvia o seu posicionamento na “grelha de partida” para a recta final da qualificação. Uma vitória dá-lhe a “pole-position” mas outro resultado trará uma grande responsabilidade para os jogos que faltam, particularmente para as potencialmente decisivas recepções à Polónia, Finlândia e Sérvia.

Em relação à partida, espero um jogo intenso e com um ritmo inicial elevadíssimo por parte dos Sérvios. Com a partida frente à Polónia na memória, antevejo dois perigos principais: o poderio físico dos Sérvios que poderá ser decisivo nas bolas paradas e a “matreirisse” das transições.
Portugal é uma formação que aceita com naturalidade ter o domínio posicional dos jogos e este facto pode ser aproveitado pelos adversários. Foi o que fez a Polónia (com a estratégia da raposa, Leo Beenhakker), chamando Portugal para o seu meio-campo defensivo para depois e através de um pressing baixo muito bem delineado lançar transições alucinantes que aproveitavam o espaço nas costas da defesa lusa.
Por outro lado, se formos inteligentes e conseguirmos ser nós a lançar Ronaldo, Quaresma ou Simão no espaço, então provavelmente traremos os 3 pontos na bagagem...
Sobre os Sérvios, são uma formação em renovação com muitas das estrelas a serem afastadas pelo seleccionador Clemente. Falta Zigic mas volta o experiente Stankovic. Na defesa o pilar é o reputado colega de Ronaldo no Manchester United, Vidic. Nota ainda para Bosko Jankovic (médio de 23 anos), uma das revelações no futebol espanhol e no Maiorca e para o jovem guarda-redes Stojkovic que esteve no ano passado no Euro sub21 em Portugal.


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