As coisas tornam-se particularmente menos brilhantes quando analisamos os investimentos. Aqui, e apesar de todos os milhões encaixados, a Liga Portuguesa ocupa apenas nona posição atrás, por exemplo, do segundo escalão Inglês. Ainda neste domínio há que reparar nos volumes de investimento que são dominados pelos Ingleses e Espanhois e que encontram uma quebra relevante, e bastante sintomática, a partir da Liga Alemã. Estes dados revelam que o futebol português é dos que mais necessita das receitas obtidas através de transferências de jogadores, investindo uma percentagem reduzida deste tipo de receitas, o que indica a existência de dificuldades na obtenção de fundos relevantes através de outras fontes. Outro aspecto preocupante tem a ver com o momento em que estes dados surgem. Dificilmente teremos a repetição de um ano tão lucrativo num futuro próximo o que significa que haverá ainda menos dinheiro para investimentos nesses anos. Se considerarmos que o investimento é uma condição altamente relevante (certamente a mais relevante, basta olhar para os valores dos últimos anos e comparam com o ranking de ligas da Uefa), este é um sinal pouco auspicioso e que confirma que a formação e a relação privilegiada com o mercado brasileiro continuarão a ser o garante da qualidade do futebol nos nossos relvados.
Já agora, uma consulta ao site permite ainda confirmar o Porto como o clube com maior volume de vendas da Europa, representando cerca de 42% das exportações dos clubes nacionais no defeso.