22.10.10

Vitórias de Porto e Sporting (Breves)

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- Para as aspirações portistas na Liga Europa, a vitória é pouco mais do que irrelevante. Para a confiança e momento da equipa, pode ter sido mais um passo em frente. Primeiro, porque é sempre mais motivante ganhar perante adversidades, espelhadas quer no ambiente, quer na inferioridade numérica. Depois, porque marcou quem mais precisava: Falcao. De resto, o jogo não foi sempre bem conseguido e até se pode falar (outra vez!) da eficácia portista, que soube marcar terreno no seu melhor período, ao contrário do Besiktas. Depois, e é curioso, quase se pode afirmar que a expulsão foi benéfica para o Porto. Por mérito próprio, porque se reorganizou bem, e por demérito do adversário que não soube ser cauteloso e paciente. O Besiktas negligenciou o espaço e o Porto tinha... Hulk. O resto é uma consequência óbvia.

- Uma nota para aquilo que o Porto fez na segunda parte. Por vezes diz-se abusivamente que uma equipa deve criar muitas linhas defensivas para defender bem. No meu entendimento, isso não é verdade. O número de linhas defensivas deve ser definido em função do comprimento do bloco. Ora, como o Porto assumiu um bloco curto, 2 linhas de 4 foi uma óptima forma de defender, porque permitiu controlar toda a largura do campo.

- Mais tarde, outra goleada em Alvalade. Referi-o frente ao Levski e volto a repetir: não convém confundir coisas na análise destes resultados. Não está em causa a superioridade do Sporting, mas a natureza do próprio jogo, que será muito diferente daquele que encontrará na Liga. Isto, ainda que o Rio Ave seja nesta altura uma das equipas mais fragilizadas em termos de confiança.

- Porque é que o Gent foi tão facilmente goleado, quando outras equipas criam tantas dificuldades ao Sporting em competições internas? Bom, primeiro houve grande eficácia na primeira parte. Mas - e esta é a razão fundamental - também porque há alguma falta de preparação estratégica e mental para o tipo de jogo que têm pela frente. Ao contrário do que acontece internamente, Gent e Levski não defrontaram o Sporting devidamente preparados para o tipo de jogo que teriam pela frente. Em ambos os casos, revelou-se catastrófico. Convém, pois, não retirar conclusões lineares do valor individual existente nestas equipas e, por exemplo, na generalidade das equipas da liga portuguesa.

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