5.10.07

Tecnologia no futebol

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(Artigo enviado por Tiago Videira)

A sexta jornada da nossa superliga não trouxe nada de novo ao panorama nacional desportivo, que é como quem diz, trouxe mais uma vez um chorrilho de casos em que a verdade desportiva continua a ser deturpada.

Nas altas instâncias da UEFA, lembro-me de haver apologistas que o futebol era humano, jogado por humanos e que o erro humano fazia parte, que sem esse erro, matar-se-ia o jogo e acabava-se a beleza do futebol. É verdade. Mas eu, pela minha parte, contento-me com o erro humano de um defesa que falha um tackle, de um guarda redes que dá um frango ou de um avançado que falha um golo de baliza aberta.

O erro humano na terceira equipa, é altamente prejudicial, revoltante, e só descredibiliza o espectáculo e a própria classe dos árbitros que passam por ser imediatamente considerados como "subornáveis".

Será pedir demais que todos os jogos da UEFA e dos primeiros escalões nacionais sejam filmados e que o quarto árbitro possa ir seguindo pela TV os lances? E com esse mesmo poder, comunicar directamente pelo intercomunicador ao árbitro principal "olha passou a linha", "olha que é fora de jogo", "olha que houve ali agressão, é vermelho", "foi simulação, não é penalty". Com um atraso de apenas uns segundos teríamos muito mais verdade desportiva, com meios que já estão ao alcance de todas as grandes ligas e grandes provas.

Nos escalões mais baixos, continuaria a haver inverdade, seja dito, mas se a qualidade e exigência aumenta à medida que subimos de escalão, então, a verdade desportiva que prevaleça e se tenha mais meios para a garantir. Não seria pedir muito, seria, aliás, pedir o mínimo exigível para se continuar a acreditar no futebol, e deixar que o erro humano continue a acontecer onde ele deve acontecer - nas equipas que se defrontam, e não em quem tem de zelar por elas imparcialmente.

(
http://musicologo.blogspot.com)

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Sonho Americano

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4.10.07

Estado Champions

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Grupo A – FC Porto
Da Turquia veio uma vitória tão suada como importante para as contas do apuramento. Este teria sido um passo gigantesco rumo ao apuramento não tivesse sido a surpresa de Anfield. A proeza Marselhesa trás um sorriso intuitivo aos adeptos portistas, mas conhecendo bem estas histórias de apuramentos talvez o desaire ´Red´ possa ser mais negativo do que positivo para os Dragões. A próxima etapa – que é dupla – chama-se precisamente Olympique Marseille, primeiro fora, depois no Dragão. Este será um embate decisivo, após uma segunda jornada que colocou a distância entre Uefa e topo do grupo bastante mais curta. Digo eu, o objectivo de chegar aos quartos de final e fazer melhor do que no ano passado começa a jogar-se a partir de agora, porque um primeiro lugar no grupo – já se sabe – pode facilitar e muito as coisas.

Grupo D – Benfica
Uma jornada duplamente má para os lados da Luz e que começa a pintar de cinzento ameaçador o destino de toda uma época quando ainda estamos no inicio do Outono... Segue-se o duplo embate com o Celtic, primeiro na Luz onde creio ter todo o favoritismo para derrotar os Escoceses. Para o Benfica fica, para além da certeza de ter de vencer pelo menos 1 vez fora, fica também o forte indicio de que o Milan não virá a Lisboa para passear e essa é uma má notícia. O grupo complicou-se muito, e a até a Uefa tem nesta altura contas pouco fáceis de fazer. Resta trabalhar para um resultado positivo neste decisivo duplo encontro com o Celtic, torcer pelo Milan e, quem sabe, esperar por uma decisão positiva no caso que envolveu Dida...
Grupo F – Sporting
Depois de Kiev e assegurado o triunfo “Red Devil” frente à Roma, o panorama verde e branco ficou bem mais positivo. Para o Sporting, a experiência do passado diz que qualquer facilitismo se paga bem caro na Europa, mas o efeito anímico da vitória forasteira, quer nos leões, quer nos Ucranianos, aproxima bem mais pelo menos o denominado “segundo objectivo”. Agora segue-se a Roma e para o Sporting este será o duplo confronto que decidirá se o objectivo a atingir poderá ser o primeiro ou apenas o segundo. Frente aos Romanos aconselhar-se-ia, pelo menos, somar 2 pontos. Outro aspecto importante será a performance do Manchester nestas duas jornadas. Com a vantagem conseguida e pela sua dimensão, adivinha-se um jogo de poupanças na última jornada em Roma (sobretudo se o Sporting ainda estiver na luta). Conviria – até pela Uefa – que os ingleses não perdessem qualquer ponto com o Kiev, para que o descanso começasse uma jornada antes, frente ao Sporting.

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1 escocês a mais...

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3.10.07

Jogos da semana

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Dinamo - Sporting: Sofrimento importante

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A primeira vitória forasteira do Sporting na Champions terá sido igualmente a mais sofrida de todas as conquistadas sob o comando de Paulo Bento. O jogo de Kiev foi em vários aspectos muito curioso, mas essencialmente pelo tipo de dificuldades que o Dinamo colocou ao Sporting, fazendo os leões sofrer em pontos em que normalmente é forte: as transições defensivas e a cobertura no ”miolo”.
Em termos sistémicos, ao losango leonino o Dinamo contrapôs com um 3-5-2 raro no futebol europeu da actualidade. Mas as principais características do Dinamo estavam na forma como a equipa atacava. Quer em transição, lançando inúmeros elementos nas suas cavalgadas mal recuperava a bola, quer em posse fazendo a bola entrar num dos alas para depois de algumas trocas de bola, virar o jogo para o lado contrário onde havia mais espaço. Um outro pormenor – determinante no golo e algo atípico na cultura do futebol português – era o elevado número de jogadores que os Ucranianos colocavam na área sempre que efectuavam um cruzamento. Tudo isto, claro, só pode ser conseguido com muito risco porque envolve a colocação de muita gente nos lances ofensivos, tornando a equipa frágil sobretudo no momento da transição defensiva. Havia ainda outro aspecto que tornava a equipa Ucraniana algo débil: a sua desorganização (e às vezes atrapalhação) defensiva.
O Sporting começou a mandar no jogo, perante um Dinamo que parecia demasiado inofensivo com o seu bloco baixo e muitas vezes passivo. Depois do 0-1, no entanto, o Dinamo acordou e passou a forçar o jogo que descrevi. A partida ficou marcada pela velocidade com que a bola passava a zona intermédia e o Sporting perdeu o controlo pela inadaptação do seu meio campo que se fez sentir em 3 aspectos. (1) Com o elevado número de jogadores do Dinamo a atacar era necessário que Romagnoli também participasse nas missões defensivas o que apenas sucedeu no segundo tempo. (2) Nunca foi conseguido um ajuste apropriado na marcação sobre a esquerda com o ala direito do Dinamo a ser acompanhado por Ronny, o que obrigava Polga a sair demasiado da zona central. Vukcevic era quem deveria, na minha opinião, fazer esse acompanhamento. (3) Pelas diferenças culturais, os médios leoninos não recuavam para a zona de finalização em número suficiente para cobrir as entradas de trás dos Ucranianos, a cada cruzamento – foi assim que aconteceu o golo do empate.
Ainda assim, o Sporting continuou sempre a ter oportunidades de golo num jogo em que ambas as defesas cometeram lapsos impróprios para o nível da competição, e acabou por ser mais eficaz, chegando em vantagem ao intervalo. No segundo tempo, Paulo Bento introduziu alguns ajustes no "miolo" (nomeadamente a maior participação defensiva de Romagnoli) e conseguiu conter melhor as iniciativas do Kiev, acabando mesmo por desfrutar da melhor ocasião desse período, numa finalização quase displicente de Yannick. O final do jogo trouxe alguns embaraços para a defesa leonina, essencialmente provocados pelo elevado aglomerado de jogadores na área, mas o Sporting aguentou o sofrimento (por exemplo bem maior do que frente ao Benfica) e trouxe de Kiev uma vitória muito importante para as suas aspirações europeias em 07/08.

Nota final para Miguel Veloso. Mal se estreou em 06/07 (frente ao Nacional) na posição de pivot defensivo fiquei com a convicção de que estavamos potencialmente perante o melhor médio defensivo português desde Paulo Sousa. Não desfazendo a sua qualidade, Veloso tem nos últimos jogos mostrado alguns lapsos, quer na falta de agressividade com que aborda alguns lances, quer por alguns erros que comete por querer, creio eu, fazer tudo de forma demasiado perfeita para quem joga numa posição em que não se podem cometer riscos. São pormenores que deve trabalhar para chegar ao nível a que parece destinado.

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Fernando Belluschi - O melhor das Pampas

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Num irregular River Plate em renovação há lugar para muitas critícas que são consequência da inconsistência da equipa de Passarella. Os “Millionarios” têm, no entanto, na minha opinião a equipa mais interessante do futebol argentino da actualidade, cheia de jovens promessas à espera de explodir. Nesse leque de jogadores encontra-se Fernando Belluschi. Já bem dentro da casa do 20 – tem 24 anos – ele é talvez o melhor jogador actualmente em evolução no país das Pampas. Fruto de uma das mais produtivas “canteras” da Argentina, o Newell´s Old Boys, Belluschi foi recrutado em 2006 pelo River e é hoje o idolo maior dos “hinchas” no Monumental. Frequentemente o nome da equipa é substituído pelas aclamações por Belluschi sempre que dos seus pés sai um golo ou uma jogada de maior inspiração.
Com o seu estilo rebelde, Belluschi actua sobre a meia esquerda, mas é o seu pé direito que faz grande parte do trabalho. Excelente precisão no passe, boa meia distância e um “timing” bastante afinado para aparecer em zonas de finalização fazem deste médio um jogador temível para qualquer defesa. Repito, para mim, o melhor que se encontra na actualidade na Liga Argentina.


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Os 60% de Pirlo

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