10.11.07

A defesa de Binya

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As imagens da dura entrada de Binya frente ao Celtic correram toda a Europa. Nos dias que correm, no entanto, a defesa pública pode ser feita de várias maneiras e uma delas apareceu no Youtube com um vídeo de acções mais duras dos jogadores escoceses. Uma defesa que, no entanto, pareceu não convencer os adeptos do Celtic...


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9.11.07

Há 5 anos que não se viam tantos golos!

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A jornada 9 foi invulgarmente fértil em golos marcados, 30 para ser exacto, fazendo uma média de 3,75. Curiosamente este registo surge na sequência de um inicio de época com um registo muito baixo de golos. Aliás, o campeonato português vem diminuindo a sua produtividade ofensiva desde há umas temporadas a esta parte, sendo uma das ligas menos concretizadoras do futebol europeu. Sobre este tema, e mais especificamente sobre a comparação com outras ligas, quero deixar claro que, ao contrário do que se pensa, um número baixo de golos não significa pior qualidade futebolística (talvez menos espectáculo). Podemos, isso sim, inferir que a liga tem um nível táctico elevado em relação ao nível técnico. Ligas como a Espanhola e Inglesa têm sofrido o mesmo problema e ninguém duvida da qualidade das suas equipas.

Outro dado curioso prende-se com o facto de termos de recuar exactamente 5 anos para encontrar uma jornada com uma média de golos superior. Aconteceu no fim de semana de 3 e 4 de Novembro de 2002, onde se marcaram 34 golos (média de 3,8 golos por jogo). José Mourinho treinava o Porto que nessa jornada goleou o Nacional por 5-2. O Benfica foi aos Açores derrotar o Santa Clara por 2-1 e o campeão Sporting de Boloni, entrava na sua fase negra perdendo em Alvalade com o Gil Vicente por 3-0. Destaque finalmente para o dérbi minhoto que teve então lugar com o Vitória a golear o Braga no 1º de Maio por 4-2. Será que vão ser precisos mais 5 anos?

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Inspiração para Tarik

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8.11.07

Pós Champions

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FC Porto
Tantas presenças na Champions parecem de facto trazer outro calejamento ao Porto. Não que creia que esteja a fazer uma carreira excepcional – tem um grupo objectivamente abaixo do seu nível e os deslizes do gigante Liverpool não foram à sua custa – mas a verdade é que a equipa não abana e vem fazendo os resultados que se lhe exigem. Nesta altura tem a grande oportunidade de ficar à frente do grupo, bastando-lhe para isso vencer o Besiktas em casa (isto, naturalmente, caso o Marselha não volte a surpreender a Europa). Conseguido esse objectivo é legítimo pensar numa aventura pelas derradeiras fases da Champions em 07/08. Para o Porto e para Jesualdo 2 notícias contrastantes. Primeiro a quebra exibicional da equipa. Tem a ver com a ausência de Lucho, mas não só. Quaresma também parece distante do seu melhor e, obviamente, a equipa ressente-se. Por outro lado, a opção de colocar Postiga nas costas de Lisandro resultou e, pela primeira vez esta época, o Porto pareceu melhorar quando Jesualdo mexeu na estrutura. Porque o sucesso de uma época se faz também do que se consegue, ou não, nas fases de desespero, este pode ter sido um indício importante para Jesualdo.
Sporting
O empate com a Roma sabe a injustiça. Por tudo, mas essencialmente pela infelicidade do tento do empate. Não creio, no entanto, que se deva exultar demasiado com a exibição e com o argumento de se ter tratado de uma equipa italiana... Disse-o aqui várias vezes, o futebol em Itália está mudado e a Roma é um exemplo exagerado dessa mudança, defendendo, objectivamente, muito pior do que aquilo que consegue fazer quando ataca. O Sporting tem as portas da Uefa abertas e é nesse objectivo que a equipa se deve centrar – estar a colocar metas demasiado elevadas pode ser um risco do ponto de vista psicológico, tal como aconteceu no ano passado. De resto, Paulo Bento saberá que a equipa este ano tem uma capacidade defensiva muito menor do que em 06/07, sendo menos concentrada cá atrás e menos capaz na transição defensiva (Caneira foi uma perda importante). É um capítulo a trabalhar pela equipa que a atacar também não é ainda excepcional mas que conta com alguns elementos este ano mais determinantes, como Romagnoli e sobretudo Liedson. Nota ainda para o facto de se prever uma época com muitos jogos. A Taça Uefa é a competição que mais desgaste traz e se o Sporting a juntar à Taça da Liga, fica com um calendário bem mais sobrecarregado do que a concorrência interna. Uma oportunidade Europeia e uma ameaça para Liga.

Benfica
A Champions 07/08 deve ser mesmo para esquecer e os adeptos podem preparar-se para aquilo que nesta altura é mais provável... o último lugar no grupo. Naturalmente aqui abre-se uma oportunidade interna para Camacho se refazer com os sócios. Com Porto e Sporting a continuar (como se prevê) na Europa, o Benfica fica em melhores condições para abordar a Liga. Na partida de Glasgow, parece-me, o Celtic roubou a fortuna que o Benfica tem tido noutros jogos e este não será o jogo que deixa maiores preocupações... Penso, no entanto, que existem deficiências no modelo adoptado por Camacho. A equipa defende bem, mais próxima e com uma maior preocupação com os espaços (pressing zonal médio-baixo), mas parece-me que o sistema adoptado, desde o inicio, por Camacho não se enquadra nas características do plantel. Creio que o Benfica teria mais a ganhar actuando com médios interiores e dois avançados. Outro aspecto que me parece errado é Rui Costa actuar nas costas de um só ponta de lança. O 10 gosta de participar numa fase inicial dos ataques e esse aspecto faz com que recue frequentemente para a linha média, provocando um excedente de jogadores nessa área. Com tão pouco a vir das alas (sobretudo da direita), o Benfica fica depois com pouca gente a poder desequilibrar numa segunda fase ofensiva. Finalmente nota as últimas referências à necessidade de um ponta de lança. Cardozo foi um dos maiores investimentos de sempre e, passado 3 meses, parece já não ser suficiente. Jogar como 9 em Portugal, já o disse, é difícil, tanto mais para quem chega de um futebol muito diferente. Cardozo tem dado bons indicadores e o Benfica tem carências bem maiores (nomeadamente nas alas) no seu plantel. Insistir na questão do ponta de lança, provavelmente, mais não fará do que transformar o Benfica num cemitério de goleadores.

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O 12º jogador!

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Jogos da Semana

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7.11.07

Parabolica com Liedson e... Renteria!

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6.11.07

As contratações de Carlos Freitas

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Tem o cargo que, em teoria, qualquer adepto gostaria de ter, pelo menos no respeita a decidir quem deve, ou não, ser contratado pelo clube. Claro que isto torna Carlos Freitas num alvo bastante sensível a potenciais criticas e, numa altura em que todos procuram alguma razão para o inicio de temporada menos positivo do Sporting, Freitas surgiu como uma solução fácil... Este tipo de situações pede sempre um culpado, uma “cabeça”. O primeiro candidato é evidentemente o treinador, mas neste caso, e embora ainda tenha havido quem questionasse a sua continuidade, seria demasiado ilógico condenar Paulo Bento (independentemente de uma ou outra decisão mais polémica). A seguir surge então Freitas. Ir mais longe significaria questionar toda a direcção do Clube, algo drástico para um ou dois embaraços de inicio de época, por isso Freitas e as suas contratações foram o alvo escolhido pela maioria dos comentadores.

“Contratações são como os melões, só depois de abertos...”, a expressão foi recentemente utilizada por José Mourinho em Londres e diz bem da incerteza deste tipo de decisões, seja para quem for. Ainda assim, uma análise a todas as contratações de Carlos Freitas não parece penalizar muito o ex-jornalista. Aliás, a Freitas se devem aquisições com muito peso nos últimos títulos leoninos. Primeiro, André Cruz, César Prates e Mpenza e depois o “resgate” de Mário Jardel. Em matéria de acertos, no entanto, o maior de todos terá sido Liedson, contratado a um preço relativamente baixo e com um rendimento altissimo ao longo das últimas épocas. No que respeita aos casos menos felizes, muitos são ponta de lança e este é, na minha opinião, um facto que serve de forte atenuante para os fracassos. É que, como já aqui defendi, ser ponta de lança em Portugal não é fácil e para perceber isso mesmo basta contar o número de jogadores que, nos últimos anos, vingaram de forma consistente na posição 9 em qualquer um dos grandes... Provavelmente não encontrarão muitos.

No que respeita a 07/08, as contas ainda estão por fazer. No entanto, creio que só uma análise bastante distanciada da realidade poderia esperar um impacto maior de jogadores como Izmailov, Stojkovic, Gladstone ou Vukcevic, que creio que poderão vir a constituir-se mais valia, mas a médio prazo (tal como aconteceu com Romagnoli). A fase de adaptação ao futebol português e à complexidade das movimentações zonais do modelo de Paulo Bento demora o seu tempo, e esse era um “handicap” evidente para esta temporada. O caso mais criticado é Purovic – mais uma vez, um ponta de lança. O montenegrino tem características únicas no plantel e responde a um perfil identificado por Paulo Bento. O problema é que não é fácil contratar um ponta de lança de qualidade com os fundos disponíveis no Sporting e quando se avançou para Purovic, já se sabia que este era um avançado sem mercado nas principais ligas...

A questão financeira é, de resto, outro aspecto que os adeptos parecem ter voltado a esquecer. O Sporting não conta com o mesmo orçamento de Benfica e Porto para o futebol e essa é uma condicionante importante na hora de contar espingardas. Durante algum tempo os sportinguistas pareceram estar conscientes deste facto mas, tal como havia antecipado no inicio desta época, os sucessos do final de 06/07 abriram novos apetites...

Finalmente, um ponto que deve preocupar tanto os adeptos como o próprio Soares Franco. É que desde Novembro de 1999 até agora houve um período em que Freitas esteve fora do Sporting, foi no Verão de 2005. Precisamente esse terá sido o defeso de maior desacerto nas aquisições leoninas. Sem Freitas, o Sporting pareceu preso ao mercado nacional e pagou uma fortuna por João Alves e Wender ao Braga, gastou milhões em Deivid e aceitou Loureiro como moeda de troca no negócio de Enakarirhe, salvando-se apenas a contratação de Tonel. Para um clube que quer manter a competitividade sempre próximo do “custo zero” é preciso ter um conhecimento muito apurado do mercado e isso, goste-se ou não, Freitas tem...


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