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16.7.11

Reforços 2011/12: Kléber (Porto) (Parte II - Vídeo)

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O vídeo reúne as acções de Kléber no jogo frente ao Nacional (mesmo já utilizado na análise de Djalma). Importa referir que houve um posicionamento táctico diferente do jogador, nas duas partes do jogo. Na primeira parte, actuou no centro, na segunda, sobre a esquerda, trocando com Babá. O destaque, claro, vai para o seu invulgar desempenho nas acções de pivot ofensivo, quer pela forma recorrente como apareceu nessa função, quer pelo desempenho que conseguiu emprestar à equipa.

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2.3.11

Benfica - Maritimo: Análise e números

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Desta vez, foi preciso sofrer. Não que o Benfica o merecesse, mas porque o futebol tem destas contingências. Ou seja, mesmo sendo dominador e relegando o adversário para um deserto quase completo de oportunidades, o futebol pode permitir uma surpresa. Basta, para isso, que haja uma grande diferença de eficácia entre as partes. E foi isso que aconteceu, até aos derradeiros 10 minutos. Convém, contudo, salientar que, apesar de mais do que suficiente para justificar a vitória, o jogo do Benfica pareceu-me aquém de outras exibições.

Notas colectivas
Foi um jogo de coordenadas muito semelhantes àquele em que o Benfica atropelou o Guimarães. Pelo domínio, claro, mas também pelas abordagens estratégicas de ambos os lados.

Da parte do Benfica, novamente grande incidência nas combinações pelos corredores para fazer a bola chegar ao último terço. Tudo isto em ataque posicional, porque o jogo raramente permitiu jogar a partir do momento de transição ou mesmo em ataques mais rápidos.

Convém ressalvar alguns pontos já abordados noutras alturas. O Benfica faz uma circulação rápida, mas pouco paciente e criteriosa. Quando a bola entra num corredor, raramente de lá sai sem ser tentada (forçada, até) uma penetração. Mesmo que os apoios ao portador não sejam os mais adequados. Por isso a equipa depende tanto da confiança e inspiração das suas individualidades. Porque a progressão da equipa depende muito da forma como os jogadores se vão libertando destes duelos. Esta opção pelos flancos como destino de saída não é uma constante da “era Jesus”, ainda que o tenha sido nos últimos jogos, particularmente em casa. Pode ter a ver, entre outras coisas, com uma tentativa de fugir do risco do corredor central, onde a equipa cometia erros com grande frequência. Mas é só uma hipótese...

O que sucede, porém, é que quando a equipa consegue chegar ao último terço, aí sim, torna-se temível. Porque tem movimentações e executantes muito fortes, porque é igualmente difícil de suster nas bolas paradas que conquista, e – muito importante – porque tem uma óptima reacção à perda, conseguindo manter-se longos períodos “em cima” do adversário.

Em relação ao Marítimo, e comparativamente com o Vitória, sem dúvida que a equipa esteve melhor. Particularmente no bloqueamento das tais iniciativas pelos corredores. Se o Vitória perdeu quase sempre o controlo desses espaços, o Marítimo esteve mais próximo do portador da bola e conseguiu bons períodos em que impediu o Benfica de chegar à sua área. O problema, porém, foi a saída em transição. Aqui, e neste particular, há 2 pontos que explicam as dificuldades: o momento de transição propriamente dito, e a sua sequência, nomeadamente no aproveitamento da profundidade. Nos dois, o Benfica é fortíssimo (sempre foi, note-se), mas é sobre o segundo que quero falar...

Pedro Martins queixou-se do fora de jogo no final do jogo . O que se constata, porém, é que o Benfica, sendo forte nesse particular, encontra uma enorme disparidade nas dificuldades que sente a jogar em Portugal ou na Europa. E isso, muito mais do que os critérios arbitrais, deveria fazer reflectir os treinadores.
O que sucede é que em campeonatos como o espanhol ou o alemão (entre outros), praticamente todas as equipas utilizam linhas defensivas agressivas no fora de jogo. A consequência é que, quem ataca, está também bem preparado para a “ratoeira” que lhe está preparada. Em Portugal, porém, as equipas fazem um aproveitamento quase primário da situação, mesmo sabendo que o Benfica actua sempre desta forma.

Notas individuais
Coentrão – Foi o herói do jogo pela sua influência decisiva e, em especial, na parte final. Curiosamente, não estava a fazer um jogo excepcional até aí.

Jardel – Foi muito solicitado, porque o Marítimo saiu sobretudo pelo seu lado. Esteve bem, embora beneficiando da qualidade colectiva. Nota para a repetição de um movimento de risco, popularizado por David Luiz, mas também já repetido diversas vezes com Sidnei. Continuo a não ver grande beneficio nestas iniciativas, se tivermos em conta o número de vezes em que a equipa acaba exposta.

Javi Garcia – Novamente muito junto dos centrais em construção, dando maior largura à circulação baixa, mas retirando-lhe também o risco de jogar mais “dentro”. A frequência com que perdia bolas nessa zona pode explicar esta opção. Desta vez, e ainda assim, perdeu uma.

Aimar – Outro que, como Garcia, perdia muitas bolas quando baixava para organizar (embora isto fosse poucas vezes realçado). Com a bola a entrar mais vezes nos corredores, e tal como espanhol, expõe-se menos. Aimar está muito bem, confiante e influente, nem que seja nas bolas paradas. Pena que saia sempre.

Saviola – O jogador que mais se tem apagado nos últimos jogos. Continua a ser um jogador temível, mas tem estado mais longe do jogo. Talvez goste mais quando o jogo lhe aparece a partir do corredor central, mas deve também encontrar a forma de voltar a ser mais influente.

Cardozo
– Ao contrário de Saviola, e de outras fases da época, Cardozo está muito mais interventivo e prestável para além dos golos e das acções de finalização. Assim, sim, Cardozo é mais jogador!

Djalma – Fez um jogo de esforço e acabou por ser premiado com um golo atípico. Este não é o tipo de jogos que serve de avaliação, mas continua a perceber-se que Djalma tem potência e habilidade para um patamar superior, mas que precisa de trabalhar a decisão e a inserção nos movimentos colectivos. A sua afirmação no Porto é uma incógnita, dependendo da sua capacidade de evoluir nestes planos. Não terá muito tempo, porque concorrência também não faltará...
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