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20.2.09

Futre e a caminhada de 87

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Interessantíssimo este vídeo que recuperou o blog futbolarte.com. A visão de Futre sobre a caminhada portista rumo ao título europeu de 1987. Já lá vai tanto tempo que muitos dos que lêem este texto não terão, sequer, uma memória desse momento. Sobre essa final, digo apenas que no Bayern todos pensavam estar garantido o triunfo num excesso de confiança que levou até alguns alemães (não adeptos do Bayern, claro) a congratularem-se por aqueles minutos de inspiração de Madjer. Não fora o atípico período de descontos da final de 1999 e esta seria ainda hoje a maior frustração do clube bávaro, como, aliás, o chegou a Uli Hoeness.

Sobre Futre já aqui lhe dediquei um post próprio, mas não posso, primeiro, elogiar o talento e, depois, lamentar o caminho que levou a sua carreira que, ainda assim, foi capaz de ser reconhecida como 1 dos 2 portugueses (o outro foi Eusébio) com a honra de constar entre os 100 melhores jogadores do século XX para a revista World Soccer (numa lista altamente inflacionada de jogadores britânicos). Pergunto-me, ao ouvir este documentário, o que teria sido de Futre (e do Inter) se Milão tivesse sido o seu destino ao invés de Madrid. Por fim, alerto para o pormenor do sotaque de Futre: se, quando o ouvimos por cá achamos que fala “portunhol”, por lá parece que fala “espanhuguês”. Em ambos os casos com grande correcção, note-se!


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31.3.07

Paulo Futre: o extremo original

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Em semana de clássico Benfica-Porto recordo a carreira daquele que terá sido o jogador português de maior projeção depois de Eusébio e antes de Figo: Paulo Futre.

Futre foi, tal como as duas grandes figuras do clássico – Quaresma e Simão, um produto das escolas do Sporting. Tal como eles, Futre acabou por jogar nos rivais do clube da sua formação mas com uma diferença: jogou não num, mas nos dois!
Nascido no Montijo em 1966, Paulo Futre despontou como prodígio na primeira equipa leonina em 1983. Pouco tempo mais tarde, porém, o jovem extremo foi protagonista de um caso com o então presidente Sportinguista João Rocha (Futre reclamava um salário mais em conta com o seu real valor) que culminou com a sua saída para o FC Porto onde passou 3 temporadas. A escolha revelou-se acertada e com o brilharete de Viena em 1987 (recordem a sua jogada na final) o craque tornou-se num alvo evidente dos grandes clubes europeus. Madrid foi então o destino do jogador mas, com alguma surpresa, o clube não foi o Real mas o Atlético que pagou uma fortuna para ganhar a corrida. Apesar de todo o impacto que o Português teve no clube, esta ligação aos ‘colchoneros’ foi sempre vista como o grande entrave a um maior mediatismo de Futre no futebol mundial. O Atlético pareceu sempre demasiado humilde para o talento de Futre.

A carreira de Futre teve tanto de fulgurante como de curta e depressa o jogador entrou na fase descendente da carreira. As lesões no joelho sucederam-se e em 1993 Futre anunciou o seu regresso a Portugal, abrindo um autêntico leilão pelo seu concurso. Mais capaz financeiramente o Benfica conseguiu ganhar a corrida e Futre alinhou, ainda que durante pouco tempo, de águia ao peito. Com apenas 27 anos e uma projecção internacional considerável, Futre voltou a emigrar em busca do sucesso. O seu joelho, no entanto, não o permitiu e o resto da carreira de Futre foi, em termos desportivos, uma sucessão de “tropeções” por vários clubes: Marselha, Reggiana, Milan, West Ham, terminando a carreira no Japão.

Em termos individuais Futre foi contemplado com a Bola de Prata (segundo melhor jogador na Europa) em 1987 e deixou alguns momentos memoráveis como o golo apontado ao Real no Barnabéu (Muito parecido com outro apontado na final da Taça de 93, naquele que terá sido o seu melhor jogo ao serviço do Benfica).


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