7.6.14

Antevisão Mundial #5: Suiça

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Sistema táctico
4-2-3-1

Orientações defensivas
Dentro daquele que será, muito provavelmente, o figurino táctico que será mais utilizado neste mundial, a Suiça defende com 2 linhas de 4 elementos, e dois jogadores num pressing mais adiantado. Algumas dúvidas, relativamente ao comportamento defensivo dos extremos, tanto relativamente ao seu posicionamento como em relação ao acompanhamento até zonas mais baixas do campo. Outra nota possivelmente a ter em conta tem a ver com o momento de transição defensiva, nomeadamente pelo facto da equipa apelar muito à projecção ofensiva dos seus laterais, assumindo o risco de os adiantar em simultâneo.

Orientações ofensivas
Apelo à influência dos dois médios centrais na circulação mais baixa, sendo que a posse de bola depois tem tendência a procurar movimentos interiores, dos 3 elementos da fase de criação da equipa. É neste capítulo que Shaqiri mais parece fazer a diferença entre as soluções individuais da equipa Suiça, já que foi o jogador a revelar maior capacidade para este tipo de movimentos. Depois, a largura é geralmente garantida pela projecção ofensiva dos laterais, parecendo haver mais a intenção colectiva de criar o espaço para o aparecimento destes jogadores, e não tanto de recorrer a eles para criar esse espaço. Dúvida em quem jogará no ataque, sendo que tenho a curiosidade sobre como evoluirá Drmic, depois de uma excelente época na Bundesliga. Comparativamente com Seferovic, pareceu procurar mais movimentos de rotura. Muito pela maior qualidade individual, esta equipa Suiça, parece-me hoje com mais potencial para fazer uma boa campanha, do que há 4 anos.

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6.6.14

Antevisão Mundial #4: Estados Unidos

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Sistema táctico
4-3-1-2 (losango)

Orientações defensivas
Confesso alguma curiosidade para verificar até que ponto Klinsmann conseguirá manter a postura defensiva que a equipa vem apresentando. Claramente, a fase defensiva, assim como toda a ideia de jogo desta equipa, foi concebida a pensar no momento de transição. Os Estados Unidos têm actuado com 2 avançados, e com Bradley nas suas costas, também ele a ter pouco envolvimento até zonas mais baixas do terreno. Ou seja, a equipa acaba por defender muitas vezes no último terço apenas com 7 jogadores atrás da linha da bola, sendo que a linha média fica com óbvias dificuldades em ajustar o seu posicionamento e controlar eficazmente, quer o espaço entrelinhas, quer os próprios corredores laterais (quando a bola circula lateralmente).

Orientações ofensivas
Como referi, esta é na minha leitura uma equipa claramente pensada para explorar o momento de transição. Isso vê-se até na forma como o guarda-redes lança imediatamente os dois avançados. Estruturalmente, parece-me também evidente que esta forma de jogar tem como objectivo libertar Bradley - o jogador mais dotado da equipa - para poder ser o lançador dos jogadores da frente, com destaque para Altidore, pela capacidade física que apresenta, tanto no jogo de contacto, como na exploração da profundidade. No entanto, em organização ofensiva, esta é uma equipa que, na minha avaliação, apresenta muitos problemas. Os dois médios interiores projectam-se muito em profundidade, intervindo muito pouco na construção e retirando à equipa capacidade de sair em apoio desde trás. Bradley, neste contexto, acaba por ser uma solução recorrente, baixando para a zona de Jones, mas tal não evita as dificuldades de ligação. Dentro deste contexto, há várias possibilidades para explorar pontos fracos e potenciar o erro (também é possível, diria mesmo provável, que no Mundial a equipa simplesmente abdique de construir desde trás, optando por jogar longo), como o passe para os laterais (ficam facilmente sem soluções), a recepção de Jones (obrigaria os centrais a assumir o jogo, não havendo grande qualidade para tal), ou a forma como Bradley tende a aparecer em jogo, tendo tendência a receber de costas em zonas relativamente recuadas, o que confere uma boa oportunidade para passar a uma pressão mais activa. Como nota positiva, e apesar da amostra ser obviamente breve, surgem as bolas paradas, onde a equipa parece capaz de causar problemas aos adversários.

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5.6.14

Antevisão Mundial #3: França

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Sistema táctico
4-3-3

Orientações defensivas
Pressão em praticamente todo o campo, com os extremos a aproximarem-se bastante do avançado. Este comportamento pressionante aparentou ser um pouco impulsivo e nem sempre idealmente organizado, o que pode provocar alguma exposição da linha defensiva. Nota para a enorme capacidade de trabalho de Pogba e Matuidi, o que permite à equipa corrigir alguns problemas de exposição posicional. Em sentido contrário, a presença de Cabaye numa posição nuclear, levanta algumas dificuldades relativamente à sua capacidade de resposta defensiva.

Orientações ofensivas
Foco da circulação no corredor central. O factor que mais contribui para este facto é o comportamento dos extremos, tendencialmente a procurar espaços interiores, seja numa zona mais entrelinhas (Valbuena) ou mais na profundidade (no caso da utilização de Remy ou Griezmann). Mais atrás, nem sempre há uma grande complementaridade no papel dos médios interiores, nomeadamente com a presença pontual dos 3 na linha da bola, o que retira soluções de progressão à equipa. O papel de Cabaye é obviamente outro dos pontos a destacar, pretendendo-se conseguir maior capacidade de passe, o que resulta também num recurso relativamente frequente a lançamentos mais directos, procurando a profundidade ou tirar partido da segunda bola, nas costas da linha média. Nota para o facto da posse da equipa francesa ter uma vocação muito vertical, seja ela promovida de forma mais apoiada ou directa.

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Antevisão Mundial #2: Honduras

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Sistema táctico:
4-4-2 clássico

Orientações defensivas
3 linhas bem claras, com algum isolamento dos dois avançados, que aparentam ter muita dificuldade em tornar-se úteis no condicionamento defensivo. As duas linhas mais recuadas permanecem geralmente baixas, com muito pouca exposição da profundidade, nas costas da linha defensiva - algum potencial para jogar entrelinhas, provocando a atractividade dos médios.

Orientações ofensivas
Alguns problemas nas ligação do jogo ofensivo, destacando-se as limitações dos avançados a esse respeito, já que têm muita dificuldade em oferecer um apoio eficaz à progressão da equipa. Palacios destaca-se naturalmente pela sua presença em posse. De resto, a equipa aposta bastante nas acções individuais dos extremos ou na progressão ofensiva dos laterais, particularmente Izaguirre.

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Antevisão Mundial #1: Holanda

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Como nota prévia, referir que nos próximos dias tentarei (escrevo "tentarei", porque são muitas equipas e já faltam poucos dias) trazer aqui uma síntese daquilo que na minha análise se poderá esperar de cada uma das selecções presentes no Mundial 2014. A análise é essencialmente baseada nos jogos de preparação que se têm estado a realizar desde o final de Maio. Naturalmente, o meu conhecimento de cada uma das equipas será apenas breve, e muitas das conclusões serão falíveis, mas deverá ser suficiente para deixar uma ideia do que se poderá esperar da identidade base (sobretudo em termos tácticos) de cada um dos conjuntos.


Sistema táctico:
3-4-3. No jogo com o País de Gales, Van Gaal apresentou um 4-3-1-2 (losango), com Blind como médio interior e Indi como lateral esquerdo.

Orientações defensivas
A ideia parece ser ter uma primeira fase de pressão, formada pelas 3 unidades da frente, aproximando Sneijder da primeira linha e abrindo os avançados. A linha média inicia a sua presença pressionante nas costas deste trio, e a linha defensiva arrisca pouco em termos de exposição da profundidade, embora mantenha também ela uma presença pressionante nas costas das primeiras linhas.
Há algumas questões, relativamente à capacidade de trabalho defensivo dos avançados, assim como relativamente à capacidade de resposta de algumas das suas unidades defensivas. Será igualmente interessante verificar que implicações terá o desgaste desta intencionalidade pressionante, particularmente no primeiro e terceiros jogos. Para já, relativamente aos particulares, a equipa manteve-se estável e organizada, dentro destas orientações tácticas.

Orientações ofensivas
De acordo com a sua identidade histórica, a Holanda deverá ser uma equipa a procurar essencialmente um jogo apoiado a partir de trás. Há um foco natural, pela disposição táctica dos jogadores, para procurar o corredor central, onde no último terço a equipa é muito forte pela qualidade dos 3 jogadores mais adiantados. Relativamente aos restantes elementos, claramente, a qualidade não é tão grande. De destacar o facto de, em 3-4-3, a equipa oferecer muita presença à circulação baixa, sentindo mais dificuldades de progressão numa segunda fase ofensiva. Outro ponto facilmente identificável é a menor capacidade de exploração dos corredores laterais, quase sempre solicitados através do aparecimento dos laterais no espaço, ou seja depois da equipa ter conseguido trabalhar a jogada no corredor central. 

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4.6.14

Benfica: Análise jogos seleccionados 13/14

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Algumas notas sobre os jogos do Benfica, para terminar este ciclo de análises:

- Globalmente, foi uma temporada muito conseguida, com o Benfica a superiorizar-se, em termos de oportunidades criadas e consentidas, a quase todos os principais adversários que encontrou na temporada. As excepções são o jogo com o Porto no Dragão, para a Taça de Portugal, e os dois jogos frente à Juventus, onde o Benfica justificou a sua qualificação sobretudo devido à melhor eficácia conseguida. Dentro do capítulo da avaliação qualitativa, e importa sublinhar isto especialmente no caso do Benfica, nenhuma destas conclusões está (ou deve estar, de uma perspectiva conceptual) dependente dos resultados ou títulos conquistados.

- Do ponto de vista estatístico, e um pouco dentro da linha de raciocínio que já sugerira ontem, há que destacar que os indicadores tradicionais oferecem uma explicação muito reduzida relativamente à qualidade que o Benfica efectivamente revelou. A equipa não foi especialmente dominadora em termos de presença em posse, não teve uma grande % de acerto em posse e, tão pouco, ao nível das finalizações os sinais são covergentes com aquilo que verdadeiramente se passou em campo, tendo o Benfica inclusivamente finalizado menos do que Porto e Sporting, nos respectivos jogos analisados. Mais uma vez, é ao nível das ocasiões que vamos encontrar maior capacidade explicativa, mesmo sendo este um indicador estatisticamente menos independente dos golos marcados e sofridos. Aqui, de sublinhar o facto do Benfica ter melhorado muito a sua performance defensiva na segunda metade da temporada (golos sofridos), sem que isso tenha por base uma variação relevante nas ocasiões consentidas. Ou seja, o menor número de golos sofridos não deriva tanto de um melhor controlo defensivo, mas antes de uma eficácia menor (e mais normal, sublinhe-se) dos adversários. Daí que, na minha opinião, as explicações para o sucedido (menor número de golos sofridos na 2ªmetade da época) devam incidir sobretudo na questão da eficácia, e não no controlo defensivo, através de uma racionalização indutiva e, com enorme probabilidade, equivocada... mas que ainda assim é bastante comum.

- Relativamente aos resultados do modelo relativamente às prestações individuais, diria que salvo algumas excepções, não há muitas surpresas. A distinção de Gaitan como o elemento de maior rendimento corresponde à percepção da generalidade dos adeptos, assim como as boas performances de jogadores como Luisão, Garay, Enzo ou Rodrigo (este num patamar de reconhecimento inferior, o que a meu ver é bastante injusto). Talvez o resultado mais surpreendente esteja na prestação de Markovic. A explicação, porém, é bastante fácil de encontrar, nomeadamente se compararmos os indicadores da sua performance com os de Gaitan (que joga na mesma posição). Menor envolvimento em posse, menor capacidade de intervenção defensiva e, sobretudo, uma capacidade de desequilíbrio relativamente modesta nos jogos seleccionados (no global da temporada, a sua prestação a este nível é fracamente melhor). O seu potencial é tão evidente ao ponto de se tornar uma trivialidade, mas estes dados vêm argumentar em favor daqueles que entendem que há ainda um caminho importante a percorrer até que Markovic atinja um patamar de rendimento de excelência, onde está Gaitan, por exemplo. Tempo e condições, não lhe faltarão...

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3.6.14

Porto: Análise jogos seleccionados 13/14

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Algumas notas:

- Interessante a comparação dos dados colectivos do Porto com o dos outros rivais, particularmente com os do Benfica (que publicarei amanhã) por ter tido um ciclo de jogos com características muito semelhantes. O Porto conseguiu um volume de posse de bola significativamente superior, e também uma maior % de acerto de passe, para além do número de finalizações ter sido também superior. Aqui, porém, temos de constatar as limitações de capacidade explicativa destes indicadores estatísticos (posse de bola e finalizações), relativamente à qualidade real das equipas, porque tanto ao nível de golos (marcados e sofridos), como de ocasiões claras de golo (criadas ou consentidas), o Porto teve um registo manifestamente modesto, e bem inferior ao dos rivais (de novo, destaco a comparação com o Benfica, já que o caso do Sporting é diferente, nomeadamente pela ausência de competições europeias).

- Um indicador interessante, e que ajuda a compreender o aparente paradoxo do ponto anterior, é o número de perdas de risco, que no caso do Porto foi bastante elevado e muito superior ao registado pelos rivais. Ou seja, a posse exercida pelo Porto destacou-se essencialmente pela quantidade e não tanto pela sua qualidade, acabando assim por divergir daquela que seria a sua finalidade. Ao acumular um número de erros significativos em fase de construção, e que expuseram a equipa a situações muito complicadas de recuperação defensiva, o Porto acabou por transformar a sua presença em posse numa arma potencial para os adversários, sendo que do ponto de vista ofensivo ter mais bola também não implicou grande proximidade com o golo.

- No que respeita às prestações individuais, o destaque evidente vai para o caso de Lucho Gonzalez, que havia sido o jogador em melhor plano nos jogos de maior grau de dificuldade, até ao mercado de Janeiro. Compreende-se assim mal que, do ponto de vista técnico, o clube tenha permitido a saída de um elemento tão valioso, mas que provavelmente não havia sido devidamente valorizado, isto se tivermos em conta, por exemplo, que o papel que o argentino havia desempenhado na primeira metade da época foi muito notoriamente colocado em causa, tanto pelas reacções externaS, como pelas próprias opções do treinador. Ainda de acordo com os resultados da avaliação do modelo estatístico, podemos concluir que Carlos Eduardo (que substituiu Lucho na função que este vinha desempenhando até Dezembro) e Quaresma (a grande aposta do clube para a segunda metade da temporada) ficaram longe do impacto qualitativo pretendido, sendo que se introduzirmos aqui a comparação com Lucho, o saldo das mudanças feitas em Janeiro revela-se flagrantemente negativo. Uma análise que vai de encontro à ideia de que o Porto, não só substituiu mal as principais unidades que sairam no Verão, como contou ainda com uma péssima capacidade de reagir aos problemas com que se foi deparando, acabando sucessivamente por degradar a sua própria situação e a qualidade do seu jogo.

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2.6.14

Selecção e as primeiras notas do Mundial

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- Tenho visto grande parte dos jogos de preparação das diversas equipas que irão marcar presença no Mundial, e devo confessar a minha surpresa com a prioridade que é oferecida à contingência. Estamos a falar de uma competição de curta duração, com apenas 3 jogos garantidos para cada selecção, e de equipas que têm como principal característica o facto de não treinarem diariamente durante a época. Dentro deste contexto, usar particulares para escolher o 21º, 22º ou 23º jogador, mais do que um luxo, parece-me um enorme desperdício, também revelador do menosprezo que muitos seleccionadores têm sobre a importância das rotinas colectivas.

- Portugal, pelas limitações físicas que actualmente afectam grande parte dos seus principais jogadores, não estará no centro desta crítica, tanto mais que Paulo Bento partiu para estágio com as 23 escolhas feitas e anunciadas, o que pessoalmente saúdo. Ainda assim, e dentro da mesma linha de raciocínio, compreendo mal que se dê inicio à preparação com o modelo táctico de contingência. Mesmo que a ausência de tantos titulares indiscutíveis torne impossível o aperfeiçoamento daquele que será o plano a utilizar quando a competição se iniciar, creio que faria todo sentido dar total prioridade ao modelo base, e não ao alternativo. Porque, se a contingência é isso mesmo, então faria sentido que a prioridade fosse evitar a sua utilização e não começar por ela (será que os paraquedistas, também começam a preparar os seus saltos pelo paraquedas de emergência?)

- Relativamente ao 4-4-2 clássico, pessoalmente não me parece uma alternativa muito forte, dentro das características dos jogadores da Selecção. Não tanto defensivamente, até porque a própria Selecção já vem defendendo dentro de uma estrutura muito próxima desta, nomeadamente adiantando um dos médios (geralmente, Moutinho) para perto do avançado, em organização defensiva. Ofensivamente, porém, a dinâmica pretendida passa por envolver os dois médios na circulação baixa, relegando a zona criativa para os extremos, avançados e mesmo laterais. Começando pelos laterais, a sua projecção em profundidade parece-me fazer sentido, tendo em conta as características e até formação base de João Pereira e Coentrão. No entanto, a definição dos 23 não foi claramente feita tendo em conta a utilização de laterais muito ofensivos, sendo André Almeida a terceira solução contemplada para qualquer dos corredores. Depois, e mais importante (já que previsivelmente João Pereira e Coentrão serão utilizados praticamente na totalidade do tempo), é a questão da ligação ao longo do corredor central. O ideal, na minha concepção e partindo da tal dinâmica que prevê o envolvimento permanente dos dois médios na circulação baixa, é que os extremos tenham vocação para jogar em espaços interiores, ou então que um dos avançados tenha uma vocação mais forte para jogar entrelinhas. Ora, nas soluções da Selecção, e à excepção de Rafa, nenhum dos extremos tem especial apetência para jogar por dentro (embora Ronaldo e Nani o possam fazer bem), e tão pouco existe uma solução forte para fazer a ligação interior, partindo como avançado (aqui, confesso que até me parece que será Ronaldo o jogador com maior capacidade para o fazer). Dito isto, e regressando à fase defensiva, no meu entender faria sentido que Ronaldo defendesse na primeira linha de pressão, e não sobre a esquerda, até porque o pouco envolvimento defensivo que estrategicamente lhe é pedido acaba por ser uma limitação clara perante equipas com laterais de maior propensão ofensiva (o caso onde esta limitação foi mais explorada foi o do jogo com a Dinamarca, no Euro 2012). Ou seja, o ideal na minha óptica seria manter o 4-3-3 base em organização ofensiva, mas com Ronaldo a defender na zona central, entregando a um dos médios interiores (normalmente, seria Meireles) a missão de defender sobre a esquerda, numa linha média de 4 jogadores.

- Relativamente ao jogo, o dado que importará mais, e tendo em conta que nem o modelo nem as opções deverão servir de base para o que se vai passar no Brasil, será a resposta individual que foi dada pelos jogadores. Nani terá sido a melhor das indicações, como todos destacaram aliás, mas também Veloso me pareceu bastante bem, tendo estado na minha perspectiva num plano exibicional consideravelmente superior ao de William. De resto, relativamente aos avançados, parece-me que Portugal terá 3 soluções de características diferentes, mas sem que se vislumbrem grandes diferenças qualitativas, entre pontos fortes e fracos de cada um. Uma nota mais para mencionar o caso de André Almeida que me parece que poderia ter sido preterido em favor de Antunes, o que teria oferecido a Paulo Bento uma alternativa de características mais próximas às de Coentrão, sendo que à direita haverá outras soluções que poderão colmatar uma eventual indisponibilidade João Pereira (por exemplo, Amorim). Assim, e também tendo em conta os movimentos interiores de Ronaldo, Portugal estará refém da presença de Coentrão para ter uma solução que lhe ofereça profundidade ao longo do corredor esquerdo.

- Nota final para o empate da Alemanha. Parece-me negativo para Portugal este mau arranque germânico, porque pode criar uma ideia errada sobre o verdadeiro valor da 'Mannschaft' - que é enorme - e porque poderá fazer com que os próprios jogadores alemães entrem no jogo com Portugal com mais para jogar do que os meros 3 pontos que estarão em disputa. Mas, guardo mais comentários sobre a Alemanha e outras selecções para daqui a uns dias...

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