Na verdade, não fico com a certeza de que este posicionamento do 10 encarnado tenha a intenção de fazer o aproveitamento da largura, em particular das dificuldades que o lateral oposto (João Pereira, no caso) teria em controlar situações de inferioridade numérica. Parece-me, aliás, que o seu principal objectivo é permanecer nas costas do pivot (Carriço), que frequentemente é atraído para fora, para depois aproveitar o espaço "entrelinhas". E Aimar já nos habitou ao seu instinto para procurar espaços nesse espaço (movimentos de enorme qualidade, acrescente-se). A minha dúvida surge do pouco aproveitamento que é feito da largura à esquerda, assim que a bola entra em Aimar, não havendo o instinto de abrir o posicionamento corporal para poder pelo menos criar a dúvida no lateral. A verdade é que apesar desta situação se ter repetido diversas vezes, o Benfica nunca tirou o melhor partido dela.
De todo o modo, é uma situação que me parece susceptível de ser mais vezes explorada pelas equipas, especialmente as que têm mais recursos técnicos, dando num primeiro momento a ideia de pouca utilidade dos jogadores do lado oposto, que não oferecem soluções de apoio imediatas, mas que muito depressa podem criar grandes dificuldades, assim a bola consiga chegar àquela zona.
Quanto ao Sporting, o posicionamento mais profundo do Elias conduziu a algum défice de protecção nas costas de Carriço, agravado pela impossibilidade de João Pereira estar mais interior. Uma das soluções poderia ser um posicionamento mais interior do ala (Matias/Carrillo), mas isso não se observou e não é muito característico das dinâmicas dos 433 (pode ver-se mais em estruturas de 2 avançados centro, onde os alas habitualmente defendem em zonas mais interiores).
De todo o modo, é uma situação que me parece susceptível de ser mais vezes explorada pelas equipas, especialmente as que têm mais recursos técnicos, dando num primeiro momento a ideia de pouca utilidade dos jogadores do lado oposto, que não oferecem soluções de apoio imediatas, mas que muito depressa podem criar grandes dificuldades, assim a bola consiga chegar àquela zona.
Quanto ao Sporting, o posicionamento mais profundo do Elias conduziu a algum défice de protecção nas costas de Carriço, agravado pela impossibilidade de João Pereira estar mais interior. Uma das soluções poderia ser um posicionamento mais interior do ala (Matias/Carrillo), mas isso não se observou e não é muito característico das dinâmicas dos 433 (pode ver-se mais em estruturas de 2 avançados centro, onde os alas habitualmente defendem em zonas mais interiores).


2 comentários:
Percebe-se a intenção e efectivamente criou alguns problemas ao Sporting, no entanto, com o adversário em 4x1x4x1 com os interiores bastante adiantados para pressionar e um espaço entrelinhas considerável creio que o Benfica ganhava mais se Aimar um pouco mais recuado e em posição mais central.
Penso que ao longo do jogo o Benfica nem sempre soube aproveitar da melhor forma esse espaço.
Na última jogada do vídeo a pouca largura dada por Bruno César ao lance foi algo que me chamou imediatamente a atenção e talvez seja uma pista importante para aferir a intenção do posicionamento de Aimar (inclino-me para a conclusão tirada pelo Filipe de que seria apenas explorar o espaço nas costas do pivot).
Em teoria, pelo menos, o lance seria bastante mais perigoso se o Bruno abre assim que o passe do Maxi entra na zona central já que iria criar a tal dúvida no lateral, obrigando-o a reagir ou a não reagir no que seria uma espécie de "no-win situation".
Tenho ideia de ter percepcionado uma situação em tudo idêntica a esta no jogo do Benfica em Old Trafford.
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