É curiosa a forma como a memória evolui ao longo dos anos. Neste aspecto, com responsabilidades divididas com a comunicação social, os adeptos têm tendência a moldar uma visão desajustada da realidade do seu próprio clube, reflectindo-se na forma como lidam com os resultados daqueles que, ano após ano, são designados para defender as cores dos respectivos emblemas. É uma característica que não terá, obviamente, efeito exclusivo em Portugal, mas que pode ser detectada de forma muito particular em cada um dos clubes grandes nacionais.
Um exemplo concreto deste fenómeno pode ser encontrado, nesta altura, na opinião que a generalidade da imprensa e adeptos tem em relação ao perfil do futuro técnico do Benfica. Como se o clube fosse (ou pudesse ser) um dos que finalizam a “cadeia alimentar” do futebol europeu, exige-se um “curriculo feito”, de preferência estrangeiro porque “não há portugueses disponíveis que tenham capacidade suficiente” para a tarefa. Isto apesar das sucessivas “bofetadas” que esta teoria tem recebido com os exemplos desde o inicio dos anos 90.
Um exemplo concreto deste fenómeno pode ser encontrado, nesta altura, na opinião que a generalidade da imprensa e adeptos tem em relação ao perfil do futuro técnico do Benfica. Como se o clube fosse (ou pudesse ser) um dos que finalizam a “cadeia alimentar” do futebol europeu, exige-se um “curriculo feito”, de preferência estrangeiro porque “não há portugueses disponíveis que tenham capacidade suficiente” para a tarefa. Isto apesar das sucessivas “bofetadas” que esta teoria tem recebido com os exemplos desde o inicio dos anos 90.