9.12.13

Gil Vicente - Sporting: Opinião e Estatística

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Oportunidade é no presente - Antes de entrar no jogo propriamente dito, aproveito para comentar sobre a oportunidade que esta equipa do Sporting está, por mérito próprio, a criar para si própria. No futebol, e repito esta ideia, quem ganha faz festas, e quem perde faz... "projectos". Talvez seja a força do hábito de um passado recente com bem mais "projectos" do que festas, mas no Sporting parece que se passou a dar mais importância ao "projecto" do que à festa (que é com quem diz, vencer). Sei bem que nem sempre tudo o que se diz espelha verdadeiramente o que se pensa ou sente (não vou falar outra vez da 'candidatura ao título'), mas mesmo assim não resisto a recentralizar aquele que é o verdadeiro contexto desta oportunidade. É que a vantagem pontual que o Sporting até agora construiu permite-lhe colocar-se numa posição pouco comum nos últimos 30 anos da sua História e perspectivar de forma realista a possibilidade de finalmente deixar de falar em "projectos". Mas esta oportunidade não vai para além desta época e deste campeonato, sendo que se o Sporting não a capitalizar, terá de voltar a construir tudo de novo e a partir estaca zero. Porque é daí - do zero - que todos campeonatos começam, ao contrário do que parecem sugerir os "projectos" sempre a prometer vantagens douradas para o futuro. Resumindo, o futebol está cansado de nos provar que nele o destino se faz do presente e do curto-prazo e que nenhum "projecto", por mais bem intencionado que seja, alguma vez resistirá à ausência de vitórias. É por isso que para o Sporting esta oportunidade e este campeonato são neste momento aquilo que verdadeiramente interessa.

Cruzamentos e especificidade - Relativamente ao jogo, e não querendo entrar em demasiados detalhes sobre o mesmo, há que dizer que foi uma boa vitória do Sporting, tendo realizado um jogo muito mais conseguido do que havia feito na sua última deslocação, em Guimarães. Especial destaque, e novamente, para a capacidade da equipa potenciar sucessivas situações de cruzamento, tanto após variações de flanco como na sequência de combinações ao longo dos corredores laterais. Leonardo Jardim está a fazer no Sporting o mesmo que havia feito em Braga, ou seja, mostrar que mais importante do que variar muito as soluções ofensivas, o importante é conseguir fazer-se as coisas com qualidade. E para a qualidade nada como ir de encontro à especificidade dos intérpretes ao seu dispor. Algo que comentei no primeiro 'post' sobre esta equipa, na pré época.
Nota também para o Gil Vicente, que sentiu muitas dificuldades para controlar o Sporting. Ainda assim, posicionalmente, não desgostei da equipa de João de Deus, embora me pareça que existiram alguns factores que estrategicamente não favoreceram muito as aspirações da equipa. Em particular, o Sporting tirou partido do posicionamento interior dos laterais para solicitar em permanência a abertura dos seus extremos, e também me parece que o Gil não teve grande sucesso no inicio de construção, tanto ofensivamente como defensivamente. Fazendo justiça a esta equipa, é preciso também referir que a expulsão de Pecks surgiu num momento em que a equipa parecia ser finalmente capaz de criar mais dificuldades ao Sporting, nomeadamente pela introdução de maior presença entrelinhas, zona onde o Sporting tem sentido repetidas dificuldades ao longo desta temporada.

Notas individuais (Sporting)
Rui Patrício - Exibição praticamente imaculada. Sem muito para fazer, é certo, mas com uma defesa potencialmente decisiva num momento chave. É para isto que servem os grandes guarda-redes.

Cedric - Um desempenho de contrastes. Em termos de presença em posse e mesmo defensivamente foi provavelmente o jogador menos inspirado da equipa. Destaque para 2 perdas de bola de algum risco e para o mau posicionamento na melhor ocasião do Gil. Por outro lado, porém, esteve em 3 ocasiões da equipa, sendo inclusivamente o protagonista do cruzamento que antecede o golo.

Jefferson - Desta vez foi ele a estar mais interventivo, relativamente a Cedric. Aliás, foi mesmo o jogador com mais passes completados da equipa, tendo igualmente conseguido uma eficácia assinalável nos duelos defensivos ao longo do seu corredor. Ofensivamente, e mesmo sem a exuberância de outros jogos, foi protagonista do primeiro susto junto da baliza de Adriano (canto) e iniciou a jogada do segundo golo. Tudo somado, fez um grande jogo.

Maurício - Mais um bom jogo. Sem riscos desnecessários e com uma eficácia importante na sua zona de intervenção e em todos os momentos de jogo. Um registo que nele encontra especial mérito pela regularidade com que é repetido. Apenas sentiu mais dificuldades na parte final, com a entrada de Simy. Faltou o capítulo ofensivo para um jogo em cheio.

Rojo - É mais volátil do que Maurício e isso nota-se mesmo num jogo em que há poucos reparos a fazer. No capítulo ofensivo, porém, Rojo foi desta vez o principal protagonista entre os centrais da equipa, com duas bolas ganhas na área do Gil, uma delas quase redundando em golo.

William - Novo jogo bem conseguido, embora não tenha atingido o brilhantismo de outras ocasiões. Boa presença na sua zona, quer com bola quer sem ela. Teve uma boa abertura para Montero, numa altura em que o jogo já aconselhava mais verticalização e, como ponto negativo, parece-me ter responsabilidades na última ocasião do Gil, concedendo demasiado espaço interior.

Adrien - Defensivamente foi, simplesmente, tremendo! Impressionante a sua capacidade de intervenção, em especial na primeira parte, atingindo um nível de contribuição defensiva invulgar seja para que médio for, e em boa parte responsável pela conservação do jogo no meio campo ofensivo do Gil. Com bola, por outro lado, voltou a ser apenas uma presença regular.

André Martins - Talvez tenha sido o jogo onde os seus movimentos encontraram melhor enquadramento, começando inclusivamente por aparecer bem entrelinhas e ajudar a equipa a ligar o jogo lateralmente e por dentro do bloco gilista. Depois, combinou sempre bem quer com os movimentos do extremo, quer com o próprio Montero, o que lhe valeu um invulgar protagonismo na zona de finalização. O problema é que o resultado de tudo isto é, na prática, algo escasso. Ou seja, a sua definição no último terço não foi suficientemente contundente para acrescentar muito à equipa em termos de proximidade real com o golo. E esse não é também um problema novo.

Wilson - Esteve bastante em jogo, mas não tão inspirado no último terço, comparativamente com o que lhe é costume. Para além de alguns cruzamentos menos conseguidos, desperdiçou ainda uma ocasião soberana que podia ter ajudado a resolver o jogo mais cedo. Sobre esse lance, dizer que me parece decisivo que a bola lhe tenha caído para o pé esquerdo porque, e como já aqui escrevi, creio ter um nível de desempenho racicalmente diferente do pé direito para o esquerdo. Foi novidade como referência para as reposições longas de Patrício, tendo conseguido um bom desempenho nesse aspecto.

Capel - Tal como Wilson, teve muito jogo, mas nem sempre com a melhor inspiração no desempenho técnico no último terço. Em termos de capacidade de aproximar a equipa do golo, acabou por salvar a face na jogada do segundo golo.

Montero - Para quem joga na sua posição, a relação com o golo é quase tudo, seja marcando, criando ou assistindo. Nesse sentido, os dois golos que marcou são suficientes para fazer dele a principal figura do jogo. Para além desses dois momentos, teve outras apariações, quer em movimentos interiores quer, mais tarde, aproveitando alguma exposição da linha defensiva do Gil Vicente. Foi num desses movimentos que proporcionou uma boa finalização a Carrillo.

Carrillo - O jogo estava bom para ele e teve uma ou outra iniciativa com algum potencial, em particular uma finalização em boa posição mas que saiu à figura. Mas acabou por não aproveitar em pleno a oportunidade que o jogo lhe oferecia, em parte também devido a algum conformismo da equipa na parte final.

Salomão - Um pouco o mesmo do que Carrillo, só que com menos tempo e muito menos protagonismo.

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6.12.13

5 Jogadas (Tottenham e Barcelona)

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Tottenham - Villas Boas arrancou mal para uma série complicada de jogos, e ficou bastante pressionado após a derrota frente ao Man City. A reacção no jogo seguinte, frente ao outro Manchester mas em casa seria, senão decisiva, pelo menos muito importante. A verdade é que o Tottenham respondeu bem, num jogo que, no entanto, foi muito diferente daquele que terminou na traumatizante goleada. E, evidentemente, não me refiro apenas ao resultado mas sobretudo à forma como o jogo foi conduzido, já que foi o United quem se assumiu mais em posse, permitindo que o Tottenham realizasse assumisse uma postura diferente daquilo que lhe é hábito, implicando nomeadamente uma maior necessidade de focalização nos momentos defensivos do jogo. Como escrevi aqui há 1 semana, a goleada no Etihad Stadium teve como origem, e para além do mérito individual do City, uma abordagem defensiva repleta de erros, com especial enfoque nas dificuldades de ajuste posicional. Desta vez, e perante a imposição em posse do United, o Tottenham beneficiou do facto de poder definir um posicionamento mais fixo e por isso menos exigente em termos de ajustamentos, acabando mesmo por ser a equipa que esteve mais próximo de vencer, complementando o bom controlo defensivo com algumas chegadas que aproveitavam a maior exposição territorial do United, com Soldado e Paulinho em destaque. O 2-2, de resto, parece-me um resultado excessivo para o número de ocasiões que as equipas construiram, especialmente o United. Enfim, Villas Boas conseguiu para já contornar o momento de maior aperto, até porque venceu também a meio da semana, mas esta época do Tottenham continua a poder parecer cair para qualquer lado.

Barcelona - Outro tema da semana foi a crise do Barça, particularmente com a derrota em Bilbao, sucedendo a uma outra em Amesterdão. No vídeo, incluo 4 jogadas do jogo de San Mamés, que me parecem resumir bem a opinião que mantenho sobre este Barça. Ou seja, que esta equipa não passa, de facto, pelo seu melhor momento, mas que continua a ser uma potência incontornável do futebol europeu, mantendo a meu ver o melhor conjunto de jogadores do planeta, não apenas pela qualidade mas também pela coerência das suas características. E, mesmo no tão criticado jogo de Bilbao, o Barça continuou a produzir jogadas de enorme qualidade e com um envolvimento colectivo que está ao alcance de muito poucos conjuntos do futebol mundial. Perdeu? É verdade que sim, mas o resultado esteve longe de ser uma inevitabilidade, como sugere a excessiva dramatização em torno do momento actual da equipa.
Então qual é o problema deste Barça? Há várias diferenças para os anos anteriores, nomeadamente para a era-Guardiola, embora o estilo e grande parte da identidade se mantenha, porque essa está enraizada na cultura dos jogadores e seria praticamente impossível fazê-la desaparecer, fosse qual fosse o treinador. Há diferenças nos momentos defensivos, na forma como a equipa pressiona e até nas bolas paradas. Mas, sem dúvida, o ponto de maior realce tem a ver com a perda de uma intencionalidade colectiva mais claramente identificada, quando em posse da bola. Ou seja, hoje o Barça continua a ser uma equipa que priveligia a posse e progressão em apoio, mas que responde aos problemas de forma mais intuitiva e espontânea e não com a lucidez colectiva que a caracterizou noutros anos. Isso vê-se, por exemplo, na forma como a equipa sai de zonas de pressão mais altas (algo que o Bilbao estrategicamente potenciou neste jogo), na perda momentânea de linhas de passe que permitam à equipa conservar a segurança na circulação, e na ausência de algumas dinâmicas no último terço, que no tempo de Guardiola eram minuciosamente trabalhadas. Paralelamente a estes pontos, parece-me que o Barça se prepara de forma algo débil para a resposta a cruzamentos, como evidencia de resto uma das jogadas no vídeo.
Finalmente, falar de uma outra diferença incontornável: Messi. Porque uma coisa é ter Messi e outra é não o ter, e isso seria uma debilidade importante para qualquer equipa, fosse ela treinada por Tata Martino, Guardiola ou qualquer outro treinador.

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5.12.13

Quaresma: 3 pontos sobre o regresso

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É a primeira novidade para Janeiro, e também o primeiro sinal da mais do que esperada incursão invernal portista a esse mercado. Aqui fica a minha opinião, divida em 3 pontos:

Um jogador especial
O meu prognóstico sobre esta segunda vida de Quaresma no Porto não é propriamente optimista, por motivos que explicarei no ponto seguinte. Ainda assim, começo por dizer que Quaresma é um caso especial e um jogador que ficará sempre na memória de quem o viu como um dos mais espectaculares executantes do futebol mundial. Se o futebol tivesse uma nota artística seguramente que Quaresma não estaria agora na situação em que se encontra. O problema é que no futebol, e por muito que por vezes se faça essa confusão, a arte não é um fim em si mesmo.

O problema da idade
Para quem lê o que escrevo, pode parecer estranho que aborde a idade como um factor negativo. De facto, várias vezes me referi ao que considero ser um preconceito perante jogadores acima dos 30 anos, frequentemente desvalorizados precipitada e erradamente apenas e só pela data que vem no seu bilhete de identidade. Mas, e como em quase tudo, cada caso é um caso...
Resumidamente, o problema que vejo em Quaresma não passa pela resistência (nem para Quaresma, nem para nenhum jogador, porque se não é um problema para um maratonista, custa-me perceber como é que para um futebolista a idade se torna tão rapidamente num problema de resistência, como é repetidamente sugerido nas análises que vejo feitas), ou por outros factores clássicos como a recorrência de lesões. Passa, isso sim, por me parecer um jogador que evoluiu pouco com o tempo, ganhando quase nada em termos de maturidade na tomada de decisão e mantendo-se excessivamente dependente de iniciativas individuais, que paralelamente se tornaram menos eficientes, em parte por não ter a mesma agilidade de outros tempos (este sim, um atributo que se perde rapidamente com a idade e que afecta vários jogadores). Foi essa a ideia com que fiquei dos últimos jogos que vi de Quaresma - e já foram há mais de 2 anos, entre Selecção e Besiktas - e é a partir dessa imagem que, infelizmente, se me levantam muitas dúvidas sobre a capacidade de Quaresma conseguir ser, neste regresso, sequer uma sombra do jogador que deixou o Dragão em 2008.

Mais um sinal de incapacidade da gestão?
Podemos escolher agrupar este regresso de Quaresma em duas categorias diferentes. Uma, comparando-a com casos como Rui Barros, Baía, Domingos, Sérgio Conceição ou mais recentemente Lucho. Ou seja, jogadores emblemáticos do clube que regressam, em parte, para ajudar a equipa, mas também muito pelo estatuto que haviam adquirido na sua anterior passagem. Outra hipótese, é integrá-lo no tipo de aquisições recentes de Liedson ou Izmailov. Ou seja, a procura de uma resposta desportiva imediata num jogador que se conhece sobretudo pelo que fez no passado, mas sobre o qual há muito poucas garantias sobre o que possa valer no presente ou futuro.
Onde definitivamente não podemos incluir a aquisição de Quaresma é no vastíssimo leque de casos que fizeram história no Dragão, e onde desde logo surge a contratação do próprio Quaresma em 2004, mas também outros nomes como Lisandro, James, Hulk, Falcao ou Jackson, só para elencar os mais recentes. Ou seja, jogadores que podem oferecer assistências, golos, vitórias e troféus durante muitos e bons anos. Um tipo de aposta que não é trivial, porque quase todos estes jogadores não eram propriamente valores seguros quando chegaram ao clube, mas que repetidamente foi conseguida com extraordinário acerto, sendo na minha leitura esse o grande alicerce do sucesso continuado que o Porto vem conseguindo ao longo de tantos e tantos anos. Ora, se esse tipo de aposta tem aparentemente perdido preponderância na gestão portista, não é certamente com Quaresma que ela será reavivada.

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4.12.13

Ocasiões de golo criadas: Jefferson chega ao topo

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Estou certo que poucos arriscariam, no inicio da época, semelhante grau de protagonismo, mas o facto é que após o jogo com o Paços, Jefferson chega mesmo ao topo da tabela dos jogadores que mais ocasiões claras de golo criaram. Embora com menos minutos jogados, Jefferson igualou o ex-companheiro de equipa, Evandro, também ele um dos grandes destaques desta liga, sendo inclusivamente o jogador que mais assistências para golo conseguiu até ao momento.

Ainda dentro desta classificação, e para além de Jefferson e Evandro, mais alguns casos justificam destaque:
- Danilo e, especialmente, Nelson Pedroso, por se tratarem de defesas laterais.

- Quintero e Avto, que conseguem este nível de protagonismo com um número reduzido de minutos, sendo que se tratam de dois jovens jogadores. No caso de Quintero, porém, há que recordar que já liderou esta tabela, acabando por perder protagonismo nas últimas jornadas, em parte pela lesão contraída.

- Destaque também para os jogadores que conseguem maior impacto em situações de bola corrida: Lucho, Gaitan, Jackson, Wilson e Fredy. Em particular, assinalar a presença de Jackson, o único ponta-de-lança nesta tabela, o que diz bem do alcance qualitativo do jogador, mas também de Wilson e Fredy, que não têm o estatuto ou reconhecimento mediático de Lucho ou Gaitan, mas que vêm conseguindo também um rendimento objectivamente muito elevado no que respeita à capacidade de construção de jogadas de elevado potencial.

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3.12.13

Paulo Fonseca e o exemplo de Vítor Pereira

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Há cerca de 2 anos, o Porto saía de Coimbra debaixo de grande contestação por parte dos adeptos, com os jogadores a serem esperados junto ao autocarro e o treinador, Vítor Pereira, a ser acompanhado pelo Presidente. A situação era quase gémea da actual, com o Porto a ver uma vantagem pontual anulada no campeonato, com a Liga dos Campeões praticamente comprometida e com a saída da Taça de Portugal após um terrível 3-0 em Coimbra.

Ora, talvez seja interessante, hoje, rever o que fez Vítor Pereira num contexto tão semelhante ao que tem hoje Paulo Fonseca (curiosamente, o jogo seguinte para o campeonato também era uma recepção ao Braga, embora pelo meio o Porto tivesse uma deslocação para fazer a Donetsk). Há dois pontos que saltam imediatamente à vista:

- Estabilização de um onze, apostando nomeadamente em Maicon na direita, Djalma como extremo e Hulk como referência central do ataque.
- Alteração do triângulo de meio-campo, colocando Defour mais entrelinhas e fixando um duplo-pivot, composto por Fernando e Moutinho.

Foi após estas alterações que o Porto venceu em Donetsk e frente ao Braga, não evitando depois a despromoção para a Liga Europa, mas conseguindo pelo menos aliviar a pressão que na altura existia sobre o seu treinador, ganhando tempo para mudar depois muita coisa no mercado de Inverno.

Que lição podemos então retirar? Analisando retrospectivamente, a verdade é que nenhuma das mudanças se afigura como brilhante. Maicon não vingou à direita, Djalma não vingou como extremo, Hulk regressaria mais tarde à ala e a opção de inverter o triângulo do meio-campo também acabaria mais tarde por ser revertida pelo próprio Vítor Pereira.

Esta é uma situação interessante, do meu ponto de vista, porque espelha como tantas coisas são sobrestimadas no futebol, especialmente no que toca ao curto prazo. O mais importante, tanto para Vítor Pereira em Novembro de 2011 como para Paulo Fonseca em Dezembro de 2013, é ganhar e recuperar a confiança dos jogadores. Talvez para tal seja favorável dar um sinal interno de mudança, o que tem a ver muito mais com o aspecto motivacional do que propriamente com a qualidade de opções técnicas ou tácticas.

Esta crise hipotecará certamente as hipóteses de que Paulo Fonseca caia alguma vez nas graças dos adeptos. Tal como Vítor Pereira, se o Porto voltar a ganhar, para a maioria será sempre mais uma vitória da estrutura. Uma vitória 'apesar' do treinador. E, já agora, um tremendo equívoco, na minha opinião.

O caso de Vitor Pereira em 2011, mesmo com todas as suas semelhanças, nada nos diz sobre o destino imediato do Porto de Paulo Fonseca, e seria um disparate concluir o contrário. Tudo pode acontecer. De todo o modo, é um exemplo de como o acerto das opções tácticas ou técnicas poderão contar muito pouco para a forma como esta história acabará. Uma ideia que contrasta radicalmente com o fatalismo que nos é vendido pelas análises de segunda-feira, mas que me parece ser a que mais se aproxima sobre a verdade deste jogo.

Porque no futebol só no longo-prazo se distingue verdadeiramente a competência da sorte.

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2.12.13

Rio Ave - Benfica: A volatilidade da eficácia

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A importância da eficácia - O aproveitamento das oportunidades de golo parece-me, cada vez mais, ter um peso desmesurado futebol. Não apenas na sua importância para os resultados, que é óbvia, mas também na influência que tem sobre a opinião que depois é formulada. No caso, o Benfica sai de Vila do Conde com um bom resultado e uma exibição a sugerir controlo e segurança do seu jogo. A pergunta, porém, é que sensação teríamos tido se não fosse o aproveitamento de dois golos em duas ocasiões, em 70' de jogo? Provavelmente, seria algo muito diferente. Uma boa ou má fase em termos de eficácia pode fazer variar quase tudo na época de uma equipa, de um treinador ou de um jogador. O problema é que a eficácia é também o factor mais aleatório, e por isso menos controlável, que existe no futebol.

Variações tácticas - O Benfica entrou decididamente num período errático em termos tácticos. Ora é o 4-4-2, ora é a versão hibrida com Enzo a deixar de ser extremo com bola, ora é o 4-3-3 quer a defender quer a atacar, como vimos na segunda parte. Deixo dois comentários a partir deste jogo: 1) não entendi o porquê de mudar da 1ª para a 2ª parte, quando a equipa havia controlado o jogo e tinha, em particular, retirado um bom proveito do papel mais móvel de Rodrigo. 2) o 4-3-3 tem claramente muito caminho para percorrer em termos de dinâmicas. Em particular pelo papel dos médios, que fazem poucos movimentos sem bola em zonas mais profundas. Assim, se o Benfica fixar os extremos, fica sem jogo entrelinhas, como se viu na segunda parte deste jogo. Se pelo contrário os aproximar do corredor central, fica com pouca capacidade de aproveitamento dos corredores laterais, como se viu em Bruxelas.

Fejsa, Lima e Rodrigo - Sobre o primeiro, Fejsa, apenas para comentar alguma perda de segurança em posse, o que é um aspecto a continuar a acompanhar porque é muito importante para quem joga na sua posição. De todo o modo, continuo a apreciar a sua presença em termos posicionais e capacidade de trabalho.
Lima foi o herói do jogo, confirmando aquilo que fui escrevendo sobre ele aqui no período em que não acertava com a baliza. Pegando no primeiro ponto deste comentário, aqui está um exemplo de como a eficácia pode, de repente, colocar tudo em causa em relação ao valor de um jogador. O que no caso de Lima não só é precipitado (porque a eficácia, repito, não é conclusiva no curto prazo), como é injusto porque mesmo não marcando vinha sendo um jogador importante em termos de assistências (outro dado a meu ver subestimado na análise dos avançados).
Rodrigo fez também um grande jogo. Não apenas pela participação directa nos golos, mas também pelo tipo de movimentos que ofereceu, em especial antes de Jesus o encostar às alas. Foi, a meu ver, o jogador mais influente e desestabilizador nessa primeira parte. Não creio que seja tão valioso quanto Lima em termos de capacidade desequilibradora, mas é um jogador que justifica certamente mais tempo do que aquele que teve até aqui, nomeadamente neste papel de avançado mais móvel, onde apesar de tudo me continua a parecer a melhor solução no plantel. E, depois, é também outro caso onde a eficácia vai e vem, sem que existam grandes explicações para tal...

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29.11.13

Análise jogadas (Golos do Anderlecht e Sporting)

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1º golo Anderlecht - Voltando ao Anderlecht-Benfica, e em particular aos golos dos belgas, parece-me que ambos resultam de um mau posicionamento circunstancial da zona defensiva do Benfica. Neste primeiro caso, o golo resulta de uma insistência após a bola ter saído da área. A primeira preocupação dos defensores é sair para a linha de área, não havendo por isso a possibilidade de ajustar imediatamente as distâncias laterais entre os jogadores, e é precisamente por aí que o desequilíbrio acontece. Sendo previsível que a bola ia ser recolocada na área e não havendo uma distância ideal entre Luisão e André Almeida, a decisão de Matic em abandonar aquela zona é, no mínimo, imprudente. E acaba por ser por aí que Benfica é exposto.

2º golo Anderlecht - No caso do 2º golo, começo por dizer, o movimento do Anderlecht é muito bem conseguido, sendo justo destacar em primeiro lugar o mérito dos belgas nesta jogada. De todo o modo, a defesa do Benfica não fica isenta de responsabilidades, nomeadamente no que respeita ao ajuste posicional que é feito quando a bola entra no lateral direito do Anderlecht. Como é visível, apenas Sulejmani se aproxima do portador da bola, saindo em contenção, mas sem que qualquer dos outros jogadores o acompanhasse no sentido de fazer a cobertura. O instinto, tanto de André Almeida como de Matic é aproximar de uma zona central já suficientemente povoada por defensores do Benfica. Matic percebe o erro e reage, mas não a tempo de controlar o movimento interior do lateral belga. Note-se que já no jogo com o PSG, o primeiro golo surge de uma movimentação semelhante, em que também não há uma reacção suficientemente rápida dos médios e onde o lateral (Siqueira nesse caso) fica atraído pelo extremo e não faz a cobertura. Tal como nesse lance de Paris, aliás, há a tentação de responsabilizar o extremo (agora Sulejmani, na altura Gaitan), que me parece incorrecta. Uma última nota para a forma como Luisão está a travar o duelo individual com Mitrovic no centro (é mais evidente numa repetição que não está no vídeo), ficando atrás da linha defensiva e retirando qualquer dúvida em relação a um possível fora-de-jogo no momento do passe.

Sporting e o espaço entrelinhas - Recupero algumas jogadas do jogo de Guimarães, onde é notório, por um lado, a exposição do Vitória em termos de espaço entrelinhas, com o adiantamento dos dois médios e atracção do pivot para zonas laterais, e por outro o instinto colectivo do Sporting que praticamente ignora a possibilidade de explorar esse espaço, mesmo quando ele se torna tão evidente como acontece nestas jogadas. Trata-se sobretudo de uma questão de identidade, sendo trivial que qualquer equipa perde quando não é capaz de explorar um determinado movimento ou espaço do campo, mas não subscrevendo eu a teoria de que os cruzamentos são um recurso menor no futebol comparativamente com o corredor central, como é um pouco moda hoje em dia defender. Essa é uma teoria que, a meu ver, ignora vários pontos de vista relevantes, desde logo a segurança que existe em atacar pelos corredores laterais em termos de reacção à perda, e o potencial que representa o cruzamento enquanto arma ofensiva (basta que alguém se dê ao trabalho de analisar a % de golos que resulta de cruzamentos). Desde logo o caso do Sporting é um exemplo do potencial que pode representar atacar pelos corredores laterais, sendo a equipa com melhor ataque do campeonato e tendo alicerçado essa diferença no facto de ser, comparativamente com os outros dois "grandes", aquela que mais golos conseguiu através de cruzamentos. Isto, é claro, não invalida que a "cegueira" relativamente ao espaço entrelinhas seja uma lacuna a corrigir.

 Dormund - Bayern - Era minha intenção incluir algumas jogadas deste jogo, assim como do Man City - Tottenham, mas isso não me foi possível. Ainda assim, deixo algumas notas sobre estes dois jogos. No grande jogo da Bundesliga, o resultado parece-me algo enganador, porque as dificuldades do Bayern foram assinaláveis na primeira parte, onde inclusivamente foi o Dortmund quem melhor tirou partido da estratégia que levou para o jogo. De todo o modo, o interesse do jogo a meu ver, está na equipa de Guardiola. Estrategicamente, foi algo estranha a forma como abordou o jogo, parecendo abdicar da progressão em apoio relativamente ao que é hábito e procurando forçar muito as aberturas longas, procurando as costas da linha defensiva amarela, ou a presença invariavelmente aberta de Mandzukic (movimento que já comentei aqui). Depois, foi também curioso observar as sucessivas alterações promovidas por Guardiola ao longo do jogo, sendo que a equipa pareceu ir ganhando com isso. Primeiro, o papel de Javi Martinez, que começou por se posicionar muito próximo dos avançados, passando depois para primeiro pivot e até para central. Finalmente, o tema de jogar, ou não, com um 9 clássico. Naturalmente que o ideal é poder explorar as duas soluções em função das circunstâncias, até pela diferença no tipo de problemas que pode levantar a quem defende, mas parece também evidente que a tendência passará por afirmar um modelo que utilize um jogador mais móvel nessa função ("falso 9"), já que tem sido assim que a equipa se tem encontrado melhor (nos jogos que vi, ressalvo).

Man City - Tottenham - Já aqui tinha destacado alguns problemas defensivos do Tottenham, e pelos jogos que fui vendo (não foram muitos) o facto de ser a melhor defesa do campeonato não encaixava com essas indicações. Mesmo assim, porém, estava longe de projectar a performance da equipa frente ao City. É claro que há muito mérito da qualidade individual da equipa de Pellegrini, mas também tem de ser dito que o que se passou não foi um acaso, com o Tottenham a cometer erros sucessivos e a ser constantemente exposto no seu último reduto. E isto, tanto em organização (com enfoque no mau ajuste posicional de várias unidades) como em transição (aqui, sobretudo realce para a exposição posicional, com o adiantamento dos laterais e pouco controlo sobre a referência para o primeiro passe vertical do City). Enfim, muito trabalho para Villas Boas.

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28.11.13

Anderlecht - Benfica: Opinião e estatística

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Desta vez, melhor o resultado - Não que tenha sido uma má exibição, mas não foi seguramente uma vitória construída ao lado de uma imagem de controlo e superioridade sobre o adversário. Sem entrar muito nos pormenores, parece-me que o Benfica foi penalizado pelo desaproveitamento de 3 pontos essenciais no seu jogo: 1) a facilidade com que sofreu o primeiro golo, bastando ao Anderlecht chegar praticamente 1 vez à área do Benfica para que se pusesse em vantagem; 2) a dificuldade que a equipa teve, no momento de organização ofensiva, em traduzir a sua posse de bola em proximidade real com o golo, destacando-se o pouco uso dos corredores laterais; 3) a má gestão do jogo em situação de vantagem, numa fase em que o Anderlecht arriscava muito e em que para além de ser rigoroso defensivamente era essencial ser também contundente no aproveitamento dos espaços que eram oferecidos pela exposição do adversário, coisa que o Benfica teve muita dificuldade em conseguir.

O sistema, 4-4-2 ou 4-3-3? Um bocado dos dois!- Confesso que ainda não percebi bem porque é que as pessoas querem tanto o 4-3-3. Isto é, se é pelo que a equipa faz com bola, ou se é pelo que a equipa faz sem ela? Assim, não fiquei a perceber se Jesus fez, ou não, o que dele tanto pedem, porque desta vez o treinador apresentou uma versão que incluiu, durante a esmagadora maioria do tempo, uma parte do 4-4-2, e outra do 4-3-3. Ou seja, sem bola o Benfica apresentou uma estrutura idêntica à habitual, 4-4-2, com Enzo e Markovic a trocarem de posição da primeira para a segunda parte. Com bola, porém, o Benfica recuperou a mesma ideia apresentada frente a Olympiakos e Sporting, mantendo Markovic próximo do avançado, e incluindo Enzo Perez no corredor central, à frente de Fejsa e ao lado de Matic. A meu ver, parece-me que faz algum sentido esta opção defensiva, mantendo uma estrutura em que a equipa se apresenta muito mais rotinada. Em particular, é complicado para o Benfica manter a intenção de pressionar alto - uma ideia fundamental do modelo de Jesus - com apenas 1 jogador na primeira linha de pressão.

Individualidades (Benfica)
Artur - Algumas boas intervenções, é certo, nomeadamente uma defesa vistosa na primeira parte e uma boa saída a um cruzamento, na segunda. No entanto, foram também dois golos concedidos sem que o adversário tivesse de criar muito para o conseguir, e sobretudo um erro comprometedor numa saída a um pontapé-de-canto, e que só por felicidade não resultou em golo.

Maxi - Fez um jogo regular - apesar de se deixar levar com facilidade pelas movimentações do extremo do seu lado - com boa capacidade de intervenção defensiva, mas também sem capacidade de envolvimento no último terço ofensivo, algo que seria importante ter conseguido porque a equipa jogou praticamente sempre sem extremo no seu corredor.

André Almeida - Exibição de utilidade semelhante à de Maxi, embora sejam jogadores de perfil bem diferente.

Luisão - Defensivamente, esteve bem melhor na segunda do que na primeira parte, onde havia sentido algumas dificuldades para definir o seu timing de intervenção. No aspecto defensivo, aliás, não foi dos seus melhores jogos muito devido a esse problema. No entanto, conseguiu ser também um protagonista em termos ofensivos, ganhando alguns duelos na área adversária, um deles culminando numa boa ocasião para marcar.

Garay - Comparativamente com Luisão, esteve muito mais capaz do ponto de vista defensivo, realizando um jogo muito bom em termos de capacidade de intervenção e domínio da sua zona de acção. Com bola, cometeu 1 erro potencialmente comprometedor e não teve também a mesma capacidade de envolvimento ofensivo do seu parceiro de sector.

Fejsa - Regressou para deixar a mesma imagem, ou seja, que o Benfica tem nele, e ao que tudo indica, um valor muito seguro. Voltei a gostar da sua percepção posicional - nomeadamente na relação com a última linha - também da sua capacidade de intervenção defensiva e ainda do critério em posse, que me parece bem mais ajustado à posição do que, por exemplo, o de Matic. Ainda assim, creio que teve mais dificuldades na segunda parte.

Matic - Voltou a uma posição diferente, sobretudo com bola, sendo-lhe dada mais liberdade ofensiva, mas também exigindo-se-lhe outro tipo de movimentação para aparecer no jogo. Matic tem atributos extraordinários, nomeadamente a sua capacidade de intervenção defensiva e também a sua capacidade de passe. No entanto, continua a ser o principal protagonista em termos de perdas potencialmente perigosas (e a equipa já sofreu alguns golos por isso), mantendo um critério que parece mais ajustado a um criativo do que a um jogador de primeira fase de construção. Para além disso, está a meu ver ligado aos dois golos sofridos, saindo precipitadamente da linha defensiva no 1º golo, e demorando demasiado tempo a posicionar-se para fazer cobertura a Sulejmani, no 2º. Apesar destes pontos negativos, é claro, marcou um golo, e foi também dos jogadores mais influentes, quer em posse, quer em termos de intervenção defensiva.

Enzo Perez - Tal como Markovic, teve uma função diferente com e sem bola. Com bola, porém, apresentou-se sempre com grande liberdade, o que aproveitou para garantir um grande envolvimento no jogo ofensivo da equipa, tal como Fejsa e Matic. A sua entrega e presença nos diferentes momentos do jogo são já uma imagem forte da equipa e com o envolvimento nos dois primeiros golos acaba por justificar, a meu ver, o principal destaque entre todas as exibições individuais da equipa.

Gaitan - Teve uma acção decisiva no segundo golo e obviamente que a sua qualidade não passou despercebida também noutras ocasiões do jogo. No entanto, não me parece ter sido das exibições mais conseguidas nos últimos tempos, primeiro porque tardou em conseguir entrar no jogo, mas sobretudo pela forma como perdeu concentração e critério assim que a equipa ganhou vantagem no marcador. Creio mesmo que terá sido por essa perda intensidade e lucidez decisional que Jesus terá optado pela sua substituição. Mesmo reconhecendo esta fragilidade do jogador, tenho dúvidas sobre essa decisão.

Markovic - Em Nápoles, e na sequência de uma grande pré-época que vinha fazendo, espantou-me a forma como subitamente teve tantas dificuldades em entrar no jogo, parecendo uma peça quase aparte da restante equipa. Por isso, o que sucedeu desta vez não foi para mim tão surpreendente, e mostra como apesar de todo o talento, Markovic é ainda um jogador em formação. Ganhou muito quando na segunda parte Jesus o encostou à direita, não que isso tivesse implicado um grande protagonismo no jogo, mas simplesmente porque a partir dessa posição conseguiu uma integração colectiva lógica e não apenas correndo quase sempre sem sentido.

Lima - Teve uma actuação díspar em termos de zona de intervenção. Conseguiu utilidade e eficácia quando se ofereceu como apoio em fases mais atrasadas do jogo ofensivo, e perdeu inspiração e lucidez quando o teve de fazer mais próximo da área adversária. O problema é que é neste segundo capítulo que a equipa verdadeiramente precisa dele. Têm sido muitas as criticas à sua falta de golos (a meu ver precipitadas, como venho escrevendo, até porque ignoram o contributo que já deu em termos de assistências) e isso pode estar a afectar a sua confiança. Apesar dessa presença modesta no último terço, acabou por ter uma participação decisiva no golo de Rodrigo, sendo a sua antecipação no jogo aéreo que cria o desequilíbrio na defesa belga.

Sulejmani - Teve um impacto decisivo no jogo, com a assistência para o último golo, e já antes havia proporcionado a Luisão uma finalização em zona privilegiada. No entanto, e à margem deste "totobola de 2ªfeira", acho muito questionável que se opte por Sulejmani em vez de Gaitan num jogo desta importância. No segundo golo do Anderlecht, poderia ter tido outra resposta defensiva, mas acho excessivo que seja responsabilidade numa situação onde foi deixado bastante isolado perante o lateral direito belga.

Rodrigo - Depois do golo na Madeira (1ªjornada), desperdiçou 7 ocasiões claras de golo, o que como sempre é fatal em termos de crítica para um avançado. À oitava foi de vez e Rodrigo voltou a marcar. Parece-me importante - e repito esta ideia - que seja capaz de ser protagonista com tanta frequência neste tipo de ocasiões, porque a eficácia acabará mais tarde ou mais cedo também por favorecê-lo e quando isso acontecer, Rodrigo voltará a ser uma figura importante na capacidade concretizadora da equipa.

Ivan - Pouco tempo em campo.

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