31.10.10

Sporting ganha em Leiria (Breves)

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- Era importante dar sequência ao momento vitorioso, especialmente sendo o jogo fora de casa, e o Sporting terá feito até por merecer uma vitória mais dilatada na segunda parte. Há, porém, 2 motivos pelos quais esta vitória pode não ter tanta relevância quanto poderia. A primeira tem a ver com o próprio jogo e com alguma falta de controlo num jogo em que ele tinha tudo para ser total. Não falo dos golos perdidos, mas das ocasiões permitidas. A segunda, surge porque a confiança só pode ser devidamente capitalizada se houver uma continuidade da proposta de jogo e dos protagonistas, e isso, no caso do Sporting não tem acontecido. Entretanto, o herói foi Valdés. O mesmo que tantas vezes critiquei pelas dificuldades que demonstrou em dar sequência prática à sua óbvia qualidade técnica. Uma nota para o Leiria. Não me quero alongar muito porque ainda tenho de rever o jogo, mas parece-me que voltou a dar uma imagem muito fraca da sua qualidade organizacional, não tendo, desta vez, sido tão severamente punida. Não antecipo uma sequência fácil para Caixinha que tem, já agora, um avançado realmente interessante: Carlão. Em Portugal, provavelmente o mais difícil de contrariar no jogo exterior.

- Entretanto, ontem houve quem achasse que não havia condições para jogar. Eu discordo e apresento uma testemunha... Belluschi!


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Vitória do Porto, derrota do Braga e muita chuva (Breves)

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- À partida, esperar-se-ia que fosse ao contrário. Ou seja, faria mais sentido o Porto materializar a sua vantagem na segunda parte, onde o terreno esteve mais "jogável". Não foi, mas apenas por uma questão de eficácia, porque foi mesmo esse o período onde os portistas mais fizeram valer a sua superioridade. Aliás, da mesma forma que se pode dizer que o Porto foi feliz pela eficácia que conseguiu na primeira parte, pode também afirmar-se que foi a mesma eficácia que lhe custou, na segunda parte, o sofrimento final. Duas notas. A primeira para referir que, por muito excepcionais que possam parecer estes jogos, a verdade é que todos os anos os há. Ou seja, fazem parte do "programa" do campeonato e quem quer ser campeão tem de estar preparado para os disputar. A boa parte é que são estas vitórias - sofridas e perante situações inesperadas - que mais motivação geram. A outra nota vai para o penalti. Não sei exactamente qual é o critério para a escolha do marcador, mas imagino que passe muito por jogar com a motivação que marcar um golo sempre dá. Dentro desta ideia, calculo que o facto de Moutinho não ter ainda marcado pesou na escolha. Não quero fazer "prognósticos de segunda feira" e não me vou referir ao aspecto técnico. Apenas me parece que, se a motivação é realmente um critério, talvez não seja Moutinho quem mais precisa de golos para manter os seus níveis de confiança...

- Um pouco antes, também com chuva, o Braga perdeu em Vila do Conde. Pesou muito o detalhe de alguns lances. As bolas nas costas marcaram o inicio, com ambas as defesas a sentir dificuldade em controlar esse espaço, quando a bola os ultrapassava e perdia velocidade. O Braga criou mais ocasiões, mas falhou. O Rio Ave não marcou, mas ganhou o lance que condicionou o jogo. O maior mérito do Rio Ave, em meu ver, vem depois. Soube esperar pelo seu momento no jogo e não sobrevalorizou a vantagem numérica. Ou seja, não se desposicionou, permitindo que o Braga tirasse partido do espaço em transição. É um erro comum em quem joga 11 contra 10. Depois, e já com 1-0, novo momento feliz para os vilacondenses. Bola ao poste de um lado, golo do outro. Acontece. É justo para o Rio Ave, que tem mais qualidade do que indica a tabela, mas precisa urgentemente de confiança. É penalizador para o Braga, que agora provavelmente lidará com objectivos mais realistas. Sempre me pareceu um disparate colocar o Braga ao lado de Porto e Benfica na candidatura ao título, mas também continuo a afirmar que é um sério candidato a um lugar entre os 3 primeiros.

Fica mais um excelente vídeo, com relato, do VascoNapoleão

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29.10.10

A vitória do Benfica sobre o Paços (Breves)

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- Jogar assim é entretido, mas também já se provou o quão doloroso pode ser. Quero eu dizer que o Benfica se expôs demasiado num jogo que teve tudo para garantir um controlo absoluto. Dirão os optimistas que deveria ter "acabado" com o jogo no vendaval de oportunidades que construiu na primeira meia hora. Dirão os mais cautelosos que deveria ter controlado mais o adversário, o ritmo e o jogo. A verdade é que, não acontecendo nenhuma das 2 coisas, o Benfica permitiu que o jogo se arrastasse numa situação de diferença mínima e com o Paços a repetir situações de finalização. Aliás, não é de ignorar que foram os pacenses quem mais rematou. Normalmente de longe e nunca - nem de perto - com o perigo do Benfica, mas, ainda assim, era uma situação que Benfica se deveria ter esforçado por evitar. Enfim, convém não esquecer o ciclo de vitórias e sem golos sofridos, mesmo que sem o brilhantismo desejado. Vêm agora 2 jogos que, em inícios de Novembro, podem ser decisivos...

Fica mais excelente resumo com relato, obra e graça do VascoNapoleão:

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Melhores e piores na Liga (até à 8ª jornada)

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Antes do inicio da jornada, deixo uma pequena curiosidade. Reforçar a ideia de que a análise refere-se apenas a jogadores dos 3 grandes utilizados mais de 350 minutos na Liga. Relembro também que, podendo-se concordar ou discordar dos resultados, a análise tem por base apenas e só dados estatísticos recolhidos em todos os jogos da Liga já disputados, sendo estes classificados da mesma forma para todos os jogadores.

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28.10.10

Falcao, o primeiro poste, e a agilidade do goleador

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Estou certo que, como em quase tudo, existirão excepções à regra, mas permitam-me a generalização: qualquer grande goleador de área tem uma movimentação característica.

Ora, reflectindo um pouco talvez se chegue a um paradoxo conceptual. Ou seja, se a movimentação é característica, não será mais facilmente anulável? A resposta é um pouco a mesma que encontramos para o modelo de jogo do Barcelona ou para o famoso drible de Garrincha. Isto é, na prática a qualidade prova-se muito mais importante do que o factor surpresa.


E daqui parto para Falcao. Repare-se no golo que marcou de cabeça frente ao Leiria. Quando Varela faz o movimento de aproximação à linha, Falcao ataca o primeiro poste. Mas Varela não cruza e recua. Falcao, quase como que em exercício de treino, volta para trás, para a posição inicial, para repetir o movimento. O cruzamento aparece finalmente e Falcao ganha a frente do lance, fazendo o golo. No meio de tudo isto há um defensor – Zé António. Pode pensar-se que ele foi inocente e que deveria ter previsto o movimento do avançado, mas Zé António, como todos os defesas que marcam Falcao, sabem exactamente o que vai fazer, só não conseguem pará-lo.

A agilidade e o primeiro poste
Se cada goleador tem o seu movimento preferido, o caso de Falcao não é o mais comum.

Normalmente, o que é mais fácil é explorar as costas do defensor e o motivo é simples. O defensor tem de dividir a atenção entre a bola e o atacante, pelo que terá sempre dificuldade em controlar visualmente o atacante se o tiver nas suas costas. É isso que é normalmente explorado. Ou seja, os avançados procuram o “lado cego” porque é este que lhes permite maior afastamento do marcador directo, e, consequentemente, uma finalização em melhores condições.

Falcao também marcou golos neste registo, mas não é o que o caracteriza. Muito mais difícil é jogar de igual para igual com o central e batê-lo à frente dos seus olhos. Não se trata apenas de reagir mais rápido e chegar primeiro. O problema é que, ao contrário das finalizações nas costas, o avançado tem invariavelmente de finalizar apertado, requerendo da sua parte uma grande agilidade para poder finalizar tecnicamente bem. Não é para todos.

Repare-se no dado comum de todas as finalizações de Falcao apresentadas no vídeo. São feitas em queda.

Outros casos
Certamente que será fácil encontrar especificidades noutros goleadores conhecidos. Jardel, provavelmente o mais eficaz que o futebol português conheceu, era fortíssimo ao segundo poste. Toda a gente sabia o que fazia, mas ninguém o parava. Actualmente, e ainda em Portugal, Cardozo também prefere esse destino. Já Liedson é um caso algo semelhante a Falcao, sendo capaz de finalizar de várias maneiras devido à sua agilidade e velocidade de reacção. Ainda assim, Liedson é mais conhecido pelas suas reacções de fuga ao segundo poste do que por jogadas de antecipação.

No caso de jogadores hábeis a finalizar ao primeiro poste, um dos jogadores actualmente mais fortes a fazê-lo é Gilardino. Aliás, há na escola transalpina alguma tradição neste particular, com Inzaghi e Pazzini a serem outros casos que identifico.

Para finalizar, e voltando ao futebol português, talvez o jogador que mais se distinguiu pela sua agilidade e técnica de finalização de cabeça não tenha sido um homem de área. Falo de João Vieira Pinto.

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27.10.10

Portimonense - Benfica: Análise e números

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Chegou a dar a ideia de que teríamos um Portimonense capaz de incomodar, mas o curso do jogo depressa se encarregou de mostrar de que essa seria apenas uma ilusão. A questão não passaria, nem nunca passou, do primeiro golo. Isto, mesmo reconhecendo que não foi uma exibição particularmente inspirada do Benfica. O mérito vai apenas para a qualidade natural do futebol encarnado, confundindo-se também com algum demérito algarvio. Não tanto pela forma como não foi capaz de ir além das suas limitações, mas sobretudo pela incapacidade de resistir nos detalhes do jogo. Algo essencial para ambicionar ter sucesso, com o mínimo de realismo.

Notas colectivas
O domínio concedido era algo que já se esperava. Numa fase inicial – 2 ou 3 jogadas – o Portimonense deu a ideia de que poderia ser capaz de explorar a velocidade dos seus extremos e aproveitar o mau momento dos 2 laterais encarnados. O que o jogo revelou, porém, foi uma transição muito pouco consequente, partindo de uma zona de recuperação demasiado baixa e não tendo capacidade para evitar o isolamento repetido das unidades mais adiantadas. Ou seja, após a ilusão inicial, percebeu-se que o domínio não seria apenas concedido, mas total.

Talvez Litos tenha pensado em bloquear Aimar e a saída pelos flancos, como forma de limitar a construção encarnada. Intencional ou não, a verdade é que o Portimonense ofereceu ao Benfica o corredor central na primeira fase de construção, e isso, perante o Benfica de Luisão e David Luiz, não é propriamente aconselhável. É verdade que os corredores e Aimar apareceram pouco, mas os centrais encarregaram-se de arrastar sucessivamente o jogo para zonas já próximas da área contrária, sobretudo pelo recurso aos movimentos de Saviola, sobre a meia-esquerda.

Normalmente este cenário seria suficiente para tornar o golo numa questão de minutos, mas, desta vez, não foi. A inspiração foi, de facto, muito pouca, e raras vezes as jogadas terminaram em situações de finalização. O melhor que foi conseguido foram cantos e livres. Ora, se isso muitas vezes é insuficiente, desta vez depressa se percebeu que só com muita felicidade o Portimonense não pagaria a sua incapacidade de controlar o espaço aéreo neste tipo de lances. E assim foi. O Benfica acabou por marcar e o domínio tornou-se ainda mais intenso. Na parte final do jogo, aliás, o Benfica terá ficado a dever alguns golos para um maior ajuste do marcador à diferença revelada entre as equipas.

Sobre o capítulo essencial na decisão do jogo – as bolas paradas – é de notar que também frente ao Arouca o cenário fora idêntico. Ou seja, vale a pena renovar o elogio à capacidade encarnada, que não é nova, neste plano. Também vale a pena, ainda que possa não ser mais do que mera coincidência, referir que quer Arouca, quer Portimonense optaram pelo método individual de marcações.

Notas individuais
Maxi – Está hoje francamente desvalorizado aos olhos dos adeptos e este jogo pode serve bem para provar o seu momento menos bom. Maxi sempre teve as suas limitações, mas convém não exagerar. Trata-se de um bom jogador e de uma boa solução para o lugar, não vendo, pessoalmente, em Ruben Amorim uma opção necessariamente mais válida. Dependerá sobretudo do momento de ambos.

Centrais – Como expliquei acima - e os números comprovam - passou pelos centrais grande parte da responsabilidade do jogo. Ora bem, a sua qualidade voltou a ser perfeitamente evidenciada. Têm surgido criticas, mas a verdade é que se há coisa que se mantém com enorme qualidade é o papel da zona central mais recuada da equipa. Qualidade excepcional, mesmo. Aqui, e em termos individuais, convém fazer uma separação. Luisão está a fazer uma época irrepreensível, quase perfeita. David Luiz, mantendo-se num nível muito elevado, não está tão bem como o seu companheiro de sector, sendo certo também que assume mais riscos e responsabilidades em construção. Mas, neste jogo, por exemplo, falhou também algumas tentativas de antecipação que só não tiveram consequências pela própria natureza do jogo.

Javi Garcia – Porque foi decisivo e fez um bom jogo, talvez seja a hora ideal para relembrar o que dele foi dito há 1 ano. Foi apontado como um dos responsáveis pela melhoria do Benfica em 09/10, mas, como sempre referi, esses elogios eram exagerados. Javi é um jogador tacticamente inteligente e que compreende muito bem as responsabilidades de uma posição fulcral para o funcionamento do colectivo. Mas não é um jogador que individualmente corrija ou atenue problemas colectivos. Apesar de beneficiar da boa definição táctica da sua posição, não tem nesta liga, por exemplo, um rendimento superior a Fernando no Porto, ou mesmo André Santos no Sporting.

Saviola – Voltou a ser importante na criação de apoios e, face ao “eclipse” de Aimar em relação ao ano anterior, é a grande solução para a equipa em termos ofensivos. Frente ao Portimonense, porém, as coisas não lhe saíram bem e não foi capaz de dar boa sequência à maioria das jogadas que passaram pelos seus pés. Terá feito, provavelmente e em termos técnicos, o seu pior jogo na liga, mas é curioso como as criticas são bem mais duras quando, apesar de criar muito mais, falha alguns golos.

Kardec – Demorou 20 minutos a tocar na bola! Critiquei muitas vezes a pouca participação de Cardozo e, mesmo se não esteve nem perto das piores exibições do paraguaio nesta liga, Kardec começa a ilibar o seu concorrente pelo tempo que também passa fora do jogo. Kardec esforça-se mais, mas também dificilmente será capaz de protagonizar exibições ao nível do melhor Cardozo. Ou seja, se quiser complicar as contas a Jesus, o melhor mesmo será manter-se mais tempo dentro do jogo.



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26.10.10

Sporting - Rio Ave: Análise e números

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É curioso como as dificuldades de vitória acabaram por se tornar gratificantes para a plateia leonina. Primeiro, claro, porque uma vitória conseguida no limite sabe sempre melhor. Mas também porque o drama dos últimos 10 minutos serviu para reforçar a reconfortante ideia de que o problema do futebol do Sporting está centrado numa estranha empatia com os postes. O tema dos indicadores estatísticos tem sido muito abordado neste blogue, e quem o lê com atenção deverá ser capaz de desmontar rapidamente o sofisma da maior % de posse de bola ou quantidade de remates. É que nenhum destes indicadores é realmente representativo da qualidade de jogo da equipa. Aquilo que noutras área se chama de “Key Performance Indicator” (KPI). O facto é que o Sporting cria, estatisticamente, menos oportunidades que os rivais e, esse sim, será o KPI que os sportinguistas deverão olhar. Mas vamos ao jogo...

Notas colectivas
A dança de cadeiras continua. Paulo Sérgio continua à procura das melhores soluções individuais para os seus problemas colectivos e é por essa via que agora se regressou a uma dupla de ataque. Ou seja, pelo rendimento recente de Liedson e Postiga e não por uma opção sustentada num modelo colectivo.

Ora, dentro desta filosofia, jogar torna-se um pouco como a aprendizagem confessada pelo próprio Presidente sportinguista. Ou seja, faz-se “on the job”. É por isso normal que o Sporting tenha sentido mais dificuldades do que é costume em circular e ter posse na primeira parte. Porque o Rio Ave cria uma zona de pressão um pouco mais alta do que adversários como Olhanense, Nacional ou Marítimo, e porque o próprio Sporting falhou na missão de criar apoios em zona de construção na primeira parte. Um problema ultrapassado com o evoluir do jogo, quando Maniche se aproximou mais de André Santos e tomou finalmente as rédeas do jogo.

Tudo isto se passou, diga-se, sem grandes problemas para o Rio Ave que foi fazendo correr o cronómetro com algum à vontade. É que o Sporting voltou a revelar os mesmos problemas em termos ofensivos. Por um lado, não existiu novamente em transição. Por outro, em construção, voltou a revelar as mesmas dificuldades. Quer pelos poucos apoios criados nos corredores, quer pela inutilidade da generalidade das jogadas que recorreram ao apoio frontal solicitado por Postiga.

Continuando a recorrer a expressões do Universo leonino, o “clique” ter-se-á dado numa jogada muito atabalhoada mas que acabou com um belo pontapé de João Pereira ao poste. Foi a metáfora do caminho para a vitória. Com mais crença e insistência, o Sporting lá chegaria, e assim foi. Acreditou, forçou e em 10 minutos criou tanto como nos restantes 80, acabando, por essa via, a justificar o destino do pontapé de Abel.

Nota final para o Rio Ave. A disposição e organização da equipa foi boa e deve recolher o mérito das dificuldades que o Sporting sentiu na primeira parte. Mas, como já tinha antecipado, o momento negativo teve as suas consequências. Não há ainda confiança para levar o jogo mais longe e manter o Sporting sob ameaça através da saída em transição. O que não houve também foi capacidade mental para reagir melhor no momento da decisão. Se o Sporting acreditou nos últimos 10 minutos, também é verdade que o Rio Ave desconfiou totalmente das suas capacidades. E isso foi decisivo.

Notas individuais
Abel – Foi o herói do jogo, mas devo dizer que a sua utilização suscita muitas reticências. O problema ofensivo do Sporting é essencialmente colectivo, mas não tem nesta opção uma boa forma de individualmente o conseguir contornar. É que, não só o Sporting perde um lateral direito mais desequilibrador, como deixa de contar com um extremo que o aproxime mais facilmente do golo. Pelo rendimento recente, por exemplo Vukcevic. Outro dado a salientar é o facto de, de repente, aparecer a marcar tudo o que é bola parada indirecta. Não sendo especialmente criticável, é especialmente estranho.

Centrais – Nuno André Coelho estava muito bem no jogo, mas Torsiglieri merece também grande destaque. É um jogador mais sóbrio do que Coelho ou Carriço, mas a sua eficácia é enorme. Notável o facto de ter jogado apenas 49 minutos e ter sido um dos jogadores com mais intercepções no jogo. Não me espanta, porque já o conhecia, mas talvez agora se perceba melhor porque digo que o Sporting tem 4 centrais de rara qualidade. Há ainda que falar de Carriço. É indiscutivelmente um excelente jogador, mas não me parece num grande momento. Perdeu alguns duelos individuais, especialmente em jogadas de confronto físico, e isso justifica um nível de eficiência muito mais baixo do que Torsiglieri. Tem um estatuto importante, mas o facto é que não tem sido mais competente do que os seus parceiros de lugar e, por isso, não me parece que nesta altura mereça ser intocável na luta por 1 dos 2 lugares no centro da defesa.

Maniche – Volto a dizer, porque ele volta a merecer: É o melhor jogador do Sporting e provavelmente o melhor médio do campeonato. Impressionante como, jogo após jogo, se impõe no meio campo. Quer ao nível da frequência e qualidade do passe, quer ao nível do trabalho defensivo. Joga sempre a 1-2 toques, e antecipa sempre o destino do primeiro passe de transição. Talvez seja essa velocidade de pensamento e execução que faça com que as pessoas não o notem tanto como mereceria. É que vem sendo assim todos os jogos! Desta vez, e em cima desta capacidade de trabalho, ainda teve tempo para meter 2 bolas fantásticas, colocando Liedson e Postiga na cara do golo.

Salomão – Não é, pelo menos ainda, um jogador capaz de ser determinante no 1x1. Mas Salomão promete mesmo, porque tem noutros aspectos níveis de rendimento muito elevados e que não escapam desde a pré época. Tem uma boa capacidade de decisão, não comprometendo a posse, tem boa atitude defensiva, e – muito importante – uma boa noção do tempo de abordagem à zona de finalização. Pelo que lhe vi, parece-me que se poderá tornar também num jogador muito forte ao nível do cruzamento. O seu futuro está nas suas mãos.

Avançados – O nível de participação de Liedson e Postiga, somados, é elucidativo da forma como o Sporting não sabe, colectivamente, usar os seus avançados. E, diga-se, quer um quer outro estiveram inspirados ao ponto de terem criado várias situações de golo. Liedson dentro de área e Postiga fora dela. O ponto é que o tipo de futebol do Sporting pede aos avançados que sejam pouco móveis e, sobretudo, que esperem na zona central por aquilo que a equipa possa produzir. Daí o tema do “pinheiro”. É pena, porque com um futebol que apelasse mais e melhor à mobilidade dos seus avançados, o Sporting poderia ter outra capacidade...


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25.10.10

O capital de confiança portista (Breves)

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- Tinha avançado com a hipótese do jogo de Istambul, pela sua natureza, vir a representar um acréscimo de confiança importante. Até que ponto vai a influência desse efeito é algo que nunca saberemos, mas o facto é que no regresso à competição, o Porto conseguiu aquela que foi, provavelmente, a entrada mais forte de uma equipa num jogo deste campeonato. Outra evolução importante, agora no capítulo individual, surgiu na exibição de Falcao. E também esse foi um ponto que antecipei depois da vitória da última Quinta Feira. Não é a primeira vez que o digo, mas, mais do que em pontos, é no capital de confiança que está alicerçada a grande vantagem portista no campeonato. A única dúvida é esta: Até que ponto esta vantagem é já decisiva?

Aqui fica o resumo com o sempre mais emotivo relato radiofónico. Já agora, o link para o de ontem do Sporting. Ambos os vídeos, são da autoria de VascoNapoleao.


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