18.10.10

Notas de outras paragens (Breves)

ver comentários...
- Até onde pode chegar a Lazio? É uma pergunta que se coloca em Itália, face ao grande arranque da formação romana. Bom, não sei onde pode chegar a Lazio, mas sei que o seu patrão pode chegar muito longe. Falo de Hernanes. No Verão fiz uma observação que não conclui ao campeonato brasileiro e alguns jogadores. Houve 2 que se destacaram e que não tenho dúvidas têm tudo para conseguir grandes carreiras. Um é precisamente Hernanes, o outro é Sandro , entretanto transferido para o Tottenham. O problema de Sandro é que se trata sobretudo de um "pivot" e essa é uma posição pouco conhecida em Inglaterra.

- Já agora, outro talentoso médio que se eclipsou em Inglaterra é Aquilani. Parece estar de volta com o regresso a Itália. Pelo menos é o que indica o golo que marcou.

- Não é a primeira vez que o refiro, mas em Amsterdam mora uma das mais requintadas duplas de atacantes da Europa. Suarez é mais conhecido, mas no pé direito de El Hamdaoui mora mais classe que em muitas equipas inteiras. O chapéu que marcou é a imagem disso mesmo.

- Apenas o observei num jogo, pelo que não posso avançar com grandes garantias. No mínimo, porém, aconselharia a vê-lo com muita atenção e rápido. É uma espécie de Rivaldo colombiano que apareceu aos 24 anos na Argentina. Se o talento se confirmar, há muitos gabinetes de 'scouting' que se deverão perguntar porque não o trouxeram mais cedo e directamente da Colombia. Chama-se Giovanni Moreno e já joga ao lado de Falcao na sua Selecção. Ontem marcou 2 golos.

- Ronaldo foi elogiado por Paulo Bento que destacou, para além do talento, a sua capacidade de liderança. Talvez seja um pormenor sem tanta importância, e talvez esteja a retirar conclusões precipitadas. Ainda assim, é vulgar vê-lo chamar a equipa toda para celebrar os seus golos, e isso não me parece estar descontextualizado da ideia passada pelo actual seleccionador.

- De Ronaldo para Ronaldo. No Brasil, o "fenómeno" teve mais um regresso que pude acompanhar na integra. Incrível como está gordo (ainda por cima dizem que perdeu 7 quilos!!). Incrível como, ainda assim, consegue ser tão perigoso antes e depois da bola lhe chegar aos pés. Incrível como não marcou neste jogo.

- Ainda no Brasil, provavelmente o jogo da semana. Falo do clássico entre São Paulo e Santos.

ler tudo >>

17.10.10

Jogos da Taça (Breves)

ver comentários...
- Não se pode dizer que seja uma surpresa, mas não é por isso que a primeira parte do Sporting deva ser menos preocupante (talvez tenha sido a pior da época). Não se sabe o que daria o jogo noutras circunstâncias, mas fica a ideia que dificilmente a história teria sido a mesma sem as alterações ao intervalo. Muito particularmente, Liedson. O problema do Sporting está longe de ser centrado em questões individuais - não me entendam mal! - mas custa-me entender o lapso que foi cometido com Liedson. Que alguns adeptos sobrevalorizem e interpretem mal um momento de menor eficácia, parece-me normal. O mesmo já não posso dizer - a não ser que o critério não seja técnico - quando é o treinador abdica do jogador que, de longe, mais oportunidades consegue provocar de forma consistente (e fê-lo de novo ao tirar Vukcevic para manter Valdés em campo). Há 2 coisas que fazem sentido na sequência de todo este diagnóstico. A recorrente falta de oportunidades da equipa e... a conversa do "pinheiro".

- Sobre o jogo do Dragão, e para além dos dados de assistência (mais de 40 mil!), não há muito a dizer. O jogo serviu, mais do que para qualquer outra coisa, para motivar Walter. É sempre importante um avançado marcar porque é com golos que os índices emocionais normalmente mais crescem. Talvez Villas Boas não se importasse de canalizar um pouco dessa energia positiva para Falcao. Afinal, é ele que deve continuar a jogar.

- Na Luz houve um bom aproveitamento do "brinde" da Taça. Não pela exibição, mas pelas doses de confiança injectadas em algumas individualidades em fase de afirmação. Em particular, Kardec e Gaitan. O primeiro descobriu que o adversário não tinha "segundo andar" e transformou um jogo insosso numa goleada fácil. O segundo, sem deslumbrar, foi muito influente, assistiu, marcou e poderá ter reforçado os seus índices de confiança. Sobre os efeitos práticos, temos de esperar pelos próximos jogos...

- Sei que não é uma opinião popular, mas é a minha e de há muito tempo. O futebol português precisa urgentemente de maximizar a sua competitividade. Mais do que futebol, é uma questão de marketing, valorização do "produto" e geração de receitas. Os adeptos dos 3 grandes gostam sempre de ver os jogos dos seus clubes, mas pergunto-me quem mais - para além dos próprios adeptos - terá tido interesse em ver os jogos que foram televisionados? Então lá fora, estamos conversados. Tudo isto para concluir que a ocupação de 1 fim de semana com esta eliminatória da Taça serve muito pouco os interesses do nosso futebol. Digo eu...

- Entretanto, este ainda deve estar a pensar o que se passou ali!

ler tudo >>

15.10.10

Selecção: ranking de jogadores

ver comentários...
Para fechar o "capítulo Selecção", deixo uma lista de jogadores por ordem de avaliação estatística. Os números referem-se aos 4 jogos do apuramento já disputados e têm em conta apenas os jogadores com mais de 150 minutos. Convém referir que estes números têm de ser vistos mais como curiosidade já que é impossível assumir grandes conclusões de um número tão reduzido de jogos e, sobretudo, com alguma disparidade entre o tipo de jogos que alguns jogadores disputaram. Será uma tabela que ganhará mais significado com o tempo mas que, ainda assim, já dá para constatar alguns indicadores característicos de alguns jogadores. Fica a curiosidade...

ler tudo >>

14.10.10

Islândia - Portugal: Análise e números

ver comentários...
O jogo era de vitória obrigatória. Quer pelo momento, quer pela diferença de potencial. Confesso que não conheço a equipa islandesa nem a forma como se costuma apresentar, mas a verdade é que fiquei muito bem impressionado com o que fez. Dentro das suas óbvias limitações individuais, teve uma prestação que conseguiu criar muitas dificuldades a Portugal. Quer pela intensidade que colocou em cada lance, quer pela lucidez da sua estratégia. Face a isto, Portugal deu uma resposta que, sendo suficiente para valer e justificar os 3 pontos, não o foi para que ficasse a salvo de algum aperto. Em suma, não foi tão positivo como frente à Dinamarca, mas foi suficiente para manter o optimismo e reforçar a confiança que claramente tem vindo a ser recuperada.

Notas colectivas
Ter mais bola e dominar territorialmente não era um problema. A estratégia islandesa praticamente “ofereceu” esse privilégio a Portugal. O problema seguinte era clássico. Para que este não fosse um presente envenenado, Portugal teria de garantir 2 coisas. A primeira era a consequência da sua posse, já que em transição tornava-se praticamente impossível atacar. A segunda era o controlo sobre o outro lado da estratégia islandesa, as transições e bolas paradas. Portugal, pode dizer-se, não foi sempre muito competente nesse desafio.

Convém separar as 2 partes. Na primeira, e especialmente após o golo, houve alguma dificuldade em lidar com as primeiras bolas islandesas e concederam-se demasiadas situações de bola parada, quer em cantos, quer livres. Outro dado sintomático, são as perdas de bola, muito mais do que no seguríssimo jogo frente à Dinamarca. A boa notícia, porém, foi que, apesar destes problemas, Portugal conseguiu sair ao intervalo em vantagem, graças à sua mais valia individual.

Uma estatística importante para perceber a diferença no controlo que Portugal conseguiu ter entre a primeira e a segunda parte são os cantos. A Islândia teve 6 em todo o jogo, mas apenas 2 na segunda parte e ambos nos primeiros 20 minutos. Ou seja, depois de uma primeira parte algo intranquila, Portugal voltou bem mais lúcido, jogando com o resultado a favor e esperando pacientemente pela oportunidade de selar a vitória. E assim foi. Os islandeses ficaram progressivamente mais longe da baliza de Eduardo e os espaços foram aumentando com a fadiga. As transições passaram a ser possíveis, Portugal marcou mais uma vez e até podia tê-lo feito de novo. Algo que os islandeses, pelo que fizeram na primeira parte, também não mereciam.

Notas individuais Meireles – Já o havia elogiado no jogo frente à Dinamarca, pela cultura posicional que revelou. Desta vez, teve um jogo mais difícil, com mais situações de segundas bolas para disputar. Ainda assim voltou a ser muito importante do ponto de vista defensivo, aliando a este aspecto a não menos importante presença decisiva no jogo. É que, se a sua função passa sobretudo pelo trabalho de coordenação e equilíbrio, dá muito jeito ter alguém tão inspirado...

Carlos Martins – Julgo que o facto de ter sido o jogador com mais passes acertados, mesmo jogando menos tempo, será uma surpresa para a generalidade das pessoas. De facto, Martins teve uma influência assinalável e positiva em posse. O problema é que esse não é o único momento do jogo e para um médio da sua posição é preciso também ter mais utilidade nos momentos defensivos. Não é uma questão de atitude ou entrega, mas de cultura posicional. Continuo a achar Tiago um médio mais completo para a função.

Ronaldo – É sem dúvida a primeira grande conquista de Paulo Bento. Ronaldo fez mais um enorme jogo, útil em todos os momentos e apresentando-se como uma ameaça constante. No Mundial, lembro-me de referir que era impossível alguém rematar repetidamente de 35 metros sem ter instruções claras para isso e que era absurdo atribuir responsabilidades individuais a um jogador que tem o rendimento de Ronaldo em equipas diferentes e épocas sucessivas. Ora bem, a resposta começa a ser dada. Ronaldo voltou a ser um jogador - um grande jogador - e não uma tentativa frustrada de super-homem.

Hugo Almeida – Assinalável o esforço que fez para se manter dentro do jogo. Não é fácil dentro deste sistema e, como já tantas vezes escrevi, o problema da pouca participação está bem mais aí do que numa falta de rendimento individual.

Postiga – A ocasião que falhou, e ao contrário daquela que teve frente à Dinamarca, teve muito mérito do guarda redes. Postiga teve um impacto positivo no jogo, ainda que tivesse alinhado no período em que havia mais espaço para atacar, mas arriscou sair desta dupla experiência com o trauma da finalização de novo reforçado. É por isso que o golo que lhe foi oferecido tem uma importância especial. Se bem o percebo, quem mais poderá agradecer o brinde é mesmo Paulo Sérgio...



Ler tudo»

ler tudo >>

13.10.10

Impressões da Islândia (Breves)

ver comentários...
Mais tarde deixarei a análise mais detalhada, depois de rever o jogo. Para já, porém, fica a nota de uma vitória que não é nada mais do que normal e, especialmente nestas condições, obrigatória. A generosidade dos guarda redes foi o denominador comum, mas houve também da parte portuguesa uma exibição menos positiva e mais errática do que aquela que viram no Dragão. Mas isso, como disse, fica para mais tarde. Para já, e como nota de encerramento da o primeiro capítulo da "era Bento", quero dizer que não estou especialmente surpreendido. Em boa hora confessei o grau elevado das minhas expectativas e, agora, não espero outra coisa que não seja a confirmação da tendência actual. Entristece-me que o mérito de Paulo Bento - e que tentei explicar nos últimos dias - seja ainda muito pouco percebido pela generalidade dos adeptos. Mas sobre isso não há mais nada que possa fazer...

ler tudo >>

11.10.10

O que já mudou com Paulo Bento (vídeo)

ver comentários...
Não foi o único indicio que se viu, nem o único aspecto que seguramente mudará, mas terá sido aquele que, do ponto de vista táctico, mais relevo teve. Diz-se, e é verdade, que com tão poucos treinos não é possível fazer muito. Nesse aspecto, o mérito da qualidade da interpretação das ideias tem de ir muito mais para os jogadores - mais uma prova da sua qualidade - do que para quem os treinou. Mas o mérito da ideia, da mudança de filosofia, essa é toda de Paulo Bento. É que Paulo Bento - e permitam-me a sinceridade - percebe muito mais do jogo do que qualquer dos seus antecessores. Tal como uma andorinha não faz a Primavera, o ciclo de Bento não está feito neste jogo. Mas acho que já perceberam de onde vem o meu optimismo...

ler tudo >>

10.10.10

Portugal - Dinamarca: Análise e números

ver comentários...
Já tinha manifestado o meu optimismo, mas não deixa de me espantar como tanto pode mudar em tão pouco tempo. Ontem já deixei aqui a opinião sobre a importância da lucidez colectiva e táctica, para o sucesso da estratégia da equipa. Muito passa por aí, de facto, mas há também do ponto de vista táctico alterações no comportamento colectivo que deverão marcar uma nova “era” da Selecção. Planeio trazer algumas imagens que deixarão claro o que Paulo Bento já mudou no comportamento colectivo, mas, para já, reforço apenas o meu optimismo inicial. Tanto quanto à possibilidade de estarmos no inicio de um “upgrade” qualitativo do jogo da Selecção, como em relação ao potencial excepcional deste conjunto de jogadores.

Notas colectivas
Em primeiro lugar, o grande elogio que tenho para fazer vai para a sobriedade da exibição. Não se trata de querer fazer muito ou tentar elevar os ritmos para patamares difíceis de sustentar. Trata-se, isso sim, de ter uma ideia clara do que se quer fazer, e de o fazer bem. Um plano colectivo para ganhar, onde mais do que “muito”, importa fazer “bem”. Portugal esteve sempre equilibrado em campo, nunca assumiu riscos em posse e teve apenas 1 perda a possibilitar transição, sendo que mesmo nesse caso o lance nunca esteve fora do controlo em termos de equilíbrio numérico. E se estes dados são já de si raros, mais crédito ganham quando se constata que a ausência de risco não comprometeu a qualidade da posse. É que 80% de aproveitamento em posse é igualmente um dado difícil de encontrar num jogo de futebol.

Se deste pragmatismo estratégico já tinha falado, convém também referenciar aquele que é o elemento colectivo mais significativo no jogo: o pressing. Lembro-me de várias vezes ter questionado o desempenho da Selecção neste que considero ser um pilar fundamental de qualquer equipa ambiciosa, e sempre me fez confusão a falta de resultados e qualidade que vislumbrava. Ora bem, desta vez – e com apenas algumas sessões de treino – Portugal teve no pressing um alicerce fundamental para o seu sucesso no jogo. Foram inúmeras as recuperações altas e... contaram as vezes que os dinamarqueses tiveram tempo e espaço para recorrer a futebol directo que no passado tantas vezes tememos frente a nórdicos?

Outro dado que teve também um acréscimo de qualidade neste jogo foi a circulação e posse. Portugal não começou por encontrar facilidade em “furar” por esta via, mas com os golos, surgiram as condições – emocionais e tácticas – para protagonizar alguns momentos já bastante bons. Sem pressa nem urgência de progredir, mas esperando pelo tempo certo para o fazer e apelando também a alguns triângulos sobre as alas. Uma dinâmica fundamental no 4-3-3, mas que tantas vezes faltou à Selecção no passado. Contaram o número de vezes que os extremos ficaram reduzidos à solução do drible, como tantas outras vezes aconteceu em anos anteriores?

É claro que para este rápido “upgrade” conta muito a qualidade individual. No futebol, como na vida, não há milagres. Em particular, é muito mais fácil jogar bem quando se junta aos nossos extremos laterais como Coentrão e João Pereira. É muito mais fácil manter equilíbrios e evitar perdas comprometedoras quando se tem Moutinho como médio de transição. É muito mais fácil cortar o primeiro passe de transição, quando se tem um jogador com a cultura posicional de Meireles. É muito mais fácil desequilibrar quando se tem, só... Nani e Ronaldo.

Notas individuais
Ricardo Carvalho – Foi pena o auto-golo, onde tem muito azar mas também alguma responsabilidade (repararam que mudamos para defesa-zona?). De resto, fez um grande jogo, sempre com uma intensidade enorme no jogo e uma presença impossível de ignorar.

Meireles – Moutinho foi quem mais deu nas vistas no meio campo, mas Meireles não teve menor importância. Aliás, merecia uma análise individual para salientar o tempo de pressing sobre o primeiro passe e o número de vezes que cortou a transição contrária pela raiz (às vezes em falta). Pensar que vem jogando nas costas de Torres no Liverpool e que, de repente, faz um jogo posicional com esta qualidade, só eleva ainda mais o seu mérito.

Moutinho – A confiança nota-se. Continua a ser um jogador intenso e tacticamente irrepreensível, mas agora o seu primeiro toque é melhor e a facilidade com que “salta” o pressing directo faz com que dê um perfume acrescido ao jogo. Falta-lhe o último terço. Só lhe falta isso, mas... ainda lhe falta isso.

Carlos Martins – Não fez um mau jogo, mas foi o elo mais fraco do meio campo. É uma solução, mas creio que lhe falta alguma cultura táctica para ter a utilidade dos outros 2 elementos que com ele jogaram no meio campo. Pela qualidade de Tiago, pessoalmente, acredito que o médio do Atlético seria uma solução melhor. Talvez não tão explosiva, mas globalmente melhor.

Ronaldo – Grande notícia o seu golo. Claramente procurava esse momento e perdia-se algumas vezes por isso. Talvez o golo lhe dê tranquilidade para engrenar de vez. De resto, é um jogador obviamente fantástico e que desequilibra tantas vezes que às vezes nos esquecemos. Vi o jogo uma primeira vez – no estádio – mas só depois de analisar melhor é que me apercebi concretamente do número de situações de golo em que esteve directamente envolvido.

Nani – Quando vejo os jogos do Man Utd, pergunto-me como é possível não ter melhor aproveitamento ofensivo na Selecção, tendo Nani. Ou melhor... também Nani. Está em grande forma e é um dos melhores extremos do futebol actual, como facilmente o mostrou.

Hugo Almeida – Não são exactamente iguais, mas quase que poderia recuperar alguns comentários que fiz a Falcao. É por isso que normalmente (nem todos os casos são assim) prefiro o losango. O triângulo recuado é análogo ao do 4-3-3, mas o triângulo ofensivo, no losango, não ignora tanto um recurso como tantas vezes vemos acontecer no 4-3-3. Hugo Almeida não jogou mal, mas jogou pouco.

Ler tudo»

ler tudo >>

9.10.10

A primeira da "era Bento" (Breves)

ver comentários...
- Não tive problemas em declarar o meu optimismo em relação a esta nova "era" e os motivos que então enunciei foram espelhados neste jogo. Agora, como sempre depois das vitórias, vai-se falar das opções individuais, de Moutinho, Martins ou Pereira, e elogiar-se o treinador e o jogo que a Selecção realizou. Mas os motivos que estão realmente na origem deste súbito "upgrade" não são essencialmente de ordem técnico-táctica, nem, muito menos, têm a ver com 1 ou outra opção. Têm a ver, isso sim, com aquilo que Paulo Bento tanto falou mas que pouca gente valoriza: o controlo e a gestão dos níveis emocionais. Sobre a análise e os aspectos técnico-tácticos, guardo-me para mais tarde, mas para já quero apenas referir que reduzir o futebol às suas componentes técnico-tácticas é ignorar uma boa parte da complexidade do jogo. Mas vamos esperar, porque as coisas ainda agora começaram...

- À margem do que é mais importante, deixo a seguinte pergunta:

quantos golos falharia Postiga se tivesse 10 situações iguais à que teve frente à Dinamarca, mas... num treino?

Já era tempo de alguém assumir que Postiga tem realmente um problema de finalização...

ler tudo >>

AddThis