20.8.10

Notas de crises e formalidades

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- Não vi com atenção suficiente nenhum dos jogos, mas parece-me que estamos num caso de tendências completamente opostas, entre Porto e Sporting. Enquanto que uns alicerçam-se na confiança, mesmo não jogando ainda ao nível que se espera, outros cumprem o caminho oposto.

- No caso do Sporting, a reacção de desgaste ameaça ser mais rápida do que as piores previsões. Na verdade, não é o pior que pode acontecer. É mais fácil uma época ser salva depois de uma catástrofe prematura, do que se tiver uma mediocridade contínua. Pelo menos é isso que me diz a memória. A derrota estaria sempre ao sabor do vento, como consequência da sua, já longamente abordada, incapacidade para controlar os jogos. O problema, agora, é que a quebra de confiança faz com que tudo o que de bom havia acabe também por desaparecer. Um clássico. Como se não bastasse o destino, a coisa agudizasse quando, em vez de analisar e questionar friamente, a opção passa pela crença numa mudança de ventos. A fé é uma coisa bonita, mas dificilmente resulta.

- Há "casos" na nossa sociedade que são verdadeiros assaltos ao intelecto de quem a eles assiste. O de Queiroz é um deles. Quando é assim, tenho para mim que o melhor é gastar a menor quantidade de tempo possível com eles. Tempo e energia são bens escassos e que valorizo demasiado para este tipo de assuntos. Já de futebol, gosto bastante e não me importo de perder tempo. Por isso, bem mais do que a formalidade do despedimento, preocupa-me a informalidade do futuro.

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19.8.10

Salvio e outras breves

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- Chega Salvio à Luz. Para mim, pessoalmente, é sempre bom ver em Portugal jogadores que acompanhei noutras paragens. Salvio é um deles. Um dos melhores do mundo da sua geração, enquanto sub-20, tem agora uma boa oportunidade para dar um salto enorme em termos de confiança e evolução. Há um pormenor importante nesta operação: a ausência de opção de compra. Um sinal de algum desespero por parte do Benfica, que contrata uma promessa sobre a qual não tem nenhuma garantia de continuidade, para competir com outros valores de perfil idêntico e recém contratados: Gaitan e Jara.

- O Braga não pára de surpreender! Não vi o jogo, portanto não comento, mas se julgava que o nulo podia ser bom, este golinho coloca mesmo o Sevilha em sério risco. Será mesmo um grande feito!

- O Inter ganhou a Libertadores! Normal, apenas isso. Rafael Sóbis regressou para ganhar o que já havia conquistado em 2006, Giuliano é o criativo que promete explodir (apareceu aqui na mesma altura que Salvio), mas o nome que mais me impressiona está já a caminho do Tottenham: Sandro.

- Na antiga Constantinopla, há um novo herói!

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Naval - Porto: Análise e números

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Se o mais importante é ganhar, pode dizer-se que o Porto se restringiu ao essencial. De facto, a produção azul e branca na Figueira não foi a melhor, e o empate não seria, de forma nenhuma, uma surpresa para aquilo que foi o jogo. Pode parecer um paradoxo para quem vê estas coisas de uma perspectiva mais distante e simplista, mas as boas indicações frente ao Benfica pouco ou nada relevavam sobre a capacidade de resposta da equipa neste e noutros jogos. Mais do que o grau de dificuldade, é preciso olhar para a especificidade do desafio e, aí, Benfica e Naval nada têm em comum para que se possa projectar um jogo a partir do outro. Para este Porto, e nesta altura, a má notícia é que terá muito mais “Navais” do que “Benficas” na caminhada que tem pela frente.

Notas colectivas
Frente ao Benfica, o Porto dominou pelo pressing estratégico que impôs à construção encarnada. Agora, o que fazer se o adversário não quiser construir? Esse foi o problema portista. Sem surpresa, a Naval começou por recorrer a uma abordagem directa para evitar enfrentar o pressing azul. Para levar a melhor, o Porto teria de ganhar a segunda bola no seu meio campo defensivo e, depois sim, fazer o seu jogo. Não foi fácil, e por diversos motivos. Primeiro, e na origem, a recuperação, na resposta ao jogo directo da Naval nem sempre funcionou. Depois, mesmo quando recuperava, nem sempre o primeiro passe saiu, o que poderia até ter custado outro preço, se algumas perdas tivessem tido outro aproveitamento. Finalmente, quando saiu desse primeiro passe, foi sempre difícil ligar o meio campo com o trio da frente.

Face a estas dificuldades, tivemos um deserto de oportunidades durante praticamente 1 hora de jogo. Depois, o Porto entrou no seu melhor período. Por desgaste da Naval, que começava a perder mais duelos no “miolo”, porque Hulk se tornou mais difícil de controlar e, sobretudo, porque a alteração de estrutura para o 4-4-2 facilitou a criação de apoios e aumentou os elos de ligação entre o meio e a frente. Ainda assim, diga-se, poucos foram os lances verdadeiramente perigosos junto da baliza da Naval e é muito duvidoso que a vitória sorrisse sem o lance da grande penalidade.

Enfim, para já temos uma vantagem prematura que oferece também a primeira liderança em termos de níveis de confiança. Porém, as reticências daquilo que se vira em Paris mantêm-se. Ou seja, este não é ainda um Porto que garanta um melhor rendimento em relação ao passado. Há aspectos que precisam de ser trabalhados: a sua ligação precisa de ser melhor, o seu pressing precisa de produzir mais perante equipas que não assumam tanto a construção e há também a questão dos centrais, onde me parece que seria benéfica a introdução de um elemento com mais qualidade.

Notas individuais
Há dois casos que ajudam a perceber o jogo e as dificuldades portistas: Fernando e Falcao. Em ambos os casos, estamos perante jogadores muito participativos, com Fernando a ser regularmente o mais interventivo do colectivo, e Falcao a ter um peso grande no jogo, para além da finalização. Ora, isso não se passou neste caso, podendo ser feita uma ponte entre este dado estatístico e o rendimento colectivo.

No caso de Fernando, podemos ligar essa dificuldade de se impor no jogo com a dificuldade que o Porto teve em dominar o jogo de primeiras e segundas bolas à frente da sua área. É verdade que foi melhorando – e a equipa com ele – ao longo do jogo, mas demorou mais de 20 minutos para que Fernando tivesse a sua primeira intercepção na partida, o que é sintomático.

O caso de Falcao leva-nos à ligação entre meio campo e ataque. Poucas vezes foi solicitado o seu apoio frontal e esse será um aspecto a melhorar no futuro, porque o colombiano é normalmente garantia de uma boa ligação quando a bola passa por ele. Desta vez, para além de não ameaçar junto da baliza, esteve também muito ausente dessa ligação. Tal como no caso de Fernando, a equipa sentiu-o.

Falar, para terminar, de Belluschi. Voltou a evidenciar uma capacidade interventiva elevada, mesmo não estando especialmente inspirado. É um dado importante – muito! – para quem joga naquela zona. Acredito que a sua substituição não foi benéfica em termos de opção individual, mas tenho-lhe um reparo a fazer. Mais do que a inspiração na criação, é importante que Belluschi reveja a certeza no passe. É que não está a jogar tão perto da área contrária como foi habituado durante tanto tempo na sua carreira. Se melhorar nisto, e mantendo outras indicações, pode ser um dos craques do campeonato.



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18.8.10

Paços - Sporting: Análise, números e vídeo (II)

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Vídeo: os 3 cruzamentos
Para quem viu o jogo, não passou em claro o carácter repetitivo da jogada. Cruzamento tenso e rasteiro de Manuel José, a pedir um desvio entre o guarda redes e os centrais. Nos 2 primeiros falhou, mas à terceira foi de vez. Na verdade, e apesar da repetição, os casos não são exactamente idênticos. Dois aconteceram em transição e o terceiro em ataque posicional. Na soma, porém, vislumbram-se bem os problemas do funcionamento da linha defensiva do Sporting. Problemas que, diga-se, são sobretudo colectivos. Outro dado importante é o mérito do cruzamento e de quem o faz: Manuel José.


No primeiro lance, existe uma perda evitável após uma variação de flanco não muito aconselhável. Ainda assim, é neste lance que mais se percebe como a defensiva leonina está pouco vocacionada para assumir riscos na linha do fora de jogo. O baixar imediato do trio defensivo pode parecer prudente, mas acaba por trazer mais risco do que segurança. Isto porque, ao recuar, a linha defensiva abdica de tentar controlar a jogada em termos de espaço e tempo. Ou seja, o ataque tem mais espaço para definir o passe e pode escolher a velocidade que quer dar ao lance, não sendo obrigado a decidir rapidamente. Nestas condições, é mais difícil, quer para o meio campo recuperar o posicionamento defensivo, quer para os próprios centrais controlar uma jogada que acontece em velocidade e numa área enorme de campo.

No segundo lance, grande parte do mal acontece na atitude de Evaldo. A forma como aborda a dividida só é possível caso tenha a certeza de que a vai ganhar. Caso contrário, e como aconteceu, perde não só a bola mas, mais ainda, a sua capacidade de recuperação. Depois, o único comentário que há a fazer vai para o posicionamento no centro do terreno. Embora defenda que a defesa se deva manter em linha dentro da área, não concordo que esta seja definida pelo posicionamento da bola em cruzamentos que não sejam já próximos da linha lateral. Uma margem de 1-2 metros será o ideal neste caso. O que é mais preocupante, porém, é que este comportamento parece apenas ocasional, já que não foi repetido noutras ocasiões.

Finalmente, no lance do golo, a origem deve ser muito mais centralizada na zona do cruzamento. Aí é que o Sporting tinha superioridade numérica, sendo proibido que, nessas condições, seja permitido tanto espaço para cruzar. Postiga, como mostra o vídeo, terá sido o mais displicente de todos.

Ainda assim, Nuno André Coelho não deixa de merecer responsabilização. Primeiro, o tal pormenor de ter tido uma opção diferente daquela que havia escolhido apenas há minutos atrás. Mas isso demonstra mais anarquia do comportamento colectivo, do que responsabilidade individual. A nota de culpa para o central vai para a forma como abordou o lance. Teria de controlar o espaço entre si e o atacante, mas, ao mesmo tempo, garantir que não perderia a frente do lance. Entre as referências zona e homem, N.A. Coelho não podia ignorar qualquer uma que fosse, tendo ainda de manter os olhos sobre a bola. Não era fácil, é certo, mas também se pode facilmente perceber que deveria e poderia ter feito bem melhor. Já agora, e para terminar, uma nota sobre a especificidade do avançado. Rondon não é um jogador muito alto, daí que o risco da antecipação talvez fosse maior do que perder o controlo sobre as costas. Simples agora, bem mais do que quando se tem de avaliar e decidir em segundos...

Estatística individual
A primeira nota vai para a novidade do site da Liga, com estatísticas em tempo real. É uma novidade muito interessante, embora para mim não possa substituir o que venho fazendo. O motivo é simples, não sei o que realmente medem os indicadores apresentados. É por isso que ler estatísticas em futebol se torna complicado, porque o critério não fica explicado apenas pela nomenclatura e, salvo melhor explicação, só quem faz a estatística percebe realmente o que está a medir. Outra nota para algumas divergências em alguns números. É normal que existam, mas há também discrepâncias que não se justificam (individualmente, porque colectivamente, os números são muito semelhantes). Acredito muito na tecnologia e não tenho dúvidas que tem mais potencial para não errar, mas posso garantir, por exemplo, que João Pereira não fez 63 passes certos, nem Liedson 23.

Em relação aos números, começo por destacar a elevadíssima participação dos centrais leoninos. Mostra, por um lado, que o recurso ao jogo directo foi recorrente por parte do Paços e, por outro, que os centrais tiveram uma grande capacidade para dominar a sua zona perante esse recurso. Ou seja, os erros que venho apontando não parecem ser o espelho de uma limitação individual, mas sim de um défice de coordenação e orientação colectiva.

Há, aqui, um caso que merece nota: Polga. É um jogador vulgarmente criticado – eu me incluo aqui – e que muitas vezes não se compreende o porquê da insistência na sua utilização. Aqui entramos na virtude e limitação deste método. Ou seja, o método mostra-nos a influência positiva de Polga no jogo, o que oferece a sua capacidade de leitura, posicionamento e antecipação. Não dá, no entanto, para enquadrar Polga no problema táctico da última linha da equipa, sabendo-se da sua dificuldade em jogar alto e com o fora de jogo. É um bom exemplo da utilidade e enquadramento do método na análise. E não, como tristemente foi confundido por alguns, como um juízo absoluto do rendimento individual.

Outro caso a abordar é Carriço. A sua presença no meio campo entende-se na perspectiva de que o Paços jogaria – como jogou – de forma directa. Retira qualidade em algumas vertentes à equipa, mas parece-me acertada a opção de Paulo Sérgio em termos de opção individual. Aliás, muito desse acerto vem da própria qualidade do jogador que, apesar de jogar “fora de água”, manteve um rendimento e eficácia extremamente elevados.

Sobre Valdes, reforçar que deve ser entendido à luz das suas características. Tal como referi aqui aquando da sua contratação, é um jogador muito forte em termos técnicos, sobretudo no 1x1, mas que tem dificuldade em termos de intensidade, quer nos momentos defensivos, quer quando se lhe pede para encontrar espaços para aparecer. Talvez tenha sido forçada a mudança táctica ao intervalo, mas a introdução do chileno no 11, e neste jogo, parece-me um erro evitável à partida.

Finalmente, Postiga. Talvez esteja aqui a grande oportunidade para se relançar. Tem um problema óbvio com a pressão de finalizar (não por este jogo), e acaba por falhar bem mais do que seria expectável. Não é um problema mecânico, é um problema mental, que tem a ver com a envolvente e a especificidade da pressão em ambiente de jogo. Ou seja, não se corrige com o treino. Por outro lado, tem uma grande capacidade para jogar em zonas mais interiores, onde se movimenta bem e decide melhor. Não tem a criatividade de uns, mas pode dar, por exemplo, uma vantagem importante nas primeiras bolas na zona à frente dos centrais. O que eu estou a sugerir – outra vez! – é que seja testado mais vezes e mais tempo nas costas do ponta de lança, que sirva de referência para o apoio frontal e que lhe seja retirado o peso da camisola 9. Até agora, e nesta época, respondeu sempre bem à chamada nestas circunstâncias.

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17.8.10

Paços - Sporting: Análise, números e vídeo (I)

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Começo com um número: zero. Zero foi o número de foras de jogo que o Sporting conseguiu arrancar ao ataque do Paços, em 90 minutos. Zero – este Zero – é o número que ilustra, a meu ver, o grande mal deste Sporting. Não que o fora de jogo seja em si mesmo um fim, mas porque é um indicador que tem de assumir outros valores em equipas que, como o Sporting, tentam jogar e permanecer simultaneamente altas e largas no campo. A linha defensiva e o pressing, muito mais do que o sistema, já havia dito. A linha defensiva, ainda mais do que o pressing, digo agora. Enquanto isto não for percebido, primeiro, e corrigido, depois, enquanto se discutirem apenas sistemas e opções individuais, o Sporting pode estar tudo menos seguro sobre o destino dos seus jogos. E o tempo corre cada vez mais contra Paulo Sérgio.

Notas colectivas
Não é fácil jogar na Mata Real. As dimensões do relvado tornam difícil a posse e a atitude que o adversário invariavelmente assume, difícil o pressing sobre a construção. Ou seja, tem de se lidar com um jogo directo, disputado à frente da sua área e só depois de ganhar esse duelo é que se pode pensar no passo seguinte. Intensidade precisa-se, portanto.

O jogo mostrou bem que o Sporting era capaz de ultrapassar o obstáculo defensivo que tinha pela frente. Teve qualidade e talento para encontrar soluções. Qualidade na forma rápida como se desdobrou em algumas situações, e talento na resolução individual de algumas unidades. O problema foi dividido entre a eficácia e a segurança lá atrás.

Sobre a eficácia, convém não dramatizar porque se o Sporting teve oportunidades, o Paços não as teve menos. Mas é verdade que, com ela, tudo podia ter sido diferente. Resta-nos a segurança, e é aqui que chegamos à linha defensiva.

Não foi mal único, houve abordagens individuais erradas também, mas foi, como é, o mais crónico dos erros da interpretação do modelo. A equipa não consegue subir e manter-se alta no campo e sempre que tem de lidar com uma situação de transição aumenta vertiginosamente o seu espaço entre linhas, dando campo de ataque ao adversário e retirando tempo à sua própria recuperação colectiva. Um problema, está mais do que visto, e um problema que tem raízes no passado, e nas rotinas completamente diferentes da equipa com Paulo Bento.

Fora estes pontos, e ainda no Sporting, podemos depois discutir opções como a mudança de sistema ao intervalo, que claramente não produziu resultados. Podemos alongar-nos até a um campo mais filosófico sobre se é bom variar tanto de figurino, ou se o melhor é manter o sistema e optimizar as suas dinâmicas. Já sabem que sou adepto da segunda vertente, mas o que realmente me parece é que o sistema é uma discussão inútil no meio de outros pontos mais relevantes para a optimização do modelo. Se o Sporting e Paulo Sérgio não o perceberem e se insistirem nas oscilações entre 4-4-2 e 4-3-3, pouco ou nada irá mudar.

Sobre o Paços, o maior elogio que faço vai para a consciência do que se pode e do que se deve fazer. Não é a fórmula que mais admiro, mas prefiro largamente a humildade à presunção.

(estatística individual e vídeo na II Parte da análise)



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16.8.10

Domingo de complexidades

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- Ora aí está mais um exemplo da enorme complexidade que o futebol pode assumir. A súbita "crise" do Benfica. A sequência de jogos sem ganhar na jornada inaugural. A terceira vitória da Académica em 4 anos de visitas à Luz. Podemos debruçar-nos o tempo que quisermos, com o detalhe que desejarmos, mas, não se deixem enganar, a nossa compreensão real sobre tudo isto será sempre muito reduzida.

Enfim, pode dizer-se que, em apenas 2 jogos oficiais, a pré época do Benfica parece ter sido reduzida a um redondo zero.

- Em França anda tudo louco. O recém promovido Caen, depois de ter ganho em Marselha, bateu agora o Lyon. Fica a nota para análises futuras.

- No Brasil, Muricy volta a ameaçar aniquilar o tradicional equilíbrio no topo da tabela. Depois do São Paulo, agora no Fluminense. Não sei se vai ser assim, mas é o que parece.

- Na Premier League, vi Koscielny e Chamakh estrearem-se num clássico. Dois jogadores que observei no ano passado e que me despertaram interesse. Maior surpresa pela aposta no central, que tem potencial mas um longo caminho ainda à sua frente. Mais claro é o caso de Chamakh. Um jogador super completo, forte tecnicamente e fortíssimo no espaço aéreo, quer na área, quer fora dela. Esteve ligado ao "blooper" de Reina, mas espero mais dele.

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15.8.10

Sem conclusões...

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- Na Mata Real, um desfecho possível. Não o mais provável, mas também possível. O problema do Sporting é e sempre ameaçou ser o controlo que não tem sobre os jogos e sobre os adversários. Para quem anda à procura de respostas, já pode riscar o problema do duplo pivot. Afinal não era assim tão importante, à beira de outros problemas. É, não é?

- Antes, na Figueira, menos oportunidades, mas mais controlo e também um pouco mais de eficácia. Mas só um pouco. O jogo mostrou, para quem precisava de ver, que a Supertaça não apagou Paris, que há jogos e jogos, e que há ainda um bom caminho a percorrer até que este Porto esteja verdadeiramente afinado para o que se lhe vai deparar. O mesmo raciocínio talvez também sirva para a Naval, mas esse é um campo ainda demasiado desconhecido para eu poder entrar.

- Espanta-me como é que tanta gente consegue ter tantas certezas, vendo apenas. Invejo-os, porque não consigo. Para concluir algo de útil - e já com muito esforço - tenho de analisar, não me basta ver. Quando analisar, e se analisar, deixo mais conclusões. Conclusões a sério.

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13.8.10

O Braga e o inicio do campeonato... em nota breve.

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Ando demasiado influenciado por teorias de cepticismo para avançar com previsões de fundamento mínimo. Vou projectando conforme for vendo. Sem grandes análises - e será assim na primeira jornada - começo pelo Braga.

Começou com a sua grande vantagem do ano anterior: a eficácia. 6 golos marcados em 2 jogos oficiais na Pedreira, num aproveitamento superior a 50% em termos de oportunidades claras de golo. Um sonho para qualquer treinador. Felipe e Elton são reforços de peso e entrariam nas principais contas de qualquer outro clube. Chegará para repetir o feito do ano anterior? A resposta lógica é "provavelmente não".

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