31.5.10

Ranking Europeu de Clubes, época 2009/10

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Era algo que tinha ficado prometido para o final da época e... cá está. A actualização do ranking de clubes europeus para a época 09/10. Deixo a lista de 150 primeiros clubes e, face a ela, não resta muito por dizer. Ainda assim, gostaria de destacar:

- Proximidade entre Inter e Barcelona, quase empate técnico e bem à frente dos outros.
- G6. A diferença entre os 6 primeiros e os restantes clubes é significativa.
- Excelente 8ºlugar do Benfica. Também muito positivo, o 14º do Porto.
- Bem mais modesto, o 47º do Sporting, ainda assim o 3º de Portugal, devido à modesta prestação europeia do Braga.





Sobre o Ranking, deixo também alguns esclarecimentos:

- Estão incluídos todos os clubes das primeiras ligas dos 16 primeiros classificados do ranking da Uefa.
- O Ranking divide-se em 2 componentes, que são somadas depois de pesadas. Pontuação europeia e pontuação doméstica.
- A pontuação europeia utiliza apenas os pontos atribuídos pelo ranking da Uefa.
- A pontuação doméstica utiliza a média pontual de cada clube nas respectivas ligas. A esta média acresce um bónus para campeões, vice campeões, vencedores e finalistas de Taças internas. A pontuação obtida é depois sujeita a uma pesagem em função do ranking da Uefa para o respectivo país.



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29.5.10

2002: 57 minutos de Ronaldinho

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Dificilmente um ocidental se sente num ambiente “normal” no extremo oriente (e vice versa). Tempos diferentes, rostos diferentes, culturas diferentes. Realmente, a experiência asiática produziu resultados tão estranhos que talvez uma personificação do Futebol seja uma boa maneira de começar explicar os acontecimentos. Certo, certo é que enquanto outros foram caindo, o Brasil aproveitou para confirmar a sua maior adaptabilidade histórica e, por via disso, concretizar o 5º título mundial. Poucos poderiam prever uma caminhada tão fácil para a final e foi no momento de maior dificuldade que surgiu, também, a mais inspirada das exibições. Um jovem mostrava-se ao mundo, decidindo de forma genial a passagem à meia final. Ronaldinho Gaúcho!

Em 2002, tinha apenas 22 anos e depois do Mundial asiático acabou por confirmar todo o potencial ao serviço do Barcelona. Tornou-se, mesmo, na maior das estrelas do futebol mundial na segunda metade da década. É por tudo isto estranho que, aos 30 anos, seja hoje confortável afirmar que o “clímax” da sua carreira na Selecção do Brasil aconteceu precisamente naqueles 57 minutos que disputou frente à Inglaterra. Ronaldinho voltou como principal figura nas previsões do Alemanha 2006, mas confirmou-se como a maior desilusão da prova, muito pela incapacidade de Parreira para criar um modelo que realmente tirasse o melhor da sua maior estrela.

Quanto ao Mundial, de facto, poucas justificações haverá para o que se passou. O primeiro presságio foi dado no jogo inaugural, com a derrota dos campeões europeus e mundiais, França, perante o Senegal. Na fase de grupos caíram a França, a Argentina – outro dos maiores favoritos – e Portugal. A Selecção portuguesa, de Figo e Rui Costa, foi a primeira vitima do outro “fenómeno estranho” da prova. A Coreia do Sul. A jogar em casa, os coreanos afastaram – sempre com muita polémica – espanhóis e italianos, chegando às meias finais. E assim, sem grande esforço, o Brasil terminava uma das suas piores fases de sempre com um título mundial. É que antes da prova, o Brasil teve a qualificação em risco, partindo para a prova sem grandes expectativas. Quem também aproveitou, claro, foi Ronaldo. Vingou-se de 1998 e de uma fase de lesões que o havia afastado da ribalta. Na Ásia renasceu para uma nova étapa da sua carreira e deu um decisivo passo para se tornar no melhor goleador da História dos Mundiais.



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27.5.10

Jesualdo e os erros cognitivos

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A História da humanidade está cheia de heróis injustiçados ou homenagens póstumas. A razão pela qual tantas vezes isso acontece está normalmente ligada com algo que é próprio da natureza do Homem. Erros cognitivos. Ora, num reinado de emoção, como é o futebol, é natural que a razão nem sempre impere na apreciação comum. E tudo isto para enquadrar o “fim de ciclo” de Jesualdo. O futuro – e o seu substituto – ditarão a correcção da mudança, mas não me parece lógico, à luz da razão, que seja tão unânime a saída do “Professor”.

O erro de Jesualdo
Qual foi, afinal, o erro de Jesualdo? Já aqui desmistifiquei (ou pelo menos esforcei-me...) o “dogma dos jogos grandes”, e tanto no plano quantitativo como qualitativo me parece que o trabalho de Jesualdo no Porto está bem acima de qualquer dúvida. O erro de Jesualdo foi, simplesmente, ser Jesualdo. Ou seja, quando entrou Jesualdo era um treinador de última hora, a prazo, com uma carreira sem qualquer feito que empolgasse o adepto comum. "Um perdedor", como vulgarmente se diz. Esse foi o rótulo com que entrou e aquilo que precipitou o tal erro cognitivo. Os psicólogos chamam-lhe o “viés da confirmação”, e consiste num erro comum em que as pessoas procuram elementos que confirmem uma ideia que está preconcebida, em vez de utilizar os novos elementos de uma forma racional e critica. A emoção, de novo, fala mais alto.

Herança pesada
Já o disse várias vezes: a substituição de um treinador só pode ser avaliada com o conhecimento do substituto. Nesse sentido, a saída de Jesualdo não será forçosamente um erro. O que tenho como certo, porém, é que quem virá a seguir terá uma pesada herança pela frente. Jesualdo não ganhou só 3 ligas em 4 anos. Leva 3 finais de Taça consecutivas e 4 apuramentos para os oitavos de final da Champions. 2 deles em primeiro lugar do grupo. E cá estaremos para ver quanto tempo demorará outro treinador a repetir este último feito num clube português.

Por tudo isto – e não esquecendo os condicionalismos excepcionais que teve desde a sua entrada no Dragão – há 2 coisas que me parecem claras:
- O seu sucessor não terá vida fácil.
- Um dos treinadores com mais sucesso (relativo) do futebol europeu nos últimos 4 anos, está agora livre.



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26.5.10

As jogadas que definiram o campeão

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Se o jogo se define nos pormenores, bem se pode dizer que foi nestas jogadas que o Inter se fez campeão. Nem todas resultaram em golo - aqui é que entra a tão famosa eficácia - mas nelas se criaram as melhores oportunidades para chegar ao golo. O ponto da análise, porém, está em perceber os detalhes tácticos que podem ter ajudado a marcar a diferença. Ao pormenor fica fácil perceber que se o Bayern perdeu o título muito se deve a algumas insuficiências defensivas que Milito acabou por penalizar. Porque o vídeo pretende ser auto-explicativo, fico-me por aqui...

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25.5.10

Inter - Bayern: A final em números

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A bola ou o espaço? Talvez este seja o grande dilema de uma qualquer estratégia. Ter a bola implica poder atacar mais, mas ter mais espaço implica atacar melhor. Da final não esperava outra coisa que não fosse a importância do detalhe sobre o domínio. Assim foi. Mais surpreendente, porém, terá sido a forma clara como as estratégias se radicalizaram. Bola para o Bayern, espaço para o Inter. A vitória do Inter não era – de forma nenhuma – inevitável, mas terá ficado mais próxima pela forma algo “naive” como o Bayern se expôs no campo. Foi isso que vimos e é isso que encontramos, também, nos números. É claro que para explicar a história do jogo não se pode evitar um nome: Diego Milito!

“Domínio consentido”, por José Mourinho
É uma expressão vulgarmente repetida no futebol, mas nem sempre com a mais correcta das aplicabilidades. Realmente, não será muito fácil encontrar um exemplo tão claro do que é “domínio consentido” como aquele que tivemos na final de Madrid. E não foi preciso esperar pelo primeiro golo. O Inter consentiu, de facto, o domínio ao Bayern e os alemães tiveram uma enorme superioridade ao nível do passe e da respectiva percentagem. O que se observa, porém, é que essa superioridade apenas acontece nos jogadores que participam na primeira fase ofensiva. Mais à frente, os avançados participaram mesmo menos do que os do Inter e tiveram percentagens de passe igualmente inferiores. Se juntarmos a isto, o maior número de desequilíbrios ofensivos, então temos verdadeiramente um exemplo de “domínio consentido”.

Milito: O “Príncipe” foi Rei absolutista
Nem era preciso recorrer aos golos. Milito foi peça fundamental da estratégia do Inter, o porquê de ser mais importante ter o espaço do que a bola. De facto, embora isolado na frente, Milito teve uma participação muito considerável e bem superior a qualquer avançado do Bayern. Isto, apesar da diferença de participação colectiva ser quase escandalosamente favorável aos bávaros. Mas mais do que a participação, Milito tem a seu favor a qualidade incrível das suas intervenções. Participou em todos os desequilíbrios ofensivos da sua equipa, não acumulou qualquer perda de bola e teve uma eficácia de passe superior à média da equipa. Isto – e reforço a ideia – apesar de jogar sozinho na frente.



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24.5.10

Mourinho: Ficção em carne e osso

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Não gera simpatia, nem se pode dizer que faça muitos amigos por onde passa. Serve-se simplesmente da sua competência para, caso após caso, conquistar o respeito e admiração de todos. Poderia estar a falar de Sherlock Holmes ou Dr.House, mas este é um caso bem real. A carreira de Mourinho volta a confundir-se com uma obra de ficção, numa sucessão de exemplos suficientes para espantar o acaso e tornar o treinador numa espécie de herói de carne e osso. E esse é o seu maior feito... pelo menos para já.

Os seus rasgos de heroísmo deixaram marcas em todos os países por onde passou e, por via disso, Mourinho será já um caso sem paralelo de misticismo e popularidade na História dos treinadores do jogo. Resta-lhe agora olhar para os factos e provar que é também capaz de se tornar o mais vencedor de todos. Afinal, já não falta tanto quanto isso...

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21.5.10

1998: Um fenómeno até Paris

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Para quem não viveu o tempo será sempre estranho combinar os factos. Afinal, ele foi a decepção da final e, ao mesmo tempo, o melhor jogador do torneio. Para quem viu e tem memória, porém, nada disto surpreende. Ronaldo era, na altura, o verdadeiro “fenómeno”. Algo que o futebol nunca vira, mesmo depois de conhecer Pelé ou Maradona. Ronaldo, o “fenómeno”, só jogou um mundial e foi em 1998. Depois, foi o outro Ronaldo, mais eficaz e até mais feliz. Um grande jogador, sem dúvida, mas não o “extraterrestre” que emergiu na segunda metade da última década do milénio. Se o Brasil desiludiu na final com o eclipse da sua estrela, pode dizer-se também que lá chegou sobretudo devido a ele. Se provas faltassem, temos a final frente à Holanda.

De 1994 para 1998, o Brasil pode ter perdido um título mundial, mas ganhou um património infindável de talento. Romário não esteve presente devido a lesão, mas mesmo sem esse relevante “R”, deu-se inicio à geração “R” do futebol canarinho. Ronaldo, Roberto Carlos e Rivaldo. Três fantásticos jogadores que entrarão no “Hall of Fame” do jogo juntaram-se aos campeões, tornando o Brasil numa formação de potencial inesgotável. Do ponto de vista mediático, havia ainda que juntar Denilson, o extremo das “bicicletas”, que havia protagonizado a mais milionária transferência da história, rumo ao Bétis de Sevilha. Um “flop” como se sabe...

Sobre Ronaldo, tinha 21 anos e levava 81 golos nas últimas 2 épocas, ambas como estreante, primeiro em Espanha depois em Itália. No seu currículo tinha já 2 prémios de melhor do mundo da FIFA, precisamente em 1996 e 1997. Ronaldo era um enorme jogador por tudo isto, mas o que o tornava especial era a especificidade do que fazia no campo. Ronaldo fez jogadas e dribles que nunca ninguém tinha visto fazer com tanta facilidade. Ronaldo era um jogador à frente do seu tempo, alguém que inovou o jogo do ponto de vista técnico. As suas lesões não foram suficientes para acabar com uma carreira cheia de feitos e êxitos, mas foram suficientes para não lhe permitir manter-se nesse patamar mais elevado em relação aos demais.

Sobre o Brasil, pode dizer-se que em 1998 assistiu-se a um grande desperdício. Zagallo confrontou-se com um problema que passaria a ser denominador comum de todos os seleccionadores: como fazer uma equipa de tantas estrelas. Em 98 até era fácil, mas Zagallo não foi capaz de tornar o Brasil numa equipa colectivamente consistente e sólida defensivamente. Sofria demasiados golos e vivia dos rasgos das suas individualidades. Por isso foi batida tão facilmente na final. Aliás, já o poderia ter sido frente à Holanda, não fosse o “one man show” de Ronaldo, que protagonizou praticamente todas as ocasiões dos brasileiros nos 120 minutos de jogo.



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20.5.10

Radosav Petrovic: o perfil do alvo do Sporting

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Radoslav Petrovic é o jogador do momento na imprensa portuguesa. Um médio de 21 anos que explodiu este ano na liga Sérvia. Para conhecer melhor de que jogador estamos a falar, proponho uma detalhada observação a 2 jogos. Precisamente os fervorosos “derbis” frente ao Estrela Vermelha. Partidas em que Petrovic saiu como herói, marcando e desequilibrando, mas que, também deixaram bem patente o tipo de jogador que é. Aqui fica o meu balanço...

O crescimento do mediatismo de Petrovic, não tenho dúvidas, tem a ver com o considerável número de golos que marcou. Petrovic tem um bom pontapé – que raramente utiliza – e uma estatura (mais de 1,90m) que lhe permite ser uma ameaça nas bolas paradas. A verdade, porém, é que Petrovic não é um provável marcador de golos. É, isso sim, um jogador posicional, inteligente e seguro nas suas abordagens (aliás como o provam os números de % de passe). Mas é também um jogador de pouca vocação criativa e com pouca velocidade de deslocamento, o que o torna pouco confortável numa função de “box-to-box”, como tem sido definido nas recentes descrições feitas na imprensa.


Em suma, as indicações de Petrovic deixam pouca margem para responsabilidades mais ofensivas. Pela sua idade, simplicidade e cultura posicional poderá evoluir positivamente como médio defensivo, mas, na hipótese do seu futuro passar pelo Sporting, terá de concorrer com Pedro Mendes e André Santos, o que não se adivinha fácil.

É por tudo isto que não se percebe totalmente qual o alcance desta aquisição. Ou seja, qual o seu enquadramento nas necessidades do plantel. Algo que teremos de aguardar para perceber. Isso e o preço, claro...



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