5.3.10
4.3.10
Porque há um seleccionador em cada um de nós...
Sistema: 4-4-2
Queiroz parece dividido, provavelmente apostado em trabalhar 2 sistemas, mas creio que, pelas indicações recolhidas, irá manter a preferência pelo 4-3-3. Pessoalmente, acredito que ser-lhe-ia mais fácil atingir patamares de qualidade mais elevada no 4-4-2. Não é por aí, no entanto. Queiroz pode conseguir qualidade em qualquer estrutura, desde que a trabalhe bem. Sobre a alternância de sistemas, sou também pouco crente no sucesso da aposta. Já nutro algum cepticismo por esta via ao nível de clubes, e, no que respeita a Selecções, adquirir competência num só modelo já parece difícil, em 2 parece-me pouco menos do que impossível...
Laterais: profundidade
O modelo de Queiroz poderá ter sucesso com qualquer tipologia de laterais. Claro. No entanto, na minha interpretação, torna-se mais fácil e lógico se estes tiverem capacidade de dar profundidade ao flanco Isto, sobretudo, se tivermos em conta o tipo de médio defensivo que Queiroz vem preconizando. Isto é, de carácter mais posicional e com fortes limitações tácticas. Para mim, claramente, à esquerda levaria Coentrão e Duda e, à direita, juntaria a Bosingwa alguém de características idênticas. Lembro-me do que aconteceu no Portugal-Suécia ou, um pouco mais atrás, na final do Euro2004, quando laterais ofensivos se lesionaram e Portugal perdeu, a partir daí, grande capacidade ofensiva. Não foi por acaso. O principal candidato é Miguel, mas a sua evolução tem sido tão decepcionante que me parece mais segura a opção por João Pereira. Paulo Ferreira, para mim, seria carta fora do baralho, mesmo contabilizando toda a experiência e polivalência que garante.
Extremos: Ronaldo, Simão, Nani e Danny... só!
Como já disse, orientar-me-ia para o 4-4-2. Ainda assim, obviamente, haveria lugar para desequilibradores que, habitualmente, jogam como extremos num 4-3-3. Daqueles que habitualmente são chamados, optaria por Ronaldo, Simão, Nani e, eventualmente, Danny. O primeiro para jogar na frente, os 2 segundos para a posição de ala interior e Danny, caso recupere o nível de há 1 ano, como solução útil para várias funções. Aliás, a polivalência creio que deve ser um dos aspectos a ter em conta na formação das escolhas e, aqui, Coentrão também encaixaria como uma dupla solução.
Ataque: Aposta em... Liedson
Queiroz dá ideia de estar a hesitar entre Hugo Almeida e Liedson, talvez pesando na escolha o sistema em que jogar. Pessoalmente, e como já aqui várias vezes referi, vejo em Liedson um jogador especialmente forte nos grandes momentos e creio que deveria, muito por esta razão, merecer uma aposta forte de Queiroz para o Mundial. Aliás, quando idealizo um modelo para a selecção não evito recuperar aquilo que Portugal fez na Dinamarca, ainda que com Liedson apenas na segunda parte. Um ataque móvel, com Liedson e Ronaldo na frente de um meio campo criativo e com os jogadores próximos entre si, é a ideia que me parece fazer mais sentido. Como alternativa, Hugo Almeida, claro, mas também Nuno Gomes que, aliás, me parece até melhor solução do que o próprio Hugo Almeida, embora isso possa depender muito do momento de ambos quando Junho chegar.
Queiroz parece dividido, provavelmente apostado em trabalhar 2 sistemas, mas creio que, pelas indicações recolhidas, irá manter a preferência pelo 4-3-3. Pessoalmente, acredito que ser-lhe-ia mais fácil atingir patamares de qualidade mais elevada no 4-4-2. Não é por aí, no entanto. Queiroz pode conseguir qualidade em qualquer estrutura, desde que a trabalhe bem. Sobre a alternância de sistemas, sou também pouco crente no sucesso da aposta. Já nutro algum cepticismo por esta via ao nível de clubes, e, no que respeita a Selecções, adquirir competência num só modelo já parece difícil, em 2 parece-me pouco menos do que impossível...
Laterais: profundidade
O modelo de Queiroz poderá ter sucesso com qualquer tipologia de laterais. Claro. No entanto, na minha interpretação, torna-se mais fácil e lógico se estes tiverem capacidade de dar profundidade ao flanco Isto, sobretudo, se tivermos em conta o tipo de médio defensivo que Queiroz vem preconizando. Isto é, de carácter mais posicional e com fortes limitações tácticas. Para mim, claramente, à esquerda levaria Coentrão e Duda e, à direita, juntaria a Bosingwa alguém de características idênticas. Lembro-me do que aconteceu no Portugal-Suécia ou, um pouco mais atrás, na final do Euro2004, quando laterais ofensivos se lesionaram e Portugal perdeu, a partir daí, grande capacidade ofensiva. Não foi por acaso. O principal candidato é Miguel, mas a sua evolução tem sido tão decepcionante que me parece mais segura a opção por João Pereira. Paulo Ferreira, para mim, seria carta fora do baralho, mesmo contabilizando toda a experiência e polivalência que garante.
Extremos: Ronaldo, Simão, Nani e Danny... só!
Como já disse, orientar-me-ia para o 4-4-2. Ainda assim, obviamente, haveria lugar para desequilibradores que, habitualmente, jogam como extremos num 4-3-3. Daqueles que habitualmente são chamados, optaria por Ronaldo, Simão, Nani e, eventualmente, Danny. O primeiro para jogar na frente, os 2 segundos para a posição de ala interior e Danny, caso recupere o nível de há 1 ano, como solução útil para várias funções. Aliás, a polivalência creio que deve ser um dos aspectos a ter em conta na formação das escolhas e, aqui, Coentrão também encaixaria como uma dupla solução.
Ataque: Aposta em... Liedson
Queiroz dá ideia de estar a hesitar entre Hugo Almeida e Liedson, talvez pesando na escolha o sistema em que jogar. Pessoalmente, e como já aqui várias vezes referi, vejo em Liedson um jogador especialmente forte nos grandes momentos e creio que deveria, muito por esta razão, merecer uma aposta forte de Queiroz para o Mundial. Aliás, quando idealizo um modelo para a selecção não evito recuperar aquilo que Portugal fez na Dinamarca, ainda que com Liedson apenas na segunda parte. Um ataque móvel, com Liedson e Ronaldo na frente de um meio campo criativo e com os jogadores próximos entre si, é a ideia que me parece fazer mais sentido. Como alternativa, Hugo Almeida, claro, mas também Nuno Gomes que, aliás, me parece até melhor solução do que o próprio Hugo Almeida, embora isso possa depender muito do momento de ambos quando Junho chegar.
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3.3.10
A estreia de Airton
Não foi, obviamente, uma estreia vistosa. Não era isso que se esperava, nem tão pouco é isso que dele se pretende. Airton foi, acima de tudo, eficaz. Quase a 100%, e, por isso, o tempo que esteve em campo credita-lhe nota claramente positiva para a estreia. Um resultado que tenho apenas como altamente previsível face ao que já havia observado do jogador e, por outro lado, ao meu entendimento da função para a qual foi destinado. Falta-lhe confiança, falta-lhe à vontade, mas tem tudo para cumprir à risca com os requisitos exigíveis. Em especial, e para além do aspecto físico, a disciplina com que entende a função. Preocupa-se com equilíbrios, compensações e joga simples. Ao contrário do que chegou a ser sugerido na transmissão, aliás, não leva tempo com a bola nos pés. Apenas não cria, nem tenta acrescentar nada e joga simples, tal como se lhe pede. Falou-se do elevado número de faltas sofridas, mas eu prefiro perguntar se alguém lhe viu alguma perda de bola ou passe errado? Eu não. Para a frente virão desafios bem mais complicados, é certo, mas vale também a pena não esquecer que tem apenas... 20 anos.
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Neymar: um chapéu e... um 'bitaite'
Quando o referenciei era apenas um miúdo prodígio. Hoje, ainda é um prodígio e... ainda é um miúdo. Em que ficamos? Digamos apenas que, embebido pelo entusiasmo do chapéu ao Chicão mas também motivado por outras observações, arrisco o seguinte:
Aos 18 anos, Neymar vai ficar de fora do Mundial. Mas vai dar ruído!
Aos 18 anos, Neymar vai ficar de fora do Mundial. Mas vai dar ruído!
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2.3.10
O impacto de Liedson!
Não marcou, mas isso é apenas um pormenor. O porquê de ser um jogador invulgarmente decisivo nos clássicos ficou, de novo, patente no relvado de Alvalade. Um jogo territorialmente equilibrado, disputado sobretudo nas zonas centrais do terreno, mas Liedson, foi, para além do mais rematador, quem mais faltas fez e sofreu. Porquê isto num avançado? Porque Liedson não é um avançado vulgar. É um agitador nato, que não precisa que o jogo vá ter com ele, mas que o chama e arrasta para si. Por isso, e pela espantosa capacidade para manter uma intensidade altíssima em cada uma das jogadas, torna-se num terror para qualquer defensor. E não é difícil lembrar quantos já sofreram com ele! Arrasta-os para zonas desconfortáveis e obriga-os a estar sistematicamente em jogo. Não ganha todos os duelos, e seguramente perde muitos, mas, sabe-se, basta-lhe ganhar alguns para ter um impacto enorme no jogo. E que impacto tem ele!
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1.3.10
Sporting - Porto: a água que não passa 2 vezes sob a mesma ponte
Porto: A pressão... de novo a pressão!
Entrar a perder era tudo o que o Porto não precisava. Pode parecer estanho para quem esteja de fora destas coisas, mas a verdade é que apesar de estar mais de uma dezena de pontos à frente do seu adversário directo, era sobre o Porto que recaía toda a pressão. E isso sentiu-se. O Sporting entrou melhor, mas foi o facto de ter marcado que, definitivamente, agigantou a montanha na frente dos jogadores portistas. Ganhar passou a parecer um obstáculo demasiado distante e a equipa foi associando frustração à ansiedade que já carregava, nunca tendo frescura nem lucidez mental para conseguir contornar os problemas que, do outro lado, lhe eram colocados. O já diversas vezes abordado pormenor de não poder falhar voltou a condicionar a capacidade portista e, como desta vez o adversário este forte, o resultado foi bem pior do que nos empates com Paços ou Leixões.
Há ainda outro pormenor que deve merecer reflexão. Dos 5 jogadores mais ofensivos da equipa, 3 eram estreantes em visitas portistas a Alvalade. O ponto é que este Porto é uma equipa refeita e que, apesar do talento e carácter, não conta com grande experiência nos jogadores que, realmente, podem decidir o jogo.
A bem da verdade é preciso sublinhar que o Porto tem sido uma equipa em crescimento e com um rendimento pontual não inferior à época anterior. Se não vai ser campeão, isso deve-se à repetitiva razia nos seus quadros e, sobretudo, ao aumento de qualidade na concorrência. Mais nada.
Sporting: Recuperar o orgulho!
Do lado do Sporting, praticamente o inverso do que aconteceu com o Porto. Uma equipa com mais talento e qualidade do que aquilo que lhe vem sendo creditado, sem pressão e em crescendo de confiança. O que melhor lhe pode acontecer para acentuar tendências? Um golo a abrir. Com 85 minutos pela frente, a vitória e exibição do Sporting não se esgota nesse pontapé de Djaló, mas é dele que resultam muitas das condições do que se viu a seguir.
Confiança, equilíbrio, agressividade e qualidade. Não resultou num vendaval ofensivo, é certo, mas sim num jogo inteligente e autoritário, não tanto pelo domínio, mas por um controlo inteligente e total do adversário. A prova desse bom comportamento global espelha-se na quase ausência de ocasiões portistas e, por outro lado, na também quase plena boa performance individual dos jogadores do Sporting.
Dois aspectos que quero destacar na equipa do Sporting. O primeiro tem a ver com o modelo táctico de Carvalhal, que parece ter regressado ao 4-2-3-1. Pelo menos para estes jogos de maior dificuldade. O segundo para alguma desvalorização individual de jogadores que, francamente, têm enorme valor. Não é de agora e pode ser extensível a vários jogadores, mas custa particularmente quando atinge um caso como o de João Moutinho.
Entrar a perder era tudo o que o Porto não precisava. Pode parecer estanho para quem esteja de fora destas coisas, mas a verdade é que apesar de estar mais de uma dezena de pontos à frente do seu adversário directo, era sobre o Porto que recaía toda a pressão. E isso sentiu-se. O Sporting entrou melhor, mas foi o facto de ter marcado que, definitivamente, agigantou a montanha na frente dos jogadores portistas. Ganhar passou a parecer um obstáculo demasiado distante e a equipa foi associando frustração à ansiedade que já carregava, nunca tendo frescura nem lucidez mental para conseguir contornar os problemas que, do outro lado, lhe eram colocados. O já diversas vezes abordado pormenor de não poder falhar voltou a condicionar a capacidade portista e, como desta vez o adversário este forte, o resultado foi bem pior do que nos empates com Paços ou Leixões.
Há ainda outro pormenor que deve merecer reflexão. Dos 5 jogadores mais ofensivos da equipa, 3 eram estreantes em visitas portistas a Alvalade. O ponto é que este Porto é uma equipa refeita e que, apesar do talento e carácter, não conta com grande experiência nos jogadores que, realmente, podem decidir o jogo.
A bem da verdade é preciso sublinhar que o Porto tem sido uma equipa em crescimento e com um rendimento pontual não inferior à época anterior. Se não vai ser campeão, isso deve-se à repetitiva razia nos seus quadros e, sobretudo, ao aumento de qualidade na concorrência. Mais nada.
Sporting: Recuperar o orgulho!
Do lado do Sporting, praticamente o inverso do que aconteceu com o Porto. Uma equipa com mais talento e qualidade do que aquilo que lhe vem sendo creditado, sem pressão e em crescendo de confiança. O que melhor lhe pode acontecer para acentuar tendências? Um golo a abrir. Com 85 minutos pela frente, a vitória e exibição do Sporting não se esgota nesse pontapé de Djaló, mas é dele que resultam muitas das condições do que se viu a seguir.
Confiança, equilíbrio, agressividade e qualidade. Não resultou num vendaval ofensivo, é certo, mas sim num jogo inteligente e autoritário, não tanto pelo domínio, mas por um controlo inteligente e total do adversário. A prova desse bom comportamento global espelha-se na quase ausência de ocasiões portistas e, por outro lado, na também quase plena boa performance individual dos jogadores do Sporting.
Dois aspectos que quero destacar na equipa do Sporting. O primeiro tem a ver com o modelo táctico de Carvalhal, que parece ter regressado ao 4-2-3-1. Pelo menos para estes jogos de maior dificuldade. O segundo para alguma desvalorização individual de jogadores que, francamente, têm enorme valor. Não é de agora e pode ser extensível a vários jogadores, mas custa particularmente quando atinge um caso como o de João Moutinho.
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