3.3.10

Neymar: um chapéu e... um 'bitaite'

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Quando o referenciei era apenas um miúdo prodígio. Hoje, ainda é um prodígio e... ainda é um miúdo. Em que ficamos? Digamos apenas que, embebido pelo entusiasmo do chapéu ao Chicão mas também motivado por outras observações, arrisco o seguinte:

Aos 18 anos, Neymar vai ficar de fora do Mundial. Mas vai dar ruído!

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2.3.10

O impacto de Liedson!

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Não marcou, mas isso é apenas um pormenor. O porquê de ser um jogador invulgarmente decisivo nos clássicos ficou, de novo, patente no relvado de Alvalade. Um jogo territorialmente equilibrado, disputado sobretudo nas zonas centrais do terreno, mas Liedson, foi, para além do mais rematador, quem mais faltas fez e sofreu. Porquê isto num avançado? Porque Liedson não é um avançado vulgar. É um agitador nato, que não precisa que o jogo vá ter com ele, mas que o chama e arrasta para si. Por isso, e pela espantosa capacidade para manter uma intensidade altíssima em cada uma das jogadas, torna-se num terror para qualquer defensor. E não é difícil lembrar quantos já sofreram com ele! Arrasta-os para zonas desconfortáveis e obriga-os a estar sistematicamente em jogo. Não ganha todos os duelos, e seguramente perde muitos, mas, sabe-se, basta-lhe ganhar alguns para ter um impacto enorme no jogo. E que impacto tem ele!

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11 golos numa volta ao mundo

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1.3.10

Sporting - Porto: a água que não passa 2 vezes sob a mesma ponte

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O aspecto por ventura mais curioso da hecatombe portista em Alvalade tem a ver com o facto de ter acontecido frente a uma equipa que, tacticamente, se apresentou com características semelhantes ao Braga, recentemente goleado no Dragão. O ditado diz que “a mesma água não passa 2 vezes sob a mesma ponte” e algo análogo pode ser dito sobre os jogos de futebol. É que, de facto, por muito que pareçam ter tudo para se repetir, nunca 2 jogos são iguais. Neste caso, havendo, como sempre, uma multitude de factores, há um que ajudou a acentuar tendências: o golo madrugador...

Porto: A pressão... de novo a pressão!
Entrar a perder era tudo o que o Porto não precisava. Pode parecer estanho para quem esteja de fora destas coisas, mas a verdade é que apesar de estar mais de uma dezena de pontos à frente do seu adversário directo, era sobre o Porto que recaía toda a pressão. E isso sentiu-se. O Sporting entrou melhor, mas foi o facto de ter marcado que, definitivamente, agigantou a montanha na frente dos jogadores portistas. Ganhar passou a parecer um obstáculo demasiado distante e a equipa foi associando frustração à ansiedade que já carregava, nunca tendo frescura nem lucidez mental para conseguir contornar os problemas que, do outro lado, lhe eram colocados. O já diversas vezes abordado pormenor de não poder falhar voltou a condicionar a capacidade portista e, como desta vez o adversário este forte, o resultado foi bem pior do que nos empates com Paços ou Leixões.

Há ainda outro pormenor que deve merecer reflexão. Dos 5 jogadores mais ofensivos da equipa, 3 eram estreantes em visitas portistas a Alvalade. O ponto é que este Porto é uma equipa refeita e que, apesar do talento e carácter, não conta com grande experiência nos jogadores que, realmente, podem decidir o jogo.

A bem da verdade é preciso sublinhar que o Porto tem sido uma equipa em crescimento e com um rendimento pontual não inferior à época anterior. Se não vai ser campeão, isso deve-se à repetitiva razia nos seus quadros e, sobretudo, ao aumento de qualidade na concorrência. Mais nada.

Sporting: Recuperar o orgulho!
Do lado do Sporting, praticamente o inverso do que aconteceu com o Porto. Uma equipa com mais talento e qualidade do que aquilo que lhe vem sendo creditado, sem pressão e em crescendo de confiança. O que melhor lhe pode acontecer para acentuar tendências? Um golo a abrir. Com 85 minutos pela frente, a vitória e exibição do Sporting não se esgota nesse pontapé de Djaló, mas é dele que resultam muitas das condições do que se viu a seguir.

Confiança, equilíbrio, agressividade e qualidade. Não resultou num vendaval ofensivo, é certo, mas sim num jogo inteligente e autoritário, não tanto pelo domínio, mas por um controlo inteligente e total do adversário. A prova desse bom comportamento global espelha-se na quase ausência de ocasiões portistas e, por outro lado, na também quase plena boa performance individual dos jogadores do Sporting.

Dois aspectos que quero destacar na equipa do Sporting. O primeiro tem a ver com o modelo táctico de Carvalhal, que parece ter regressado ao 4-2-3-1. Pelo menos para estes jogos de maior dificuldade. O segundo para alguma desvalorização individual de jogadores que, francamente, têm enorme valor. Não é de agora e pode ser extensível a vários jogadores, mas custa particularmente quando atinge um caso como o de João Moutinho.



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26.2.10

Benfica, Sporting e o problema da sobrecarga competitiva

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Carvalhal aproveitou o rescaldo do jogo com o Everton para voltar a um tema que tem sido, também aqui, repetidamente referido: a importância da carga competitiva no rendimento das equipas. Espantosamente, ou talvez não, há quem insista no arremesso do argumento das diferenças de mentalidade entre Portugal e outras paragens. Ignorância e um característico complexo de inferioridade. A sobrecarga competitiva e o número de jogos semanais influi no rendimento das equipas, e isso passa-se aqui, como em qualquer lugar. Aliás, esse é, ano após ano, um aspecto decisivo na recta final das provas europeias e tem ajudado a definir muitos vencedores. Aqui fica, mais uma vez, uma reflexão sobre a temática, aproveitando os actuais exemplos de Benfica e Sporting...

O Benfica e o simples efeito do desgaste competitivo
Há casos em que se sente mais do que outros, mas não há nenhuma equipa para quem seja igual jogar 1 ou 2 vezes por semana. Não tem a ver com desgaste físico, como tipicamente se confunde, mas sobretudo com o desgaste mental. O caso do Benfica é paradigmático porque é fácil encontrar exemplos de um grande desfasamento entre o rendimento nas semanas de apenas 1 jogo e naquelas em que a equipa tem de jogar 2 vezes. O modelo de jogo está perfeitamente assimilado pelos jogadores, mas estes não conseguem apresentar o mesmo rendimento ao nível das tomadas de decisão, quer na rapidez, quer no acerto, afectando, por consequência, a qualidade global do jogo colectivo. O que distingue, aqui, as equipas que sentem mais e menos este problema é a qualidade da recuperação de jogo para jogo. As equipas que melhor recuperam são aquelas que mais “frescas” aparecem em termos mentais, a jogar 3 dias depois, e aquelas que, por isso, mais regularidade apresentam.

Ainda assim, mesmo recuperando bem, nunca é igual jogar em ciclos de 3 ou 6 dias. Entre outros aspectos, ter uma semana completa permite aos treinadores preparar muito melhor o jogo seguinte, e isso pode ser preponderante nas fases decisivas das provas...

O Sporting e o problema aquisitivo do modelo de jogo
Um outro caso, bem mais problemático e que se vem reflectindo no Sporting, é o da necessidade de tempo para trabalhar aspectos mais profundos do modelo de jogo. Toda a gente reconhece a importância da pré época, mas não me parece que tal relevância tenha a ver, como por vezes se insiste, fundamentalmente com aspectos físicos. A pré época é o tempo em que o ciclo das equipas está centrada no treino e não na competição e é neste período que se podem e devem trabalhar os princípios do modelo de jogo das equipas. É aqui que os treinadores podem dar às equipas a sua identidade colectiva, partindo depois para um ciclo em que a competição passa a ser o objectivo óbvio. Pode-se corrigir e trabalhar aspectos tácticos, recuperar e preparar jogos, mas se a equipa não tiver as suas bases bem trabalhadas ficará sempre refém da calendarização e do tempo que tiver para treinar. É por isso que se torna pouco provável que uma mudança técnica a meio da época traga grandes resultados ao nível da qualidade de jogo e isto é sobretudo verdade em equipas com cargas competitivas mais elevadas, como, creio, fica fácil de perceber.

É por isso que no caso de Carvalhal, o tempo é tão importante. Seria mais fácil para ele, aliás, ter apanhado um Sporting já eliminado de grande parte das provas porque teria mais tempo para trabalhar e implementar as suas ideias. Ainda assim, o treinador terá as suas oportunidades para mostrar trabalho. Após a recepção ao Porto, o Sporting terá uma rara semana de treino e, depois de novo ciclo competitivo, uma paragem para as Selecções. Será, mesmo assim, curto e até ingrato para um treinador que joga tanto nesta fase, mas é o que lhe resta para moldar um Sporting à sua imagem.



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Por falar em túneis...

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25.2.10

Inter - Chelsea: Da vitória à... frustração de Mourinho

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O favoritismo do Chelsea era, à partida, incontornável. Ainda assim, por ver nos actuais “Blues” uma equipa algo sobrevalorizada em termos colectivos, sempre me pareceu possível um golpe de asa de Mourinho. O Inter pode ter confirmado este prognóstico pelo resultado, mas saio, ainda assim, menos crente na passagem dos italianos depois da primeira mão. Mesmo considerando que o poder mental das equipas de Mourinho torna a eficácia em tudo menos um acaso, parece-me extremamente feliz o resultado dos ‘nerazzurri’ e fica-me também a dúvida sobre a sua capacidade para sustentar o conseguido, em Stamford Bridge.

O que dirá Mourinho aos seus botões?
Quem viu as primeiras equipas de Mourinho, quem leu ou ouviu o que então defendeu, ou mesmo quem acompanhou o processo de intenções deste Inter no inicio de época, só pode estranhar ao que hoje assiste. A intenção de pressionar alto já não existe e a posse de bola não parece mais fazer parte do plano. Hoje, perante os grandes jogos, o Inter sucumbiu ao recurso de se afundar no campo, de remeter a sua recuperação para zonas baixas e de jogar tudo na profundidade em transição. É neste registo que deposita as suas esperanças de chegar longe na Champions e bater o pé aos favoritos. Porquê? A resposta não pode ser mais frustrante: porque depois de ter tentado outra via, percebeu não conseguir e procura agora um outro refúgio. Mourinho, publicamente, afirma que este é o “seu” Inter, mas ao mesmo tempo que as suas entre linhas deixam antever a ânsia por um fim de ciclo, eu pergunto-me se, aos seus botões, não confessará antes a sua frustração.

As coordenadas para Stamford Bridge
E agora, o que esperar da segunda mão? Mourinho saberá melhor do que ninguém a dura batalha que tem pela frente. É muito difícil sobreviver em Stamford Bridge. O ambiente ajuda a motivar uma equipa que, não só tem confiança e qualidade, como ainda conta com um capital de experiência acumulada que a torna também forte perante a pressão. Para o Inter será importante – senão vital – andar próximo da baliza contrária. Que é como quem diz, conseguir dar sequência e objectividade às suas transições. De resto, não haverá muitas dúvidas sobre o que se vai ver. Um domínio estrategicamente consentido pelo Inter, dificultando toda e qualquer tentativa de penetração através de um bloco baixo e denso, na expectativa de, a qualquer momento, ver Milito ou Eto’, em transição, a fazer um aproveitamento eficaz da exposição espacial. Da parte do Chelsea, a importância do poder de Drogba no jogo interior e a relevância da inspiração dos atiradores de meia distância. Afinal, o cenário será diferente, mas muito deste filme já se viu em San Siro...

Individualidades: De Lucio a... Balotelli
Antes de passar ao capítulo individual, uma nota para sublinhar a opinião de que, se Mourinho tem encontrado dificuldades em se aproximar das suas intenções iniciais, muito se deve a uma ineficiente abordagem do mercado. Algo que, aliás, se arrasta praticamente desde a sua primeira época em Inglaterra. Ainda assim, há casos de sucesso recentes e que merecem referência positiva.

Começando pelo melhor em campo, Lucio. É ágil, rápido, tem uma grande atitude e capacidade técnica. Lúcio pode ter os seus deslizes, que os tem, mas é um dos melhores do mundo, na minha opinião. A sua exibição, aliás, não está ao alcance de muitos. Difícil é perceber como o Bayern o libertou...

Eto’o, a grande atracção do Verão, não deixou de ser um grande jogador, mas, para além de passar por uma espécie de ressaca da CAN, é também um dos que sente mais o recuo da equipa em campo. Não que deixe de ser fortíssimo também em transição, mas Eto’o habituou-se a um jogo centrado na posse, e é nesse registo que se torna mais forte, seja pela intensidade com que pressiona, seja pela mobilidade que gosta de interpretar. Hoje, parece frustrado por ter de passar tanto tempo impotente no jogo.

Ao lado do camaronês, e em sentido oposto, Milito. Não é tão forte como Eto’o, nem a pressionar, nem a trabalhar como apoio à circulação, mas... que capacidade tem na profundidade! É um jogador que, embora diferente em vários aspectos, me faz lembrar Inzaghi. Um terror para os defesas, com as suas diagonais permanentes. Talvez o melhor do mundo nesta altura e neste particular. Para já, arrastou Terry para dentro da área, alongou a defesa e “ganhou” um golo. Em Stamford Bridge, grande parte das esperanças de Mourinho estão nas suas roturas.

Finalmente, Balotelli. É um prodígio e não é preciso ter-se olho de lince para o perceber. Entrou bem em vários aspectos e a equipa subiu com a alteração. Mas, ao mesmo tempo que consegue desequilibrar com uma facilidade admirável, é escandalosamente displicente para com um jogo que, claramente, não compreende. Não pressionar um adversário que vem a passo na sua zona e amuar em acções ofensivas só porque não têm o destino por si pretendido são exemplos de atitudes que, por si só, justificam fortes tomadas de posição. Pode ter o talento que tiver, mas, se não mudar, nunca chegará sequer perto do seu real potencial...



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"que golo este, do chileno..."

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