30.10.09

Dominguez: e se o futebol fosse mesmo um espectáculo?

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Há poucas coisas tão objectivas como a memória. Nela não ficam todos, apenas aqueles que têm o dom de o merecer. Seja por que motivo for. No caso dos jogadores de futebol, seguramente, os excepcionais ficarão sempre gravados na elite das nossas recordações. Mas não são os melhores, por ventura, os mais interessantes. Há outros, que não tendo sido excepcionais, conseguiram essa proeza talvez ainda mais refinada de impressionar por um aspecto particular. Algo que não lhes vale o sucesso mas vale esse meritório prémio de ficar na memória de quem os vê. É o caso, seguramente, de José Dominguez...

Formado no Benfica, e recrutado no Birmingham, chegou ao Sporting como um jogador da moda. Impressionava pelo drible praticamente imparável, tal facilidade com que mudava de direcção com a bola colada ao pé. Para quem não o conhecia era o cabo dos trabalhos, mas o passar do tempo confirmou que, afinal, o espectáculo do drible era tudo o que Dominguez tinha para dar. Aos seus raides seguiam-se, normalmente, cruzamentos ou remates inconsequentes. Se o futebol fosse, como muitas vezes erradamente se diz, um espectáculo, Dominguez nunca seria dispensado por nenhum espectador, tal o entretenimento que gerava. Mas não é, e como tal nunca Dominguez conseguiu verdadeiramente convencer alguma platéia, tornou-se num saltimbanco, pleno de espectáculo, mas com pouca objectividade.

Bem... Nem sempre era assim...
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29.10.09

Quarta Feira "gorda"

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- Muitos e bons golos na Serie A. Destaque para Cigarini (Napoles), Palladino (Genova), Bojinov e Paloschi (Parma) e Marcolini (Chievo). Já agora, também, o milagre de Dida.
- Arsenal 2-1 Liverpool, 3 golos, qual deles o melhor?
- Shakhtar 2-0 Dinamo Kiev, uma final antecipada na Taça da Ucrania
- Estoril 2-0 Olhanense, atenção à qualidade do "Samba team" do Prof.Neca...
- Sugimoto, o nome não sugere nada? Vejam o golo!

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28.10.09

Guimarães - Sporting: Vida difícil...

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Começo pelo fim e pela leitura daquele que é, por esta altura, o previsível epicentro dos debates em torno da situação leonina. Paulo Bento, e não é a primeira vez que o destaco, voltou a demonstrar uma lucidez rara na hora do balanço após do jogo. A acompanhar essa leitura, no entanto, esteve também um tom de frustração e, sobretudo, impotência. Se é verdade que alguns problemas recorrentes voltaram a ser evidenciados na primeira parte – nomeadamente ao nível da organização ofensiva – também é um facto que o extremo contraste entre a resposta antes e depois do descanso não se explica apenas pela substituição operada. A atitude e postura iniciais dos jogadores não foram as exigíveis e isso foi seguramente o que mais afastou o Sporting de um final feliz em Guimarães.

Sobre o jogo, e em traços simples, referir que foi de facto um jogo de contrastes. Estranhos contrastes. Na primeira parte, um Vitória pressionante e dinâmico com bola, a aproveitar uma entrada horrível do Sporting. Com erros e más opções individuais assustadores, sem ideias colectivas na construção e com uma baixa resposta, quer ao nível da reactividade, quer da agressividade, mantendo-se sempre muito longa no campo e distante dos adversários quando estes tinham a bola. Na segunda, não um oposto literal, mas um maior domínio do Sporting, mais dinâmico e assertivo com bola e mais reactivo no momento da perda.

Sporting
Paulo Bento permanece com o problema da organização ofensiva por resolver, não se vislumbrando grandes melhorias ao nível da mobilidade e planeamento colectivo para a posse. Para além deste problema colectivo, o Sporting conta ainda com algumas insuficiências individuais gritantes. Não querendo centrar as conclusões neste jogo em particular mas numa sequência, saliento a ala esquerda, com Grimi sem mínimos (com e sem bola) para ser opção e com Vukcevic a permanecer, jogo após jogo, um elemento de utilidade praticamente nula. Dois casos cujo rendimento, claramente, sugere revisão.

Mas o Sporting está mergulhado num outro problema que tem a ver com a frustração da sua situação no campeonato. Não é pelo pontapé de Rui Miguel, mas o campeonato para o Sporting é apenas uma utopia. A fasquia é ditada, ao contrário do que muitas vezes se vende, pelo nível da concorrência e a verdade é que o Benfica se apresenta com um nível inatingível para este Sporting. É, pois um beco sem saída. É importante que a frustração não se torne um peso insuportável e para isso é preciso encontrar outras saídas para além deste beco. Obviamente, refiro-me às competições que restam...

Vitória
Sobre o Vitória, não concordo muito com a ideia de Paulo Sérgio de centrar o desnível de rendimentos na sua própria incapacidade para manter a intensidade. Ainda assim, parece-me que há motivos para olhar o futuro com mais optimismo com o novo treinador. Fez um bom trabalho em Paços de Ferreira, com um modelo bastante ofensivo para o nível pacense. Em Guimarães terá outras condições e outra qualidade. Aliás, isso fica bem claro pela qualidade das opções que trouxe do banco para o jogo...

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E esta, hein!!

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Este já ninguém lhe tira...

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27.10.09

Benfica: Os alas e a agilidade táctica

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Ainda nem a meio chegamos e só agora – tardiamente – chega à liderança. Mas este Benfica é, em tão curto espaço de tempo, já histórico. É fortíssimo tacticamente, em todos os momentos do jogo, tem um talento enorme, assumiu uma cultura de intensidade invulgar e, agora, respira uma confiança que torna a bola mais redonda em cada lance. Demolidor. Pode-se falar, e já se falou, de muita coisa, porque quase tudo é elogioso. Hoje, porém, escolhi a importância dos alas – em particular Di Maria – na agilidade táctica da equipa. São eles que encolhem ou alargam a equipa, que lhe dão profundidade ou equilíbrio. A importância da sua reactividade é, por isso, fundamental para se responder mais rapidamente a cada um dos momentos.

Primeiro lance – Maxi dá-lhe a bola na “fogueira” e ele, ainda assim, sai dela sem se queimar. Aimar está, de facto num momento fantástico, e é a sua confiança e talento que, inegavelmente estão na origem do primeiro lance. Mas esqueçamos – se é possível – Aimar por um momento, não é dele que quero falar. No meio, Di Maria, embora um ala, não dá largura à equipa. Aproxima-se da jogada, oferece apoio, dá força à zona onde está a bola, e colabora para que ela encontre outros caminhos mais livres para progredir. Mas a profundidade não é esquecida. O movimento complementar vem do lateral, que aproveita o espaço. Tudo isto só funciona se for feito de forma automática e com grande velocidade. Daí a importância da capacidade de dar profundidade nos laterais deste modelo.

Segundo lance – Outra vez Aimar. Antecipa-se na leitura do lance e, mais uma vez, é o elemento fulcral no desequilíbrio. Mas, de novo, o que quero focar é o papel do ala, Di Maria. Perante uma jogada dividida, o seu posicionamento é intermédio. Tanto pode resultar que tenha de vir fechar ao meio, à frente da linha defensiva, como poderá “explodir” para dar profundidade em transição – o que sucedeu. A área de acção é enorme e, por isso, é fundamental o aspecto tempo, quer na reacção, quer no deslocamento. É isso que acontece, Di Maria é rápido a perceber e velocíssimo na acção, tirando partido do desequilíbrio posicional madeirense.
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Showboat!

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26.10.09

A "teia" que durou 60 minutos...

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E, de repente, o Dragão viu-se bloqueado, sem espaço, sem soluções. Entre mérito de uns e demérito de outros, que há sempre, é muita a responsabilidade da Académica. Villas Boas estreou-se com uma “teia” que prendeu a organização portista. Não é fácil, e porque não o é, durou apenas 60 minutos, o tempo que os jogadores demoraram a ceder ao desgaste e a perder intensidade. Fica o registo e a expectativa para ver igual brilhantismo noutro tipo de desafios.

Pessoalmente prefiro ver equipas que pressionam em todo o campo, que condicionam o tempo e não apenas o espaço. Não foi essa a estratégia e talvez fosse mesmo utópico exigir tanto. Folgaram os centrais, Rolando e Bruno Alves, “prendeu-se” Fernando e juntaram-se dois princípios fundamentais para que tudo o resto. Se juntar linhas e diminuir espaços é algo mais básico, mais raro é ver a forma reactiva e agressiva com que os jogadores responderam a cada pequena evolução no jogo. Numa palavra, intensidade. Mas intensidade não é fácil de manter e, por isso, a briosa cedeu. Como ao mau momento não correspondeu a ineficácia contrária, tudo se complicou.

Mérito, e muito, para o Porto. Não esteve inspirado, mas, tal como frente ao Apoel, manteve uma atitude fantástica. E de novo a intensidade. Quando a Académica abrandou, o Porto acelerou e ganhou a decisiva vantagem, desbloqueando por completo o jogo. Por falar em méritos portistas, e para acabar, de destacar a resposta da equipa sem bola. Enquanto acumulava frustrações a atacar era importante que, pelo menos, o Porto não permitisse que a Académica tivesse bola. Fê-lo sempre, e bem, e isso foi fundamental.
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