30.9.09

Futebol, os bárbaros e o jogo

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A agressividade como estratégia. Será legítimo? O mais provável é torcer-se o nariz a esta ideia. A verdade, porém, é que a agressividade, para quem tem a hercúlea missão de ganhar sendo mais fraco, não é menos do que fundamental no futebol de hoje. Porque quase sempre os mais fortes são também apaixonadamente protegidos pela opinião generalizada, a critica orienta-se invariavelmente para os bárbaros que ousam usar a agressividade como arma. Mais do que uma hipocrisia, é um erro.

Obviamente, importa, antes de mais, separar conceitos. Agressividade não é brutalidade (como acontece no vídeo). E nem vale a pena ir mais longe.

É fácil e fica bem advogar em favor de uma pureza do jogo, orientando as criticas para os intervenientes, mas é também o mais hipócrita e menos útil dos caminhos. Se o jogo permite e está mal, então o mal está no jogo. Porque se o jogo tem regras, também faz parte do jogo quebrá-las. É assim no futebol, como noutros desportos. O problema deve, por isso, ser centrado no próprio jogo e nas suas leis, e não em quem as usa em benefício próprio. Porque quem joga, joga para ganhar.
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A aventura de Migliori!

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29.9.09

Até que ponto vai o falhanço de Carvalhal?

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Clássico no Dragão, goleada na Luz, alguém terá reparado? Reparado sim, importado provavelmente não. Não faz parte dos principais pratos do futebol nacional, não faz parte do “produto final”, não importa. No meio do Atlântico, Carvalhal afundou-se. E isso, mesmo que não seja tema de montra, é uma das principais notícias da temporada até ao momento. Pelo menos para mim...

Era decisivo para um treinador que se pensava ser um dos próximos candidatos a dar “o salto”. E Carvalhal teve tudo para estar à altura. Na Madeira teve qualidade, condições e até mesmo esse raro privilégio de terminar uma época sem sucesso e poder começar a seguinte. Mas falhou. No inicio e no fim, falhou. Mas esse poderá não ter sido o principal falhanço de Carvalhal...

Responder ao insucesso de médio prazo com estatísticas de posse de bola e ocasiões perdidas pode ser o maior erro de um treinador. É negar o erro em vez de o tentar identificar para corrigir. E é isso que Carvalhal tem de fazer se quiser, realmente, chegar ao nível a que há muito parece destinado. Identificar e corrigir o erro. Porque se o futebol por vezes engana, seguramente não mente.

Carvalhal tem muito do que é preciso para atingir o nível mais elevado como treinador. E é isso que faz deste um tema especialmente relevante. Não perdeu nada com esta experiência. Nem capacidade, nem conhecimento. Há, no entanto, uma característica que, não tenho dúvidas, é fundamental para quem quer vencer, seja no que for. A capacidade para aprender e, neste caso, aprender com os próprios erros. Não é uma questão de humildade, é uma questão de inteligência.
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Volta ao mundo

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28.9.09

Porto - Sporting: Vendaval Hulk!

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Joga-se em todo o campo, mas decide-se apenas em cada uma das suas extremidades. E é por isso também que no futebol, para vencer, é preciso ser-se, primeiro que tudo, mais forte nessas zonas em que realmente tudo acontece. É por aqui que se explica a vitória portista no clássico. A maior competência do Sporting revelada noutros aspectos não teve a objectividade dos rasgos azuis e brancos e, por isso, de nada valeu. Para tudo isto contribuíram decisivamente os aspectos individuais. Se de um lado haverá responsabilidades por dividir, do outro há que realçar o nome que, verdadeiramente, valeu os 3 pontos ao Porto: Hulk. 

Porto: Às costas de Hulk
A entrada forte prometeu uma exibição que o Porto não cumpriu, mas teve uma importância fulcral no jogo. Começou por dar vantagem e retirar a pressão que poderia tornar-se uma forte condicionante para, mais tarde percebeu-se, acabar por se confirmar como o período verdadeiramente decisivo no jogo. E tem tudo a ver com Hulk. O Sporting deu-lhe algumas oportunidades para atacar a profundidade e o brasileiro não se fez rogado. Soltou-se o pânico à esquerda do leão. Este é simultaneamente o maior e o pior elogio que se pode fazer à exibição azul. É que para além de Hulk sobrou praticamente... nada. Em termos ofensivos, isto é...

O problema é que a partir daquele impacto inicial, o Porto nunca mais se conseguiu impor de forma continuada no jogo. O seu pressing nunca conseguiu o Sporting de jogar e a sua posse raramente incomodou, parecendo sempre ansiosa por mais uma transição onde Hulk pudesse de novo empolgar as bancadas. E tudo isto com mais de meia hora a jogar com mais 1 unidade, depois de mais um efeito do “furacão Hulk” na defensiva do Sporting. Enfim, um Porto de fogachos mas a dar novas evidências de que esta não é uma equipa da qual se possa ainda esperar voos mais altos. Valeu Hulk, os 3 pontos e o regresso dos sorrisos.

Sporting: não se pode dizer que não fossem avisados!
«A equipa tem de jogar com personalidade porque tem qualidade. (...) É importante não dar vantagem ao adversário. Nunca é bom estar em desvantagem, mas é pior quando isso acontece com uma equipa com a qualidade e características do F.C. Porto.»

Paulo Bento parece ter adquirido dons proféticos. Não podia ter sido mais certeiro na sua antevisão. E, no entanto, a equipa mostrando a qualidade que garantia, falhou precisamente onde ele alertou. E com que rapidez!

Podemos começar por Grimi e a opção à esquerda. Um falhanço total. Grimi foi o responsável original pela hecatombe inicial. Desequilibrou de forma primária a equipa no primeiro minuto, na jogada que resultou na transição que galvanizou os portistas. Depois perdeu Hulk, tentando controlá-lo sem controlar onde ele é forte, na profundidade. Tudo isto é verdade, mas será que fazia outro sentido optar por uma adaptação quando havia um lateral disponível? Alguém pensa que o treinador não seria amplamente criticado se tivesse optado por uma adaptação com Grimi disponível?

Continuando em Polga... Arrastado pelo vendaval Hulk, tornou-se o réu para o público em geral. Não partilho dessa tão radical culpabilização, mas não há dúvidas de que Polga merece ser seriamente revisto por Paulo Bento. É um jogador que traz componentes importantes e normalmente ignoradas ao jogo do Sporting, mas é também hoje um jogador muito fragilizado em termos físicos, potenciando em demasia as suas fraquezas e trazendo também óbvios problemas à equipa. 

Mas o mais importante é mesmo falar dos aspectos colectivos. Começando pelo melhor do jogo, a posse e o meio campo. Não é fácil fazer o que o Sporting fez no Dragão. Mostrou uma qualidade que muitos duvidam mas que sempre existiu. Uma posse que pela qualidade que tem sente mais à vontade para jogar perante defesas que tentam subir e pressionar, mas que tem mais dificuldade quando os espaços se fecham junto da área contrária. Por isso a diferença qualitativa deste jogo para outros de características distintas. É verdade que raramente deu para ameaçar Hélton de forma directa, mas serviu para obter o domínio e situações de bola parada de onde surgiram ocasiões que poderiam ter valido o golo. E não se pode dizer que o Sporting não o tenha merecido.
O problema, claro, está nos detalhes. Nos erros que a equipa comete em momentos pontuais e que tornam tudo muito mais complicado. Uma sina desta temporada que corta com uma concentração competitiva que foi a primeira marca de Paulo Bento no Sporting. Curioso como o mesmo tem agora tanta dificuldade em restaurar essa característica... apesar das profecias.

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Viudez, a chilena... uruguaia!

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24.9.09

Muito futebol!

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23.9.09

Análise vídeo: lances da jornada

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Foi um jogo marcado pelo equilíbrio, é certo, mas isso não significa que não tivessem acontecido oportunidades dignas de destaque. E, no caso dos portistas, com alguns denominadores comuns. Na primeira parte, em organização ofensiva, pelo lado direito e aproveitando o espaço entre linhas e alguma falta de capacidade defensiva do lado esquerdo do meio campo contrário. Isto, claro, só possível porque existe do lado portista uma saída a jogar organizada sobre as alas, com qualidade e rotina. Tudo isto, claro, não chegou para ganhar nem mesmo para evitar a derrota. É que para além disto, houve pouco mais e, para além disto ainda, sobrou uma exibição essencialmente desinspirada e com pouco intensidade. Em especial no inicio do segundo tempo.


Hulk & Guarin – A primeira nota vai para o papel de Meyong, quem melhor pressiona no Braga. A sua acção obriga o Porto a organizar pela direita, dando uma vantagem ao Braga que deveria ter encurralado os portistas. Não foi isso que aconteceu. Não houve agressividade dos restantes jogadores e abriu-se uma linha de passe para Hulk, a quem também foi permitido rodar e sair da zona de pressão. Depois percebe-se a pouca reactividade de Viana que perde totalmente o controlo sobre o espaço nas suas costas, explorado por Guarin. Como o Braga joga com 2 linhas de 4 e não tem nenhum jogador posicional entre elas, o colombiano ficou completamente livre para atacar a zona mais recuada dos minhotos.

Meireles & Hulk – De novo a distância entre linhas. Desta vez, notória entre os avançados e a linha média. Este factor aliado à pouca agressividade de Mossoró sobre Meireles permitiu que o médio azul ganhasse tempo e espaço para libertar Hulk no flanco oposto. Um 1x1 muito perigoso e que apenas não teve outras consequências porque Evaldo conseguiu evitar o pé esquerdo de Hulk.

Guarin & Varela – De novo o lado direito portista. O primeiro ponto a realçar é a boa dinâmica entre o extremo e o médio, com troca de posições entre eles. Um rotina bem assimilada e que é solução comum na saída de bola portista, seja à esquerda, seja à direita. O ponto aqui tem a ver com a forma como Varela consegue rodar, não havendo a pressão exigível para a situação em que se encontrava. Aliás, este lance tinha tudo para dar uma recuperação e originar transição do Braga. Mas não deu. E tudo por Viana e Paulo César voltaram a denotar grande insuficiência defensiva e porque, claro, houve qualidade do lado contrário. Aliás, esta dupla não só permite que Varela rode como depois perde controlo sobre o extremo portista, não compensando, nenhum deles, o espaço de Evaldo que vem pressionar Guarin. Só por muito pouco este lance não termina em golo.

Desacerto azul – Se há lance que espelha a desinspiração portista é aquele que culmina numa finalização de Vandinho. Uma das mais perigosas do Braga. É que a jogada só acontece porque há uma série de deslizes individuais na sua origem. Primeiro o mau pontapé de Hélton, depois o não domínio de Guarin e, finalmente, uma trapalhada de Fernando finalizada com uma "assistência" em zona central. Ainda assim, saiu barato...

Pateiro – O Benfica ganhou em Leiria, mas muito facilmente poderia ter... perdido. Tudo isto por causa de um lance de inspiração de Pateiro que só não terminou em golo porque dos pés de Kalaba não houve a qualidade correspondente. Muito mérito, obviamente, para a acção de Pateiro, mas é também curioso analisar porque é que tudo foi possível. A última arma da transição defensiva encarnada é o fora de jogo, executado ao limite e, diga-se, com excelentes resultados até ao momento. Ora, quando todos esperavam o passe de Pateiro, este bateu, ele próprio, o fora de jogo. Ainda assim não parece uma fórmula copiável para casos futuros.

Rabiola – O primeiro golo do Olhanense em Alvalade tem os holofotes sobre Carriço e Abel. Podemos começar por aí e por dizer que, na minha opinião, não há nada de errado com o comportamento dos 2 defesas. Existe um 2x2 nessa zona, o que torna tudo muito complicado caso, como aconteceu, o cruzamento saia bem. Aliás, Carriço está bem posicionado e reage bem à trajectória da bola. Simplesmente não chegou e fica muito claro que o principal motivo é a falta de... centímetros. O grande erro está, por isso, na origem do lance. Ou seja, do lado esquerdo e na falta de agressividade sobre a posse de Ukra. Quando se cria uma zona de 1x3 tem de haver maior agressividade e aqui é Vukcevic quem deveria ter impedido o jovem extremo de ter uma solução de recuo. Isso não aconteceu, Ukra teve muito mérito e Miguel Garcia apareceu para dar a solução que o Sporting permitiu.

Edgar – O Marítimo começa a ameaçar ser uma desilusão séria desta liga. Pela segunda semana consecutiva com tudo para vencer e, de novo, incapaz de o fazer. Desta vez 1 lance compôs o cenário improvável no derby madeirense e perante um Nacional com 10 jogadores. Edgar foi o protagonista e trabalhou muito bem a jogada, mas... o que dizer de Olberdam?! Permitir que o avançado cortasse para dentro quando tinha já um ângulo tão fechado... e tão facilmente ele o fez! Assim, torna-se difícil...

Xavi & Messi – Há alguém que não conheça esta jogada? Há alguém que nunca tenha visto Xavi a receber da esquerda, virar-se e solicitar a diagonal de Messi nas costas do lateral?! Não me parece. Jogadores e treinadores sabem todos disto e, no entanto, tudo se repete com sucesso. E pensar que tantas vezes ouvimos gente a falar de previsibilidade pelo conhecimento que se tem das equipas. Hoje em dia nada é imprevisível, tudo é conhecido, tudo é previsível. A diferença está na qualidade. É por isso que Messi há-de marcar mais golos tão “previsíveis” quanto este...

Eto’o & Milito – Eto’o não marcou, não assistiu, mas que impacto teve! O Inter perdia e foi muito pelo camaronês que a situação se inverteu. Sempre ligado, sempre reactivo, pressionou e provocou a perda que isolou o mortal Milito. É uma característica que não dá nas vistas, mas vale muito mais do que se pensa.

Foster & Ferdinand – Um derby que ganhou outra dimensão e que teve uma emoção invulgar. O United ganhou, mas bem se esforçou para que isso não tivesse acontecido. O erro de Foster é primário, mas o que faz Ferdinand no último minuto é difícil de classificar. Valeu-lhes o “Mickey”.

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