8.1.09

O tiro de Commons (que derrotou o Man Utd) e mais...

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- O golo de um tal de Chico a garantir a vitória do modesto Poli Ejido sobre o Espanyol

- A sensacional bomba de Ronaldo que... não entrou.

- A finalização de Carlos Martins


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7.1.09

Quique Flores: onde acabará esta montanha russa?

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Quique Flores está viver o seu pior período em Portugal. Recebido como poucos, mesmo estrangeiros, foi elogiado por quase todos, comparado a Eriksson e tolerado na hora dos primeiros deslizes. Hoje, porém, Quique vive um período de transição em termos de popularidade. A actual tendência de resultados é negativa e houve uma entrevista que, aparecendo no pior timing possível, não ajudou em nada.

Não posso, ao ler essa entrevista, deixar de recordar o que escrevi na altura em que o treinador foi anunciado como a escolha encarnada. De facto, de lá para cá, o trajecto de Quique Flores tem confirmado que, apesar da competência dos métodos, e da frieza com que analisa as situações, é mesmo muito difícil ser-se uma mais valia em Portugal. Apesar de normalmente desvalorizarmos o que temos e, até, termos uma liga desequilibrada em termos de valores individuais, a verdade é que o futebol português é duro e difícil. Um dos aspectos em Quique tem claramente falhado é no aspecto táctico, incapaz de corrigir detalhes do seu modelo que vêm prejudicando a equipa desde o inicio da temporada (e que tantas vezes foram aqui abordados). Esse será, talvez, o aspecto em que treinador mais tem desiludido as expectativas que inicialmente tinha. Já no que respeita à sua visão sobre o desafio que tem no Benfica (abordado na tal entrevista) e à constante alusão à necessidade de ter mais qualidade individual, não há nada de surpreendente.

Quique passará agora por um período muito importante. A sua perda de popularidade poderá tornar-se num inimigo sério e um obstáculo à estabilidade emocional da própria equipa caso se transforme em níveis de pressão demasiado elevados. É por isso que é fundamental que a equipa recupere rapidamente o caminho das vitórias e, sobretudo, não permita o aumento da distância pontual para o líder. No futebol, já se sabe, as opiniões são uma montanha russa e se é verdade que Quique nunca passará a ser um treinador diferente do que é, também é um facto que pode muito bem ainda terminar a época, de novo, como o herói de muitos.

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Fenómeno Messi!!

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Vale a pena ver a jogada anterior ao terceiro golo!

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Coentrão!!

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6.1.09

Moutinho e o outro lado de um 10

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10 é o número mitico do futebol. Um número que imediatamente nos remete para os grandes génios da história do futebol mundial e que, talvez por isso, deposita nos ombros de quem o carrega (ou, neste caso, de quem desempenha a função que normalmente lhe está implícita) um peso enorme, normalmente mesmo desfasado da realidade. Um 10 tem de ser perfeito do ponto de vista técnico, pegar no jogo quando as jogadas se iniciam, aparecer com dribles ou assistências mágicas e ainda marcar um número considerável de golos. A utopia é a consequência do mito e por isso é que quase todos os adeptos têm um 10 no top das necessidades do seu clube.

No Sporting, curiosamente, há muito que se pede a afirmação a 10 de um jogador que, vendo bem, não tem muitas das características dos miticos que utilizaram esse número. Moutinho é tecnicamente muito evoluído mas é fundamentalmente um jogador de grande intensidade e utilidade prática. Não é um driblador ou um inventor de espaços. Não é um passador visionário, nem um temível finalizador. Moutinho é, porém, prático, objectivo, inteligente, intenso e competente e a verdade é que dentro do actual contexto táctico do Sporting, ele pode mesmo ser muito útil como 10.

Com Vukcevic, o Sporting ganha explosão, largura, improvisação e objectividade ofensiva. No funcionamento do losango, porém, o montenegrino tem algumas lacunas, particularmente em transição defensiva. O facto de ser mais arrojado ofensivamente e menos culto defensivamente (mais uma vez, tem a ver com cultura e não com velocidade, como ultimamente se vem lendo e ouvindo) leva Vuk a comprometer no momento da perda de bola. Ora é aqui que surge Moutinho, não só compensando muitas vezes no restabelecimento do equilíbrio defensivo mas também sendo um elemento muito mais perturbador em termos de pressão. Estar aqui a falar de aspectos defensivos para uma função eminentemente ofensiva pode parecer um disparate, mas, para os mais distraídos, basta ver a importância desta outra característica do 10 como fonte de desequilíbrios no recente jogo do Bonfim.

Moutinho pode ser mesmo a melhor solução para 10 do losango do Sporting. Eu arrisco, no entanto, que tal só ocorrerá, se a equipa não exigir dele uma súbita mudança genética. Moutinho não tem o perfil de Romagnoli, e para que o rendimento seja o ideal, o colectivo deve encontrar formas de colmatar os aspectos em que não é tão forte, pedindo-lhe o que de melhor ele tem para oferecer.


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Pedro Mendes e outros que valeram a pena ver

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- A bicicleta de Iraola do Atl.Bilbao, contra o Espanyol

- O slalom de Robben a valer uma importante vitória sobre o Villareal

- A expiração de David Silva na recepção do Valência ao Atl.Madrid

- Leon Osman do Everton

- Tyson do histórico Nottingham Forest, frente ao milionário Man City

- Riera do Liverpool

- Por cá, finalmente, o chapéu de Paulo Jorge e a bicicleta de Rodriguez


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5.1.09

Trofense - Benfica: "La Pesadilla" do Golias

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Pesadelo – Aquilo que Quique chamou de pesadelo até podia ter sido diferente caso o Benfica tivesse aproveitado as, poucas mas boas, oportunidades que teve. É verdade. No entanto, aquilo que se viu foi de facto fraco. O Trofense percebeu bem a importância de perturbar a construção do Benfica e isso conduziu a um jogo com muitas dificuldades de ligação entre sectores dos encarnados. O tempo e a ineficácia em 2 boas oportunidades acabaram por dar depois ao Trofense a confiança para ir crescendo no jogo, equilibrando-o primeiro, e aproveitando, depois, algumas dificuldades defensivas que se reconhecem ao Benfica. O golo, esse, chegaria através de um duplo erro individual que proporcionou à equipa da Trofa aproveitar o adiantamento do adversário na sequência de um lance de bola parada. Primeiro, uma displicência tremenda de Di Maria (será mesmo verdade o que se vai por aí escrevendo?!) e, depois, uma abordagem menos conseguida por Moreira (lembro-me bem o que disse do afastamento de Quim). A segunda parte trouxe uma alteração táctica para o losango que, no caso do Benfica, dada a operacionalização quase inexistente, me parece mais um acto de fé do que qualquer outra coisa. A expulsão complicou o que já era difícil e, mesmo reagindo bem a essa inferioridade numérica, o Benfica não foi capaz de evitar a factura dos riscos em que incorreu.

Modelo tipo “Uniforme” – Quando se projecta um jogo deste Benfica sem Reyes e Katsouranis só se pode pensar que tudo é possível. Não que o Benfica não tenha mais soluções de qualidade, mas porque estes jogadores vêm sendo 2 individualidades que conseguem corrigir ou atenuar problemas colectivos de um modelo que não evolui desde o inicio da época. É um modelo que pode ser encontrado em vários (se calhar a maioria) dos treinadores espanhóis e se calhar é essa característica generalista que faz com que não se façam ajustamentos tácticos às necessidades especificas do Benfica. Não tem a ver com esta derrota, e até há exemplos de sucesso, mas confesso que a ideia de um modelo de jogo tipo “uniforme” é coisa que não me agrada e na qual não acredito.

Desafio mental – Com a derrota na Grécia o Benfica iniciou um ciclo negativo em que conta apenas uma vitória (o 0-6 do Funchal) em 7 jogos. Foram 7 partidas onde se perderam a Taça Uefa, a Taça de Portugal e, agora, a liderança do campeonato. Não é liquido que esta seja uma consequência da reacção psicológica à goleada frente ao Olimpiacos, mas este pode ser um pronúncio preocupante para o que se avizinha. Pela frente o Benfica tem um mês de Janeiro em que terá de reagir bem mentalmente aos resultados negativos sob pena de entrar no Dragão, a 8 de Fevereiro, com uma pressão altamente indesejável.


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Nacional - Porto: Virou líder

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3 pontos....ou mais – Referi, após o empate na Luz, que o Nacional seria possivelmente um dos maiores candidatos a roubar pontos aos grandes. É uma equipa forte tecnicamente e que sabe, normalmente, muito bem o que quer dos jogos. Desta vez, contra o Porto, só por muito pouco não o fez, num jogo que estava destinado a terminar num empate a 2, não fosse um momento de infelicidade de um jogador de Nacional. Na verdade este foi um jogo de muitas faces e em que qualquer desfecho poderia ter sido possível. Para o Porto sobra uma exibição com grande mérito pela entrega e querer que acabou por ser premiada com a felicidade do tal penalti, a compensar a forma fortuita como o Nacional havia chegado à vantagem, mas sobram também alguns indicadores algo preocupantes no capítulo defensivo. É verdade que o Nacional não foi sempre ameaçador, que até nem aproveitou bem o risco assumido pelos portistas no segundo tempo, mas também se viu, à semelhança do Bonfim e, em alguns momentos, da Amadora, uma indesejável permissividade perante a posse de bola contrária, não só depois do 1-2, mas também nos primeiros 15 minutos. De resto, o futuro e os outros confrontos dos grandes com o Nacional dirão qual o valor desta vitória na corrida para o título.

O aspecto emocional – Quase invariavelmente as análises aos jogos oferecem uma visão do jogo como algo puramente racional. À luz deste tipo de visão é impossível explicar o porquê da irregularidade de várias incidências ou comportamentos colectivos. O jogo, no entanto, vive de momentos muito variados e onde há um aspecto particularmente importante e muito difícil de controlar pelos treinadores: a emotividade. Quando o Porto entrou na segunda parte, assumindo um risco grande no jogo, dir-se-ia que o Nacional tinha tudo para poder tirar partido da situação. O fundamental seria gerir o jogo e a revolta emocional (não apenas táctica) do adversário durante alguns minutos até aparecerem os primeiros erros e oportunidades para criar desequilíbrios. O que aconteceu, porém, foi uma gestão emocional errada que resultou num descuido que permitiu que fosse o Porto a aproveitar uma transição para chegar ao empate. A partir daí o lado emocional do jogo pendeu claramente para os dragões, com o Nacional a ser vitima da menor confiança e discernimento dos seus jogadores. O tempo poderia ter amenizado esta situação, mas foi o 1-2 a fazê-lo. Inverteram-se os papeis, com o Nacional, desta vez, a reagir bem emocionalmente ao golo sofrido, ao contrário do Porto. O resultado foi o 2-2 que migrou o jogo para uma fase de erros mútuos e que poderia ter resultado em qualquer desfecho. Alguém acha que aqueles minutos finais teriam sido tão abertos caso estivesse 0-0 e não 2-2? É por isso que, por exemplo, vemos Mourinho valorizar tanto a gestão emocional dos seus jogadores durante os jogos.

Evolução táctica – O jogo teve incidências que vão muito para além dos aspectos tácticos e, até, pode dizer-se que não foi o ideal para os testar realmente. No entanto, devo dizer (já o tinha dito contra o Marítimo, apesar do empate) que me agrada muito mais a colocação de Hulk sobre a direita, como se viu na primeira parte (na segunda foi diferente), do que a sua utilização mais central vista em jogos como frente ao Setúbal ou Académica. Ganha Hulk, porque fica mais reservado para duelos individuais em zonas em que é mais fácil desequilibrar e ganha o colectivo, porque solta mais espaço para as acções de Lucho e Lisandro. Ao Porto faltará resolver agora as suas dificuldades defensivas.

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