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9.10.08
8.10.08
1 para cada do sorteio
Benfica:
- Voronin (Hertha)
- Belluschi (Olimpiacos)
- Jájá (Metalist)
- Arda Turan (Galatasaray)
Braga:
- Krzynowek (Wolfsburgo)
- Daniel Pranjic (Herenveen)
- Alex Pato (Milan)
- Niko Kranjcar (Portsmouth)
- Voronin (Hertha)
- Belluschi (Olimpiacos)
- Jájá (Metalist)
- Arda Turan (Galatasaray)
Braga:
- Krzynowek (Wolfsburgo)
- Daniel Pranjic (Herenveen)
- Alex Pato (Milan)
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Espero que não vos tenha escapado nada disto
- Terror Fanteni (Maccabi Haifa)
- Franco Zucolini (Racing)
- Leo Moura (Flamengo) - 2ºgolo da importante vitória frente ao Nautico
- Nelson Cuevas (Santos) na goleada ao Atl.Paranaense (4-0)
- Fabbiani (Newell's) - autor da jogada no 2ºgolo
- Kerzhakov (Dinamo Moscovo)
- Pagis (Rennes) - Hattrick contra o Lyon, mas o que vale a pena é o 3º
- Christian Trasch (Estugarda) na goleada 4-1 ao Bremen
- Diego (Werder Bremen) foi o livre da consolação, mas valeu a pena
- Ibrahimovic (Inter)
- Maxi Rodriguez (Atl.Madrid) levaram 6-1 mas o melhor foi dele
- Leadbitter (Sunderland) em mais uma bomba encaixada pelo Arsenal
- Crouch (Portsmouth) incrivel!
- Geovanni (Hull) tomou-lhe o gosto...
- Matthew Taylor (Bolton) ao seu estilo
- Leandro Diaz (Huracan) de bicicleta
- Franco Zucolini (Racing)
- Leo Moura (Flamengo) - 2ºgolo da importante vitória frente ao Nautico
- Nelson Cuevas (Santos) na goleada ao Atl.Paranaense (4-0)
- Fabbiani (Newell's) - autor da jogada no 2ºgolo
- Kerzhakov (Dinamo Moscovo)
- Pagis (Rennes) - Hattrick contra o Lyon, mas o que vale a pena é o 3º
- Christian Trasch (Estugarda) na goleada 4-1 ao Bremen
- Diego (Werder Bremen) foi o livre da consolação, mas valeu a pena
- Ibrahimovic (Inter)
- Maxi Rodriguez (Atl.Madrid) levaram 6-1 mas o melhor foi dele
- Leadbitter (Sunderland) em mais uma bomba encaixada pelo Arsenal
- Crouch (Portsmouth) incrivel!
- Geovanni (Hull) tomou-lhe o gosto...
- Matthew Taylor (Bolton) ao seu estilo
- Leandro Diaz (Huracan) de bicicleta
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7.10.08
Leixões - Benfica: O empate não foi o pior...
Ainda o Nápoles – Tive a oportunidade de ver o jogo durante o fim de semana com maior rigor. De facto terá sido, nesse jogo visto por menos do que os desejáveis, que o Benfica realizou a sua melhor exibição da temporada. O Nápoles dividiu as oportunidades até ao primeiro golo, é certo, mas o Benfica conseguiu um domínio avassalador na primeira parte (curiosamente só ganharia na segunda quando até vinha perdendo o seu ascendente), baseado numa forte reacção à perda de bola e numa atitude muito intensa no jogo. A minha curiosidade para o encontro com o Leixões era por isso maior. Não esperava o mesmo nível num jogo de motivação e realidades diferentes. O que se assistiu, porém, foi uma grande desilusão face àqueles 35 minutos iniciais de Quinta Feira.
A pior exibição – Se o Nápoles foi a melhor exibição do Benfica, esta foi, em termos relativos, a pior. De facto, em Matosinhos viram-se 90 minutos de muito pouca qualidade do Benfica, que começou numa primeira parte sem superioridade mas com um golo que até parecia ter dado um outro rumo ao jogo. A verdade é que os efeitos emocionais do golo foram progressivamente desaparecendo e terminando num empate devolveu justiça a uma segunda parte preocupante do Benfica.
No modelo de Quique parece cada vez mais clara a importância do pressing. Se este não funcionar, o Benfica raramente consegue ser forte ofensivamente. Isto porque o seu futebol é orientado para um ataque rápido e não elaborado, que procura tirar partido da largura da equipa mas que precisa de se iniciar numa recuperação de bola para ter mais espaço. Em organização o Benfica permanece, tal como desde a pré temporada, sem ideias. O facto do pressing quase nunca ter sido suficientemente agressivo explica a incapacidade ofensiva durante os 90 minutos. O problema agudizou-se na segunda parte com a equipa a ceder à tentação de recuar perante o assalto leixonense e a proximidade do final do jogo. O problema é que o Benfica nem sequer soube baixar o bloco convenientemente, deixando os avançados demasiado adiantados (e sem qualquer utilidade defensiva) e uma linha defensiva muito baixa, deixando o meio campo com demasiados metros para defender. Ora, jogando numa só linha de 4, ou os médios encostavam na defesa, ou eram ultrapassados facilmente pelo adversário (com 1 linha e espaço, basta 1 passe vertical para ultrapassar o meio campo). Qualquer dos casos permitia ao Leixões chegar à área do Benfica sem grandes dificuldades e foi isso que sucedeu. A este cenário de má postura defensiva há ainda que juntar a evidente incapacidade para fazer da posse de bola uma arma de gestão do tempo e do jogo.
Leixões – Confesso que tinha algumas reservas em relação ao Leixões no inicio de época. Não pelo plantel que, tal como no ano passado, tem valores mais do que suficientes, mas porque José Mota me pareceu uma escolha com algum risco, já que era um treinador cuja fórmula estava muito orientada para a realidade de um clube, o Paços de Ferreira. A verdade é que, apesar da simplicidade dos seus métodos (criticáveis), Mota tem conseguido reproduzir a fórmula em Matosinhos, com bons resultados. É uma equipa aguerrida e difícil que tem uma referência individual para o colectivo. Wesley.
O que se passou em Matosinhos tem de ser visto, sobretudo, pela parte do demérito do Benfica que rendeu muito menos do que devia, mas o Leixões parece estar a preparar-se para ser um adversário incómodo, seja qual for o oponente.
Meio campo – Os comentários passaram grande parte da transmissão a elogiar Yebda. Reconhecendo a sua mais valia física, quer no choque, quer na área que percorre, tenho alguma dificuldade em me rever em tão rasgados elogios ao francês, a quem julgo faltar alguma inteligência e capacidade técnica para ser, realmente, um grande jogador. Aliás, creio que o meio campo do Benfica ganha sobretudo com Katsouranis, que é o jogador mais inteligente posicionalmente. Com o grego, e ao contrário do que acontecia com a dupla Martins-Yebda, há uma maior protecção do espaço entre linhas, isto porque Katso percebe melhor a importância dessa zona, mantendo-se mais posicional perante a maior propensão de Yebda para se aventurar em terrenos mais adiantados.
Ainda no que respeita ao meio campo, importa assinalar a evolução negativa de Martins que, na minha opinião, fica aquém de Ruben Amorim na função de médio direito.
Golos:
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Vitória - Braga: O outro dérbi
Este é o jogo grande dos não grandes, para além do segundo derbi regional mais importante da liga no momento (atrás do Benfica-Sporting).
O jogo, apesar do nulo, não ficou a dever às expectativas. O Vitória entrou melhor, com uma boa circulação de bola, rápida, que criou problemas ao bloco defensivo do Braga nos primeiros 10 minutos. Após o primeiro susto junto da baliza de Nilson, no entanto, o Braga adquiriu o controlo da partida e foi sempre melhor. Jogando em transição (momento em que é particularmente forte ao contrário do que já ouvi), o Braga explorou muito bem as deficiências posicionais da linha mais recuada de um Vitória que tentou sempre assumir o jogo mas que nunca conseguiu a supremacia pretendida. No final, claramente, o Braga pode lamentar-se mais do que o Vitória. Várias oportunidades poderiam ter valido 3 pontos a um conjunto que, numa fase de maior confiança, teria seguramente conseguido outro resultado.
Em evolução - Estes dois conjuntos vivem fases diferentes mas creio podermos a assistir a uma época em crescendo de ambos. O Vitória, agora que ficou fora da Uefa, terá condições para recuperar a estabilidade exibicional de 07/08, ganhando em concentração e preparando melhor as partidas – ao contrário do que Cajuda tem teimado em dizer, um jogo por semana, ajuda. O problema poderão ser, eventualmente, as lesões. No Braga, apesar do começo aos tropeções no campeonato, se derem estabilidade a Jesus, depressa teremos uma equipa mais de acordo com aquilo que todos esperam. Há qualidade individual e colectiva. Para já, lesões e alguma sobrecarga exagerada de jogos terão sido um factor impeditivo de uma melhor evolução do modelo, mas, como disse, ela surgirá com o tempo.
resumo
O jogo, apesar do nulo, não ficou a dever às expectativas. O Vitória entrou melhor, com uma boa circulação de bola, rápida, que criou problemas ao bloco defensivo do Braga nos primeiros 10 minutos. Após o primeiro susto junto da baliza de Nilson, no entanto, o Braga adquiriu o controlo da partida e foi sempre melhor. Jogando em transição (momento em que é particularmente forte ao contrário do que já ouvi), o Braga explorou muito bem as deficiências posicionais da linha mais recuada de um Vitória que tentou sempre assumir o jogo mas que nunca conseguiu a supremacia pretendida. No final, claramente, o Braga pode lamentar-se mais do que o Vitória. Várias oportunidades poderiam ter valido 3 pontos a um conjunto que, numa fase de maior confiança, teria seguramente conseguido outro resultado.
Em evolução - Estes dois conjuntos vivem fases diferentes mas creio podermos a assistir a uma época em crescendo de ambos. O Vitória, agora que ficou fora da Uefa, terá condições para recuperar a estabilidade exibicional de 07/08, ganhando em concentração e preparando melhor as partidas – ao contrário do que Cajuda tem teimado em dizer, um jogo por semana, ajuda. O problema poderão ser, eventualmente, as lesões. No Braga, apesar do começo aos tropeções no campeonato, se derem estabilidade a Jesus, depressa teremos uma equipa mais de acordo com aquilo que todos esperam. Há qualidade individual e colectiva. Para já, lesões e alguma sobrecarga exagerada de jogos terão sido um factor impeditivo de uma melhor evolução do modelo, mas, como disse, ela surgirá com o tempo.
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6.10.08
Sporting - Porto: Quem treme mais?
O factor decisivo – Numa das muitas opiniões recolhidas antes da partida alguém referiu que, nestes jogos entre equipas equilibradas, mais do que os aspectos tácticos – invariavelmente explorados pela critica quando o resultado é já conhecido – são os detalhes da resposta mental dos jogadores que mais contam na definição do jogo. Estou totalmente de acordo com esta visão que julgo ter tido neste jogo mais um bom exemplo do seu acerto.
Neste aspecto mental esperavam-se duas equipas possivelmente num momento menos positivo. Se no caso do Porto até se poderia compreender alguma ansiedade por vir de um jogo invulgarmente mau e encarar um adversário que estava à sua frente na tabela, no caso do Sporting, como referi após o jogo do Basiléia, não se percebe o estado de espírito que se apoderou de adeptos e equipa, perante um inicio de época com resultados perfeitamente dentro daquilo que são os objectivos para a temporada. Se terá sido motivado pelo clima externo ou interno, não sei dizer. O que sei é que a tremedeira gritante que se viu nos jogadores do Sporting durante os primeiros 45 minutos de jogo entregou praticamente de bandeja os 3 pontos a um Porto que, sem fazer um grande jogo, soube tirar partido dos erros do adversário, justificando a vitória.
Neste aspecto mental esperavam-se duas equipas possivelmente num momento menos positivo. Se no caso do Porto até se poderia compreender alguma ansiedade por vir de um jogo invulgarmente mau e encarar um adversário que estava à sua frente na tabela, no caso do Sporting, como referi após o jogo do Basiléia, não se percebe o estado de espírito que se apoderou de adeptos e equipa, perante um inicio de época com resultados perfeitamente dentro daquilo que são os objectivos para a temporada. Se terá sido motivado pelo clima externo ou interno, não sei dizer. O que sei é que a tremedeira gritante que se viu nos jogadores do Sporting durante os primeiros 45 minutos de jogo entregou praticamente de bandeja os 3 pontos a um Porto que, sem fazer um grande jogo, soube tirar partido dos erros do adversário, justificando a vitória.
Sporting – Paulo Bento terá sido particularmente influenciado pelo que se passou nos últimos 2 jogos para a sua opção inicial. As lesões de Izmailov e Vukcevic implicavam, quase que obrigatoriamente, a reprodução do trio Veloso, Moutinho e Rochemback, que havia revelado, nesses jogos, uma incapacidade notória para dar força ao segundo momento ofensivo da equipa. Perante o problema, Bento terá tentado criar uma compensação para esta pouca propensão ofensiva dos seus médios com a inclusão de Djaló e uma aparente preocupação em manter os médios interiores mais abertos do que o costume – Moutinho em particular. Francamente, creio que a presença de Djaló não terá sido benéfica para a ligação do jogo do Sporting mas não posso vincar demasiado esta minha convicção porque houve, no Sporting, um comportamento de tal forma errático que, acredito, teria posto em causa as aspirações colectivas, fosse qual fosse a estratégia para o jogo. O número de passes errados foi assustador nos primeiros minutos de jogo, revelando uma enorme intranquilidade dos jogadores. O primeiro remate do Porto, por Tomas Costa, resulta de um passe errado (Polga para Djaló). A jogada (anedótica!) que antecede a displicência de Grimi, na origem do primeiro golo, começa com um passe errado do mesmo Grimi, entregando a posse de bola ao Porto. O lance que termina na falta que dá origem ao livre de Bruno Alves começa num passe errado de Tonel para Abel. O remate de Meireles, já após o 1-2, resulta de um passe errado de Veloso para Abel. E estes são apenas exemplos. O Sporting melhorou claramente no segundo tempo, foi mais esclarecido na posse de bola (o que não era difícil), pressionou melhor na reacção à perda de bola e conseguiu algumas fases de intenso assédio à área portista que lhe poderiam ter facilmente valido o golo nas poucas mas boas oportunidades que teve. As melhorias (refiro-me à confiança dos jogadores e não ao risco assumido), no entanto, revelaram-se tardias e os primeiros 45 minutos acabaram mesmo por ser decisivos. Individualmente, creio que a excepção à regra terá sido Moutinho, com Postiga também em bom plano. No pólo inverso estiveram, sobretudo no primeiro tempo, vários jogadores, com Grimi a ser o mais determinante pela negativa (seguramente o seu pior jogo com a camisola do Sporting). A paragem será ideal para recuperar alguns elementos que, fica claro, fazem muita falta a este Sporting.
Porto – Mesmo depois do terramoto de Londres, Jesualdo voltou a apostar na mesma estratégia de Benfica e Arsenal. Esta é a prova, para quem tem dúvidas, de que as coisas não surgem por mera improvisação momentânea do treinador, mas sim porque este acredita que a sua estrutura normal não garante a mesma solidez perante equipas mais fortes. Assim Jesualdo, utiliza um ala mais defensivo (Tomás Costa) para fazer aquilo que o seu modelo tanto se empenha por privilegiar: as qualidades ofensivas dos seus melhores jogadores (no caso, Lucho Gonzalez, que fica liberto de maiores responsabilidades defensivas). Goste-se ou não, parece-me, como já me parecia, legítimo.
Mas se no passado tenho defendido aqui ser profundamente redutor apontar o dedo à estratégia de Jesualdo na hora da derrota, sigo agora a mesma linha de raciocínio perante o resultado inverso. A vitória do Porto não se deveu a uma “vitória táctica” de Jesualdo mas, sobretudo, a um bom aproveitamento dos erros do adversário. O pressing não me pareceu particularmente impressionante tendo em conta o que já vi a este Porto, mas foi o suficiente para importunar um Sporting demasiado errático no primeiro tempo e abrir caminho à vitória. Na segunda parte, por força da atitude do adversário e tolerância da sua própria estratégia no jogo, o Porto baixou o seu bloco, procurou menos o erro, mas criou também condições para matar o jogo com o aproveitamento dos espaços que o Sporting libertava. Não teve sempre o controlo da situação, mas foi claramente solidário defensivamente e, como é normal nestas situações, foi crescendo em confiança com o passar dos minutos. Devo, no entanto, referir que um outro Porto, num momento de maior confiança ter-se-ia, creio eu, antecipado ao apito do árbitro para pôr um ponto final no jogo.
Individualmente, nota para a invulgar normalidade das exibições de Lucho e Lisandro, para a entrega decisiva de Tomas Costa (o que é que Jesualdo lhe vai fazer quando regressar à estrutura normal?) e, claro, para a inspiração de Bruno Alves... quem diria!
Golos:
0-1; 1-1; 1-2;
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